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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Saúde mental: riscos ‘psicossociais’ representam perda anual de 1,3% do PIB global, diz Organização Internacional do Trabalho (OIT)


Apesar dos atrasos na configuração do ‘Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)’, as modificações da NR-1 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) devem reposicionar o Brasil no combate às denúncias de excesso de trabalho, assédio e ausência de suporte, explica especialista.

 

Mapeando a saúde mental e os riscos psicossociais para além da ‘ergonomia’ no trabalho, o Brasil está próximo de um avanço histórico no bem-estar do trabalhador. O progresso, contemplado pela Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), propõe um novo olhar acerca de denúncias antigas, mascaradas nos corredores das empresas.

 

Segundo a ata do Manual de Interpretação e Aplicação do Capítulo 1.5 da NR-1, as queixas relacionadas a “excesso de demandas no trabalho (sobrecarga); assédio de qualquer natureza no trabalho; e falta de suporte/apoio no trabalho” passam agora pela identificação de riscos e medidas de prevenção contra danos emocionais

 

Gabriella Cunha, 25, já viveu no trabalho um cenário de negligências estruturais e abusos psicológicos disfarçados de gestão. Em uma salinha superlotada com vinte pessoas, Gabriella recorda que a falta de ‘ergonomia’ era agravada por uma supervisora que proibia uso de fones, impedia deslocamentos externos previstos em contrato e tornava o ambiente tóxico. "Ela era extremamente rude e manipuladora, fazia gaslighting e mudava de personalidade na frente dos diretores, enquanto me submetia a uma rotina exaustiva de quase 10 horas diárias que consumia minha saúde mental", relembra.

 

A experiência culminou em um desligamento abrupto e discriminatório, evidenciando a urgência de mecanismos como a nova NR-1. Apesar dos atrasos na configuração do ‘Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR)’, que previu modificações da NR-1 pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) ainda na portaria 1.419/2024, resta apenas um mês para Gabriella e uma parcela dos brasileiros vivenciarem as novas regras dos ambientes de trabalho – previstas para o dia 26 de maio de 2026

 

Após a fase educativa, proposta pelo Governo Federal, que prorrogou a vigência do item 1.5 da NR-1, as empresas agora passam a obrigatoriamente incluir os “riscos psicossociais” no PGR, antes ocupados somente por acidentes físicos ou químicos durante o expediente. 

 

De acordo com o CEO da Juntxs, Darwin Grein,  que atua há mais de quinze anos com desenvolvimento humano e organizacional, concretizar esse avanço significa encerrar uma espera de quase meio século, desde a criação da Norma NR-1 em 1978. “Foram necessários 48 anos, aproximadamente, para que as normas de ‘segurança e saúde no trabalho’ (SST) fossem ocupadas pelo escopo dos riscos psicossociais ao trabalhador”, explica.

 

Saúde mental em 2026: redução de turnovers e impacto nos negócios 

 

A crise de saúde mental no trabalho pesa para todos. Para se ter uma noção, somente em 2025, a Previdência Social concedeu 546 mil benefícios por transtornos mentais e comportamentais, um acréscimo de até 15,6% em comparação a 2024, segundo dados do Governo.  

 

Estimativas da OIT – Organização Internacional do Trabalho, divulgadas através do relatório O ambiente de trabalho psicossocial” (2026),  também revelam que os riscos psicossociais, anualmente, representam uma perda de 1,37% do PIB global

 

“Uma vez que o foco é o bem-estar do trabalhador, diretorias C-level, profissionais sêniores e CEOs devem se atentar para os benefícios da aplicação da NR1 aos fatores psicossociais. Se trabalhados estrategicamente, esse olhar interno pode representar uma redução das faltas (absenteísmo), rotatividade (turnover) e, consequentemente, um aumento na ‘produtividade’ das empresas. Esses impactos podem reduzir perdas econômicas, tanto no setor público, quanto no privado”, diz Darwin

 

À frente da Juntxs, que possui em seu portfólio marcas como Votorantim, Boticário, Nestlé, Banco Pan, Unilever, entre outros conglomerados, Darwin revela que o desafio das organizações é reestruturar a cultura organizacional. “Não se trata de ‘ações isoladas’ como solução, diante da vigência do item 1.5 da NR1 em maio. Em nível operacional, a implementação começa pelo mapeamento das situações de risco no cotidiano das equipes. Isso inclui revisão de cargas de trabalho, análise de jornadas, canais de denúncia e avaliação da qualidade das relações de trabalho. O ponto central, no entanto, é a capacitação das lideranças para identificar sinais de adoecimento emocional e agir preventivamente”, revela. 

