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quinta-feira, 6 de março de 2025

Inflação de Fevereiro Dispara e Pressiona Juros e Consumo

Divulgação / Consultório da fama


A inflação de fevereiro veio como um soco no estômago do consumidor. Após um início de ano relativamente estável, com uma variação de apenas 0,11% em janeiro, o IPCA-15 disparou para 1,23% no mês seguinte, configurando o pior fevereiro desde 2016. O que está acontecendo? O governo perdeu as rédeas do controle econômico ou nunca as teve de fato? O consultor financeiro e mestre em negócios internacionais, Andre Charone, traz uma visão crítica sobre os impactos e as possíveis soluções para esse cenário preocupante.


 

O efeito cascata: mais do que números, uma realidade amarga

 

Para o brasileiro médio, essa alta significa menos dinheiro no bolso, perda de poder de compra e mais dificuldade para fechar as contas no fim do mês. A inflação não é apenas um índice estatístico, mas sim um reflexo direto do encarecimento de itens básicos, como alimentação, energia e educação, impactando todas as camadas da sociedade, especialmente as mais vulneráveis.

 

O principal vilão da vez foi a energia elétrica, que subiu alarmantes 16,33% após o fim do chamado Bônus Itaipu. Em janeiro, essa redução artificial nas tarifas ajudou a conter a inflação na média, mas, como era previsível, o benefício foi apenas temporário. Outro setor que pesou foi a educação, que registrou alta de 4,78%, refletindo os reajustes escolares do início do ano letivo. Esse efeito cascata se espalha e afeta toda a economia, com aumento nos custos para empresas e uma retração no consumo das famílias.

 

“A população já sente essa alta no dia a dia. É o comerciante que precisa repassar custos, o pai de família que vê a fatura da escola dos filhos pesar mais, o consumidor que percebe que seu salário não acompanha os aumentos. O governo insiste em medidas de curto prazo, mas sem mudanças estruturais, a inflação continuará corroendo o poder de compra”, pontua André Charone.


 

O impacto na economia e o dilema do Banco Central

 

O cenário fica ainda mais preocupante quando olhamos para o acumulado dos últimos 12 meses: 4,96%, já acima do teto da meta do Banco Central. Esse aumento na inflação gera um dilema para a política monetária. O Banco Central pode ser forçado a interromper os cortes na taxa Selic, atualmente em tendência de queda. Se isso acontecer, o impacto será sentido diretamente pelo setor produtivo, com maior encarecimento do crédito e uma consequente desaceleração econômica.

 

“O grande risco é ficarmos presos em um ciclo vicioso: inflação elevada, juros altos e crescimento travado. O Banco Central pode acabar sem margem de manobra e, mais uma vez, veremos um embate entre o governo e o mercado, em vez de um plano econômico eficiente para conter a situação”, alerta Charone.

 

O crédito mais caro impacta diretamente a vida do consumidor e das empresas. “O empresário que pretendia investir ou expandir o negócio pode desistir. O consumidor que pensava em financiar um imóvel ou veículo pode recuar. No final, essa inflação persistente trava a economia e gera um efeito dominó de estagnação”, acrescenta o especialista.


 

Perspectivas e as soluções que não aparecem

 

Com o mercado já revisando as projeções para cima, prevendo que a inflação pode fechar 2025 em 5,65% ou mais, fica a pergunta: quais serão as ações concretas do governo para mitigar essa escalada? A política econômica atual parece apostar no consumo como motor de crescimento, mas sem ajustes estruturais, isso se torna insustentável no longo prazo.

 

“A questão central é: quais medidas serão tomadas para garantir um crescimento sustentável? Reduzir impostos sobre setores estratégicos, incentivar a produtividade e melhorar a infraestrutura logística poderiam aliviar custos e conter a escalada de preços. Mas o que vemos, até agora, são apenas promessas”, critica Charone.

 

A correção desse rumo exige mais do que discursos otimistas. É necessário um plano consistente que ataque os reais vilões da inflação: a falta de produtividade, os gargalos logísticos, os custos trabalhistas excessivos e a elevada carga tributária. Enquanto esses problemas não forem enfrentados, a inflação continuará corroendo o poder de compra da população, e o monstro seguirá solto.

 

“O governo ainda tem tempo para agir, mas o relógio está correndo. Se nada for feito, o que nos espera em 2025 é mais um ano de crescimento pífio e um custo de vida cada vez mais insustentável para milhões de brasileiros. A conta sempre chega, e quem paga é a população”, finaliza Charone.

 



André Charone - contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA). É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional. André lançou recentemente o livro ‘A Verdade Sobre o Dinheiro: Lições de Finanças para o Seu Dia a Dia’, um guia prático e acessível para quem deseja alcançar a estabilidade financeira sem fórmulas mágicas ou promessas de enriquecimento fácil. O livro está disponível em versão física pela Amazon e versão digital pelo Google Play.

