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domingo, 3 de maio de 2026

Relatório inédito revela pressão crescente sobre abrigos de animais no Brasil e aponta urgência de políticas públicas baseadas em dados


Em um país onde ainda não existem estatísticas oficiais consolidadas sobre o abandono de cães e gatos, um novo relatório nacional lança luz sobre a realidade dos abrigos e traz um alerta importante: o sistema de acolhimento animal no Brasil está sob pressão crescente. 

A iniciativa Medicina de Abrigos Brasil – Infodados de Abrigos de Animais acaba de divulgar o Relatório de Transparência dos Dados de Abrigos de Animais – Análise de 2025, um levantamento que consolida, pela primeira vez em escala nacional, dados contínuos sobre a dinâmica populacional de cães e gatos em abrigos e lares temporários brasileiros.  

Os dados mostram um cenário de desequilíbrio persistente. Ao longo de 2025, foram registradas 4.349 entradas de animais, frente a 3.139 saídas, o que inclui adoções, mortes naturais e eutanásias. O saldo positivo de 1.092 animais evidencia que os abrigos seguem acumulando população, operando sob pressão constante. 

“A cada semestre, centenas de animais a mais entram do que saem dos abrigos brasileiros. Isso revela um desequilíbrio estrutural que não pode ser resolvido apenas com adoção — ele exige políticas públicas de prevenção do abandono”, afirma Lucas Galdioli, cofundador da iniciativa e vice-presidente do Instituto de Medicina Veterinária do Coletivo. 

Principais dados de 2025

·         4.349 entradas de cães e gatos (+13,1% em relação a 2024)

·         3.139 saídas (+26,3%)

·         Saldo positivo de 1.092 animais

·         295 abrigos ativos cadastrados, sendo 96 novos no ano 

Na prática, isso significa que para cada animal que sai, 1,35 entram nos abrigos.

 

Mais do que um retrato numérico, o relatório revela um problema estrutural. A capacidade de resposta dos abrigos, mesmo com crescimento nas adoções, ainda não acompanha o ritmo de entrada de animais.

 

Para Galdioli, isso evidencia um limite claro do modelo atual: “Não se trata apenas de melhorar a saída dos animais, mas de reduzir a entrada. Enquanto a lógica for só responder ao problema, os abrigos vão continuar operando no limite. Precisamos atuar na origem: controle populacional, educação e políticas públicas estruturadas.”


 

Sociedade civil sustenta a proteção animal


O levantamento também evidencia o protagonismo do terceiro setor. A maior parte das instituições mapeadas é composta por abrigos privados e protetores independentes, enquanto a participação do poder público ainda é limitada.

 

Esse cenário reforça que, hoje, a proteção animal no Brasil é sustentada majoritariamente pela sociedade civil, muitas vezes com recursos escassos e alta demanda.

 

“Os dados mostram que o Brasil depende estruturalmente da sociedade civil para cuidar desses animais. Ao mesmo tempo, evidenciam o quanto o poder público ainda precisa se integrar de forma mais ativa e estruturada”, comenta Taylison Santos, vice-presidente do Forum Nacional de Proteção e Defesa Animal


 

Dados inéditos para um problema invisível

 

Além dos números absolutos, o relatório traz análises sobre padrões e comportamento da dinâmica populacional. Entre os principais achados está a influência de fatores sazonais, com picos de entrada no início do ano, especialmente em períodos como verão, pós-férias e carnaval.

 

O estudo também aponta avanço na qualidade e regularidade dos registros, indicando o amadurecimento da rede de instituições participantes.

 

Para os organizadores, esse é um dos principais marcos da iniciativa. “Pela primeira vez, começamos a enxergar padrões. O abandono deixa de ser um problema invisível e passa a ser um fenômeno que pode ser analisado, monitorado e enfrentado com base em evidências”, afirma Galdioli.


 

Dados como base para políticas públicas

 

O relatório reforça que a ausência histórica de dados estruturados é um dos principais entraves para o avanço da causa animal no Brasil. Hoje, grande parte das estimativas nacionais ainda se baseia em fontes indiretas ou metodologias pouco padronizadas.

 

“Ter dados estruturados é o que permite transformar a causa animal em uma agenda estratégica, com capacidade real de mobilizar recursos, orientar decisões e gerar impacto em escala. Sem informação qualificada, seguimos atuando de forma reativa. Com dados, conseguimos planejar, priorizar, previnir e, principalmente, medir os avanços.” Afirma Juliana Camargo, Presidente do Instituto Ampara Animal.

