Pesquisar no Blog

terça-feira, 23 de abril de 2024

Confira dicas práticas para se organizar financeiramente e tirar os sonhos do papel

 Seguindo alguns passos simples é possível atingir os objetivos


Quem nunca sonhou em fazer uma viagem internacional, comprar um carro novo, trocar de casa ou até mesmo realizar uma cirurgia plástica, não é mesmo? Contudo, esses sonhos frequentemente permanecem distantes pela falta de uma gestão financeira eficiente. Quando a organização falha, adiar essas conquistas torna-se inevitável, mas há maneiras de superar esse desafio.

Para Edemilson Koji Motoda, diretor do Grupo KSL, seguir alguns passos ajudam alcançar as metas pessoais. "A chave para realizar seus sonhos está na construção de uma boa educação financeira. Com algumas estratégias simples, mas eficazes, é possível chegar aos objetivos”, relata.

Motoda compartilhou os 5 passos que podem transformar objetivos aparentemente inalcançáveis em realidade. Confira:



1.Estabeleça metas claras

Defina objetivos financeiros específicos, como economizar para uma viagem ou comprar um carro. Quantifique essas metas com valores e prazos realistas para acompanhamento e avaliação.


2.Crie um orçamento realista

Analise sua renda e despesas mensais, identificando áreas de gastos que podem ser reduzidas ou eliminadas. Reserve fundos para suas metas financeiras prioritárias dentro do seu orçamento. Lembre-se: não compre por impulso.


3.Registre tudo

Registrar seus gastos e despesas em uma planilha ou caderno é uma prática essencial para ter controle financeiro. Ao anotar suas contas fixas e variáveis, você ganha maior consciência sobre como está utilizando seu dinheiro.


4.Priorize gastos

Dê prioridade aos gastos que são essenciais e contribuem para o seu bem-estar financeiro. Busque conhecimento constante sobre educação financeira, mantendo-se sempre atualizado sobre conceitos e práticas.


5. Mantenha o foco

Sonhar é essencial, mas sem ação, os sonhos permanecem apenas ilusões. Manter o objetivo em foco é um importante passo para transformar sonhos em realidade.


Freelancers e imposto de renda: importância de separar bem as contas PJ e PF

Separar os gastos pessoais dos empresariais, além de estruturar bem o fluxo de caixa, é fundamental para uma gestão organizada; planejamento se faz essencial para declarar o IR

 

A vida de todo profissional necessita de uma boa organização financeira, e principalmente, administrativa. Gerenciar pagamentos, contas bancárias e contratos, no caso de freelancers, é ainda mais importante para ter um fluxo de caixa mais estruturado e evitar possíveis dores de cabeça. Ainda mais considerando que o profissional deve levar em conta a organização necessária para a declaração do imposto de renda (IR), que este ano deverá ser entregue até 31 de maio. Nesse cenário, profissionais que estão iniciando precisam entender qual tipo de conta escolher para receber seus pagamentos: conta de pessoa física (PF) ou jurídica (PJ)?  

A conta PF é a conta de cada indivíduo, vinculada ao seu CPF e comumente usada por aqueles que trabalham em regime CLT. A conta PJ, por sua vez, está vinculada ao Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), portanto, é usada em nome da “empresa” que o indivíduo representa ao se tornar Microempreendedor Individual (MEI) ou abrir outro tipo de CNPJ. 

Para Samyra Ramos, gerente de marketing da Higlobe, solução de pagamentos para freelancers e contratados brasileiros que trabalham remotamente para empresas nos EUA, a escolha depende das necessidades e do modelo de trabalho de cada um.  

“Não há problema em ser MEI e também ter conta corrente de pessoa física, mas é preciso ter uma divisão clara sobre o que está sendo movimentado em cada uma das contas. Sobre a decisão do regime no qual o profissional receberá o pagamento, é necessário fazer uma análise precisa sobre a taxação de impostos e selecionar a melhor opção junto a um contador”, comenta. 

Para aqueles que optarem pelo regime PJ, a boa notícia é que a grande maioria dos bancos digitais traz a possibilidade para a abertura desse tipo de conta sem a taxação de juros, além de trazer a possibilidade de realizar os procedimentos necessários de forma online, sem muita burocracia. Esse é um cenário vantajoso para os freelancers, que precisam de rotinas mais otimizadas, e não querem perder dinheiro com taxas altas e nem lidar com inconveniências e imprevistos.  

Na hora de escolher em qual instituição financeira abrir a conta, é importante que o profissional avalie quais atendem da melhor forma suas necessidades em relação a burocracias, taxas, emissão de cartões e de boletos. Na Higlobe, por exemplo, profissionais podem receber seus pagamentos de empresas dos EUA como pessoa jurídica. 

