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Especialista do Sabin explica sobre a fase de
transição para a menopausa, que tradicionalmente se inicia após os 40 anos, e
alerta: “desconfortos não podem ser normalizados”
Insônia, irritabilidade, cansaço extremo, lapsos de
memória e, principalmente, irregularidade no ciclo menstrual. Muitos desses
sintomas são frequentemente atribuídos à rotina agitada e ao estresse do dia a
dia, mas podem ser os primeiros sinais da perimenopausa, a fase de transição
que antecede a menopausa. Esse período, que marca o declínio natural da função
ovariana, pode começar anos antes da última menstruação e tem se tornado um
tema de crescente interesse e debate, quebrando tabus e levando mais pessoas a
buscar informação e cuidado.
“É fundamental que esses desconfortos não sejam
normalizados. Uma avaliação clínica detalhada, aliada a exames laboratoriais, é
essencial para confirmar a fase da perimenopausa e descartar outras condições,
como distúrbios da tireoide, que podem apresentar sintomas semelhantes. Esse
diagnóstico permite orientar as melhores abordagens, que vão desde ajustes no
estilo de vida até a terapia de reposição hormonal, quando indicada”, detalha
Deborah Goulart Ferreira, endocrinologista do Sabin Diagnóstico e Saúde.
A perimenopausa geralmente se manifesta na faixa
dos 40 anos, mas especialistas observam que fatores do estilo de vida
contemporâneo podem influenciar sua manifestação. “No Brasil, a idade média da
menopausa é por volta dos 51 anos. A perimenopausa, por sua vez, é a janela de
tempo que a antecede, durando em média de 8 anos antes da última menstruação.
Durante essa fase, os níveis de estrogênio e progesterona começam a oscilar de
forma imprevisível, causando uma série de mudanças físicas e emocionais que
muitas vezes não são imediatamente reconhecidas”, explica a especialista.
Além dos fatores genéticos, que são determinantes,
o estilo de vida moderno tem um papel crucial. “Estresse crônico, má
alimentação, sedentarismo, obesidade e tabagismo são fatores que podem
desregular o eixo hormonal e, em alguns casos, contribuir para uma transição
mais sintomática ou precoce. Hoje, as pessoas estão mais informadas e dispostas
a discutir o tema, o que aumenta a procura por um diagnóstico preciso para
garantir qualidade de vida”, reforça.
A importância do diagnóstico preciso
A irregularidade menstrual costuma ser o primeiro e
mais evidente sinal, com ciclos que se tornam mais curtos, mais longos ou com
fluxos variáveis. No entanto, são os outros sintomas, como ondas de calor
(fogachos), dificuldades para dormir, alterações de humor e queda de energia,
que mais impactam o bem-estar.
Para uma avaliação completa do status hormonal e da
saúde geral nesta fase, a especialista recomenda os principais exames, que
fazem parte do portfólio do Sabin:
• FSH (Hormônio
Folículo-Estimulante): Seus níveis tendem a aumentar com a diminuição da função
ovariana.
• Estradiol (E2): Principal
hormônio feminino, cujos níveis oscilam e depois caem.
• Hormônios da tireoide (TSH, T4
livre): Para descartar hipotireoidismo ou hipertireoidismo.
• LH (Hormônio Luteinizante),
Progesterona, Testosterona total e livre, e SHBG: Para uma análise abrangente
do perfil hormonal.
A endocrinologista finaliza reforçando que a perimenopausa não é uma doença, mas uma fase natural da vida. “Com acompanhamento médico adequado, prática regular de atividade física e uma alimentação equilibrada, é totalmente possível atravessar essa transição com saúde, bem-estar e qualidade de vida, mantendo a produtividade e a disposição.”
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