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quarta-feira, 24 de abril de 2024

Saiba quais os cuidados necessários ao solicitar o visto americano EB-5

Advogado alerta que investimento deve contar com uma auditoria completa que investigue o desenvolvedor do projeto, a viabilidade do mercado e a capacidade de geração de empregos dentro do prazo estabelecido 


Os benefícios do visto EB-5 se tornaram um verdadeiro convite para empresários que desejam investir quantias relevantes para garantir a sua permanência nos Estados Unidos, afinal, quem conquista o Green Card passa a ter os mesmos direitos de um cidadão americano.

Por ano, o governo norte americano recebe mais de 10 mil solicitações, sendo que o Brasil já ocupa o quinto lugar, de acordo com o USCIS. Dificilmente ocorre uma negativa, exceto em alguns casos quando há falta de clareza na demonstração da origem lícita dos recursos e um eventual registro criminal do solicitante.

Curiosamente, ao contrário de muitos outros programas de visto, o EB-5 não exige que os candidatos tenham proficiência em inglês ou qualquer nível específico de formação ou graduação profissional, tornando-o acessível a um espectro mais amplo de investidores internacionais.

E oportunidades de novos negócios para investimentos não param de crescer. Há diversos projetos que contemplam todas as exigências desta modalidade de visto. De acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia internacional, essa modalidade estabelecida pelo governo americano é uma oportunidade estratégica para investidores estrangeiros que desejam fomentar a economia enquanto ganham o direito de residência permanente. 

Para realizar o sonho de morar definitivamente nos Estados Unidos, o interessado pode pagar de US$800.000 a US$1.050.000 para o EB-5 indireto ou o direto, feito por meio da criação do próprio projeto, ao custo de US$ 1,8 milhões. Além do pagamento das taxas de imigração, é preciso criar pelo menos dez novos empregos. 

Realizar esse tipo de investimento não é apenas uma transação financeira, mas um compromisso com requisitos rigorosos e um processo meticuloso que exige uma análise detalhada, aliado a um planejamento cuidadoso e auxílio de um profissional especializado. “A escolha do projeto onde investir é crucial e deve ser guiada por uma auditoria completa ou ‘due diligence’ que investigue o desenvolvedor do projeto, a viabilidade do mercado, a capacidade de geração de empregos dentro do prazo estabelecido e o histórico de sucesso de projetos anteriores do desenvolvedor. É recomendável que o investidor trabalhe com consultores e advogados para garantir conformidade com as complexas regulamentações fiscais e legais”, aconselha Toledo.

Esse programa visa, principalmente, revitalizar áreas menos desenvolvidas nos Estados Unidos com investimentos que devem criar, no mínimo, dez empregos locais, permitindo, assim, que o investidor, seu cônjuge e filhos menores de 21 anos obtenham o Green Card. “Uma vez aprovado, o investidor e sua família recebem o status de ‘Residente Permanente Condicional’ por dois anos, período durante o qual devem cumprir com várias exigências para demonstrar sua adesão ao programa. Após este período, podem solicitar a conversão para ‘Residente Permanente Definitivo’ e, eventualmente, a cidadania americana, sem necessidade de renunciar à sua nacionalidade original”, explica o advogado.

O Serviço de Cidadania e Imigração dos Estados Unidos (USCIS)  tem a responsabilidade de analisar todos os pedidos de imigração permanente sob este programa e também supervisiona a criação e administração dos Centros Regionais, que são entidades privadas fundamentais para o funcionamento do programa. Esses centros funcionam como intermediários entre os investidores estrangeiros e os empreendimentos nos Estados Unidos que procuram financiamento, facilitando a aplicação dos recursos em projetos que cumprem os critérios do programa, especialmente em termos de geração de emprego.

A residência obtida permite acessar educação pública a custos reduzidos e participar ativamente da economia americana. “Esse visto também posiciona o investidor de forma vantajosa para futuros empreendimentos em outros países, dada a rigorosa análise a que foi submetido”, destaca  Toledo.

Os candidatos devem também satisfazer uma série de pré-requisitos rigorosos estabelecidos pelo governo americano para garantir sua elegibilidade. “Isso inclui gozar de boa saúde e livre de doenças graves, o que é uma condição comum para muitos programas de imigração. O solicitante não deve ter violado as leis de imigração americanas anteriormente, nem ter cometido crimes graves em seu país de origem ou nos Estados Unidos”, pontua.

É também fundamental que o investidor não tenha se envolvido em qualquer tipo de fraude financeira e que tenha certidões que comprovem estar em dia com as obrigações fiscais em seu país de origem. “O investimento deve ser proveniente de fontes lícitas, uma exigência que busca prevenir a lavagem de dinheiro e garantir a integridade do programa. Também é proibido ter prestado informações falsas ou enganado as autoridades americanas em qualquer etapa do processo”, alerta.

Em um movimento significativo para fortalecer e estender o alcance deste programa de visto, em março de 2022, o presidente Joe Biden assinou reformas legislativas que prorrogam a vigência do programa EB-5 até 30 de setembro de 2027. Essa extensão é um indicativo do reconhecimento do governo americano sobre a importância do investimento estrangeiro como um motor para a economia local, especialmente em áreas que mais necessitam de revitalização econômica. Estas mudanças visam não apenas continuar a atrair investimentos estrangeiros significativos, mas também garantir que o programa seja gerido de forma eficiente e segura, conforme detalhado na página oficial do governo dos EUA. Este compromisso reforçado com o programa EB-5 sublinha a importância de tais investimentos na promoção do crescimento econômico e na criação de empregos em todo o país.

 

Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse o site. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 240 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR.


Toledo e Advogados Associados
Para mais informações, acesse o site


terça-feira, 23 de abril de 2024

Dia do Cão-Guia será comemorado em 24 de abril

O animal proporciona suporte prático, facilita a mobilidade, promove a inclusão e a igualdade dos deficientes visuais na sociedade.

 

O Dia do Cão-Guia que é celebrado anualmente, na última quarta-feira do mês de abril, visa conscientizar sobre a importância desses animais e seu papel na inclusão social das pessoas que apresentam alguma deficiência visual, assim como levar ao conhecimento da população sobre como agir ao encontrar um cão-guia que estiver a trabalho. 

