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sexta-feira, 3 de julho de 2026

Micro e pequenas empresas respondem por quase seis em cada dez empregos criados no país em 2026

De acordo com levantamento do Sebrae, negócios de pequeno porte criaram mais de 450 mil postos de trabalho formais entre janeiro e maio. Setor de Serviços lidera as contratações


As micro e pequenas empresas (MPEs) geraram, nos cinco primeiros meses deste ano, cerca de seis em cada dez empregos formais criados no país. Segundo levantamento do Sebrae feito com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e maio as MPEs responderam por mais de 450 mil empregos de um universo de 767 mil postos de trabalho. Somente em maio, o total de vagas das MPEs foi quase três vezes maior que os empregos criados nas médias e grandes empresas. 

Para o presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, os números desse levantamento reiteram o papel de destaque que os pequenos negócios ocupam na economia. “As micro e pequenas empresas têm dado uma contribuição fundamental para a situação próxima ao pleno emprego que vivemos hoje, respondendo por aproximadamente 50% do estoque de postos de trabalho e 40% do total da massa salarial no país”, comenta. 

Em maio deste ano, as micro e pequenas empresas do setor de Serviços seguiram liderando a geração de empregos, com mais de 26 mil contratações, seguidas das empresas da Construção (17 mil vagas) e Comércio (1 mil vagas).

 

Números do Caged 

Acumulado de janeiro a maio de 2026 

•     Micro e pequenas empresas (MPEs): 450.393 (59%)

•     Médias e grandes empresas (MGEs): 237.922 (31%)

•     Total de empregos: 767.326

 

Maio de 2026

•     MPEs: 42.078 (58%)

•     MGEs: 15.013 (21%) 

•     Total de empregos: 72.960

 

Geração de empregos nas MPEs em maio por setor  

•     Serviços: 26.474

•     Construção: 17.008

•     Comércio: 1.315


Na era da IA, o diferencial será humano

Transformações tecnológicas sempre alteraram a forma como trabalhamos. A diferença é que, desta vez, estamos diante de sistemas capazes de produzir textos, imagens, análises e respostas em poucos segundos. Isso provoca uma sensação inédita de concorrência com algo que se aproxima de processos antes considerados exclusivamente humanos. 


A discussão sobre inteligência artificial costuma girar em torno das profissões que desaparecerão e das novas exigências do mercado de trabalho. Embora esse debate seja importante, ele deixa em segundo plano quais capacidades humanas precisarão ser fortalecidas desde a infância para que as próximas gerações possam viver de forma autônoma em um mundo cada vez mais mediado por sistemas inteligentes. 

Curiosamente, à medida que as máquinas se tornam mais eficientes, características antes consideradas subjetivas passam a ganhar valor estratégico. Pensamento crítico, criatividade, flexibilidade cognitiva, capacidade de colaboração e inteligência socioemocional deixaram de ser apenas habilidades desejáveis e tornaram-se competências essenciais. 

Isso ajuda a explicar um dado interessante: embora sejam os principais usuários dessas ferramentas, 66% dos jovens afirmam não confiar totalmente nas respostas geradas pela inteligência artificial (Ipsos, 2026). Mesmo entre aqueles que cresceram cercados pela tecnologia, permanece a percepção de que informação não é sinônimo de discernimento. 

Discernimento não nasce do acúmulo de respostas prontas, porque ele se desenvolve por meio da experiência, da reflexão, do contato com diferentes perspectivas e da capacidade de duvidar antes de chegar a conclusões. Trata-se de um processo que envolve maturação intelectual e emocional, algo que não pode ser terceirizado a uma ferramenta. 

Por essa razão, preparar crianças para o futuro não significa expô-las cada vez mais cedo às telas ou treiná-las para competir com algoritmos. Significa ajudá-las a desenvolver aquilo que os algoritmos não conseguem reproduzir. A criatividade, por exemplo, não surge apenas da produção de ideias. Ela depende de repertório, imaginação, experimentação e contato com situações reais.  

Sob a perspectiva do desenvolvimento emocional, existe ainda outro desafio. Crianças que crescem recebendo respostas instantâneas podem ter menos oportunidades de exercitar a espera e a elaboração do pensamento. A educação do futuro tem menos relação com o domínio das tecnologias e mais com a preservação de experiências humanas que favorecem a autonomia. Quanto mais avançados forem esses sistemas, mais necessário será formar pessoas capazes de construir critérios próprios diante de respostas vazias tão acessíveis.  