Mulheres das Gerações Z e Alfa: Transformando o Presente e Moldando o Futuro

Divulgação

O que significa ser mulher no século XXI? Mais do que nunca, as novas gerações não apenas ocupam espaços antes negados, mas reconfiguram a própria estrutura da sociedade. No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, é essencial refletir sobre a trajetória que trouxe as mulheres até aqui e, sobretudo, para onde estão indo. As gerações Z e Alfa carregam consigo novos valores e formas de se expressar. Mas e a geração Beta, que ainda está por vir? Que mundo elas encontrarão e que legado carregarão?


Geração Z e Alfa: mulheres que desafiam padrões

A geração Z (nascidos entre 1998/1999 a 2011/2012) cresceu conectada à internet e às redes sociais, desenvolvendo uma consciência crítica aguçada. As mulheres dessa geração não apenas exigem seus direitos, mas também moldam os espaços ao seu redor com autenticidade e coragem. Elas não querem apenas igualdade, querem redefinir o conceito de liderança, de sucesso e até mesmo de felicidade. Elas vivem o elo da tecnologia e humanização, equilibrando individualidade e coletividade.

"As mulheres da geração Z cresceram em um mundo onde a conexão é instantânea e as possibilidades são múltiplas. Isso as tornou mais questionadoras e atentas às desigualdades. Elas não aceitam padrões impostos e buscam um protagonismo real, não simbólico." Aponta o especialista Dado Schneider.

Nos últimos anos, a participação feminina no mercado de trabalho brasileiro apresentou avanços significativos. A taxa de participação das mulheres aumentou de 34,8% em 1990 para 52,2% em 2023, demonstrando um crescimento contínuo e expressivo.

Já a geração Alfa (nascidos a partir de 2010) nasce com referências mais plurais e vê a equidade de gênero como algo natural. Elas são a resposta a um mundo que já começou a mudar, mas que ainda carrega resquícios do passado. Criadas em um ambiente digital e hiperconectado, essas mulheres já nascem preparadas para um cenário em que inovação e propósito caminham juntos. Mas será que encontrarão uma sociedade verdadeiramente preparada para recebê-las?

"A geração Alfa já nasce com um olhar mais diverso e igualitário, pois cresce vendo mulheres ocupando espaços de poder. No entanto, ainda precisarão enfrentar desafios estruturais que levam tempo para serem transformados." Afirma o autor do livro “O Mundo Mudou... bem na Minha Vez!”.


O que esperar da geração Beta?

A geração Beta, que começará a nascer por volta de 2025, crescerá em um mundo em que inteligência artificial e automação já não serão novidade, mas sim componentes orgânicos da vida cotidiana. Elas terão acesso sem precedentes ao conhecimento, às oportunidades e à reinvenção constante. Mas a grande questão não será apenas o quanto a tecnologia evoluirá, e sim se a mentalidade humana avançará na mesma proporção.

"A geração Beta pode ser a primeira a viver em um mundo onde a equidade de gênero seja um fato, não uma luta. Mas isso dependerá das mudanças que estamos promovendo agora. Elas nascerão preparadas para um mundo novo, resta saber se o mundo estará pronto para elas." Conclui Dado Schneider.

A história do empoderamento feminino não se escreve apenas com conquistas, mas com as perguntas que permanecem: as barreiras invisíveis realmente desaparecerão? O conceito de equidade será um fato ou continuará sendo uma meta a ser alcançada? Cada geração carrega a responsabilidade de construir um caminho mais justo para a próxima. A geração Beta não será diferente. Resta saber se elas precisarão continuar lutando ou se finalmente poderão apenas ser. 




Dado Schneider - Palestrante, Doutor em Comunicação pela PUC/RS, pesquisador e especialista nas Gerações Z e Alfa, em Cooperação Intergeracional e Futuro do Trabalho. Autor dos livros "O Mundo Mudou... bem na Minha Vez!" (2013) e o recém-lançado "Desacomodado: Choque de Gerações, Adaptação a Mudanças e Futuro do Trabalho", Dado Schneider é conhecido por ser o criador da marca Claro, além de “Evangelizador Digital” do Magazine Luiza em sua reestruturação de 2015.
www.instagram.com/dado_schneider


STJ reafirma presunção de culpa de Cirurgiões plásticos em cirurgias estéticas – o que isso significa na prática?

“Para se falar em responsabilidade do médico cirurgião plástico, deve haver uma desarmonia clara e perceptível do resultado, e não apenas um descontentamento pessoal do paciente”, esclarece especialista

 

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) consolidou um entendimento que já vinha sendo adotado em diversas decisões judiciais: em cirurgias plásticas estéticas não reparadoras, presume-se a culpa do médico quando o resultado não atender ao critério de harmonia esperado. Ou seja, ainda que o cirurgião tenha utilizado técnicas corretas e seguido protocolos médicos, ele poderá ser responsabilizado caso o resultado não seja considerado satisfatório, mas não por parâmetros individuais do paciente, e sim com base em critérios objetivo e coletivo, comparando a aparência do local antes e depois do procedimento. 