 As primeiras documentações de cães exercendo o papel de guia são do século 16. Segundo a Federação Internacional de Cães-Guia, o primeiro treinamento especializado neste suporte foi em meados de 1780, no hospital para deficiência visual Les Quinze-Vingts, em Paris, mas apenas em 1916 foi fundada a primeira escola exclusiva para a formação do cão-guia. 

No mundo, estima-se que a cegueira afeta mais de 39 milhões de pessoas e 246 milhões tem perda moderada ou severa de visão, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil existem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas e 6 milhões com baixa visão, segundo o último censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Porém, o número de cães-guia em relação ao de pessoas com deficiência visual é extremamente baixo: existem menos de 200 cães no Brasil. 

A lei federal 11.126/2005 e o decreto 5.904/ 2006 asseguram o direito de ingresso e permanência do cão-guia junto ao seu tutor, instrutor, treinador ou voluntário socializador em qualquer ambiente de uso coletivo. 

“Portanto, é preciso respeitar tanto o acompanhante, quanto o animal, independente da fase de treinamento ou atuação que se encontre”, salienta Vininha F. Carvalho, ambientalista e editora da Revista Ecotour News. 

O processo de formação de um cão-guia leva em média 18 meses e é coordenado por instituições especializadas nesse tipo de treinamento. Aos dois meses de vida, o cão-guia fica sob a guarda de uma família socializadora, que ficará responsável, durante um ano, por sua apresentação à sociedade e atividades comuns do dia a dia, como utilizar o transporte público, ir a bancos, parques, entre outros lugares. 

“Após a conclusão do treinamento, os cães são cuidadosamente combinados com um usuário, considerando fatores como estilo de vida, personalidade e preferências”, comenta Marina Meireles, médica veterinária comportamentalista no Nouvet, centro veterinário de nível hospitalar em São Paulo.  

Os cães-guia ficam em atividade por aproximadamente 8 anos, já que começam a trabalhar por volta do segundo ano de vida.

A formação de cães-guias é uma tarefa que encontra muitas adversidades, desde a ausência de recursos financeiros para a manutenção e treinamento dos animais até a falta de centros especializados que ofereçam o serviço. 

O Instituto Magnus é uma das instituições brasileiras que desde 2016 treina e doa os cães-guias às pessoas com deficiência visual que se enquadram nos requisitos necessários. O aumento constante da fila de espera da instituição prova que a pessoa com deficiência visual está, cada vez mais, em busca de uma melhor qualidade de vida e independência. 

"Além dos comandos básicos, os cães-guia são treinados para tomar decisões independentes, focadas em manter a segurança de seus tutores. O cão-guia se torna extensão do corpo da pessoa com deficiência visual. Além de guiar, o cão tem o papel de promover a inclusão através do aumento das interações sociais, ganho de autoestima entre outros benefícios", finaliza Vininha F. Carvalho.

 

Aché Laboratórios Farmacêuticos promove iniciativa para combater os principais tipos de cegueira

Ação vai disponibilizar atendimentos oftalmológicos gratuitos na Associação Zaki Narchi e pacientes receberão informações sobre sintomas, diagnóstico e tratamento


O Aché, em parceria com a ONG Renovatio, e o apoio do Instituto Center Norte, promove no próximo dia 27, uma ação de Conscientização do Combate à Cegueira fornecendo 250 atendimentos oftalmológicos gratuitos na Associação Zaki Narchi, zona norte de São Paulo.

A campanha “Saúde Ocular em Foco” acontece justamente no mês do Abril Marrom conhecido pelo mês de prevenção, combate e reabilitação às diversas espécies de cegueira, e tem como objetivo alertar a população sobre a importância dos cuidados com os olhos levando mais informações sobre as doenças mais frequentes na oftalmologia, como: Olho Seco, Catarata, Glaucoma, Miopia e Astigmatismo. Após a consulta gratuita, os pacientes serão orientados e direcionados para o tratamento de forma personalizada e independente.

De acordo com dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, 34% dos brasileiros nunca foram ao oftalmologista, enquanto 74% dos brasileiros se consultam apenas quando têm dificuldades na visão. A estimativa é que 28% da população tenha alguma deficiência visual.

“O trabalho de conscientização é fundamental para que os pacientes tenham informação sobre sintomas e acesso ao diagnóstico, contribuindo assim, para a prevenção da deficiência visual, que pode ser evitada em até 80% dos casos”, afirma o diretor médico do Aché, Dr Stevin Zung.Essa campanha abraça a causa e a importância da prevenção da saúde ocular como ferramenta de acesso às diversas espécies de cegueira e visa conscientizar a população sobre diversas doenças que afetam a visão, finaliza Dra. Bruna Gil Ferreira, diretora médica da ONG Renovatio.

 

Doença silenciosa

Glaucoma, Catarata, Retinopatia Diabética e Degeneração Macular Relacionada à idade são as principais causas de cegueira no Brasil. Apesar de serem provocados por diferentes causas, esses problemas têm em comum o fato de serem, na maioria das vezes, silenciosos, o que faz com que as pessoas só percebam quando já perderam parte da visão, daí a importância da consulta ao oftalmologista sempre que surgir alguma alteração visual. “A visita ao oftalmologista deve ser feita com frequência ao longo da vida justamente para identificar precocemente as patologias e instituir o tratamento o mais rápido possível. Assim, pode-se evitar a perda visual e suas consequências sociais”, finaliza Dr Stevin Zung.

 

Referência
1: Link

 

 Serviço:

Saúde Ocular em Foco – Apoio: Aché Laboratórios Atendimentos gratuitos com oftalmologistas
Data: 27/04
Horário: Das 08h às 18h
Local: Associação Sempre Presente Zaki Narchi - Av. Zaki Narchi, 629 - Carandiru, São Paulo - SP, 02029-000

 

Coalizão Vozes do Advocacy realiza 3ºEncontro para capacitação das organizações de diabetes

Com o objetivo de aprimorar o conhecimento e profissionalizar mais as 26 organizações de diabetes, a Coalizão Vozes do Advocacy em Diabetes e Obesidade promoverá o 3º Encontro para capacitação das associações e institutos membros, nos dias 3 e 4 de maio, no Hotel Mercure Times Square, em São Paulo.

