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quarta-feira, 8 de julho de 2026

Centro universitário oferece 17 cursos online gratuitos para estudar nas férias de meio de ano

O período de férias pode ser um bom momento para se especializar em uma área ou adquirir e atualizar conhecimentos. Por isso, a Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), uma das instituições de ensino mais tradicionais e respeitadas do Brasil, oferece 17 cursos online, totalmente gratuitos, nas áreas de Educação, Finanças e Gestão e Negócios.

 

As oportunidades são voltadas a profissionais que querem se especializar ou adicionar conhecimento à sua formação acadêmica. Para participar, basta acessar o site, realizar a inscrição e começar a estudar. Os cursos também oferecem certificado de conclusão, mediante aproveitamento do aluno.
 

CONFIRA A LISTA DE CURSOS GRATUITOS ONLINE!
 

ÁREA: EDUCAÇÃO
 

BLENDED: POSSIBILIDADES PARA INOVAR O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM
Voltado a gestores, professores e outros profissionais da área da educação interessados em conhecer conceitos e aplicações do ensino híbrido “Blended“. O curso possibilita conhecer os tipos de ensino híbrido, organizar um processo de ensino híbrido, objetos de aprendizagem que podem compor o ensino híbrido, além de conceitos e aspectos operacionais de um processo de ensino híbrido.
Carga Horária: 8 horas
Informações e inscrições: 
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DICAS PARA PRODUÇÃO DE VIDEOAULAS
Voltado a professores, produtores de conteúdos que utilizam vídeos ou qualquer pessoa que tenha interesse em produzir vídeos de boa qualidade. O curso mostra, de uma maneira rápida, alguns aspectos que podem ajudar os professores e outros interessados na produção de vídeos educativos; usando para isso uma trilha de aprendizagem autoinstrucional composta por videoaulas, quizzes e leituras de materiais de apoio.
Carga Horária: 2 horas
Informações e inscrições:
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FORMAÇÃO DE TUTORES PARA O EAD NO ENSINO SUPERIOR
Voltado a professores e outros profissionais que tenham interesse em atuar com processos de Educação a Distância. O curso busca desenvolver algumas competências que são necessárias ao processo de Tutoria em EAD no ensino superior. Essas competências são fundamentais para que profissionais da Educação Superior que atual com o ensino a distância possam acompanhar os alunos sejam como professores ou tutores durante seus processos de ensino-aprendizagem.
Carga Horária: 40 horas
Informações e inscrições:
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INTRODUÇÃO AO ENSINO POR COMPETÊNCIAS E OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM
O curso apresenta os conceitos fundamentais do ensino por competências, orientando acerca do uso dos conceitos Competência e Objetivos de Aprendizagem.
Carga Horária: 2 horas
Informações e inscrições: 
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VIDEOCONFERÊNCIA: INCENTIVO E BOAS PRÁTICAS DO USO DAS CÂMERAS DE VÍDEO
O curso discute algumas diferenças fundamentais entre o Ensino a Distância e o Ensino Remoto Emergencial, investigando por que alguns participantes não abrem suas câmeras durante as videoconferências, discutindo algumas medidas que podem motivá-los a abrirem as câmeras e consequentemente melhorar o processo de comunicação.
Carga Horária: 8 horas
Informações e inscrições:
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ÁREA: FINANÇAS
 

DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA
Entenda como um fluxo de caixa e os demonstrativos que deles se originam são fundamentais para que um gestor possa avaliar corretamente o andamento dos seus negócios.
Carga horária: 4 horas
Informações e inscrições: 
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INTRODUÇÃO AO MERCADO DE AÇÕES
O mercado financeiro no Brasil passou por diversas mudanças importantes, e este curso introdutório ao Mercado de Capitais tem como principal meta eliminar as dúvidas que limitam o acesso de todos ao mercado de investimento em ações.
Carga horária: 8 horas
Informações e inscrições: 
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INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS SUSTENTÁVEIS
O curso de finanças sustentáveis é voltado a um público diversificado interessado em combinar princípios financeiros com práticas ambientalmente responsáveis e socialmente conscientes.
Carga horária: 4 horas
Informações e inscrições: 
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SIMPLES NACIONAL
O curso aborda temas sobre a Lei Complementar nº 123, de 2006, que estabelece normas gerais relativas às Microempresas e às Empresas de Pequeno Porte no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Carga horária: 4 horas
Informações e inscrições: 
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TÍTULOS PÚBLICOS
Conheça os principais títulos públicos federais ofertados pelo Tesouro Direto, entenda como esses papéis remuneram e os riscos para o investidor, identificar as situações que direcionam na escolha do título mais apropriado e conheça conceitos e aspectos operacionais de como aplicar no tesouro direto.
Carga horária: 4 horas
Informações e inscrições: 
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ÁREA: GESTÃO E NEGÓCIOS
 

