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terça-feira, 12 de maio de 2026

Adolescência: o silêncio dentro de casa é um pedido de conexão

Em um manual completo, a educadora parental Claudia Alaminos orienta pais a lidar com os conflitos da juventude e a fortalecer a relação com os filhos, em uma fase marcada por intensas transformações 

 

A adolescência não é um campo de batalha, é um território fértil para construção de vínculos que podem durar a vida inteira. No entanto, entre silêncios, portas fechadas e mudanças bruscas de comportamento, instala-se dentro de casa uma sensação inquietante de impotência. Diante desses desafios, Manual de sobrevivência para pais de adolescentes: um guia direto, afetivo e realista, publicado pela Ediprosurge para ajudar os pais a enxergarem essa fase com mais consciência e estratégia. 

Na obra, a psicopedagoga e educadora parental Claudia Alaminos propõe compreender a adolescência não como um problema a ser controlado, mas como um processo de desenvolvimento que exige preparo, informação e, sobretudo, presença ativa dos responsáveis. O intuito é ensinar a não reagir automaticamente e entender a mente em formação. 

Segundo a autora, o cérebro do jovem está em plena reorganização. O córtex pré-frontal, responsável por decisões racionais, controle de impulsos, planejamento e equilíbrio emocional, ainda não está completamente formado. Esse fator explica comportamentos muitas vezes interpretados como desafiadores, mas que, na verdade, fazem parte de uma construção. 

Ao reconhecer que atitudes como isolamento, confrontos e oscilações de humor são inerentes a essa fase, os pais deixam de atuar apenas no impulso e passam a adotar estratégias educativas que contribuem de forma mais efetiva para o desenvolvimento dos filhos. Em vez de punições ou afastamento, a autora orienta a criação de acordos claros, limites consistentes e, principalmente, a manutenção de um canal de diálogo, mesmo quando a comunicação parece frágil. 

Com uma abordagem prática, a educadora parental traz exemplos reais de situações do cotidiano: o uso excessivo de telas, mentiras, conflitos familiares e conversas delicadas sobre sexualidade, amizades e saúde mental. A proposta não é controlar, mas conduzir, equilibrando firmeza e afeto para formar jovens mais conscientes e responsáveis. 

Seu filho precisa ter certeza de que as emoções dele também são importantes. Diga que entende o que ele sente, que o compreende, que a adolescência é uma fase que pode trazer dificuldades e sofrimentos. Minimizar ou desvalorizar os sentimentos do adolescente é uma receita infalível para afastá-lo de você. 

(Manual de sobrevivência para pais de adolescentes, p. 123)  

Outro ponto central é a conexão. Claudia reforça: sem vínculo, não há influência verdadeira. Estar presente vai além do físico, significa ouvir sem julgamento, demonstrar interesse genuíno e não invalidar os sentimentos, pois, para o jovem, o momento que está atravessando é importante e repleto de sensações.  

Em Manual de sobrevivência para pais de adolescentes, fica um alerta potente: ignorar ou minimizar este período pode gerar impactos duradouros na vida adulta dos filhos. Para sobreviver a essa fase, é preciso atravessá-la com intenção, porque é exatamente no agora que se constrói a base de uma relação forte, sustentada por confiança, respeito e diálogo. 

 

Manual de sobrevivência para
pais de adolescentes
Edipro

Ficha Técnica:  

Título do livro: Manual de sobrevivência para pais de adolescentes 
Autora: Claudia Alaminos 
Editora: Edipro 
ISBN/ASIN: 978-6556602264 
Páginas: 272 
Preço: 84,90 
Onde comprar: Amazon  

Sobre a autora: Claudia Alaminos é educadora parental especialista em famílias com adolescentes, psicopedagoga, mestre em Psicologia e Educação, pós-graduada em Neurociências e Comportamento e palestrante. Atua há anos apoiando pais e mães na compreensão das transformações da adolescência. Oferece orientações práticas e fundamentadas para fortalecer vínculos, promover autonomia e favorecer uma convivência mais leve e saudável dentro de casa e na escola. A autora é esposa de Antonio e mãe de Pedro. 

Instagram: @claualaminos | Site: Claudia Alaminos  

Grupo Editorial Edipro 
Instagram: @editoraedipro  

 

Prefeitura de São Paulo iniciou Operação Baixas Temperaturas 2026 no domingo (10) com reforço no atendimento à população em situação de rua

Foto: Secom

Com rede ampliada e atuação integrada, operação intensifica acolhimento e proteção nos dias de baixas temperaturas


A Prefeitura de São Paulo iniciou, no domingo (10), a Operação Baixas Temperaturas (OBT) 2026, com o objetivo de proteger a população mais vulnerável durante as noites mais frias. Entre as principais ações estão a instalação de nove tendas em pontos estratégicos da capital e o reforço das equipes de abordagem social em toda a cidade.
 

As tendas da OBT são acionadas sempre que a temperatura atinge 13°C ou menos, ou quando há sensação térmica equivalente. O funcionamento ocorre das 18h à 0h, com oferta de alimentos como sopa, pão, chocolate quente, chá e água, além da distribuição de cobertores.
 

Serão disponibilizadas 1.000 vagas emergenciais adicionais, fortalecendo a maior rede socioassistencial da América Latina, que conta com mais de 27 mil vagas distribuídas em 374 serviços. Além da oferta de vagas de acolhimento na rede, a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS), fica responsável pela coordenação das equipes do Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS) e da Coordenação de Pronto Atendimento Social (CPAS), que intensifica as abordagens em diferentes regiões da cidade no período noturno.
 

No local, equipes do SEAS realizam encaminhamentos para acolhimento e orientam sobre o acesso aos serviços da rede socioassistencial, inclusive durante a madrugada. Nos casos de recusa ao acolhimento institucional, é disponibilizado um kit de insumos, com cobertor e lanche, para apoio durante a permanência na rua ao longo da noite.
 

