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quinta-feira, 6 de março de 2025

Cozinhas industriais e comerciais: a importância da inspeção e do laudo técnico para evitar risco

 

Sem uma inspeção adequada, esses ambientes podem apresentar riscos graves, e o engenheiro mecânico desempenha um papel fundamental na prevenção desses problemas 

 

Cozinhas de alta demanda, como industriais e comerciais, exigem não apenas boas práticas de higiene e segurança alimentar, mas também um olhar técnico especializado para outros aspectos que muitas vezes podem passar despercebidos e apresentam a possiblidade de gerar riscos graves, como incêndios e até mesmo a contaminação dos alimentos.

De acordo com Daniel Lemos, engenheiro mecânico, mentor e fundador da empresa Engenhando Soluções, inspeções feitas por engenheiros mecânicos capacitados são a chave para garantir a segurança em cozinhas industriais e comerciais. “Dois problemas principais são recorrentes nesses espaços: o acúmulo de gordura nas coifas e a falta de manutenção dos sistemas de exaustão. E o risco mais grave é o de incêndio. A gordura que se acumula nas coifas é altamente inflamável e, sem a devida limpeza, pode pegar fogo facilmente”, explica.

Além disso, ele alerta também para a possibilidade de contaminação dos alimentos. “Se essa gordura começar a pingar, pode cair diretamente sobre os alimentos que estão sendo preparados, comprometendo a qualidade e a segurança alimentar.”

Durante uma inspeção, o engenheiro mecânico verifica diversos pontos da estrutura da cozinha. “Nós avaliamos a limpeza e o funcionamento das coifas, o sistema de exaustão, as tubulações, motores, os dampers corta fogo e até mesmo a chaminé”, explica Lemos. A segurança da cozinha como um todo também é analisada, garantindo que todos os equipamentos operem corretamente e dentro dos padrões adequados.


Falta de regulamentação e principais desafios

Apesar de todos os riscos envolvidos nesse tipo de ambiente, a fiscalização de cozinhas industriais e comerciais ainda é precária. “A regulação é mais comum em shoppings e redes de fast food, mas em restaurantes menores ainda vemos muitas cozinhas com acúmulo excessivo de sujeira”, afirma. Segundo ele, não há uma legislação específica para a inspeção desses espaços, mas existem normas técnicas voltada para sistemas de exaustão de cozinhas, por exemplo, que podem ser seguidas pelos profissionais da área.

“Esse é um mercado interessante para o engenheiro mecânico autônomo prestar seus serviços, mas justamente devido à falta de uma legislação específica, é interessante que ele busque seguir os passos de um engenheiro que já está no mercado, já entende sobre essa área, conhece os possíveis riscos e conta uma experiência sólida para passar para ele”, explica Lemos.


Quem precisa desses serviços?

Segundo Daniel Lemos, os principais clientes para a inspeção e emissão de laudos desse tipo são, obviamente, os restaurantes, e também estabelecimentos que contam cozinhas industriais. “Redes de fast food e praças de alimentação demandam esse tipo de serviço regularmente. Além disso, restaurantes de rua e hospitais e hotéis são alguns exemplos de negócios que precisam de inspeção técnica para garantir a segurança e a conformidade em suas cozinhas”.


Oportunidade para engenheiros mecânicos

Para os engenheiros mecânicos que desejam atuar nesse nicho, a dica é buscar capacitação e conhecer bem o mercado. “O primeiro passo é estudar as normas técnicas aplicáveis. Depois, é essencial entender quem são os clientes, quais são suas necessidades e como o engenheiro pode ajudá-los”, recomenda Lemos. Ele também reitera que os profissionais precisam acompanhar engenheiros mais experientes para absorver conhecimento prático.

“Com uma demanda crescente, esse tipo de serviço representa uma oportunidade promissora para engenheiros mecânicos que queiram atuar de maneira autônoma, oferecendo seus serviços para um setor que precisa primar pela segurança”, finaliza Daniel Lemos.

 

Centro de Referência e Apoio à Vítima: mais de 360 mulheres vítimas de crimes recebem apoio mensalmente em SP

Programa da Secretaria da Justiça e Cidadania oferece suporte psicológico, social e jurídico a vítimas diretas e indiretas de feminicídio, homicídio e latrocínio 

 

O Centro de Referência e Apoio à Vítima (CRAVI), da Secretaria da Justiça e Cidadania, atende mensalmente cerca de 360 mulheres impactadas por crimes contra a vida, como feminicídio, homicídio e latrocínio. O programa presta assistência às vítimas diretas e indiretas, oferecendo acolhimento especializado e gratuito.