A INTELIGÊNCIA EMOCIONAL NA FORMAÇÃO DOS LÍDERES
O objetivo é ensinar o que significa ser emocionalmente inteligente, relacionar a inteligência emocional com diferentes tipos de liderança, identificar os comportamentos de líderes de sucesso, dentre outros.
Carga horária: 4h
Informações e inscrições: 
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AUTOGESTÃO DE CARREIRA
Entenda a importância de um projeto de carreira e como se motivar para isso. Como fazer a gestão da carreira individual e também da carreira organizacional.
Carga horária: 6 horas
Informações e inscrições: 
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BÁSICO DE TÉCNICA EM RISCOS PESSOAIS (VG/AP)
O curso tem como foco profissionais de Corretoras, Assessorias e Seguradoras, que estejam ingressando na área técnica ou comercial de Vida, possibilitando a aquisição de conhecimentos conceituais sobre Riscos Pessoais.
Carga horária: 15h
Informações e inscrições: 
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COMUNICAÇÃO NÃO VIOLENTA
Entenda os comportamentos tóxicos e seus impactos sobre os profissionais, equipes e organizações.
Carga horária: 8 horas
Informações e inscrições:
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INTRODUÇÃO AO AGRONEGÓCIO BRASILEIRO
O objetivo do curso é capacitar os participantes a desenvolver uma compreensão abrangente e sistêmica do agronegócio brasileiro, explorando a complexidade das relações ao longo das cadeias produtivas, desde a pré-produção até a comercialização.
Carga horária: 30 horas
Informações e inscrições:
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NETWORKING: MITOS E VERDADES EM GESTÃO DE CARREIRAS
O curso esclarece as principais dúvidas em relação ao que é se relacionar de modo correto, tanto do ponto de vista pessoal como profissional, e a importância do networking.
Carga horária: 3 horas
Informações e inscrições: 
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RESOLUÇÃO DE PROBLEMAS E TOMADAS DE DECISÃO
Desenvolva o conhecimento em estratégia e métodos aplicados a resolução de problemas e ao processo decisório.
Carga horária: 4 horas
Informações e inscrições:
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Tecnocracia: estamos entregando as decisões às máquinas?

 

Poucas pessoas percebem, mas grande parte das decisões que influenciam o nosso dia a dia já passa, de alguma forma, por algoritmos. Eles definem quais conteúdos aparecem nas redes sociais, quais produtos são sugeridos em plataformas digitais, quais rotas utilizamos em aplicativos de mobilidade, e apoiam análises de risco financeiro e processos de contratação, por exemplo. Nas empresas, esse movimento se intensifica à medida em que tecnologias como a inteligência artificial assumem funções cada vez mais estratégicas – nos levando a uma realidade em que é importante nos questionarmos: até que ponto esses sistemas estão tomando decisões por nós, em uma possível sociedade tecnocrática? 

O conceito descreve modelos de gestão e governança em que as ações e medidas são tomadas através da tecnologia, critérios técnicos, científicos e racionais, conduzidas por especialistas capazes de interpretar dados e evidências de forma objetiva – na intenção de reduzir subjetividades e aumentar a eficiência dos resultados conquistados. Isso não significa que as máquinas estejam substituindo completamente os seres humanos, mas que passamos a confiar cada vez mais em modelos computacionais para recomendar caminhos, prever cenários e, em alguns casos, decidir automaticamente determinadas ações. 

Se existe hoje uma tecnologia que materializa essa transformação, é a inteligência artificial. Diferentemente das ferramentas digitais tradicionais, que apenas executavam comandos previamente definidos, a IA é capaz de analisar grandes volumes de dados, identificar padrões, realizar previsões, recomendar e até automatizar decisões em tempo real. Não à toa, sua adoção cresce em ritmo acelerado, conforme mostra a pesquisa The State of AI 2025, da McKinsey: 88% das organizações já a utilizam em, pelo menos, uma área de negócio, consolidando a tecnologia como parte da rotina corporativa. 

O resultado dessa ascensão? Profissionais dos mais diversos segmentos que já recorrem à IA para apoiar suas decisões diariamente: médicos que a utilizam para auxiliar diagnósticos e interpretar exames; analistas financeiros, na avaliação de riscos de crédito e detecção de fraudes; equipes de Recursos Humanos, na realização da triagem inicial de currículos; indústrias, utilizando algoritmos para prever falhas em equipamentos e otimizar a produção; e áreas de marketing e vendas, analisando o comportamento dos consumidores para personalizar campanhas e antecipar demandas. 

Ao mesmo tempo, esse avanço convida a uma reflexão importante: embora a IA seja extremamente eficiente para processar dados, identificar padrões e gerar recomendações, ela não compreende nuances humanas da mesma forma que as pessoas, como empatia, contexto social, diversidade de perspectivas, dilemas éticos e os impactos de uma decisão sobre grupos minoritários, como exemplo. Quanto maior for a confiança depositada exclusivamente em sistemas automatizados, maior também deve ser o cuidado para que a busca por eficiência não comprometa valores fundamentais, como inclusão, equidade, transparência e a própria capacidade humana de exercer senso crítico.  

Cabe pontuar que boa parte das decisões que hoje estão sendo delegadas às máquinas estão centradas nas mãos de alguns poucos humanos. O Vale do Silício, por exemplo, vem se transformando em um "tecnofeudalismo algorítmico”, em que o debate atual está centrado no controle tecnológico concentrado na mão das grandes corporações de tecnologia. Engenheiros, designers de código e bilionários da região tomam decisões diárias que moldam o fluxo de informações, a moderação de discursos políticos e o comportamento da sociedade por meio de algoritmos. Juristas e cientistas alertam para essa tendência de autoritarismo tecnológico, apontando para o risco de as decisões públicas e privadas passarem a ser guiadas puramente pelo lucro corporativo camuflado de neutralidade algorítmica. 

A discussão sobre os limites da tecnologia na tomada de decisões está longe de ser inédita. Muito antes da popularização da inteligência artificial, a ficção científica já refletia sobre os impactos de uma sociedade governada por sistemas técnicos e pelo excesso de confiança na racionalidade das máquinas. Obras como Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley, retratam uma sociedade altamente eficiente, mas construída à custa da liberdade individual e da diversidade de pensamento.  

Em 1984, George Orwell demonstra como a tecnologia pode ser utilizada como instrumento de vigilância e controle social. Já Eu, Robô, de Isaac Asimov, apresenta o paradoxo de máquinas que, ao buscarem proteger a humanidade, passam a limitar sua autonomia. Mais recentemente, Black Mirror atualiza esse debate ao imaginar cenários em que algoritmos influenciam reputações, oportunidades e escolhas cotidianas. Embora pertençam ao universo da ficção, todas essas narrativas convergem para uma mesma reflexão: quando a eficiência passa a prevalecer sobre os valores humanos, o progresso tecnológico pode se transformar em um mecanismo de concentração de poder e redução da liberdade. 

