Pesquisar no Blog

terça-feira, 5 de maio de 2026

Rapa Nui: o mistério vivo do Pacífico que conquista viajantes do mundo todo

Rapa Nui / Unsplash

História, cultura viva e paisagens únicas fazem da ilha um dos destinos mais fascinantes do Chile e do planeta.


Localizada no meio do oceano Pacífico, a mais de 3.500 quilômetros da costa continental do Chile, Rapa Nui se consolidou como um dos destinos turísticos mais enigmáticos e desejados do mundo. Conhecida por seus imponentes moai, sua rica cultura polinésia e sua energia mística, a ilha oferece uma experiência única para quem busca conexão com a história, a natureza e o espiritual.
 

Rapa Nui ou Ilha de Páscoa?

O nome “Ilha de Páscoa” foi dado pelo explorador neerlandês Jacob Roggeveen, que chegou à ilha em 1722, durante o domingo de Páscoa. No entanto, o nome nativo é o que melhor representa seus habitantes.
 

O nome original, Rapa Nui, vem do idioma dos habitantes ancestrais e significa “Ilha Grande”. Esse termo respeita a identidade cultural do povo local e, por isso, seu uso tem sido cada vez mais incentivado tanto por autoridades quanto por comunidades originárias.

  


Rano Kau, Hanga Roa, Rapa Nui / Unsplash


Turismo em Rapa Nui: cultura, natureza e misticismo

  • Rapa Nui vai muito além dos famosos moai. Entre seus principais atrativos, destacam-se:
  • O Parque Nacional Rapa Nui, declarado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO
  • A praia de Anakena
  • Vulcões, trilhas e paisagens que combinam mar e terra de forma impressionante
  • O turismo na ilha é pautado pela sustentabilidade e pelo respeito à cultura local, com regras específicas para preservar seu patrimônio.
  • Sítios arqueológicos como Ahu Tongariki, Rano Raraku e Orongo


Como chegar a Rapa Nui?

O acesso à ilha é feito exclusivamente por via aérea. Há voos regulares saindo de Santiago operados pela LATAM Airlines, com duração aproximada de 5 horas e 30 minutos.
 

Quantos dias ficar?

Para aproveitar a experiência completa, recomenda-se uma estadia de 5 a 7 dias. Esse período permite conhecer os principais sítios arqueológicos, vivenciar a cultura local e explorar a ilha com tranquilidade.
 

Melhor época para viajar

Rapa Nui pode ser visitada durante todo o ano, graças ao seu clima subtropical. No entanto:

  • Janeiro e fevereiro: alta temporada, com o festival cultural Tapati Rapa Nui
  • Março a maio e outubro a dezembro: clima agradável e menos turistas
  • Junho a agosto: temperaturas mais amenas e menor fluxo turístico

 

Os moai / Rapa Nui / Unsplash

Dicas práticas para viajantes

  • É obrigatório pagar a entrada do Parque Rapa Nui para acessar a maioria das atrações (disponível online em www.rapanuinationalpark.com)
  • Recomenda-se reservar hospedagens registradas no Sernatur e passeios com antecedência, especialmente na alta temporada
  • É necessário preencher o Formulário Único de Ingresso (FUI) antes de chegar ao aeroporto, selecionando a condição de turista e o local de hospedagem: ingresorapanui.interior.gob.cl
  • Respeitar as normas locais é fundamental: não tocar nos moai nem acessar áreas restritas. É obrigatório contratar um guia ou operador local para visitar os sítios arqueológicos — sem acompanhamento, a entrada não é permitida
  • Existem dois bancos na ilha onde é possível sacar dinheiro, mas é recomendável levar um pouco em espécie, especialmente na chegada. A maioria dos estabelecimentos aceita cartão de crédito ou débito.


Um destino que transcende o tempo

Rapa Nui não é apenas um destino turístico, mas uma experiência transformadora. Sua combinação de história milenar, paisagens únicas e forte identidade cultural a torna um lugar que marca profundamente cada visitante. 