Como trabalhador freelancer, ter as duas opções de contas requer ainda mais organização dos ganhos e gastos. Independentemente das contas escolhidas, esses profissionais precisam estar antenados nas suas obrigações fiscais e para isso, se apoiar em um contador é uma boa opção. “Até o momento de declarar o IR, é importante ir salvando ao longo do ano todos os comprovantes, notas e informações úteis que comprovem as movimentações financeiras”, finaliza Samyra.

 

Higlobe, Inc.


Nano e micro creators: nova força do marketing de influência

Brasil já conta com cerca de 13 milhões de influenciadores de marketing digital, sendo 96% nanos creators e 3% micro creators 

 

Recentemente, a agência de marketing digital BrandLovrs divulgou o “Creator POV”, um estudo revelador sobre os criadores de conteúdo, também conhecidos como creators no Brasil. Surpreendentemente, o Brasil já conta com cerca de 13 milhões de influenciadores, sendo 96% nanos creators e 3% micro creators. Estes números evidenciam a relevância desses criadores de conteúdo nas estratégias de marketing das marcas. 

Uma das características marcantes desses creators é a capacidade de agregar criatividade e originalidade, indo além do simples alcance numérico. Eles são percebidos como mais acessíveis e próximos de seus seguidores, construindo relações de confiança e lealdade. Essa proximidade e autenticidade os transformam em verdadeiros “apomediários”, mesclando as palavras “apóstolo” e “mediário”, atuando como mensageiros das marcas no ambiente digital. 

Assim como os apóstolos eram mensageiros das boas novas, os criadores de conteúdo são mensageiros das marcas, transmitindo informações, valores e mensagens de forma autêntica e confiável. Eles estabelecem conexões genuínas e pessoais, ocupando um espaço intermediário entre as grandes celebridades e o público comum, combinando alcance com autenticidade. 

Você deve estar se perguntando por que as marcas estão intensificando apenas agora as campanhas com nano e micro creators? Dois desafios principais são identificados no estudo: a complexidade no processo de seleção, aprovação e pagamento dos creators e a tentativa das marcas em controlar excessivamente as mensagens, comprometendo a autenticidade e o engajamento. No entanto, as marcas estão percebendo que o Creator Marketing oferece mais do que visibilidade; ele proporciona engajamento genuíno e conversões tangíveis.

Para maximizar essas parcerias, é crucial estabelecer um alinhamento de expectativas e valorizar a autenticidade e criatividade dos creators. Estratégias de longo prazo, como contratos bem definidos, podem fortalecer essas relações. Além disso, as marcas têm a chance de contribuir para o desenvolvimento dos creators, oferecendo treinamentos e oportunidades de monetização. 

O marketing de influência está se tornando cada vez mais sofisticado e estratégico. As marcas que reconhecem o valor dos microinfluenciadores e investem em parcerias autênticas estão posicionadas para alcançar o sucesso a longo prazo, construindo suas marcas no mundo digital.

 

Patricia Artoni - professora da FIA Business School


Sem erros! Luciane Vaz dá 7 dicas para o empreendedor iniciante ganhar dinheiro

 A empreendedora diz que é normal o medo de investir o capital e o tempo em um negócio

 

Se tornar um empreendedor é um desejo de muitos brasileiros. Mas quem está começando no mundo dos negócios precisa ter um bom conhecimento para não cometer erros e perder dinheiro. Pensando nisso, a empresária de sucesso Luciane Vaz deu sete dicas para quem tem esse projeto executá-lo de forma sólida e bem planejada.

De acordo com Luciane, é comum quem está iniciando no empreendedorismo ter um certo receio de investir o seu capital e tempo. No entanto, esse medo é mais do que normal, mas não pode impedir a realização do seu sonho.

“Para diminuir os riscos e se dar bem, o planejamento é indispensável para organizar essa jornada, estruturando bem o negócio e, assim, criando uma empresa sólida”, pontua.

Veja as dicas:

 

1. Converse com as outras pessoas sobre sua ideia

Para o empreendedor inexperiente, o primeiro passo é conversar com profissionais de sucesso para que eles possam te ajudar com visões e ideias. 

Por mais que não seja no ramo em que você deseja atuar, é benéfico obter a opinião das pessoas e ter um feedback que pode auxiliar na compreensão de alguns detalhes ou até mesmo na sensação de estar mais motivado.

Mas não se deixe influenciar por opiniões negativas, que não querem te ajudar. Um iniciante tem uma jornada longa e não deve se deixar influenciar por pessoas negativas e opiniões improdutivas.

