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segunda-feira, 2 de março de 2026

Doenças gastrointestinais no início do ano: o que muda com calor, viagens e alimentação fora de casa

Mudanças na rotina, altas temperaturas e refeições fora de casa aumentam o risco de infecções, intoxicações e desconfortos digestivos nos primeiros meses do ano

 

O início do ano costuma vir acompanhado de viagens, refeições fora de casa e uma rotina menos previsível. Somadas ao calor intenso, essas mudanças criam um cenário propício para o aumento de doenças gastrointestinais, como diarreia, intoxicações alimentares, refluxo, gastrite e infecções intestinais. 

Segundo o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde, esse é um período que exige atenção especial ao sistema digestivo. “O calor acelera a proliferação de bactérias e aumenta o risco de contaminação dos alimentos. Quando isso se soma a escolhas feitas fora de casa, o risco de problemas gastrointestinais cresce consideravelmente”, explica.

 

Calor e conservação dos alimentos

As altas temperaturas impactam diretamente a segurança alimentar. Alimentos mal refrigerados, expostos por longos períodos ou manipulados sem os cuidados adequados tornam-se um ambiente favorável para bactérias e vírus. “Mesmo alimentos aparentemente inofensivos podem causar intoxicações quando não são bem armazenados. No verão, esse risco é ainda maior”, alerta o médico.

 

Viagens e mudanças no funcionamento do intestino

Durante viagens, o organismo passa por adaptações que afetam o funcionamento do intestino. Alterações nos horários das refeições, consumo de água de procedência desconhecida e longos períodos sem se alimentar adequadamente podem provocar diarreia, constipação e dor abdominal. “É comum que pessoas que não têm histórico de problemas digestivos apresentem sintomas durante ou após viagens, principalmente em regiões mais quentes”, afirma o Dr. Armindo.

 

Excessos e sobrecarga do sistema digestivo

O começo do ano também é marcado por exageros alimentares. Bebidas alcoólicas, alimentos gordurosos e refeições volumosas sobrecarregam o estômago e favorecem crises de refluxo, azia e gastrite. “O problema não está em um episódio isolado, mas na repetição dos excessos ao longo de vários dias. O sistema digestivo sente rapidamente essa sobrecarga”, destaca.

 

Hidratação como aliada da digestão

A desidratação, comum nos dias quentes, piora os sintomas gastrointestinais. A falta de líquidos compromete a digestão, altera o trânsito intestinal e intensifica desconfortos como constipação ou diarreia.

“Muitas pessoas só percebem a desidratação quando os sintomas aparecem. Manter o consumo de água ao longo do dia é fundamental para proteger o intestino”, orienta o especialista.

 

Quando procurar ajuda médica

O diretor médico da Nova Saúde reforça que sintomas persistentes não devem ser ignorados. Dor abdominal intensa, febre, vômitos frequentes ou diarreia prolongada exigem avaliação médica. 

“O início do ano deve ser um período de retomada com mais equilíbrio. Pequenos cuidados no dia a dia ajudam a evitar problemas que podem comprometer o descanso, as viagens e a qualidade de vida”, conclui o Dr. Armindo Matheus. 



Nova Saúde
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No Brasil a obesidade só cresce e já atingiu o aumento de 118% entre 2006 e 2024, segundo o Ministério da Saúde. Segundo projeções globais, até 2035 cerca de metade da população mundial poderá viver com sobrepeso ou obesidade


A obesidade não deve ser vista apenas como uma questão estética, mas como uma doença crônica com impacto direto no aparelho digestivo e no metabolismo corporal — com reflexos sobre o fígado, pâncreas e risco cardiometabólico. Quem explica é o cirurgião do aparelho digestivo Dr. Rodrigo Barbosa.

Dados recentes revelam que a obesidade segue em rápido crescimento no Brasil e no mundo. No país, o aumento de casos entre adultos atingiu 118% entre 2006 e 2024, segundo o último levantamento do Vigitel 2025, do Ministério da Saúde — que monitora fatores de risco para doenças crônicas.

Esse cenário preocupa porque a gordura em excesso não é apenas um acúmulo de tecido adiposo: ela altera fisiologicamente o organismo, promovendo inflamação crônica e interferindo no funcionamento de órgãos essenciais.

“Obesidade é uma doença digestiva e metabólica, e não um problema de vontade ou estética. A gordura visceral altera a sinalização hormonal, prejudica o fígado e o pâncreas e aumenta o risco de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares”, destaca o cirurgião do aparelho digestivo que alerta ainda que a obesidade condiciona uma série de outras desordens metabólicas.
 

Impactos da obesidade no fígado, pâncreas e metabolismo

A obesidade está diretamente ligada a distúrbios digestivos e metabólicos:

  • Fígado gorduroso (esteatose/Metabolic Dysfunction-Associated Steatotic Liver Disease – MASLD): condição comum em pessoas com obesidade, podendo evoluir para inflamação e fibrose hepática se não tratada adequadamente.
  • Pâncreas e resistência à insulina: o excesso de gordura corporal contribui para a resistência insulínica, fator central no desenvolvimento do diabetes tipo 2.
  • Risco cardiometabólico aumentado: obesidade eleva significativamente as chances de doenças cardiovasculares, hipertensão e complicações metabólicas associadas.