 

Nesse contexto, a iniciativa se propõe a construir uma infraestrutura nacional de dados, capaz de subsidiar decisões mais eficazes. “Sem dados, não existe política pública consistente. O que estamos construindo é a base para transformar o enfrentamento do abandono animal em uma agenda estruturada, com planejamento, monitoramento e avaliação”, diz Galdioli.

 


Próximos passos

 

Para 2026, a iniciativa prevê a expansão da base de abrigos participantes, com foco na inclusão de abrigos públicos e regiões ainda sub-representadas, além do fortalecimento de parcerias institucionais.

 

A expectativa é consolidar o que pode se tornar o primeiro sistema nacional de vigilância populacional de animais em abrigos no Brasil.

 


Sobre a iniciativa

 

A Medicina de Abrigos Brasil – Infodados de Abrigos de Animais é uma iniciativa científica que busca mapear e analisar a dinâmica populacional de cães e gatos em abrigos e lares temporários no país, promovendo o uso de dados para melhorar o bem-estar animal e orientar políticas públicas.

 

Como preparar os pets para o outono: 8 cuidados essenciais para garantir conforto e bem-estar



Especialista em comportamento canino explica como mudanças de temperatura e clima seco impactam a rotina e a saúde dos cães 

 

A chegada do outono traz mudanças importantes no clima, como a queda de temperatura e o ar mais seco, que também impactam diretamente a rotina, o comportamento e a saúde dos cães. Nesse período, é comum que os pets apresentem alterações no nível de energia, na pele e até nos hábitos do dia a dia, exigindo atenção redobrada dos tutores.

 

Segundo Denise Neves, especialista em comportamento canino e sócia da Dog Corner, pequenas adaptações já fazem grande diferença. “O outono exige ajustes simples, mas importantes. Observar o comportamento do cão e adaptar a rotina é fundamental para manter o bem-estar nessa época do ano”, explica.

 

A seguir, a especialista lista os principais cuidados para preparar os pets para o outono:

 

1. Observe mudanças de comportamento

“Com a queda de temperatura, alguns cães ficam mais quietos, procuram locais mais quentes e podem apresentar menor disposição, principalmente em horários mais frios. Essas mudanças são comuns, mas precisam ser acompanhadas”, explica Denise.

 

2. Redobre a atenção com a pele e pelagem

“O clima seco pode causar ressecamento, coceira e descamação, além de deixar os pelos mais opacos. Cães com sensibilidade dermatológica merecem atenção especial, com uso de produtos adequados e acompanhamento dos sinais”, alerta a especialista.

 

3. Fique atento a problemas respiratórios

“O outono pode favorecer quadros como a gripe canina, não por causa da estação em si, mas pelas condições do clima e maior permanência em ambientes fechados, que facilitam a circulação de agentes infecciosos”, destaca.

 

4. Adapte a rotina de passeios

“Passeios continuam sendo essenciais, mas podem precisar de ajustes. Evitar horários muito frios e observar o comportamento do cão durante a atividade ajuda a manter o equilíbrio”, orienta.

 

5. Estimule a hidratação

“Em dias mais frescos, muitos cães bebem menos água. É importante incentivar o consumo, manter a água sempre limpa e fresca e observar possíveis mudanças no hábito”, reforça a especialista.

 

6. Tenha atenção com cães mais sensíveis

“Cães de pelo curto, idosos, magros ou com problemas de saúde tendem a sentir mais o frio. Nesses casos, é importante evitar exposição prolongada e garantir ambientes mais protegidos”, explica ela.

 

7. Invista em conforto térmico

“Oferecer caminhas, cobertas e locais protegidos do frio ajuda o cão a se sentir mais seguro e confortável, principalmente durante a noite”, pontua.

 

8. Avalie o uso de roupas com cuidado

“As roupinhas podem ser úteis para alguns cães, principalmente os mais sensíveis ao frio. Mas é importante observar o conforto do animal. Se ele demonstra incômodo, o ideal é não insistir”, finaliza. 


Para Denise, o mais importante é observar o pet no dia a dia. “Cada cachorro reage de uma forma. O tutor precisa estar atento aos sinais e adaptar a rotina conforme a necessidade. 

 

Dog Corner


Como evitar erros comuns ao montar um e-commerce pet?