Em um mundo cada vez mais acelerado, essa ilha remota convida a desacelerar, observar e se reconectar com o essencial.

É especialmente recomendada para quem gosta de caminhadas, já que muitas das trilhas permitem explorar a ilha de forma mais imersiva.


Brasil: o país obcecado pelas migalhas do presente


O Brasil é a última coca gelada do deserto, mas parece não saber disso. Ou melhor, insiste em não acreditar nisso.

Essa descrença no futuro é fruto da cultura do imediatismo, um comportamento que tem raízes em nossas origens. Nunca sofremos com intermináveis e rigorosos invernos, terremotos ou grandes guerras. Para garantir a sobrevivência, bastava plantar 365 pés de mandioca. E talvez essa seja a nossa "maldição"!

Nos países do Hemisfério Norte, onde há neve e guerras, as pessoas precisam desenvolver estratégias de sobrevivência; pensando e decidindo racionalmente, desenvolvem naturalmente uma cultura de planejamento no longo prazo. Não por acaso, são sociedades mais ricas do que nós.

O pensamento a longo prazo oferece mais soluções e oportunidades do que o imediatismo. Em clima de urgência, não temos controle do processo decisório e fazemos más escolhas.

A cultura do imediatismo molda nossas crenças negativamente, e passamos a desacreditar em dias melhores. Simplesmente nos contentamos em trocar o banquete de um futuro brilhante por migalhas no presente.

Hoje, no Brasil, a educação é, de longe, a maior vítima do imediatismo, pois exige 10 ou 15 anos de sacrifícios contínuos antes que tenhamos a chance de desfrutar dos primeiros benefícios por ela proporcionados.

Sem educação de qualidade, não há ganhos de produtividade; sem eles, não há crescimento econômico ou aceleração sustentável de prosperidade.

O imediatismo nos leva a sermos exportadores de commodities, ao invés de pensarmos neste processo estrategicamente.

Somos os maiores exportadores mundiais de mais de uma dezena de commodities, tais como: grãos, açúcar, café, carnes, fumo e celulose. Se agregássemos valor a estas mercadorias e aos recursos turísticos naturais inigualáveis que temos, essa mudança dobraria nosso PIB em 20 anos.

Para tal, teríamos que acrescentar 2 a 3 milhões de técnicos à nossa força de trabalho. Isso requer aumento do desempenho educacional.

Somos um dos últimos grandes países que ainda não passou pelo ciclo de crescimento educacional. Os países que passaram pelo ciclo ganharam aproximadamente 25 anos de crescimento de 5% ao ano, apenas devido aos ganhos de produtividade.

Estudos americanos indicam que 80% dos nossos estudantes não atingem o nível básico do PISA em leitura e matemática. Se atingíssemos esse patamar, acrescentaríamos US$ 27 trilhões à nossa economia até o fim deste século.

Precisamos começar a alinhar os interesses imediatistas dos nossos estudantes com os interesses de longo prazo do nosso potencial econômico. Nem que seja pagando para que tirem melhores notas! 

 

Thaís Vieira de Souza - autora de “A maldição da mandioca”, uma ficção econômica que reflete sobre o futuro do país e analisa as dificuldades culturais que impedem o desenvolvimento do Brasil.


Brasileiros encontram novas oportunidades no exterior diante da escassez global de mão de obra qualificada

Mesmo com políticas migratórias mais rigorosas, demanda por profissionais especializados segue aquecida, especialmente nos Estados Unidos 

 

Em um cenário global marcado por transformações tecnológicas aceleradas e mudanças demográficas, a escassez de mão de obra qualificada tem se tornado um desafio crescente para diversas economias. Nos Estados Unidos, mesmo diante de políticas migratórias mais rígidas nos últimos anos, a busca por profissionais altamente capacitados segue em alta, abrindo espaço estratégico para brasileiros que desejam construir carreira internacional. 