 

Segundo Darwin Grein, metodologias colaborativas e vivenciais de treinamento e desenvolvimento são maneiras de capacitar lideranças, ampliar os canais de comunicação dentro das equipes e apoiar as organizações a evoluírem a partir de suas relações. “Estamos acostumados a lidar com desafios corporativos, como o baixo engajamento, dificuldades de integração entre áreas, falhas de comunicação e desalinhamento de lideranças. Esse cenário impacta resultado, aumenta os turnovers, gera conflitos e enfraquece o clima organizacional. Estamos falando de uma reestruturação da cultura organizacional e das dinâmicas entre os colaboradores. Nesse sentido, a NR-1 funciona como um marco regulatório que orienta essa mudança, ao incorporar de forma mais nítida a prevenção dos riscos psicossociais dentro da gestão de segurança e saúde no trabalho”, conclui.



Metade das multinacionais vê ataques cibernéticos como risco para os próximos cinco anos, aponta Howden

 

Um ranking elaborado pela Howden, corretora global especializada em seguros de alta complexidade, que mapeia onze tipos diferentes de riscos ao longo da década de 2020, apontou que ataques cibernéticos (49,6%) e incidentes provocados pela tecnologia (36,4%) estarão entre as três principais preocupações de multinacionais entre 2025 e 2030, ocupando o primeiro e terceiro lugar respectivamente. A pesquisa “Stepping up: Political risk insurance in a volatile world”, ouviu cerca de 500 executivos seniores das áreas de risco e tesouraria de empresas sediadas nos Estados Unidos, Reino Unido e França, todas com receita anual superior a US$1 bilhão. 

 

Em comparação com o período de 2020 a 2025, os ataques cibernéticos cresceram 35% em importância, enquanto incidentes provocados pela tecnologia a 74% – o maior percentual de crescimento observado pelo estudo. 

 

A rápida expansão da inteligência artificial generativa está entre os fatores que ajudam a explicar a alta dos incidentes provocados pela tecnologia, diante do potencial de transformação que ela traz para diferentes setores. 

 

Já o avanço do risco cibernético ocorre em um contexto de crescente digitalização e maior interconexão no ambiente de negócios. “Riscos tecnológicos e cibernéticos estão deixando de ser temas isolados e passando a influenciar diretamente a operação e a estratégia das multinacionais, em um ambiente cada vez mais digital e interconectado. Isso exige uma abordagem mais integrada de gestão de riscos”, destaca Marta Schuh, Diretora de Seguros Cibernéticos e Tecnológicos da Howden Brasil. 

 

 

Howden Brasil


A nova lógica da segurança do trabalho para o Varejo: o que a futura reforma da NR-4 revela para as empresas


A forma como as empresas gerenciam saúde e segurança no trabalho está no centro de uma transformação regulatória que tende a produzir efeitos concretos na operação, nos custos e na governança dos negócios. Em pauta, a revisão em curso da Norma Regulamentadora nº 4, que trata dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT), sinaliza uma reconfiguração do modelo tradicional de gestão de riscos no Brasil. Para o varejo, esse movimento é especialmente relevante. 

A NR-4 define o dimensionamento do SESMT com base no número de empregados e no grau de risco da atividade, classificado de 1 (um) a 4 (quatro) conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE). O Anexo I, que trata dessa classificação, passa por sua primeira revisão estruturada, agora baseada em indicadores de acidentalidade, nos termos da Portaria MTP 2.318/2022, incorporando a CNAE 2.0 e nova metodologia de apuração do grau de risco. A tendência é de maior aderência à realidade operacional das empresas. No varejo, isso pode implicar reclassificação de atividades, com possível migração do grau de risco 2 (dois) para 3 (três). 

Essa mudança dialoga com características estruturais do setor: alta intensidade operacional, grande contingente de trabalhadores, rotatividade elevada e múltiplas unidades. Esses fatores ampliam desafios de padronização e influenciam indicadores de afastamento e acidentalidade. Atividades repetitivas, jornadas extensas, movimentação de cargas e interação constante com o público impactam diretamente indicadores de produtividade, absenteísmo e custos, tornando os riscos físicos, ergonômicos e fatores de riscos psicossociais uma variável relevante de gestão. 

Os efeitos dessa mudança são diretos. A elevação do grau de risco impacta o dimensionamento do SESMT e pode repercutir nos encargos previdenciários. A alíquota do Risco Ambiental do Trabalho (RAT) pode passar de 2% (dois por cento) para 3% (três por cento) sobre a folha, sendo ajustada pelo Fator Acidentário de Prevenção (FAP), um multiplicador que varia de 0,5 a 2,0, conforme o desempenho da empresa em relação a acidentes e afastamentos. Como resultado, a carga efetiva incidente sobre a folha pode variar significativamente, alcançando patamares mais elevados em cenários de maior exposição a riscos. 

É nesse contexto que ganha relevância a conexão entre a NR-1 e a NR-4. As mudanças trazidas pela NR-1, ao consolidar o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) e exigir uma gestão contínua por meio do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com a inclusão dos fatores de riscos psicossociais, impactam diretamente a forma de aplicação da NR-4. Sob uma perspectiva empresarial, esses fatores envolvem elementos relacionados à organização do trabalho, intensidade operacional, gestão de desempenho, relações interpessoais e ambiente organizacional, com reflexos em engajamento, absenteísmo, afastamentos e produtividade. 

