Várias situações poderão levar uma pessoa a tomar esta
atitude tão condenável. Em muitos casos, está diretamente ligado a impulsividade.
A pessoa se encanta com o filhote e, se esquece que para ele se tornar um
animal adulto exige muitos cuidados. Ao deparar com a s tarefas do dia-a-dia,
acabam por desistir do animal.
Existe também, casos de pessoas que adquirem o animal
buscando através dele status, e depois se cansam do animal e os descartam como
um objeto que não tem mais utilidade.
"Outras pessoas acabam adotando o animal e por
questões financeiras, acabam não tendo como mantê-los e acabam dando a ele a
chance de buscar outro dono, ou seja, o entregando a própria sorte. Outro fator
que favorece o abandono é a mudança de casa ou o envelhecimento do
animal", ressalta Vininha F. Carvalho, defensora do direito dos animais e
editora da Revista Ecotour News.
Infelizmente o abandono está aumentando no Brasil,
inclusive raça pura e pedigree já foram garantia de conforto e bons tratos para
cães e gatos. Não são mais. Atualmente, muitos animais abandonados não têm nada
de vira-latas. São poodles, rottweilers, huskies siberianos cocker spaniels e outros.
O abandono precisa ser encarado como um ato desprezível. O
trato dispensado ao animal deveria caracterizar o perfil do caráter da pessoa.
Quem o maltratasse deveria ser marginalizado pela sociedade. É um absurdo comercializar
vidas dessa forma. São verdadeiras fábricas de filhotes, que não pagam impostos
nem emitem nota fiscal.
Uma atitude reprovável é praticada por pessoas que
entregam o animal num abrigo ou CCZS , na busca de uma solução fácil e imediata
, sendo que umas, até mesmo, jogam simplesmente os filhotes na porta. Abrigo
não é solução, é problema gerado pelo descaso social.
"O que a sociedade não vê, está muito claro para nós
que buscamos a solução para o problema .Faz-se necessário implantarmos uma campanha
educativa , através da qual serão salientados: a importância da posse
responsável e o controle da natalidade, tornando cada cidadão responsável pelo
seu cão ou gato", pontua Vininha F. Carvalho.
O animal precisa de identidade, não só de um teto, mas de
carinho e respeito, e principalmente de liberdade para correr, brincar e se
sentir importante na vida de quem o criou.
"A natureza faz o filhote, mas o homem forma o cão ou
gato. O animal não precisa de doações para conseguir ter garantido seus direitos
legais, mas de ações que visem valoriza-lo na sociedade", finaliza Vininha
F. Carvalho.
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