Em caso de aceite, as pessoas são encaminhadas aos serviços de acolhimento, onde são oferecidos pernoite, banho, jantar e café da manhã. Quando o acolhimento não é aceito, são distribuídos cobertores e lanches.

A população também pode colaborar solicitando abordagem social por meio da central 156 (ligação gratuita), disponível 24 horas por dia, pelo porta SP156, pelo aplicativo SP156 ou WhatsApp (11) 3230-5156, sem necessidade de identificação. Para agilizar o atendimento e garantir a localização das pessoas, é importante informar características físicas, roupas utilizadas e o local onde a pessoa se encontra, com endereço, bairro e ponto de referência.
 

Atuação Intersecretarial
 

A iniciativa é intersecretarial e reúne diferentes áreas da Prefeitura, que atuam de forma integrada e complementar. Além da Assistência e Desenvolvimento Social, as demais pastas contribuem em diferentes frentes para a execução das ações.
 

A Secretaria Municipal de Segurança Urbana (SMSU), por meio da Guarda Civil Metropolitana e da Defesa Civil, apoia as abordagens e realiza a distribuição de cobertores, enquanto a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) realiza ações de cuidado com vacinação para a população em situação de rua e atendimento aos animais, incluindo vacinação antirrábica, microchipagem e emissão de RGA.
 

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania é responsável pela oferta de alimentos, como sopa, pão, chocolate quente, chá e água e a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, por meio do CGE é responsável pelo monitoramento climático e emissão de boletins. Já a Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) reforça os canais de atendimento do SP156, a Secretaria Municipal das Subprefeituras atua na distribuição de cobertores em áreas de maior concentração de pessoas em situação de rua. Por fim, a Secretaria Municipal de Mobilidade e Transporte (SMT) e a SPTrans disponibilizam ônibus para o deslocamento até os serviços de acolhimento e retorno no dia seguinte.
 

Endereços das tendas:

  • Região Central – Sé (Praça Fernando Costa, ao lado do Parque Dom Pedro II)
  • Região Sul – Santo Amaro (Praça Salim Farah Maluf) e Capela do Socorro (Praça José Boemer Rochel)
  • Região Norte – Santana (Rua Paineira do Campo, 943) e Vila Maria (Praça Novo Mundo, Rua General Mendes, 111)
  • Região Leste – Guaianases (Rua Capitão Pucci, 38), Itaquera (Avenida Musgo de Flor x Avenida Imperador) e Mooca (Praça Kantuta, 924)
  • Região Oeste – Lapa (Rua do Curtume x Guaicurus)

Balanço 2025
 

Entre abril e outubro de 2025, a Operação Baixas Temperaturas realizou mais de 1.864.714 atendimentos à população em situação de vulnerabilidade. As ações incluíram acolhimento emergencial 24 horas e a distribuição de cobertores e alimentos, reforçando a atuação integrada da rede socioassistencial durante o período de frio intenso.   

Grupo Marista amplia impacto em educação, saúde e área social com avanço da agenda ESG

 

Relatório de Sustentabilidade 2025 mostra como indicadores orientam decisões e resultados na organização 

 

Ampliação do acesso à educação, de atendimentos em saúde e avanços nas iniciativas de diversidade. A incorporação de práticas ambientais, sociais e de governança (ESG) tem avançado do campo das diretrizes para a rotina prática das organizações, com impacto real tanto na gestão quanto na tomada de decisões.

É o caso, por exemplo, do Grupo Marista, cujo Relatório de Sustentabilidade 2025 reúne indicadores que mostram como esse movimento traz resultados nas áreas de educação, saúde e impacto social. Os dados concretos apontam um sólido crescimento no acesso ao ensino, aumento no número de atendimentos em saúde e conquistas significativas nas iniciativas voltadas a questões como diversidade organizacional e gestão de resíduos, o que evidencia a integração entre estratégia e operação.

Para o CEO do Grupo Marista, Maurício Zanforlin, os resultados refletem um movimento de reflexão ativa sobre os indicadores por parte da gestão. “O ESG tem avançado na medida em que passa a orientar decisões e prioridades, com impacto direto na forma como as organizações atuam. Isso é uma realidade para nós e uma tendência clara quando observamos outras empresas importantes no cenário nacional”, afirma.

Essa evolução vem acompanhada da consolidação de estruturas de governança, o que permite monitorar indicadores de forma mais integrada e identificar oportunidades de melhoria ao longo do tempo, segundo a diretora de Relações Institucionais e Governamentais do Grupo Marista, Carmem Murara. “O discurso do ESG já está em pauta há muitos anos, mas trazer esses conceitos para a tomada de decisão é a forma mais eficaz de garantir que os resultados sejam realmente relevantes, além de dar mais transparência para todo o processo”, destaca.


Educação e saúde

Na educação superior, a Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) registrou mais de 48 mil estudantes, com mais de 5,8 mil bolsas de estudo e R$ 12,5 milhões investidos em inovação e tecnologia. As iniciativas ambientais também avançaram, com 292,7 toneladas de resíduos destinadas à reciclagem, ao reuso e à compostagem.

Por sua vez, os hospitais Universitário Cajuru e São Marcelino Champagnat, que fazem parte do Grupo Marista, somaram mais de 325 mil consultas em urgência, emergência e ambulatórios, além de quase 28 mil cirurgias realizadas. A maior parte dos atendimentos foi realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), evidenciando o papel fundamental de instituições privadas no apoio à rede pública. O período também teve a atuação de 400 voluntários e a destinação de 282,37 toneladas de resíduos à reciclagem.

Em outra frente, a FTD Educação impactou mais de 11 milhões de estudantes nas redes pública e privada em todo o país. Na agenda ambiental, o índice de destinação adequada de resíduos chegou a 99,9%, conquista comprovada com a certificação Lixo Zero.