Ao influenciarem indicadores de acidentalidade e saúde ocupacional, esses fatores passam a ter potencial impacto nos critérios que embasam a revisão do Anexo I da NR-4. Nesse sentido, a forma como os riscos são gerenciados passa a refletir não apenas na prevenção, mas também no enquadramento do grau de risco das atividades e no dimensionamento do SESMT, reforçando a necessidade de uma atuação integrada à estratégia, à governança e ao compliance. 

Para as empresas, isso se traduz em uma agenda objetiva: revisar o enquadramento das atividades, fortalecer a gestão de riscos por meio do GRO e do PGR e monitorar indicadores que impactam o FAP, assegurando consistência entre prática e registros. Paralelamente, o processo regulatório avança: encerrada a consulta pública em 02 de março de 2026, a proposta segue para análise técnica e deliberação da Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP) e, se aprovada, será formalizada por portaria ministerial, com prazo de adaptação. 

Nesse cenário, a revisão do Anexo I da NR-4, em conjunto com as mudanças introduzidas pela NR-1, sinaliza uma transformação estrutural no sistema de prevenção brasileiro: a saúde e segurança do trabalho passam a ocupar posição central nas estruturas de governança, compliance e gestão de riscos das empresas, com impactos diretos na responsabilidade corporativa e na proteção efetiva dos trabalhadores.

 

Vanessa Sapiência - OAB/SP 201.297 - advogada, membro do Comitê de Segurança e Medicina do Trabalho do SINCOVAGA e Diretora de Compliance e Novos Negócios no Pellegrina e Monteiro Advogados. É especialista em Direito Empresarial do Trabalho, Business Law e International Business Management. Professora convidada na PUC/SP – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, no Módulo de Educação Continuada da Pós-graduação sobre Saúde Mental no Mundo do Trabalho Contemporâneo.

 

Vestibular da Unesp de meio de ano: veja o que cai na prova e dicas para ser aprovado!

 Crédito: Magnific
Processo seletivo oferece vagas para engenharias e curso inédito de língua e cultura chinesas; 180 via processo seletivo e 20 via Enem

 

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) realiza a primeira etapa do seu vestibular de meio de ano no próximo dia 24 de maio. O vestibular, organizado pela Fundação Vunesp, é considerado um dos mais concorridos do país, exigindo dos candidatos preparo técnico, leitura crítica e equilíbrio emocional.

Segundo Peter Rifaat, coordenador pedagógico da
Escola Internacional de Alphaville, de Barueri (SP), o vestibular da Unesp é pensado para identificar candidatos que vão além da simples memorização de conteúdo. “A banca da Vunesp valoriza consistência, leitura atenta e capacidade de argumentação. Espera dos estudantes capacidade de leitura, interpretação e argumentação, exigindo que consigam relacionar diferentes áreas do conhecimento e se posicionar de forma crítica diante dos temas propostos”, explica Rifaat.

As inscrições para o processo seletivo de meio de ano encerraram na terça-feira, 5 de maio. Os candidatos disputam 180 vagas, sendo 144 para as engenharias agronômica, civil, elétrica e mecânica, em Ilha Solteira (SP), e 36 para o novo curso de língua e cultura chinesas, inédito no Brasil e oferecido no município paulista de Assis.

O ingresso pelo Enem oferece 20 vagas nas mesmas carreiras do Vestibular Meio de Ano, com inscrições de 25 de maio a 25 de junho.

O resultado das duas seleções será publicado na mesma data, 13 de julho. As matrículas serão realizadas simultaneamente para as duas modalidades de ingresso, de forma virtual, em oito chamadas, de 13 de julho a 6 de agosto.
 


COMO É A PROVA? 

A prova da Unesp é conhecida por seu caráter interdisciplinar e por valorizar a interpretação de textos, gráficos e imagens, mais do que a memorização. 

Primeira fase: a primeira fase da prova, de conhecimentos gerais, marcada para 24 de maio, é composta por 90 questões objetivas, distribuídas entre áreas da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para o Ensino Médio. 

Segunda fase e Redação: quem for aprovado na primeira fase, é convocado para a segunda fase do processo seletivo, programada para os dias 20 e 21 de junho, com 36 questões discursivas; e uma redação em gênero dissertativo, que avalia as propriedades de progressão temática, coerência e coesão, privilegiando-se a modalidade escrita culta. 

A redação da Unesp costuma propor temas de relevância social, em formato de dissertação argumentativa, pedindo que o candidato apresente ponto de vista claro, argumentos bem estruturados e repertório sociocultural pertinente. 

Nos últimos anos, os temas da redação do vestibular da Unesp foram os seguintes:

  • 2026 – “Vivemos hoje uma epidemia da solidão?”
  • 2025 – “Medicalização da vida: a quem interessa?”
  • 2024 – “É possível um mundo off-line?”
  • 2023 – A “lógica do condomínio”: o espaço público está em declínio?
  • 2022 – A tristeza em tempos de felicidade compulsória
  • 2021 – Tempo é dinheiro?
  • 2020 – O carro será o novo cigarro?
  • 2019 – Compro, logo existo?
  • 2018 – O voto deveria ser facultativo no Brasil?
  • 2017 – A riqueza de poucos beneficia a sociedade inteira?