Nesse contexto, a verdadeira questão já não é se a inteligência artificial participará das decisões que moldam empresas, governos e a sociedade, isso já é uma realidade. O desafio consiste em estabelecer limites, mecanismos de governança e princípios éticos que garantam que as decisões mais sensíveis permaneçam sob responsabilidade humana. A inteligência artificial deve ampliar nossa capacidade de analisar informações e apoiar escolhas, jamais substituir o discernimento, a empatia e os valores que caracterizam a condição humana. O futuro será definido não pela tecnologia que desenvolvermos, mas pela forma como decidirmos utilizá-la. 

  

Alexandre Pierro - doutorando em energia e mestre em gestão e engenharia da inovação, engenheiro mecânico, bacharel em física e especialista de gestão da PALAS, consultoria pioneira na implementação da ISO de inovação na América Latina.


Estudar 10 horas por dia não garante uma boa nota no ENEM

Especialistas alertam que qualidade da preparação vale mais do que longas jornadas de estudo; foco, estratégia e constância fazem a diferença no desempenho dos candidatos

 

Brasil, julho de 2026 - Faltando alguns meses para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), milhares de estudantes em todo o país entram em uma fase mais intensa da preparação e uma dúvida se repete entre candidatos de diferentes perfis: afinal, quantas horas por dia é preciso estudar para conquistar uma boa nota? 

Em meio a vídeos nas redes sociais que exibem rotinas de oito, dez ou até doze horas de estudo, especialistas alertam que o desempenho no exame está muito mais relacionado à qualidade da preparação do que ao tempo dedicado aos livros. O balanço oficial de inscritos confirmados para o ENEM 2026 ainda não foi divulgado pelo Ministério da Educação. Na edição anterior, o exame reuniu mais de 4,8 milhões de participantes confirmados, consolidando-se como a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil.

Para Julia Konofal, autora de conteúdos educacionais da Kultivi, maior plataforma de estudo gratuito online do país, uma das maiores armadilhas da preparação é transformar a carga horária em uma competição. "Muitos estudantes passam a acreditar que estão atrasados porque não conseguem estudar dez horas por dia, quando, na verdade, esse tipo de comparação costuma gerar ansiedade e prejudicar o aprendizado. O cérebro não funciona como uma máquina que produz mais resultados apenas porque ficou mais tempo ligada. Existe um limite para a concentração, e estudar além desse ponto nem sempre traz benefícios”, destaca.

Segundo a especialista, pesquisas sobre aprendizagem mostram que métodos ativos de estudo costumam produzir resultados muito superiores a simples leitura repetitiva do conteúdo. "Resolver exercícios, fazer simulados, revisar a matéria em intervalos regulares e explicar o conteúdo com as próprias palavras faz o cérebro trabalhar de maneira muito mais eficiente. Três horas de estudo realmente concentrado costumam valer muito mais do que uma maratona repleta de distrações e interrupções”, avalia.

Outro erro frequente, explica a especialista, é acreditar que existe uma quantidade de horas ideal para todos os candidatos. "A preparação precisa ser personalizada. O tempo disponível, a base de conhecimento, a nota desejada e a rotina de cada estudante fazem toda a diferença. O mais importante é construir uma rotina sustentável. Não adianta estudar intensamente durante uma semana e abandonar tudo na seguinte. A constância continua sendo um dos principais fatores para um bom desempenho”, orienta Julia.

Além da organização da rotina, descanso e sono também desempenham papel importante no aprendizado. Estudos em psicologia cognitiva demonstram que a consolidação da memória depende de pausas e de uma boa qualidade de sono, tornando contraproducentes jornadas excessivas de estudo quando acompanhadas de privação de descanso.

Para Claudio Matos, CEO da Kultivi, a pressão criada em torno das chamadas "rotinas perfeitas" tem provocado um efeito contrário ao desejado entre muitos estudantes. "Vivemos um momento em que as redes sociais mostram apenas o lado mais intenso da preparação, como se estudar o dia inteiro fosse a única forma de alcançar uma boa nota. Isso cria uma expectativa irreal e faz muitos jovens acreditarem que nunca estão fazendo o suficiente. Nosso papel é justamente mostrar que uma preparação eficiente precisa ser inteligente, equilibrada e compatível com a realidade de cada estudante”, comenta.

Matos ressalta que democratizar o acesso ao conhecimento também significa ensinar o aluno a estudar melhor. "Hoje existe muito conteúdo disponível gratuitamente, mas informação, sozinha, não garante aprendizado. O estudante precisa de estratégia, método e organização. Quando ele aprende a aproveitar melhor cada hora de estudo, ganha confiança, reduz a ansiedade e aumenta significativamente suas chances de alcançar o resultado que deseja”, explica o especialista.

Embora não exista uma fórmula universal, especialistas apontam que uma rotina de três a seis horas líquidas de estudo por dia, aliada à resolução frequente de questões, revisões periódicas, simulados e momentos de descanso, costuma ser suficiente para que a maioria dos candidatos construa uma preparação consistente até o exame. “Mais do que perseguir um número de horas, concluem os especialistas, o verdadeiro diferencial está na capacidade de transformar o tempo disponível em aprendizado efetivo. Em um exame tão concorrido quanto o ENEM, foco, planejamento e regularidade continuam sendo muito mais importantes do que qualquer maratona de estudos”, completa Claudio.



Kultivi
Mais informações em: Link


Reforma tributária e filantropia: uma agenda que não pode esperar

 

Quem vai para qual partido, quais são os pré-candidatos aos cargos em disputa, que alianças precisarão ser feitas para viabilizar as chapas nos estados e no Governo Federal. 2026 é um ano marcado por essas dúvidas e bastidores muito voltados às eleições - e nem tem como ser diferente. Mas esse contexto traz um desafio muito conhecido em Brasília: o tempo efetivo para o avanço de pautas estruturantes fica mais curto, disputado à unha com o noticiário eleitoral. Acontece que, quando o assunto é saúde e educação, essa lógica não poderia ser aplicada.