Impacto social

Nas iniciativas sociais, o Centro Marista de Defesa da Infância (CMDI) alcançou milhares de educadores por meio de formações e palestras, ampliando a disseminação de conteúdos sobre a proteção aos direitos de crianças e adolescentes. E os dados também mostram avanços em diversidade e inclusão, com maior presença feminina em posições de liderança. Atualmente, 60% da força de trabalho e 48% das lideranças são ocupadas por mulheres, além de mais de 1,4 mil participações em ações de letramento em diversidade ao longo do período.

“Buscamos gerar impacto positivo nas realidades em que atuamos, conectando educação, saúde e ação social a uma visão de desenvolvimento mais justo e duradouro”, ressalta o presidente do Grupo Marista, Ir. Vanderlei Siqueira.

O Relatório de Sustentabilidade 2025, com os indicadores completos, está disponível no site oficial do Grupo Marista.

 

Vai abrir um restaurante? Veja os erros que mais prejudicam novas operações


Abrir um restaurante costuma começar com entusiasmo, planejamento de cardápio, escolha da identidade visual e expectativa para receber os primeiros clientes. Mas, por trás de uma operação que parece pronta para funcionar, existem detalhes técnicos que podem definir o sucesso. ou os problemas, de um negócio antes mesmo da inauguração. 

Segundo a médica veterinária e especialista em Segurança dos Alimentos Paula Eloize, muitos empresários acabam descobrindo tarde demais que uma cozinha bonita não significa uma operação segura. 

“Existe uma parte invisível do restaurante que o cliente não vê, mas que sustenta toda a operação. Fluxo de produção, armazenamento, higiene, processos e treinamento da equipe impactam diretamente a segurança dos alimentos e o funcionamento do negócio”, explica. 

Mestre em Segurança dos Alimentos pela Universidade de Lisboa e doutoranda em Tecnologia de Alimentos, Paula atua há mais de 10 anos auxiliando restaurantes, indústrias e serviços de alimentação em processos de regularização sanitária, auditorias, implantação operacional e treinamento de equipes. 

Na prática, ela afirma que muitos dos problemas enfrentados por restaurantes começam ainda durante a obra ou na montagem da operação. 

“É muito comum encontrarmos cozinhas com fluxo errado, cruzamento entre alimento cru e pronto, áreas mal distribuídas, falta de documentação obrigatória e equipes que nunca receberam treinamento adequado. Tudo isso aumenta risco sanitário, desperdício e dificuldade operacional”, afirma. 

De acordo com a especialista, um dos maiores erros é enxergar segurança dos alimentos apenas como burocracia ou exigência da fiscalização. 

“O empresário normalmente associa segurança sanitária à Vigilância Sanitária, mas ela vai muito além disso. Ela protege a reputação da marca, reduz falhas internas, melhora processos e impacta diretamente a experiência do cliente”, comenta. 

Outro ponto destacado por Paula é que corrigir falhas após a inauguração costuma gerar custos muito maiores. 

“Quando uma operação nasce sem planejamento técnico, o empresário muitas vezes precisa reformar áreas, trocar equipamentos, rever processos e até interromper atividades. Estruturar corretamente desde o início reduz prejuízos e traz muito mais estabilidade para o crescimento do negócio”, explica. 

Entre as principais orientações da especialista para quem deseja abrir um restaurante estão: 

 Planejar corretamente o fluxo operacional da cozinha;

 Estruturar a documentação sanitária desde o início;

 Investir no treinamento da equipe;

 Escolher equipamentos adequados para a operação;

 Implantar boas práticas de fabricação;

 Contar com acompanhamento técnico especializado. 

Para Paula Eloize, segurança dos alimentos não deve ser vista como custo, mas como parte estratégica do negócio. 

“Hoje, os consumidores estão mais atentos, mais exigentes e valorizam empresas que demonstram organização, cuidado e responsabilidade. Um restaurante seguro transmite confiança. E confiança também fideliza clientes”, finaliza.

 

Paula Eloize - médica veterinária, mestre em Segurança dos Alimentos pela Universidade de Lisboa, doutoranda em Tecnologia de Alimentos e atua há mais de 10 anos no setor alimentício. É especialista em consultoria sanitária, responsabilidade técnica, auditorias e implantação de processos para indústrias, varejos e serviços de alimentação em todo o Brasil.

 

Deloitte abre mais de 250 vagas na área de auditoria por meio do Audit Academy para estudantes e recém-formados

  • As vagas são voltadas para escritórios em todo o Brasil e não exigem experiência prévia na área; podem se inscrever estudantes dos cursos de ciências contábeis, economia, administração ou engenharia;
  • As oportunidades fazem parte do Audit Academy, que é uma verdadeira academia profissional de formação de novos auditores.

 

A Deloitte está com 253 vagas abertas na área de auditoria para estudantes universitários e recém-formados em todo o Brasil. As oportunidades fazem parte do Audit Academy, programa de entrada voltado para estudantes interessados em desenvolver carreira na área de auditoria e que é uma verdadeira academia profissional de formação de novos auditores, com foco em propósito, aprendizado contínuo e impacto positivo. 

Podem se inscrever candidatos dos cursos de ciências contábeis, economia, administração ou engenharia a partir do 3º semestre, com previsão de conclusão até junho de 2029, ou já formados a partir de junho de 2024. 

Os requisitos incluem conhecimento intermediário em Pacote Office e Excel, inglês básico e disponibilidade para trabalho presencial, com jornada de 8h diárias como assistente de auditoria. Não é preciso ter experiência prévia na área. 

As contratações estão previstas para acontecer em setembro e há vagas disponíveis para os escritórios localizados em Belo Horizonte/MG, Brasília/DF, Campinas/SP, Curitiba/PR, Cuiabá/MT, Florianópolis/SC, Fortaleza/CE, Joinville/SC, Maringá/PR, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Ribeirão Preto/SP, Rio de Janeiro/RJ, Salvador/BA, São Paulo/SP, Uberlândia/MG e Vitória/ES. 

Dentro do programa Audit Academy, os selecionados vão passar por uma trilha de desenvolvimento de carreira na auditoria contendo métodos de auditoria, contabilidade, imersão nas tecnologias disponíveis, além capacitações de desenvolvimento humano como trabalho em equipe, inteligência emocional e cognitiva. 