PREPARAÇÃO NA RETA FINAL 

Segundo o docente da Escola Internacional de Alphaville, na reta final antes da prova, o objetivo é manter o desempenho e chegar à prova com segurança: 

- Intensifique as revisões dos pontos mais frágeis;

- Faça simulados semanais, respeitando o tempo real da prova;

- Treine respostas discursivas mais longas, simulando a 2ª fase;

- Reduza gradualmente o ritmo nos últimos dias, priorizando descanso e foco emocional.
 

Organização semanal 

A recomendação é estudar, em média, três horas por dia, distribuídas da seguinte forma: 

- 20 minutos de revisão do conteúdo estudado no dia anterior;

- 75 minutos de estudo teórico com exercícios;

- 10 minutos de pausa;

- Mais 75 minutos de estudo e prática.
 

O educador recomenda aos candidatos distribuir os estudos das áreas do conhecimento durante os dias da semana: 

- Segunda-feira: Linguagens e suas Tecnologias (Língua Portuguesa, Literatura e Inglês);

- Terça-feira: Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Filosofia e Sociologia);

- Quarta-feira: Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Química e Física);

- Quinta-feira: Matemática e suas Tecnologias;

- Sexta-feira: Redação e leitura de atualidades.
 

SAÚDE EMOCIONAL E BEM-ESTAR 

Segundo Peter Rifaat, cuidar da saúde emocional é parte fundamental da preparação. Manter uma rotina organizada, intercalar estudo e descanso, praticar atividade física e garantir boas noites de sono ajudam a reduzir a ansiedade. 

“A Unesp é um vestibular longo e exigente, e o equilíbrio emocional faz diferença tanto na primeira quanto na segunda fase”, afirma. “O estudante que se prepara com constância percebe que o processo de estudo vai além da aprovação: ele desenvolve autonomia, pensamento crítico e maturidade acadêmica, competências que serão valiosas ao longo de toda a vida universitária”, conclui o educador.
 

A UNESP 

Sexta melhor universidade da América Latina e do Caribe, segundo ranking da empresa britânica QS World University Rankings, a Universidade Estadual Paulista (Unesp) é pública e gratuita, e foi criada em 1976. Presente em 24 cidades do estado de São Paulo, com 34 unidades universitárias, desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária em todas as grandes áreas do conhecimento. 


Peter Rifaat - educador e líder escolar com mais de 20 anos de experiência em educação internacional e bilíngue, com estudos em Ciências Comportamentais, liderança e desenvolvimento humano. É formado em Pedagogia e possui certificações internacionais, incluindo DELTA e CELTA (Universidade de Cambridge), além de diversas certificações do International Baccalaureate (IB). Atua na Escola Internacional de Alphaville como Coordenador Pedagógico do Ensino Médio, Coordenador do Programa do Diploma IB, professor de IBDP Theory of Knowledge (TOK) e membro da equipe de Orientação Universitária e de Carreira (Future Pathways), com foco no desenvolvimento acadêmico, socioemocional e vocacional dos estudantes.

ISP – International Schools Partnership
Para mais informações, acesse o site.

 

Campanha alerta passageiros para novas regras para o transporte de power banks nas aeronaves

Passageiros só poderão embarcar com dois carregadores portáteis, que devem atender limite de capacidade

 
O transporte de carregadores portáteis, os chamados power banks, a bordo das aeronaves tem novas regras. Segundo as orientações divulgadas pelas companhias aéreas, com base nas diretrizes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), cada passageiro poderá embarcar com apenas dois carregadores, que não poderão ser acomodados no compartimento superior da cabine (bin) junto com as bagagens. O power bank só poderá ser transportado dentro da mochila ou do item pessoal acomodado embaixo do assento anterior ou nos bolsões. O despacho dos carregadores junto com a bagagem de porão já era vedado pelas companhias. 

Os carregadores também não poderão ser abastecidos na entrada USB das aeronaves e devem ter capacidade máxima de 100 Wh (cerca de 27.000 mAh). Equipamentos com capacidade entre 100 Wh e 160 Wh dependem de autorização prévia da companhia. Já os carregadores com capacidade acima de 160 Wh são proibidos.

Para divulgar as novas regras, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) lança nesta quarta-feira (08), junto com o Ministério de Portos e Aeroportos (MPOR) e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), uma campanha nas redes sociais e veículos de comunicação. O objetivo é informar os passageiros antes do embarque. O site www.temregra.com.br reúne todas as orientações sobre o transporte de power banks nas aeronaves, incluindo uma calculadora que transforma a capacidade do carregador portátil de mAh (miliampere-hora) para Wh (Watt-hora).