 

2. Escolha algo de que goste

Acordar sabendo que vai fazer algo por prazer, e não somente por dinheiro, é recompensador. O serviço torna-se gratificante ao final do mês.

Assim sendo, o seu bem-estar é uma recompensa diária. Até mesmo a produtividade é maior. Isso ocorre porque é viável realizar muito mais em pouco tempo. O mercado é repleto de boas ideias de negócios, mas nem todas as opções são para trabalhar com algo que seja adequado ao seu perfil e às suas preferências.

Sendo assim, antes de pensar na empresa, veja algumas das coisas que mais te atraem e que você mais gosta de fazer. Depois, analise como podem se encaixar em um empreendimento próprio, que lhe permita ganhar dinheiro.

Isso é um exercício de autoconhecimento para identificar as atividades que você mais gosta e como adaptá-las a um empreendimento.

 

3. Estude o ramo

No mercado competitivo atual, uma das principais vantagens que as empresas precisam obter para se destacar são informações sobre o cenário do mercado naquele momento.

O estudo tem a função de revelar as tendências do mercado, tais como as preferências do público-alvo e a disponibilidade do produto ou serviço. Os dados e as informações coletadas pelo estudo de mercado dão ao empreendedor a chance de adotar estratégias mais eficientes e aumentar as chances de sucesso do empreendimento.

Ao realizar uma análise de mercado adequada, é possível enxergar o seu empreendimento com base sólida e informações precisas. Dessa forma, você estará mais apto a trilhar o caminho mais adequado em direção ao sucesso.

 

4. Saiba como funciona o mercado local

Para o empreendedor que está começando, é essencial ter conhecimento dos concorrentes. Dessa forma, é crucial identificar as companhias que atuam em seu mercado, seus produtos, sistema de atendimento, inovações, preços e opinião dos clientes.

Por meio das investigações, é viável identificar novas hipóteses e nichos de mercado que ainda não foram explorados. As ideias geniais podem surgir de demandas específicas de um público-alvo, da criação de inovações tecnológicas ou ainda de procedimentos que agregam mais valor ao produto ou serviço.

Não realizar uma pesquisa adequada do mercado local é uma falta de planejamento que deve ser evitada, pois o seu empreendimento é como uma planta, necessitando de um terreno fértil para prosperar.

Portanto, um mercado local atraente, seja com uma grande quantidade de clientes ou sem concorrentes, é crucial para impulsionar seu empreendimento.

 

5. Planeje e organize seus recursos financeiros

O planejamento financeiro é uma das etapas mais cruciais para iniciar um empreendimento, especialmente para aqueles que estão começando.Dessa forma, essa estrutura previne que seu empreendimento sofra prejuízos, auxilia na tomada de decisões e previne que você acabe avançando além do necessário. Dessa forma, avalie quanto tem para investir no empreendimento, lembrando que é comum a companhia demorar a ter resultados.

Dessa forma, deve levar em conta o capital de giro, necessário para pagar as contas, mesmo que as vendas do seu negócio sejam pequenas. Da mesma forma, é crucial ter uma reserva de emergência para situações adversas e também para a saúde financeira tanto de você quanto de sua família.

Caso perceba que não tem recursos suficientes para investir, procure por alternativas de negócio mais acessíveis, que não requerem um estabelecimento comercial ou funcionários.

 

6. Não desvalorize o seu esforço

Para o empreendedor que está começando, é crucial reconhecer sua empresa, seus produtos e serviços. Remunerar de maneira inadequada vai resultar em perda de dinheiro e também passará a impressão ao cliente de que o seu trabalho é ruim.

Portanto, é viável ser competitivo e manter um preço competitivo, reduzindo despesas e otimizando o planejamento do empreendimento.

 

 7. Aprenda a administrar

Além de organizar o processo interno do seu empreendimento, o empreendedor também deve se atentar para a gestão ao longo do tempo. É necessário ter familiaridade com administração, gestão de estoque e a parte financeira da organização para tomar as decisões necessárias.

Portanto, invista na aquisição desse conhecimento por meio do estudo, seja lendo livros, participando de cursos online ou seguindo empreendedores de sucesso nas mídias sociais. 

Tudo isso ajuda as pessoas que não têm experiência com o empreendedorismo a lidarem bem com os diversos aspectos que envolvem um empreendimento.

 

segunda-feira, 22 de abril de 2024

Butantan desenvolve nanopartículas capazes de combater fungo causador da candidíase

Nanopartículas com ação antifúngica são eficazes na contenção de fungos do gênero Candida sp que causam sérios problemas à saúde de seres humanos, incluindo infecções hospitalares; também agem contra perdas em plantações.

