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quarta-feira, 3 de junho de 2026

Dia dos Namorados: como gastar com cautela financeira em cenário de juros altos e inflação persistente

Especialista alerta para risco de endividamento impulsionado pelo apelo emocional da data e defende planejamento como demonstração de cuidado no relacionamento

 

Com a aproximação do Dia dos Namorados, cresce também a pressão do comércio sobre os consumidores em uma das datas mais importantes para o varejo brasileiro. Em meio a um cenário econômico ainda desafiador, marcado por inflação acumulada de 4,39% em 12 meses e juros em 14,50% ao ano, especialistas alertam que a celebração não deve comprometer a saúde financeira do casal. 

Segundo levantamento mais recente da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil para 2026, o ticket médio estimado para o Dia dos Namorados é de R$ 238, com movimentação prevista de R$ 22,14 bilhões na economia. 

Para Jeff Patzlaff, planejamento financeiro CFP® e especialista em finanças pessoais, o momento deve ser encarado como uma forma de cuidado dentro da relação. “Falar de dinheiro em datas românticas pode parecer, à primeira vista, algo frio ou calculista. No entanto, no cenário econômico que vivemos, em que a inflação continua exigindo cautela e os juros se mantêm em patamares desafiadores, o planejamento financeiro é, na verdade, o maior ato de cuidado que podemos ter com o conosco e com quem amamos”, afirma. 

O especialista destaca que o primeiro passo para uma comemoração saudável é analisar o orçamento completo do mês antes mesmo de pensar no presente ou na celebração. A recomendação é que os gastos relacionados ao Dia dos Namorados sejam feitos exclusivamente com a parcela destinada ao lazer dentro do orçamento familiar. 

Jeff Patzlaff sugere a utilização do método 50/30/20, em que 50% da renda é destinada a gastos essenciais, 30% ao lazer e 20% aos investimentos. Segundo ele, o ideal é que a comemoração represente entre 5% e 10% da verba de lazer disponível. 

“Estabelecer esse limite é fundamental para evitar o erro mais comum, agir pela emoção e gastar um dinheiro que não se tem”, ressalta. 

O alerta ganha ainda mais relevância diante do avanço do endividamento no país. Dados recentes da Serasa apontam que mais de 83,3 milhões de brasileiros estavam negativados em abril de 2026. “Entrar nessa estatística por causa de uma noite de celebração é um equívoco que gera um estresse prolongado para o casal”, afirma o especialista. 

Outro ponto de atenção é o uso do cartão de crédito. Embora seja amplamente utilizado em datas comemorativas, Jeff Patzlaff alerta para os riscos do parcelamento impulsivo, principalmente em um ambiente de juros elevados. 

Parcelar um presente de Dia dos Namorados cria uma armadilha perigosa, fazendo com que uma lembrança de junho continue pesando no orçamento até o Natal”, explica. 

O planejador financeiro CFP® lembra ainda que as taxas do crédito rotativo seguem entre as mais altas do mercado, superando 428% ao ano, segundo dados do Banco Central. “Qualquer imprevisto que leve ao atraso da fatura transforma um simples mimo em uma verdadeira bola de neve”, pontua. 

Para quem já enfrenta dificuldades financeiras, a recomendação é priorizar a reorganização das contas em vez de assumir novos gastos. “A paz financeira do casal vale muito mais do que o status de um jantar caro, e não há vergonha alguma em optar por um gasto zero, celebrando a data com um encontro caseiro e sincero”, diz. 

Na hora do pagamento, o PIX pode se tornar uma ferramenta estratégica para economizar. Isso porque muitos lojistas conseguem conceder descontos maiores em pagamentos instantâneos devido à ausência de taxas cobradas pelas maquininhas de cartão. “Use isso a seu favor, pergunte se tem desconto pagando no pix, se a loja te der 5%, 10% ou mais de desconto, você já sai no lucro”, orienta Jeff Patzlaff. 

Segundo ele, caso o comerciante não ofereça nenhum benefício no pagamento via PIX, o cartão de crédito pode ser mais vantajoso para consumidores que possuam bons programas de cashback, pontos ou milhas. 

O especialista também faz um alerta sobre as estratégias de marketing utilizadas pelo varejo nesta época do ano. “A pressão comercial pode ser outro desafio dessa época, o varejo utiliza gatilhos de urgência para estimular compras por impulso, e é preciso cautela para não cair em falsas vantagens”, afirma. 