Além disso, durante a rotina de trabalho, também vão participar de treinamentos estruturados sobre auditoria, práticas contábeis e metodologia Deloitte, analisar informações financeiras, normas contábeis e legislações aplicáveis, planejar, desenhar e executar testes de auditoria, e ter a oportunidade de atuar com equipes multidisciplinares na auditoria demonstrações financeiras e controles internos e compreender o ambiente de negócios dos clientes. 

As inscrições estão abertas até 24/05 e podem ser feitas diretamente acessando o link.

 

Deloitte
www.deloitte.com.br.
www.deloitte.com/about


Cinco destinos mais românticos do mundo mostram por que o inglês faz a diferença em viagens internacionais a dois

 

Levantamento da Go2Africa analisou quase 1,5 milhão de avaliações feitas por casais em mais de 200 destinos pelo mundo para identificar os lugares mais românticos para viajar a dois no Dia dos Namorados. Especialistas reforçam que o ranking também evidencia como falar inglês se tornou essencial para ampliar autonomia e comunicação nos roteiros. 

 

O Dia dos Namorados, celebrado em 12 de junho no Brasil, movimenta o planejamento de viagens a dois. Um levantamento internacional publicado este ano pela Go2Africa analisou quase 1,5 milhão de avaliações feitas por casais em mais de 200 destinos turísticos do mundo para identificar os lugares mais românticos para viajar. No topo do ranking aparecem cinco destinos fora do imaginário tradicional: Matterhorn, na Suíça; Salar de Uyuni, na Bolívia; Sydney Harbour, na Austrália; Les 7 Cascades, em Maurício; e a Grande Muralha da China. 

A pesquisa considerou o percentual de avaliações com quatro ou cinco estrelas deixadas por casais, o que colocou paisagens naturais, destinos de aventura e cartões-postais urbanos à frente de pontos turísticos mais clássicos, como Paris, que ficou em 68º. 

Para os casais que ainda estão escolhendo o destino, ou planejam visitar algum dos lugares citados no ranking, o domínio do inglês como língua universal é fundamental para aproveitar melhor a viagem, recomendam especialistas. Mesmo em países onde o idioma não é oficial, ele funciona como uma língua de apoio no turismo internacional e ajuda em etapas práticas do roteiro, como check-in, reservas, deslocamentos, passeios guiados, restaurantes e resolução de imprevistos. 

“Em uma viagem internacional, a fluência em inglês amplia a autonomia do turista, mesmo quando não é o idioma oficial do país. Ele ajuda em situações práticas do roteiro e reduz a dependência de terceiros, tornando a experiência mais segura e proveitosa”, afirma Reginaldo Kaeneêne, CEO e fundador da KNN Idiomas. A rede, considerada uma das maiores do país, oferece cursos para diferentes perfis de alunos, com metodologia que prioriza a conversação desde a primeira aula. 


Veja os cinco destinos mais românticos do mundo, segundo a Go2Africa:

  1. Matterhorn, Suíça
    A montanha dos Alpes suíços liderou o ranking, com 98,66% de avaliações positivas entre casais. O destino combina paisagens alpinas, trens panorâmicos e esqui.
  2. Salar de Uyuni, Bolívia
    O maior deserto de sal do mundo ficou em segundo lugar, com 98,55% de avaliações positivas. Na temporada de chuvas, o efeito espelhado transforma a paisagem em um dos cenários mais fotografados da América do Sul.
  3. Sydney Harbour, Austrália
    O porto de Sydney aparece na terceira posição, com 98,48% de aprovação entre casais. A vista para a Sydney Opera House e para a Sydney Harbour Bridge reforça o apelo urbano do destino.
  4. Les 7 Cascades, Maurício
    O conjunto de cachoeiras nas Ilhas Maurício ficou em quarto lugar, com 98,43% de avaliações positivas. O local, no continente africano, atrai casais por trilhas, áreas para banho e paisagens naturais em meio à natureza.
  5. Grande Muralha da China, China
    A Grande Muralha fecha o top 5, com 98,11% de aprovação entre casais. O destino une história, escala monumental e uma experiência de visita considerada marcante por viajantes.

 

KNN Idiomas
www.knnidiomas.com.br

 

Deepfakes e fraudes digitais: a ameaça invisível contra o consumidor idoso


A evolução tecnológica trouxe inúmeras facilidades para o dia a dia, mas também abriu espaço para formas cada vez mais sofisticadas de fraude. Entre elas, uma das mais preocupantes é o uso de inteligência artificial para a criação de deepfakes – vídeos e áudios falsos extremamente realistas.

Se antes os golpes dependiam principalmente de engenharia social, hoje contam com ferramentas capazes de simular vozes, rostos e até comportamentos. Na prática, isso significa que um consumidor pode receber uma ligação ou mensagem aparentemente enviada por um familiar, gerente de banco ou autoridade, mas, na verdade, se trata de uma fraude.

No Brasil, os números são alarmantes. Segundo o Relatório de Identidade e Fraude 2025 da Serasa Experian, 51% dos brasileiros relataram ter sido vítimas de algum tipo de fraude digital em 2024, e a proporção é ainda maior entre pessoas com mais de 50 anos, que correspondem a 57,8% das vítimas.

Relatórios de mercado, como o Identity Fraud Report 2025-2026 da Sumsub, mostram ainda que fraudes envolvendo deepfakes e identidades sintéticas cresceram 126% no Brasil em 2025, e que o país responde por quase 39% de todos os casos detectados na América Latina.

Para a pessoa idosa, o risco é ainda maior. Muitos não tiveram contato constante com ferramentas digitais e podem ter dificuldade em identificar sinais de manipulação tecnológica. A combinação entre vulnerabilidade, confiança e tecnologia avançada cria um terreno fértil para criminosos.