A obesidade também é um dos principais fatores de risco para outras doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs), como alguns tipos de câncer e condições respiratórias, o que amplia ainda mais seu impacto sobre o sistema de saúde.
 

Obesidade é um problema de saúde pública, não de estética

Segundo projeções globais, até 2035 cerca de metade da população mundial poderá viver com sobrepeso ou obesidade, com implicações profundas para os sistemas de saúde, qualidade de vida e expectativa de vida.

No Brasil, estimativas apontam que uma parte substancial da população adulta já vive com obesidade hoje, e as tendências demográficas sugerem que esse número pode continuar crescendo nas próximas décadas, especialmente sem políticas públicas eficazes de prevenção e tratamento.

“A obesidade não pode ser vista como falha individual. É uma condição clínica complexa, influenciada por fatores genéticos, ambientais, estilo de vida e desigualdades sociais. O combate efetivo exige ações integradas de saúde pública, educação, alimentação adequada e acesso ao tratamento especializado”, ressalta o cirurgião.
 

Abordagem multidisciplinar e tratamento da obesidade

O tratamento eficaz da obesidade exige acompanhamento multidisciplinar — envolvendo médicos, nutricionistas, psicólogos e, quando indicado, intervenção cirúrgica. Entre as opções terapêuticas, a cirurgia bariátrica é reconhecida como tratamento eficaz para casos severos ou quando outras estratégias clínico-nutricionais não são suficientes, especialmente em pacientes com comorbidades associadas.

“A indicação cirúrgica não é estética, mas médica e funcional — com objetivos de reduzir risco de complicações metabólicas e melhorar sobrevida e qualidade de vida”, finaliza o médico especialista em obesidade.
 

Dr Rodrigo Barbosa - cirurgião digestivo sub-especializado em cirurgia bariátrica e coloproctologia do corpo clínico dos hospitais Sírio Libanês e Nove de Julho. CEO do Instituto Medicina em Foco 


Do Nipah às infecções comuns: especialista do Hospital IGESP explica como identificar sintomas e acompanhar a saúde a longo prazo

Mesmo sem casos no Brasil, o estudo do vírus reforça a importância de atenção aos primeiros sintomas e à evolução das infecções virais

 

O vírus Nipah tem chamado atenção global nos últimos dias por sua gravidade em alguns países da Ásia e pelo potencial de causar surtos localizados. Embora ainda não tenha registros no Brasil, ele serve como exemplo de como algumas doenças virais podem evoluir silenciosamente. 

A taxa de letalidade estimada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) varia conforme o surto e as condições de vigilância e tratamento local, mas geralmente fica entre 40% e 75% das pessoas infectadas. Esse cenário reforça a importância de identificar sinais iniciais e acompanhar a evolução de infecções virais, mesmo quando os sintomas parecem leves ou passageiros. 

A evolução da infecção pelo vírus Nipah nem sempre é perceptível de imediato, o que torna o monitoramento contínuo fundamental para prevenir complicações e favorecer uma recuperação completa. 

A transmissão do vírus ocorre principalmente pelo contato direto com animais infectados, especialmente morcegos frugívoros e porcos, ou pelo consumo de alimentos contaminados, como frutas e seivas cruas. Também há registro de transmissão de pessoa para pessoa, sobretudo por meio do contato com secreções corporais. 

“A prevenção envolve medidas simples, mas essenciais, como evitar o consumo de alimentos potencialmente contaminados, reforçar práticas de higiene, utilizar equipamentos de proteção em ambientes de risco e adotar protocolos rigorosos de controle de infecção. Atualmente, não há tratamento antiviral específico nem vacina aprovada contra o Nipah, sendo o manejo baseado em cuidados de suporte e no acompanhamento clínico contínuo para tratar complicações à medida que surgem”, explica Julio Onita, infectologista do Hospital Igesp. 

“Os primeiros sinais de infecção podem ser sutis e facilmente confundidos com resfriados ou outras viroses comuns, como dengue, influenza ou febre amarela. Sintomas como febre baixa, dor de cabeça, cansaço intenso e mal-estar geral podem passar despercebidos, mas indicam que o organismo está reagindo a uma agressão viral. Observar essas manifestações com atenção permite detecção precoce, reduzindo o risco de complicações e evitando que situações mais graves se instalem sem que sejam percebidas”, acrescenta o médico.


Doenças raras e infecções comuns compartilham riscos silenciosos 

Estudar vírus como o Nipah reforça que prevenção, atenção aos primeiros sinais e acompanhamento contínuo não são apenas práticas desejáveis, mas essenciais para lidar com doenças emergentes e infecções virais em geral. Esses cuidados contribuem para ampliar a segurança e o bem-estar da população, inclusive em regiões onde o vírus ainda não circula, ao fortalecer uma cultura de vigilância capaz de reduzir riscos e aprimorar a resposta diante de novas ameaças virais. 