Dados recentes do U.S. Bureau of Labor Statistics indicam que setores como tecnologia, saúde e engenharia devem continuar entre os mais demandados na próxima década. A expectativa é de crescimento consistente em áreas como desenvolvimento de software, cibersegurança, enfermagem e engenharia de infraestrutura, impulsionado tanto pela inovação quanto pelo envelhecimento populacional. 

Nesse contexto, vistos de trabalho e imigração por habilidade têm ganhado protagonismo. Entre os principais caminhos para profissionais brasileiros estão o EB-2 NIW (National Interest Waiver), o H-1B e o O-1 — cada um com características específicas, mas todos voltados à atração de talentos estrangeiros qualificados. 

“O que vemos hoje é um paradoxo interessante: ao mesmo tempo em que há maior rigor nos processos migratórios, existe uma necessidade real e urgente por profissionais qualificados em setores estratégicos. Isso cria uma janela de oportunidade para brasileiros que sabem se posicionar corretamente”, afirma Luciane Tavares, diretora e advogada especialista em imigração da American Immigration Associates. 

O visto EB-2 NIW, por exemplo, tem se destacado por permitir que profissionais com alta qualificação solicitem residência permanente sem a necessidade de uma oferta formal de emprego, desde que comprovem que sua atuação traz benefícios relevantes aos Estados Unidos. Já o H-1B, bastante conhecido, continua sendo uma porta de entrada para profissionais contratados por empresas americanas, especialmente na área de tecnologia — embora envolva um processo competitivo com limite anual de vagas. 

Por sua vez, o visto O-1 é voltado para indivíduos com habilidades extraordinárias, sendo uma alternativa viável para profissionais que possuem reconhecimento significativo em suas áreas, como pesquisadores, executivos, artistas e especialistas em tecnologia. 

Segundo Luciane, mais do que escolher o visto adequado, é fundamental entender como construir um perfil competitivo. “Não basta ter uma boa formação. É essencial demonstrar impacto, relevância e consistência na trajetória profissional. Publicações, prêmios, experiência internacional e atuação em projetos de destaque são fatores que fazem diferença no processo”, explica. 

Outro ponto relevante é o aumento da presença brasileira em áreas estratégicas no exterior. Profissionais de tecnologia têm se destacado em posições remotas e presenciais, enquanto médicos, enfermeiros e engenheiros encontram oportunidades em regiões com déficit de mão de obra local. 

Além disso, o avanço do trabalho remoto e a internacionalização das carreiras têm ampliado o acesso a oportunidades fora do país, permitindo que muitos brasileiros iniciem sua inserção no mercado global ainda residindo no Brasil. “A internacionalização deixou de ser um movimento isolado e passou a fazer parte do planejamento de carreira de muitos profissionais. Quem se antecipa, se organiza e busca orientação especializada sai na frente nesse processo”, destaca Luciane. 

Para especialistas, o momento é estratégico. Com a combinação de alta demanda por talentos e abertura seletiva para profissionais qualificados, brasileiros têm a chance de transformar suas carreiras e acessar mercados mais competitivos — desde que estejam preparados para atender às exigências técnicas e documentais dos processos migratórios. 

A tendência é que essa busca por talentos internacionais se mantenha nos próximos anos, reforçando a importância de planejamento, qualificação contínua e posicionamento estratégico para quem deseja aproveitar essa janela de oportunidades.

 

ANVISA aprovou nesta segunda-feira nova dose de Wegovy 7,2 mg para tratamento da obesidade

 Decisão amplia opções terapêuticas no país após estudos apontarem perda média de 21% do peso corporal com a nova dosagem

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou nesta segunda-feira (04) a nova dose de 7,2 mg da semaglutida injetável, comercializada como Wegovy® da fabricante Novo Nordisk, para o tratamento da obesidade no Brasil. A decisão acompanha dados recentes de estudos clínicos que mostram maior eficácia da dose ampliada, com impacto direto na prática médica e no manejo de uma das doenças crônicas que mais crescem no país.