“Carregadores portáteis ou power banks são seguros quando manuseados e transportados corretamente. Porém, alguns episódios recentes exigiram o estabelecimento de diretrizes e procedimentos para evitar eventos deste tipo durante a operação. A prioridade das empresas é a segurança dos passageiros e da tripulação. Ao unificarmos os procedimentos para o transporte de carregadores portáteis, avançamos para evitar situações que comprometam a segurança dos voos e nos aproximamos ainda mais às melhores práticas internacionais”, afirmou Raul de Souza, diretor de Segurança e Operações da Abear.

 

Prevenção a fraude evitou prejuízos de R$ 2,4 bilhões em 2025 no e-commerce brasileiro, aponta Serasa Experian


• Na parcela do e-commerce brasileiro monitorada pelas tecnologias antifraude da datatech, foram registradas 2,3 milhões de tentativas de fraude em 2025;


• O ticket médio das transações fraudulentas chegou a R$ 1.057,87;


• Perfis masculinos foram os mais reproduzidos pelos golpistas, com o ticket médio e a taxa de risco significativamente maiores do que o registrado em perfis femininos;

• “Eletroeletrônicos” se destacaram entre as categorias, com 126,3 mil ocorrências e taxa de risco de 3,2%.

 

As fraudes no e-commerce brasileiro seguiram pressionando as operações em 2025, com 2,3 milhões de tentativas registradas. Os dados são da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, e correspondem aos pedidos do varejo digital que passaram pelas soluções antifraude da companhia. Nesse universo monitorado, o ticket médio das transações fraudulentas chegou a R$ 1.057,87, quase o dobro do valor registrado nas compras legítimas, de R$ 538,79, e foram evitados cerca de R$ 2,4 bilhões em prejuízos para empresas e consumidores.

 

“O cenário de fraude no e-commerce impõe um impacto direto sobre receita, eficiência operacional e experiência do consumidor. Quando as tentativas criminosas combinam alta escala, superando 2 milhões de diligências no ano passado, e ticket médio elevado, a prevenção à fraude deixa de ser apenas uma camada de proteção e passa a ser parte estratégica da sustentabilidade do negócio”, comenta o Diretor de Autenticação e Prevenção a Fraude, Rodrigo Sanchez.

 

Perfis masculinos concentram maior risco no recorte por gênero

No recorte por gênero, o levantamento também indica quais perfis os golpistas tentam reproduzir nas transações, não sendo, necessariamente, quem comete as fraudes. Entre os pedidos com gênero identificado, os perfis masculinos concentraram o maior risco de fraude no período, com taxa duas vezes superior à observada entre os femininos. A diferença também apareceu no valor das transações suspeitas: o ticket médio das tentativas de fraude que buscavam reproduzir perfis masculinos chegou a R$ 1.177,69, ante R$ 1.095 quando os golpistas se passavam por perfis femininos. Confira o detalhamento na tabela abaixo:



Para Sanchez, “em vez de uma proteção única para toda a base, a tendência é que as empresas ganhem eficiência ao combinar tecnologias e regras de autenticação capazes de considerar o contexto de cada jornada, bloqueando investidas suspeitas sem gerar fricção desnecessária para consumidores legítimos”, explica o executivo da datatech.

 

Eletroeletrônicos puxam ranking de tentativas de fraude no varejo digital


Entre as categorias monitoradas, “Eletroeletrônicos” lideraram em volume de tentativas de fraude, com 126,3 mil ocorrências barradas. Na sequência aparecem “Moda e Vestuário”, com 103,2 mil registros, e “Beleza, Saúde e Cuidados Pessoais”, com 95,6 mil. “Delivery” e “Brinquedos” completam o top 5, com 46,8 mil e 40,5 mil ocorrências, respectivamente.

 

Ao observar a taxa de risco proporcional de cada segmento, “Eletroeletrônicos” também se sobressaem, com 3,2%. Na prática, isso significa que, a cada 100 pedidos analisados nessa categoria, pouco mais de 3 foram classificados como tentativa de fraude. O índice é bem superior ao das demais frentes com maior incidência, como “Beleza, Saúde e Cuidados Pessoais” (1,3%) e “Moda e Vestuário” (1,2%).

 

O ticket médio das investidas barradas acompanha esse cenário. Em “Eletroeletrônicos”, o valor chegou a R$ 2.350,94, mais que o dobro da média geral das transações fraudulentas no e-commerce monitorado, de R$ 1.057,87, além de ficar 22,8% acima do ticket médio das compras legítimas da categoria. Entre os segmentos mais visados, “Moda e Vestuário” registrou ticket médio de R$ 641,34, enquanto “Brinquedos” marcou R$ 570,91.

 

Em categorias de maior valor agregado, a diferença entre o ticket das tentativas de fraude e o das compras legítimas fica ainda mais evidente. Além de “Eletroeletrônicos”, o mesmo comportamento foi observado em “Eletrodomésticos”, com ticket médio de fraude de R$ 2.217,07, ante R$ 1.551,85 nas compras regulares, e em “Automotivo”, com média de R$ 1.182,22, frente a R$ 649,61 entre os pedidos legítimos. Embora estejam fora do top 5 em volume, ambas também chamam atenção pelos valores elevados e pelo número de registros: foram 36,8 mil tentativas em “Eletrodomésticos” e 35,6 mil em “Automotivo”.