Na avaliação da advogada Samantha Takahashi, especialista em Direito Médico, a decisão não representa uma novidade na jurisprudência, mas reforça a importância da transparência na comunicação médico-paciente e do registro preciso de todas as etapas do procedimento. 

“Diferentemente do que se pode imaginar à primeira vista, a decisão traz uma interpretação mais razoável ao dever de resultado imposto ao profissional, um parâmetro mais claro e objetivo sobre a avaliação do resultado cirúrgico, independentemente da satisfação subjetiva ou ‘agrado pessoal’ do paciente”, analisa Takahashi.

Segundo ela, o caminho mais seguro para os médicos desempenharem a profissão continuará sendo a adoção de boas práticas jurídicas e médicas para minimizar riscos e garantir a segurança tanto do paciente quanto da própria carreira. 

Porém, a decisão vai ainda de encontro ao entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM), destaca Takahashi. 

“O CFM, valendo-se de sua autoridade sobre a matéria, estabeleceu, por meio da Resolução CFM 1621/2001, que a obrigação do cirurgião plástico na cirurgia estética, assim como nas demais áreas da Medicina, se restringe ao emprego das melhores técnicas disponíveis, buscando o melhor desfecho possível, sem garantir um resultado específico”, expõe a advogada.
 
E, ao divergir desse entendimento e impor ao cirurgião plástico a obrigação de resultado, o Judiciário impõe um ônus adicional ao profissional, acrescenta a especialista. “A necessidade de comprovar que a escolha e a execução da técnica foram adequadas e que o resultado obtido após a cirurgia trouxe uma melhoria objetiva na aparência da área operada, em comparação ao estado anterior ao procedimento”.

 

Documentação médica e perícia

Com a presunção de culpa, o médico passa a ter a responsabilidade de demonstrar que o resultado desarmonioso ocorreu por fatores imprevisíveis, como caso fortuito e força maior, ou culpa exclusiva do paciente. Ou seja, a presunção de culpa pode ser afastada com uma defesa bem estruturada, baseada em documentação detalhada, perícia médica e um consentimento claro. 

“A melhor estratégia de prevenção reside na documentação minuciosa. A redução dos riscos nasce do prontuário com registros completos das condições clínicas do paciente, incluindo peso, altura, IMC, comorbidades e uso de medicamentos, além da descrição detalhada do objetivo cirúrgico e da queixa principal do paciente, o registro da técnica utilizada e a justificativa da escolha, da evolução pós-operatória, incluindo eventuais intercorrências e condutas adotadas, assim como a realização de fotografias pré e pós-operatórias, como meio de prova da efetividade da cirurgia”, avisa a especialista. 

Além disso, registros detalhados sobre a evolução do paciente, fotografias pré e pós-operatórias e perícia técnica são essenciais nesses casos. “A perícia médica é um dos mais relevantes meios de prova para afastar a responsabilidade do profissional. O laudo pericial pode comprovar, de forma técnica e robusta, que o evento lesivo era inevitável e estava além do controle do médico.” 

Outro ponto importante é manter um termo de consentimento bem elaborado, o que pode ser determinante para evitar problemas futuros. “O consentimento informado é o documento que comprova que o paciente foi devidamente esclarecido de que o resultado do procedimento cirúrgico pode não atender integralmente às suas expectativas pessoais e que isso não caracterizará inadimplemento por parte do médico”, afirma Samantha Takahashi.
 

A decisão é definitiva?

Apesar do reforço desse entendimento pelo STJ, isso não significa que todos os processos futuros serão julgados da mesma forma.

“Esse posicionamento estabelece um direcionamento jurisprudencial, mas não configura uma decisão definitiva e vinculante para todos os casos que envolvem a obrigação de resultado do cirurgião plástico. Cada processo continuará sendo analisado individualmente, considerando as circunstâncias específicas da demanda, as provas apresentadas e a interpretação dos tribunais.”


 

Fonte: Samantha Takahashi - advogada especialista em Defesa Médica


Nova metodologia de inteligência geoespacial torna mais precisa e rápida a gestão do uso da terra

 

Os pesquisadores aplicaram a nova metodologia em Mato Grosso
 usando dados da safra estratégica de 2016/2017
 (
imagem: Michel Eustáquio Dantas Chaves)

Técnica desenvolvida na Unesp de Tupã foi testada em Mato Grosso e delimitou com maior precisão áreas de vegetação natural e de produção agrícola, por tipo de cultura; resultados indicaram 95% de acerto no mapeamento

 

Pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Tupã, desenvolveram e testaram uma nova metodologia de inteligência geoespacial que pode contribuir de forma mais rápida e precisa com projetos de gestão do uso da terra e de planejamento territorial. Com a ferramenta, foi possível delimitar com precisão áreas de floresta amazônica, vegetação de Cerrado, pastagens e culturas agrícolas em sistema de cultivo duplo, algo que pode fornecer subsídios para políticas públicas voltadas à produção agrícola e conservação ambiental.

