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domingo, 19 de abril de 2026

Petiscos podem acelerar obesidade em pets

Segundo a veterinária Luciana Oliveira, calorias vindas desses alimentos acentuam o problema e dificultam a perda de peso.


Os petiscos, vistos como “agrado” aos gatos, podem ser um dos principais fatores para a obesidade felina. A opinião é da veterinária e PhD em Nutrição Animal Dra. Luciana Oliveira. “Qualquer tipo de alimento, seja industrializado ou natural, contém calorias. Se o animal consumir mais calorias que precisa, ele vai ganhar peso. Então todas as calorias precisam ser contabilizadas, e no caso de um animal obeso as calorias vindas de petiscos acentuam o problema e dificultam a perda de peso”, alerta.

O aumento de casos de obesidade em gatos tem preocupado especialistas e acendido um alerta entre tutores. Silencioso, o ganho de peso pode evoluir para problemas de saúde importantes, afetando diretamente a qualidade e a expectativa de vida dos animais.

De acordo com a Dra. Luciana, a forma mais eficaz de identificar se um gato está acima do peso não é apenas pela balança, mas pela avaliação do escore de condição corporal. “Esse escore varia de 1 a 9, sendo 5 o ideal. A avaliação é feita por meio da palpação do corpo do animal, observando a presença de gordura e a definição corporal”, explica.

A pesagem também é uma aliada importante, mas deve ser feita com frequência adequada. Para gatos com peso ideal, o acompanhamento mensal costuma ser suficiente. Já em casos de sobrepeso ou obesidade, o controle precisa ser mais próximo, podendo ser semanal ou quinzenal, especialmente quando o animal está em processo de emagrecimento.

Um dos erros mais comuns entre tutores é simplesmente reduzir a quantidade de ração oferecida. Segundo a especialista, essa prática pode trazer prejuízos à saúde. “Diminuir a quantidade de uma ração comum não é suficiente e pode causar deficiência de nutrientes essenciais. O correto é utilizar uma alimentação específica, como rações light ou terapêuticas para obesidade, de acordo com o grau de sobrepeso do animal.”

Além da alimentação, o estímulo à atividade física é fundamental. Ambientes enriquecidos, com prateleiras, nichos e móveis verticais, incentivam o gato a se movimentar mais. Brinquedos como bolinhas, varinhas e arranhadores também ajudam a aumentar o gasto de energia.

O ideal é que os momentos de brincadeira sejam frequentes, respeitando o ritmo do animal. Gatos tendem a ser mais ativos no final do dia e durante a noite, o que pode ser aproveitado para incentivar a atividade.

No processo de emagrecimento, o controle deve ser criterioso. “Diferente dos cães, gatos têm mais dificuldade para perder peso. Por isso, cada caloria importa. Em muitos casos, o ideal é suspender completamente os petiscos durante a dieta”, finaliza a Dra. Luciana Oliveira.

 

Dra. Luciana Oliveira - Médica veterinária formada pela Unesp de Jaboticabal, possui mestrado o doutorado na área de nutrição de cães e Gatos pela Unesp Jaboticabal. Fez estágio de doutoramento na Universidade LMU, de Munique/Alemanha. É membro do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal Pet (CBA PET) e da Sociedade Brasileira de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos (SBNutripet). Tem mais de 20 anos de experiência na área de Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos.


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