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quinta-feira, 16 de novembro de 2023

Epidemia de insatisfação: qual é o papel do RH?

O que sua empresa deve oferecer para que você esteja feliz em seu trabalho? Essa é uma resposta muito subjetiva, mas que, mesmo assim, podemos notar um certo padrão no mercado entre as gerações profissionais. Em uma nova pesquisa feita pela WeWork, dados preocupantes mostraram que estamos presenciando uma epidemia de insatisfação, emergindo não apenas no nosso país, como também em nível macro latino-americano – a qual precisa ser devidamente investigada para evitar prejuízos severos na retenção dos profissionais, sua felicidade e produtividade.

É importante analisar como este conceito de felicidade no trabalho sofre mudanças constantes com o passar do tempo. Afinal, se antes, o fato de estar empregado e receber uma boa remuneração segura era motivo suficiente para essa satisfação, hoje os critérios são outros.

Conforme o mercado foi ganhando cada vez mais volatilidade e novas oportunidades de carreira, foi emergindo em empresas dos mais diversos segmentos um maior poder de barganha entre os profissionais. Hoje, eles também têm o poder de escolher onde querem trabalhar, e analisam os critérios considerados por cada um como essenciais em uma vaga antes de se candidatarem.

Essa mudança de comportamento fez com que, hoje, muito dessa insatisfação identificada pelo estudo esteja atrelada ao modelo de trabalho imposto pelas empresas. Segundo os dados divulgados, cerca de 55% dos profissionais afirmaram que não estão contentes com seu atual emprego – sendo que, deles, 25% disseram se incomodar com a falta de flexibilidade em suas rotinas, tido como um dos fatores mais valorizados em uma vaga atualmente.

A preferência por oportunidades que ofereçam essa característica foi fortemente impulsionada e democratizada com a pandemia, período que fez com que 68% dos profissionais passassem a valorizar mais o bem-estar e a qualidade de vida, ainda segundo a pesquisa. Afinal, ao trabalharem remotamente ou, pelo menos, em um formato híbrido, as sensações de liberdade e autonomia são inegáveis, evitando desgastes no trânsito, tendo um maior conforto de poderem trabalhar de suas casas e, com isso, terem uma maior produtividade em suas funções.

Não há como negar esses benefícios que o trabalho à distância proporciona. Mas, também não podemos negligenciar os contras que esses modelos geram, principalmente no que diz respeito ao relacionamento entre os times. A perda da proximidade física entre as equipes é um fator crucial para um enfraquecimento da sinergia profissional em suas rotinas, o que é argumentado por muitas companhias que ainda preferem estabelecer modelos presenciais de trabalho.

Equilibrar essas preferências entre a contratante e os contratados é uma missão complexa para o RH e, nem sempre, será possível agradar a todos igualmente. Por isso, é essencial que este departamento preze por alguns cuidados para que consigam assegurar que haja coerência entre o discurso corporativo e o que será colocado em prática e refletido diretamente em suas equipes.

Recrutar talentos que estejam aderentes aos valores empresariais e ao seu mindset é o ponto básico a ser seguido neste processo, escolhendo aqueles que tenham, verdadeiramente, um fit organizacional, de forma que seja mais fácil receber e reter este profissional.

Com o time formado, é dever do RH aplicar um mapeamento interno a fim de identificar o que eles valorizam – seja momentos de descontração como happy hour, emendas de feriado, bônus salariais, ou outros fatores.

Compreender esses gatilhos é o que ajuda este departamento a construir uma relação de mais confiança entre as partes, colocando em prática as medidas necessárias perante os objetivos estipulados e sempre mantendo uma comunicação clara com todos, explicando os motivos pelos quais as ações estão sendo adotadas e o que é esperado com cada uma delas.

Sempre existirão diversos atrativos que serão desejados pelos profissionais em uma oportunidade de trabalho. Conciliar essas expectativas com a cultura organizacional não é simples, mas, com essas dicas incorporadas e mantidas pelo RH no dia a dia, será possível assegurar um melhor alinhamento entre as partes, garantindo o recrutamento de profissionais que estejam aderentes a essas características, seu engajamento e felicidade no ambiente de trabalho.

 

Ricardo Haag - sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.


Wide
https://wide.works/


Inteligência Artificial é um caminho sem volta, mas qual é o destino?