Todas as organizações estarão mais aptas para que possam participar ativamente na conquista pelo tratamento adequado no país nas esferas municipal, estadual e federal.

Além das palestras e oficinas, as organizações trocarão experiências, alinharão todas as mensagens para falar com seus diversos públicos, sejam eles, as sociedades médicas, o Governo, os meios de comunicação, os influenciadores digitais e as empresas parceiras.

Entre os temas que serão abordados estão: Como montar uma área de captação de recursos: Desafios e Estratégias, A vacinação do paciente com diabetes: o que precisamos saber?, Gerenciamento e Planejamento: Ferramentas para o sucesso, Regulação Assistencial no Setor de Saúde Suplementar, Liderança e Visão Organizacional, A importância da atuação do Assistente Social nas instituições que trabalham com pessoas que vivem com diabetes. No encerramento, haverá troca de experiências entre os membros com seus projetos sociais.

Com este objetivo, os membros: Associação Botucatuense de Assistência ao Diabético, Associação Amigos dos Diabéticos - Lavras, Associação de Diabetes Juvenil da Região Noroeste Paulista – Birigui, Associação de Diabéticos e Hipertensos - Vitória da Conquista, Associação Maranhense do Diabético Tipo 1, Associação dos Diabéticos e Familiares de Tanguá, Associação dos Diabéticos do Piauí, Instituto da Criança com Diabetes - Rio Grande do Sul, Associação Jacareiense de Diabetes, Associação Cearense de Diabéticos e Hipertensos, Associação Rio-Grandense de Apoio ao Diabético Novo Hamburgo, Associação Sergipana De Proteção Ao Diabético, Associação dos Diabéticos de Foz do Iguaçu, Associação de Diabetes Infantil - Belo Horizonte, Associação dos Diabéticos da Grande Florianópolis, Associação dos Diabéticos e Hipertensos de Chapecó, Associação dos Diabéticos do São Francisco, Associação de Diabéticos do Espírito Santo, Associação dos Diabéticos do Sudeste Goiano, Associação dos Diabéticos de Cambuí-MG, Associação dos Diabéticos de Ourinho, Associação dos Diabéticos de Santa Bárbara D’Oeste, , Movimentos dos Diabéticos do Amazonas, Associação de Defesa dos Diabéticos de Anápolis e Associação Sempre Amigos serão capacitados para serem agentes transformadores no engajamento da sociedade, impactando positivamente na qualidade de vida dos brasileiros.

Os apoiadores da iniciativa são: Abbott, AstraZeneca, Abbvie, Bayer, Merck, Novo Nordisk, Proxima, Roche,  Sanofi e Takeda. 


Sobre a Coalizão Vozes do Advocacy em Diabetes e em Obesidade 

Com a participação de 24 associações e de 2 institutos de diabetes, o projeto promove o diálogo entre os diferentes atores da sociedade, para que compartilhem conhecimento e experiências, com o intuito de sensibilizar a sociedade sobre a importância do diagnóstico e tratamento precoces do diabetes da obesidade e das complicações de ambas as doenças, além de promover políticas públicas, que auxiliem o tratamento adequado destas condições no país.

 

Por que a biossegurança pode salvar vidas

Crédito: Envato
Surto de meningite fúngica após cirurgias plásticas causou 12 mortes no México

 

Vírus, fungos, bactérias. Esses microorganismos, que convivem com os seres humanos em todo lugar, podem causar grandes tragédias se não estiverem sob controle nos ambientes hospitalares. A falta de biossegurança em uma cirurgia, por exemplo, pode ser fatal. Em 2023, um surto de meningite fúngica assolou pacientes que realizavam procedimentos estéticos no México, causando 12 mortes. De acordo com relatório publicado pelo periódico New England Journal of Medicine, dos Estados Unidos, a origem do surto foi uma agulha contaminada por um fungo da família Fusarium solani que estava sendo usada para aplicar anestesia e acabou introduzindo o fungo nos pacientes.

A meningite é a inflamação das membranas que envolvem o sistema nervoso central. É uma síndrome caracterizada pela irritação dessas membranas, que tem como principais sintomas dor de cabeça, confusão mental e sonolência, podendo chegar ao coma, dependendo de fatores como idade do paciente, exposição e estado imunológico. "As meningites podem resultar de infecções causadas por bactérias, vírus e até fungos, como Candida spp. e Cryptococcus sp., por exemplo", explica a doutora em Microbiologia e professora do curso de Biomedicina da Universidade Positivo, Giovana Carolina Bodnar. Por fazer parte da flora microbiana normal, o fungo do gênero Candida se dissemina pelo sangue por meio de cirurgias abdominais, podendo causar meningite fúngica.

Além da meningite, as cirurgias - inclusive as cirurgias plásticas - podem apresentar outros riscos potenciais relacionados a infecções bacterianas ou virais e reações alérgicas a medicamentos ou materiais utilizados durante o procedimento. "Esses procedimentos trazem riscos como complicações anestésicas, assimetrias, necrose tecidual, formação de cicatrizes anômalas e tromboembolismo, podendo levar o paciente à morte, dependendo da gravidade da situação", alerta a especialista.

No caso das plásticas, a fim de minimizar os riscos que as cirurgias podem trazer, Giovana ressalta que é crucial que o paciente escolha um consultório ou clínica que adote medidas rigorosas de biossegurança, contando com profissionais qualificados e instalações de saúde confiáveis. "Em procedimentos estéticos, é essencial que ocorra a assepsia adequada do paciente e dos profissionais de saúde, a esterilização de instrumentos, o uso de materiais descartáveis e de equipamentos de proteção individual", detalha. Além disso, ela reforça que é fundamental que o paciente esteja ciente de todos os riscos envolvidos e busque orientação adequada, por profissionais habilitados e qualificados, antes de se submeter a qualquer tipo de intervenção cirúrgica.

O número de procedimentos estéticos teve um aumento significativo nos últimos anos, especialmente no Brasil, segundo colocado no ranking de 2022, com mais de três milhões de registros, atrás apenas dos Estados Unidos. Entretanto, levando em consideração apenas os procedimentos cirúrgicos, os brasileiros lideraram a lista, com mais de dois milhões de cirurgias plásticas no ano. Os dados são da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS).


