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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Imposto de Renda 2026 exige atenção de criadores de conteúdo e aumenta risco de inconsistências com novas regras fiscais

Com prazo até maio, profissionais do digital enfrentam maior cruzamento de dados pela Receita e precisam revisar rendimentos para evitar malha fina e atrasos na restituição

 

A temporada do Imposto de Renda 2026 já começou e acende um alerta para criadores de conteúdo, infoprodutores e profissionais do mercado digital. Com o avanço do cruzamento de dados pela Receita Federal e mudanças na tributação que acompanham a reforma tributária, erros simples podem resultar em retenção na malha fina, atrasos na restituição e até autuações fiscais.

Reinaldo Boesso, CEO e cofundador da TMB e especialista financeiro, afirma que o crescimento acelerado do mercado digital ampliou a complexidade das declarações. “Muitos criadores recebem por múltiplas plataformas, têm receitas em diferentes formatos e, em alguns casos, misturam pessoa física e jurídica. Isso aumenta o risco de inconsistências se não houver controle”, diz.

Dados da Receita Federal indicam que o Brasil deve receber cerca de 43 milhões de declarações neste ano, com maior rigor na verificação automática de informações. O uso de dados de instituições financeiras, plataformas digitais e meios de pagamento ampliou a capacidade de fiscalização, reduzindo espaço para omissões.

Para quem deixou a organização para a última hora, ainda é possível reduzir riscos. O principal, segundo Reinaldo, é agir com pragmatismo. “Quem não se organizou ao longo do ano precisa priorizar três frentes, reunir todos os informes oficiais, cruzar as informações com movimentações bancárias e evitar qualquer tipo de omissão de rendimento, mesmo que pareça irrelevante.”

A declaração pré-preenchida, disponibilizada pela Receita, aparece como uma alternativa rápida para reduzir erros. A ferramenta já traz dados de fontes pagadoras, bancos e despesas médicas. “A declaração pré-preenchida reduz significativamente o risco de erro, porque parte de dados que já foram informados à Receita. Ainda assim, o contribuinte precisa revisar tudo com atenção, principalmente rendimentos extras e ganhos não recorrentes”, afirma.

No universo dos criadores, um dos principais pontos de atenção está na diversificação de receitas. Monetização por plataformas, vendas de cursos, mentorias e recebimentos via intermediadores financeiros exigem organização detalhada. Segundo levantamento da própria TMB, mais de 70% das transações no mercado de infoprodutos já ocorrem fora do cartão de crédito, com uso de boleto parcelado e outras alternativas, o que amplia a quantidade de registros financeiros a serem considerados .

Outro fator crítico é a documentação. Mesmo sem controle ao longo do ano, ainda é possível reunir comprovantes essenciais. “Informes de rendimento, recibos médicos e comprovantes de despesas dedutíveis precisam estar organizados. Isso é fundamental caso a Receita solicite comprovação depois”, explica o executivo.

Erros comuns de última hora seguem entre os principais motivos de retenção. Divergências entre o que foi declarado por empresas e o que o contribuinte informa continuam sendo a principal causa. “A malha fina, na maioria das vezes, não acontece por fraude, mas por inconsistência de dados. O sistema cruza tudo automaticamente”, afirma.

Além disso, a busca por restituição rápida pode levar a decisões equivocadas. A Receita prioriza declarações sem erros, o que reforça a importância da revisão. “Para receber a restituição sem problemas, o mais importante não é a velocidade, mas a precisão. Declarar rápido e errado pode atrasar muito mais do que revisar com calma e entregar corretamente”, diz.

A tendência, segundo especialistas, é que a digitalização e a reforma tributária ampliem ainda mais a fiscalização sobre rendimentos não tradicionais, incluindo atividades no ambiente digital. Para criadores de conteúdo, isso significa tratar a gestão financeira e tributária como parte estruturante do negócio, e não apenas uma obrigação anual.

 



Reinaldo Boesso - co-fundador e CEO da TMB, e formado em Análise de Sistemas. Possui pós-graduação em gestão empresarial e gestão de projetos e também é especialista financeiro, liderando times de M&A em fundos de investimento.
Para mais informações, visite o Instagram ou o linkedin.



TMB
Para mais informações, acesse o site, instagram pelo @oficial.tmb ou o linkedin.



Fontes consultadas

Receita Federal do Brasil
https://www.gov.br/receitafederal/pt-br

PNAD TIC IBGE
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/17270-pnad-continua.html

Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL)
https://www.cndl.org.br

Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil)
https://www.spcbrasil.org.br

Associação Brasileira de Startups (Abstartups)
https://abstartups.com.br


Em meio a recorde de afastamentos, NR-1 passa a exigir gestão da saúde mental nas empresa

Nova regra amplia responsabilidades dos empregadores diante do avanço recorde de afastamentos por transtornos psicológicos no Brasil

 

A partir de maio, passa a valer uma das mudanças mais relevantes na área de segurança e saúde do trabalho no Brasil: a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que torna obrigatória a identificação, avaliação e gestão de riscos psicossociais nas empresas, independentemente do porte. Na prática, organizações terão que adotar medidas para prevenir problemas como estresse, assédio moral e síndrome de burnout.