Esposas, mães e avós que perderam entes queridos, além de mulheres que sobreviveram a tentativas de feminicídio, encontram no CRAVI um espaço de amparo e reconstrução. O serviço também atende homens, mas são as mulheres que buscam apoio com maior frequência.

De acordo com a coordenadora do CRAVI, Luane Natalle, entre 2020 e 2024, o programa realizou mais de 37 mil atendimentos, sendo a maioria voltada a mulheres afetadas por violência doméstica e feminicídio, tentado ou consumado.

“O CRAVI é o único serviço no estado dedicado ao acolhimento de vítimas de crimes contra a vida. Nosso maior retorno é a transformação que essas pessoas vivenciam, recuperando sua autonomia e autoestima para reescreverem suas histórias”, destaca Luane.

Criado em 1998, o CRAVI já realizou mais de 80 mil acolhimentos e está presente em nove cidades paulistas: São Paulo (Capital), Araçatuba, Santos, São Vicente, Barueri, Caieiras, Guarulhos, Suzano e Pindamonhangaba. Além dos atendimentos individuais, promove palestras, rodas de conversa e eventos que fortalecem a superação e a prevenção da violência.

 

CRAVI promove atividades especiais pelo Dia Internacional da Mulher 

Em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, o CRAVI realizará uma série de eventos voltados às vítimas atendidas e ao público em geral:

  • 07 de março, às 10h - CRAVI Guarulhos

Palestra: "Prevenção à violência e atendimento à vítima - abordagem e serviços", em parceria com o Núcleo de Prevenção à Violência (NPV).

  • 12 de março, às 14h30 - CRAVI Barueri

Roda de conversa: "Mulheres e o Mundo do Trabalho: Independência Financeira e Superação dos Ciclos de Violência", no Núcleo SBB de Atendimento Social (Av. Sargento José Siqueira, 164, Jardim Paraíso).

  • 14 de março, às 14h - CRAVI Pindamonhangaba

Palestra: "Ser a melhor versão de si" - Reflexões sobre violência, luto, inteligência emocional e autoconhecimento. O evento terá apoio da Secretaria da Mulher e Direitos Humanos, Sebrae e Programa Emergencial de Auxílio ao Desempregado (PEAD), na Rua Cel. José Antônio Salgado, 101, Bosque da Princesa.

  • 20 de março, às 9h - CRAVI Guarulhos

Roda de conversa: Encontro com o Grupo de Luto Recomeçar, que oferece suporte emocional e incentivo ao convívio social para mulheres em processo de superação. Local: Rua Vera, nº 60, Jardim Santa Mena.


Aprenda a gerir como uma mulher

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Não só a reforma da lei, mas também das instalações permitiu a entrada das mulheres no ensino superior ainda nos tempos do Império. A Reforma do Ensino de 1879 reconhecia o direito das mulheres de se inscreverem em cursos superiores, mas cabia às instituições fazer as adaptações necessárias para recebê-las, inclusive garantindo banheiros e lugares separados nas aulas.

100 anos depois, a presença feminina nas universidades se tornaria cada vez mais comum, com as oportunidades de trabalho se expandindo além do magistério, da enfermagem e do secretariado.

Em 1980, as mulheres já eram responsáveis por 45% dos diplomas de nível superior. Embora ainda concentradas em atividades de pedagogia, saúde, letras e artes, elas já começavam a se aventurar pela administração e pelo direito. Logo estariam galgando postos no mundo corporativo.

Contudo, ao penetrarem nesse ambiente, que para elas era novo, muitas mimetizavam o comportamento e a aparência de seus colegas masculinos. Quem se lembra da moda das ombreiras? Combinadas com a saia lápis e o escarpim, impunham uma presença de poder e glamour.

Impactante, a imagem da “mulher empoderada” provocava emoções variadas. Admiração, medo e inveja predominavam. Raramente gerava simpatia, confiança e empatia. Daí o estereótipo da mulher executiva mandona e sem coração, como a personagem de Meryl Streep em O Diabo Veste Prada. Essas mulheres haviam ido muito além do modelo masculino de liderança. Haviam se tornado “poderosas chefonas”.