Nos últimos meses, estivemos no Congresso Nacional, ao lado de entidades representativas do setor filantrópico, em agendas de diálogo com parlamentares e suas equipes. O objetivo era dar visibilidade aos impactos da reforma tributária sobre instituições beneficentes sem fins lucrativos que desempenham papel essencial no atendimento à população. Em linhas gerais, a regulamentação da reforma precisa garantir a compensação de créditos tributários às instituições filantrópicas. É uma questão técnica, mas, sobretudo, uma condição essencial para a sustentabilidade de organizações que atuam diariamente na oferta de serviços de saúde, educação e assistência social. E precisamos lembrar que a reforma já está em vigor, com implementação gradual até 2033, o que torna esse debate ainda mais urgente.

E, embora o retorno que recebemos tenha sido, em grande parte, de reconhecimento à relevância do tema, surge uma preocupação legítima com o calendário de um ano atípico, que limita o ritmo de tramitação das matérias. Por isso, o assunto exige prioridade agora.

Cabe destacar que, mesmo em um ano mais desafiador, a atuação de algumas lideranças no Congresso mostra que há caminhos possíveis. Mas todos eles alertam para a prioridade política do ano: as eleições.

Na prática, o que está em jogo é simples. Instituições filantrópicas, embora isentos de impostos na prestação de serviços, acumulam créditos ao longo da cadeia produtiva. Afinal, itens como os medicamentos e insumos médicos, equipamentos, energia elétrica e serviços de limpeza e manutenção já têm impostos embutidos. Sem mecanismos de compensação, o dinheiro que não é gasto em impostos diretos deixa de retornar para onde fazem toda a diferença: o atendimento em saúde, a oferta de educação e outras frentes de impacto social.

Segundo levantamento do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif), o país conta com mais de 10,2 mil instituições filantrópicas mantenedoras e mais de 27 mil estabelecimentos ativos nas áreas de saúde, educação e assistência social, presentes em 3.234 municípios e alcançando aproximadamente 89% da população brasileira. É um setor grande e relevante demais para esperar uma regulamentação tardia. O interesse público precisa orientar as decisões, mesmo em anos de agenda mais apertada. A previsibilidade para o terceiro setor não pode depender do calendário, sob o risco de afetar diretamente milhões de brasileiros que dependem desses serviços.

Quando se trabalha com filantropia, não existe pausa ou espera possível. As demandas seguem acontecendo todos os dias. As pessoas seguem precisando do trabalho dessas organizações todos os dias. É fundamental que as regras acompanhem essa realidade e garantam condições para que essas instituições continuem atuando. 

O Brasil deu um importante passo ao aprovar a reforma tributária. Agora é o momento de assegurar que sua regulamentação considere todos os atores envolvidos — especialmente quem está na ponta, atendendo à população, e que não pode esperar pelo próximo ano.

  

Carmem Murara - diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista, onde responde pelas áreas de Comunicação Corporativa e ESG. Também é diretora de Comunicação do Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (Fonif).


Férias de julho: quanto uma viagem pode custar para o seu orçamento até o fim do ano?

Especialista alerta que o planejamento deve ir além das passagens e hospedagem para evitar que o lazer comprometa despesas como IPVA, material escolar e as compras de fim de ano 

 

Viajar durante as férias de julho é um dos principais objetivos de milhares de famílias brasileiras. No entanto, entre passagens, hospedagem, alimentação, passeios e compras, o custo do descanso pode continuar pesando no orçamento muito depois do retorno para casa. O principal risco, segundo especialistas, é tratar a viagem como um gasto isolado, sem considerar os compromissos financeiros que ainda virão no segundo semestre.

A preocupação ganha força porque, além das despesas típicas das férias, os próximos meses concentram uma série de compromissos importantes para as famílias, como IPVA e IPTU de 2027, matrícula e material escolar, seguros, tributos, além das compras de Natal e Ano-Novo. Quando a viagem é financiada sem planejamento, especialmente por meio do cartão de crédito, o impacto pode comprometer o orçamento por vários meses.

Para André Bobek, fundador da Mhydas Planejamento Financeiro e consultor financeiro eleito o 11º melhor do mundo pelo MDRT (Million Dollar Round Table), viajar faz parte da qualidade de vida, mas deve estar inserido dentro de um planejamento financeiro. "O problema não é viajar. O problema é transformar um momento de lazer em uma dívida que acompanha a família durante boa parte do segundo semestre. Antes de fechar qualquer pacote, é preciso entender como aquela despesa vai conversar com todos os compromissos que ainda estão por vir", afirma Bobek.


O preço da viagem não termina quando ela acaba

Segundo Bobek, muitas pessoas calculam apenas o valor das passagens e da hospedagem, mas esquecem dos gastos diários durante o passeio. Alimentação, transporte, passeios, compras e pequenas despesas normalmente fazem o orçamento crescer acima do previsto. Além disso, quando boa parte desses custos é parcelada no cartão, o consumidor compromete parte da renda futura. "Parcelar pode fazer sentido quando existe planejamento. O problema é assumir parcelas sem saber se haverá espaço no orçamento dos próximos meses. A viagem acaba, mas a fatura continua chegando", explica o CEO da Mhydas Planejamento Financeiro.


Ainda dá para planejar uma viagem de última hora?

Mesmo para quem ainda não definiu o destino, o especialista afirma que ainda é possível viajar sem comprometer as finanças, desde que algumas regras sejam respeitadas. A primeira delas é estabelecer um limite máximo de gastos antes de começar a pesquisar opções. Também vale priorizar destinos próximos, viajar em dias de menor demanda e aproveitar programas gratuitos ou de baixo custo. Outra recomendação é evitar financiar toda a viagem. "Quem decide viajar de última hora precisa ser ainda mais disciplinado. O ideal é adequar o destino ao orçamento disponível, e não fazer o orçamento se adaptar ao destino escolhido", orienta André Bobek.