“Aprender a reconhecer sinais sutis e iniciais e acompanhar a evolução das infecções traz lições valiosas não apenas para doenças raras como o Nipah, mas também para vírus recorrentes como dengue, influenza e febre amarela. Cada organismo reage de maneira única, e sintomas leves podem esconder processos que evoluem silenciosamente”, afirma o especialista do Hospital Igesp. 

“A observação cuidadosa e a vigilância contínua tornam-se, assim, ferramentas fundamentais para identificar alterações de saúde antes que se tornem problemas graves, permitindo intervenções mais precisas e eficazes”, finaliza.

 

Rede IGESP


CRCSP apoia campanha Março Lilás, Amarelo e Azul-Marinho e destaca a importância da prevenção em saúde

Iniciativa reforça a conscientização sobre câncer de colo do útero, endometriose e câncer de intestino 

 

O Conselho Regional de Contabilidade do Estado de São Paulo (CRCSP) apoia a campanha Março Lilás, Amarelo e Azul-Marinho, que integra o calendário colorido da saúde e têm como objetivo ampliar a conscientização da sociedade sobre a prevenção do câncer de colo do útero, da endometriose e do câncer de intestino. 

A entidade ressalta que o acesso à informação qualificada e o diagnóstico precoce são fatores decisivos para a redução da incidência e da mortalidade dessas doenças, que afetam milhões de pessoas no Brasil e no mundo. 

No Março Lilás, o foco é o câncer de colo do útero, que permanece como a quarta causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). A doença está fortemente associada à infecção pelo Papilomavírus Humano (HPV), responsável por cerca de 70% dos casos, conforme dados do Ministério da Saúde. Além da vacinação contra o HPV, o rastreamento da doença avança com a adoção do teste de DNA-HPV, método mais moderno e preciso, capaz de detectar diretamente o vírus antes do surgimento de lesões. O exame permite maior intervalo entre coletas quando o resultado é negativo e, em alguns casos, possibilita a autocoleta, ampliando o acesso ao rastreamento. A incorporação do teste ao Sistema Único de Saúde (SUS) ocorre de forma gradual, com ampliação prevista ao longo de 2026, conforme orientações do Ministério da Saúde. Apesar desse avanço, o exame Papanicolau segue sendo uma ferramenta válida de rastreamento, especialmente em contextos específicos e conforme orientação médica. 

O Março Amarelo é dedicado à conscientização sobre a endometriose, condição que afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva no mundo, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que representa aproximadamente 190 milhões de pessoas. No Brasil, estima-se que cerca de 8 milhões de mulheres convivam com a doença. A endometriose pode causar dor crônica, infertilidade e impactos significativos na qualidade de vida e, em muitos casos, o diagnóstico leva anos para ser confirmado, o que reforça a importância do acesso à informação, do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado. 

Já o Março Azul-Marinho chama a atenção para o câncer de intestino, que está entre os tipos mais comuns no país. De acordo com estimativas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), são registrados cerca de 45 mil novos casos por ano no Brasil. A campanha destaca a importância da adoção de hábitos saudáveis, da alimentação equilibrada e da realização de exames de rastreamento, especialmente entre pessoas acima dos 50 anos ou com fatores de risco. 

Ao apoiar essa campanha, o CRCSP contribui para a disseminação de informações confiáveis e para o fortalecimento de ações voltadas à prevenção em saúde. 

Para mais informações, acesse www.crcsp.org.br.
 

Otorrinolaringologia ganha protagonismo em um mundo onde comunicar é essencial


Especialidade que nasceu para estudar a comunicação humana se consolida como uma das mais estratégicas da medicina moderna

 

Em um mundo cada vez mais conectado, em que ouvir, falar e respirar bem impactam diretamente relações pessoais, desempenho profissional e qualidade de vida, a Otorrinolaringologia assume um papel cada vez mais estratégico na medicina. 

“A otorrinolaringologia nasce para estudar a comunicação humana e se torna destaque pela importância cada vez maior da comunicação em um mundo globalizado”, afirma o otorrinolaringologista Dr. Gilberto Pizarro, do Hospital Paulista. 

Responsável pelo cuidado das estruturas que permitem audição, voz, respiração e equilíbrio, a especialidade deixou de ser vista apenas como área voltada a infecções de ouvido ou sinusites e passou a ocupar posição central em temas que dialogam com qualidade de vida, produtividade e saúde integral. 

Celebrado em 3 de março, o Dia Nacional do Otorrinolaringologista reforça essa transformação. Hoje, a especialidade acompanha o avanço tecnológico da medicina e amplia sua atuação em áreas como distúrbios do sono, reabilitação auditiva, cirurgia cérvico-facial e procedimentos funcionais e estéticos.

 

A complexidade por trás da respiração e do sono 

Entre os campos que mais cresceram nos últimos anos está a medicina do sono. Condições como a apneia obstrutiva deixaram de ser vistas apenas como um incômodo noturno e passaram a ser reconhecidas como fatores de risco para doenças cardiovasculares, alterações metabólicas e prejuízo cognitivo. 

“Distúrbios respiratórios durante o sono impactam muito além do ronco. Há repercussões na oxigenação, no funcionamento cardiovascular e na saúde mental. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado fazem diferença significativa na qualidade de vida do paciente”, explica o Dr. Pizarro. 