Quando falamos de futuro na saúde, podemos imaginar tendências como cirurgia com o uso de nano robôs médicos, impressão de órgãos, ossos e tecidos com o uso de impressoras 3D e dispositivos vestíveis que recuperam o movimento de pessoas com deficiências físicas.  

Podem parecer ideias futuristas ou até impossíveis, mas a realidade é que estamos vivendo uma nova revolução, desta vez, focada na inteligência e na tecnologia. Assim como passamos por outras três revoluções e, com elas, aprendemos e nos adaptamos, precisaremos nos adequar a mais uma mudança que já tem seu lugar garantido na nossa rotina.  

A Inteligência Artificial (IA) tem acelerado essa revolução e a adoção dela na área da saúde está crescendo rapidamente. Para se ter uma ideia, em 2022, cerca de 40% dos hospitais nos Estados Unidos utilizavam IA, com previsão de chegar a 70% até 2027, sendo aplicada atualmente para melhorar a qualidade do atendimento ao paciente, aumentar a precisão de diagnósticos, reduzir os custos e melhorar a eficiência do sistema de saúde. 

Um estudo realizado pelo Memorial Sloan Kettering Cancer Center (EUA) mostrou que um sistema de IA foi capaz de identificar pacientes com câncer de pulmão com 94% de precisão, enquanto os radiologistas humanos tiveram uma precisão de 86%. Isso levou a uma redução no número de pacientes que receberam diagnósticos incorretos e tornou possível um tratamento mais eficaz.  

O resultado é surpreendente. Mas se engana quem pensa que teremos um substituto digital para o médico. Prefiro pensar que teremos um assistente com QI avançado e que poderá ser um suporte importante na jornada médica.  

Outro estudo realizado pela Universidade de Stanford mostrou que um sistema de IA foi capaz de desenvolver um novo tratamento para o câncer de mama mais eficaz do que os tratamentos existentes. Os pesquisadores usaram um conjunto de dados de 10.000 pacientes com câncer de mama de estágio inicial para treinar um sistema de IA baseado em aprendizado profundo, identificando características moleculares e genéticas que poderiam ser usadas para prever a resposta ao tratamento. O resultado é que a IA foi capaz de desenvolver tratamentos personalizados que foram mais eficazes do que os tratamentos existentes em pelo menos 42% dos casos, sendo menos agressivos.


 

Mas e agora, o que é possível esperar?

A Inteligência Artificial (IA) tem o potencial de revolucionar a maneira como a saúde é entregue. Enquanto imaginamos tudo que é possível fazer num futuro próximo com IA, podemos tangibilizar ações de curto prazo, como a adoção em processos burocráticos que possam ser executados por IAs generativas ou robotização, já agora.  

De acordo com um estudo do American College of Physicians (EUA), os médicos gastam cerca de 50% de seu tempo com tarefas administrativas, como preencher formulários, fazer chamadas telefônicas e lidar com seguros.  

Considerando a automatização de uma parte dessas atividades, restaria muito mais tempo para que o médico se concentre na atenção e cuidado ao paciente.  

O que veremos nos próximos anos ainda é incerto nesse campo, mas podemos ter a certeza de que a tecnologia no cuidado à saúde tem avançado a passos largos para tornar a saúde mais inteligente, mais acessível e mais digital.



Andrey Abreu - diretor Corporativo de Tecnologia da MV

MV
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Estudo mostra queda na curva de tabagismo com produtos alternativos de nicotina

 

O estudo “Safer Nicotine Works”, realizado pela Tholos Foundation – centro de referência em pesquisa de políticas públicas – examina os resultados no combate ao tabagismo do Japão e da Suécia, dois países com abordagens distintas para reduzir o número de fumantes. A análise demonstra que a disponibilidade de produtos alternativos de nicotina, como os vaporizadores, tabaco aquecido e os sachês de nicotina, pode desempenhar um papel significativo na redução das taxas de tabagismo.

O Japão é um país que, por décadas, apresentou números de fumantes bastante elevados e as iniciativas de saúde pública surtiram pouco efeito na população. No entanto, desde que os produtos alternativos de nicotina foram introduzidos em 2016, observou-se uma diminuição de 32% nas vendas de cigarros convencionais. 