Nenhuma sociedade se sustenta apenas por velocidade ou acesso à informação. Ela depende também da responsabilidade em projetar futuros possíveis. São essas dimensões que conferem sentido ao conhecimento e que tornam a educação ainda mais decisiva em tempos de transformação tecnológica.

 

Silmara Casadei - doutora em Educação, psicanalista e autora de O Pequeno Mundo Criativo


Inteligência das Coisas e os novos caminhos para acelerar a indústria brasileira


A transformação digital da indústria brasileira é uma agenda em curso, impulsionada pela necessidade imediata de aumentar a produtividade, reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade no setor industrial. 

Diante desse cenário, a Inteligência das Coisas (IoT) assume um papel fundamental ao conectar ativos, gerar dados em tempo real e permitir decisões mais rápidas e assertivas. Trata-se, sobretudo, de uma mudança de paradigma que desloca a gestão baseada em reações para um modelo orientado por previsibilidade e eficiência. 

Esse movimento já pode ser observado em aplicações concretas que avançam no país, especialmente em áreas críticas como logística de insumos e gestão de ativos industriais. Entre elas, destacam-se o monitoramento remoto de tanques de gás e a manutenção preditiva de máquinas rotativas, que deixam de ser conceitos futuros e passam a gerar resultados mensuráveis no dia a dia das operações. 

Na gestão de tanques de gás, sejam eles de GLP, gases industriais ou aplicações químicas, temos um grande desafio, pois ainda é comum a baixa visibilidade em tempo real sobre níveis e consumo. Isso resulta em entregas desnecessárias, rotas ineficientes e, em casos mais críticos, risco de desabastecimento. 

Com o avanço das soluções de telemetria desenvolvidas pela WIKA, em parceria com a Sensile Technologies, o quadro começa a mudar. O sistema de monitoramento remoto de tanques de gás da Sensile, integrado ao ecossistema IIoT da WIKA, utiliza dispositivos autônomos que permitem o acompanhamento contínuo de nível, pressão e consumo, com transmissão de dados por redes de baixo consumo energético (LoRaWAN®). A solução opera com bateria de longa vida, sem necessidade de cabeamento, e já conta com as certificações dos órgãos reguladores nacionais — ANATEL (homologação obrigatória para dispositivos de radiofrequência no Brasil) e INMETRO — garantindo conformidade legal plena para comercialização e operação em território brasileiro. Isso traz ganhos diretos em planejamento logístico, redução de custos, menor emissão de carbono e maior confiabilidade no abastecimento. 

Em um país com dimensões continentais como o Brasil, essa inteligência aplicada à logística representa uma vantagem competitiva. 

Outro avanço importante está na gestão de máquinas rotativas, como bombas, motores e compressores. Presentes em praticamente todos os setores, suas falhas podem interromper operações inteiras e causar grandes impactos em produção, custos e segurança. 

Apesar disso, ainda predominam modelos de manutenção que não evitam paradas inesperadas. É nesse ponto que o IIoT (Internet Industrial das Coisas) demonstra seu valor. 

Para enfrentar esse desafio, a WIKA desenvolveu o “Rotating Machinery Manager”, uma solução IIoT de manutenção preditiva que combina um sensor multivariável autônomo, capaz de monitorar simultaneamente vibração, temperatura e ultrassom, com um motor de inteligência artificial que analisa o comportamento dos ativos em curtos intervalos e prescreve potenciais causas de falha. A instalação é rápida e não exige cabeamento: o dispositivo opera via LoRaWAN® e bateria, permitindo acesso remoto aos parâmetros da máquina de qualquer lugar. Assim como na solução de tanques, o produto já possui certificação ANATEL e INMETRO, atendendo plenamente às exigências regulatórias brasileiras para dispositivos IoT sem fio. Com isso, torna-se possível acompanhar continuamente o comportamento dos equipamentos e identificar sinais de falha com antecedência, permitindo agir antes que o problema se materialize. 

O resultado é uma operação mais eficiente, com maior disponibilidade de ativos e menor custo total ao longo do ciclo de vida dos equipamentos. 

A adoção dessas soluções no Brasil dialoga com desafios estruturais conhecidos na indústria, como logística cara, necessidade de eficiência energética e pressão por sustentabilidade. 

Ao transformar dados em inteligência operacional, o IIoT permite que empresas avancem nesses pontos sem exigir mudanças complexas em infraestrutura. 

Ao mesmo tempo, a evolução de tecnologias como redes de baixo consumo energético e longo alcance, computação em borda e algoritmos de aprendizado de máquina tem viabilizado soluções cada vez mais acessíveis, escaláveis e seguras. 