 Universidade Positivo
up.edu.br/


Dia Nacional da Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial: Urbia promove Saúde Day gratuito no Parque Horto Florestal

Ação contará com aferição de pressão, alongamento, orientações sobre nutrição e prevenção de doenças cardiovasculares, além de teste rápido de ISTs
 

Com a chegada do Dia Nacional da Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, a Urbia, gestora do Parque Estadual Alberto Löfgren - Horto Florestal, ao lado das Unidades Básicas de Saúde (UBS) Dona Mariquinha Sciáscia e Horto Florestal, localizadas na zona norte de São Paulo, realizará o Saúde Day, ação gratuita para os visitantes do espaço, a fim de apoiar e conscientizar sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento da doença. A iniciativa será promovida no dia 26 de abril, das 9h às 15h. 

Entre os serviços de saúde que serão oferecidos: aferição de pressão, alongamento, orientações sobre nutrição e prevenção de doenças cardiovasculares, além de teste rápido de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Para participar, basta se direcionar ao lado do Centro de Visitantes do parque, onde o atendimento será prestado por ordem de chegada. A participação é livre para todos os públicos e não é necessário realizar inscrição.

 

Transporte público, táxi ou carros de aplicativo

Quem preferir utilizar o transporte público para os Parques Horto Florestal e Cantareira, poderá acessar uma das linhas de ônibus que partem do Terminal Santana e Tucuruvi. As alternativas são: 2020/10 Metrô Tucuruvi - Horto Florestal (ponto final); 1018/10 Metrô Santana - Vila Rosa; e 1775/10 Metrô Santana - Vila Albertina. Já quem optar por táxi ou carros de aplicativo, o endereço é Rua do Horto, 931.

 

Saúde Day no Parque Horto Florestal Data: 26 de abril de 2024 Horário: 9h às 15h Local: Centro de Visitantes do Parque Horto Florestal Endereço:Rua do Horto, 931 - Horto Florestal, São Paulo - SP, CEP: 02377-000 Gratuito

 

Urbia Gestão de Parques
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Sarcopenia: metade da população com mais de 80 anos é afetada

Médico alerta para a urgência de políticas de saúde pública e intervenções preventivas

 

“Existem dados que mostram que a sarcopenia, condição que compromete a mobilidade, afeta metade da população com mais de 80 anos. Essa condição se caracteriza pela perda progressiva da massa e força muscular, e é identificada como uma das principais causas de incapacidade funcional em idosos. A sarcopenia frequentemente surge com o envelhecimento e pode ser agravada por períodos prolongados de hospitalização, por exemplo, entre outros fatores”, declara Dr Diogo Souza Domiciano, reumatologista membro da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (ABRASSO).

 

O comprometimento do desempenho funcional refere-se à incapacidade do indivíduo em realizar suas atividades diárias. Isso pode incluir desde tarefas domésticas até atividades físicas básicas, como caminhar. A mobilidade é um indicador crucial da capacidade funcional, especialmente em idosos.

 

Embora seja associada ao envelhecimento, vários fatores podem acelerar essa perda muscular: doenças inflamatórias como artrites crônicas, câncer e condições neurodegenerativas podem exacerbá-la. O diagnóstico da síndrome é feito por testes clínicos de força e capacidade física, bem como a medida da massa muscular que pode ser feita pelo exame de densitometria.

 

“Estudos sugerem que o processo que leva à sarcopenia no adulto e idoso pode começar na infância, com baixo peso ao nascer associado a um maior risco. Um estilo de vida saudável, incluindo nutrição adequada e exercícios regulares, é fundamental para preservar a massa e a força muscular e retardar a perda relacionada à idade", declara o médico.

 

Exercícios resistidos como musculação e Pilates são ótimos exemplos para fortalecimento muscular e prevenção da sarcopenia. A ingestão de proteínas como carnes, ovos, leite, queijos, iogurtes, e/ou leguminosas como soja, feijões, lentilha, grão de bico e ervilha também são essenciais.

 

Dr. Diogo também alerta para a urgência de políticas de saúde pública e intervenções preventivas para combater a sarcopenia e suas consequências para a população idosa. O engajamento em hábitos saudáveis desde a juventude é uma estratégia crucial na luta contra essa condição debilitante.

 

Idosos no Brasil


De acordo com o IBGE, o número de pessoas com 65 anos ou mais de idade cresceu 57,4% em 12 anos. Ou seja, teremos cada vez mais idosos no país. No Brasil, a projeção de expectativa de vida em 2025 é de 82,1 anos. Por isso, prevenir a sarcopenia é fundamental para uma longevidade com autonomia.

 


ABRASSO - Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo
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26 de abril - Dia Nacional de Combate à Hipertensão

Cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta sobre doença silenciosa que afeta 51 milhões de brasileiros

Números da OMS mostram que a pressão alta é um grave problema de saúde pública  

 

No próximo dia 26 de abril, o Brasil se une no combate a uma doença silenciosa. O Dia Nacional de Combate à Hipertensão foi criado como um alerta para a importância da prevenção e do controle dessa condição que afeta atualmente milhões de brasileiros. 

De acordo com dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), divulgados em setembro de 2023, o país conta com 51 milhões de hipertensos, ou seja, a doença é um grande problema de saúde pública no Brasil.

Conhecida como pressão alta, ocorre quando a pressão arterial, permanece sistematicamente, igual ou maior que 140 por 90 mmHg (milímetros de mercúrio), o primeiro número se refere à pressão máxima ou sistólica, que corresponde à contração do coração; o segundo, corresponde a pressão arterial mínima que ocorre durante a diástole, ou seja, quando o coração relaxa. 

O não controle adequado da pressão é fator de risco dos mais importantes para uma série de doenças cardiovasculares, como infarto e AVC (acidente vascular cerebral) que são as principais causas de mortes no Brasil e no mundo. 