 

Pesquisadores do Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, desenvolveram nanopartículas de prata (AgNP) biogênicas capazes de conter o crescimento de fungos do gênero Candida, responsáveis por infecções moderadas e graves em humanos. Segundo estudo publicado na revista Antibiotics, essas nanopartículas também evitam a proliferação de fungos responsáveis por danos às plantações de cana-de-açúcar, arroz, feijão e milho, entre outras culturas, servindo como um fungicida alternativo.

 

“Exploramos a ação antimicrobiana das nanopartículas e vimos que elas têm ação importante no combate a fungos do gênero Candida sp que causam sérios problemas, incluindo as infecções hospitalares, e em alguns fungos que são prejudiciais à produção de grãos”, explica a pesquisadora do Laboratório de Desenvolvimento e Inovação (LDI) do Instituto Butantan, Ana Olívia de Souza, líder do estudo publicado na revista Antibiotics.

 

As nanopartículas desenvolvidas pelo Butantan apresentaram atividade antifúngica contra seis espécies do fungo Candida sp de importância clínica (Candida albicans, Candida krusei, Candida glabrata, Candida parapsilosis, Candida tropicalis e Candida guilliermondii). Um exemplo das infecções em humanos causadas por esses fungos é a candidíase, que provoca infecções orais, vaginais, de pele e sistêmica, sendo a originada por Candida albicans a mais comum. Consideradas um problema de saúde pública mundial, as infecções fúngicas acometem mais de 300 milhões de pessoas todos os anos, resultando em mais de 1 milhão de mortes.

 

O estudo descreve também a atividade antifúngica das AgNPs em seis espécies de fungos do gênero Fusarium (Fusarium oxysporum, Fusarium phaseoli, Fusarium sacchari, Fusarium subglutinans, Fusarium verticillioides) e no fungo Curvularia lunata, todos patógenos comuns em plantas e cereais. “O uso destes nanomateriais na agricultura pode ser uma alternativa aos fungicidas atualmente em uso, cuja utilização sistemática vem causando resistência dos fungos, causando mais dificuldade no controle das pragas, além de um grande impacto na agricultura e na economia”, destaca a pesquisadora.

 

No estudo do Butantan, as nanopartículas foram obtidas utilizando espécies de fungos isoladas de plantas de Manguezal e da Caatinga. Essas nanopartículas mostraram estabilidade por longo período em temperatura ambiente e, além do efeito antimicrobiano, em outro estudo publicado na revista Environmental Science Nano, o grupo mostrou a ausência de toxicidade de baixas dosagens das nanopartículas em organismos aquáticos, como zebrafish e camarão, que são indicadores da condição ambiental.


Portal do Butantan: butantan.gov.br
Facebook: Butantan Oficial
Instagram: @butantanoficial
YouTube: @CanalButantan
Twitter: @butantanoficial
LinkedIn: Instituto Butantan
TikTok: @institutobutantan


Meningite: neurologista responde às principais dúvidas sobre o tema

Problema grave de saúde pública, doença acomete membranas do cérebro e medula espinhal 

 

Dentro da área de infectologia, as meningites são uma das maiores emergências médicas, devendo ser prontamente suspeitada e reconhecida nos prontos-socorros. Informação é a principal forma de prevenir a propagação desta doença, que causa tantos danos. Pegando como gancho o Dia Mundial de Combate à Meningite, celebrado em 24 de abril, a Inspirali, principal ecossistema de educação médica do país, convidou sua embaixadora na área de Neurologia, Dra. Leticia Rebello, para tirar dúvidas da população sobre o assunto. Confira:

 

O que é meningite?

R: Meningite é a inflamação grave das meninges, que são as membranas que revestem o cérebro e toda a medula espinhal. Pode ser causada, principalmente, por vírus e bactérias, e, em menor frequência, por parasitas ou fungos.

 

Quais os principais sintomas?

R: A doença possui uma tríade de sintomas clássica: febre; rigidez de nuca e alteração do estado mental. Além desses sintomas, pode ocorrer cefaleia e vômitos de repetição, muitas vezes com característica "em jato". Os sintomas são, em grande parte dos casos, refratários a analgésicos sintomáticos.

 

Como é feito o diagnóstico?

R: Deve-se avaliar a presença de sinais meníngeos, sendo os principais deles a rigidez de nuca e os sinais de Kernig e Brudzinski, junto com alteração de nível e conteúdo de consciência (muitos pacientes apresentam-se mais sonolentos) e febre. Na suspeita de meningite, recomenda-se ainda a realização de exame de imagem com o objetivo de se descartar formações expansivas (exemplo: abcesso cerebral) que poderiam contraindicar a coleta do Líquido Cefalorraquidiano (LCR). O passo seguinte na propedêutica, é a coleta imediata do LCR com o objetivo de se identificar o agente causador da meningite, e assim, guiar a escolha terapêutica. No entanto, em casos de impossibilidade de realização do LCR, não se deve atrasar o início da terapia, mesmo que de forma empírica, com amplo espectro. O atraso no início do tratamento tem relação direta com o prognóstico do paciente. Em geral, para o tratamento empírico, emprega-se antibióticos e antiviral.