Esse problema não é apenas individual, é estrutural. Mesmo antes da popularização dessas ferramentas, fraudes baseadas em vínculo emocional já produziam impactos relevantes. O chamado ‘golpe do amor’, em que criminosos constroem relações afetivas para obter vantagens financeiras, ilustra bem como a manipulação da confiança é um elemento central nesse tipo de crime. Com o uso de recursos como deepfakes e simulação de identidade, essa prática tende a se tornar ainda mais convincente e difícil de identificar.

Do ponto de vista jurídico, a discussão ainda está em construção, mas alguns princípios oferecem diretrizes importantes. O Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/1990) estabelece o dever de segurança nas relações de consumo, incluindo a proteção contra fraudes previsíveis e evitáveis. Diante de tecnologias como deepfake, a previsibilidade do risco não pode mais ser ignorada.

Empresas que operam no ambiente digital, como instituições financeiras, aplicativos de mensagens, redes sociais, plataformas de videochamada e serviços de atendimento digital, precisam incorporar mecanismos mais robustos de autenticação e verificação. Além disso, é necessário repensar a

lógica de responsabilização. Exigir que o consumidor identifique sozinho o golpe é, no mínimo, desproporcional, principalmente quando a fraude se torna praticamente indistinguível da realidade.

Outro ponto crítico é a ausência de regulamentação específica sobre o uso dessas tecnologias em fraudes. Embora a legislação brasileira já ofereça ferramentas importantes, o avanço tecnológico exige atualizações constantes para evitar lacunas que possam ser exploradas. Mais do que nunca, o debate sobre proteção de dados, segurança digital e direitos do consumidor precisa incluir o recorte etário. Ignorar a vulnerabilidade da pessoa idosa é permitir que uma parcela significativa da população fique ainda mais exposta.

A tecnologia não é, por si só, o problema. O desafio está em como ela é utilizada e, principalmente, em como o sistema jurídico e as empresas se adaptam para mitigar seus riscos. Sem essa adaptação, o que se desenha é um cenário preocupante, com fraudes cada vez mais sofisticadas, consumidores mais expostos e um sistema que corre atrás de prejuízos que poderiam ser evitados.

  

Andrea Mottola - advogada especialista em Direito do Consumidor e Direito Digital. É coautora do livro Golpes Contra a Pessoa Idosa, Portal Edições, 2024. https://mottolaemedeirosadv.adv.br/


 

Fundação Cargill e SENAI prorrogam inscrições para 40 bolsas de estudo em gastronomia em Mairinque (SP)

 


Iniciativa faz parte do programa Raízes da Transformação e foca na inclusão produtiva e no fortalecimento do empreendedorismo local 

 

 A Fundação Cargill, uma das principais organizações de impacto social no Brasil, em parceria com o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), prorrogou as inscrições para o curso gratuito de gastronomia do programa Raízes da Transformação. São oferecidas 40 bolsas de estudo integrais destinadas a moradores de Mairinque (SP) que desejam construir uma carreira na área ou que já atuam como nano, micro e pequenos empreendedores no setor de alimentação. 

A formação é presencial, com conteúdo programático agrupado em três módulos: Gestão de Negócios na Gastronomia, Alimentação Segura e Sustentável e aulas práticas. Quem concluir poderá participar do módulo bônus (Fotografia e Design Digital), com orientações sobre comércio online e vendas por meio de redes sociais.

O processo de seleção das bolsas prioriza o equilíbrio de gênero e candidatos de populações minorizadas, incluindo comunidades negras, indígenas, quilombolas, LGBTQIA+, pessoas com deficiência e pessoas com mais de 50 anos. Também terão preferência na seleção os moradores dos bairros Barreto, Granada e Jardim Vitória. Para participar, os interessados devem ter idade mínima de 18 anos e possuir o ensino fundamental completo. 

As inscrições estão abertas até o dia 19 de maio de 2026. Após essa etapa, os pré-selecionados passarão por entrevistas presenciais entre os dias 29 de maio e 4 de junho, com a divulgação da lista final de aprovados prevista para o dia 11 de junho. Além da capacitação gratuita, os participantes recebem um kit didático e, ao final da jornada, terão seus nomes incluídos no banco de currículos do SENAI. Edital e formulário de inscrições estão disponíveis neste link.

 

Username no WhatsApp: como o fim do número impacta a comunicação entre marcas e clientes?

 

Durante anos, a lógica do WhatsApp foi simples: para existir na plataforma, era preciso um número de telefone. Essa escolha acelerou o crescimento do aplicativo, eliminando fricções e simplificando o acesso – ao mesmo tempo que consolidou um modelo em que conversar significava, inevitavelmente, expor um dado pessoal sensível. Agora, com a chegada dos WhatsApp usernames, essa lógica começa a mudar, reorganizando toda a dinâmica da plataforma ao possibilitar que o usuário escolha se quer ou não compartilhar seu número ao iniciar uma conversa. 

Não se trata apenas de uma nova funcionalidade, mas de uma mudança estrutural, a partir da qual o contato deixa de estar condicionado à exposição e passa a acontecer por escolha. Na prática, o número deixa de ser obrigatório para iniciar uma conversa, de forma que quem busca ter mais controle sobre sua privacidade, passa a ter uma alternativa. 

Há um ponto central e estratégico nessa transição: o WhatsApp não está rompendo com o modelo que o tornou popular, apenas o ampliando – criando um ambiente híbrido no qual ambas as partes tendem a se beneficiar significativamente. Para o usuário, o ganho é direto: mais controle e conforto em suas experiências, uma vez que, ao permitir conversas sem exposição imediata do telefone, o canal reduz barreiras e tende a ampliar a disposição para o primeiro contato, especialmente com empresas.  E, quanto menos atrito houver, maior tende a ser a abertura de mensagens. 

Já para as organizações, o impacto é mais profundo. Uma vez que o número de telefone deixa de ser garantido como identificador principal, em seu lugar, surge um modelo baseado em identificadores internos, como o business-scoped user ID (BSUID), que representa o usuário dentro da relação com cada empresa. Nesse sentido, a identificação deixa de ser universal e passa a ser contextual – o que exige ajustes relevantes, tanto tecnicamente quanto estrategicamente, para sustentar as jornadas de comunicação entre as partes mantendo a qualidade e assertividade nas mensagens enviadas. 