“Estima-se que existam atualmente 1,3 bilhão de hipertensos no mundo. No Brasil a doença afeta cerca de 35% da população adulta. Essa prevalência aumenta principalmente nas idades mais avançadas [mais que 60% após os 70 anos]. As doenças cardiovasculares são responsáveis por cerca de 400 mil mortes por ano e um principal fator de risco é a hipertensão”, aponta o cardiologista Pedro Graziosi, coordenador do Centro Diagnóstico de Cardiologia Não-Invasiva do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

No mundo apenas 20% dos hipertensos estão diagnosticados, tratados e controlados de forma ideal. O tratamento apropriado da pressão alta tem a consequência de evitar a morte prematura, como também a convivência com sequelas de infartos e de AVCs (também conhecido como “derrame”) entre outras. 

A doença está diretamente relacionada a outros hábitos e condições de saúde, como diabetes, colesterol alto, tabagismo, consumo excessivo de álcool, sedentarismo, estresse, obesidade, apneia do sono e até mesmo a poluição, como ressaltado pela OMS. 

“Há também os chamados fatores não mutáveis como genética, sexo e envelhecimento. Temos um mosaico de fatores que implicam e se interligam”, disse o cardiologista. “Desta forma é fundamental a interrupção ou controle dos chamados fatores de risco evitáveis”, completou o especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Os fatores ambientais e sociais também estão associados à hipertensão, pois podem influenciar o estilo de vida, a alimentação, o perfil e local das atividades, a compreensão da doença, como também a busca e acesso ao sistema de saúde. 

A urbanização, e as decorrentes mudanças de hábitos de vida, ocorridas em meados do século 20, contribuíram para que as doenças cardiovasculares assumissem a posição como principal causa de mortalidade. 

De acordo com o cardiologista, todos esses aspectos também impactaram principalmente a mulher moderna. 

“Temos de dar atenção para a saúde da mulher, e também às suas diversas particularidades desde a adolescência. A doença cardiovascular é a principal causa de mortes nas mulheres, sendo a hipertensão a principal doença associada, direta ou indiretamente. A proteção hormonal perdida na menopausa aumenta risco de doenças cardiovasculares. Também por isso a prevenção antes dessa fase é fundamental, assim como o acompanhamento médico apropriado”, destacou.

 

Doença silenciosa  

“Em casos mais raros e extremos pode ocorrer dor de cabeça, tontura, embaçamento na visão, falta de ar. Ela é silenciosa e vai ao longo dos anos complicando os aspectos vasculares e, principalmente, contribuindo para o entupimento das artérias”, explicou o especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

Essa realidade ressalta a importância da conscientização e da adoção de hábitos saudáveis para a promoção da saúde e o combate efetivo dessa condição que impacta a qualidade e a sobrevida dos brasileiros. 

“Dos hábitos que podem impactar positivamente no tratamento da hipertensão está a alimentação. É necessário dar preferência à uma dieta equilibrada, como a mediterrânea, que é pobre em gordura animal e carnes vermelhas e com menor consumo de frituras e carboidratos. O uso comedido do sal é um aspecto importante para um melhor controle da doença”, explica o cardiologista. Bem como atividades físicas regulares, sono de qualidade e gerenciar o estresse (inclusive com práticas de meditação e espiritualidade). 

Para a grande maioria dos hipertensos adultos o mais importante é um controle adequado da doença, pois não existe uma causa curável específica, buscando-se quando possível a meta de 120 por 80 mmHg. Para uma minoria dos casos (cerca de 5%) existem causas específicas relacionadas, que seu médico poderá avaliar.

 

Novas recomendações de aferição   

Monitorar regularmente a pressão arterial é fundamental para detectar o aumento indesejado. Dispositivos portáteis de aferição e exames regulares são importantes para acompanhar a saúde cardiovascular. 

Recentemente, a SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) em sintonia com as recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia, destacam a importância de avaliar não apenas a pressão arterial em ambientes clínicos, mas também fora do consultório médico. 

A utilização da MAPA (monitoração ambulatorial de pressão arterial) e da MRPA (monitoração residencial de pressão arterial) tem o objetivo de aumentar a precisão do diagnóstico e do resultado do tratamento.

 

Perspectivas 

As organizações de saúde ressaltam o papel das intervenções mais básicas, entre elas, maior acesso da população ao sistema de saúde, campanhas sobre o assunto, suporte governamental com direcionamento a alimentos com menos sódio e maior acesso às medicações. 

O Brasil tem a vantagem de já ter o SUS (Sistema Único de Saúde) e alguns programas em andamento. O cardiologista ressalta que é necessária uma melhor conscientização a respeito dessa doença, sendo que o diagnóstico e a regularidade do tratamento dependem de uma parceria entre o paciente, família e a equipe de saúde. 



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Link

 

Novo estudo aponta as fragilidades do tratamento no câncer de mama

 DC Studio
No Brasil, mulheres chefes de família, diagnosticadas com a doença, compõem um grupo severamente impactado em termos sociais e econômicos, indica Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) 

 

Relatório da Comissão Lancet de Câncer de Mama, estudo internacional realizado por um grupo multidisciplinar de especialistas de vários países, incluindo o Brasil, alerta para a falta de dados e a desigualdade de acesso ao tratamento da doença. Embora a Lancet Commission considere uma diminuição notável na mortalidade por câncer de mama na maioria dos países mais desenvolvidos, o estudo mostra que muitos pacientes em nações menos favorecidas ainda não são tratados adequadamente. “A subnotificação e o real impacto econômico da doença em países de baixa e média rendas, como o Brasil, são pontos frágeis que necessitam de maior atenção para o enfrentamento deste grande problema de saúde pública que é o câncer de mama”, afirma a mastologista Rosemar Rahal, membro da diretoria da Sociedade Brasileira de Mastologia (SMB).

O estudo da Lancet Commission, divulgado recentemente no Reino Unido, indica que 7,8 milhões de mulheres diagnosticadas com câncer de mama em 2015 estavam vivas no final de 2020. Segundo os participantes do relatório, este é um reflexo do progresso nas investigações e na gestão o câncer, que possibilitaram reduzir em 40% a mortalidade pela doença na maioria dos países desenvolvidos e de maior renda. Ao mesmo tempo, porém, o estudo demonstra que é preciso avançar no rastreamento e tratamento. Também em 2020, 685 mil mulheres morreram em decorrência do câncer.