 

Quais os tipos e principais causas existentes? Quais as diferenças?

R: Elas podem ser causadas principalmente por bactérias, vírus ou fungos. As meningites bacterianas e virais, em geral, têm um curso de evolução mais agudo (menor do que 7 dias), enquanto as meningites crônicas, causadas por fungos, tuberculose e sífilis, possuem um curso mais arrastado (maior do que 7 dias), muitas vezes dificultando o diagnóstico.

 

Como é realizado o tratamento?

R: O tratamento com antiviral ou antibiótico deve ser direcionado para o tipo de patógeno isolado no líquor. A antibioticoterapia pode ser escalonada a depender da condição de base do paciente (casos de imunossupressão, infecção nosocomial), severidade do quadro, além de resposta inadequada a terapia inicial.

 

Como a doença é transmitida?

R: As principais meningites podem ser transmitidas por contiguidade em casos de sinusites e otites complicadas, além de contato com pessoas infectadas, pela via aérea (gotículas de secreções do nariz e garganta).

 

Como prevenir a doença?

R: A melhor forma de prevenção das meningites é mantendo a caderneta de vacinação atualizada: vacina meningocócica C e pneumocócica 10. De fato, com a implementação da vacinação contra a meningite no calendário vacinal, a incidência da doença reduziu de forma drástica.

 

Todo mundo está sujeito a contrair a doença? Quem corre mais risco de contrai-la de forma grave?

R: As meningites mais graves acontecem em pacientes em extremos de idades: crianças e idosos. Uma parcela da população que merece cuidado especial são pacientes portadores de doenças que afetam o sistema imunológico, como o câncer, HIV e uso de medicamentos imunossupressores.

 

Meningite pode levar à morte? Em quais casos?

R: A meningite é uma doença grave e pode levar a morte, principalmente quando há atraso no diagnóstico e início do tratamento. Além disso, pode evoluir para duas outras formas de alta severidade e letalidade: a encefalite (quando atinge a estrutura cerebral) e a meningoencefalite (quando acomete ambos o cérebro e medula). Além do alto potencial de letalidade, a meningite, quando complicada com encefalite, pode gerar sequelas importantes, tanto motoras, quanto de linguagem e comportamental, a depender da estrutura cerebral mais afetada. Os pacientes com maior fragilidade, múltiplas comorbidades, imunossuprimidos e extremos de idades são os casos mais graves.

 

A doença deixa sequelas? Quais?

R: Dependendo da severidade, a doença pode deixar sequelas irreversíveis. As principais são: alterações comportamentais e cognitivas (perda de memória), perdas visuais e auditivas, além de perda de força em membros e alterações de linguagem.


 

Inspirali



ViaQuatro, ViaMobilidade e Instituto CCR, em parceria com a co.liga, oferecem mais de 40 cursos gratuitos em economia criativa

Parceria tem como meta atingir a formação de 100 mil jovens em todo o Brasil até 2025


Artes visuais, gastronomia, design e tecnologia. Esses são alguns dos mais de 40 cursos gratuitos oferecidos pela co.liga, escola digital da Fundação Roberto Marinho (FRM) e da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), em parceria firmada com a ViaQuatro, ViaMobilidade e o Instituto CCR, entidade responsável pelos projetos socioeducacionais do Grupo CCR, maior empresa de infraestrutura de mobilidade do Brasil.  

A iniciativa visa promover a inclusão produtiva e educacional de 100 mil jovens em situação de vulnerabilidade social até o primeiro semestre de 2025, fomentando emprego e renda por meio da economia criativa. Para alcançar esse objetivo, o Grupo se comprometeu a investir R$ 1,5 milhão ao longo de três anos, distribuído em diferentes fases, como o aumento das inscrições na plataforma, o desenvolvimento de um curso inédito e a criação de dois laboratórios totalmente equipados em uma de suas instalações, oferecendo acesso gratuito aos estudantes. Atualmente, iniciativa possui 51 laboratórios distribuídos em 11 estados brasileiros. 

Para se inscrever nos diversos cursos oferecidos, como Edição e Tratamento de Fotografia, Programação Criativa, Introdução ao Roteiro Audiovisual, Fundamentos de Empreendedorismo e Segurança Alimentar na Gastronomia, bem como História e Fundamentos da Programação, que abrangem temas como CSS, HTML, Javascript, entre outros, é necessário ter mais de 15 anos e acessar a plataforma virtual coliga.digital. Após a conclusão dos cursos, os participantes recebem certificados, os quais podem ser utilizados para comprovar suas habilidades no currículo, aumentando suas chances de inserção no mercado de trabalho.  