Sistemas, CRMs e fluxos automatizados precisam lidar com cenários onde o telefone simplesmente não está disponível. Trata-se, portanto, de uma mudança de lógica, em que os dados deixam de ser pressupostos e passam a ser construídos ao longo da relação. Isso altera, profundamente, o papel da comunicação, já que pedir um dado passa a exigir contexto, justificativa e valor percebido. Não é mais um passo automático, é parte integrante da estratégia corporativa, de forma que a empresa consiga usufruir dos benefícios deste canal que se tornou tão relevante em nosso país. 

Mais de 90% das empresas utilizam o WhatsApp com foco em atendimento ao cliente, segundo o estudo “Panorama do Uso do WhatsApp e Estratégias de Marketing no Brasil”. E, para que continue proporcionando tamanhas vantagens em termos de conversão e fidelização, é fundamental que as empresas entendam o reposicionamento deste canal, saindo de uma plataforma apenas relacional, passando a operar também como um ambiente onde descoberta, interação e conversão se conectam. 

Essa mudança aproxima o WhatsApp de uma lógica mais próxima das redes sociais, onde identidade e descoberta caminham juntas. Marcas deixam de ser contatos e passam a ser reconhecidas como entidades, exigindo que tenham uma abordagem mais estratégica, clara e relevante com seu público-alvo, sobretudo com contatos que ainda não tenham compartilhado seus dados. Ter vantagem competitiva, nesse cenário, exige muito mais do que capacidade técnica, dependendo, também, da construção de relacionamentos sem pressupostos. 

Nesse sentido, é crucial revisar sistemas, adaptar fluxos, reduzir a dependência do telefone e repensar o momento de coleta de dados. Além disso, devem investir em identidade de marca e melhorar a qualidade das interações iniciais, de forma que consigam desenhar jornadas e construir confiança sem depender de dados prévios. A grande diferença estará na estratégia em si, não apenas na implementação do canal – o que reforça a importância de contar com a orientação de parceiros especializados na área para identificar os melhores caminhos a serem seguidos. 

Empresas que entenderem essa mudança cedo não apenas evitam problemas operacionais, como também se posicionam melhor em um cenário onde o usuário tem mais controle do que nunca.    



Werique Franca - Product & Business Manager na Pontaltech.
Pontaltech


Por que o novo Marco Legal dos Seguros está impulsionando a demanda pelo resseguro facultativo?

O mercado segurador brasileiro vive um momento de transição estratégica na forma como as companhias buscam distribuir e amenizar exposições a grandes riscos. Historicamente a composição de cosseguro (quando duas ou mais seguradoras dividem a responsabilidade direta sobre uma mesma apólice) e resseguro facultativo (quando uma seguradora cede, de forma individualizada e "sob medida", parte de um risco específico ao mercado ressegurador) sempre foram ferramentas coexistentes. Porém, com a promulgação do Marco Legal dos Seguros (Lei nº 15.040/2024), o cenário aponta para uma tendência favorável ao resseguro facultativo. 

Essa legislação trouxe um forte viés protecionista em relação ao segurado, importando lógicas do direito do consumidor e estipulando regras rígidas para a formação e execução dos contratos. Embora a lei tenha estabelecido normas para pacificar o cosseguro, reafirmando a ausência de solidariedade entre as cosseguradoras e determinando que a Seguradora Líder atue na administração e representação, a gestão prática dessas operações tornou-se mais complexa. 

O Marco Legal dos Seguros impõe prazos categóricos (como 30 dias para liquidação de sinistros normais e 120 dias para riscos grandes ou complexos), além de prever multas e punições severas em caso de atraso na indenização. Nesse arranjo, o cosseguro pode ser um gargalo porque a necessidade de alinhamento constante entre múltiplas seguradoras para a aprovação da regulação e de pagamentos, eleva o risco de descumprimento de prazos. Qualquer divergência entre as cosseguradoras pode expor a operação a litígios e desgastes diretos com o segurado. 

Diante do aumento do rigor regulatório, é possível que as seguradoras assumam postura mais centralizadora, responsabilizando-se por 100% da apólice, para manter o controle do processo de regulação de sinistros. 

Essa via do facultativo oferece dupla vantagem. Primeiro, o resseguro permite ofertar uma proteção desenhada para aquele risco específico, proporcionando alívio de capital sem a necessidade de dividir a titularidade da apólice. Em segundo lugar, como a relação da seguradora com a resseguradora é estritamente empresarial (B2B), a Nova Lei de Seguros acaba por preservar a independência estrutural do resseguro. Ou seja, o segurado não possui ação direta contra o ressegurador, e a seguradora não pode justificar atrasos ao cliente baseando-se em pendências do seu resseguro. 

Dessa forma, ao optar pelo resseguro facultativo em vez do cosseguro, a seguradora garante fluidez no atendimento ao cliente — mitigando o risco de descumprimento dos novos prazos legais, enquanto acessa capacidades robustas de absorção de risco globais ou locais. 

Finalizando, o Marco Legal dos Seguros pode impulsionar o mercado a buscar eficiência operacional e segurança jurídica. A migração da preferência do cosseguro para o resseguro facultativo reflete uma sofisticação na gestão de riscos. As companhias preferem blindar seus balanços de forma privada, a ter que compartilhar o protagonismo e as pesadas responsabilidades legais do atendimento ao cliente num ambiente regulatório cada vez mais rigoroso.



Fábio Tulmann - Head de Property da XS Global
XS Global


Como atrair jovens talentos para sua empresa em 2026?