Segundo dados do estudo STEP UP, a nova dosagem demonstrou uma perda média de peso de aproximadamente 21%, com um dado que chama atenção: cerca de 1 em cada 3 pacientes conseguiu reduzir 25% ou mais do peso corporal.

Para Dra. Tassiane Alvarenga Endocrinologista e Metabologista, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a aprovação representa uma mudança concreta na condução clínica.

“A gente está falando de uma dose três vezes maior do que a inicial, com um salto importante na resposta clínica. Saímos de uma média de 17% de perda de peso com a dose de 2,4 mg para cerca de 21%, o que, na prática, muda o desfecho de muitos pacientes”, explica.

Além da eficácia, um dos principais pontos de atenção entre especialistas era a tolerabilidade da nova dose. O receio de que o aumento pudesse intensificar os efeitos adversos não se confirmou nos estudos clínicos.

“Existe sempre a dúvida: se a dose aumenta, os efeitos colaterais também aumentam na mesma proporção? E o que os dados mostram é que não. Os eventos adversos moderados a intensos foram semelhantes entre os grupos. Ou seja, é uma medicação que se mantém tolerável mesmo com maior potência”, destaca a médica.

Outro dado relevante é a qualidade da perda de peso. Estudos indicam que cerca de 84% da redução está relacionada à perda de tecido adiposo, preservando massa magra, o que tem impacto direto na saúde metabólica e funcional dos pacientes.


Disputa entre canetas: quem ganha?

A aprovação também reacende a comparação com outras terapias injetáveis para obesidade já consolidadas no mercado, como a Tirzepatida.

Para a especialista, no entanto, o foco deve sair da competição entre medicamentos e se concentrar no paciente.

“Existe uma comparação natural entre as medicações, mas, no fim, quem ganha é o paciente. Ter mais opções significa conseguir individualizar melhor o tratamento de uma doença que é crônica, recidivante e extremamente complexa”, afirma.

Segundo Tassiane, a chegada da nova dose amplia o repertório terapêutico disponível no consultório e permite decisões mais personalizadas, especialmente em casos de maior dificuldade de resposta.


Obesidade exige abordagem contínua

A obesidade é reconhecida como uma doença crônica e multifatorial, que vai além de hábitos de vida e envolve fatores hormonais, genéticos e ambientais.

“A gente precisa tratar obesidade com a seriedade que ela exige. É uma doença que demanda acompanhamento e, muitas vezes, tratamento medicamentoso contínuo para alcançar e manter resultados”, reforça a endocrinologista.

Com a aprovação da nova dose pela ANVISA, o tratamento da obesidade no Brasil ganha uma nova alternativa terapêutica, com potencial de ampliar resultados clínicos e personalizar ainda mais o cuidado aos pacientes.


Dra. Tassiane Alvarenga – ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA. Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU; Residência Médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP; Residência Médica em Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM USP); Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- SBEM; Membro da Endocrine Society, SBEM e ABESO; Faz parte do Corpo Clínico da Santa Casa de Misericórdia de Passos. Sobrepeso e Obesidade.


Eleições em 60 países devem impactar custo de viagens em 2026

 Especialista mostra como o calendário eleitoral global, que envolve mais de 1,5 bilhão de eleitores, deve influenciar câmbio, rotas aéreas e políticas de entrada, exigindo atenção redobrada de empresas e viajantes

 

O ano de 2026 deve ser um dos mais desafiadores da última década para o planejamento de viagens internacionais. Com eleições previstas em cerca de 60 países e mais de 1,5 bilhão de eleitores envolvidos, o cenário geopolítico global passa a exercer influência direta sobre custos, logística e regras de entrada em diversos destinos. 

Levantamento da Biosfera Copastur, empresa com mais de 50 anos em gestão de viagens e eventos corporativos em mais de 20 países na América Latina e Caribe, aponta que o calendário eleitoral deste ano pode impactar desde variações cambiais até alterações em políticas migratórias e rotas aéreas , afetando tanto viagens de lazer quanto corporativas. 