Um exemplo trazido pelo relatório, e que configura desigualdade, diz respeito aos dados sobre pacientes com câncer de mama metastático. O grupo multidisciplinar da Lancet constata que o número de pessoas em estágio avançado da doença ainda é desconhecido, pois os casos estão subnotificados.

Ao trazer o problema para o cenário nacional, Rosemar Rahal considera que a subnotificação, de forma geral, “não permite um real diagnóstico de dados epidemiológicos, como os de incidência e mortalidade, que são relevantes e norteadores para as estratégias de saúde pública no País”.

Estudo piloto trazido pela Lancet Commission ouviu 606 mulheres que vivem com câncer de mama. Quase todas relataram “problemas físicos ou de bem-estar” relacionados à doença, como perda de emprego. Entre as participantes no estágio inicial do câncer, 27% declararam ter dificuldades financeiras. Entre as que enfrentavam a doença na fase metastática eram 35%.

A mastologista aponta grandes desafios, considerando o impacto social e econômico da doença no Brasil. “O número de lares que têm a mulher como a principal fonte financeira é relevante”, diz. De acordo com levantamento do FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), mais da metade dos lares brasileiros (50,9%) é chefiado por mulheres. “Muitas vezes, após o diagnóstico de câncer de mama, a impossibilidade das atividades laborais em subempregos e mesmo a demissão de atividades com vínculo empregatício tornam claras a repercussões econômicas da doença”, diz Rosemar Rahal. Entretanto, ressalta, os números reais desta realidade e o impacto financeiro ainda não foram corretamente mensurados no País. “E aqui incluímos uma situação gravíssima: o abandono do tratamento em decorrência de barreiras sociais e econômicas”, completa.

Para a especialista da SBM, tão importante quanto lançar luz sobre as desigualdades que envolvem o diagnóstico e o tratamento do câncer de mama, é ter uma visão mais abrangente sobre a situação da doença no Brasil. “Somente desta forma teremos como aprimorar as políticas públicas voltadas ao enfrentamento da doença”, conclui Rosemar Rahal.

 

De todos os casos de meningite, 10% resultaram em óbito em 2023 no Brasil

 A vacinação ficou abaixo da média em São Paulo e foram cerca de 9 mil casos em 2023

 

Os cuidados com algumas doenças infecciosas transmissíveis que são passíveis de prevenção com a vacinação foram deixados de lado pela população brasileira e isso tem sido motivo de preocupação dos órgãos de saúde. Uma delas é a meningite. No Estado de São Paulo, de janeiro a setembro de 2023, a taxa de cobertura para a vacina Meningocócica C Conjugada para crianças menores de 1 ano foi de 81,3%, quando o ideal é de 95%.

Neste mesmo período, o Estado de São Paulo registrou 3.857 casos de todas as meningites e 307 mortes, enquanto o Brasil registrou 8.877 casos e 886 mortes pela doença de janeiro até 12 de setembro de 2023, segundo o Ministério da Saúde. 

Ainda segundo relatório, o tipo viral foi o que registrou o maior número de casos, porém, a maioria dos óbitos foram causados pela meningite pneumocócica (bacteriana) e que pode atingir crianças e adultos. Por ser transmissível através de gotículas respiratórias (tosses e espirros, por exemplo), a vacinação se torna essencial método de proteção. 

Na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o serviço de vacinação oferece a imunização para os tipos ACWY, dose única que protege contra os 4 subtipos mais comuns, conhecida também como vacina conjugada quadrivalente, aprovada pela ANVISA, geralmente aplicada a partir de 3 meses de idade e tipo B também recomendada a partir de 3 meses de idade; lembrando que estas vacinas são também parte do calendário vacinal para adultos.

Caracterizada por uma inflamação das membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal a meningite é uma doença delicada e com grande Potencial de gravidade e que requer intervenções rápidas, sendo que a chance de agravamento é diretamente relacionada ao tempo de detecção.

Alguns pontos de atenção aos sintomas devem ser considerados: casos leves apresentam sintomas como dores de cabeça, febre e rigidez na região da nuca, enquanto casos mais graves podem causar mal-estar, vômitos, dificuldade para encostar o queixo no peito e dor forte no pescoço, além de manchas avermelhadas no corpo. Importante ressaltar que o subtipo bacteriano sempre exige tratamento hospitalar, ainda que a pessoa diagnosticada apresente sintomas leves.

  

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

 

Pacientes da América Latina com sarcomas podem participar de menos de 2% dos estudos clínicos sobre a doença

  

Limitação dificulta o desenvolvimento de abordagens personalizadas para o tratamento desses pacientes e o acesso deles a medicamentos mais promissores 

Pesquisadores recomendam a criação de uma rede de centros de referência, além da revisão dos caminhos clínicos, coleta de dados epidemiológicos e aumento dos ensaios clínicos nos países da região

 

Pacientes da América Latina diagnosticados com sarcomas (tipo de câncer classificado entre os chamados tumores raros) enfrentam obstáculos críticos, como diagnóstico tardio e acesso inadequado a cuidados especializados. A conclusão é de um estudo recente publicado por pesquisadores da equipe de Sarcoma do Grupo Cooperativo Latino-Americano de Oncologia (Lacog). Isso acontece, entre outras causas, em virtude do baixíssimo número de estudos clínicos disponibilizados para essa população e da precária base de dados da doença na região¹.

A pesquisa foi realizada a partir de uma revisão de artigos indexados pelo PubMed (plataforma de suporte à pesquisa e recuperação de literatura biomédica), em publicações das última três décadas. Além disso, também foram analisados sites de consórcios de pesquisa reconhecidos, grupos nacionais, redes de centros especializados e redes dedicadas aos cânceres raros, incluindo associações de pacientes.

Nela, uma busca entre estudos intervencionistas demonstrou que, de um total de 1.941 ensaios em sarcomas, somente 29 estavam disponíveis nos países da América do Sul e 6 no México. Considerando apenas ensaios em andamento atualmente, 8 de 632 eram disponibilizados na América do Sul e 4 no México. Em ambos os casos, os números representam menos de 2% dessas pesquisas.