Esses avanços reforçam a importância da digitalização industrial, que definirá o nível de competitividade das empresas nos próximos anos. 

Na WIKA, acompanhamos de perto esse movimento e entendemos que o futuro da indústria será cada vez mais conectado, inteligente e orientado por dados, impulsionado por novos investimentos e pela necessidade de tornar as operações mais eficientes e resilientes.  

 

Fernando Carreteio - Diretor Comercial da WIKA, multinacional alemã especializada em instrumentos de medição industrial https://www.wika.com/pt-br/

 

Mercado SP recebe no Mercadão nova edição do Gastronomia Empreendedora, curso gratuito que capacita mulheres para o mercado de trabalho

Programa idealizado pela Chef Dona Jô une formação gastronômica, empreendedorismo e desenvolvimento profissional para transformar a realidade de mulheres

 

Entre os dias 14 de julho e 26 de agosto, a Mercado SP recebe, no Mercado Municipal Paulistano (Mercadão), mais uma edição do Gastronomia Empreendedora, programa gratuito de capacitação idealizado pela Chef Dona Jô e viabilizado pelo Instituto Bia Rabinovich. Com carga horária de 80 horas, a iniciativa oferece formação em gastronomia, empreendedorismo e desenvolvimento profissional para mulheres, com o objetivo de ampliar oportunidades de geração de renda, autonomia financeira e inclusão produtiva.

A realização do programa no Mercadão integra a parceria entre a Mercado SP e o Gastronomia Empreendedora, fortalecendo iniciativas que promovem qualificação profissional, empreendedorismo feminino e impacto social em um dos principais patrimônios gastronômicos e culturais da cidade de São Paulo.

"Para a Mercado SP, receber um programa como o Gastronomia Empreendedora no Mercadão, um espaço que há décadas faz parte da história da gastronomia paulistana, é muito significativo. Acreditamos que compartilhar conhecimento e criar oportunidades também faz parte do nosso papel. Essa parceria reforça nosso compromisso em apoiar iniciativas que promovem capacitação, empreendedorismo feminino e transformação social por meio da gastronomia", afirma Aldo Bonametti, CEO da Mercado SP.

Idealizado pela Chef Dona Jô, chef de cozinha, empresária e empreendedora, o projeto nasceu a partir de sua própria trajetória profissional, iniciada em um projeto social. A experiência inspirou a criação de uma metodologia que vai além do ensino técnico, oferecendo às participantes ferramentas para empreender, conquistar independência financeira e construir novas perspectivas de vida.

Em apenas um ano, o Gastronomia Empreendedora já formou mais de 200 mulheres, que passaram a atuar no mercado de trabalho ou desenvolveram seus próprios negócios na área da alimentação, reforçando o impacto social da iniciativa.

As formações são viabilizadas pelo Instituto Bia Rabinovich, responsável por custear integralmente o programa, garantindo que as alunas possam participar gratuitamente de toda a jornada de capacitação. Além das aulas, as participantes recebem uniforme, material didático, café da manhã e todo o suporte necessário para que possam dedicar seu tempo exclusivamente ao aprendizado.

Ao longo de 80 horas de formação, divididas entre encontros presenciais e online, as alunas participam de aulas práticas e teóricas que abrangem desde técnicas de cozinha até conteúdos voltados à gestão de negócios. A formação inclui temas como panificação, confeitaria, doceria brasileira, salgaderia, tortas e quiches, cozinha brasileira e tendências do mercado gastronômico, além de planejamento e formalização de negócios, precificação, marketing, vendas e desenvolvimento de competências empreendedoras.

Como etapa final da formação, as participantes desenvolvem um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), colocando em prática os conhecimentos técnicos e de gestão adquiridos ao longo do programa. Ao término da capacitação, recebem o certificado de conclusão em uma cerimônia oficial de formatura, celebrando o início de uma nova etapa profissional.

 

Serviço

Gastronomia Empreendedora

Período: 14 de julho a 26 de agosto de 2026

Carga horária: 80 horas

Formato:

  • Presencial: 70 horas, com aulas duas vezes por semana, das 9h às 13h, no Mercado Municipal Paulistano.
  • Online: 10 horas.

Realização: Chef Dona Jô e Instituto Bia Rabinovich.