Combinando arquitetura de cubos de dados (prontos para análise), disseminada no país por meio do projeto Brazil Data Cube, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e a abordagem Geobia (sigla em inglês para Geographic Object-Based Image Analysis), os cientistas conseguiram identificar a vegetação e as práticas de cultivo duplo – soja e milho, por exemplo – ao longo de uma safra no Estado de Mato Grosso. Foram usadas séries temporais de imagens de satélite do sensor Modis (Moderate Resolution Imaging Spectroradiometer), da Nasa, a agência espacial norte-americana.

Os resultados indicaram que a combinação proposta, aliada a algoritmos de aprendizado de máquinas (inteligência artificial), alcançou 95% de acerto no mapeamento.

A Geobia é uma técnica que permite o processamento de imagens de satélite a partir de segmentações que agrupam pixels semelhantes em geo-objetos e estuda suas características, como forma e textura, além da reflectância. Isso permite, em muitos casos, uma interpretação mais próxima da realidade. Os cubos de dados, por sua vez, armazenam informações em dimensões – tempo e localização –, facilitando a agregação e visualização de informações referentes a determinado local em um período específico, como áreas de cultivo em um ano-safra.

Atualmente, os mapeamentos utilizam análises de imagens por pixel isoladamente, o que acaba gerando problemas de bordas, com indefinição em algumas áreas. “Os trabalhos científicos têm colocado a confusão espectral em zonas de borda entre usos da terra distintos como um ponto a ser melhorado. Assim, resolvemos segmentar as imagens e avaliar o objeto geográfico como unidade mínima de análise, e não o pixel. É como se a imagem fosse quebrada e classificada de acordo com cada peça. Com isso, foi possível reduzir erros recorrentes de borda e identificar os alvos de forma aderente, mesmo usando resolução espacial moderada”, diz à Agência FAPESP o professor da Faculdade de Ciências e Engenharia da Unesp Michel Eustáquio Dantas Chaves, autor correspondente do artigo.

Chaves vem usando a arquitetura de cubos de dados há alguns anos para desenvolver ferramentas que contribuem em análises com enfoque no avanço da fronteira agrícola, especialmente no Cerrado (leia mais em: agencia.fapesp.br/50142).

Segundo o professor, a metodologia pode ser replicada para avaliar imagens oriundas de outros satélites de observação da Terra, como Landsat e Sentinel, que fornecem dados para estudos científicos, mapeamento e monitoramento. Imagens de ambos estão sendo trabalhadas agora pela equipe coordenada pelo professor.

O artigo descrevendo a metodologia foi publicado na edição especial Research Progress and Challenges of Agricultural Information Technology, da revista científica AgriEngineering. O estudo teve apoio da FAPESP por meio de três projetos (21/07382-223/09903-5 e 24/08083-7).

 

Aplicação na prática

O Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com 31,4% do total do país, seguido do Paraná (12,8%) e Rio Grande do Sul (11,8%). A estimativa é que o Estado atinja 97,3 milhões de toneladas na safra 2024/2025 – um aumento de 4,4% em relação à anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Praticamente metade dessa produção (46,1 milhões de toneladas) deve ser de soja.

Além disso, o Mato Grosso é um dos Estados com maior biodiversidade – abriga parte de três dos seis biomas brasileiros. Cerca de 53% de seu território está na Amazônia, 40% no Cerrado e 7% no Pantanal.

Devido a essa heterogeneidade dos usos do solo e tipos de vegetação em seu território, os pesquisadores aplicaram a nova metodologia em Mato Grosso usando dados da safra estratégica de 2016/2017, na qual o Brasil produziu 115 milhões de toneladas de soja, sendo 30,7 milhões de toneladas no Estado. As classificações de uso do solo foram associadas às terras agrícolas (pousio-algodão, soja-algodão, soja-milho, soja-pousio, soja-milheto e soja-girassol), além de culturas de cana-de-açúcar, áreas urbanas e corpos d’água.

Os resultados indicaram precisão geral de 95%, mostrando o potencial da abordagem para fornecer mapeamentos que otimizam a delimitação de florestas e terras agrícolas. “Como a abordagem consegue identificar os alvos de forma aderente, a metodologia pode ser aplicada em estimativa de área ainda dentro de uma mesmo safra, favorecendo estimativas de produtividade; em ações de planejamento territorial e tudo o que trate do uso e da cobertura da terra para tomada de decisão”, detalha Chaves sobre a aplicação da ferramenta.

O professor explica que a metodologia também permite analisar perturbações em florestas e outros tipos de vegetação natural. “É mais rápido identificar se há desmatamento do que degradação. Esse método permitiu detectar essas variações de forma mais rápida.”