Outro ponto de destaque é a saúde auditiva. Com o envelhecimento da população e a exposição constante a ruídos — inclusive pelo uso prolongado de fones de ouvido — cresce a preocupação com perdas auditivas progressivas. 

“A audição é uma das bases da interação social. Quando há perda auditiva não tratada, o paciente pode apresentar isolamento, dificuldades cognitivas e prejuízo emocional. A reabilitação auditiva evoluiu muito e hoje oferece soluções altamente eficazes”, acrescenta o especialista.


Tecnologia e formação ampliam oportunidades 

A incorporação de novas tecnologias diagnósticas e cirúrgicas também impulsiona a valorização da especialidade. Exames mais precisos, cirurgias minimamente invasivas e integração com áreas como fonoaudiologia, alergologia e neurologia tornam o cuidado mais completo. 

Para o diretor do Hospital Paulista, Dr. Braz Nicodemo, essa evolução acompanha uma mudança na própria percepção da sociedade sobre saúde. 

“A população passou a entender que respirar bem, dormir bem, ouvir bem e falar bem não são detalhes — são determinantes de qualidade de vida. A Otorrinolaringologia acompanha essa conscientização e se fortalece como uma especialidade essencial”, afirma. 

Segundo ele, o crescimento da área também se reflete na formação profissional. “É uma especialidade que reúne clínica, cirurgia e tecnologia. Essa combinação amplia horizontes para o médico e oferece respostas muito concretas ao paciente.”

 

Um campo em constante evolução 

Da infância à terceira idade, a Otorrinolaringologia está presente em diferentes fases da vida: no tratamento de amigdalites e otites, na correção de alterações respiratórias, no acompanhamento da voz profissional, na reabilitação auditiva e na abordagem de distúrbios do sono. 

“O futuro da especialidade passa por diagnóstico cada vez mais preciso, tratamento individualizado e integração multidisciplinar. Estamos diante de um campo que continua se expandindo e ganhando relevância”, conclui o Dr. Pizarro.


Saiba como a mpox é transmitida, quais os sintomas e as medidas de prevenção essenciais

 

O Ministério da Saúde confirmou que o Brasil, nos dois primeiros meses de 2026, já registrou 88 casos de mpox, causada por um vírus que provoca febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, linfonodos inchados (ínguas), fraqueza e erupções cutâneas ou lesões na pele, podendo inclusive levar à óbito. Além dessas confirmações, há ainda 171 pacientes sob investigação, reforçando a necessidade de  medidas de prevenção.

Crianças também podem ser afetadas e os pais devem estar atentos a qualquer sinal de alerta, segundo a infectologista Fátima Porfírio, do Hospital e Maternidade Sepaco. Desde o início do ano, ainda de acordo com o Ministério da Saúde, um caso foi confirmado entre crianças de 0 a 14 anos. Outros 11 estão sendo investigados.

– As erupções geralmente surgem entre um e três dias após o início da febre, podendo aparecer antes. As lesões evoluem de planas ou elevadas, com líquido claro ou amarelado, para crostas que secam e caem. Elas podem se concentrar no rosto, palmas das mãos e plantas dos pés, mas também ocorrer na boca, olhos, órgãos genitais e região anal – esclarece a especialista.


Medidas de Prevenção

A principal forma de proteção contra a mpox é a prevenção, que inclui evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença, não compartilhar objetos pessoais, manter a higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool em gel, lavar roupas, lençois e toalhas com água morna e detergente, e limpar e desinfetar superfícies que possam estar contaminadas.

- É importante destacar que pessoas com sintomas devem procurar uma unidade de saúde, informar histórico de contato e, se possível, manter isolamento até avaliação médica -, reitera a infectologista Fátima Porfírio.

 

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito por exame laboratorial, com amostras coletadas da secreção das lesões ou das crostas secas e encaminhadas a laboratórios de referência.

Atualmente, o tratamento é baseado em medidas de suporte clínico, focando no alívio dos sintomas, prevenção de complicações e redução de sequelas. A maioria dos casos tem uma evolução leve a moderada. Segundo diretrizes vinculadas ao Ministério da Saúde, a vacina contra mpox está disponível no SUS para grupos prioritários, como pessoas com maior risco de desenvolver formas graves da doença; porém, não é oferecida de forma universal para toda a população.Ela é voltada apenas para condições muito específicas e casos gravíssimos. Além da vacina, também há um antiviral disponível para casos mais graves.

 

Aumento de casos

O aumento no número de casos está associado a uma combinação de fatores: maior concentração populacional em áreas urbanas, circulação ativa do vírus em redes de contato próximas, ampliação da testagem e vigilância, comportamentos de risco em eventos sociais, a cobertura vacinal ainda restrita a grupos prioritários no SUS e a mobilidade internacional. 

Até o momento, não houve registro de óbitos no país neste ano. Em 2025, o total foi de 1.045 casos e três mortes. O cenário brasileiro acompanha a circulação global do vírus: o último informe da Organização Mundial da Saúde (OMS) apontou 1.334 diagnósticos confirmados em janeiro de 2026, distribuídos por 50 países.