No Brasil, onde cerca de 150 milhões de eleitores vão às urnas em outubro, a expectativa é de maior volatilidade do câmbio no segundo semestre, o que tende a pressionar o custo de viagens internacionais. “Historicamente, períodos eleitorais trazem oscilações cambiais mais intensas. Para quem planeja viajar, isso pode significar aumento nos preços de passagens, hospedagem e serviços no exterior”, afirma Alessandro Silveira, CTCXO da Biosfera Copastur. 

Nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato, previstas para novembro, também estão no radar. Entre os pontos de atenção está a possível revisão de regras de entrada no país, incluindo propostas que podem exigir até cinco anos de histórico em redes sociais para emissão do ESTA (Electronic System for Travel Authorization), o que pode impactar diretamente viajantes brasileiros. 

Já no Oriente Médio, o cenário eleitoral em Israel ocorre em meio ao conflito em Gaza e pode influenciar a dinâmica regional e os corredores aéreos. Atualmente, desvios de rotas entre Europa e Ásia já têm elevado o custo de passagens, tendência que pode se intensificar dependendo dos desdobramentos políticos. 

Na Europa, eleições em países como Alemanha, Suécia e Hungria também devem influenciar o ambiente regulatório, especialmente em temas como imigração e políticas de entrada no espaço Schengen. 

Para o mercado corporativo, o impacto é ainda mais estratégico. “Hoje, acompanhar o calendário geopolítico deixou de ser algo periférico e passou a ser uma competência essencial na gestão de viagens. Eleições influenciam diretamente câmbio, segurança, infraestrutura e até a viabilidade de eventos internacionais”, explica Alessandro. 

Diante desse cenário, a recomendação para as empresas é reforçar o monitoramento contínuo dos destinos, antecipar decisões logísticas e considerar a inclusão de seguros com cobertura para instabilidade política. Para viajantes, o planejamento antecipado e o acompanhamento de variáveis como câmbio e regras de entrada tornam-se ainda mais relevantes em 2026. “Mais do que nunca, viajar exige leitura de cenário. O comportamento político global está cada vez mais conectado à experiência do viajante”, conclui o executivo.

 

6/5, Dia Nacional da Matemática: saiba como a disciplina cai no Enem e dicas de estudos

 

Crédito: Magnific.
Professores explicam como a disciplina é cobrada no exame, apontam os temas mais recorrentes e compartilham dicas práticas de estudos


Nesta quarta-feira, 06 de maio, é comemorado no Brasil o Dia Nacional da Matemática, disciplina considerada difícil por muitos, mas que está presente na rotina de todos nós: no calendário, no marcador das horas do relógio, no preço dos produtos e serviços que consumimos, nas operações financeiras que realizamos diariamente. E no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem): com 45 questões de múltipla escolha, a área de Matemática e suas Tecnologias é uma das que mais impactam a nota final do certame. 

Mas o nosso País está entre os piores do mundo em matemática, na posição 55 (entre 58 países estudados) do ranking internacional de matemática da pesquisa Timms (Estudo Internacional de Tendências em Matemática e Ciências, na sigla em inglês). Outro dado alarmante é do relatório do Todos Pela Educação e do Iede, que mostra que só 5,2% dos alunos que estavam no 3º ano do ensino médio na rede pública em 2023 tinham o nível de aprendizagem de matemática considerado adequado. 

Embora a matemática seja frequentemente vista como um grande desafio pelos estudantes brasileiros, ela é essencial para o desenvolvimento de habilidades que vão muito além da sala de aula. Dominar conceitos matemáticos é um diferencial para a vida pessoal e profissional, especialmente em um mundo cada vez mais orientado por dados e tecnologia. 

A data é um convite para pensar a importância do aprendizado da disciplina: o estudo da matemática prepara o indivíduo para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e orientado por indicadores quantitativos.

Para ajudar os candidatos na preparação para o Enem, professores de matemática destacam, a seguir, o que é essencial saber da disciplina para se sair bem na prova.