Mais do que uma loja virtual, um e-commerce pet precisa funcionar como uma experiência completa de cuidado, confiança e conveniência. Em um mercado que segue em forte expansão no Brasil, impulsionado pela humanização dos animais de estimação e pelo aumento do consumo recorrente, ainda é comum ver empreendedores tratarem o segmento como “apenas mais um nicho do varejo digital”. Esse é, muitas vezes, o primeiro erro.

Diferente de outras categorias, o setor pet envolve especificidades importantes, como a recorrência de compra (ração, medicamentos, higiene), a sensibilidade à confiança (principalmente em itens veterinários) e uma relação emocional intensa entre consumidor e produto. Ignorar essas particularidades pode comprometer decisões estratégicas desde o início, como a definição do portfólio, a escolha de fornecedores e a construção de uma narrativa de marca que realmente dialogue com o tutor.

Outro equívoco frequente está na falta de preparo operacional. Logística, por exemplo, não é apenas entrega rápida, é garantir condições adequadas de armazenamento, prazos confiáveis e previsibilidade, especialmente em produtos sensíveis. Uma operação desestruturada impacta diretamente a fidelização, que é um dos principais motores de crescimento nesse mercado.

A experiência prévia no setor surge, nesse contexto, como um diferencial competitivo relevante. Profissionais com vivência na cadeia pet, especialmente em áreas técnicas, tendem a ter uma leitura mais precisa do comportamento do consumidor e das exigências regulatórias. Trajetórias como a de Hugo Galvão de França Filho, que atua no mercado pet desde 2016 e hoje comanda a Enjoy Pets, reforçam a importância de estruturar bem a operação desde o início, com foco em escala sustentável e consistência na entrega.

Além disso, a construção de relações estratégicas com fornecedores é outro ponto crítico. O contato direto com indústrias e distribuidores não só melhora condições comerciais, como também amplia o acesso a informações relevantes sobre produtos e tendências. Esse conhecimento, aliado à observação do comportamento dos animais e de seus tutores, fortalece o posicionamento da marca e sua credibilidade no mercado.

Por fim, tão importante quanto a experiência é a capacidade de leitura de dados. “O sucesso de um e-commerce pet está diretamente ligado ao uso inteligente de informações: entender frequência de compra, preferências, sazonalidade e comportamento de navegação permite decisões mais assertivas e personalização da jornada”, explica Galvão.

Ou seja, no setor pet, vender bem passa, necessariamente, por entender profundamente quem está do outro lado, e isso inclui tanto o cliente quanto o seu animal de estimação.


Alerta da FAO reforça vigilância em saúde animal na América Latina

Aumento dos casos de influenza aviária e impactos sobre exportações, produção e cadeias do agro ampliam o debate sobre monitoramento e diagnóstico precoce

 

O alerta recente da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) sobre o aumento do risco de disseminação da influenza aviária na América Latina reacendeu o debate sobre a importância da vigilância contínua em saúde animal na região¹. 

Segundo a FAO, a atividade do vírus H5N1 tem se intensificado em países da América Latina e do Caribe, com registros em aves silvestres e domésticas e potenciais impactos sobre cadeias produtivas, biodiversidade, saúde pública e comércio internacional¹. A organização recomenda o fortalecimento da vigilância, da biossegurança e da detecção precoce, em coordenação entre países. 

O cenário recente ajuda a ilustrar esses efeitos. No Brasil, o Ministério da Agricultura prorrogou, em março de 2026, o estado de emergência zoossanitária por mais 180 dias² — medida que permite a adoção de ações emergenciais de prevenção e controle da doença em nível nacional. Já países como Chile e Argentina registraram a suspensão temporária de exportações avícolas após a identificação de focos da doença³⁴. 

Em 2025, o Brasil também enfrentou restrições comerciais impostas por importadores após a confirmação de casos de influenza aviária em aves silvestres no Rio Grande do Sul, o que levou à suspensão temporária de exportações por alguns mercados, posteriormente normalizadas de forma gradual⁵⁶ — um episódio que evidenciou a sensibilidade do comércio internacional a eventos sanitários, mesmo sem impacto direto sobre a produção comercial.
 

Vigilância em saúde animal: uma agenda estrutural

Embora a influenza aviária esteja no centro das atenções, a vigilância sanitária é um desafio estrutural que envolve diferentes cadeias produtivas, como bovinos, suínos e aves. 