Local: Mercado Municipal Paulistano

Endereço: Rua da Cantareira, 306 – Centro Histórico de São Paulo – CEP 01024-900

 

Mais sobre o Mercado Municipal Paulistano

Inaugurado em 1933, o Mercado Municipal Paulistano é um dos principais patrimônios históricos, gastronômicos e turísticos da cidade de São Paulo. Com mais de 290 boxes, reúne uma ampla variedade de produtos nacionais e importados, além de restaurantes que se tornaram referência na gastronomia paulistana. Conhecido também por sua arquitetura marcante e pelos vitrais de Conrado Sorgenicht Filho, o Mercadão recebe cerca de 50 mil visitantes por semana e, além da vocação gastronômica, consolidou-se como espaço para eventos culturais, exposições e experiências que valorizam a história, a cultura e a diversidade da capital paulista.

 

Mais sobre a Mercado SP

A Mercado SP é a concessionária responsável pela gestão do Mercado Municipal Paulistano (Mercadão) e do Mercado Kinjo Yamato desde 2021. Com foco na preservação do patrimônio histórico e na valorização da cultura e da gastronomia paulistanas, a empresa conduz um amplo processo de revitalização e modernização dos dois mercados, promovendo melhorias na infraestrutura, na experiência dos visitantes e no fortalecimento dos espaços como importantes polos de turismo, comércio, cultura e convivência da cidade de São Paulo.


Kingston lança curso de formação gratuito e vai oferecer 10 mil bolsas para democratizar tecnologia no Brasil

Com 22 horas de conteúdo e parcerias com a CNB Academy e Terabyte, a iniciativa Kingston Maker quer transformar usuários leigos em especialistas capazes de montar seus próprios computadores; durante as aulas os alunos vão aprender conceitos como montagem prática e componentes de um PC

 

A Kingston Technology, líder mundial em produtos de memória e soluções de armazenamento, anuncia o lançamento de um ambicioso projeto educacional, focado na democratização da tecnologia, o Kingston Maker. Por meio de uma parceria estratégica com a varejista Terabyte e o CNB Academy, a iniciativa vai oferecer, ao todo, 10 mil bolsas de estudo em diversas regiões do país para um curso completo de montagem e manutenção de PCs. O projeto visa desmistificar e simplificar a tecnologia e criar uma nova geração de "Smart Friends", ou seja, especialista em hardware espalhados em todo o Brasil. O curso será integralmente online, hospedado na plataforma da CNB, e ministrado pelo professor Paulo Mauricio Rufino, que ao longo de mais de duas décadas acumulou experiências no segmento, passando pela "PCs Tudo no Máximo", da Mouses, e pela divisão de PCs gamers na GamerHouse.
 

O que o curso oferece?

Diferente de conteúdos e cursos rápidos e superficiais encontrados em redes sociais, o projeto entrega uma formação robusta: 

Carga horária: 17 horas de conteúdo distribuídas entre três módulos teóricos e práticos.

Conteúdo técnico: introdução aos principais componentes de um PC, incluindo processador, placa de vídeo, memória, armazenamento, sistemas de refrigeração e gabinete.

Prática: montagem completa de um computador.

Certificação: os alunos recebem certificado de conclusão.
 

Como participar?

O projeto visa alcançar diversas regiões do Brasil, removendo as barreiras financeiras e geográficas para quem deseja ingressar no mundo do hardware. Para mais informações sobre o processo de inscrição, as bolsas disponíveis e o calendário completo de abertura das vagas, os interessados devem acessar o link: Link 

As bolsas serão distribuídas de maneira gradual durante o ano e contemplarão os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal. As inscrições para a primeira turma começam dia 6 de julho e valem para os interessados da região Sudeste. Veja abaixo as datas de inscrições de todas as regiões do País:

  • 6 de julho – Região Sudeste – 1359 vagas
  • 3 de agosto – Região Norte – 3157 vagas
  • 1º de setembro – Região Nordeste – 3642 vagas
  • 5 de outubro - Região Centro Oeste e Distrito Federal – 1260 vagas
  • 3 de novembro – Região Sul – 582 vagas

 

Como nasceu o projeto?

A concepção do projeto nasceu de um insight comportamental da relação do usuário com a tecnologia. Muitas vezes, o consumidor desenvolve um vínculo com o computador, mas não percebe que o desempenho e a vida útil da máquina dependem de componentes invisíveis a olho nu, como o SSD ou a memória RAM. 

"Democratizar a tecnologia é multiplicar o conhecimento. Sabemos que o hardware pode parecer um universo complexo e distante, por isso focamos na formação dos 'Smart Friends'. Queremos que esse conhecimento se dissipe organicamente. Uma pessoa aprende com nosso curso e passa a ser a referência técnica em seu grupo de amigos ou família. É um ciclo de educação que fortalece todo o ecossistema de tecnologia no Brasil, aproximando o usuário final da essência do que faz o seu computador funcionar”, afirma Marcelo Setubal, gerente de Trade Marketing e Parcerias da Kingston Brasil. “Além disso, o projeto contribui para diminuir o grande gap de capacitação técnica que historicamente permeia o setor”, completa. 

