Da infraestrutura à escolha do equipamento, a arquiteta Cinthia Claro revela que entender as variáveis é essencial para garantir bem-estar no dia a dia
Conforto no banho, praticidade na rotina e até uma sensação de ‘quarto de hotel’ com a opção de deixar a água no ponto ideal ao regular os misturadores: o aquecimento a gás é um sistema muito presente nos projetos de construtoras que já entregam o imóvel com as tubulações e a estrutura para ventilação e exaustão. “Para viabilizar a utilização, escolhemos o equipamento para a instalação, que por sua vez, deve ser compatível com a demanda de uso dos moradores”, explica a arquiteta Cinthia Claro, à frente de seu escritório homônimo.
Na prática, o
sistema se destaca pela capacidade de fornecer água quente de forma contínua,
com temperatura estável e pressão mais elevada, características que fazem a
diferença especialmente em moradias com mais de um ponto de uso. De acordo com
ela, questões técnicas e até normativas entram na equação e podem influenciar
diretamente na viabilidade do sistema.
A quantidade de
moradores e a infraestrutura calculadas corretamente ajudam a evitar ajustes
posteriores, garantindo um resultado mais eficiente. Saindo do cenário de um
imóvel já construído para o emprego do gás natural, Cinthia revela que a
inclusão desse tipo de aquecimento em uma edificação deve considerar as
questões de viabilidade. “Antes de qualquer decisão, é fundamental verificar
se há uma base disponível, seja no condomínio ou na rua”, pontua.
A presença de gás
encanado é determinante para a instalação do aquecimento a gás. Em condomínios
modernos, isso costuma já estar previsto, mas em residências, é necessário
confirmar a disponibilidade na rede da região. “Quando isso não existe, o
custo e a complexidade da instalação aumentam bastante. Por isso, essa análise
inicial evita surpresas no meio da obra”, ressalta Cinthia.
Dá para trocar pelo chuveiro elétrico?
Apesar de o sistema a gás ser bastante valorizado, há casos em que o morador opta por não o utilizar. Nesses cenários, a troca pelo chuveiro elétrico é possível, mas exige atenção.
“Sim,
em vias de regra é podemos promover a substituição, mas é indispensável
verificar as normas do regulamento do condomínio. Alguns empreendimentos têm
diretrizes específicas sobre o tipo do sistema de aquecimento”, orienta a arquiteta.
Vale destacar que
muitos apartamentos são entregues com infraestrutura para instalação de
chuveiros e torneiras com aquecimento a gás, mas não o elétrico. E para isso, o
projeto envolve uma reforma para a instalação de um ponto de energia dentro do
box.
Como escolher a litragem ideal
Um dos pontos mais importantes na escolha do aquecedor é a capacidade do equipamento, que deve estar alinhada ao número de pontos de uso simultâneo. Considerando uma vazão média de 10 litros por minuto por chuveiro, a recomendação geral é:
• 1 chuveiro + 1
torneira: aquecedor de 10 a 15 litros
• 2 duchas:
aquecedor de 22 a 27 litros
• 3 duchas ou 2
chuveiros + 1 torneira: aquecedor de 30 a 36 litros
“Dimensionar
corretamente o equipamento é essencial para evitar oscilações de temperatura e
garantir conforto no uso diário”,
reforça Cinthia.
Mecânico ou digital: qual a diferença?

Apesar do custo superior, aquecedores digitais a gás oferecem
maior precisão no controle de temperatura
Foto: Freepik
Outro fator relevante é o tipo de controle do aquecedor. Segundo a arquiteta, a versão mecânica, em que o controle da chama e da vazão é manual, pode registrar uma menor precisão na temperatura da água, enquanto o digital permite definir com exatidão o gradiente esperado.
Onde instalar o aquecedor
“O mais comum é instalar o aquecedor na área de serviço, justamente para deixá-lo mais reservado e fora do campo visual. Além disso, esse posicionamento facilita a ventilação e o acesso para manutenção”, afirma a arquiteta.
Ela reforça que a
instalação deve sempre ser feita por profissionais qualificados. “Estamos
lidando com gás, então todo cuidado é imprescindível para garantir segurança e
bom funcionamento do sistema”, finaliza.
@cinthia.claro
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contato@cinthiaclaro.com.br





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