Entre as práticas mais comuns está a chamada “metade do dobro”, quando preços são elevados semanas antes da data comemorativa para simular promoções posteriormente. Por isso, a orientação é acompanhar o histórico de preços em plataformas como Zoom e Buscapé antes de finalizar qualquer compra. 

Jeff Patzlaff recomenda ainda aplicar a chamada “regra das 24 horas”, refletindo sobre a real necessidade da compra antes de concluí-la. “Se o presente não pudesse ser postado nas redes sociais, ele ainda teria o mesmo valor para você?”, questiona. 

Além do controle financeiro, o especialista acredita que o Dia dos Namorados pode servir como oportunidade para fortalecer o diálogo sobre dinheiro dentro da relação: “Conversar sobre o orçamento de forma honesta, alinhando expectativas e definindo limites de gastos juntos, fortalece a confiança e o trabalho em equipe”. 

Ele destaca ainda que alguns casais optam por ferramentas conjuntas de organização financeira, como contas compartilhadas ou aplicativos de divisão de despesas. “Cada casal tem a forma que melhor se entende, o importante é ser justo para que ambos tenham equilíbrio”, diz. 

Para quem deseja surpreender sem comprometer o orçamento, Jeff Patzlaff reforça que criatividade pode ser mais valiosa do que presentes caros. 

“Preparar um jantar a dois, montar uma cesta de café da manhã ou organizar um piquenique substituem o alto custo por tempo e dedicação, entregando muito mais significado”, afirma. 

Ao final, o especialista resume que o principal objetivo da data não deveria estar ligado ao consumo, mas à construção da parceria no cotidiano: “A verdadeira celebração está em mudar o foco do ter para o ser, lembrando que o dia 12 é apenas uma data no calendário comercial, enquanto o amor e a parceria são construídos na tranquilidade dos outros 364 dias do ano”.



Jeff Patzlaff - planejador financeiro CFP®


Pé de galo, troféus e dentadura: Uber divulga lista de objetos esquecidos em viagens

Levantamento anual do aplicativo mostra que os brasileiros continuam a esquecer objetos inusitados; eletrodomésticos, relíquias de família e achados curiosos figuram na lista

 

Se você já saiu de um Uber e sentiu aquela pontada de pânico ao perceber que esqueceu o celular ou as chaves no banco de trás, saiba que não está sozinho. Mas, enquanto a maioria das pessoas perde objetos comuns, alguns usuários levam a distração a outro nível. A Uber divulga hoje o ranking de itens esquecidos durante viagens realizadas no último ano no Brasil, um raio-X que revela os pertences mais curiosos, engraçados e improváveis deixados nos veículos. 

Se em anos anteriores o público se surpreendeu com motosserras e máquinas de açaí, a lista atual prova que a imaginação (e o esquecimento) do brasileiro não tem limites.
 

Amnésia gastronômica

Esquecer um lanche é normal, mas alguns passageiros decidiram transportar verdadeiros banquetes. O topo do ranking vai para os usuários que conseguiram deixar para trás uma cartela com 60 ovos e nada menos do que 3 melancias inteiras. 

Além das comidas, liquidificadores, cafeteiras elétricas e airfryers foram esquecidos por quem, provavelmente, estava ansioso para testar o eletrodoméstico novo e entrou em casa de mãos vazias. Houve ainda quem esquecesse um barril de chope de 50 litros.
 

Pequenos itens, grandes esquecimentos

Uma tendência entre os esquecimentos do último ano foram os itens de herança familiar, com destaque para um pé de galo, pertencente à avó de quem realizou a viagem. 

Queridinhos do ano passado, é claro que os Labubus também não passaram impunes, figurando entre os passageiros clandestinos mais frequentes. 

No quesito saúde, os usuários esqueceram desde aparelhos auditivos até a parte de baixo de uma dentadura e um dente humano recém-caído. Já no reino animal, uma carteira de vacinação canina acabou esquecida no trajeto. 

A distração afetou inclusive quem trabalha com ordem e precisão, como um piloto de avião que deixou para trás o seu tradicional quepe e um profissional de segurança que esqueceu o seu cassetete de trabalho. Entre músicos e atletas, foram esquecidos dois berimbaus e troféus de karatê e de "rei da praia". 