Para Fábio Bottallo, Sênior Marketing Manager da Kingston LATAM, a concepção do projeto surgiu a partir de um insight sobre a relação do usuário com a tecnologia. “Embora os computadores façam parte do cotidiano de milhões de pessoas, muitos usuários desconhecem os componentes que determinam seu desempenho e vida útil, como o SSD e a memória RAM. 

“A tecnologia se torna ainda mais poderosa quando o conhecimento está ao alcance de todos. Participar do Kingston Maker é uma oportunidade de contribuir para a formação de uma nova geração de entusiastas e profissionais, permitindo que pessoas de todo o Brasil a compreendam melhor os componentes que utilizam diariamente e a desenvolverem autonomia para montar e aprimorar seus próprios computadores. Estamos muito felizes em apoiar uma iniciativa que ajuda a tornar o universo do hardware mais acessível”, comenta Rômulo Simione, CEO da Terabyte. 

Todo o conteúdo será disponibilizado na plataforma da CNB Academy , um hub de educação inovadora, que há mais de duas décadas combina expertise competitiva com educação estruturada, focada em entusiastas de games e tecnologia. Confira os todos os detalhes no link: Link



Kingston
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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Falta de tratamento adequado para doença ultrarrara do fígado pode levar mais da metade das crianças ao transplante até os 10 anos de idade

Colestase intra-hepática familiar progressiva (PFIC) causa coceira incapacitante e progressão silenciosa; ausência de protocolo de cuidado sobrecarrega famílias e o sistema de saúde.


A infância de crianças diagnosticadas com colestase intra-hepática familiar progressiva (PFIC) é marcada por uma grave corrida contra o tempo, na qual mais da metade dos pacientes necessitam de transplante hepático até os 10 anos de idade, caso não tenham acesso aos cuidados adequados. De origem genética, a doença é causada por mutações em genes que codificam proteínas transportadoras essenciais para a formação e o fluxo normal da bile no fígado. Quando essas proteínas são defeituosas, ocorre um acúmulo tóxico de ácidos biliares nos hepatócitos, desencadeando um processo inflamatório contínuo, fibrose progressiva, cirrose e, eventualmente, a insuficiência hepática.1 

Segundo Maria Tereza Galvão Guiotti, coordenadora e médica assistente da Equipe de Hepatologia Pediátrica do Instituto da Criança e do Adolescente do Hospital das Clínicas da USP, a PFIC compromete o organismo de forma sistêmica desde os primeiros anos de vida. Além da disfunção hepática, o sintoma mais devastador e incapacitante é o prurido colestático, uma coceira constante e resistente que impede o sono e provoca escoriações extensas na pele. “Essa realidade impõe uma carga multidimensional que afeta profundamente a dinâmica familiar, esgotando os pais e gerando taxas elevadas de burnout e ansiedade, enquanto as crianças sofrem com comprometimento nutricional, retardo no crescimento, dificuldades de socialização e faltas escolares frequentes ”, explica. 

Para conter a evolução da doença, o diagnóstico precoce é crucial, mas sua confirmação exige a realização de exames complexos, como a dosagem de ácidos biliares, avaliação da enzima GGT e testes genéticos, que hoje estão concentrados majoritariamente em centros de referência nas regiões Sul e Sudeste. Além disso, devido ao baixo grau de familiaridade dos profissionais da atenção primária com doenças hepáticas raras pediátricas, muitos pacientes recebem diagnósticos equivocados de hepatite viral ou outras colestases comuns, atrasando o encaminhamento por meses ou anos enquanto a fibrose avança silenciosamente. 

Outro grande desafio é a lacuna assistencial gerada pela falta de um Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico para a PFIC no SUS. Sem esse guia de cuidado, o acesso a medicamentos fica limitado, e as famílias ficam desamparadas. “A elaboração de um PCDT permitiria uniformizar o fluxo diagnóstico nacional e definir centros habilitados, sendo o caminho mais eficiente para garantir que todas as crianças recebam o cuidado de que precisam”, ressalta a especialista. 