 


“Os dados mostram que a fraude no e-commerce acompanha a própria evolução do consumo digital, avançando sobre diferentes categorias de produto. Nesse cenário, o papel da tecnologia é ajudar as empresas a identificar padrões de risco com mais precisão, reduzir perdas e sustentar jornadas de compra mais seguras e fluidas para o consumidor”, conclui Sanchez.

 

Metodologia

O levantamento considera os pedidos analisados pelos modelos de risco de fraude da Serasa Experian entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2025, nos canais de e-commerce, marketplace, venda direta e app delivery, consolidados em uma única base. No estudo, “tentativas de fraude” são os pedidos classificados como suspeita de fraude, fraude confirmada ou com retorno de chargeback (CBK). 

 

Experian
experianplc.com


Como jogar o jogo no metacassino que afeta varejo, consumo e serviços


Os defensores alegam que é parte da economia da experiência potencializada pelo digital e agora também pela Inteligência Artificial.


Os críticos destacam os impactos na economia, na sociedade e até mesmo na saúde mental. E até Lula se manifestou, apontando que problema do endividamento recorde de 82 milhões de brasileiros tem causa nas apostas em bets.


O inegável é que renda e recursos financeiros estão migrando do varejo, do consumo e dos serviços, os maiores geradores privados de emprego no Brasil, para apostas de toda forma.


Não é fenômeno restrito ao Brasil. Ele atinge de forma mais direta a economia ocidental, em especial Europa e Estados Unidos – com o Brasil em destaque.


A tal ponto que, por aqui, o Conselho Monetário Nacional (CMN) acaba de proibir as apostas preditivas para tudo além do que não se restringe ao mercado financeiro, já que esse modelo vinha aproveitando brechas na legislação para atuar de forma ilegal no mercado “protegido” das bets.


O tema envolvendo essas práticas tem criado problemas em vários países. Nos Estados Unidos, já se fala de uma epidemia fora de controle reunindo as bets, as apostas esportivas e as preditivas.


No Brasil, as apostas em bets atingem perto de R$ 300 bilhões por ano considerando as legais e as que não são controladas ou autorizadas – e que já responderiam por perto de 50% do todo.


Para efeito de referência e comparação, esse valor é equivalente ao todo do faturamento do setor de foodservice, que inclui bares, restaurantes, padarias, delivery e fast food do país. Ou perto de todo o faturamento do setor de telecomunicações, envolvendo empresas como Vivo, Claro, Tim e outras. Ou cerca de 50% do setor de supermercados, hipermercados e atacarejo do País.


É muito recurso desviado do consumo de bens e serviços para o mercado do “entretenimento” e que atrai cada vez mais empresas e estímulos promocionais para o metacassino que se criou e que cresce pelo aumento de empresas e negócios envolvidos, incluindo tradicionais veículos de comunicação, atraídos pela explosiva expansão.


Tudo parece conspirar para um processo alienante e viciante de entretenimento digital que tira o foco dos problemas reais cada vez mais complexos nos campos político, econômico e social.



Avanço recente e avassalador


Vale lembrar que esse movimento das bets começou por aqui em 2018 com a legalização das apostas esportivas, explodiu no período de 2019 a 2022 e foi regulamentado de forma definitiva em 2024.


A empresa legalizada e autorizada paga R$ 30 milhões pela outorga da licença e 12% sobre a receita bruta das bets, o que gera um potencial de arrecadação total estimado entre R$ 6 e R$ 12 bilhões por ano. E toda arrecadação é importante para equilibrar o aumento dos gastos públicos exponenciado pelo período eleitoral.

Esses números desconsideram tudo que as empresas informais capturam à margem da legalidade, sobre o que fica difícil gerar estimativas.


Parte relevante desse recurso migra para o mercado externo, para as controladoras ou operadoras das empresas no Brasil.


As apostas preditivas, o mais recente negócio desse ecossistema de atividades, têm a simplicidade e a amplitude de alternativas a seu favor, aumentando o potencial de massificação de acesso, pois os apostadores podem comprar probabilidades de eventos envolvendo eleições, inflação, clima, preços, comportamento de consumo ou lançamento de produtos, numa infinidade de oportunidades.


A razão fundamental da interferência do CMN proibindo as apostas preditivas foi a redução do potencial de arrecadação pela brecha identificada de ser parte do mercado financeiro e, portanto, não precisando pagar pela outorga e os impostos envolvidos.


Uma questão adicional é o uso de IA também como apostadora, jogando um jogo muito mais complexo que ao final tem por objetivo fundamental envolver, entreter, aumentar o volume de apostas e os ganhos das empresas envolvidas no metacassino e do governo com a arrecadação de impostos.


E desviando recursos, renda e emprego do consumo de produtos, serviços e marcas no varejo e no mercado.



Para integrar consumo, varejo e entretenimento


Muitos mecanismos promocionais adotados pelo varejo e marcas de alguma forma representam atuação nesse universo das apostas, ainda de forma tímida.