No artigo, os cientistas fazem uma homenagem à professora Ieda Del’Arco Sanches, pesquisadora de sensoriamento remoto no Inpe, que faleceu em janeiro. “Esse artigo é uma forma de agradecê-la pelos ensinamentos e seguir seu legado. Ieda sempre trabalhou para avaliar a superfície terrestre com precisão e tratar os dados de forma ética e responsável, mostrando como eles podem contribuir para a construção de políticas públicas", completa Chaves.

O artigo Mixing Data Cube Architecture and Geo-Object-Oriented Time Series Segmentation for Mapping Heterogeneous Landscapes pode ser lido em: www.mdpi.com/2624-7402/7/1/19.

 

Luciana Constantino
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/nova-metodologia-de-inteligencia-geoespacial-torna-mais-precisa-e-rapida-a-gestao-do-uso-da-terra/54096

 

Glossário do Empreendedor: o que é Freemiu


 

Saiba mais sobre o modelo de negócio usado por empresas de serviços digitais que oferecem produtos de graça para fisgar bons clientes


Quem se lembra daqueles CD-ROM de programas de computador que vinham como brindes em revistas de informática vendidas em bancas de jornal na década de 1990? 

Em muitos casos, os programas, como softwares de antivírus, operavam por tempo determinado ou em uma versão limitada. E, para ter acesso a todas as funcionalidades, era necessário comprar a versão premium. 

A junção de produtos e serviços gratuitos (free) com funcionalidades pagas (premium) deu origem ao conceito Freemium, que hoje é um modelo de negócio muito popular usado em startups e outras empresas de serviços digitais. 

Saiba mais sobre o termo. 

 

QUANDO SURGIU  

O modelo freemium já era usado antes do termo ser cunhado em 2006. O criador da expressão foi Fred Wilson, fundador da Union Square Ventures, empresa de capital de risco que investiu em empresas como Facebook e Kickstarter. 

Em um artigo publicado em seu blog, Wilson descreveu como seria o seu modelo de negócio favorito: oferecer um produto de graça para conquistar muitos clientes e crescer por meio do burburinho causado pelos próprios usuários.

Na época, Wilson citou o exemplo do Skype, em que os usuários realizam chamadas de voz gratuitamente dentro da plataforma, mas pagam para ligar para telefones comuns. 

Em 2009, o modelo de negócio freemium ganhou ainda mais popularidade ao ser um dos temas do livro Free, de autoria do físico e jornalista Chris Anderson, autor de A Cauda Longa

De acordo com Anderson, a solução para uma empresa que, mesmo investindo em publicidade, possui dificuldades para vender é oferecer versões básicas de seus produtos gratuitamente – e cobrar de usuários que precisam de aplicações mais complexas.

Neste caso, uma minoria pagante pode gerar receitas suficientes para bancar toda a operação.  

 

AS VANTAGENS E RISCOS

A vantagem do modelo freemium é a rapidez com que capta usuários – para isso, além de gratuito, o serviço precisa ser fácil de usar, intuitivo, e, se possível, gerar certo grau de dependência no usuário.

E se poucos usuários optarem pela versão Premium e a empresa não obter grandes lucros? 

Para evitar esse risco, o empreendedor precisa oferecer um produto suficientemente bom para atrair clientes, ao mesmo tempo em que disponibiliza recursos adicionais e exclusivos que serão necessários para determinados segmentos de usuários.  

De acordo com Chris Anderson, um dos motivos que levam os usuários a pagar pela versão premium é a comodidade. 

O autor cita o exemplo do iTunes, serviço de compra de música virtual da Apple. Anderson diz que os usuários poderiam baixar músicas gratuitamente em diversos sites, mas escolhiam o iTunes devido à qualidade da música, segurança contra vírus e facilidade de busca de faixas na plataforma. 

 

EMPRESAS COM MODELO FREEMIUM 

O modelo freemium é bastante usado por empresas de produtos digitais. Nessas empresas, não há o custo de produção unitário. A partir do desenvolvimento do produto, o custo de produção não muda se a empresa atender 100 ou 1 milhão de pessoas. 

O Linkedin é uma das maiores referências em modelo freemium. Grande parte dos usuários brasileiros frequenta a plataforma gratuitamente. Há, porém, planos pagos que são segmentados de acordo com interesses específicos. 

Outra empresa que adota o modelo freemium é o Spotify, plataforma de música digital, em que usuários premium têm acesso a recursos exclusivos, como músicas em alta qualidade, acesso ao serviço off-line e ausência de volumosa propaganda – chatice reservada apenas aos usuários free. 