A mudança ocorre em um cenário preocupante. Dados da Previdência Social mostram que o país registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025, um crescimento de cerca de 15% em relação ao ano anterior — o maior número da série histórica. Ansiedade e depressão lideram as causas, mas o burnout também chama atenção: os casos praticamente triplicaram em poucos anos e seguem em alta. 

Além disso, os transtornos mentais já representam cerca de 13,6% de todos os auxílios-doença concedidos no país, consolidando-se como um dos principais motivos de afastamento do trabalho. Especialistas apontam que o problema deixou de ser pontual e passou a refletir uma crise estrutural no ambiente corporativo.


O que muda com a NR-1

Com a nova exigência, os riscos psicossociais passam a integrar oficialmente o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) das empresas. Isso significa que fatores como sobrecarga de trabalho, pressão excessiva por metas, jornadas extensas e ambientes organizacionais tóxicos deverão ser monitorados e mitigados, assim como já ocorre com riscos físicos e químicos.

Para a médica psiquiatra e docente do curso de Medicina da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Andressa Clemente, a medida representa um avanço necessário diante da realidade atual.

“Na prática clínica, observamos com frequência pacientes cujo adoecimento está diretamente relacionado às condições de trabalho, especialmente em contextos de sobrecarga crônica, pressão contínua e ausência de suporte adequado. Hoje já existe evidência consistente de que esses fatores aumentam significativamente o risco de transtornos ansiosos, depressivos e burnout. A atualização da NR-1 é relevante porque transforma os riscos psicossociais em um elemento formal da prevenção em saúde ocupacional”, afirma a Dra. Andressa da Afya de Pato Branco.

Ela destaca ainda que o burnout costuma se instalar de forma progressiva, muitas vezes antes mesmo de o trabalhador procurar ajuda especializada. “Alterações do sono, irritabilidade, dificuldade de concentração e queda de desempenho frequentemente aparecem antes do afastamento. Quando a empresa passa a identificar formalmente esses riscos, existe uma possibilidade maior de intervenção precoce e prevenção do agravamento do quadro”, explica a médica psiquiatra.


Impactos jurídicos e responsabilidade das empresas

A atualização da NR-1 também traz implicações legais importantes. Segundo o advogado trabalhista e docente do curso de Direito da Afya de Pato Branco, Mauricio Jacobi dos Santos, destaca que as empresas passam a ter maior responsabilidade sobre o ambiente laboral.

“Embora tais elementos sempre tenham permeado as relações laborais, a partir do momento em que a norma engloba os riscos psicossociais como parte da segurança do trabalho, eventual omissão ou mesmo ação inadequada, pode dar margem ao surgimento de mais demandas judiciais, especialmente de ordem trabalhista, almejando via de regra, Danos Extrapatrimoniais (popularmente conhecidos como Danos Morais), não podendo desconsiderar eventuais ações regressivas a serem propostas pelo INSS para ressarcimento de despesas decorrentes de afastamentos temporários ou definitivos do trabalho, que vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. O que, naturalmente, pode onerar demasiadamente a operação das empresas”, explica o Dr. Maurício.

Ainda segundo ele, a prevenção e fiscalização deve ser criada ou intensificada, obrigatoriamente. “Empresas que não comprovarem ações preventivas poderão ser autuadas. Não bastasse, sem a comprovação e efetivação das referidas ações, em caso de eventuais demandas judiciais, não terão sequer meios capazes de promover suas defesas, o que certamente irá comprometer a atividade empresarial”, acrescenta o Dr. Mauricio, da área trabalhista.  


Desafio cultural

Apesar do avanço regulatório, o Dr. Mauricio acredita que empresas com compromisso social não terão muitas dificuldades para se adequar aos novos regramentos.

“O principal e constante desafio é a mudança ou adequação cultural dentro das organizações, a fim de que líderes e liderados se sintam e estejam cotidianamente trabalhando como pares e somando esforços em prol de um bem comum, e não medindo esforços, como infelizmente ainda ocorre com frequência. Isso demanda capacitação constante de lideranças e liderados, criação e manutenção de canais de escuta e políticas/medidas efetivas de prevenção”, pontua o advogado.

Para ele, é importante que tais medidas não se reflitam como meros documentos formalizados em atendimento as normativas legais, necessário senão fundamental a participação do trabalhador, por meio da CIPA ou outras formas, durante o mapeamento dos riscos e posterior gerenciamento e fiscalização das medidas atinentes a cada setor.

“Com o crescimento acelerado dos afastamentos — que já ultrapassam meio milhão por ano e teve um aumento de 800% nos últimos 4 anos — a saúde mental deixa de ser um tema secundário e passa a ocupar o centro das estratégias corporativas. A nova NR-1 sinaliza que, a partir de agora, cuidar da saúde emocional dos trabalhadores não será apenas uma boa prática, mas uma obrigação legal”, finaliza o Dr. Mauricio, advogado trabalhista e docente do curso de Direito da Afya de Pato Branco.

 

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Caderno de Políticas Públicas 2026 propõe reformulação no combate ao feminicídio diante de recorde histórico de casos no Brasil


O Brasil registrou, em 2024, o maior número de feminicídios de sua história: foram 1.492 casos, segundo dados reunidos no Caderno de Políticas Públicas 2026, elaborado pela associação civil Livres. Diante desse cenário alarmante, o estudo apresenta propostas para reformular a estratégia de enfrentamento à violência contra a mulher e frear a escalada dos casos no país. 