O levantamento também mostra que o tamanho do objeto não impede a distração dos passageiros, que conseguiram esquecer no carro coisas que parecem impossíveis de serem deixadas para trás. É o caso de quem esqueceu um ventilador de pé ou uma televisão de 55 polegadas. 

E fica nossa solidariedade com o parceiro de jogo que atrapalhou o dominó de domingo da família ao deixar no carro uma única peça (especificamente a de sena e terno, o famoso 6 e 3).
 

Os campeões do esquecimento

O esquecimento acompanha o ritmo da semana do brasileiro: enquanto o esquecimento de itens como bolos e tênis dominam os dias de descanso (sábado e domingo, respectivamente), a correria dos dias úteis faz com que sacolas, óculos e guarda-chuva – o campeão de perdas nas terças e sextas-feiras – sejam esquecidos nos bancos dos carros. O início das noites de sextas e sábados costumam ser os dias com o maior volume de esquecimentos.
 

Os itens mais frequentemente esquecidos pelos brasileiros são:

  1. Celulares e câmeras
  2. Mochilas, bolsas, malas, pastas e caixas
  3. Chaves
  4. Carteiras e bolsas de mão
  5. Óculos
  6. Fones de ouvido e caixas de som
  7. Passaportes
  8. Roupas
  9. Notebook
  10. Dinheiro

E se você mora em Goiás, o alerta para checar o carro antes de desembarcar precisa ser redobrado. O levantamento revelou as 10 cidades brasileiras onde, proporcionalmente, os usuários mais deixaram pertences para trás nas viagens, das quais quatro são goianas:

  1. Três Lagoas (MS)
  2. Itumbiara (GO)
  3. Catalão (GO)
  4. Teófilo Otoni (MG)
  5. Patos (PB)
  6. Rondonópolis (MT)
  7. Guarapuava (PR)
  8. Rio Verde (GO)
  9. Tangará da Serra (MT)
  10. Caldas Novas (GO)


Como recuperar um item esquecido durante a viagem?

Se você também esqueceu algo em uma viagem (seja uma melancia ou o celular), o processo para tentar recuperar o item é feito diretamente pelo aplicativo:

  1. Abra o aplicativo e toque em Atividade.
  2. Selecione a viagem em que deixou o objeto.
  3. Toque em Encontrar objeto perdido.
  4. Selecione Contatar motorista a respeito de um objeto perdido.
  5. Informe o item esquecido e em que local no carro ele provavelmente foi deixado.
  6. Digite um número de telefone para contato.
  7. Se o motorista confirmar que encontrou o item, combine um local e horário para a devolução.

Se o item perdido foi justamente seu telefone pessoal, acesse help.uber.com e vá em Usuários > Problemas com uma viagem específica e reembolsos > Objeto perdido e selecione a opção que melhor se enquadra. Vale lembrar que a responsabilidade pela guarda dos bens durante a viagem é do próprio usuário. No entanto, caso um objeto seja esquecido e encontrado, uma taxa de devolução é cobrada do usuário para ressarcir o motorista parceiro pelo seu deslocamento, sendo o valor repassado integralmente a ele.


Inclusão do CPF na nota fiscal pode apoiar projetos sociais

Iniciativa do Programa Nota Fiscal Gaúcha permite destinar recursos ao Instituto Vida Solidária


Um hábito comum no momento das compras pode se transformar em apoio direto a iniciativas sociais que impactam centenas de pessoas. Ao incluir o CPF na nota fiscal, consumidores passam a contribuir com projetos desenvolvidos pelo Instituto Vida Solidária (IVS), que atua no atendimento de crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade. A ação integra o Programa Nota Fiscal Gaúcha, que viabiliza o repasse de recursos às entidades cadastradas, sem qualquer custo para o cidadão. 

Além de fortalecer ações sociais, o participante acumula pontos convertidos em bilhetes para sorteios mensais promovidos pelo Governo do Estado. Outra vantagem ao contribuinte é a possibilidade de obter descontos proporcionais no pagamento do IPVA, conforme o volume de notas fiscais registradas com a inclusão do CPF. 

O processo para adesão é simples e rápido. Basta realizar o cadastro no site do Programa Nota Fiscal Gaúcha e selecionar o Instituto Vida Solidária como entidade beneficiada na categoria Assistência Social. A partir disso, cada compra com o documento informado passa a gerar impacto positivo para a instituição. 