Italo Rufino
https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/glossario-do-empreendedor-o-que-e-freemium


Como a IA colabora no empoderamento feminino para executivas em cargos de liderança

Shutterstock
Automação de processos, auxílio nos relatórios, assistentes pessoais, apresentações mais personalizadas, acuracidade de dados e outros benefícios são destaque para apoiar as mulheres, declaram especialistas

 

A crescente participação feminina no universo tecnológico, em especial na inteligência artificial, engaja uma nova era de liderança. Ferramentas de IA, ao serem aplicadas de forma estratégica, promovem o empoderamento e aprimoram a gestão operacional de mulheres em posições cargos de comando. Especialistas da Foundever, empresa líder global em experiência do cliente (CX), destacam como a IA se torna uma aliada indispensável não apenas no desenvolvimento profissional, mas também na otimização da vida pessoal, permitindo um equilíbrio mais eficiente entre as diversas esferas da vida.

 

 A Especialista de Projetos da Foundever, Stela Chagas, explica que as mulheres são muito objetivas, práticas e, ainda, sensíveis. Essas qualidades são um diferencial tanto para as atividades em cargos de liderança, como também na vida pessoal. 

 

“Com a IA, a qualidade ficou muito visível depois que essa tecnologia integrou o mercado e a gente consegue ter tempo também dentro do nosso próprio trabalho para agregar conhecimento no escopo que atuamos. As ferramentas de workforce, por exemplo, ajudam muito as operações de recursos, e no entendimento de como as contas performam. Com isso, os líderes têm melhor direcionamento para orientar os analistas até em questão de carreira”, conta.

 

Essa oportunidade de as mulheres otimizarem tempo em suas demandas, ainda mais em cargos de lideranças, faz com que, automaticamente, elas tenham também maior disponibilidade de aperfeiçoamento na própria carreira, como alertado por Stela. Com isso, os efeitos nos negócios e no desempenho econômico podem ser perceptíveis até mesmo na macroeconomia.

 

De acordo com os dados do relatório “Female Leadership in the Age of AI”, 2024, elaborado pelo International Business Machines Corporation (IBM), 74% das pessoas veem o aumento da liderança feminina como uma maneira importante de garantir que os benefícios econômicos da IA ​​sejam sentidos igualmente em toda a sociedade.

 

Maneiras que a IA ajuda as lideranças

Na visão da gerente de Operações da Foundever, Silvania Sena, as tecnologias emergentes, como o ChatGPT, se alinham notavelmente com as habilidades femininas, oferecendo ferramentas valiosas para aprimorar a liderança e outras funções. Ela destaca a versatilidade desta inovação que facilita a revisão de textos, faz adaptações personalizadas, ajuda na geração de relatórios automatizados, elaboração de feedbacks para clientes, e personalização de apresentações para diferentes públicos.

 

“A IA agiliza a obtenção de dados e respostas, otimizando processos e permitindo um acompanhamento mais eficiente, mesmo com equipes humanas dedicadas. Essa agilidade se alinha à busca feminina por objetividade e praticidade, especialmente para mulheres que conciliam carreiras exigentes com as responsabilidades domésticas, otimizando o tempo e garantindo qualidade nas duas entregas. Embora a busca por eficiência na gestão seja comum a todos, a objetividade se destaca como uma característica particularmente feminina”, comenta.

 

A companhia de experiência do consumidor, em que Silvania e Stela trabalham, tem um número expressivo de mulheres em cargos de liderança. São 48,5% da presença feminina nas cadeiras de gestão, levando em consideração que, em 2024, a maioria de pessoas promovidas, independentemente do cargo, pertence ao sexo feminino (50,1%) sinalizando a constância nas admissões deste gênero no ramo de soluções tecnológicas.

 

Desafios e oportunidades

Não é novidade que, apesar dos avanços na equidade de gênero, mulheres ainda enfrentam desafios históricos no mercado de trabalho, com a necessidade de superar obstáculos específicos; nesse contexto, um relatório da IBM revela que 73% dos líderes empresariais reconhecem o papel crucial do aumento da liderança feminina na mitigação do preconceito de gênero na inteligência artificial.

 

Na opinião de Stela, ainda pautando os obstáculos dentro da tecnologia, seja para homens e mulheres, ainda há a necessidade de melhorias em questões de legislação no próprio país. “Eu acredito que todos os dias é uma novidade quando o tema é inovação e é necessário entender que os desafios são mais relacionados com as leis que fiscalizam a IA do que, de fato, como elas são utilizadas e isso impacta nas vidas”, diz.

 

Em contrapondo aos desafios, ambas especialistas acreditam que a presença feminina no mercado de tecnologia melhorou muito e, atualmente, ambas podem colher bons frutos do que antes era apenas meio caminho andado.

 

“Hoje, nós observamos o acolhimento e respeito na profissão. Vale lembrar que há uma rede de apoio de outras mulheres no setor de tecnologia, o que é muito importante para não nos sentirmos solitárias. Eu, por exemplo, já assumi cargos em que a presença dos homens era maior, mas quebrei tabu e, com isso, eu posso proporcionar o mesmo para outras mulheres que também desejam. É muito importante que nós, gestoras, que já passamos por isso, também façamos o mesmo por outras pessoas”, finaliza a gerente de Operações da Foundever, Silvania Sena.