Na pecuária bovina, por exemplo, doenças infecciosas podem permanecer por longos períodos sem sinais clínicos evidentes — as chamadas infecções subclínicas — impactando indicadores como fertilidade, produção de leite e ganho de peso. Além disso, animais portadores podem disseminar agentes infecciosos sem apresentar sintomas, dificultando o controle sanitário. 

“A discussão que emerge com esse tipo de alerta não deve ser limitada a um evento específico, mas entendida como parte de um movimento mais amplo de fortalecimento da vigilância em saúde animal”, afirma Carolina Torres Alejo, especialista de agronegócios para a América Latina da Thermo Fisher Scientific. 

“Hoje, muitos riscos sanitários se desenvolvem de forma silenciosa. Por isso, o monitoramento contínuo e o diagnóstico precoce são fundamentais para apoiar decisões mais assertivas, tanto no campo quanto em políticas públicas”, completa. 

Nesse contexto, o avanço de tecnologias diagnósticas e estratégias de monitoramento tem ampliado a capacidade de detecção precoce e acompanhamento sanitário dos rebanhos. A Thermo Fisher Scientific atua nesse campo com soluções baseadas em métodos moleculares, que incluem desde a extração de ácidos nucleicos até técnicas altamente sensíveis de detecção, como PCR em tempo real e PCR digital, além da tipificação por sistemas de sequenciamento capilar e de nova geração. Esses recursos, aliados a programas de vigilância em larga escala, vêm sendo incorporados gradualmente em diferentes cadeias produtivas.

“Mais do que responder a surtos, o desafio atual é antecipar riscos”, enfatiza Carolina. 

A Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH) destaca que a disseminação de doenças como a influenza aviária ocorre em um contexto complexo, envolvendo aves migratórias, sistemas produtivos e fluxos comerciais, o que exige abordagens coordenadas e baseadas em ciência⁷. 

Na prática, o uso dessas tecnologias permite monitorar doenças de forma contínua, identificar agentes infecciosos com precisão e apoiar decisões mais rápidas e assertivas no campo. Nesse cenário, a saúde animal se consolida como um componente estratégico para a segurança alimentar, a sustentabilidade da produção e a estabilidade do comércio internacional na América Latina.

 

 Thermo Fisher Scientific

 

Referências Bibliográficas:

  1. FAO. FAO Alert on avian influenza – risk of upsurge and regional spread through wild birds in Latin America and the Caribbean (08/04/2026)
    Link
  2. Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Brasil prorroga emergência zoossanitária por gripe aviária por 180 dias (26/03/2026)
    Link
  3. CNN Brasil. Chile confirma foco de gripe aviária e suspende exportações avícolas (01/04/2026)
    Link
  4. Exame. Argentina detecta surto de gripe aviária e suspende exportações (24/03/2026)
    Link
  5. Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Atualização sobre suspensão de exportações por gripe aviária (28/05/2025)
    Link
  6. Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). Países retiram restrições à carne de aves brasileira (25/08/2025)
    Link
  7. WOAH – World Organisation for Animal Health. Avian Influenza
    Link

5 técnicas infalíveis para ensinar comandos básicos ao seu cachorro

Especialista explica como pequenas mudanças na forma de ensinar podem melhorar o comportamento e a convivência com o pet

 

O mercado pet brasileiro segue em crescimento constante e, junto com ele, aumenta também o nível de exigência dos tutores quando o assunto é bem-estar e comportamento animal. De acordo com números da ABINPET, o Brasil é hoje o terceiro maior mercado pet do mundo, com faturamento de quase R$78 bilhões por ano. Nesse cenário, cresce também a busca por informação qualificada para melhorar a convivência com os animais dentro de casa.


Mais do que ensinar comandos, o treinamento é uma ferramenta essencial de comunicação entre tutor e animal. Quando feito da forma correta, contribui para reduzir comportamentos indesejados, como destruição de objetos, ansiedade de separação e excesso de agitação, além de fortalecer o vínculo e trazer mais previsibilidade para a rotina do cão.


Mas a verdade é que muita gente tenta ensinar comandos de forma errada, repetindo palavras, gritando ou esperando que o cachorro simplesmente “entenda”. Treinar um cão é muito mais simples quando seguimos alguns princípios básicos de comportamento.


Segundo André Cavalieri, especialista em psicologia canina e sócio fundador da Dog Corner, treinar um cão é muito mais simples quando seguimos alguns princípios básicos de comportamento.


“Quando o tutor aprende a se comunicar de forma clara, o cachorro entende mais rápido e o processo se torna muito mais leve para os dois”, explica o especialista.