Como a matemática é cobrada no Enem?
 

 

Foto: Reprodução Enem.

As questões de matemática no exame são baseadas na aplicação prática dos conteúdos. Os candidatos são desafiados e avaliados muito além das fórmulas e cálculos decorados. As perguntas exigem raciocínio lógico, interpretação de gráficos e domínio de conceitos aplicados ao cotidiano. A prova busca aferir competências como resolução de problemas, leitura de gráficos e tabelas, análise de grandezas e proporcionalidades, entre outras.

Segundo Guilherme Andrade, docente do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas/SP, a interpretação de texto é uma habilidade-chave. “O Enem cobra muito mais que a matemática pura. É essencial interpretar a situação, entender o problema e só depois aplicar o conhecimento matemático. Muitas vezes, a dificuldade não está no cálculo, mas em saber por onde começar a resolver”, explica.


10 conteúdos que mais caem em Matemática no Enem 

Embora o Enem varie os temas a cada edição, alguns conteúdos são recorrentes. O docente do Brazilian International School - BIS, de São Paulo/SP, Renato Shiotuqui elenca, abaixo, 10 matérias que costumam figurar na prova.

 

Foto: Reprodução Enem.

 

  1. Porcentagem: usada para calcular descontos, aumentos de preços, variações em gráficos e juros simples;
  2. Regra de três: essencial para resolver problemas de proporcionalidade presentes em contextos do dia a dia;
  3. Razão e proporção: aplicadas na leitura de mapas, escalas, receitas e comparações entre grandezas;
  4. Funções (afim e quadrática): frequentes em gráficos de crescimento, queda e variações ao longo do tempo;
  5. Geometria plana: envolve cálculo de áreas e perímetros, geralmente aplicado em situações práticas como construções e plantas;
  6. Geometria espacial: aborda volume e área de sólidos, com aplicações em embalagens, reservatórios e objetos tridimensionais;
  7. Estatística: explora média, mediana e moda, além de análise crítica de gráficos e dados numéricos;
  8. Probabilidade: presente em contextos de sorteios, previsões e análise de riscos;
  9. Gráficos e tabelas: exigem interpretação de informações visuais e numéricas em diferentes formatos;
  10. Unidades de medida: cobradas em problemas que envolvem conversão entre tempo, massa, volume e distância.

“Ter domínio desses conteúdos é fundamental porque eles formam a espinha dorsal da prova. Além de aparecerem com frequência, muitos desses temas ajudam a resolver questões de outras áreas. É comum, por exemplo, a Matemática ser usada em questões de Geografia que envolvem interpretação de gráficos ou análise de dados socioeconômicos”, afirma o docente.


Regra de três é o segredo
 

Foto: Reprodução Enem.

Uma ferramenta prática para resolver problemas de proporção é a regra de três, que bem usada pelos candidatos é um dos conhecimentos mais versáteis do Enem. “A regra de três é uma ferramenta coringa na prova do Enem. Muitas vezes o estudante não lembra a fórmula exata para resolver uma questão que trata de proporcionalidade, mas é possível chegar à resposta aplicando a lógica e o algoritmo da regra de três”, explica Alexandre Mattos, professor da Escola Internacional de Alphaville, de Barueri/SP. “A regra de três aparece de forma direta e, também, implícita em problemas de porcentagem, escalas, conversão de unidades e até questões de outras disciplinas, como a química e física”, explica.

A regra de três é uma técnica matemática usada para resolver problemas que envolvem a comparação entre duas proporções. Ela permite descobrir um valor desconhecido com base na relação entre outras grandezas.

Funciona assim: quando duas variáveis crescem ou diminuem na mesma proporção (por exemplo: se uma máquina produz 120 peças em 4 horas, quantas peças ela produzirá em 10 horas, mantendo o mesmo ritmo?), usamos a regra de três direta. Quando uma variável cresce enquanto a outra diminui, usamos a regra de três inversa (por exemplo: se 4 trabalhadores constroem um muro em 6 dias, em quanto tempo o muro ficaria pronto com 8 trabalhadores trabalhando na construção?). 