Como equilibrar lazer e responsabilidade financeira

Segundo Bobek, algumas perguntas ajudam a identificar se a viagem cabe no planejamento da família.

  • Existe reserva de emergência?
  • As contas dos próximos meses já estão previstas?
  • O parcelamento comprometerá uma parcela importante da renda?
  • Haverá recursos para despesas como impostos, escola e fim de ano?

Se a resposta for negativa para parte dessas perguntas, talvez seja o momento de reduzir o orçamento da viagem ou adiar os planos. "O lazer também faz parte do planejamento financeiro. O objetivo não é deixar de viajar, mas garantir que a experiência termine junto com as férias e não se transforme em um problema financeiro pelos meses seguintes", afirma o especialista.


Como evitar que as férias prejudiquem o restante do ano

Para o especialista, algumas medidas simples podem reduzir o impacto da viagem sobre o orçamento:

  • definir um teto de gastos antes da viagem;
  • registrar todas as despesas durante o passeio;
  • evitar parcelamentos longos;
  • utilizar parte da restituição do Imposto de Renda ou recursos já reservados para lazer, quando houver;
  • manter a reserva de emergência intacta.

"O maior erro é usar dinheiro destinado a emergências ou assumir dívidas para financiar momentos de lazer. Viajar deve ser uma conquista do planejamento financeiro, e não um motivo para começar o segundo semestre desequilibrado", conclui Bobek. 



Mhydas Planejamento Financeiro
https://mhydas.com.br/


Síndrome do Hexa: quando o sonho vira obrigação e gera mais ansiedade do que motivação

Após a eliminação do Brasil na Copa de 2026, o psiquiatra Dr. Guido Boabaid May propõe um olhar clínico e humano sobre a obrigação por performar, no esporte, no trabalho e na vida
 


A busca do Brasil pelo hexa reacendeu não apenas a esperança coletiva, mas também uma velha emoção nacional, a pressão de transformar sonho em obrigação. Para o médico psiquiatra Dr. Guido Boabaid May, nome à frente da GnTech empresa de biotecnologia pioneira e líder em farmacogenética no Brasil, o último jogo, que levou a desclassificação da seleção brasileira ajuda a ilustrar um fenômeno emocional que vai muito além do futebol, quando a motivação perde leveza e vira cobrança, a ansiedade pode deixar de impulsionar e passar a paralisar. 

“O hexa, para o torcedor, é um sonho, mas, quando o sonho vira obrigação absoluta, ele pode pesar mais do que mover. Na clínica, vemos isso com frequência, as pessoas que desejam muito alguma coisa e, justamente por isso, passam a funcionar pior diante da própria meta. Não é falta de capacidade; muitas vezes é excesso de pressão”, afirma o Dr. A literatura em psicologia descreve esse processo em termos como ansiedade de desempenho, medo de falhar e queda de performance sob pressão. 

De forma informal, Dr. Guido chama esse estado de “síndrome do hexa”, quando a pessoa deixa de se mover por desejo, propósito ou prazer de construir algo, e passa a agir sob ameaça interna, medo de decepcionar e autocrítica constante. Embora não seja um diagnóstico médico formal, a expressão traduz um padrão psíquico real, visto em atletas, profissionais, estudantes e pacientes que sentem que “precisam vencer” antes mesmo de conseguir respirar, pensar e executar.

Dessa forma, o psiquiatra trouxe alguns sinais e soluções dos sonhos que possam ter virado uma ansiedade paralisante. Confira a seguir:
 

1. Pensar mais em não falhar do que em fazer bem

Em vez de focar na execução, a mente passa a girar em torno das consequências negativas, do julgamento, vergonha, fracasso ou medo de errar. Esse padrão pode comprometer a atenção e reduzir a eficiência cognitiva sob pressão. “O primeiro passo é recolocar o objetivo no tamanho humano. Em vez de viver sob a tirania do ‘tenho que conseguir’, vale retomar perguntas mais reguladoras: ‘Qual é o próximo passo possível?’, ‘O que depende de mim hoje?’, ‘O que eu estou tentando provar, e para quem?’”, orienta Dr. Guido.
 

2. O corpo entra em alerta antes mesmo de começar

Inquietação, tensão muscular, irritabilidade, dificuldade de concentração e alterações no sono são sinais de que a ansiedade deixou de ser funcional e começou a afetar o desempenho e o bem-estar. “Também é importante buscar ajuda quando a ansiedade interfere no sono, no trabalho, nos vínculos, na rotina ou na capacidade de decidir”, alerta o especialista.
 

3. O prazer desaparece e sobra só a obrigação

Quando a motivação passa a ser movida apenas por culpa, cobrança externa ou sensação de dever absoluto, a experiência perde leveza e se torna emocionalmente desgastante. “Estudos sobre ansiedade, metas terapêuticas e motivação mostram que objetivos mais manejáveis, com senso de autonomia e progressão concreta, tendem a ser mais sustentáveis do que metas vividas como ameaça à identidade”, explica o psiquiatra.
 

4. Travar em tarefas que sabe fazer

A pressão excessiva pode desorganizar justamente desempenhos que antes eram naturais, fenômeno conhecido como choking under pressure, quando o peso do resultado paralisa a execução. “Evidências e diretrizes clínicas reconhecem que intervenções psicológicas são fundamentais no tratamento dos transtornos de ansiedade, com destaque para abordagens como terapia cognitivo-comportamental”, pontua.
 