A seguir, o especialista lista 5 técnicas infalíveis que realmente funcionam no dia a dia.


1. Ensine primeiro com gestos, depois com palavras

“Os cães aprendem muito mais rápido através da linguagem corporal do que pela verbal. Por isso, o ideal é começar com gestos claros e objetivos, como levantar a mão para o ‘sentar’ ou direcionar o focinho do cão para baixo para o ‘deita’, e só depois associar a palavra ao comportamento. Esse método cria uma comunicação mais clara e ainda traz uma vantagem importante a longo prazo: quando você ensina primeiro por gestos e depois adiciona as palavras, garante que, mesmo no futuro, se o seu cachorro perder audição ou visão, ele ainda consiga responder aos comandos”, explica André.


2. Recompense no momento exato do comportamento

“No treinamento de cães, o tempo da recompensa é essencial. Ela precisa acontecer exatamente quando o cachorro executa o comportamento correto, para que ele entenda o que fez de certo. Quando há atraso, o animal pode associar a recompensa a outro comportamento, o que atrasa o aprendizado”, destaca.


3. Use recompensas que realmente motivem o cachorro

“Cada cachorro se motiva por estímulos diferentes. Alguns preferem petiscos, outros brinquedos ou interação. O importante é identificar o que tem mais valor para o animal e usar isso no treinamento. Quando o cão está realmente engajado, o aprendizado acontece de forma mais rápida e consistente”, orienta.


4. Evite repetir o comando várias vezes

“O erro não é o cachorro não obedecer, é o tutor ficar repetindo o comando. Falou e ele não fez? Em vez de insistir, muda o cenário, tira os estímulos e recomeça o treino. É assim que o aprendizado acontece de verdade”, explica André.


5. Reduza os estímulos do ambiente durante o treino

“Para que o cachorro consiga aprender, ele precisa estar concentrado. Por isso, no início do treinamento, o ideal é escolher um ambiente tranquilo e com o mínimo possível de estímulos”, explica André.


“Muitos tutores tentam ensinar comandos enquanto o cachorro está cercado de distrações, o que dificulta o aprendizado. Quando reduzimos esses estímulos, o cão consegue focar melhor e entender com mais clareza o que está sendo pedido. Depois que o comportamento já estiver bem aprendido, aí sim podemos introduzir novos ambientes”, completa.


Treinar um cachorro não é apenas ensinar comandos, mas construir uma forma clara de comunicação entre tutor e animal. Quando esse processo acontece de forma correta, o cachorro se sente mais seguro, aprende com mais facilidade e a relação entre os dois se torna muito mais equilibrada.

 

 Dog Corner


Dia do Cão-Guia: rotina de alta performance exige cuidados veterinários especiais

Com menos de 200 cães-guia no país para milhões de pessoas com deficiência visual, especialista da WeVets alerta para a importância da saúde desses parceiros

 

Muito além do treinamento, o que sustenta o trabalho de um cão-guia no dia a dia é uma rotina rigorosa de cuidados com a saúde. O Dia Internacional do Cão-Guia é celebrado na última quarta-feira de abril (29), criado para ampliar a conscientização sobre o papel dos cães-guia e os desafios ainda enfrentados por quem depende deles no dia a dia. 

Nesta data, a WeVets chama atenção para esses companheiros que desempenham uma função de alta exigência física e mental e, por isso, precisam de acompanhamento veterinário contínuo ao longo de toda a vida ativa. 

O Brasil tem hoje menos de 200 cães-guia em atividade, segundo estimativas de instituições como o Instituto Adimax. Ao mesmo tempo, mais de 6 milhões de brasileiros têm algum grau de deficiência visual, de acordo com o IBGE. O contraste revela um cenário de alta demanda e baixa oferta e reforça um ponto ainda pouco discutido: a saúde desses parceiros é determinante para garantir autonomia e segurança a quem depende deles. 

“Na prática, estamos falando de um parceiro que trabalha todos os dias em nível elevado de concentração e esforço físico. É muito semelhante a um atleta de alta performance e isso exige monitoramento constante da saúde”, explica Carollina Marques, médica veterinária na WeVets. 

A rotina de acompanhamento vai além das consultas básicas e inclui uma série de avaliações preventivas:
 

Avaliação ortopédica frequente
O impacto repetitivo em superfícies urbanas pode gerar desgaste articular ao longo do tempo.
 

Controle nutricional rigoroso
A alimentação é ajustada para manter energia, foco e peso adequado, evitando sobrecarga nas articulações.
 