Os pesquisadores identificaram também que registros de alta qualidade de câncer contemplam apenas 7% da população geral na América Latina, enquanto a cobertura atinge 83% na América do Norte e 60% na Europa. Esta limitação regional obstrui a avaliação precisa da incidência e taxas de mortalidade do câncer, dificultando a ampliação do número de estudos clínicos na área e, por consequência, o acesso e o desenvolvimento de abordagens personalizadas para o tratamento desses pacientes.

Para se ter uma ideia, a incidência de sarcoma é muito baixa e não é registrada pelo Globocan (Global Cancer Observatory) e o Cancer Incidence in Five Continents (CI5), que se baseia em registros de câncer de base populacional, também não contabiliza especificamente casos da doença, embora forneça dados sobre tumores “ósseos” e de “tecidos conjuntivos e moles” (regiões nas quais os sarcomas podem se desenvolver).

“A disponibilidade limitada desses registros de pacientes e dados epidemiológicos complica ainda mais o desenvolvimento de ensaios clínicos para sarcomas na região da América Latina”, diz Roberto Pestana, oncologista clínico do Einstein, membro do Lacog e primeiro autor do estudo. Segundo ele, dados precisos e acessíveis são essenciais para identificar populações e conceber protocolos de ensaio apropriados, o que ajudará a alocar recursos e fomentar o desenvolvimento de novas terapias para os sarcomas, melhorando o acesso dos pacientes a medicamentos/tecnologias potencialmente salvadores de vidas.

A análise avaliou que o tempo para estabelecer um ensaio oncológico global de fase III é consideravelmente mais longo para aprovação de pesquisas na América do Sul (mediana: 236 dias) em comparação com a Europa (52 dias) e a América do Norte (26 dias), o que pode ser um impeditivo para a colaboração de centros da América Latina em estudos multicêntricos.

“Esse cenário é particularmente problemático em cânceres raros, já que limita a capacidade de prever a inscrição e de realizar ensaios clínicos prospectivos, uma vez que são frequentemente necessárias colaborações entre vários países para atingir o tamanho de amostra necessário”, afirma.

 

Diagnóstico e tratamento

O câncer é um importante problema de saúde pública na América Latina, com uma estimativa de 1,5 milhões de novos casos e 710.000 mortes anualmente². São classificados como raros aqueles com uma incidência inferior a 6 por 100 mil pessoas por ano. Apesar de classificados como raros, o número não é irrelevante. Tanto na Europa como nos Estados Unidos, 1 em cada 4 novos casos de câncer são atribuídos a tumores raros ³ 4.

Entre os cânceres raros estão os sarcomas, um grupo de doenças malignas que surgem nos tecidos conjuntivos do corpo – como músculos, gordura, nervos, vasos sanguíneos e ossos – representando uma gama diversificada de tumores que requerem atenção especializada.

A baixa quantidade de estudos clínicos e de dados da América Latina sobre a doença também tornam o diagnóstico e o tratamento mais difíceis. Os fatores que contribuem para imprecisões diagnósticas incluem falta de experiência e subjetividade do especialista, variabilidade nos resultados da análise de um mesmo profissional em momentos diferentes, as opiniões divergentes entre profissionais e amostras tumorais inadequadas. Diante desse cenário, segundo o cirurgião ortopédico do Einstein, Reynaldo Garcia, autor sênior do estudo, é importante expandir metodologias para melhorar a precisão diagnóstica e do tratamento.

Para ele, a criação de uma rede especializada em sarcoma poderia garantir um diagnóstico mais rápido e assertivo, independentemente de onde esse paciente resida, minimizando os ônus financeiro, psicológico e social relacionados aos cuidados com a saúde.

“Na França, por exemplo, a gestão do sarcoma é orquestrada por um sistema de rede bem estabelecido, garantindo que todos os pacientes recebam o mais alto padrão de cuidados. Para aqueles que não são tratados em centros de referência, os seus casos são meticulosamente revistos em conselhos multidisciplinares. Aqui na América Latina, a falta de caminhos clínicos específicos para esses tumores deixa os médicos sem uma abordagem clara para tratar essas pessoas, especialmente em áreas geograficamente distantes”, diz Garcia.

O estabelecimento de uma rede de centros de referência, inclusive, é uma das recomendações do Lacog para garantir o progresso no cuidado de sarcomas e outros tumores raros na América Latina. Uma estrutura apropriada para estas redes é o modelo "hub-and-spoke" - altamente eficiente em situações nas quais existe um número baixo ou moderado de casos que requerem conhecimento especializado e soluções inovadoras. Nesse formato, as instalações colaboradoras (“raios”) ficam situadas o mais próximo possível da residência do paciente, e, embora ofereçam uma gama limitada de serviços, podem aproveitar a experiência de centros especializados (“hubs”). Por outro lado, os hubs devem concentrar-se em oferecer conhecimentos de primeira linha, avaliações clínicas, patológicas e biológicas precisas da doença e decisões clínicas bem-informadas, tomadas por uma equipe multidisciplinar.

Além disso, estratégias como promoção de campanhas de conscientização dos pacientes, a criação de conselhos de tumores moleculares (tumor boards); participação em discussões sobre aprovações de medicamentos e políticas para doenças raras; revisão dos caminhos clínicos; coleta de dados epidemiológicos e aumento dos ensaios clínicos fazem parte da lista definida pelos especialistas.

No Einstein, por exemplo, já ocorrem tumor boards semanais para discutir os casos mais desafiadores atendidos não somente no Morumbi, mas também em Goiânia e no Hospital Municipal Vila Santa Catarina – unidade pública que conta com a gestão da organização. Neles, além de oncologistas, participam patologistas, radiologistas e radiologistas intervencionistas, radio-oncologistas, ortopedistas, cirurgiões oncológicos e profissionais da medicina nuclear. “Ainda que restritas ao nosso universo, é muito claro o quanto essas discussões agregam para a conduta a ser adotada no cuidado a cada um desses pacientes”, conclui Pestana.

O hospital também dispõe, atualmente, além de patologia especializada em sarcomas, um painel de sequenciamento para tumores sólidos que avalia alterações em mais de 500 genes, incluindo alguns relevantes para sarcomas, e outro para detecção de fusões gênicas específicas para sarcomas, incluindo alterações raras, para um diagnóstico abrangente.