O custo desse tipo de empoderamento – que reproduzia o pior do modo de gerir dos homens – foi o surgimento de uma geração de mulheres solitárias e monofocadas na carreira. E qual foi o benefício para o ambiente de trabalho? Questionável...

Hoje, 60% das pessoas com nível superior no Brasil são mulheres. Elas, inclusive, já superaram o número de homens com diplomas em negócios, administração e direito. Enquanto isso, o mundo do trabalho se transforma. “Assédio moral” e “burnout” viraram expressões corriqueiras.

A maioria dos jovens diz não querer cargos de liderança. Grande parte deles nem estuda nem trabalha e, pior, quase 5 milhões sequer gostariam de trabalhar.

Onde foi parar o glamour do poder? Há uma percepção entre os jovens de que o salário não garante mais a independência. Da mesma forma, cargos de liderança não garantem status. Parece que flexibilidade e senso de propósito motivam mais do que título e recompensa financeira.

Divulgação
Temos um problema complexo aqui. Se a sociedade precisa do funcionamento das empresas e das organizações, como transformá-las em ambientes atraentes para as pessoas?

É necessária uma nova forma de gerir, em que a confiança e a autonomia superem o medo e a hierarquia. Vale notar que a palavra “gerir” tem origem no latim gerere, que também está na raiz de “gerar” e de “gestação”.

Essas são capacidades ancestrais femininas. Não seria o caso, nesse momento crítico, de nós – homens e mulheres – nos despirmos de nossas ombreiras e aprendermos a gerir como uma mulher? 


Marcia Esteves Agostinho - doutora em Engenharia e autora do livro Gerir como um cientista (Matrix Editora)


Samsung Ocean abre agenda mensal com atividades gratuitas sobre IA, Programação, Desenvolvimento de Games e mais

Programa de capacitação tecnológica da Samsung oferece em março aulas nos formatos remoto e presencial para pessoas de todo o Brasil

 

O Samsung Ocean está com a agenda aberta para as atividades gratuitas para o mês de março. Conhecido por oferecer capacitação tecnológica sem custo para pessoas de todo o Brasil, o programa de capacitação tecnológica da Samsung oferece neste mês aulas remotas e presenciais de Inteligência Artificial, Internet das Coisas, Metaverso, Programação, Empreendedorismo e muito mais. Além de gratuito, o conteúdo ofertado pelo Samsung Ocean inclui um certificado de participação emitido aos alunos concluintes dos cursos em que estão inscritos. Veja mais detalhes abaixo e saiba como participar.
 

Destaques da agenda do Samsung Ocean em março 

As aulas remotas do Samsung Ocean abrem a agenda de março com um Laboratório de Internet das Coisas, marcado para o dia 7. Já os interessados em Inteligência Artificial podem participar das aulas de Introdução à Otimização, que acontecem nos dias 10 e 11 de março. Também no dia 11 acontece a Oficina de Usabilidade, da Trilha de UX. A mesma trilha oferece, no dia 12, uma Aula Introdutória de UX Writing. Também no dia 12 acontece a aula de Desenvolvimento Ágil com foco em DevOps GIT. E no dia 13, os interessados em IA e Metaverso podem participar das aulas de Modelos de Linguagem Generativa e Chats Inteligentes e Introdução ao Desenvolvimento de Games

No formato presencial na unidade de Manaus, o Samsung Ocean abre a agenda de março com as aulas de Manufatura Aditiva da Trilha de Fabricação Digital, marcadas para os dias 10, 12 e 14. Também no dia 11, acontece um Laboratório de Internet das Coisas com Raspberry Pi. Já a Trilha de Programação oferece três aulas de programação para iniciantes com Scratch. Elas acontecem nos dias 12, 13 e 14. E a Trilha de Empreendedorismo, oferece no dia 12 uma aula de Lean Canvas com foco na Estruturação de Modelos de Negócios Inovadores. Já no dia 13 será realizado um Ocean Talk sobre Revolução Educacional com foco em Modelos de IA no ensino e aprendizagem

“Com este cronograma de atividades, estamos completando o primeiro trimestre de 2025. E nosso objetivo com o Samsung Ocean continua o mesmo: entregar capacitação tecnológica gratuita e de qualidade para pessoas de todo o Brasil. Essas agendas de aulas e cursos são desenvolvidas considerando os temas de relevância no mercado de tecnologia e inovação, por isso temos cada vez mais ofertado conteúdos sobre Inteligência Artificial, Programação, Internet das Coisas e Empreendedorismo, por exemplo”, afirma Eduardo Conejo, diretor de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung. 