Além do recorde de feminicídios, o levantamento aponta outro dado que evidencia a fragilidade do sistema de proteção: 28,3% das vítimas possuíam medida protetiva ativa no momento da morte. Para o estudo, esse número demonstra que o feminicídio não é um evento isolado, mas a etapa final de um ciclo de violência marcado por ameaças, agressões, perseguições e reincidência, no qual o Estado falha em monitorar e agir com rapidez. 

A principal proposta do Caderno é a reformulação da estratégia nacional de combate ao feminicídio, com a criação de protocolos unificados de prevenção, proteção, fiscalização e resposta rápida, integrando Segurança Pública, Judiciário, Saúde e Assistência Social. 

O objetivo é garantir que medidas protetivas deixem de ser apenas determinações formais e passem a contar com monitoramento contínuo e atuação coordenada entre os diferentes órgãos responsáveis pela proteção da mulher. 

No âmbito estadual, o estudo também propõe a ampliação do Protocolo “Não Se Cale”, política pública criada pelo Governo de São Paulo em 2023 para prevenir e acolher casos de assédio e violência contra a mulher em bares, restaurantes, casas noturnas, eventos e outros espaços de lazer. A iniciativa exige a capacitação obrigatória de funcionários, a fixação de cartazes informativos e a adoção de um fluxo de atendimento para retirar a vítima de situações de risco, garantindo acolhimento seguro e, quando necessário, acionar a polícia ou o socorro médico. O protocolo também utiliza o sinal universal de socorro com a mão como forma discreta de pedido de ajuda. 

A proposta do Livres é transformar essa lógica em uma política transversal, ampliando sua aplicação não apenas em estabelecimentos de entretenimento, mas também em espaços públicos e privados de grande circulação, como transporte público, ambientes de trabalho e grandes eventos. 

Outra frente importante é a criação de canais seguros e acessíveis de denúncia, que permitam às mulheres reportarem situações de violência sem medo de retaliação, além da capacitação de profissionais para identificar sinais precoces de escalada da violência antes que o risco de morte se concretize. 

A proposta inclui ainda a integração de dados entre diferentes órgãos, reduzindo a fragmentação do atendimento e permitindo ao Estado identificar padrões de risco e agir preventivamente para interromper o ciclo de abusos. 

“A violência contra a mulher não começa no feminicídio, ela se constrói em um processo de ameaças e omissões. Quando quase um terço das vítimas já possuía medida protetiva ativa, fica evidente que o problema não está apenas na legislação, mas na incapacidade do Estado de garantir proteção real. É preciso transformar a prevenção em prioridade e integrar toda a rede de atendimento para salvar vidas”, afirma Magno Karl, diretor executivo do Livres. 

O Caderno de Políticas Públicas 2026 reúne propostas nacionais e estaduais elaboradas por dezenas de especialistas e integrantes do Conselho Acadêmico da organização, com foco na modernização do Estado e na construção de políticas públicas mais eficientes e orientadas por resultados.

 

Sobre o Caderno de Políticas Públicas

O Caderno de Políticas Públicas 2026 reúne mais de 170 propostas para os âmbitos federal e estadual, com foco em segurança, economia, educação e modernização do Estado. Elaborado com apoio de especialistas e lideranças, o material busca subsidiar gestores públicos com soluções viáveis e orientadas a resultados.


Livres - organização civil que promove soluções liberais para o Brasil, atuando em três eixos: curadoria de políticas públicas, qualificação de lideranças e participação no debate público.


Conheça os principais direitos do turista no Brasil e saiba como agir em caso de problemas

No Dia Nacional do Turismo (08.05), especialista traz orientações para que turistas não tenham prejuízos em suas viagens

 

No Brasil, o turismo registrou um recorde histórico em 2025, ao receber 9,2 milhões de turistas internacionais e superar mais de 100 milhões de passageiros em voos domésticos, segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A ampla movimentação consolida o país como um dos destinos mais procurados da região, mas também aumenta a circulação de consumidores em hotéis, locadoras e plataformas digitais. Nesse sentido, é fundamental conhecer os direitos envolvidos para resolução de imprevistos e conflitos nas relações de consumo.


Segundo a professora de direito da Afya Centro Universitário Itaperuna, Dra. Rayla Santos, a legislação brasileira tem uma série de instrumentos que amparam o turista. “O turista é, antes de tudo, um consumidor. E isso significa que ele está protegido pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), que garante proteção contra falhas em praticamente todas as situações envolvendo transporte, hospedagem, passeios e serviços contratados, por exemplo”, afirma a especialista. 


Dra. Rayla também destaca que a responsabilidade das empresas é objetiva. Isso significa que o turista não precisa provar que a empresa agiu de forma negligente ou com culpa; basta demonstrar que houve um dano e que ele está diretamente relacionado a alguma falha no serviço prestado.