Além dessa alternativa, o IVS também recebe doações por transferência bancária ou PIX, por meio do CNPJ 07.557.214/0001-02, ampliando as formas de contribuição direta para a organização social.


Sobre o Instituto Vida Solidária

Localizado ao lado da Comunidade São Pedro, em Porto Alegre, o Instituto Vida Solidária é uma organização privada sem fins lucrativos que promove projetos sociais para crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade. A Associação Médica do Rio Grande do Sul (AMRIGS), no exercício de sua responsabilidade social, atua como mantenedora e impulsionadora de projetos e atividades. Com 20 anos de experiência, o IVS atende aproximadamente 400 famílias da comunidade.

Para mais informações sobre como apoiar o Instituto Vida Solidária, entre em contato pelo telefone (51) 98065-9242 ou pelo e-mail ivs@vidasolidaria.org.br


Marcelo Matusiak


Recorde histórico: Inadimplência alcançou 9 milhões de empresas brasileiras em abril, revela Serasa Experian

Mês também registrou recorde do maior volume de dívidas negativadas da série histórica, de R$ 220,9 bilhões; empresas acumularam, em média, 7,1 contas inadimplidas

 

A inadimplência entre as empresas voltou a crescer em abril de 2026 e atingiu, pela primeira vez desde o início da série histórica, o recorde de 9 milhões de CNPJs negativados em todo o país, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil.


No período, o total de dívidas negativadas também bateu recorde e chegou ao volume de 63,7 milhões, somando R$ 220,9 bilhões. Em média, cada empresa inadimplente possuía 7,1 contas inadimplidas, com dívida média de R$ 24.665,91 por CNPJ e ticket médio de R$ 3.468,99. Confira o detalhamento no gráfico e tabela abaixo:



A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, explica que o resultado representa um novo pico da série histórica e reforça a persistência de um ambiente de crédito ainda bastante restritivo para as companhias brasileiras. “O dado de inadimplência vem sinalizando uma tendência de manutenção em um patamar bastante elevado e com potencial de quebrar novos recordes ao longo de 2026. O ambiente de juros ainda muito altos, aliado à desaceleração da atividade econômica, mesmo que mais moderada do que se esperava inicialmente, pressiona o faturamento das empresas e reduz a capacidade de recomposição de caixa”, afirma. 

Camila complementa que “existe hoje um quadro bastante apertado para as companhias. Mesmo com o início do ciclo de cortes da taxa de juros, o nível ainda segue elevado e insuficiente para promover uma reversão mais consistente das condições de crédito. A curva de juros continua em patamar de dois dígitos ao longo do tempo, o que traz dificuldades especialmente para empresas que dependem de financiamento e do mercado de capitais para estruturar suas dívidas. Enquanto não houver uma mudança mais estrutural nesse cenário, ainda é muito cedo para afirmar qualquer reversão da tendência observada nos últimos anos”.

 

Setores inadimplentes e perfil das dívidas 


O setor de “Serviços” concentrou 55,6% das empresas negativadas em abril. Na sequência aparecem “Comércio” (32,4%), “Indústria” (8,1%) e o setor “Primário” (0,9%). Confira o detalhamento na tabela abaixo: 


Em relação à origem das dívidas, o maior peso ficou no segmento de “Serviços” (31,7%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,4%). Na sequência apareceram “Cooperativas” (8,6%), “Utilities” (7,0%) e “Telefonia” (5,7%). 


“A composição das dívidas mostra que uma parcela importante da inadimplência está ligada à sustentação do capital de giro e à manutenção das operações das empresas. Em um ambiente de crédito restritivo e juros elevados, as companhias acabam recorrendo mais ao crédito comercial e a diferentes instrumentos de financiamento, mas enfrentam maior dificuldade para administrar esse passivo diante do acúmulo de pendências. Isso prolonga o processo de regularização financeira”, explica a executiva da datatech. Confira no gráfico a seguir a comparação anual do setor das dívidas inadimplidas: 

 


Visão regional 

Regionalmente, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes em abril de 2026, com destaque para São Paulo (3.076.064), seguido por Minas Gerais (881.652) e Rio de Janeiro (864.722). Na sequência apareceram estados como Paraná (588.935) e Rio Grande do Sul (518.195). A concentração acompanha o peso econômico e a maior densidade empresarial dessas regiões. No gráfico abaixo está o detalhamento por Unidades Federativas (UFs): 

 


Micro e pequenas empresas também bateram o recorde


Do total de empresas inadimplidas no país, as micro e pequenas seguiram como maioria expressiva, com 8,5 milhões de CNPJs negativados em abril, recorde desde o início da série histórica do indicador. O grupo concentrou o volume de 57,6 milhões de dívidas que somam R$ 191,8 bilhões. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,8 contas negativadas, com dívida média de R$ 22.503,39 e ticket médio de R$ 3.328,73.