As atividades do Samsung Ocean são totalmente gratuitas e oferecem certificado de participação. Os interessados podem se inscrever pelo site www.oceanbrasil.com ou pelo aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.
 

Confira a grade mensal completa do Samsung Ocean:

 

07/03

- Trilha IoT: Laboratório de Internet das Coisas

 

10/03

- Trilha IA: Introdução à Otimização (Parte 1)

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 1)*

 

11/03

- Trilha UX: Oficina de Usabilidade

- Trilha IA: Introdução à Otimização (Parte 2)

- Trilha IoT: Laboratório de IoT com Raspberry Pi*

 

12/03

- Trilha UX: UX Writing – Introdução

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps GIT

- Trilha Empreendedorismo: Lean Canvas – Estruturando Modelos de Negócios Inovadores*

- Trilha Programação: Programação para iniciantes – aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 1)*

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 2)*

 

13/03

- Trilha IA: Introdução aos Modelos de Linguagem Generativa e chats Inteligentes

- Trilha Metaverso: Introdução ao Desenvolvimento de Games

- Ocean Talk: Revolução Educacional – Modelos de IA no ensino e aprendizagem*

- Trilha Programação: Programação para iniciantes – aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 2)*

 

14/03

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps Docker

- Trilha Programação: Programação para iniciantes – aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 3)*

- Trilha Fabricação Digital: Manufatura Aditiva (Impressão e Escaneamento 3D) (Parte 3)*

 

17/03

- Trilha IA: Ciência de Dados – Laboratório com Pandas e Python

- Trilha Android: Listas com RecyclerView e Multithread*

- Trilha Empreendedorismo: Startup Game Experience*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 1)*

 

18/03

- Trilha IoT: Laboratório de IoT com Redes LoraWAN*

 

19/03

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – DevOps Jenkins

- Trilha Programação: Aprendendo a programar em Python (Parte 1)*

- Trilha Empreendedorismo: Desenvolvimento e Métricas de Produtos e Serviços Inovadores (Parte 1)*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 2)*

 

20/03

- Trilha Programação: Aprendendo a programar em Python (Parte 2)*

- Trilha Empreendedorismo: Desenvolvimento e Métricas de Produtos e Serviços Inovadores (Parte 2)*

 

21/03

- Trilha Android: Push Notification com Firebase*

- Trilha Blockchain: Desenvolvimento de uma Rede Blockchain e Criação de uma Criptomoeda*

- Trilha Fabricação Digital: Eletrônica/Microcontroladores para Fabricação Digital (Parte 3)*

- Trilha Programação: Aprendendo a programar em Python (Parte 3)*

 

24/03

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico (Parte 1)

- Trilha Backend: Backend com NodeJs e Express*

- Trilha IoT: Projetos e Programação com Arduino*

- Trilha Programação: Aprendendo a programar em Python (Parte 4)*

 

25/03

- Trilha UX: Introdução ao Design de Temas para Samsung Galaxy

- Trilha Programação: Aprendendo a programar em Python (Parte 5)*

 

26/03

- Trilha Digital Health: Inteligência Artificial Aplicada na Análise de Imagens Médicas e Diagnóstico (Parte 2)

- Trilha Backend: Laboratório de Backend e Banco de Dados com MongoDB*

 

27/03

- Trilha Fabricação Digital: Desenvolvimento de Protótipos utilizando técnicas de Fabricação Digital (Parte 1)*

- Trilha Programação: Programação para iniciantes – aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 1)*

 

28/03

- Trilha Assistente de Voz: Assistente Virtual em Ação – Aprofundando-se no Google

- Trilha IA: Previsão de Séries Temporais*

- Trilha Desenvolvimento Ágil: Desenvolvimento Ágil – Introdução*

- Trilha Fabricação Digital: Desenvolvimento de Protótipos utilizando técnicas de Fabricação Digital (Parte 2)*

- Trilha Programação: Programação para iniciantes – aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 2)*

 

31/03

- Trilha IA: Ciência de Dados – Processamento de linguagem natural e mineração de opinião em Python

- Trilha IA: Introdução à Visão Computacional com OpenCV*

- Trilha Metaverso: Laboratório de Realidade Misturada (Parte 1)*

- Trilha Programação: Programação para iniciantes – aprendendo a programar do zero com Scratch (Parte 3)*

 

*Atividades realizadas presencialmente no campus de Manaus. 