 

A seguir, a especialista orienta quanto aos principais direitos do consumidor turista:

 

1) Problemas com vôos: o que a companhia aérea deve garantir

Em casos de atraso ou cancelamento de voo, as companhias aéreas são obrigadas a oferecer assistência material progressiva aos passageiros, de acordo com o tempo de espera, conforme regulamentação da ANAC. A partir de uma hora de atraso, devem disponibilizar meios de comunicação; após duas horas, fornecer alimentação adequada; e, a partir de quatro horas, garantir hospedagem quando necessária, incluindo transporte até o local de acomodação. 

Além disso, o passageiro tem o direito de escolher entre o reembolso integral do valor pago, a reacomodação em outro voo da mesma empresa ou a execução do serviço por outra companhia aérea. Caso haja dano moral ou prejuízo financeiro comprovado, o consumidor também pode ter direito à indenização, sem que a assistência oferecida exclua essa possibilidade.

 

2) Problemas com hospedagem 

Problemas com hospedagem, como fotos enganosas, oferta de quarto inferior ao contratado ou cobranças não informadas previamente, configuram descumprimento da oferta e violam os direitos do consumidor, já que o estabelecimento é obrigado a entregar exatamente o que foi anunciado no momento da contratação. O hotel é obrigado a cumprir exatamente o que anunciou. Se isso não acontecer, o consumidor pode exigir abatimento no valor, troca de acomodação ou até cancelamento com reembolso. Nesses casos, o consumidor pode exigir o cumprimento do que foi prometido, solicitar redução proporcional do valor pago, rescindir o contrato com devolução do pagamento e, se houver prejuízo, ainda buscar eventual indenização.

 

3) Direito de arrependimento em compras online

Passeios, pacotes e reservas contratados fora do estabelecimento físico, como pela internet ou telefone, podem ser cancelados em até 7 dias, de acordo com o direito de arrependimento previsto no CDC, não precisando justificar a desistência, e o reembolso deve ser integral, incluindo todas as taxas cobradas.

 

4) Bagagem extraviada ou danificada

Em caso de bagagem extraviada ou danificada, a companhia aérea é responsável por localizar e devolver os itens com urgência ou, caso não consiga, indenizar o passageiro pelos prejuízos materiais e, em determinadas situações, pelos danos morais. Também é possível solicitar o reembolso de despesas emergenciais com itens essenciais. Em voos internacionais, aplica-se ainda a Convenção de Montreal, que estabelece limites específicos para a indenização.

Em caso de extravio, o passageiro pode solicitar reembolso de despesas emergenciais, como roupas e itens de higiene, desde que comprove os gastos. Isso é considerado prejuízo material decorrente da falha na prestação do serviço.

 

5)  Locação de veículos:

É direito do consumidor receber contrato claro, com informações sobre seguro, franquia e taxas adicionais. Cobranças abusivas podem ser questionadas judicialmente.

 

6) E se o direito não for respeitado?

Caso o direito do consumidor não seja respeitado, o primeiro passo é registrar uma reclamação formal junto à empresa, guardando todos os protocolos, comprovantes, contratos, prints de ofertas e notas fiscais. Se não houver solução, o turista pode recorrer ao Procon, utilizar a plataforma consumidor.gov.br ou acionar o Juizado Especial Cível para garantir seus direitos. Se não houver solução, o consumidor pode procurar o Procon, registrar reclamação na plataforma consumidor.gov.br.

Para a advogada da Afya Itaperuna, viajar deve ser uma experiência segura, e o turista não deve perder seus direitos ao sair de casa, sendo a melhor forma de evitar transtornos estar bem informado. “Conhecer seus direitos não é sinônimo de conflito, mas de segurança. O turista bem informado viaja com mais tranquilidade e sabe como agir se algo sair do planejado”, conclui.

 

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São Paulo tem a CNH mais barata do Brasil

Com documento digital gratuito e cobrança de apenas R$105,66 para agendamento dos exames teórico e prático, cidadão ganha flexibilidade e economia

 

O Estado de São Paulo tem a CNH mais barata do Brasil. Com as mudanças implementadas pelo Detran-SP no processo de habilitação, o cidadão paga atualmente R$105,66, valor referente às taxas de agendamento dos exames teórico e prático da primeira habilitação. Além disso, agora, o motorista também pode optar apenas pela versão digital da CNH de forma gratuita.

 

O documento, que pode ser acessado rapidamente pelo celular, possui a mesma validade jurídica em todo o território nacional. Todos os serviços de habilitação estão contemplados, incluindo primeira CNH, renovação, CNH definitiva, adição ou mudança de categoria, reabilitação e inclusão do EAR (Exerce Atividade Remunerada), utilizado por motoristas e motociclistas profissionais. 

 

“As mudanças implementadas em São Paulo colocam o cidadão no centro do processo. Hoje, a pessoa tem mais liberdade de escolha e um custo significativamente menor para obter a habilitação. Estamos modernizando o sistema sem abrir mão da segurança, oferecendo a CNH mais barata do Brasil”, afirma Lucas Papais, diretor de Atendimento ao Cidadão do Detran-SP.

 

A medida pode beneficiar cerca de 5 milhões de pessoas por ano no Estado. Antes, a emissão da versão física era obrigatória e gerava uma tarifa de R$137,79 referente à produção e ao envio do documento. A escolha pela versão digital não impede que o cidadão solicite posteriormente a emissão da CNH física, caso deseje.