 

“As micro e pequenas empresas continuam sendo as mais vulneráveis a um ambiente de crédito restritivo, porque dependem mais de linhas de curto prazo e possuem menor capacidade de negociação. Com juros ainda elevados e maior seletividade na concessão de crédito, essas empresas enfrentam dificuldades adicionais para recompor capital de giro e administrar o fluxo de caixa, o que contribui para a permanência da inadimplência em níveis elevados”, analisa Camila Abdelmalack.

 

Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

 

Metodologia 


O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas mensura o número de empresas brasileiras que se encontram em situação de inadimplência. Uma empresa é considerada inadimplente quando possui ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. Essa apuração é realizada com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência.  



Experian
experianplc.com


Herança pode virar problema

Falta de planejamento sucessório e irregularidades documentais estão entre as principais causas de conflitos envolvendo imóveis familiares

 

O imóvel próprio continua sendo o principal patrimônio da maioria das famílias brasileiras. Porém, quando não existe planejamento sucessório adequado, casas, apartamentos, terrenos e propriedades rurais podem se transformar em longas disputas judiciais, gerando custos elevados e desgastes emocionais entre os herdeiros.

A discussão ganha ainda mais relevância em cidades como Maringá, que possui um dos mercados imobiliários mais valorizados do país. Em 2025, o município apareceu entre as cidades brasileiras com maior valorização imobiliária, enquanto o setor da construção civil mantém ritmo acelerado de crescimento e novos investimentos.

Na prática, muitos problemas surgem porque os proprietários deixam de atualizar documentos, regularizar construções ou organizar previamente a sucessão dos bens. Quando ocorre o falecimento, os herdeiros encontram dificuldades para vender, financiar ou transferir os imóveis, o que acaba prolongando o inventário e aumentando os custos.

De acordo com o advogado imobiliário Carlos Alberto Zonta Junior, a situação é mais comum do que se imagina. "Grande parte dos conflitos familiares envolvendo patrimônio imobiliário poderia ser evitada com planejamento prévio. Muitas vezes encontramos imóveis sem registro adequado, construções não averbadas ou herdeiros que desconhecem completamente a situação jurídica dos bens."

Outro problema recorrente acontece quando um dos herdeiros ocupa o imóvel enquanto os demais aguardam a conclusão do inventário. A falta de regras claras sobre uso, manutenção e divisão dos custos costuma gerar desentendimentos que acabam sendo levados ao Judiciário.

Além dos conflitos familiares, o atraso na regularização pode resultar em perda de oportunidades de venda, dificuldade para obtenção de crédito e aumento das despesas com impostos, taxas e honorários. Dependendo da complexidade do caso, um inventário pode se arrastar por anos.

"Planejar a sucessão não significa antecipar problemas, mas proteger o patrimônio construído ao longo da vida. Quanto mais cedo a família organiza a documentação e entende as alternativas legais disponíveis, menores são os riscos de conflitos futuros e maiores são as chances de preservar o valor dos imóveis", destaca o advogado.

Com o patrimônio imobiliário ganhando cada vez mais relevância nas estratégias familiares, especialistas recomendam que proprietários realizem revisões periódicas da documentação e busquem orientação jurídica preventiva, especialmente quando existem múltiplos herdeiros ou imóveis de maior valor envolvidos.

 

Carlos Alberto Zonta Junior - Advogado Imobiliário, OAB/PR 77920
@bzonta
contato@zonta.adv.br
www.zonta.adv.br
Avenida Horácio Racanello Filho, 5550, Zona 07, Maringá – PR.


Inscrições para curso gratuito de qualificação profissional em Recreação encerram nesta segunda-feira, (8)

As inscrições para o novo curso do Sesc voltado a formação básica da profissão de recreador estão na reta final e vão somente até dia 8 de junho. Oferecido pelo Polo Educacional Sesc, no Rio de Janeiro, o Curso de Qualificação Profissional em Recreação é gratuito e voltado para atuação nos segmentos de lazer, serviços e turismo. A iniciativa dialoga com a trajetória do Sesc na área da recreação, marcada pela valorização do brincar como ferramenta de aprendizado, convivência e desenvolvimento humano. 