5. Começar a evitar, adiar ou se sabotar

Procrastinação, fuga e autossabotagem costumam aparecer quando o sonho deixa de ser uma direção e passa a funcionar como uma cobrança interna constante. “Para pessoas que já estão em tratamento medicamentoso para transtorno de ansiedade, especialmente quando houve efeitos adversos, resposta insuficiente ou uma sequência frustrante de tentativas, uma possibilidade complementar é discutir com o psiquiatra o uso de teste farmacogenético. Esse recurso não diagnostica ansiedade, não substitui avaliação clínica e não resolve sozinho o sofrimento psíquico, mas pode ajudar a orientar escolha e ajuste de dose dos principais medicamentos para tratamento psiquiátrico e neurológico”, acrescenta Boabaid. 

Dr. Guido ainda reforça a importância de não transformar metas e sonhos em uma fonte constante de sofrimento emocional. “Nem todo sonho precisa virar peso. O melhor desempenho humano, no esporte, no trabalho e na vida, costuma aparecer quando existe compromisso, preparo e sentido, mas sem que a pessoa precise carregar sozinha a fantasia de que errar é proibido”, conclui.

 


Dr. Guido Boabaid - médico psiquiatra, psicoterapeuta e empreendedor em saúde, com mais de 32 anos de atuação clínica dedicados ao cuidado da saúde mental. Ao longo de sua trajetória, realizou mais de 110 mil atendimentos, consolidando-se como uma das principais referências brasileiras em psiquiatria de precisão e no uso da farmacogenética aplicada ao tratamento dos transtornos mentais. Formado em Medicina pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e especialista em Psiquiatria pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Dr. Guido foi precursor no uso do teste farmacogenético na prática psiquiátrica no Brasil, contribuindo para a transição de modelos tradicionais de tratamento para abordagens mais personalizadas, eficazes e seguras. Dr. Guido é membro do corpo clínico do Hospital Albert Einstein, professor convidado da Faculdade de Medicina da Unisul e autor do livro “Onde Foi Parar Minha Alegria?”, lançado em novembro de 2025.



Projeto Capacita oferece cursos gratuitos de qualificação em diversas áreas

Imagem: Samara Ramos
 UNINASSAU
As capacitações são voltadas à cidadania, saúde, qualidade de vida, bem-estar animal, saúde mental e orientação jurídica 

 

O UNINASSAU – Centro Universitário Maurício de Nassau Rio de Janeiro realiza, de 13 de julho a 4 de agosto, mais uma edição do projeto Capacita, que oferece gratuitamente à comunidade cursos de qualificação em diversas áreas do conhecimento. As atividades acontecem na Instituição de Ensino Superior. 

Nesta edição, os cursos de Direito, Enfermagem, Educação Física, Medicina Veterinária, Odontologia e Psicologia disponibilizam capacitações voltadas à cidadania, saúde, qualidade de vida, bem-estar animal, saúde mental e orientação jurídica. A programação reúne temas como "Quais os riscos associados ao uso inadequado de anabolizantes?", "Higienização e Armazenamento de Alimentos", "Red Pill, masculinidades e violência digital: compreender para prevenir", "Justiça sem Barreiras: o passo a passo para processar sem advogado", "Como solicitar benefícios da Previdência Social", "Sua Boca Fala Sobre Sua Saúde: Muito Além da Escovação", entre outros. 

Segundo Luciana Guerim, coordenadora acadêmica da UNINASSAU Rio de Janeiro, a iniciativa tem como propósito ampliar o acesso à educação, promover a disseminação de informações de interesse público e fortalecer a integração entre a Instituição e a sociedade. “Mais do que promover qualificação profissional e desenvolvimento pessoal, o Capacita reforça o nosso papel social na construção de um futuro mais sustentável, gerando impacto positivo para a comunidade”, destaca. 

Os interessados devem se inscrever por meio do site https://www.gokursos.com/ . Basta acessar o campo de pesquisa e buscar por "Capacita Rio de Janeiro" ou "Capacita UNINASSAU Rio". Para participar, é necessário doar um alimento não perecível ou um item de higiene pessoal no dia da atividade.  A programação completa com datas e horários também pode ser conferida no perfil oficial da UNINASSAU Rio de Janeiro no Instagram (@uninassau.rj). A Instituição fica localizada na Rua Marquês de Abrantes, nº 55, no Flamengo.

 

IA decide a educação dos seus filhos. E a lei, onde está?

Mais de 160 milhões de usuários no mundo. Segundo maior mercado da Khan Academy fora dos Estados Unidos. Maior implementação do "Khanmigo" fora do território americano, dentro do sistema público de ensino do Paraná. Os números são impressionantes. O problema é que números impressionantes, no Direito, raramente vêm acompanhados das perguntas que realmente importam: quem auditou esses dados? Sob qual marco regulatório essa tecnologia está operando? E o que acontece quando uma política pública educacional passa a depender de infraestrutura controlada por uma plataforma estrangeira? 

O Khanmigo é um tutor virtual baseado em IA generativa, integrado ao GPT-4 da OpenAI, que interage com estudantes em linguagem natural, oferece explicações personalizadas e até encorajamento emocional ao longo do processo de aprendizagem. A tecnologia em si é sofisticada e, em tese, promissora. O que preocupa não é a ferramenta. É a velocidade com que ela foi absorvida pelo setor público sem que a estrutura jurídica que deveria acompanhá-la tenha avançado no mesmo ritmo. 

Comece pelos dados. A Khan Academy divulga melhora mensurável no desempenho de estudantes que usam a ferramenta em comparação ao ensino tradicional. Mas essas estatísticas foram auditadas por algum órgão independente? As amostragens controlaram variáveis socioeconômicas e regionais, essenciais em um país com a desigualdade educacional do Brasil? E mais: a métrica de "desempenho melhorado" captura apenas notas em avaliações padronizadas, ou também pensamento crítico, argumentação, criatividade — competências que nenhuma IA, por mais avançada que seja, consegue medir com precisão? 