 

No passo a passo rumo à CNH, o curso teórico passou a ser online e gratuito e a carga horária mínima obrigatória de aulas práticas caiu de 20 para 2 horas. Agora, o cidadão pode escolher entre uma autoescola ou um instrutor autônomo credenciado e negociar valores para realização das aulas.

 

Os demais custos do processo referem-se aos exames médico e psicológico, pagos diretamente aos profissionais credenciados. O valor de cada avaliação foi reduzido para R$90,00, conforme Portaria do Detran-SP publicada em janeiro de 2026.



Material barato comprime a luz e abre caminho para microcircuitos fotônicos na faixa de terahertz

 A expectativa da comunidade científica é fazer com que circuitos
de luz estejam cada vez mais presentes nos dispositivos do
 cotidiano, avalia pesquisador do CNPEM
 (
ilustração: Rawpixel.com/Magnific)
Estudo mostra que o iodeto de chumbo pode sustentar fônon-poláritons, permitindo confinar a radiação em escala nanométrica e viabilizando novos dispositivos de transmissão de dados

 

Um cristal bidimensional lamelar – em camadas atomicamente finas – constituído por iodeto de chumbo (PbI) poderá ser utilizado na fabricação de uma nova geração de circuitos que utilizam luz e vibrações mecânicas – e não elétrons – para transmitir informações na faixa de frequências do terahertz.

O estudo sobre esse promissor caminho tecnológico, publicado na Nature Communications, foi realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) em parceria com colegas da Université de Lille (França) e de outras instituições do exterior.

A faixa de terahertz corresponde a uma região de baixa energia do espectro eletromagnético, situada entre o infravermelho e as micro-ondas. Apesar disso, ela é considerada estratégica para o desenvolvimento de tecnologias de comunicação de alta velocidade. “Hoje, Wi-Fi e 5G operam em frequências de poucos gigahertz (GHz, 109 hertz). Mas existe um interesse em avançar para centenas de gigahertz ou até terahertz (THz, 1012 hertz), porque quanto maior a frequência, maior a largura de banda e a capacidade de transmissão de dados”, afirma Raul de Oliveira Freitas, responsável pela linha de luz “Imbuia” no Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS-CNPEM) e coordenador do estudo.

O trabalho investigou como, a partir do iodeto de chumbo, um material barato, é possível produzir de forma muito simples um cristal em camadas de altíssima qualidade, capaz de atuar como guia de onda para radiação nessa faixa de frequências. A plataforma poderá funcionar como: ressonador, estrutura que confina a luz e seleciona frequências específicas, amplificando certos modos de oscilação; divisor de feixe, dispositivo que separa um feixe de luz em dois ou mais caminhos, permitindo distribuir o sinal óptico; ou modulador, componente que altera propriedades da luz – como intensidade, fase ou frequência – para codificar informação.

O aspecto mais inovador do trabalho está na capacidade de confinar a luz em volumes extremamente pequenos – muito menores do que seu comprimento de onda. “Na faixa de terahertz, a luz tem comprimentos de onda de centenas de micrômetros. O que a gente faz é confinar essa luz em regiões submicrométricas”, explica Freitas.

Esse efeito é possível graças à formação de fônon-poláritons, quase-partículas híbridas que combinam vibrações dos átomos da rede cristalina (fônons) com luz. “É como se o fônon se vestisse de luz, formando uma quase-partícula com propriedades únicas. As características de propagação e interação com a matéria dessas quase-partículas são diferentes tanto da luz isolada quanto dos fônons isolados”, comenta o pesquisador.

O confinamento extremo da luz implica operar além do chamado limite de difração, que restringe a resolução de sistemas ópticos convencionais. “Na óptica clássica, não é possível observar ou manipular estruturas muito menores do que o comprimento de onda da luz. Com os poláritons, conseguimos ultrapassar esse limite”, conta Freitas.

Para isso, os pesquisadores utilizaram microscopia de varredura óptica de campo próximo do tipo espalhamento (s-SNOM), técnica que emprega pontas metálicas nanométricas para a compressão extrema de campo eletromagnético. “A ponta funciona como uma antena e assim promove um hotspot de campo elétrico com dimensões da ordem de dezenas de nanômetros, independentemente do comprimento de onda original. Isso permite reduzir drasticamente a escala espacial da luz. Além disso, a densidade de campo elétrico em sondas s-SNOM é até 10 vezes maior que em ondas livres, explicando a superioridade da técnica para pesquisas em nanofotônica. Conseguimos confinar uma onda de 200 micrômetros em um volume de dimensões menores que 50 nanômetros”, informa Freitas.

Outro resultado central do estudo foi o alto fator de qualidade dos fônon-poláritons no PbI. Trata-se de uma medida de quanto tempo a oscilação se mantém antes de se dissipar. “Quanto mais tempo o sistema oscila, maior é o fator de qualidade. O PbI apresentou desempenho comparável ao do nitreto de boro hexagonal [hBN], que é o material de referência na faixa de infravermelho”, informa Freitas.