 

Novas doses de 12,5 mg e 15 mg de Mounjaro® chegam ao Brasil em março

  • Chegada das duas novas doses no Brasil reforça o compromisso da empresa em melhorar a vida dos pacientes que vivem com doenças cardiometabólicas

 

A Eli Lilly do Brasil anuncia a chegada de novas dosagens e atualização de preços de Mounjaro® (tirzepatida) no mercado brasileiro. As concentrações de 12,5 mg e 15 mg serão disponibilizadas nas farmácias a partir da segunda quinzena de março, ampliando as opções de tratamento para pacientes com diabetes tipo 21, sobrepeso com comorbidades associadas, obesidade[1], e apneia obstrutiva do sono moderada a grave em adultos com obesidade1

Com isso, os pacientes brasileiros passarão a contar com todas as doses de Mounjaro® disponíveis: 2,5 mg, 5 mg, 7,5 mg, 10 mg, 12,5 mg e 15 mg. Essas dosagens foram estudadas e aprovadas para ajudar na personalização do tratamento, bem como no escalonamento da dosagem recomendada pelo profissional médico. 

“Com a chegada das doses mais altas, completamos o portfólio de Mounjaro® no Brasil e damos um passo importante para apoiar médicos e pacientes em decisões realmente individualizadas. As doenças cardiometabólicas exigem opções terapêuticas que acompanhem a complexidade dos casos. A Lilly carrega mais de 150 anos de experiência nesse campo, e seguimos trabalhando para colocar essa inovação à disposição dos brasileiros”, destaca Felipe Berigo, Diretor Executivo de Cardiometabolismo da Lilly no Brasil. 

A Lilly vem trabalhando para disponibilizar Mounjaro® para todos os pacientes que necessitam do medicamento, e está comprometida com o abastecimento do produto no mercado brasileiro. Desde 2020, a companhia já investiu mais de US$ 50 bilhões para aumentar a capacidade de produção de incretinas, com inauguração de novas plantas produtivas e a ampliação de outras já existentes em diferentes países. As fábricas estão operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano.

 

Programa Lilly Melhor Para Você 

Para promover o aumento do acesso e auxiliar os pacientes ao longo de suas jornadas de tratamento, a Lilly incluiu Mounjaro® em seu Programa de Suporte ao Paciente, Lilly Melhor Para Você, que oferece suporte de educadores especializados, materiais educativos, condições especiais na compra de medicamentos participantes do programa e dicas de saúde e qualidade de vida. 

O programa é gratuito e está disponível aos pacientes que receberam a prescrição do seu médico para um medicamento Lilly participante do programa. Para se cadastrar, os pacientes podem acessar o site Lilly Melhor Para Você e conhecer os serviços disponíveis e os medicamentos participantes. Os pacientes também podem tirar as dúvidas sobre o programa com o SAC Lilly, pelo telefone 0800 701 0444, WhatsApp (11-5108-0101) ou e-mail: sac_brasil@lilly.com. 

  

Lilly do Brasil  
Para saber mais, acesse o site da Lilly do Brasil, e nossas redes sociais: Instagram, Facebook e LinkedIn. 


[1] Anvisa - Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Disponível em: Link. Acesso em 27 de fev. de 2026


Volume alto, risco crescente: perda auditiva já ameaça uma geração

No Dia mundial da audição (03.03), especialista explica como o uso inadequado de fones pode causar danos irreversíveis e dá orientações para prevenção.

 

O uso de fones de ouvido por longos períodos, muitas vezes em volume elevado, tem acendido um alerta entre especialistas em saúde auditiva. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até 2050 cerca de 2,5 bilhões de pessoas poderão apresentar algum grau de deficiência auditiva, e mais de 700 milhões precisarão de reabilitação. O dado se torna ainda mais preocupante quando se observa a população jovem. A própria OMS estima que mais de 1 bilhão de jovens estejam em risco de desenvolver perda auditiva devido à exposição prolongada a sons altos, especialmente pelo uso frequente de fones de ouvido, um hábito cada vez mais presente na rotina digital.

Para reduzir os riscos, protocolos internacionais recomendam não ultrapassar 80 decibéis (dB) por mais de duas horas diárias, além de realizar pausas a cada 30 minutos de uso contínuo. O problema é que muitos usuários desconhecem esses limites ou não percebem quando os ultrapassam.


A perda auditiva induzida por ruído é silenciosa e progressiva. Sem causar dor imediata, pode se instalar aos poucos e só ser percebida quando surgem sinais como dificuldade para compreender conversas, necessidade de aumentar constantemente o volume da TV ou presença de zumbido, momento em que o dano já pode estar instalado.


Segundo o professor de otorrinolaringologia Dr. Alexandre Martins, da Afya Centro Universitário Itaperuna, o principal risco está na combinação entre intensidade e tempo de exposição. Sons elevados por períodos prolongados podem danificar de forma irreversível as células ciliadas do ouvido interno, que não se regeneram. “Em ambientes barulhentos, como transporte público ou academias, é comum elevar o volume acima de 90 ou até 100 decibéis, níveis capazes de causar lesões em poucos minutos. Além da perda auditiva, o uso inadequado de fones pode provocar zumbido, sensação de ouvido abafado e dificuldade de concentração, especialmente entre jovens, que costumam utilizar esses dispositivos por várias horas ao dia”.