O processo é simples: organizamos os dados conhecidos em forma de tabela, identificamos o tipo de relação (direta ou inversa), e montamos uma equação multiplicando os valores em cruz (quando direta) ou em linha (quando indireta). Depois, é só resolver a equação para encontrar o valor que falta. “A grande vantagem da regra de três é que ela pode ser usada mesmo quando o estudante não lembra fórmulas específicas, desde que identifique uma relação de proporcionalidade entre os dados do problema”, acrescenta Mattos.


Dicas para se dar bem nas provas
 

O ideal é adotar uma rotina de revisão focada nos conteúdos mais cobrados e em exercícios práticos. Para Cristine Tolizano, docente da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP, a chave está no treino constante. “Resolver questões de provas anteriores é uma das estratégias mais eficazes. Isso ajuda o aluno a entender como o Enem formula os enunciados, além de fixar os conteúdos na prática”, orienta.

 

Foto: Reprodução Enem.

 

A docente da Aubrick elenca outras dicas importantes:

  • Revise fórmulas básicas: priorize as mais usadas, como áreas, volumes, juros simples, entre outras;
  • Faça resumos e mapas mentais: isso facilita a memorização de conceitos;
  • Organize o tempo: simule realizar a prova completa alguns dias antes da aplicação para valer, assim você terá noção de controle do tempo e redução da ansiedade comum neste período;
  • Estude com foco na resolução de problemas: mais do que decorar, é preciso aprender a aplicar.

“O importante é estar seguro com o que já se sabe e treinar a aplicação desses conhecimentos em diferentes contextos”, finaliza a professora.

O Enem - a prova foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho dos estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos, o Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
 



International Schools Partnership – ISP
Para mais informações, acesse o site.

 

Uso de seguro por bancos para liberar capital cresce mais de dez vezes na primeira metade da década, aponta Howden

Volume de operações de transferência significativa de risco alcançou R$ 36 bilhões


 

O uso de seguros em estruturas de gestão de capital por bancos cresceu mais de dez vezes entre 2020 e 2024. É o que aponta o relatório “Opportunity in Flux”, da Howden, corretora global especializada em seguros de alta complexidade, lançado em março deste ano. De acordo com o estudo, que analisa o mercado global de crédito e risco político, o volume de operações de transferência significativa de risco (SRT, na sigla em inglês) estruturadas com suporte de seguro passou de cerca de €500 milhões em 2020 para aproximadamente €6 bilhões em 2024, o equivalente a R$ 36 bilhões.

 

Essas estruturas permitem que instituições financeiras transfiram parte do risco de crédito de seus portfólios para o mercado segurador, reduzindo a exigência de capital regulatório e ampliando a capacidade de concessão de crédito.

 

De acordo com o relatório, o movimento ocorre em um contexto de mudanças nas exigências regulatórias de capital e crescente complexidade na gestão de riscos no sistema financeiro, em um ambiente de maior incerteza econômica e geopolítica. 

 

“O crescimento dessas operações mostra que o seguro passou a ter um papel mais ativo na gestão de capital dos bancos, especialmente em estruturas que exigem otimização de risco e eficiência no uso de recursos”, afirma Andoni Hernández, CEO da Howden Brasil, filial da corretora global. 

  


Howden Brasil



Caminhos para a Saúde leva atendimento gratuito e amplia o cuidado com o cliente nas estações Bruno Covas-Mendes-Vila Natal e Vila das Belezas, entre os dias 5 e 7 de maio

Clientes das linhas 9-Esmeralda e 5-Lilás contam com acesso facilitado a serviços de saúde durante sua rotina de deslocamento  

 

Como parte da estratégia de transformar as estações em pontos de conexão com serviços essenciais e ampliar o cuidado com o cliente ao longo de toda a jornada, a ViaMobilidade, concessionária da plataforma de Trilhos da Motiva, promove mais uma edição do programa Caminhos para a Saúde, iniciativa do Instituto Motiva, nos dias 5, 6 e 7 de maio. As ações acontecem nas estações Bruno Covas-Mendes-Vila Natal, da Linha 9-Esmeralda e Vila das Belezas, da Linha 5-Lilás. 