Companhia de Estágios
Para a especialista da Companhia de Estágios, candidatos a estágio pedem coerência entre discurso e realidade, processos seletivos breves e forte jornada de desenvolvimento 

 

A disputa por jovens talentos nunca foi tão intensa e, ao mesmo tempo, tão complexa. Em um cenário de maior acesso à informação e múltiplas opções de carreira, empresas que desejam atrair estudantes do ensino médio, técnico e início da graduação precisam ir além do básico. Jéssica Gondim, gerente de gestão de contratos da Companhia de Estágios, líder em recrutamento e seleção de estagiários, trainees e jovens aprendizes, reforça que o desafio atual não está apenas em comunicar bem, mas em compreender profundamente o que motiva esse público. Para a executiva, é preciso atuar em duas frentes: fazer um bom trabalho de marketing de recrutamento para dar visibilidade à empresa e às vagas, mas também entender as novas gerações, suas ambições e necessidades. A combinação entre visibilidade e proposta de valor é o verdadeiro diferencial competitivo.

A primeira dimensão desse desafio está em existir no território onde os jovens circulam. “As empresas precisam estar onde eles estão”, afirma Jéssica, destacando a importância das redes sociais como TikTok e Instagram, além da presença física em escolas e instituições de ensino. Esta aproximação exige linguagem, formato e canais adequados. Algumas empresas já marcam presença em jogos muito populares entre a geração Alfa, como Minecraft e Fortnite, além do Roblox que oferece até um gerenciador de anúncios, próximo do modelo que conhecemos de Google e Meta

“Empresas que possuem um core de negócios mais distante do público jovem, por exemplo, as que têm perfil B2B, em um primeiro momento, podem enfrentar desafios de visibilidade na atração desses candidatos. Mas uma ação de marketing para estar em evidência nas buscas do Google e nas redes sociais, somada a uma elaboração estratégica do hotsite do programa de estágio, por exemplo, costumam gerar bons resultados. Tudo isso vai construindo a reputação da empresa diante do público alvo, fazendo com que ela se torne referência no mercado.”, comenta a especialista. 

Atrair candidatos requer reputação e visibilidade

Os melhores talentos sempre são disputados entre as empresas. Nesse contexto, não é suficiente apenas oferecer vagas, é preciso contar histórias e utilizar recursos audiovisuais para mostrar os ambientes, além de destacar o impacto social que ele pode causar atuando na empresa. Também é importante apresentar propósito e, principalmente, deixar claro como serão os desafios e aprendizados durante o estágio na organização.

A construção dessa narrativa deve passar por um ponto central, a autenticidade. Jéssica destaca que a identificação geracional tem peso decisivo na escolha, especialmente porque esse público valoriza vivências reais e rejeita comunicações excessivamente formais ou distantes. A linguagem corporativa tradicional, nesse sentido, não é suficiente. 

“É mais interessante colocar estagiários que já trabalham na empresa para contar sobre o dia a dia”, sugere.  “Eles podem trazer a experiência real do estágio, têm uma linguagem semelhante à dos futuros candidatos e conseguem destacar melhor quais foram as atividades que mais gostaram, o que mais os impactou e o que contribuiu para o seu desenvolvimento ”, complementa Jéssica.  

Precisão e eficiência dos processos seletivos 

Outro eixo crítico está no desenho dos processos seletivos. Se antes a complexidade era vista como sinônimo de prestígio, hoje ela representa um risco de evasão. “Antigamente, tínhamos processos seletivos mais longos, que eram mais cansativos,  tanto para quem organiza quanto para quem participa", relembra Jéssica. Hoje em dia, entre 70% e 80% dos processos têm no máximo três etapas, refletindo a demanda por agilidade e praticidade. A simplificação não é apenas uma tendência, é uma necessidade para manter o interesse do candidato.

A tecnologia, especialmente a inteligência artificial, tem acelerado essa transformação. Processos seletivos realizados via WhatsApp, com feedbacks quase imediatos, já começam a ganhar espaço. A especialista esclarece que esse avanço atende diretamente ao perfil de uma geração que valoriza respostas rápidas e interações simplificadas. Ao mesmo tempo, levanta um novo desafio equilibrar a eficiência tecnológica com uma experiência humanizada.

Além da velocidade, o perfil da vaga também passou a ter papel estratégico. A falta de transparência pode ser decisiva para afastar candidatos. “Para jovens sem experiência prévia, termos técnicos e descrições genéricas dificultam a compreensão e reduzem o interesse. A recomendação é apresentar as atividades em linguagem acessível e contextualizar o impacto do trabalho, tornando a oportunidade mais tangível e atrativa”, alerta a especialista.


Mercado de estágio e as novas gerações 

No campo dos benefícios, também há mudanças.  Não adianta criar pacotes amplos que podem não ser aproveitados pelos estagiários, se a vaga não atende ao que, de fato, é prioridade para eles: desenvolvimento, possibilidade de efetivação e aprendizado prático. A saúde mental, em especial, emerge como um dos fatores mais relevantes, refletindo uma mudança cultural significativa em relação às gerações anteriores. Segundo relatório da Deloitte de 2025, 40% da Geração Z e 34% dos Millennials afirmam sentir-se estressados ou ansiosos durante todo ou na maior parte do tempo — entre estes, cerca de um terço aponta o trabalho como a principal fonte de estresse.

Os jovens da geração Z priorizam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, além de propósito no trabalho, acima de remuneração isolada. Esse comportamento ajuda a explicar por que benefícios ligados ao bem-estar, como acompanhamento psicológico, acesso a terapias, atividades físicas variadas e programas de qualidade de vida, ganham protagonismo. Trata-se de uma mudança estrutural na forma como o trabalho é percebido e valorizado.

Por outro lado, o ponto mais sensível dessa equação está depois da contratação, que é a criação de senso de pertencimento e de perspectiva profissional, fatores que influenciam diretamente a permanência dos talentos na empresa. “É um problema quando os jovens ficam apenas dois ou três meses.  Mesmo quando há excelência na atração dos candidatos, ao ser contratado, o estagiário passa a refletir se está se desenvolvendo o tanto que gostaria e, se não estiver, tende a ir embora. Esse movimento, que tem se tornado cada vez mais comum, evidencia um desalinhamento entre expectativa e realidade, que compromete não só a experiência do jovem, mas também o fluxo de trabalho da equipe.