Para o Dr. Alexandre, a prevenção é simples, mas exige conscientização. “Não se trata de demonizar os fones de ouvido, mas de aprender a utilizá-los com segurança. Pequenas mudanças de hábito fazem grande diferença ao longo da vida”, ressalta.


Como usar fones de forma mais segura:

  1. Respeite o limite de volume: mantenha o som em até 60% da capacidade máxima do aparelho.
  2. Siga a regra dos 80 dB: evite ultrapassar esse nível por mais de duas horas ao dia.
  3. Faça pausas regulares: interrompa o uso a cada 30 minutos para dar descanso às células auditivas.
  4. Prefira fones com cancelamento de ruído: eles reduzem a necessidade de aumentar o volume em ambientes barulhentos.
  5. Evite dormir com fones ligados: a exposição prolongada durante o sono pode ultrapassar limites seguros sem que você perceba.
  6. Fique atento aos sinais de alerta: zumbido, sensação de ouvido abafado ou dificuldade para entender conversas podem indicar sobrecarga auditiva.
  7. Realize avaliação auditiva periódica: especialmente se você utiliza fones diariamente há muitos anos.

“O cuidado com a audição deve começar cedo. A perda auditiva induzida por ruído é evitável, mas, uma vez instalada, costuma ser permanente”, conclui o especialista.

 

Afya
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Dia Internacional da Mulher: menopausa exige atenção redobrada ao coração

 Cardiologista explica condição e orienta sobre adoção de hábitos saudáveis

 

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é tradicionalmente marcado por debates sobre direitos, conquistas e qualidade de vida feminina. Mas a data também serve como alerta para um tema que ainda recebe menos atenção do que deveria: a saúde do coração após a menopausa.

A fase da menopausa traz uma série de desafios à saúde e à qualidade de vida feminina. Os calorões, a dificuldade para dormir e as alterações de humor estão entre os mais conhecidos. Mas há um aspecto que muitas vezes é negligenciado e pode colocar essas mulheres em sérios riscos: a saúde cardiovascular. 

Durante a idade reprodutiva, as mulheres têm uma proteção natural do sistema cardiovascular, o que faz com que tenham menor risco, na comparação com os homens, para doenças como infarto ou AVC. Trata-se do estrogênio. Com a chegada da menopausa, os níveis desse hormônio caem consideravelmente, ampliando as ameaças ao coração. No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostram que as doenças cardiovasculares também são a principal causa de morte entre mulheres. 

Doutor pela Universidade de São Paulo, o cardiologista Ricardo Ferreira explica que a queda no nível de estrogênio durante a menopausa causa a perda de elasticidade dos vasos sanguíneos. “A artéria fica um pouco mais rígida, aumentando as chances, por exemplo, de hipertensão arterial. Além disso, existe uma alteração do metabolismo, o que aumenta as chances dessa mulher ter níveis mais elevados de colesterol ruim (LDL), gordura visceral e abdominal”, ele explica. 

A consequência, segundo o cardiologista, é um risco aumentado para infarto, AVC e até as arritmias cardíacas, que são as alterações no ritmo das batidas do coração. O médico explica ainda que esta é uma condição comum a todas as mulheres, mas há aquelas com ainda mais riscos, por possuírem outros fatores associados como obesidade, tabagismo, sedentarismo ou menopausa precoce. 

A recomendação do especialista é a adoção de hábitos saudáveis, como uma alimentação equilibrada e a prática frequente de exercícios físicos, aspectos importantes em qualquer fase da vida, mas ainda mais essenciais durante a menopausa. “Precisamos focar no que podemos controlar. A queda dos níveis hormonais é inevitável. Vale reforçar que, mesmo com a reposição hormonal, não é possível chegar nos mesmos níveis de proteção do estrogênio produzido pelo próprio corpo. Por isso, cuidar do estilo de vida é tão importante”, afirma o Dr. Ricardo Ferreira. 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em todo o mundo. Estima-se que 19,8 milhões de pessoas morreram em decorrência de doenças cardiovasculares em 2022, representando aproximadamente 32% de todas as mortes globais. 



Dr. Ricardo Ferreira Silva - graduado em medicina pela Universidade de Uberaba (MG), fez residência em Cardiologia pelo Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, em 2011, e se especializou em Estimulação Cardíaca Artificial e Arritmia Clínica no Instituto de Cardiologia Dante Pazzanese de São Paulo, em 2014 - título reconhecido pelo Departamento de Estimulação Cardíaca Artificial. Além de ter especialização em eletrofisiologia clínica e invasiva no Hospital do Coração de São Paulo e concluído seu Doutorado pela Universidade de São Paulo (USP), em 2018.


Por que a celulite ainda é ligada a pessoas obesas? Especialista explica

 Freepick
No Dia Mundial da Obesidade, dermatologista analisa como estética e saúde foram confundidas ao longo dos anos

  

No Dia Mundial da Obesidade, celebrado em 4 de março, a atenção pública se volta para riscos metabólicos, inflamação crônica e políticas de saúde. Fora do campo clínico, porém, um outro fenômeno continua operando de forma silenciosa: a associação automática entre celulite e excesso de peso. Ao longo das últimas décadas, a textura natural da pele foi transformada em marcador visual de descuido, criando uma narrativa que mistura aparência estética com condição médica. O resultado é um erro conceitual que alimenta estigmas e reforça leituras simplificadas sobre o corpo feminino. 