De acordo com dados da co.liga, quatro em cada dez alunos conseguiram empregos remunerados após a conclusão dos cursos. Atualmente, o site conta com mais de 50 mil inscritos do Brasil e de outros 12 países, tendo emitido mais de 15 mil certificados.

 

Serviço – Cursos em economia criativa


Parceria: ViaQuatro, ViaMobilidade, Instituto CCR e co.liga

Site para realizar a inscrição: coliga.digital 

Faixa etária: Jovens com mais de 15 anos 

Gratuito 

 

Cursos: são mais de 40 opções disponíveis

 

·         Edição e tratamento de fotografia;

·         Programação criativa e introdução ao roteiro audiovisual;

·         Fundamentos de empreendedorismo e segurança de alimentos na gastronomia;

·         História e fundamentos da programação;

·         CSS, HTML, Javascript, entre outros.


Você sabe as formas de transmissão da malária?

Especialista alerta sobre os principais cuidados para prevenir a doença
 

Neste Dia Mundial da Luta contra Malária, médica infectologista e coordenadora do ITPAC Cruzeiro do Sul/Afya no Acre, Suiane Negreiros, reforça a importância do conhecimento sobre a doença, especialmente na região amazônica

 

Nesta quinta-feira (25/04), é lembrado o Dia Mundial da Luta contra a Malária. De acordo com o Ministério da Saúde, em 2022 foram registrados 128 mil casos da doença no Brasil, uma redução de 7,8% em relação a 2021. Já o número de mortes caiu de 58 para 50, entre os dois períodos. Os estados localizados na região amazônica são os que apresentam a maior parte de transmissão em áreas rurais, como Maranhão, Acre, Rondônia e Pará. 

A malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada pelo microrganismo Plasmodium. No Brasil, a espécie predominante é o Plasmodium vivax, sendo menos agressiva que a Plasmodium falciparum que prevalece na África. De acordo com Suiane Negreiros, médica infectologista e coordenadora do ITPAC Cruzeiro do Sul/Afya no Acre, a espécie africana é mais grave por conta do seu próprio ciclo biológico, que compromete o maior número de hemácias do organismo, pois não tem preferência por hemácias específicas. 

Apesar de ser menos grave, ainda assim a malária é perigosa no Brasil. “O mais importante é conhecer a forma de transmissão da doença, que é por meio da picada do mosquito. É preciso intensificar o desenvolvimento da educação em saúde para que a população tenha esse conhecimento, principalmente quem mora em áreas mais afetadas, como a região amazônica. A proteção do próprio corpo ou da casa irá ajudar a impedir a transmissão. À medida que nos vestimos de forma apropriada, protegendo nosso corpo, colocando as telas em casas, dormindo embaixo dos mosquiteiros e cortinados, tudo isso irá melhorar a proteção, sendo a melhor forma de prevenir a doença”, orienta a médica Suiane Negreiros. 

É preciso ficar alerta com os sintomas também. A malária é uma doença febril, então este é um dos principais sinais, além de dor de cabeça intensa, dor na região lombar e muita fraqueza. “Os pacientes costumam ter uma indisposição importante em decorrência do comprometimento das células do sangue, já que o agente causador causa a destruição das hemácias”, explica a especialista. A doença é identificada por meio do exame de lâmina, onde é feito um pequeno furo na ponta de um dos dedos do paciente para obter uma gota de sangue, com posterior leitura pelo microscopista. Este é considerado o exame padrão ouro na detecção da malária. 

Há tratamentos específicos para cada espécie, e medicamentos são distribuídos gratuitamente pelo SUS e ministrados pelos agentes de saúde comunitários. “No entanto, durante esse percurso de tratamento, dependendo da quantidade de vezes que a população, se expõe à doença, pode ser necessário modificar o cuidado. Especialistas precisam intervir para tratar as especificidades, porque se a infecção não for gerenciada de forma adequada e se perpetuar na comunidade, ela vai ser considerada fonte de infecção frequente, podendo dificultar ainda mais a resolução do problema. Tratar adequadamente o paciente e interromper o ciclo de transmissão são estratégias muito importantes para o controle da malária”, alerta Suiane Negreiros. 