Monitoramento comportamental e emocional
O nível de responsabilidade pode gerar estresse. Avaliar sinais de fadiga mental é essencial para o bem-estar do parceiro.
 

Check-ups regulares e medicina preventiva
Exames periódicos ajudam a identificar precocemente qualquer alteração que possa comprometer o desempenho.
 

Diferente de um pet convencional, qualquer alteração física ou comportamental em um cão-guia pode afetar diretamente a segurança do tutor. 

“Uma dor articular, por exemplo, pode reduzir a disposição para caminhar ou afetar a precisão dos movimentos. Já o estresse pode impactar a capacidade de concentração. Por isso, o acompanhamento precisa ser contínuo e integrado”, reforça a especialista. 

Cães-guia passam por treinamento intenso, que pode durar até dois anos, mas o cuidado não termina quando começam a atuar. Ao longo da vida, esses parceiros mantêm uma rotina estruturada, com períodos de trabalho, descanso e acompanhamento de saúde. Em média, um cão-guia atua por cerca de 8 a 10 anos, período em que a manutenção da qualidade de vida é determinante para sua longevidade e desempenho. Além da saúde, a WeVets reforça que o comportamento das pessoas ao redor também influencia diretamente o desempenho desses parceiros. Interações indevidas, como tentar fazer carinho ou distrair o cão durante o trabalho, podem comprometer sua concentração.

“Cuidar de um cão-guia é cuidar de duas vidas ao mesmo tempo. A saúde dele impacta diretamente a qualidade de vida do tutor”, finaliza a médica veterinária.


Abandono é uma agressão ao animal e a sociedade


Várias situações poderão levar uma pessoa a tomar esta atitude tão condenável. Em muitos casos, está diretamente ligado a impulsividade. A pessoa se encanta com o filhote e, se esquece que para ele se tornar um animal adulto exige muitos cuidados. Ao deparar com a s tarefas do dia-a-dia, acabam por desistir do animal.

 

Existe também, casos de pessoas que adquirem o animal buscando através dele status, e depois se cansam do animal e os descartam como um objeto que não tem mais utilidade.

 

"Outras pessoas acabam adotando o animal e por questões financeiras, acabam não tendo como mantê-los e acabam dando a ele a chance de buscar outro dono, ou seja, o entregando a própria sorte. Outro fator que favorece o abandono é a mudança de casa ou o envelhecimento do animal", ressalta Vininha F. Carvalho, defensora do direito dos animais e editora da Revista Ecotour News.

 

Infelizmente o abandono está aumentando no Brasil, inclusive raça pura e pedigree já foram garantia de conforto e bons tratos para cães e gatos. Não são mais. Atualmente, muitos animais abandonados não têm nada de vira-latas. São poodles, rottweilers, huskies siberianos cocker spaniels e outros.

 

O abandono precisa ser encarado como um ato desprezível. O trato dispensado ao animal deveria caracterizar o perfil do caráter da pessoa. Quem o maltratasse deveria ser marginalizado pela sociedade. É um absurdo comercializar vidas dessa forma. São verdadeiras fábricas de filhotes, que não pagam impostos nem emitem nota fiscal.

 

Uma atitude reprovável é praticada por pessoas que entregam o animal num abrigo ou CCZS , na busca de uma solução fácil e imediata , sendo que umas, até mesmo, jogam simplesmente os filhotes na porta. Abrigo não é solução, é problema gerado pelo descaso social.

 

"O que a sociedade não vê, está muito claro para nós que buscamos a solução para o problema .Faz-se necessário implantarmos uma campanha educativa , através da qual serão salientados: a importância da posse responsável e o controle da natalidade, tornando cada cidadão responsável pelo seu cão ou gato", pontua Vininha F. Carvalho.

 

O animal precisa de identidade, não só de um teto, mas de carinho e respeito, e principalmente de liberdade para correr, brincar e se sentir importante na vida de quem o criou.

 

"A natureza faz o filhote, mas o homem forma o cão ou gato. O animal não precisa de doações para conseguir ter garantido seus direitos legais, mas de ações que visem valoriza-lo na sociedade", finaliza Vininha F. Carvalho.


Fim da alimentação forçada: Brasil dá passo decisivo contra o foie gras

 

Mercy for Animals

O Congresso Nacional do Brasil aprovou um projeto de lei histórico que proíbe a produção e a comercialização de qualquer produto alimentício derivado da alimentação forçada de animais, proibindo, na prática, o foie gras em todo o país. A medida representa um avanço significativo na legislação nacional de bem-estar animal e agora aguarda sanção presidencial para se tornar lei.