A consolidação dessa associação não ocorreu por acaso. A indústria da beleza e a comunicação visual padronizaram imagens de pele lisa como símbolo de disciplina e controle corporal. Ao repetir que celulite deveria ser combatida, criou-se a ideia de que sua presença indicaria gordura excessiva ou falha individual. Essa construção cultural atravessou campanhas publicitárias, revistas, redes sociais e discursos médicos pouco contextualizados, cristalizando a percepção de que celulite seria consequência direta da obesidade. 

Do ponto de vista científico, porém, essa equivalência não se sustenta. A dermatologista Denise Ozores (CRM-SP 101677), especialista em beleza natural, explica que a celulite é uma alteração estrutural do tecido subcutâneo, influenciada pela disposição das fibras de colágeno, pela organização dos septos fibrosos e por fatores hormonais. “Não é a quantidade de gordura isoladamente que determina a celulite. É a forma como o tecido adiposo se organiza sob a pele. Mulheres magras, atletas e pessoas com baixo percentual de gordura também apresentam celulite”, afirma. 

Segundo a médica, confundir celulite com obesidade distorce tanto a discussão estética quanto a discussão de saúde pública. “Obesidade é uma condição metabólica complexa, associada a risco cardiovascular, resistência à insulina e inflamação sistêmica. Celulite é textura. Quando transformamos textura em diagnóstico social, reforçamos gordofobia e perdemos a precisão do debate”, explica. 

Essa confusão também alimenta o chamado “mercado do defeito”, em que características fisiológicas são tratadas como anomalias a serem corrigidas. O discurso de combate absoluto à celulite reforça a ideia de que qualquer irregularidade visual representa falha corporal. “O corpo feminino foi historicamente submetido a um nível maior de escrutínio estético. A celulite virou símbolo desse controle”, pontua Denise. 

Isso não significa que não existam tratamentos para quem deseja melhorar a textura da pele. A especialista ressalta que tecnologias atuais atuam principalmente na qualidade do colágeno, na microcirculação e na reorganização do tecido subcutâneo. “Bioestimuladores e procedimentos minimamente invasivos podem suavizar irregularidades quando há incômodo estético. O importante é compreender que estamos falando de ajuste cosmético, não de cura de doença”, afirma. 

No contexto do Dia Mundial da Obesidade, separar estética de saúde é fundamental. A associação automática entre celulite e obesidade simplifica fenômenos distintos e reforça julgamentos corporais baseados em aparência. “Quando entendemos que textura não é sinônimo de risco metabólico, conseguimos discutir saúde com mais responsabilidade e menos estigma”, conclui a dermatologista.

 

Denise Ozores (CRM-SP 101677 | RQE 7349) - dermatologista, especialista em beleza natural e atua com foco na prevenção do envelhecimento cutâneo, priorizando equilíbrio, saúde da pele e respeito à individualidade. Em seus atendimentos e conteúdos nas redes sociais, a médica defende uma abordagem consciente da estética, com resultados sutis e alinhados ao estilo de vida contemporâneo. No Instagram, compartilha orientações sobre cuidados dermatológicos e os impactos do ambiente urbano e digital na pele pelo perfil @deniseozoresdermato.


CÂNCER COLORRETAL DEVE CRESCER 21% NO BRASIL: 54 MIL CASOS POR ANO E AUMENTO ENTRE JOVENS

No Março Azul-Marinho, o cirurgião gastrointestinal Dr. Lucas Nacif alerta para a importância do rastreamento precoce diante da projeção de crescimento da doença 

 

O mês de março, marcado pela campanha Março Azul-Marinho, acende o alerta para o avanço do câncer colorretal no Brasil. Um estudo da Fundação do Câncer, divulgado em março de 2025, projeta aumento de 21% nos novos casos entre 2030 e 2040. Já o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima cerca de 54 mil diagnósticos por ano até 2028, mantendo a doença como a segunda mais incidente entre homens e mulheres no País (exceto pele não melanoma). No triênio 2023–2025, eram cerca de 45 mil casos anuais, um salto superior a 10 mil registros na projeção seguinte.

De acordo com o levantamento, o avanço está diretamente relacionado ao envelhecimento da população, aos baixos índices de adesão a hábitos saudáveis e à ausência de um programa estruturado de rastreamento. Atualmente, o Brasil não conta com um protocolo nacional para a detecção precoce do câncer colorretal, o que limita o diagnóstico em estágios iniciais e impacta diretamente a sobrevida dos pacientes.

Para o Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal e membro do Colégio Brasileiro de Cirurgia Digestiva (CBCD), o crescimento é um reflexo de diversos fatores. “Estamos diante de uma doença que, na maioria dos casos, poderia ser identificada precocemente. O câncer colorretal costuma se desenvolver a partir de pólipos, lesões benignas que, ao longo dos anos, podem sofrer transformação maligna. Quando não há rastreamento estruturado, perdemos a oportunidade de intervir antes que a doença avance”, afirma.