Na Suécia, os resultados são ainda mais interessantes, pois o país está prestes a eliminar completamente o tabagismo. A porcentagem de fumantes caiu de 15% para 5,6% da população em 15 anos, colocando o país no caminho para alcançar o status de livre do tabagismo 17 anos antes da meta estipulada pela União Europeia para 2040. Isto realça o papel crucial dos produtos alternativos de nicotina que têm contribuído para a redução de danos à saúde. 

Na Suécia, constatou-se também a incidência mais baixa de câncer em toda a Europa, o que demonstra os benefícios dos produtos alternativos à nicotina em uma abordagem de redução dos danos à saúde. Estima-se que, se outros países europeus garantirem a disponibilidade para uma gama de produtos alternativos à nicotina, na próxima década, mais de 3,5 milhões de mortes prematuras poderão ser evitadas. 

Os tomadores de decisão de todo o mundo podem aprender com as experiências do Japão e da Suécia que a chave para ajudar os fumantes a permanecerem longe dos cigarros convencionais é oferecer-lhes produtos alternativos de nicotina regulamentados, o que potencialmente trará progressos significativos na redução das taxas de tabagismo. 

“Apenas com dados de fontes confiáveis e amplificação das informações corretas, com base na experiência de regulamentação de outros países, será possível que a sociedade entenda que há uma opção menos prejudicial destinada aos adultos fumantes como parte de uma estratégia de redução de riscos à saúde”, reflete Renato Veras, médico e consultor da BAT Brasil.


Especialista revela o poder dos arquétipos no marketing digital e aumento de autoridade

Jeniffer Cazelato, especialista em comportamento, destaca como o uso estratégico de arquétipos pode impulsionar vendas e estabelecer autoridade em redes sociais

 

No dinâmico universo do marketing digital, especialistas estão cada vez mais focados em estratégias que não apenas vendem, mas que também criam uma marca sólida e confiável. Uma das abordagens que tem ganhado destaque é a utilização de arquétipos para atrair e manter clientes. Jeniffer Cazelato, especialista em comportamento humano, enfatiza o poder desses arquétipos em desbloquear emoções e impulsos profundos, alavancando as vendas e a autoridade de uma marca nas redes sociais. 

"Quando falo em 'uma mulher que acabou de ter um bebê', a maioria das pessoas imediatamente imagina uma cena muito específica", diz Cazelato. "Isso ocorre devido aos arquétipos formados em nosso inconsciente, que pré-determinam nossas reações emocionais." 

Essas imagens arquetípicas são como atalhos mentais que, de acordo com estudos de psicologia, influenciam até 95% de nossas decisões de compra subconsciente, segundo um estudo da Harvard Business School. Isso significa que, ao escolher um arquétipo correto para sua persona, você está acessando uma camada mais profunda do desejo do consumidor. 

Dados da Statista indicam que, até o final de 2023, as mídias sociais deverão ter mais de 4 bilhões de usuários ativos globalmente. Neste contexto, marcas que efetivamente utilizam arquétipos em suas comunicações podem destacar-se significativamente. Um relatório de marketing da Nielsen mostra que anúncios com fortes elementos narrativos arquetípicos têm 20% mais chances de ter um impacto positivo sobre as vendas. 

No entanto, o uso desses arquétipos vai além de simplesmente impulsionar vendas imediatas. "A autoridade de uma marca nas redes sociais é construída pela consistência e pela capacidade de gerar identificação e confiança," explica Cazelato. "Os arquétipos ajudam a solidificar essa imagem, pois eles ressoam em um nível quase universal com as experiências humanas." 

Estratégias bem-sucedidas podem ser observadas em gigantes do mercado, como a Apple, que há muito se posiciona como o "Criador" (um arquétipo clássico), prometendo inovação e criatividade em seus produtos. Essa abordagem não apenas incentivou a lealdade dos consumidores, mas também estabeleceu a Apple como uma autoridade em tecnologia e design. 

Para empresas que buscam replicar esse sucesso, Cazelato aconselha: "Não basta escolher um arquétipo aleatoriamente. É essencial que ele esteja alinhado com os valores da marca e com as motivações de seus clientes." A especialista também recomenda um acompanhamento contínuo da eficácia desses arquétipos, adaptando as estratégias conforme necessário para manter a relevância e a conexão com o público. 

À medida que as empresas continuam a lutar por espaço nas timelines dos consumidores, a mensagem de Cazelato ressoa claramente: entender e aplicar arquétipos em estratégias de marketing é mais do que uma jogada inteligente — é uma necessidade para quem deseja construir uma marca de sucesso nas redes sociais.