Substituto simples e sustentável

Ao contrário do iodeto de chumbo, o nitreto de boro hexagonal é um material muito difícil de sintetizar, exigindo condições extremas de pressão e temperatura. Mesmo após mais de duas décadas de pesquisas com o hBN, pouquíssimos grupos no mundo dominam a produção desse material com alta qualidade. Além disso, suas propriedades o tornam adequado ao infravermelho médio, mas não à faixa de terahertz.

Já o iodeto de chumbo tem como precursores dois elementos abundantes na natureza, e por isso baratos: o iodo e o chumbo. E pode ser cristalizado de forma extremamente simples. “Basta dissolver o sal em água até obter uma solução supersaturada e aquecê-la a cerca de 80 °C, algo que pode ser feito até em um fogão doméstico. Durante o resfriamento, o material cristaliza, formando estruturas que podem ser coletadas”, diz o pesquisador.

A possibilidade de manipular a luz em escala nanométrica abre caminho para circuitos fotônicos integrados, capazes de substituir ou complementar circuitos eletrônicos. “Atualmente, o tráfego de informação dentro de dispositivos é feito por elétrons. Usar luz pode aumentar drasticamente a velocidade e reduzir perdas. É algo análogo ao que ocorreu no campo das telecomunicações. Antes, utilizávamos cabos elétricos; hoje, empregamos fibras ópticas, que permitem velocidades muito maiores. O mesmo princípio pode ser levado para dentro dos chips. E, além da maior velocidade, há ganhos energéticos: a luz sofre muito menos perdas do que as correntes elétricas. Isso pode resultar em soluções mais eficientes e sustentáveis”, argumenta Freitas.

O iodeto de chumbo também é relevante em outra área estratégica: a das tecnologias baseadas em perovskitas. As perovskitas são materiais com estrutura cristalina específica, do tipo ABX, onde A é um cátion maior (orgânico ou inorgânico), B é um cátion metálico menor e X é um ânion, geralmente um halogênio (como I, Br ou Cl). Por sua alta eficiência na absorção e conversão da luz, essa classe de materiais é amplamente utilizada em células solares e dispositivos optoeletrônicos. Por isso, existe hoje em dia uma verdadeira explosão de pesquisas relacionadas com perovskitas.

Como o PbI é um precursor típico para a síntese de perovskitas, compreender suas propriedades pode ajudar a entender mecanismos de degradação das perovskitas – um tema que está fazendo muitos pesquisadores quebrarem a cabeça.

Os desdobramentos do trabalho incluem a implantação de uma nova infraestrutura experimental no CNPEM. “Já operamos, no Sirius, uma estação de nanoespectroscopia no infravermelho, chamada Imbuia. Estamos estruturando agora a linha Tatu, dedicada ao terahertz. A nova linha permitirá explorar uma ampla classe de materiais com propriedades semelhantes às do iodeto de chumbo. Será uma instalação única no mundo, que permitirá estudar o comportamento desses materiais em várias frequências. O forte apoio da FAPESP está sendo fundamental para isso”, sublinha Freitas.

Embora ainda em estágio de ciência fundamental, o estudo aponta para um amplo horizonte tecnológico relacionado à transmissão e eventualmente ao processamento de informação. “A expectativa da comunidade científica é fazer com que circuitos de luz estejam cada vez mais presentes nos dispositivos do cotidiano”, resume Freitas.

O estudo foi apoiado pela FAPESP por meio dos projetos 19/14017-922/14245-424/09159-7 e 23/09839-5.

O artigo High quality-factor terahertz phonon-polaritons in layered lead iodide pode ser lido em: nature.com/articles/s41467-026-69027-6.

 

José Tadeu Arantes

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/material-barato-comprime-a-luz-e-abre-caminho-para-microcircuitos-fotonicos-na-faixa-de-terahertz/57990


A Corte no palanque: o custo institucional do STF nos bastidores da Política

Há uma distinção que a República exige preservar com rigor quase que ritualístico: a diferença entre a Política — aquela exercida sob o crivo do voto, do dissenso aberto e da responsabilidade democrática — e a política de bastidores, de articulação informal, que, quando praticada por quem deveria apenas julgar, compromete a própria lógica do sistema constitucional. É neste ponto que narrativas recentes de interlocuções entre membros do Supremo Tribunal Federal (STF) e atores dos demais Poderes acendem um sinal de alerta que não pode ser naturalizado. 

Enquanto Corte Constitucional, o Supremo não é, tão somente, mais um ator institucional no jogo político. Ele é, antes de mais nada, o árbitro das regras desta partida. Sua autoridade não deriva da força, tampouco da capacidade de articulação, mas, sim, de um ativo intangível e decisivo: o capital reputacional. E é este valor agregado que sustenta a legitimidade das decisões da Alta Corte, sobretudo quando estas contrariam maiorias ocasionais ou interesses poderosos e de poderosos. 

Quando ministros do STF se deixam perceber como partícipes de negociações políticas — com “p” minúsculo, vale frisar —, há uma erosão silenciosa, porém profunda, deste capital. O Supremo deixa de ser visto como instância de contenção e passa a ser interpretado como agente de influência. O problema não reside apenas na eventual existência de diálogo institucional, inerente a uma Democracia madura, mas na natureza e na opacidade de tais interações, sobretudo quando parecem orientadas a resultados políticos concretos. 