Avanço entre jovens e diagnóstico tardio

Tradicionalmente associada a pessoas acima dos 60 anos, a doença tem sido diagnosticada de forma crescente em adultos mais jovens. Nos Estados Unidos, a preocupação com esse fenômeno levou o U.S. Preventive Services Task Force (USPSTF) e a Sociedade Americana do Câncer a reduzirem a idade recomendada para início do rastreamento populacional de 50 para 45 anos. A decisão foi baseada no aumento consistente da incidência em indivíduos abaixo dos 50, tendência observada nas últimas décadas. 

Embora o envelhecimento populacional seja um dos principais motores da alta incidência também no Brasil, especialistas observam que mudanças no estilo de vida também desempenham papel fundamental.

“Alimentação rica em ultraprocessados, baixo consumo de fibras, sedentarismo, obesidade e consumo frequente de álcool contribuem para processos inflamatórios crônicos no intestino, alterando a microbiota e favorecendo o surgimento de lesões”, explica o especialista.

Além disso, o atraso no diagnóstico em pacientes mais jovens é uma preocupação crescente. Sintomas como sangue nas fezes, alteração persistente do hábito intestinal, distensão abdominal recorrente, anemia sem causa aparente e perda de peso involuntária ainda são frequentemente subestimados. “Idade não pode mais ser usada como critério isolado para afastar investigação. Se há sintoma persistente, é preciso avaliar. Temos observado casos em pacientes na faixa dos 30 e 40 anos que chegam ao consultório já em estágios mais avançados”, alerta o Dr. Nacif.


Tratamento e diagnóstico

A colonoscopia, exame considerado padrão ouro para rastreamento, permite não apenas identificar tumores em fases iniciais, mas também remover pólipos antes que evoluam para câncer. Em estágios iniciais, as taxas de sobrevida em cinco anos podem ultrapassar 90%. Já em fases avançadas, quando há metástase, o diagnóstico se torna significativamente mais desafiador, com impacto direto na qualidade de vida e no tratamento.

Diante da projeção de crescimento de 21% na próxima década, o Março Azul-Marinho reforça uma mensagem central: a prevenção não pode ser pontual. “O câncer colorretal é, em grande parte, prevenível e tratável quando diagnosticado cedo. A questão não é apenas tratar melhor, mas diagnosticar antes”, conclui o Dr. Lucas Nacif.


Dr. Lucas Nacif - Médico gastroenterologista com especialidade em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreáticas e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. O especialista é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e está disponível para abordar temas relacionados ao aparelho digestivo, desde doenças, como gordura no fígado; câncer colorretal; doenças inflamatórias intestinais; pancreatite até cirurgias e transplantes em geral. Link e www.instagram.com/dr.lucasnacif_gastrocirurgia/


Doenças raras em crianças: exames genéticos ajudam no diagnóstico precoce

 

Especialistas orientam pais sobre quando procurar avaliação especializada 

 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são consideradas doenças raras aquelas que afetam até 65 pessoas a cada 100 mil pessoas. Muitas vezes, essas doenças são genéticas e, quando descobertas precocemente, possibilitam o tratamento de maneira rápida, proporcionando dessa maneira, melhor qualidade de vida ao paciente. 

A data de 28 de fevereiro foi instituída como Dia Mundial de Doenças Raras pela Organização europeia de Doenças Raras (EURORDIS) com o objetivo de levar conhecimento e apoio aos pacientes que necessitem de cuidados especiais. 

De acordo com a Dra. Bruna Farah, coordenadora do departamento de genética do Sabará Hospital Infantil, “nem toda doença rara é genética, mas 80% das doenças raras costumam ser genéticas”. 

Entre as condições que estão presentes entre o público infantil está a ataxia telangiectasia (AT) , uma doença genética rara, hereditária e progressiva, caracterizada por ataxia (falta de coordenação motora), telangiectasias (vasos sanguíneos dilatados na pele/olhos) e imunodeficiência. Causada por mutações no gene ATM, afeta o reparo do DNA, frequentemente levando a infecções graves e alto risco de câncer. 

“A ataxia telangiectasia surge na primeira infância podendo causar neurodegeneração, infecções recorrentes e alto risco de câncer, como leucemia e linfoma. O tratamento é focado no manejo dos sintomas”, explica a oncologista pediátrica Dra. Bárbara Arantes . 

“Algumas das doenças raras e genéticas são mais comuns em bebês e crianças que já tem outras condições como: cardiopatias congênitas, malformações no sistema nervoso central, renal, gástrico e ou neurológico. Quando são detectados alguma condição é importante realizar os exames genéticos para prevenção de sintomas decorrentes dessas condições, trazendo uma melhor qualidade de vida ao paciente”, explica a geneticista. 

O Sabará Hospital Infantil, especializado no atendimento pediátrico de alta complexidade, oferece exames de crianças com todos os tipos de doenças raras (como as autoimunes e ou genéticas); entre eles os principais exames genéticos: carótipo, miroarray (ou CGH) e exoma.

  

 Sabará Hospital Infantil


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