Afya
www܂afya܂com܂br
ir܂afya܂com܂br


Pressão alta mata 388 por dia no Brasil e tem aumento de incidência entre mais jovens e idosos


Especialista da Santa Casa de Chavantes alerta que doença é silenciosa e destaca a importância da medição da pressão regularmente 

 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, a hipertensão é responsável por 388 mortes diárias no Brasil. Essa condição crônica se caracteriza pelo aumento da pressão sanguínea nas artérias, o que demanda um esforço adicional do coração para garantir uma distribuição adequada do sangue pelo corpo. A pressão alta é um dos principais fatores de risco para uma série de problemas de saúde, incluindo doenças cardíacas, acidentes vasculares cerebrais (AVCs), doença renal e outros problemas de saúde.

 

Uma pesquisa realizada nas capitais brasileiras pelo Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção de Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL), que compõe o sistema de Vigilância de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) do Ministério da Saúde, revelou um aumento no diagnóstico de hipertensão arterial entre jovens de 18 a 24 anos. De acordo com a pesquisa, em 2021 foi registrada incidência de 3,8% nessa faixa etária, aumentando para 5,6% em 2023.

 

“A hipertensão arterial pode surgir em qualquer idade, sendo desencadeada por uma série de fatores, incluindo estilo de vida, predisposição genética e condições médicas subjacentes. Entre os jovens, há uma associação entre os maus hábitos alimentares, falta de atividade física, tabagismo e estresse crônico”, explica o presidente da Santa Casa de Chavantes e cardiologista, Dr. Anis Ghattás Mitri Filho.

 

O estudo da VIGITEL também apontou um aumento na prevalência de hipertensão entre os idosos. Em 2021, cerca de 61% das pessoas com mais de 65 anos tinham a doença. Em 2023, esse número aumentou para 65,1%.

 

“O envelhecimento é algo natural do corpo. Com o envelhecimento das artérias, ocorre seu endurecimento e diminuição de sua capacidade de distender. Além disso, o indivíduo da terceira idade fica mais tempo exposto a condições que favorecem o desenvolvimento da hipertensão arterial, como consumo excessivo de sal, estresse e obesidade. Condições médicas subjacentes como diabetes e doenças renais também tendem a colaborar com o desenvolvimento da hipertensão”, explica o presidente da instituição.

 

O mês de abril traz uma importante campanha de saúde, marcado para acontecer no dia 26, o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, que tem como propósito conscientizar a população sobre a importância do diagnóstico preventivo e do tratamento dessa doença.


 

Sintomas e tratamento:


A hipertensão não costuma apresentar sintomas, exceto em casos em que a pressão se eleva muito, podendo ocorrer dores no peito, dor de cabeça, tonturas, zumbido no ouvido, fraqueza, visão embaçada e sangramento nasal. Medir a pressão regularmente é a única maneira de diagnosticar a doença. Pessoas acima de 20 anos de idade devem medir a pressão pelo menos uma vez por ano. Se houver casos de pressão alta na família, deve-se medir no mínimo duas vezes por ano.

 

A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada por meio de medicamentos e tratamentos médicos. “Além de fazer o uso de medicamentos recomendado pelo seu médico, é imprescindível adotar um estilo de vida saudável, como manter o peso adequado, não abusar no consumo de sal ou de alimentos gordurosos, moderar o consumo de álcool, abandonar o fumo, praticar exercícios físicos e controlar a diabetes”, declara Dr. Anis.


Dificuldade de chorar? Veja 4 possíveis causas

Cerca de 30% dos adultos relataram dificuldade de chorar por questões sociais, de saúde ou desconhecidas, diz estudo

 

As emoções são parte da vida de qualquer ser humano: um estudo publicado no Journal of Health Psychology apontou que os indivíduos experimentam algum tipo de sentimento em cerca de 90% do tempo, sendo que as emoções positivas ocorrem 2,5 vezes mais do que as negativas. E, quando elas vêm à tona, seja por tristeza ou alegria, o choro surge como uma válvula de escape, como uma forma de restaurar o equilíbrio emocional, segundo estudo da Universidade de Yale. 

Entretanto, para algumas pessoas, pesares ou dores não funcionam como gatilhos imediatos para o choro. Uma revisão sistemática de estudos internacionais publicada no Comprehensive Psychiatry encontrou uma prevalência média de 30% de adultos que relataram dificuldade ou inabilidade de chorar por questões sociais, de saúde ou desconhecidas. 

“Por isso, pessoas que não conseguem chorar podem ser mais tensas, estressadas e ansiosas, já que não têm no choro um meio de aliviar as emoções”, afirma Monica Machado, psicóloga e fundadora da Clínica Ame.C, e pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein. 

Diversos fatores podem contribuir para a supressão emocional, dificultando a capacidade de chorar. Neste 23 de abril, Dia do Choro, especialistas apontam as possíveis causas por trás das lágrimas represadas.