No campo da gestão, o grande desafio é a formação da liderança para receber esses jovens. Os gestores precisam ser capacitados para oferecer feedbacks contínuos e canais abertos de diálogo, ajustes e adaptações. 

“O estagiário pode sair e falar positivamente sobre o tempo na empresa e compartilhar projetos ou ações de impacto nas redes, o que fortalece a marca empregadora.  Ou pode relatar situações que foram negativas ou que não atenderam às suas expectativas”, afirma Jéssica. Em um mercado altamente conectado, essa narrativa tem peso significativo, podendo facilitar ou dificultar a atração de candidatos qualificados nos ciclos seguintes. 

“É preciso lembrar que esse jovem pode ser um futuro cliente, fornecedor ou parceiro”, observa a especialista. Por isso, a jornada oferecida vai além da experiência individual e passa a integrar a construção de relacionamentos de longo prazo. Nesse sentido, investir em desenvolvimento e cultura deixa de ser apenas uma ação de RH e passa a ser uma estratégia de negócio.

 

Companhia de Estágios
www.ciadeestagios.com.br


Programa Receita Sintonia enquadra empresas do Simples Nacional: como impulsiona a competitividade corporativa?


A relação entre o Fisco e os contribuintes no Brasil passa por uma transformação estrutural. O modelo tradicional, marcado por uma atuação predominantemente punitiva, cede espaço a uma lógica de conformidade cooperativa, na qual transparência, previsibilidade e autorregularização tornam-se pilares centrais. Um dos principais marcos dessa mudança é o Programa Receita Sintonia, que ampliou recentemente seu alcance para cerca de 11,4 milhões de pessoas jurídicas, incluindo, pela primeira vez, empresas optantes pelo Simples Nacional. 

Esse movimento não se restringe ao âmbito federal. Trata-se de uma diretriz que vem sendo replicada em diferentes esferas da administração tributária. Estados e municípios também avançam com iniciativas que seguem a mesma lógica de valorização do bom contribuinte. Programas como o Nos Conformes, de São Paulo; o Amigo da Gente, de Sergipe; Contribuinte Legal, de Rondônia e do Piauí; e o sistema São Paulo em Dia, no âmbito municipal, demonstram que a adoção de critérios de classificação por risco e conformidade já é uma realidade consolidada. Esses modelos permitem segmentar o atendimento e direcionar benefícios, reforçando uma abordagem mais estratégica na gestão tributária. 

Nesse contexto, a classificação dos contribuintes em níveis de conformidade — de A+ a D — passa a desempenhar papel central. Para atingir o nível máximo, A+, é necessário alcançar um índice superior a 99,5%, resultado de uma avaliação que considera diferentes dimensões da regularidade fiscal. Entre os critérios analisados, estão a situação cadastral do CNPJ, a pontualidade na entrega de obrigações acessórias, como DCTF, ECF e EFD-Contribuições, consistência das informações prestadas em comparação com documentos fiscais, e a adimplência, mensurada pela relação entre débitos e arrecadação. A apuração dessa nota considera uma média ponderada dos últimos 36 a 48 meses, com maior peso para os períodos mais recentes, incentivando a rápida correção de inconsistências. 

Para gestores e profissionais da área fiscal, os impactos dessa classificação são diretos e cada vez mais relevantes. O Selo Sintonia, atribuído às empresas com melhor desempenho, passa a representar um diferencial competitivo concreto. Entre os benefícios, estão a prioridade na análise de restituições e ressarcimentos, atendimento diferenciado, redução de encargos financeiros e bônus de adimplência, com descontos que podem chegar a 3% na CSLL.  

Além disso, a conformidade influencia diretamente a percepção de risco por parte do mercado, contribuindo para melhorar o acesso a crédito e fortalecer a posição da empresa em processos licitatórios. Em contrapartida, organizações com baixa classificação enfrentam maior escrutínio, aumento no tempo de resposta da administração tributária e maior probabilidade de ações fiscalizatórias. 

A análise desse cenário torna-se ainda mais relevante diante do avanço da Reforma Tributária. A Lei Complementar nº 225/2026, que institui o Código de Defesa do Contribuinte, estabelece diretrizes voltadas à redução de litígios e ao fortalecimento de uma atuação mais orientadora por parte do Fisco. No entanto, o sistema também apresenta pontos de tensão. A Lei Complementar nº 227/2026, ao tratar do IBS, introduz mecanismos que permitem aos entes federativos reterem o produto das multas punitivas, o que pode gerar incentivos divergentes da lógica cooperativa e reacender discussões sobre o risco de estímulo excessivo à penalização. 

Para os contribuintes com alto nível de conformidade, a reforma sinaliza avanços importantes, como maior agilidade no ressarcimento de créditos de CBS e IBS. Nesse ambiente, a conformidade deixa de ser apenas um requisito regulatório e passa a ocupar posição estratégica na gestão financeira, impactando diretamente fluxo de caixa, planejamento tributário e decisões de investimento. 

Diante desse novo contexto, o papel dos profissionais da área fiscal e contábil evolui de forma significativa. A atuação deixa de ser predominantemente operacional e passa a incorporar uma dimensão consultiva, com foco na gestão de riscos e na construção de padrões consistentes de conformidade. O uso de ferramentas como as consultas disponíveis na Redesim e no e-CAC torna-se essencial para monitoramento contínuo, identificação de inconsistências e antecipação de riscos. 

A conformidade fiscal, portanto, assume um papel central na estratégia empresarial. Mais do que cumprir exigências legais, trata-se de construir um posicionamento que assegure segurança jurídica, eficiência operacional e vantagem competitiva em um ambiente tributário cada vez mais orientado por dados, transparência e previsibilidade.    



Heloísa Cristofoli - Especialista Tributária na PKF BSP.


PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br


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