 



Foundever
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quarta-feira, 5 de março de 2025

Como o mercado brasileiro lida com a Inteligência Artificial?

O boom da Inteligência Artificial pelo mundo inteiro continua gerando polêmicas por onde passa, ao impactar diferentes áreas e segmentos. A mais recente está relacionada à IA de origem chinesa - a DeepSeek -, que vem dando o que falar, já que se apresenta como um modelo avançado, tendo a capacidade de realizar tarefas mais complexas e com custos operacionais em valor reduzido.


O lançamento da DeepSeek-R1, uma das versões da IA, fez com que o mercado - em especial o financeiro - ficasse abalado, e ações de empresas, como Microsoft e NVIDIA, registraram quedas expressivas em um curto período. Afinal, ninguém esperava o surgimento de um concorrente que se coloca em um patamar tão alto, trazendo abordagens aparentemente mais acessíveis e eficientes que o clássico Chat GPT, por exemplo.

No entanto, sempre costumo me questionar sobre a eficiência das inteligências artificiais. É inegável que funcionam e podem sim ser úteis em diversas tarefas e atividades do nosso dia a dia, facilitando alguns aspectos da rotina e tornando a entrega de determinadas atividades mais rápida e prática. Porém, será que as pessoas sabem o real impacto da IA no mercado brasileiro?

A verdade é que a maioria dos pontos envolvendo IA no Brasil ainda estão em uma fase de amadurecimento e podemos perceber isso diante da falta de habilidade das autoridades para lidarem com as questões, incluindo a sua regulamentação, que ainda não foi definida. Vejo muitas empresas curiosas e interessadas por tecnologias como a DeepSeek, diante de seus aparentes benefícios, mas sem saber ao certo como utilizá-la.

Neste sentido, acredito que para que a Inteligência Artificial realmente impacte o mercado brasileiro de forma positiva é necessário sair do frenesi e pensar em investimentos em recursos e profissionalização de uma maneira racional. Porque a partir do momento que temos recursos, é viável ter uma estrutura melhor, o que possibilita a capacitação de talentos, que estarão qualificados para lidarem com os diferentes tipos de IA e as possibilidades que ela oferece.

De acordo com os balanços divulgados recentemente, os investimentos em inteligência artificial de grandes empresas como Amazon, Microsoft, Google e Meta devem chegar a US$ 320 bilhões em 2025. Isso só mostra que apesar do “susto” com a DeepSeek, as big techs americanas pretendem continuar investindo na tecnologia. Isso reforça a importância do Brasil também se colocar nessa corrida, para que não fique muito para trás.

No meu segmento, desde a explosão do ChatGPT quando foi lançado, vi profissionais testando e ‘ensinando’ a IA a construir OKRs, inclusive, postando seus resultados nas redes sociais de forma orgulhosa. Já vi executivos falando de boca cheia que agora seus OKRs seriam construídos com a ajuda de software com IA. Porém, o resultado que vi, tanto na rede social, como no software, continua igual.

Ou seja, se não souber como usar a ferramenta, não vamos alcançar o benefício proposto pelo uso dela. Mais uma vez, dependemos primeiro da iniciativa livre dos cidadãos, afinal, temos vários capacitados para surfar esta onda e gerar valor para os indivíduos e para a sociedade. Do poder público, esperamos uma regulamentação e ajustes na legislação para que se possa colher os benefícios sem prejudicar os direitos individuais.



Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


Seven PR


Transformação digital: quais barreiras impedem o avanço no mercado brasileiro?

 

A transformação digital não é mais uma tendência, mas uma necessidade urgente para empresas que desejam se manter competitivas. No entanto, apesar do discurso entusiasmado sobre inovação e tecnologia, o Brasil ainda enfrenta barreiras estruturais e culturais que dificultam essa transição.

Mesmo que as indústrias tenham começado seu processo de integração entre sistemas físicos e digitais com a Indústria 4.0, o cenário de revolução a partir de tecnologias, como por exemplo, Internet das Coisas (IoT), Big Data, computação em nuvem e Inteligência Artificial, não obteve um alcance global, enfrentando diferentes ritmos e barreiras estruturais, especialmente em países emergentes como o Brasil.

De acordo com dados da segunda edição de um levantamento do Núcleo de Inovação e Tecnologias Digitais da Fundação Dom Cabral (FDC), em colaboração com a PwC Brasil, 46,3% das organizações adotam uma abordagem mais cautelosa em relação às iniciativas digitais, enquanto uma pequena parcela (13,4%) acredita que investimento em inovação é algo para o futuro. Ou seja, na prática, a transformação tecnológica não é a realidade de todas as empresas no Brasil.