Sorteios, concursos, ofertas, promoções dinâmicas e outros mecanismos usados pelo varejo representam, de certa forma, uma “gamificação” do consumo, que parece ter apelo crescente na experiência do consumidor.


Existem diferentes modelos e alternativas, envolvendo cashback probabilístico, cupons progressivos, programas de fidelidade gamificados, ofertas limitadas ou mesmo engajamento de consumidores como promotores de vendas, que podem ser consideradas alternativas para maior envolvimento nessa febre, aparentemente não passageira, do entretenimento, apostas e experiência.


Exemplos da China, da Europa e dos Estados Unidos sinalizam oportunidades que, se não se podem eliminar o problema, ao menos indicam formas de aprender a jogar com ele.



Para fechar


A arrecadação de impostos com o varejo e o consumo formais, aliada à geração de emprego e renda, tem impacto social e econômico muito mais relevante e mais importante do que o gerado pelos impostos das bets formais.


Isso sem esquecer a ampliação do risco social e de saúde mental associados ao vício e ao endividamento.


As bets e suas variantes criaram um dos maiores grupos de pressão no Congresso, reunindo e complementando os “4 Bs” que influenciam decisões por lá: as bancadas ligadas à Bíblia, Bala, Boi – e, agora, Bets.


Mas, de outro lado, é importante considerar que existe uma mensagem clara: o apelo do entretenimento está cada vez mais associado aos hábitos dos omniconsumidores, e cabe ao varejo, ao consumo, às marcas e aos serviços buscar alternativas para jogar também esse jogo de forma criativa, inovadora e envolvente para manter ou expandir seus negócios.


É assim que é.

 

 

Marcos Gouvêa de Souza - fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem 


Direitos das mães: como identificar violações e agir em caso de descumprimento

Advogada criminalista alerta que ausência de suporte na gestação, pressões no trabalho e controle financeiro podem ultrapassar o campo cível e gerar responsabilização

 

As mulheres brasileiras dedicam, em média, 21,3 horas semanais aos cuidados com a casa e a família, quase o dobro do tempo gasto pelos homens, que somam 11,7 horas, segundo a PNAD Contínua do IBGE. O cenário impacta diretamente milhões de mães, especialmente em um país onde quase metade dos lares, o equivalente a 36,6 milhões, é chefiada por mulheres. Nesse contexto de sobrecarga e desigualdade, o descumprimento de leis que garantem os direitos das mães ainda é uma realidade.

Para a advogada criminalista Élida Franklin, o tema precisa ser tratado com mais atenção também sob a perspectiva jurídica. “Existe um distanciamento entre o que a legislação assegura e o que, de fato, é aplicado no dia a dia. Situações que parecem comuns muitas vezes já configuram violações de direitos e exigem resposta legal”, afirma.

Segundo a advogada, a falta de informação contribui para a naturalização desses cenários. “Quando não há clareza sobre os próprios direitos, práticas abusivas acabam sendo toleradas. E isso mantém muitas mulheres em contextos de vulnerabilidade”, explica.


Situações que exigem atenção

De acordo com a criminalista, alguns comportamentos recorrentes podem indicar descumprimento da lei:

Ausência de suporte na gestação: O não pagamento dos "alimentos gravídicos" (ajuda para exames, alimentação e medicamentos na gravidez) pode configurar abandono material.

Barreiras no ambiente de trabalho: A estabilidade vai da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Coações para que a mulher peça demissão são práticas ilícitas que retiram a segurança da família.

Controle e violência patrimonial: Impedir o acesso da mãe a recursos financeiros ou documentos para cuidar dos filhos é crime previsto na Lei Maria da Penha.

Uso dos filhos como coerção: Ameaças que utilizam a guarda ou o bem-estar da criança para controlar a mãe devem ser tratadas com rigor pela lei.


Como agir diante da violação

A orientação, segundo a Élida Franklin, é buscar informação e apoio o quanto antes. “A atuação jurídica no momento certo pode evitar o agravamento dessas situações. Muitas vezes, o que começa como um descumprimento evolui para formas mais complexas de violência”, destaca.

A recomendação é reunir provas, como mensagens, registros de conversas e comprovantes de despesas, além de procurar orientação jurídica e canais oficiais de atendimento.

Para a advogada, ampliar o debate é essencial. “O Brasil possui uma das legislações mais avançadas do mundo no que tange à proteção da maternidade, mas a prática revela um cenário preocupante de descumprimento. O desafio está em garantir que esses direitos sejam efetivamente cumpridos”, conclui.


Do estádio ao paraíso: a paz e beleza das Bahamas para quem vai curtir a Copa do Mundo

Crédito: Bahamas Ministry of Tourism
 Investments and Aviation (BMOTIA)
A poucos minutos de voo da Flórida, as Out Islands convidam o viajante a trocar a energia do Mundial por praias quase desertas, mar em infinitos tons de azul e a essência do "Barefoot Luxury" 

 

A Copa do Mundo 2026 não será apenas um evento esportivo – será uma verdadeira maratona de emoções, multidões e uma energia vibrante que vai tomar conta de cidades como Miami. Mas o que acontece quando o apito final soa e o corpo pede uma mudança de ritmo? A menos de uma hora da intensidade dos estádios da Flórida, existe um refúgio onde o tempo não se mede em acréscimos, mas no vaivém das marés.