Apesar das dificuldades de acesso, uma virada importante na jornada dos pacientes pode ocorrer com a incorporação ao SUS dos inibidores do transportador ileal de sais biliares (IBAT), primeira classe de medicamentos desenvolvida especificamente para o tratamento da PFIC, que atualmente está sob avaliação do Ministério da Saúde. Segundo a hepatologista, o tratamento demonstrou redução significativa do prurido e dos ácidos biliares, permitindo que as crianças recuperem a rotina escolar e o desenvolvimento saudável. “Além de todo o benefício humanitário, a incorporação é economicamente racional para o SUS, pois postergar ou evitar transplantes hepáticos poupa recursos de altíssima complexidade e livra o paciente de uma dependência permanente de imunossupressão”, conclui a Dra. Maria Tereza. 

 


Referência

1 JACQUEMIN, Emmanuel et al. PFIC: clinical practice guidelines. Journal of Hepatology, Amsterdam, v. 80, n. 4, p. 743-768, abr.2024. DOI: 10.1016/j.jhep.2023.11.007

 

Lesões são as maiores adversárias dos jogadores nesta Copa do Mundo


As lesões têm sido as maiores adversárias dos jogadores nesta Copa do Mundo. O torneio de tiro curto e altíssima intensidade física já acendeu o alerta em várias comissões técnicas: só na seleção brasileira, nomes como Wesley, Raphinha, Paquetá e Casemiro já sofreram com problemas físicos. Fora do Brasil, casos como o de Ismaël Koné, do Canadá, reforçam como o limite dos atletas é testado ao extremo em competições desse nível. 

Para ajudar a contextualizar o que acontece nos bastidores médicos do futebol de alto rendimento, o Hcor preparou um material informativo com as principais ocorrências que afastam os craques dos gramados — desde as tradicionais contusões até a evolução de protocolos complexos de concussão e cuidados essenciais com a saúde do coração. 

Nossos ortopedistas, especialistas em medicina esportiva e cardiologistas estão à disposição para falar com a imprensa, detalhar os tratamentos modernos e explicar como a ciência tem atuado para proteger os atletas. 

Confira abaixo:

 

Contusão 

A lesão mais comum no futebol 

Choques e pancadas seguem sendo a principal ocorrência em partidas profissionais.

Com o aumento da intensidade física no futebol moderno, contusões seguem entre os problemas mais comuns em torneios de alto rendimento. Ocorrências desse tipo acontecem de forma imprevisível devido a contatos físicos ao longo de qualquer momento do jogo.

  

Lesão muscular 

Uma das lesões mais recorrentes em torneios curtos e sequência intensa de jogos 

Condição que engloba distensão ou estiramento, lesão parcial e lesão completa.

  • Hoje existem mais opções de avaliações biomecânicas para auxiliar a decisão de retorno ao esporte;
  • GPS e análise de carga muscular ganharam protagonismo;
  • retorno precoce aumenta muito o risco de recidiva. 

Lesões musculares seguem entre os principais motivos de cortes e afastamentos no futebol profissional. Arrancadas, explosão muscular e excesso de jogos elevam o risco de estiramentos, especialmente na coxa, além de comentar os novos protocolos usados para evitar reincidências.

  

Entorse 

Lesão comum em articulações, como joelho e tornozelo, podem causar alguma lesão ligamentar (ver abaixo) 

Hoje há menos imobilização prolongada e mais:

  • mobilização precoce;
  • fortalecimento funcional;
  • fisioterapia acelerada.

Anti-inflamatórios, especialmente o corticóide, perderam espaço em atletas de alta performance.

Mudanças rápidas de direção, gramados e contato físico tornam as entorses uma das ocorrências mais frequentes no futebol. Tratamentos para lesões ligamentares evoluíram e recuperação funcional passou a ser prioridade na medicina esportiva moderna. 

 

Ruptura de ligamento 

Casos como o rompimento de ligamento cruzado anterior (LCA) exigem um longo período de recuperação 

Protocolos de retorno ao esporte pós-operatório de LCA passaram por modificações nos últimos anos. Antes, a recomendação era de retorno às atividades em cerca de seis meses, enquanto hoje muitos protocolos indicam 9 a 12 meses para retorno seguro após reconstrução do LCA. A mudança ocorreu por estudos que mostraram maior risco de nova ruptura em retornos precoces. 

As rupturas ligamentares, especialmente do ligamento cruzado anterior (LCA), estão entre as lesões mais temidas do futebol profissional. Ortopedistas do Hcor podem explicar por que o tempo de recuperação aumentou nos últimos anos e como critérios biomecânicos e neuromusculares passaram a definir o retorno ao esporte.