Samsung Newsroom
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Engenheiro fala sobre segurança elétrica

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Conselheiro do Crea-SP dá orientações sobre como evitar acidentes dentro e fora de casa


Acender a luz, carregar o celular, ligar a televisão. A eletricidade está presente nessas e em outras atividades cotidianas, mas, sem os devidos cuidados, pode representar um risco significativo. Acidentes elétricos são mais comuns do que se imagina, e a falta de informação é um dos principais fatores que contribuem para situações de risco, desde problemas com a fiação até o uso inadequado de aparelhos. Por isso, é fundamental conhecer as melhores práticas para garantir a segurança. 

Em 2024, a Associação Brasileira para os Perigos da Eletricidade (Abracopel) divulgou o Anuário Estatístico de Acidentes de Origem Elétrica de 2023, que apontou um aumento nas ocorrências naquele ano no País. No primeiro semestre de 2023, foram 992 notificações, superando as 949 do mesmo período no ano anterior, e, segundo a Associação, os números podem ser ainda maiores, pois nem todos os incidentes são listados. 

Vídeos na internet relatando casos de pessoas que se feriram com eletrodomésticos, como máquinas de lavar e secadores de cabelo, acendem ainda mais o alerta sobre a necessidade de conscientização acerca do tema. Fora isso, em tempo de maior incidência de temporais, os fatores de risco aumentam. 

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) reuniu alguns cuidados importantes para evitar acidentes, seja em casa, na rua ou em outros espaços:

 

1 - No ambiente doméstico 

O adaptador de tomada, também conhecido como benjamim ou T, cheio de carregadores, televisão, micro-ondas e muito mais. Essa cena tão comum nas casas brasileiras é um verdadeiro convite para um incidente. Dentre os recursos de proteção, o Dispositivo Diferencial Residual (DDR), disjuntor que atua combatendo as sobrecargas, monitora continuamente a corrente elétrica que entra e sai do circuito e, ao detectar qualquer fuga de corrente — como no caso de um cabo desencapado tocando uma superfície metálica ou o contato acidental de uma pessoa com a eletricidade — ele desliga automaticamente o fornecimento de energia.

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Segundo o coordenador da Câmara Especializada de Engenharia Elétrica (CEEE) do Crea-SP, engenheiro Heverton Bacca, a melhor forma de evitar um acidente começa com o projeto. “O ponto original de problemas domésticos é não considerar um profissional de Engenharia e Tecnologia Elétrica durante o projeto residencial. A presença de alguém capacitado nessa etapa faz com que o sistema seja mais seguro e tenha maior qualidade, protegendo os equipamentos, moradores e animais de estimação”, recomenda. 

A tentativa de realizar reparos sem conhecimento adequado também se destaca entre os fatores de periculosidade. Manusear fiações, trocar tomadas ou tentar solucionar falhas na rede elétrica sem desligar a energia pode resultar em acidentes graves. Além disso, a ausência de revisões periódicas nas instalações compromete a segurança. 

Já o uso de aparelhos elétricos em cozinhas, banheiros, lavanderias e áreas de serviço exige atenção redobrada. “A combinação de energia elétrica e áreas molhadas aumenta significativamente os riscos de choque, inclusive em tensões menores”, reforçou Bacca. Recomenda-se que as tomadas nesses espaços sejam protegidas contra respingos e que aparelhos não sejam manuseados com as mãos molhadas. O ideal mesmo é retirar o equipamento da tomada, no caso das máquinas de lavar, por exemplo, antes de abri-la para retirada das roupas, ou evitar o uso no ambiente molhado, quando se tratar de secadores de cabelo, chapinhas e barbeadores elétricos. 

Cabos ressecados, desencapados ou com cheiro de queimado, quedas frequentes de energia e disjuntores que desarmam sem motivo aparente também indicam possíveis problemas. Nestes casos, um profissional qualificado e registrado deve ser acionado para avaliar a situação e, se necessário, substituir a fiação. Além disso, construções mais antigas precisam de revisões periódicas para garantir que a rede elétrica suporta a demanda dos eletrodomésticos modernos.
 