A iniciativa leva serviços de saúde para dentro da rotina de deslocamento, permitindo que os clientes cuidem do bem-estar de forma prática, sem a necessidade de deslocamentos adicionais, otimizando tempo e ampliando o acesso a atendimentos essenciais. 

Nos dias 5 e 6 de maio, das 7h às 13h, os clientes que passarem pela estação Bruno Covas-Mendes-Vila Natal terão acesso a atendimento primário gratuito, com aferição de pressão arterial, teste de glicemia e orientações sobre hábitos saudáveis. A ação contará com equipe de enfermagem preparada para oferecer acolhimento qualificado, orientação e escuta ativa, contribuindo para a prevenção e o cuidado contínuo com a saúde. 

Já no dia 7, a estação Vila das Belezas recebe uma ação de testagem e aconselhamento sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Serão oferecidos testes rápidos, atendimento sigiloso e orientações de prevenção, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acesso à informação de forma segura e acessível. 

As ações integram o programa Caminhos para a Saúde, realizado com o apoio do Instituto Motiva e fazem parte de uma agenda contínua da concessionária para ampliar a oferta de serviços nas estações. A proposta é consolidar o sistema como uma plataforma de mobilidade que vai além do transporte, conectando deslocamento, saúde e qualidade de vida, com iniciativas pensadas a partir das necessidades dos clientes e das características das regiões atendidas. 

Ao incorporar serviços de bem-estar ao ambiente operacional, a ViaMobilidade contribui para uma experiência mais completa, acolhedora e eficiente, reforçando seu compromisso com a melhoria contínua da jornada do cliente. 

O programa está em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente o ODS 3 – Saúde e Bem-Estar, ao promover o acesso ampliado a ações de prevenção, cuidado e informação, impactando diretamente a qualidade de vida dos clientes que utilizam diariamente o sistema.

 
Serviço 
 
Atendimento primário - aferição de pressão arterial e teste de glicemia 
Local: Estação Mendes–Vila Natal – Linha 9-Esmeralda
Data: 5 e 6 de maio
Horário: das 7h às 13h
 
Testagem e aconselhamento sobre ISTs 
Local: Estação Vila das Belezas – Linha 5-Lilás
Data e horário: 7 de maio, às 14h às 18h

 

Estação Itaquaquecetuba da CPTM recebe ação para divulgação do Vestibular Fatec

Divulgação/CPTM

Na terça-feira (05/05) e quinta-feira (07/05), a Iniciativa leva informações sobre cursos gratuitos do Centro Paula Souza aos passageiros 


Quem passar pela Estação Itaquaquecetuba da CPTM, na terça-feira e na quinta-feira, poderá aproveitar a ação que promove a divulgação do Vestibular Fatec.
 

Durante as atividades, representantes da Fatec estarão à disposição das pessoas para esclarecer dúvidas sobre o processo seletivo, modalidades de ingresso e cursos oferecidos pela instituição. A iniciativa busca aproximar a população das oportunidades de ensino superior gratuito e de qualidade. 

Os cursos disponíveis na modalidade presencial e EAD: Secretariado (manhã e noite), Gestão Comercial (manhã e noite), Gestão da Tecnologia da Informação (manhã), Gestão de Comércio Eletrônico (tarde) e Gestão Empresarial (modalidade EAD). 


Serviço:

Vestibular Fatec
Local: Estação Itaquaquecetuba (Linha 12-Safira)
Data: Terça-feira (05/05)
Horário: das 8h às 11h

Data: quinta-feira (07/05)
Horário: das 19h às 22h


Posts mais acessados