 

Traumatismo craniano / concussão 

Uma das lesões com maior foco de discussões na área médica para atletas 

Casos de concussão ganharam um novo protocolo específico dentro do futebol - o clube tem direito a uma substituição extra, permanente e gratuita caso um jogador saia de campo devido a um traumatismo craniano. Além de atendimento imediato ao atleta lesionado. 

Concussões cerebrais vêm ganhando cada vez mais atenção no futebol internacional. Ortopedistas do Hcor podem comentar os riscos de traumatismos cranianos em campo, os sinais de alerta após choques de cabeça e as mudanças recentes nos protocolos de retorno ao jogo. 

 

Cãimbra 

Lesão que possui relação com movimentos repetitivos e calor (fadiga) 

Hoje se entende que não é apenas “falta de potássio”. A cãibra pode ocorrer devido a uma série de condições:

  • fadiga neuromuscular;
  • sobrecarga;
  • aclimatação;
  • hidratação inadequada. 

Temperaturas elevadas e jogos intensos aumentam a incidência de cãibras em atletas profissionais. Hidratação isoladamente nem sempre resolve o problema e fatores como fadiga e desgaste muscular influenciam diretamente nas ocorrências.

  

Pubalgia 

Condição caracterizada por dores na região do púbis e da virilha, vem ganhando cada vez mais atenção no futebol profissional após afastar atletas de elite em temporadas recentes. 

A combinação entre excesso de jogos, movimentos explosivos e sobrecarga muscular elevou a incidência do problema no esporte de alto rendimento, além das abordagens mais modernas para diagnóstico, fisioterapia e retorno seguro aos gramados. 

 

Arritmia cardíaca 

Casos merecem atenção para a prática esportiva 

Qualquer condição que altere o ritmo do coração recebe o nome de arritmia cardíaca. Essas alterações podem ocorrer por esforço físico, mas também podem ter origens congênitas, hereditárias ou adquiridasas. Todas as arritmias têm tratamento e a maioria delas pode ser curada a partir de um diagnóstico precoce. 

Cardiologistas do Hcor podem comentar sobre a condição e exemplificar como a arritmia pode afetar também a vida de pessoas que não são atletas a nível profissional. 

 

Mal súbito 

Ligação direta com condições cardíacas 

O mal súbito não é uma doença, mas um sintoma de que algo está errado, caracterizado por uma perda repentina de consciência. As causas mais frequentes são de origem cardíaca, como infarto agudo do miocárdio e arritmias, mas podem variar desde um quadro de desidratação e hipoglicemia, até causas neurológicas, como acidente vascular cerebral (AVC) e convulsões. Pode culminar em morte. 

Cardiologistas do Hcor podem explicar como prevenir, diagnosticar e tratar alterações que podem culminar na fatalidade.

 

Doenças de pele: dermatite atópica e prurigo nodular podem se manifestar com maior frequência no invern

Divulgação 
 
Cetaphil

Com a chegada do frio, dermatologista alerta para o agravamento de sintomas como ressecamento e coceira  


A chegada do inverno acende um sinal de alerta para quem convive com doenças crônicas de pele, como a dermatite atópica e o prurigo nodular. O clima seco e as temperaturas mais baixas, característicos desta estação, funcionam como gatilhos que comprometem a barreira protetora da pele, intensificando sintomas como o ressecamento extremo e a coceira incessante.  

Para explicar por que isso acontece, a dermatologista Analia Viana (CRM-RJ 52906654/RQE 22779), membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), esclarece que, embora sejam distintas, ambas as doenças compartilham uma vulnerabilidade central. "Tanto a dermatite atópica, quanto o prurigo nodular são condições inflamatórias que apresentam uma barreira cutânea alterada. Isso as torna particularmente sensíveis às agressões externas, como as variações climáticas", adianta a médica.

A dermatite atópica é considerada uma doença inflamatória que afeta mais de 230 milhões de pessoas no mundo1,2, com coceira persistente e lesões cutâneas avermelhadas recorrentes2-4. Já o prurigo nodular, uma condição neuroimune mais debilitante, é marcado por uma coceira intensa que leva à formação de lesões cutâneas espessas que cobrem grandes áreas do corpo5-7, sendo mais comum na faixa dos 50 aos 69 anos8,9.

Segundo Dra. Analia, o grande desafio no frio é justamente compensar essa fragilidade da pele. “No inverno, a umidade do ar diminui, o que acelera a perda de água transepidérmica – ou seja, a evaporação natural de água através das camadas da pele. Para um paciente cuja barreira cutânea já é comprometida, isso resulta em um ressecamento grave que alimenta o ciclo vicioso de coceira e inflamação. Por isso, a hidratação e a proteção da pele não são apenas um cuidado estético, mas uma parte crucial do manejo dessas condições”, afirma a dermatologista.