Neste contexto, ganha relevo o episódio envolvendo a indicação de Jorge Messias à Mais Alta Corte. A rejeição por parte do Senado Federal, há poucos dias, teria sido, segundo bastidores amplamente noticiados, influenciada por articulações que extrapolariam o espaço político-parlamentar tradicional, alcançando, inclusive, setores do próprio STF. Independentemente da veracidade integral destas narrativas — que, por si só, já sinalizam ambiente institucional turvo —, o simples fato de serem plausíveis aos olhos da opinião pública já produz dano reputacional. A percepção de que ministros possam atuar, ainda que indiretamente, na formação de maiorias políticas para definir a composição do próprio Tribunal tensiona as fronteiras do desenho constitucional e compromete a ideia de imparcialidade estrutural. 

Em minha pesquisa de doutorado em Direito Constitucional, sustentei que, o Supremo brasileiro, ao longo das últimas décadas, assumiu um protagonismo que retesa continuamente o equilíbrio entre os Poderes. Esta centralidade, embora, por vezes, inevitável, exige contrapesos internos, principalmente de natureza ética e procedimental. A ausência de balizas claras para a atuação extraprocessual dos ministros cria espaço perigoso de ambiguidade: aquilo que deveria ser exceção se transforma em prática tolerada. 

O resultado é um duplo efeito deletério. De um lado, se enfraquece a autoridade da Alta Corte perante à sociedade, que passa a enxergá-la sob lentes políticas - e, o pior, em meio a uma polarização viceral presente, ao menos, nos últimos oito anos. De outro, alimenta-se a desconfiança dos próprios Poderes, que deixam de ver o STF como árbitro imparcial e passam a tratá-lo como adversário ou aliado circunstancial. 

Não se trata de ingenuidade institucional, tampouco de exigir isolamento absoluto. Trata-se de reconhecer que há um ethos próprio da jurisdição constitucional, que não se compatibiliza com a lógica da negociação política informal. O Supremo não pode, sob pena de autodeslegitimação, nivelar-se às práticas que deveria, em última instância, controlar. 

A República não colapsa por rupturas abruptas, mas por erosões graduais. E, neste cenário, cada gesto importa. Quando a Corte desce ao palanque — ainda que nos bastidores —, não apenas compromete sua posição; ela reconfigura, perigosamente, o próprio equilíbrio institucional que lhe cabe proteger. 



Fernando Capano - advogado; doutor em Direito do Estado, pela Universidade de São Paulo (USP); doutor em Direito do Estado e Justiça Social, pela Universidade de Salamanca (Espanha); mestre em Direito Político e Econômico, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie; habilitado em Direito Internacional dos Conflitos Armados, pelo Instituto San Remo (Itália) e pela Escola Nacional de Magistrados da Justiça Militar da União (Enajum); especialista em Segurança Pública, em Direito Militar, e na Defesa de Agentes da Segurança Pública; especialista em Administração de Empresas, pela Fundação Getúlio Vargas (FGV); professor universitário de Direito Constitucional da Universidade Zumbi dos Palmares e de Direito Penal do Centro Universitário Padre Anchieta (UniAnchieta); presidente da Associação Paulista da Advocacia Militarista (Apamil); e sócio-fundador da Capano e Passafaro Advogados


Concurso: 5 coisas que você pensa que ajudam, mas na verdade atrapalham

Estudar não é tarefa fácil, por isso, muitos buscam dicas e cuidados específicos para ajudar no processo, mas algumas podem, na verdade, ter o efeito contrário, destaca Caio Temponi, jovem aprovado 18 vezes em vestibulares 


Na preparação para concursos, é comum que candidatos busquem métodos para acelerar resultados, melhorar a concentração e aumentar a produtividade, mas, algumas práticas vistas como positivas podem acabar prejudicando o desempenho e atrasando a evolução nos estudos.

De acordo com Caio Temponi, jovem aprovado 18 vezes em vestibulares, nem tudo o que parece produtivo realmente funciona na prática.

“Estudar não é uma tarefa fácil, por isso, muitos buscam dicas e cuidados específicos para ajudar no processo, mas algumas dessas estratégias podem, na verdade, ter o efeito contrário nos resultados dos estudos”, explica.
 


5 coisas que você pensa que ajudam, mas atrapalham os estudos:


1 - Estudar por muitas horas sem pausa

Passar longos períodos seguidos estudando pode parecer dedicação máxima, mas tende a reduzir foco, retenção de conteúdo e rendimento mental.

“Muita gente confunde a quantidade com a qualidade. Sem pausas estratégicas, o cérebro perde muita eficiência, por isso, manter intervalos curtos ajudam a recuperar atenção e manter constância”, destaca Caio Temponi.


2 - Fazer vários materiais ao mesmo tempo
Comprar muitos cursos, apostilas e cronogramas pode gerar sensação de preparo, mas frequentemente causa excesso de informação e desorganização.

“Ter material demais pode paralisar. O ideal é escolher boas fontes e seguir um plano consistente. Mais importante do que acumular conteúdo é conseguir executá-lo”, afirma.



3 - Esperar motivação para começar
Muitos candidatos acreditam que precisam estar inspirados para estudar bem. Na prática, depender de motivação pode gerar procrastinação.