 

¹ Pestana, Roberto et al. Challenges and opportunities for sarcoma care and research in Latin America: a position paper from the LACOG sarcoma group, The Lancet Regional Health - Americas, Volume 30, 2024, 100671, ISSN 2667-193X, Link.

² H. Sung, J. Ferlay, RL Siegel, et al. Estatísticas globais sobre câncer 2020: estimativas GLOBOCAN de incidência e mortalidade mundial para 36 tipos de câncer em 185 países. doi: 10.3322/caac.21660.

³ G. Gatta, J.M. van der Zwan, PG Casali, et al. Os cânceres raros não são tão raros: o fardo do câncer raro na Europa. Eur J Câncer, 47 (2011), pp, Link.

4 C.E. DeSantis, J.L. Kramer, A. Jemal. O fardo dos cânceres raros nos Estados Unidos. CA Câncer J Clin, 67 (2017), pp, doi: 10.3322/caac.21400.

 

Descubra os sinais de inflamação no corpo

  

Especialista conta as causas do problema e tratamentos mais adequados 

 

A inflamação no corpo pode ser um sinal de alerta para uma série de problemas de saúde, mas nem sempre é fácil identificar os sintomas. É uma resposta natural do organismo a situações de desafio, como infecções, lesões ou exposição a substâncias prejudiciais. Funciona como um aviso sistema imunológico para lidar com esses e outros problemas. Reconhecer esses sinais da inflamação é crucial para manter um estilo de vida saudável e prevenir condições médicas mais graves.

De acordo com o Dr. Gustavo Feil, renomado médico especializado em Ciências da Longevidade Humana e Nutrologia, alguns sintomas dessa inflamação incluem dores no corpo, imunidade enfraquecida, fadiga crônica, insônia, alterações de humor, ansiedade, depressão e ganho de peso. "É fundamental estar atento aos sinais, pois eles podem indicar desequilíbrios e problemas subjacentes que precisam ser abordados. Alguns sintomas comuns incluem também dores articulares, inchaço e problemas digestivos", explica.

Identificar esses sinais precocemente pode ajudar a tomar medidas preventivas e adotar mudanças no estilo de vida, como uma dieta anti-inflamatória, a prática regular de exercícios físicos e o controle do estresse. Além disso, consultar um profissional de saúde qualificado para avaliação e orientação adequadas é essencial para lidar com a inflamação de forma eficaz e promover a saúde a longo prazo.

Segundo o Dr. Gustavo a questão demanda compreensão para seu controle e redução. Entre os principais influenciadores, a idade avançada pode tornar o sistema imunológico menos eficaz na modulação da inflamação. A obesidade, por sua vez, está associada a um estado crônico de inflamação de baixo grau devido à liberação de substâncias pró-inflamatórias. “Além disso, uma dieta inadequada, o tabagismo, o estresse crônico e distúrbios do sono podem contribuir significativamente para o problema”, pontua.

Alimentação saudável, hidratação adequada, exercício físico regular, sono de qualidade e suplementação com ômega-3 são formas eficazes de combater a inflamação do corpo e promover uma vida mais saudável e equilibrada. Mesmo assim, o apoio de um profissional é crucial para tratamentos personalizados e acertados. 

  

Gustavo Feil - médico do desenvolvimento Físico e Mental com foco em Nutrologia e Medicina da Longevidade formado pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ/ SC e está sempre em busca da melhor versão em saúde, por meio da prevenção e promoção do bem estar. Também é pós graduando em Nutrologia pela USP RP e em Ciências da Longevidade e Vida Saudável pela Academia Longevidade Saudável. Possui trabalho com foco em emagrecimento, performance, estilo de vida saudável, longevidade e desenvolvimento humano. Para saber mais, acesse pelas redes sociais @drgustavofeil.

 

A importância da nutrologia para tentantes, médica explica


A nutrologia desempenha um papel crucial para casais que estão tentando conceber. E se engana quem pensa que é só a saúde da mulher que tem papel fundamental na hora de conseguir engravidar. A médica nutróloga Dra. Ana Luisa Vilela, especialista em emagrecimento da capital paulista, explica como fazer a correção de possíveis deficiências nutricionais e ajustar a dieta para otimizar a fertilidade tanto do homem, quanto da mulher. 

“A boa saúde reprodutiva depende da otimização dos níveis hormonais, da regulação do ciclo menstrual e da melhoria da qualidade dos espermatozoides. Para isso, o casal precisa manter um peso saudável já que tanto o excesso de peso, quanto a falta de massa magra no organismo, podem afetar negativamente a fertilidade, interferindo nos ciclos menstruais e na produção de hormônios”, avisa a médica. 

A médica conta que, muitas vezes não basta apenas desenvolver um plano alimentar que promova um peso saudável, é preciso entrar com suplementação que deve ser feita com ácido fólico que é essencial para a saúde do feto durante a gravidez, enquanto a vitamina B podem melhorar a qualidade dos espermatozoides. “Além disso, é fundamental o controle da insulina que ajuda na melhora da qualidade óvulos e da fertilidade e é preciso investigar a necessidade das demais vitaminas que variam de acordo com cada pessoa, como ferro, vitamina C e D, ômega 3, coenzima Q10, que são fundamentais para a qualidade do óvulo e ozinco, importante para os espermatozoides e para a imunidade”, diz Dra. Ana. 

No mais, a médica ainda afirma que a redução do estresse oxidativo é fundamental para casais mais velhos ou que tenham sido submetidos a tratamentos de fertilidade além da identificação de intolerâncias alimentares que podem causar inflamação no corpo e assim afetar a fertilidade. “Com o corpo preparado, as chances de concepção aumentam consideravelmente, é importante que o organismo todo esteja em perfeita ordem para que a gravidez venha com sucesso e segurança”, finaliza a médica.



FONTE: Dra. Ana Luisa Vilela - Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina de Itajubá – MG, especialista pelo Instituto Garrido de Obesidade e Gastroenterologia (Beneficência Portuguesa de São Paulo) e pós graduada em Nutrição Médica pelo Instituto GANEP de Nutrição Humana também na Beneficência Portuguesa de São Paulo e estágio concluído pelo Hospital das Clinicas de São Paulo – HCFMUSP.
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