Com carga horária total de 160 horas, o curso combina aulas presenciais e atividades complementares. O processo seletivo contemplará 60 vagas, divididas em duas turmas, uma com início no segundo semestre de 2026 e outra no primeiro semestre de 2027. As aulas serão realizadas às segundas, terças e quartas à noite, no Polo Educacional Sesc, na Barra Olímpica. 

A proposta formativa alia teoria e prática, com metodologias participativas, atividades aplicadas e o desenvolvimento de um projeto final, garantindo uma formação consistente e alinhada às demandas do mercado. O curso busca preparar profissionais criativos, qualificados e aptos a atuar em diferentes contextos, contribuindo para sua inserção e crescimento profissional.

 

Sobre o processo seletivo:

Para participar é preciso ter o Ensino Médio completo e mais de 18 anos. O processo de seleção inclui preenchimento da ficha de inscrição, produção de uma carta de apresentação pessoal e intenção, considerando a atuação na área de recreação, e entrevista. Todas as etapas do processo seletivo serão realizadas em modelo online. 

O resultado será divulgado no dia 24 de julho de 2026 no site do Polo Educacional Sesc.
 

Curso Qualificação Profissional em Recreação

Inscrições: até 8 de junho de 2026, às 18h

Resultado: 24 de julho de 2026

Edital completo e mais informações em sesc.com.br/poloeducacional

 

Confira o funcionamento das barcas durante o feriado de Corpus Christi

Secretaria de Estado de Transporte recomenda que usuários consultem a grade horária e programem deslocamentos com antecedência



A Secretaria de Estado de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) e o Consórcio Barcas Rio definiram o esquema de funcionamento para o feriado de Corpus Christi, nesta quinta-feira (04/06), garantindo o atendimento aos passageiros nas diversas linhas.

A recomendação é que os usuários consultem a grade horária e planejem seus deslocamentos com antecedência para evitar esperas desnecessárias e não perder a viagem.

Confira o funcionamento de cada linha:



Linha Arariboia


• Quinta-feira (04/06): As partidas ocorrerão a cada 60 minutos.
• Sexta-feira (05/06): A circulação será realizada seguindo a grade regular de dias úteis.


Linhas Charitas e Cocotá


• Quinta-feira (04/06): Não haverá operação nestas linhas devido ao feriado.
• Sexta-feira (05/06): A operação será retomada normalmente, seguindo a grade regular.


Linha Paquetá


• Quinta-feira (04/06): A linha circulará seguindo a grade de fins de semana e feriados.
• Sexta-feira (05/06): A operação acontece normalmente com a grade de dias úteis.


Divisão Sul (Ilha Grande, Angra dos Reis e Mangaratiba)


• Quinta-feira (04/06): A partida no trecho Angra dos Reis x Ilha Grande será realizada às 13h30, conforme previsto para os fins de semana e feriados.
• Demais viagens: Seguem a programação regular sem alterações.

Vale lembrar que, nos terminais de Mangaratiba, Ilha Grande e Angra dos Reis, as únicas formas de pagamento aceitas são dinheiro, cartão de crédito e cartão de débito. O cartão Riocard Mais não é aceito nestes pontos, sendo de uso exclusivo para moradores cadastrados da Ilha Grande.

Para consultar os horários detalhados e específicos de cada linha, acesse a página "Linhas, horários e tarifas" no site oficial da empresa: https://barcasrio.com.br/. 

 

Inscrições para curso gratuito da FESPSP de História Contemporânea para estudantes e interessados terminam neste domingo (7)

 Serão oito aulas presenciais ministradas por professores da FESPSP, combinando explicações teóricas com atividades práticas para fixação do conteúdo.


As inscrições ainda estão abertas!