Enquanto o mundo vibra com o Mundial e milhares prendem a respiração diante de um pênalti, nas Out Islands o ritmo é outro: respirar o ar puro, desacelerar e escolher, sem pressa, qual tom de azul mais combina com o seu momento.


O luxo da exclusividade

Em um mundo que vive em ritmo acelerado, o verdadeiro privilégio é ter espaço. Por isso a dica é aproveitar o luxo de encontrar uma praia de areia branca – e, em alguns trechos, até rosada – praticamente só para você.

Exumas – Aqui, o “Bahamian Blue” atinge sua expressão máxima. Trata-se de um arquipélago onde o luxo está em navegar por bancos de areia que desaparecem com a maré e mergulhar em águas tão transparentes que os barcos parecem flutuar no ar. É o destino ideal para quem busca praias preservadas e uma experiência de luxo autêntica, longe das câmeras e do burburinho das torcidas.

Eleuthera – Famosa por seu contorno fino e elegante, esta ilha abriga algumas das praias de areia rosada mais impressionantes do mundo. Caminhar sobre esses grãos delicados, tingidos por microrganismos coralinos, cria um contraste quase poético com o mar turquesa. É aqui que o conceito de “Barefoot Luxury” ganha vida: deixar os sapatos na porta da villa e se reconectar diretamente com a natureza.


A escapada ideal

As Out Islands são o “tempo técnico” perfeito para transformar uma viagem esportiva em férias memoráveis. A proximidade é a grande aliada para ampliar a experiência e unir futebol e descanso em um só roteiro:

Bimini – A apenas 80 quilômetros da costa, é a porta de entrada perfeita a partir de Miami para quem deseja nadar com golfinhos. O destino está a menos de uma hora de voo da cidade.

Grand Bahama – Acessível de ferry, combina parques nacionais como Lucayan National Park, Peterson Cay National Park e Rand Nature Centre com sistemas de cavernas subaquáticas que convidam a explorar sem pressa. Gold Rock Beach é amplamente considerada a melhor praia de Grand Bahama e já recebeu diversos reconhecimentos, incluindo o 10Best Readers’ Choice Awards como “Melhor praia do Caribe”, além de figurar entre as mais bonitas da região.

Abacos – Um voo curto leva o viajante até a capital mundial da navegação, ponto de partida ideal para alugar um catamarã, explorar as ilhotas no seu próprio ritmo e viver a experiência do “island hopping” entre praias cristalinas, marinas charmosas e cenários perfeitos para snorkel.


Seu próximo grande destino

O verdadeiro “slow travel” passa por uma relação mais consciente com o destino. Nas Out Islands, as águas se revelam como uma verdadeira fronteira oceânica a ser explorada. Em Andros, lar da terceira maior barreira de corais do mundo, mergulhar se transforma em um exercício de contemplação. Não se trata apenas de observar peixes, mas de testemunhar um ecossistema preservado há séculos.

Para quem prefere tranquilidade em terra firme, o desfile dos flamingos-rosados ou a busca pelo raro papagaio-das-Bahamas reforçam o encanto da vida selvagem em liberdade. As ilhas não competem com a modernidade – elas a superam ao oferecer aquilo que o luxo contemporâneo mais valoriza e que o dinheiro raramente compra: silêncio, espaço e autenticidade.

Por isso, se a Copa do Mundo o levar à Flórida, as Out Islands aparecem como um desvio imperdível – e profundamente recompensador. A poucos minutos da intensidade dos estádios, o arquipélago oferece outra escala de tempo, em que o roteiro é ditado pelas marés, pelo vento e pelos infinitos tons de azul. De Bimini e Grand Bahama, acessíveis para uma extensão prática da viagem, aos cenários quase intocados de Exumas, cada ilha amplia a experiência para além do evento esportivo e convida a um Caribe mais sereno, autêntico e contemplativo.

No fim, o contraste é justamente o que torna a jornada mais memorável: depois da euforia de uma partida de futebol, o silêncio; depois da multidão, a contemplação; depois do jogo, um leque de oportunidades para descobrir e aproveitar ao máximo.

Visite a página em português do site oficial das Bahamas para mais informações.


SOBRE AS BAHAMAS 

Com mais de 700 ilhas e ilhotas, e 16 ilhas-destinos, as Bahamas oferecem um refúgio fácil para transportar os viajantes para longe de suas vidas diárias. As ilhas possuem pesca, mergulho, passeios de barco e milhares de quilômetros das águas e praias mais espetaculares do mundo para famílias, casais e aventureiros. Explore tudo o que o destino têm para oferecer em www.bahamas.com ou no Facebook, YouTube e Instagram.  

 

TM AMERICAS


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