Essas não são perguntas retóricas de quem desconfia da tecnologia por princípio. São perguntas jurídicas concretas, porque políticas públicas educacionais baseadas em dados não auditados de forma independente são, no limite, decisões administrativas vulneráveis a questionamento. 

Há um segundo problema, talvez mais grave: a ausência de regulação específica para parcerias público-privadas aplicadas à educação. Embora a Khan Academy seja uma instituição sem fins lucrativos, sua infraestrutura tecnológica e a centralização de dados em sistemas externos levantam uma questão de soberania digital que o Direito brasileiro ainda não enfrentou de forma estruturada. Quando uma rede pública de ensino se torna dependente de uma plataforma estrangeira para tutoria educacional, até que ponto o poder público mantém controle real sobre o conteúdo pedagógico, sobre os dados coletados e sobre os critérios algorítmicos que moldam a experiência de aprendizagem de milhares de crianças? 

Sal Khan, fundador da instituição, garante que os dados são despersonalizados e que contratos proíbem seu uso para treinar novos modelos de IA. É uma garantia importante, mas insuficiente sozinha. A coleta e o tratamento de dados de crianças e adolescentes exigem observância rigorosa à LGPD, e garantias contratuais só valem na medida em que existem mecanismos efetivos de fiscalização, transparência algorítmica e responsabilização em caso de descumprimento. A opacidade típica de sistemas de IA generativa decisões automatizadas cujo funcionamento interno raramente é auditável de fora é, por si só, um obstáculo à confiança social que qualquer política pública dessa magnitude deveria endereçar de forma explícita. 

Na prática, isso significa que gestores educacionais, secretarias de educação e instituições que firmam parcerias com edtechs estrangeiras estão operando em um terreno normativo incompleto. Significa que contratos mal redigidos, políticas de privacidade genéricas e ausência de pareceres sobre constitucionalidade dos programas digitais podem se transformar, no médio prazo, em passivo jurídico real — seja por questionamento de órgãos de controle, seja por ação civil pública, seja por litígio envolvendo proteção de dados de menores. Significa, também, que escritórios e empresas que atuam no ecossistema de edtechs precisam tratar compliance regulatório não como etapa burocrática final, mas como parte estrutural do desenho do produto e da parceria desde o início. 

É exatamente nesse ponto que a atuação jurídica especializada deixa de ser acessória e se torna estratégica. Análise contratual de parcerias entre redes de ensino e plataformas estrangeiras, revisão de políticas de privacidade alinhadas à LGPD, pareceres sobre constitucionalidade de programas públicos de educação digital e adequação de sistemas de IA às exigências regulatórias brasileiras e internacionais não são exercícios teóricos — são as ferramentas concretas que evitam que uma inovação pedagógica legítima se transforme em problema jurídico de grande escala. 

O debate sobre IA na educação não deveria se restringir a "a tecnologia funciona?". A pergunta mais urgente é: existe estrutura jurídica capaz de garantir que essa tecnologia opere com transparência, responsabilização e respeito aos direitos de quem mais precisa de proteção — crianças e adolescentes inseridos em um sistema público que, historicamente, já carrega desigualdades estruturais que nenhum algoritmo resolve sozinho? 

Este conteúdo tem caráter informativo e não constitui aconselhamento jurídico. Para orientação específica ao seu caso, consulte nosso escritório. 

  

Fonte:  Migalhas  

 

Comece o segundo semestre empregado: CIEE e Grupo Fleury abrem 70 vagas de Jovem Aprendiz com salário de R$ 1.142 e benefícios



Ação acontece na próxima terça-feira, 14, no Prédio Integração do CIEE, no Itaim Bibi, com a possibilidade de os candidatos realizarem cadastro, entrevista e seleção no mesmo dia 

 

O segundo semestre do ano começou e, com ele, a chance de dar uma virada na carreira. O Centro de Integração Empresa-Escola - CIEE e o Grupo Fleury anunciam a abertura de 70 vagas para o programa de aprendizagem em São Paulo Capital, Barueri, Guarulhos, Grande ABC e Jundiaí.

 

Com jornada de trabalho presencial de 6 horas diárias, as vagas oferecem remuneração fixa de R$ 1.142,33, além de benefícios como assistência médica e odontológica, vale-Refeição, vale-alimentação, vale-transporte, auxílio-creche, plataforma de bem-estar (Wellhub/Gympass) e orientação nutricional/terapia (OrienteMe), seguro de vida e licenças maternidade/paternidade estendidas, além de parcerias educacionais com descontos em cursos e instituições de ensino. 


Para agilizar a contratação e ajudar a juventude a começar essa nova fase com a carteira assinada, será realizado um grande processo seletivo presencial na próxima terça-feira, dia 14/07, das 10h às 16h. Toda a dinâmica, desde o cadastro inicial, passando pelas entrevistas até a seleção final, acontecerá de forma integrada e no mesmo espaço: o Prédio Integração do CIEE, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo. Haverá dois horários para entrevistas, às 10h e às 14h.

 

Para participar, o Grupo Fleury busca jovens que tenham entre 17 e 22 anos (a idade máxima não se aplica para pessoas com deficiência) e que estejam cursando o último ano do Ensino Médio/Técnico no período vespertino ou noturno, ou que já tenham o Ensino Médio/Técnico completo.

 

Como não há necessidade de inscrição prévia para o evento, a recomendação é que os candidatos cheguem cedo e tragam seus documentos pessoais (RG e CPF), comprovante de residência, declaração ou histórico escolar e a Carteira de Trabalho.