Nesse cenário, a adoção de uma rotina de cuidados diários se torna indispensável. Pequenos ajustes podem fazer uma grande diferença para ajudar aqueles que vivem com essas condições a atravessar o frio com mais conforto e menos crises.



Limpeza suave

A atenção deve começar já no banho. A recomendação é que ele seja rápido e com água morna. É importante também utilizar sabonetes de limpeza suaves (syndets), com pH neutro e sem fragrâncias.

“Muitos pacientes não se dão conta de que o sabonete comum pode ser um dos maiores problemas no inverno. Ele age removendo a camada lipídica que protege a pele e deixando-a vulnerável. A troca por um sabonete adequado é um passo simples que preserva essa defesa natural e previne o início de uma crise”, explica a Dra. Analia.



Hidratação da pele

O passo seguinte, considerado o mais importante segundo a dermatologista, é a hidratação, que deve ser feita logo após o banho, com a pele ainda ligeiramente úmida. A escolha deve ser por cremes emolientes e hipoalergênicos, sem perfume, álcool ou corantes, que ajudam a restaurar a barreira de proteção da pele.

“Uma recomendação que costumo dar aos meus pacientes é aplicar o creme na pele ainda úmida. Isso porque a umidade na superfície da pele otimiza a absorção dos componentes do creme, potencializando sua ação. Um hidratante eficaz é aquele que vai umectar a pele e, ao mesmo tempo, repor os componentes da sua barreira, que são fundamentais para a reestruturação da proteção danificada”, explica Dra. Analia.



Atenção em hábitos do cotidiano

Os cuidados se estendem ao dia a dia: preferência por roupas de algodão, uso de umidificadores de ar e ingestão constante de água.

“O cuidado não termina com o creme – ele deve ser holístico. Um tecido sintético, uma etiqueta que arranha ou um ambiente com ar-condicionado muito seco podem desfazer todo o bom trabalho da hidratação. O paciente precisa estar atento ao seu próprio conforto, ajustando o entorno para proteger sua pele de forma proativa, sempre com a orientação de um dermatologista para indicar o melhor caminho”, finaliza a Dra. Analia.

Vale ressaltar que antes de usar qualquer produto é importante consultar um dermatologista.

 

 Galderma 
www.galderma.com/br-pt/brasil


Referências 

1. Raharja A, et al. Psoriasis: a brief overview. Clin Med (Lond). 2021;21(3):170-173. doi: 10.7861/clinmed.2021-0257
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SUS incorpora vacina Pneumocócica 20-valente e amplia proteção infantil contra doenças graves


A incorporação da vacina Pneumocócica 20-valente (Pneumo 20) ao Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço importante na proteção da saúde infantil no Brasil. A nova vacina amplia a cobertura contra 20 tipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, responsável por doenças potencialmente graves como pneumonia, meningite, sinusite e otite.


A atualização do calendário vacinal reforça a importância da prevenção na infância, especialmente nos primeiros anos de vida, quando o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e mais suscetível a infecções. A ampliação da proteção contribui para a redução de casos graves, hospitalizações e complicações associadas às doenças pneumocócicas.


Segundo a pediatra Mariana Bolonhezi, a chegada da Pneumo 20 ao SUS representa um avanço significativo na saúde pública e na proteção das crianças. “A ampliação da cobertura vacinal com a Pneumocócica 20-valente é uma evolução importante na prevenção de doenças graves na infância”, afirma. “Estamos falando de uma proteção mais abrangente contra agentes que ainda são responsáveis por um número relevante de infecções e internações pediátricas.”


A especialista destaca que o impacto da vacinação vai além da proteção individual. “Quando ampliamos a cobertura vacinal na população infantil, também reduzimos a circulação da bactéria na comunidade, protegendo indiretamente outras crianças e grupos mais vulneráveis.”


Mariana reforça ainda a importância da adesão ao calendário vacinal oficial. “A vacinação deve sempre seguir as orientações do Ministério da Saúde e ser acompanhada pelo pediatra de confiança, que avalia cada caso de forma individualizada, respeitando idade, histórico e necessidades específicas de cada criança.” 


Para a médica, a incorporação de novas tecnologias em imunização reforça um compromisso contínuo com a saúde pública. “As vacinas continuam sendo uma das ferramentas mais seguras e eficazes que temos para prevenir doenças graves e reduzir hospitalizações na infância”, conclui.



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