2 - Nas ruas, espaços públicos, estabelecimentos e em eventos 

Ao identificar uma fiação caída, deve-se manter uma distância e avisar imediatamente a concessionária de energia ou o Corpo de Bombeiros. Nunca tentar tocar ou remover o cabo, pois ele pode estar energizado. Além disso, evite passar com veículos ou pisar próximo ao local, pois a eletricidade pode se espalhar pelo solo em um fenômeno conhecido como corrente de aterramento, que permite que a eletricidade se propague devido à condutividade do material. 

Em eventos ao ar livre, como shows e festivais, a segurança elétrica requer atenção especial devido à exposição a condições climáticas e à presença de aglomerações. A instalação elétrica deve ser projetada e executada conforme as normas técnicas vigentes, e assistida por um profissional habilitado e registrado, garantindo o uso de materiais adequados e a implementação de sistemas de proteção, inclusive com inspeções periódicas, especialmente antes e durante o evento. 

Para o público, é aconselhável estar atento e evitar o contato com estruturas metálicas que possam estar energizadas, como grades de proteção, torres de iluminação e postes. Deve-se também manter distância de equipamentos elétricos e não manipular cabos ou conexões, mesmo que aparentam estar desenergizados. Em caso de condições climáticas ruins, como tempestades com raios, é prudente buscar abrigo em locais seguros e aguardar orientações da organização do evento. A conscientização sobre os riscos elétricos e a adoção de comportamentos preventivos garantem a integridade física de todos.

 

3 - No período de chuvas 

Durante tempestades, a incidência de raios e quedas de energia aumenta, o que pode representar sérios riscos, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) são cerca de 80 milhões de registros anualmente. “O Brasil é um dos países com maior incidência de raios do mundo. Neste contexto, o uso de Dispositivo de proteção contra surtos (DPS) são indispensáveis para inibir acidentes nos períodos de chuvas fortes”, afirma Bacca. 

Para proteger equipamentos de televisão, computadores e eletrodomésticos contra raios e quedas de luz, os estabilizadores de energia são altamente recomendados. Além disso, em uma tempestade, o mais seguro é desligar os aparelhos da tomada para evitar danos por descargas elétricas. 

Em ambientes internos, ao perceber que a água está invadindo a residência, desligue imediatamente o disjuntor geral de energia, localizado no quadro de distribuição. Evite também qualquer contato com tomadas, interruptores e aparelhos elétricos, remova os equipamentos das tomadas e, se possível, coloque-os em locais elevados. Após o recuo da água, antes de religar a energia em sua residência, solicite a avaliação de um profissional habilitado e registrado para inspecionar as instalações elétricas. 

Em áreas externas, os cuidados devem ser igualmente rigorosos. Ao se deparar com alagamentos nas ruas, mantenha distância do acúmulo de água, pois podem existir cabeamentos elétricos submersos ou estruturas energizadas não visíveis, representando perigo de eletrocussão. Nunca atravesse áreas alagadas a pé ou de veículo, já que a água pode ocultar buracos, fiações caídas ou outros perigos. Caso observe cabos elétricos caídos ou danificados, mantenha-se afastado e acione imediatamente a concessionária de energia ou o Corpo de Bombeiros, fornecendo informações precisas sobre a localização para que as equipes especializadas possam isolar e reparar o dano de forma segura. 

A eletricidade facilita a vida, mas exige cuidado. A adoção de medidas preventivas é crucial para garantir a segurança pessoal e patrimonial, minimizando os riscos associados a acidentes elétricos em ambientes internos e externos. Para qualquer dúvida ou necessidade de avaliação, contar com profissionais habilitados e registrados pelo Crea-SP garante uma abordagem segura e eficiente. Afinal, prevenir é sempre a melhor escolha.


Pressão profissional x tarefas do lar: como as empresas podem promover ações de saúde mental para mulheres


“Você não pensa em como seria não ter que se preocupar com prioridades o tempo todo?” Essa frase é dita pela personagem Kate, interpretada pela atriz Sarah Jessica Parker, no filme “Não Sei Como Ela Consegue". Na trama, Kate é uma profissional bem-sucedida que tenta equilibrar sua vida familiar e sua carreira — uma realidade vivida pela maioria das mulheres inseridas no mercado de trabalho. 