A FESPSP (Escola de Sociologia e Política de São Paulo) oferece, em junho, o curso gratuito “História do Contemporâneo: Revoluções e Permanências”. Serão oito encontros presenciais em dias alternados, de 8 a 19 de junho, das 14h30 às 17h30. Durante as aulas, os professores da FESPSP conduzirão os alunos pelos principais temas dos séculos XIX e XX — das revoluções seculares à atualidade —, ajudando-os a compreender como surgem conceitos, conflitos e transformações. Esses elementos são fundamentais para decifrar a complexidade do mundo em que vivemos e, por isso, figuram nas provas do Ensino Médio e vestibular, além de pautarem debates na imprensa, nas mídias sociais e em grupos de amigos.“O curso busca ampliar o repertório crítico dos estudantes e aprofundar a reflexão sobre a história em nosso tempo presente, dentro de um ambiente de troca, formação e construção coletiva do conhecimento”, explica a cientista política Tathiana Chicarino, uma das coordenadoras da iniciativa.
 

Extensão para a comunidade

Além de integrar as ações de extensão de serviços para a sociedade, o curso “História do Contemporâneo: Revoluções e Permanências” faz parte do programa de nivelamento oferecido pela FESPSP aos seus alunos e à comunidade. A iniciativa busca apoiar a formação acadêmica e fortalecer conhecimentos essenciais para o percurso estudantil e para o debate social. Fazem parte desse programa cursos de Português e de Matemática, entre outros.


SERVIÇO

  • Curso presencial: História do Contemporâneo: Revoluções e Permanências
  • Datas: 8 a 19 de junho
  • Horário: 14h30 às 17h30
  • Local: Campus da FESPSP – Rua General Jardim, 522, Vila Buarque, São Paulo/SP
  • Inscrições: aqui
  • Prazo final: 8 de junho de 2026 ou até terminarem as vagas

PROGRAMA DO CURSO


AULA 01 – Como pensar historicamente?

  • 08 de junho, segunda-feira
  • 14h30 às 17h30
    Nesta aula, você vai compreender o que é a História como campo de conhecimento e como ela se conecta com outras áreas. Serão exploradas as formas de analisar o tempo, as mudanças e as interpretações sobre a sociedade a partir de diferentes fontes.

AULA 02 – Do feudalismo ao capitalismo

  • 09 de junho, terça-feira
  • 14h30 às 17h30
    Entenda as transformações que levaram ao fim do feudalismo e à formação do mundo capitalista. O foco será nas mudanças econômicas, políticas e sociais que reorganizam a vida em sociedade a partir das revoluções e da industrialização.

AULA 03 – Imperialismo, guerras e revoluções

  • 10 de junho, quarta-feira
  • 14h30 às 17h30
    Explore como se deu a expansão das potências europeias e seus impactos pelo mundo. Serão abordados os conflitos e revoluções que redefiniram fronteiras, relações de poder e a dinâmica global no período.

AULA 04 – O breve século XX

  • 11 de junho, quinta-feira
  • 14h30 às 17h30
    Ao longo desta aula, você entrará em contato com os principais acontecimentos políticos do século XX, como guerras, regimes e disputas ideológicas. Para além das guerras mundiais, destacam-se os processos de descolonização e as mudanças que moldaram o mundo contemporâneo.

AULA 05 – Ciclos econômicos e industriais brasileiros

  • 15 de junho, segunda-feira
  • 14h30 às 17h30
    Acompanhe os principais ciclos econômicos do Brasil, do período colonial à industrialização, e seus efeitos na organização da sociedade. Será examinado como economia, poder e cultura se articulam na construção do nosso país.

AULA 06 – Formação do povo brasileiro

  • 16 de junho, terça-feira
  • 14h30 às 17h30
    A aula discutirá diversidade cultural, miscigenação e os fatores históricos que ajudam a explicar desigualdades e identidades no Brasil. Saiba como a interação entre povos indígenas, africanos e europeus deu origem à sociedade brasileira.

AULA 07 – Lutas populares que moldam a história

  • 17 de junho, quarta-feira
  • 14h30 às 17h30
    Conheça o papel das lutas populares na construção da história do Brasil, a partir de diferentes movimentos sociais e formas de resistência. Serão exploradas as mobilizações que impulsionaram mudanças e ajudaram a construir direitos e identidades coletivas no país.

AULA 08 – Da queda do muro à história presente

  • 19 de junho, sexta-feira
  • 14h30 às 17h30
    A aula propõe uma reflexão sobre como interpretar o presente, considerando mudanças políticas, tecnológicas e sociais ainda em curso. Acompanhe as transformações recentes do mundo, da queda do Muro de Berlim aos desafios do século XXI.

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