Esse caminho de digitização, que leva à transformação do formato analógico para o digital, acaba encontrando barreiras. O primeiro entrave é a infraestrutura tecnológica ainda defasada em várias regiões, o que acaba atingindo o desenvolvimento de diferentes setores da empresa. Outro ponto que também conta é a falta de conectividade em regiões afastadas e a qualidade dos serviços de telecomunicações, que impedem uma adesão total às novas tecnologias. Esses fatores contam muito, principalmente, quando consideramos que há um alto custo para implementar as soluções digitais necessárias para as organizações.

Entretanto, o que mais pesa na decisão final é a escassez de mão de obra qualificada. Afinal, quando a liderança percebe que não há profissionais qualificados dentro de sua equipe, surgem preocupações com uma possível demissão em massa, aliada a toda a mudança para o digital, que, para grande parte, significaria um alto custo. No entanto, tais problemas são facilmente diagnosticados e solucionados diante de uma análise especializada.

Neste caso, o medo não é uma realidade. A mudança pode ser mais vantajosa do que aparenta. Afinal, por meio de um estudo com indicadores econômicos, os entraves que estão na mentalidade das lideranças empresariais deixam de ser um empecilho para alcançar mais espaço no mundo dos negócios. Em contrapartida, a relutância em abandonar modelos tradicionais de administração, temendo que a digitização traga mais desafios do que benefícios, junto a falta de informação e o receio de uma reestruturação profunda, travam decisões estratégicas.

Nesse cenário, é fundamental fazer a mudança do analógico para o digital baseado em uma análise especializada com profissionais que possuam experiência na gestão da transformação digital. Com isso, será possível adotar novas tecnologias a partir de uma visão estratégica e realista do processo, sempre focada em reduzir danos. Além disso, também será possível trabalhar a equipe tanto para a mudança de cultura organizacional quanto na capacitação para lidar com um cenário desconhecido.

Mesmo sendo uma realidade ainda desafiadora, já sabemos que a transformação digital é um caminho sem volta, e o Brasil não pode mais adiar essa revolução. Os desafios são grandes, mas os benefícios são inegáveis, indo desde a maior eficiência, competitividade, inovação até, acima de tudo, mais qualidade de vida. Por isso, cabe o alerta para empresas e gestores que não assumirem o compromisso com essa evolução, correm o risco de ficar para trás em um mundo cada vez mais tecnológico e dinâmico.

 


João Pires - executivo de vendas da SPS Group

SPS Group


Dia Internacional da Mulher: celebrar conquistas e promover ações de conscientização

Seconci-SP reafirma compromisso com valorização das mulheres, reconhecendo sua contribuição vital para a sociedade

 

Celebrado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher objetiva relembrar as lutas históricas das mulheres para conquistar direitos fundamentais, denunciar as desigualdades de gênero, celebrar as conquistas das mulheres em todas as esferas da sociedade e promover ações de conscientização sobre a importância da igualdade de gênero e o empoderamento das mulheres.

É o que afirma Heloisa de Oliveira Pinheiro, assistente social do Seconci-SP (Serviço Social da Construção), no artigo “Um dia de luta e celebração”, escrito para marcar aquela data.

Heloisa escreve que, entre as ações do Seconci-SP voltadas ao apoio da mulher trabalhadora da construção civil, destacam-se programas de capacitação e treinamento, que visam proporcionar mais oportunidades de crescimento profissional e pessoal, além de garantir a redução da desigualdade de gênero dentro das empresas do setor. O Seconci-SP – prossegue – também promove palestras, oficinas e rodas de conversa sobre temas como saúde da mulher, combate à violência doméstica, autoestima e direitos trabalhistas.

“Neste Dia Internacional da Mulher, o Seconci-SP reforça seu compromisso com o desenvolvimento e a valorização das mulheres, reconhecendo sua contribuição vital para a construção do presente e do futuro da sociedade”, destaca Heloisa.

De acordo com a assistente social, “o Serviço Social, enquanto profissão comprometida com a promoção da cidadania e a redução das desigualdades sociais, tem, em sua prática cotidiana, um forte vínculo com as demandas e desafios enfrentados pelas mulheres, um papel estratégico na promoção da igualdade de direitos e no enfrentamento das várias formas de discriminação que essas mulheres enfrentam diariamente”.

“Algumas das principais formas de atuação nesse contexto incluem: promoção da igualdade de gênero, apoio às mulheres em situação de vulnerabilidade, enfrentamento da violência de gênero, promoção da autonomia e empoderamento, participação em ações comunitárias e políticas públicas, promovendo a inclusão das mulheres na sociedade de forma plena e igualitária, pois, apesar dos avanços, a luta das mulheres continua em diversos aspectos, como a violência doméstica, que ainda é uma das maiores formas de opressão enfrentada no mundo. Em muitos países, mulheres ainda são vítimas de abuso físico, psicológico e sexual e ainda há desigualdade salarial, especialmente as negras e periféricas, que continuam ganhando menos que os homens, mesmo em funções semelhantes”.

Leia o artigo:

https://www.seconci-sp.org.br/um-dia-de-luta-e-celebracao-das-mulheres.html

 

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