No entanto, essa realidade não deve ser romantizada. O acúmulo de responsabilidades profissionais e domésticas têm causado sérios danos à saúde mental de muitas mulheres. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a sobrecarga decorrente da jornada dupla de trabalho torna as mulheres mais suscetíveis a problemas como ansiedade, depressão e síndrome de burnout. 

Os dados do estudo “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça”, realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostram que as mulheres trabalham, em média, 7,5 horas a mais por semana do que os homens devido à dupla jornada. A disparidade na divisão das responsabilidades domésticas permaneceu praticamente inalterada nas últimas duas décadas. Mais de 90% das mulheres declararam realizar tarefas domésticas, enquanto apenas metade dos homens entrevistados se envolve nesses cuidados. 

A combinação da pressão profissional com a carga das tarefas do lar cria um ciclo de exaustão física e mental que não pode ser ignorado. 

Pensando nisso, as empresas podem e devem ajudar a criar um ambiente mais justo e saudável oferecendo políticas que apoiem o bem-estar das mulheres, como acesso a creches, horários de trabalho mais flexíveis e programas de saúde mental. Principalmente agora que, a partir de 25 de maio de 2025, as empresas brasileiras serão obrigadas a se adaptar às novas diretrizes da Norma Regulamentadora nº 1 (NR 1), conforme estabelecido pela portaria MTE nº 1419, publicada em agosto de 2024. 

As novas diretrizes reforçam a importância do Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Dessa forma, as empresas precisam implementar processos eficazes para identificar, avaliar e controlar riscos que possam impactar a saúde física e mental dos trabalhadores. 

A seguir, confira algumas recomendações que podem ser adotadas pelas empresas para ajudar a promover a saúde mental de suas colaboradoras:

  • Atente-se às diretrizes da NR-1 e desenvolva um programa de saúde mental que considere as necessidades específicas das mulheres;
  • Capacite a liderança para manter uma escuta ativa e acolhedora, oferecendo suporte efetivo às colaboradoras de suas equipes;
  • Promova rodas de conversa, incentivando a troca de ideias e permitindo que as colaboradoras expressem suas necessidades e sugestões, contribuindo para um ambiente organizacional mais acolhedor e saudável;
  • Assegure representatividade e voz às mulheres nas tomadas de decisão e em cargos de gestão.

Além das ações corporativas, é importante lembrar que também existem responsabilidades individuais que podem ajudar a amenizar os impactos da dupla jornada de trabalho. 

Confira algumas dicas:

  • Faça atividades ou pratique hobbies que te ajudem a controlar o estresse;
  • Não ignore suas necessidades e sentimentos;
  • Dedique tempo ao autoconhecimento e/ou terapia;
  • Tenha uma rede de apoio e cultive boas amizades;
  • Pratique o autocuidado.

A busca pela saúde mental virá mais facilmente quando houver o exercício do equilíbrio entre vida profissional e pessoal.


 

Adriana Isidio - Gerente de Marketing e Comunicação na Vetor Editora. Graduada em Comunicação Social, pós-graduada em Gestão Empresarial pela ESPM e em Gestão Estratégica em Comunicação Organizacional e Relações Públicas pela USP, onde defendeu a tese “A importância da comunicação interna no apoio à prevenção e manutenção da saúde mental das pessoas nas organizações".

 

Carga horária reduzida do call center pode aliviar a rotina sobrecarregada das mulheres

Apesar dos desafios, elas ocupam a maioria dos cargos de liderança no setor 

 

Mulheres têm conquistado cada vez mais espaço no mercado de trabalho e no setor de call center não seria diferente, de acordo com o Sindicato Paulista das Empresas de Contact Center, cerca de 70% dos colaboradores em telemarketing são do sexo feminino e destas, 62% ocupam cargos de liderança como gerência, coordenação e supervisão. Representando a maior parte da força de trabalho nessa área, a colaboração feminina é de suma importância para o setor.

A jornada dupla ou tripla ainda faz parte de muitas rotinas das mulheres de todo o Brasil, onde é necessário conciliar responsabilidades domésticas, familiares e profissionais, um verdadeiro “equilíbrio de pratos”. Toda essa sobrecarga de tarefas, faz com que ela perca qualidade de vida ao sacrificar horas de lazer, de autocuidado e de qualificação profissional. Isso pode levar a quadros de estresse, ansiedade, medo, tensão e insegurança, que podem evoluir para transtornos mentais, conforme destacado pelo portal Pós PUC PR Digital.