“Motivação oscila. O que sustenta resultados de verdade é a disciplina e a rotina, mesmo nos dias menos produtivos. Criar hábitos costuma ser mais eficaz do que esperar a disposição perfeita chegar ocasionalmente”, explica Caio Temponi.



4 - Ignorar revisões para aprender coisas novas
Avançar constantemente em novos assuntos parece produtivo, mas sem revisão parte do conteúdo é esquecida rapidamente.

“Revisar é o que consolida aprendizado. Sem isso, o aluno sente que estuda muito e lembra pouco. A revisão periódica melhora a memória e segurança na prova”, reforça.



5 - Comparar sua rotina com a dos outros
Nas redes sociais, é comum ver cronogramas intensos e relatos de alta performance. Comparações frequentes podem gerar ansiedade e frustração.

“Cada candidato tem um contexto, ritmo e realidade diferentes. Comparação excessiva atrapalha foco e constância. O melhor parâmetro costuma ser a própria evolução ao longo do tempo, a preparação eficiente costuma ser mais simples do que parece ”, completa Caio Temponi.

Muitos erros surgem na tentativa de fazer mais, quando no fim das contas o necessário é fazer melhor. Organização, regularidade e estratégia tendem a gerar resultados superiores a esses métodos extremos.

“Quando o candidato elimina hábitos que sabotam a rotina, o estudo flui melhor e os resultados aparecem com mais consistência”, finaliza Caio Temponi.


MAIO AMARELO NA VIARIO

ViaRio abre Maio Amarelo com simulado do Corpo de Bombeiros na praça de pedágio


Ação marca início da campanha com atividades educativas que reforçam alerta para o uso do celular ao volante e incentivam comportamentos mais seguros nas vias.  Mês será de conscientização sobre segurança no trânsito

 

ViaRio dará início às ações do Maio Amarelo com um simulado realizado pelo Corpo de Bombeiros na praça de pedágio da Transolímpica, a partir das 8h. A iniciativa marca a abertura da programação especial preparada para o mês, dedicada à conscientização e à redução de acidentes de trânsito. 

A atividade consistirá na simulação de um acidente real envolvendo uma motocicleta, com participantes caracterizados como vítimas, proporcionando uma demonstração prática das ações de resgate e atendimento de emergência. 

Ao longo de maio, a concessionária realizará uma série de ações educativas voltadas a motoristas, motociclistas e pedestres. A campanha deste ano destaca temas como o uso do celular ao volante, o comportamento seguro de motociclistas e a importância da atenção dos pedestres no trânsito. 

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego, dirigir utilizando o celular pode ter efeito semelhante ao de um motorista com 1 g/l de álcool no sangue. A distração compromete a capacidade de reação, provoca redução inesperada de velocidade, dificulta o controle do veículo e aumenta o tempo de frenagem, sendo considerada uma das principais causas de Falta de Atenção ao Conduzir (FAC). 

Como parte das iniciativas, além do simulado, a ViaRio promoverá outras ativações na praça de pedágio, em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro, o SEST SENAT, a Secretaria Municipal de Transportes do Rio de Janeiro e a Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. 

As ações incluem uma dinâmica com óculos de realidade virtual, que simula situações de risco no trânsito, a distribuição de brindes e vouchers com desconto para cursos, sob responsabilidade do SEST SENAT, além de atividades educativas voltadas à conscientização dos usuários da via. A área de responsabilidade da unidade também realizará a instalação de antenas corta-linha de pipa. 

A iniciativa reforça o compromisso da concessionária com a segurança viária: “Nosso objetivo é ir além da operação da via, promovendo ações que contribuam diretamente para a preservação de vidas. O Maio Amarelo é uma oportunidade de dialogar com a população e incentivar atitudes mais seguras no trânsito, especialmente em relação ao uso do celular e ao comportamento dos motociclistas”, afirma o gerente de operações da ViaRio, Vagner Tavares.  

Durante a abertura, o simulado do Corpo de Bombeiros irá reproduzir uma situação de atendimento a acidente de trânsito envolvendo duas motos e 4 vítimas, demonstrando na prática a importância de comportamentos seguros e da rápida resposta em ocorrências. 

No cronograma, também está prevista a exposição de uma motocicleta acidentada na praça de pedágio, com o objetivo de alertar motociclistas sobre os perigos de pilotar utilizando o celular, trafegar de forma inadequada entre corredores e exceder a velocidade. 

 

Cronograma de Ações 

A partir de 11 de maio – Impacto que alerta 


Praça de pedágio da ViaRio 

 

  • Exposição de motocicleta acidentada  
  • Ação educativa voltada à conscientização de motociclistas  
  • Abordagem sobre os riscos do uso do celular ao pilotar, circulação em corredor e excesso de velocidade  


25 de maio – Café na Passarela 


BRT Boiúna 

  • Ação de conscientização sobre a importância do uso da passarela por pedestres  


30 de maio – Encerramento 


Praça de pedágio da ViaRio 

  • Manhã: sentido Recreio  
  • Tarde: sentido Deodoro  
  • Horário: das 7h30 às 17h  
  • Parceria com SEST SENAT e Secretaria de Transportes  
  • Distribuição de antenas corta-linha e brindes  
  • Atividades educativas e ações de conscientização 

 

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