 

Cadastro Atualizado: O passaporte para a vaga


Para quem está em busca de uma oportunidade, o CIEE reforça um lembrete crucial: manter o cadastro atualizado no sistema da instituição é o primeiro passo para o sucesso. Dados corretos e atualizados facilitam o direcionamento do perfil do jovem para a vaga ideal e agilizam o contato dos recrutadores. Para verificar o cadastro, basta acessar o site oficial do CIEE: https://portal.ciee.org.br/

 

Serviço

Processo Seletivo Jovem Aprendiz – CIEE & Grupo Fleury

Data: 14/07 (Terça-feira)

Horário: Das 10h às 16h, com horário para entrevistas às 10h e às 14h

Local: Prédio Integração do CIEE - Rua Tabapuã, 469 – Itaim Bibi, São Paulo/SP.

 

Como inovar no onboarding?

 

Se antes o RH era visto como uma área de Departamento Pessoal, hoje já não é mais assim. O que temos presenciado é, cada vez mais, essa frente desempenhar um papel estratégico nas organizações, atuando como um verdadeiro orquestrador. No entanto, à medida que o mercado se torna mais dinâmico, é preciso inovar, principalmente no onboarding. 

Segundo a 8ª edição do Relatório de Tendências em Gestão de Pessoas do Great Place to Work (GPTW), que mapeia as prioridades e desafios da área, para 57,4% dos respondentes o desenvolvimento e a capacitação da liderança aparecem como principal obstáculo e prioridade para as organizações. Na sequência, estão a transformação e/ou evolução da cultura organizacional e o engajamento e comprometimento das pessoas. 

Outro ponto de destaque do estudo foi que a contratação de profissionais qualificados ganhou relevância entre as prioridades dos entrevistados, saltando de 12% para 27,9%. Os dados do relatório corroboram a atual realidade do mercado: a gestão de pessoas não se trata mais de uma vertente apenas operacional, mas está assumindo um papel central na estratégia dos negócios. Deste modo, inovar no onboarding é um passo fundamental para eliminar as burocracias e gerar criatividade, contribuindo assim para que a jornada do colaborador se torne mais leve e efetiva. 

Esse posicionamento ganha ainda mais relevância considerando que, atualmente, as organizações precisam administrar contextos diferentes. Em se tratando da equipe, o fenômeno da diversidade geracional tem evoluído cada vez mais. Isto é, pela primeira vez na história, existem até quatro gerações coexistindo no mercado de trabalho. É importante destacar que cada grupo traz consigo valores, competências e formas de pensar e agir diferentes. Deste modo, compreender essas diferenças e, sobretudo, saber lidar com elas é algo fundamental não apenas para contratar, mas também para reter talentos. 

Em suma, é necessário enfatizar que a customização é o elo essencial para garantir essa compreensão. Por sua vez, além do aspecto geracional, um outro contexto também está presente no dia a dia dos gestores: afinal, como garantir que o onboarding seja efetivo considerando os atuais modelos de trabalho? 

Esse é mais um desafio, mas a boa notícia é que também é possível inovar em cada modelo. No remoto, é necessário que a empresa saiba transmitir o senso de pertencimento para o colaborador pela tela, de forma que a pessoa consiga entender que não é mais um número, mas sim um profissional que possui uma história e está em um ambiente seguro para compartilhá-la. Para isso, a realização de agendas e rodas de conversa online são elementos indispensáveis para criar proximidade com a liderança. 

No presencial, a palavra-chave para esse processo é a empatia. É aqui que o "olho no olho" se destaca, de modo a compreender formas de praticar o acolhimento — tanto no horário flexível, a depender do deslocamento do profissional até a empresa, quanto ter um olhar de acessibilidade, o cuidado de entender a atual realidade do próximo e aplicar os propósitos e valores da marca, criando um ambiente do qual a pessoa tenha o prazer de fazer parte. 

Já o híbrido pode ser considerado o modelo mais saudável, desde que haja equilíbrio. Nesse formato, o profissional não está todos os dias na organização, mas é importante que, ao definir os dias presenciais, ele faça parte de agendas e vivencie experiências que promovam a troca de conhecimento e deem celeridade para que eventuais dúvidas sejam resolvidas com rapidez. 

Por mais que o RH seja o elo estratégico entre pessoas e negócios, a liderança tem um papel crucial para garantir que o onboarding seja inovador. Até porque é a vivência e o relacionamento no dia a dia que serão capazes de mostrar ao colaborador se tudo aquilo que foi apresentado no ato da contratação é aplicado na prática, bem como trazer segurança e, consequentemente, a permanência desse talento. 

Existem diversas formas de inovar, mas é preciso garantir que a estratégia está dando resultados. Quanto a isso, a aplicação de pesquisas com intervalos de 30 a 90 dias é um ótimo parâmetro para medir o clima, realizar análises e tomar ações rápidas. Outra abordagem que também merece destaque é o Growth Hacking, que se trata de um conjunto de estratégias e técnicas focadas no crescimento rápido e escalável de negócios utilizando poucos recursos. 

Olhando para o futuro, é inevitável questionar o impacto que tendências como a Inteligência Artificial generativa devem ter na personalização dessa jornada. A resposta é clara: a tecnologia faz parte do processo, mas ela representa o "como executar", e não o "porquê". Por mais que surjam ferramentas inovadoras a cada dia, a IA chega para apoiar e agilizar as ações, atuando em uma frente desenvolvedora e operacional, enquanto o papel de orquestrar, administrar e tomar decisões permanece estritamente humano. Do protagonismo das pessoas não há como fugir. 

O grande segredo está em como fomentamos essa inovação. Em vez de enxergar a tecnologia apenas sob a ótica operacional, as organizações precisam entender como utilizá-la para suportar e potencializar uma experiência positiva. Ao delegar o que é burocrático e repetitivo para as ferramentas, liberamos o bem mais precioso do RH e das lideranças: o tempo. É esse tempo livre que permite enxergar as pessoas de verdade, praticar a empatia e criar conexões. Afinal, por mais digital que o mercado se torne, ainda é necessário inspirar. 

 

Tatiane Roque - Business Partner Especialista da Numen, e eleita a Profissional de RH do Ano pelo RH Awards 2026, premiação conduzida pelo RH Summit.


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