Uma das formas de minimizar os impactos dessa rotina exaustiva, é optar por um trabalho que tenha uma jornada reduzida, como em contact centers, que a média de horas trabalhadas por dia é de 06h. Essa flexibilidade permite que conciliem melhor suas responsabilidades e promovam seu próprio bem-estar, melhorando a produtividade como um todo.

“Não podemos normalizar que mulheres tenham tantas responsabilidades. Mas em um cenário que não há outra alternativa, reduzir a sobrecarga é uma saída. Muitas chefes de família trabalham em call centers, possibilitando ter mais tempo com a família enquanto equilibra o orçamento da casa”, comenta Rodrigo Mandaliti, presidente do IGEOC (Instituto Gestão de Excelência Operacional em Cobrança).

Colaboradores descansados tem um desempenho muito melhor, isso é um fato. A redução do cansaço melhora a qualidade do atendimento e como consequência, a satisfação dos clientes também. “Em um cenário de contato para cobrança de dívida, o tom de voz utilizado faz total diferença para que o cliente não se sinta ameaçado ou coagido. Uma mente descansada pode assimilar melhor essa ideia e a colocar em prática, tendo cada vez mais resultados positivos em negociações”, explica Rodrigo.

Garantir condições de trabalho mais equilibradas para as mulheres é essencial não apenas para o bem-estar das profissionais, mas também para a qualidade dos serviços prestados. A flexibilidade na jornada de um call center pode ser um fator determinante para reduzir a sobrecarga e proporcionar um ambiente mais saudável, refletindo diretamente na produtividade e na satisfação dos clientes. Ao reconhecer esses desafios e buscar soluções, o mercado contribui para uma realidade mais justa e sustentável para todas   



Instituto GEOC

Cursinho gratuito preparatório para o ENEM da Fundação Pedro Américo está com inscrições abertas


A Fundação Pedro Américo, em parceria com o Centro Universitário Unifacisa, anunciou a abertura das inscrições para o cursinho preparatório para o ENEM 2025. A iniciativa é gratuita e é destinada a alunos da rede pública e bolsistas integrais de escolas particulares de Campina Grande e região. As inscrições podem ser feitas de 26 de fevereiro a 14 de março de 2025. 

O cursinho oferecerá aulas presenciais de segunda a sexta-feira, das 13h às 17h35, abordando todas as áreas do conhecimento exigidas no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Os participantes também terão acesso a material didático gratuito. Os encontros ocorrerão de 24 de março a 14 de novembro de 2025 na sede da Fundação Pedro Américo, localizada na Rua Luiza Bezerra Motta, 200, Catolé, Campina Grande.

 

Quem pode se inscrever?

Para participar do curso, os candidatos devem atender aos seguintes critérios: 

  • Ter cursado o ensino médio em escola pública ou em escola particular como bolsista integral;
  • Não estar cursando o 3º ano do ensino médio em regime integral;
  • Ter disponibilidade para frequentar as aulas presenciais;
  • Ter idade igual ou inferior a 25 anos. 

Ao todo, serão oferecidas 55 vagas, além de uma lista de espera para reposição de possíveis desistências.

 

Como se inscrever?

As inscrições devem ser feitas on-line, por meio do formulário disponível no site da Fundação Pedro Américo. O prazo começa às 8h do dia 26 de fevereiro e se encerra às 17h do dia 14 de março de 2025. 

Confira edital AQUI

Documentos exigidos:

  • RG e CPF;
  • Histórico escolar com notas do ensino médio;
  • Comprovante de residência;
  • Declaração de matrícula (para quem ainda está cursando o 3º ano);
  • Declaração de bolsista integral (caso tenha estudado em escola particular).

 

Critérios de seleção

A seleção dos candidatos será feita com base nos seguintes critérios:

  • Ordem de inscrição;
  • Média geral do ensino médio igual ou superior a 7,0;
  • Candidatos que estudaram em escola particular sem bolsa integral serão desclassificados;
  • Idade máxima de 25 anos.

Caso o número de candidatos com média superior a 7,0 não preencha todas as vagas, a organização poderá considerar alunos com notas inferiores.


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