O texto aprovado é baseado no Projeto de Lei 90/2020, uma proposta legislativa que foi priorizada dentro da Agenda Legislativa Animal 2026, desenvolvida pela Sinergia Animal. A inclusão desse projeto na agenda reflete um esforço contínuo da sociedade civil para pôr fim a práticas consideradas incompatíveis com os padrões contemporâneos de bem-estar animal.

Se sancionada, a legislação colocará o Brasil entre um número crescente de jurisdições que passaram a restringir ou proibir práticas de alimentação forçada na produção de foie gras, um produto amplamente criticado por especialistas e organizações de bem-estar animal devido aos métodos utilizados em sua produção.

A proibição abrange a produção, comercialização, importação e distribuição de produtos alimentícios obtidos por meio de técnicas de alimentação forçada. Parlamentares que apoiaram a medida destacaram as implicações éticas da prática e a importância de alinhar os padrões nacionais de produção de alimentos com as compreensões científicas e sociais em evolução sobre o bem-estar animal.

"A alimentação forçada causa sofrimento inegável e deve ser efetivamente proibida para garantir o bem-estar animal. Proteger os animais é um passo fundamental para construir uma sociedade mais ética e justa para todas as formas de vida", afirma Cristina Diniz, diretora da Sinergia Animal Brasil. 

A aprovação do projeto marca um momento importante na história legislativa do Brasil em relação à proteção animal, sinalizando maior atenção institucional às questões de bem-estar nos sistemas de produção de alimentos. Defensores argumentam que a decisão reflete uma mudança mais ampla nas políticas públicas em direção a uma maior responsabilidade ética na agricultura e na indústria alimentícia.

Com o projeto agora aguardando sanção presidencial, diferentes setores da sociedade civil, do setor agropecuário e das instituições públicas acompanham de perto a próxima etapa do processo legislativo. Caso seja sancionada, a lei deve gerar impactos imediatos para produtores e varejistas ligados ao foie gras e produtos similares, ao mesmo tempo em que reforça o marco regulatório brasileiro em bem-estar animal.

A Sinergia Animal destacou que esse avanço não representa um ponto final, mas sim um passo importante em esforços contínuos para fortalecer as proteções legais aos animais e promover sistemas alimentares mais humanitários. A organização reafirmou seu compromisso com a continuidade da incidência por medidas legislativas que reduzam o sofrimento animal e promovam padrões éticos nas práticas de produção em toda a região.


Sobre a Sinergia Animal

A Sinergia Animal é uma organização internacional sem fins lucrativos que atua na proteção animal e na promoção de sistemas alimentares mais éticos no Sul Global. A organização é reconhecida como uma das ONGs mais eficazes do mundo pela Animal Charity Evaluators (ACE).


Sindan reforça alerta sobre brucelose durante o mês da saúde animal e destaca a vacinação obrigatória no Brasil

 Freepik
Campanha nacional de imunização mobiliza produtores a cumprir o calendário sanitário e reduzir riscos à pecuária e à população, reforçando o controle da doença e a proteção da saúde pública

 

O mês da saúde animal marca o período intensivo de vacinação contra a brucelose no Brasil, uma doença infecciosa causada por bactérias do gênero Brucella que pode ser transmitida de animais para humanos. Considerada uma importante zoonose, a enfermidade exige atenção redobrada de produtores rurais, já que a imunização de fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade é obrigatória e, em muitos estados, deve ser realizada até o dia 31 de maio.

Também conhecida como febre mediterrânea, a brucelose afeta diretamente a saúde dos rebanhos e pode trazer impactos significativos à produção pecuária. Entre os principais prejuízos estão abortos, infertilidade e queda na produtividade, o que compromete tanto o desempenho econômico das propriedades quanto a segurança sanitária da cadeia de alimentos.

A saúde dos rebanhos está diretamente associada à eficiência produtiva, à qualidade dos alimentos e ao cumprimento dos rigorosos padrões sanitários exigidos pelos mercados internacionais. O Brasil, que figura entre os maiores produtores e exportadores de carne bovina, suína e de frango, depende de uma estrutura sanitária robusta para manter esse protagonismo. Esse cenário exige investimentos contínuos em vacinação, monitoramento, controle de doenças e inovação em soluções veterinárias.