 Experiências na infância: para quem cresceu em um ambiente carente de apoio e validação emocional, é possível que existam dificuldades ao reconhecer e expressar sentimentos. Um estudo publicado na Frontiers in Psychology, por exemplo, sugere que o apego evitativo está associado a emoções reprimidas e à crença de que chorar não é uma forma saudável de expressar emoções. 

Segundo Danielle H. Admoni, psiquiatra geral e da Infância e Adolescência, pesquisadora e supervisora na residência de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP/EPM); as vivências durante a primeira infância desempenham um papel significativo no desenvolvimento neuropsicomotor das crianças. 

"Os neurônios-espelho, que são ativados em resposta a comportamentos observados, podem condicionar a criança a anular emoções, se ela estiver cercada por indivíduos emocionalmente reservados". 

Conforme a médica, especialista pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), nos primeiros anos de vida, os mecanismos de regulação emocional do cérebro, especialmente no córtex pré-frontal, podem se tornar hiperativos, suprimindo respostas naturais como o choro. “Daí a importância de dar espaço e oportunidades para a criança expor, à sua maneira, seus sentimentos e suas dúvidas sempre que precisar”.

 

Repressão Emocional: também chamado de estigma, constipação emocional, supressão emocional, entre outros nomes, o quadro se refere às emoções contidas e que não são facilmente acessíveis ou demonstradas. 

Segundo a terapeuta sexual Claudia Petry, especialista em Educação para a Sexualidade pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/SC), e professora no Instituto de Parapsicologia e Ciências Mentais de Joinville (SC); graças às redes sociais, a sociedade tem cultuado cada vez mais a invulnerabilidade. 

“Celebridades são traídas, terminam relacionamentos, são ofendidas, mas não descem do pedestal. Adotam uma postura de dominância como mecanismo de defesa e lotam as redes sociais com fotos de alegria plena e textos que mais parecem de autoajuda. Além de afastar o direito de sentir e exteriorizar suas emoções, essa armadura emocional enaltece a cultura do ‘chorar é sinal de fraqueza’”. 

Para a psicóloga Monica Machado, host do podcast Ame.Cast, mostrar o lado humano está fora de cogitação. “O exemplo que as pessoas famosas têm passado é algo como: engole o choro, levanta a cabeça, seja superior e vida que segue! Só que isso não é vida real”. 

Segundo as especialistas, essa conduta acaba viralizando um padrão de comportamento que reprime as emoções consideradas negativas, motivando as pessoas a acreditarem que expressá-las pode resultar em julgamento por parte dos outros.

 

Transtornos mentais: determinados problemas de saúde mental também podem comprometer a facilidade do choro. Conforme a psiquiatra Danielle Admoni, pessoas com transtorno bipolar e transtorno esquizoafetivo têm um afeto plano e uma pequena gama de emoções. 

“Já a depressão, ao contrário do que se pensa, não se manifesta necessariamente por meio de choro constante. Dentre seus diversos tipos e sintomas, a melancolia pode gerar uma sensação de vazio emocional e desconexão, tornando difícil reagir aos eventos e a capacidade de chorar”. 

A anedonia, outro sintoma da depressão, é caracterizada pela perda total de interesse por qualquer atividade. “Pessoas com anedonia não sentem mais prazer nas coisas que costumavam fazer, e também podem ter uma resposta reduzida a estímulos negativos, incluindo sentimentos adversos e facilidade para chorar”, diz Danielle Admoni.

 

Estresse pós-traumático: passar por traumas durante a infância ou adolescência pode interferir no processo de regulação das emoções, gerando alterações complexas no cérebro, que seguem em desenvolvimento até os 25 anos. 

Um estudo da Nature mostrou que jovens com histórico de Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) apresentavam aumento da atividade na amígdala, uma região do cérebro responsável pelo processamento das emoções e do choro. Essa situação se torna ainda mais severa quando há exposição a traumas que provocam sequelas psicológicas múltiplas, como é o caso do abuso sexual. 

“A violência sexual tem um impacto especialmente severo na saúde física e mental de um indivíduo, sobretudo para crianças. O trauma pode perdurar até a adolescência e mesmo até a idade adulta”, elucida a sexóloga Claudia Petry, especialista em Educação Sexual Infantil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC/SC).

 

Considere ajuda profissional: a terapia pode ajudar a entender o que está sentindo, a processar essas emoções de forma saudável e a aprender a expressá-las. “Caso você tenha tido dificuldade para desabafar através do choro e perceba que seus níveis de estresse, tensão ou ansiedade aumentaram, talvez seja o momento de buscar um profissional que explore e compreenda suas questões internas”, finaliza Danielle Admoni.

 

Posts mais acessados