A doença também representa risco à saúde pública. A transmissão para humanos ocorre principalmente pelo contato direto com animais infectados ou pelo consumo de produtos contaminados, especialmente leite e derivados não pasteurizados. Por isso, o controle da enfermidade no campo é considerado uma medida essencial para proteger toda a população.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem hoje mais de 200 enfermidades zoonóticas conhecidas e dados da HealthforAnimals mostram que 60% das doenças no mundo são zoonóticas. Com o avanço das campanhas ao longo de maio, o setor reforça a necessidade de conscientização sobre a brucelose e o cumprimento rigoroso do calendário vacinal. A prevenção segue sendo o caminho mais eficaz para proteger os rebanhos, evitar prejuízos econômicos e garantir a segurança dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

A vacinação obrigatória é uma das principais estratégias para conter a disseminação da brucelose no país. A imunização precoce, dentro da faixa etária recomendada, reduz a circulação da bactéria no rebanho e contribui para a erradicação gradual da doença. O cumprimento dos prazos estabelecidos pelos programas estaduais de defesa sanitária é fundamental para garantir a efetividade da medida.

Além da vacinação, especialistas reforçam a importância de boas práticas de manejo, controle sanitário e acompanhamento veterinário contínuo. A atuação integrada entre produtores, médicos-veterinários e órgãos de defesa agropecuária fortalece o combate à doença e reduz os riscos de transmissão.

 

Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal - Sindan


Como usar mantas e almofadas no sofá sem pesar na decoração

Especialista explica quantas peças usar, como combinar estampas e evitar erros comuns na composição
 

Mantas e almofadas estão entre as formas mais simples e acessíveis de renovar o visual da sala. Ainda assim, o uso sem critério pode comprometer o resultado. Excesso de peças, mistura desordenada de estampas e proporções mal resolvidas estão entre os erros mais comuns na decoração do sofá. 

Para o designer de interiores e criador de conteúdo Adeilton Silva, do perfil Pense e Decore, o equilíbrio entre estética e funcionalidade é o principal ponto de atenção. “A almofada não é só decorativa, ela também precisa fazer sentido no uso. Quando há mais almofadas do que espaço para sentar, já é um sinal de excesso. O ideal é pensar em proporção e conforto ao mesmo tempo”, afirma. 

Segundo ele, a combinação entre peças lisas e estampadas é um caminho seguro para uma composição mais harmoniosa. “Misturar estampas funciona melhor quando existe uma base neutra que sustenta o conjunto. Isso evita poluição visual e deixa o ambiente mais organizado”, explica.
 

Adeilton separa dicas práticas para acertar na composição do sofá:

1. Se quiser fugir do óbvio, aposte em números ímpares.

Você pode usar números pares desde que brinque com os tamanhos, porém, composições com 1, 3 ou 5 almofadas ficam naturalmente mais harmoniosas e equilibradas. A assimetria também é elegante.

Crédito: @penseedecore

2. Misture tamanhos

Os sofás mais bonitos têm almofadas de tamanhos completamente diferentes. A lógica é simples: as maiores ficam nas pontas, as menores na frente. Tente ter pelo menos três formatos na composição: grande, médio e uma menor que se chama quebra-rim.

 

Crédito: @penseedecore

3. Cores e texturas: a combinação certa

O ideal é ter uma almofada lisa na cor do esquema da sua decoração, uma com estampa grande, uma com textura e uma com estampa miúda. Se quiser usar duas estampas grandes, escolha uma geométrica e uma orgânica, como floral ou abstrata. Elas se complementam sem brigar.

Crédito: @penseedecore

4. A manta faz mais do que você imagina

Jogada no braço do sofá, a manta decora, mas não é só isso. Ela também serve para proteger o tecido do sofá do uso cotidiano ou para disfarçar aquela marquinha que todo sofá acaba ganhando com o tempo. Funcional e bonita ao mesmo tempo.​​​​​​​​​​​​​​​​

 

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Adeilton Silva - Designer de interiores formado e natural do Rio de Janeiro, Adeilton Silva é criador do projeto Pense e Decore, plataforma digital dedicada a conteúdos sobre decoração, organização de espaços e estilo de morar. Criado há 10 anos, o projeto reúne hoje mais de 1,5 milhão de seguidores nas redes sociais. Em seus conteúdos, Adeilton compartilha soluções práticas de interiores com olhar voltado à identidade brasileira, sustentabilidade e à adaptação do design à realidade cotidiana.
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