 


Jeniffer Cazelato - Sócia e diretora de novos negócios de duas agências de marketing digital e inbound marketing, a Lamarca com mais de 12 anos atendendo clientes líderes de mercado de várias áreas e a Raddoo, para small business nascida depois da pandemia. Além disso, oferece consultorias e treinamentos de posicionamento estratégico online e comercial. Sua abordagem utiliza marketing e psicologia do comportamento em conjunto para criar estratégias altamente eficazes, com empresas de todos os tamanhos para otimizar e inovar em suas abordagens de vendas e marketing. Com mais de 15 anos de experiência, ela tem sido uma defensora da integração de psicologia do consumidor com estratégias de negócios.


Estratégia: saiba como usar o trabalho de assessoria de imprensa em conjunto com influenciadores digitais

Especialista em comunicação explica as diferenças entre o trabalho desses profissionais e como se conectam um ao outro para levar informação ao público

 

 

A forma de incentivar o consumo de produtos e ideias vem mudando cada vez mais, até mesmo pelo fato de algumas adaptações na comunicação com a sociedade. A própria propaganda vem perdendo força devido ao desinteresse das pessoas.

 

A Sprout Social2 revelou em pesquisa que 74% dos consumidores dependem das suas redes sociais para orientar suas decisões de compra. Ainda de acordo com a Entrepreneur, 92% dos consumidores confiam mais em recomendações de produtos feitas por indivíduos do que por marcas.

 

Para atender essa parcela de público que vem crescendo a cada dia, as marcas procuram novas alternativas de divulgar seus produtos e serviços, e entre eles está o trabalho com influenciadores digitais.

 

Poder de influenciar

 

Renata Brito, diretora de comunicação da Fatos&Ideias Comunicação - empresa de assessoria de comunicação focada em fortalecer a marca de empresas no mercado por meio da mídia explica que os influenciadores digitais têm impacto forte para publicidade digital, pois além de influenciar na compra de produto, também tem atuação de interferência na opinião pública.

 

“Quem nunca perguntou a opinião de algum produto ou serviço para alguém? Faz parte do ser humano querer saber a opinião de terceiros, pois se pode ser bom para eles também é possível ser bom para nós. E o influenciador tem esse poder, inclusive de engajar por meio de conteúdos em canais online, e muitas vezes dividido por categorias, como por exemplo conteúdo fitness, decoração, esporte, saúde e beleza, etc”, diz Brito.

 

Unindo forças

 

Renata lembra que para uma estratégia de comunicação eficiente, a assessoria de imprensa em conjunto com os influenciadores se torna uma tática que se complementam e devem estar lado a lado, já que atingem públicos diversos e potencializam os resultados da ação que requer uma recorrência.

 

“O assessor de imprensa é responsável por criar um planejamento de comunicação para influenciadores, que auxiliará a marca a estar mais presente nas redes sociais. Porém, antes de escolher o influenciador é necessário conhecer o perfil desse profissional, desde o número de seguidores; se a imagem que ele transmite é a ideal para o público que a empresa também quer atingir; verificar a linguagem utilizada, etc. Com um lead qualificado fica ainda mais próximo das empresas serem assertivas”, enfatiza a jornalista.

 

Assessoria x influenciador

 

A assessoria de imprensa é responsável por levar a mensagem de uma empresa para jornalistas e imprensa especializada, criando uma ponte que liga a marca aos veículos de comunicação. Também é capaz de conectar sua empresa com os influenciadores, que por sua vez acabam tendo potenciais clientes para o seu negócio. Além ainda de ser responsável por criar um planejamento de comunicação onde será traçado as estratégias de relacionamento entre jornalistas e também com os influenciadores.

“A ideia não é vender seu produto/serviço, mas sim mostrar as estratégias de comunicação de como anunciá-los de uma forma mais orgânica e dinâmica, sem parecer se tratar de uma publicidade. Além do mais, é o assessor de imprensa que fica responsável por gerenciar qualquer tipo de crise dentro da empresa”, finaliza Renata Brito.


Fatos&Ideias Comunicação

www.fatoseideias.com.br 


Negligência com déficit público compromete o futuro do país

             Ao anunciar que o governo não conseguirá honrar o compromisso de reduzir a zero o déficit primário ao final de 2024 (2º ano de mandato), o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, desmoralizou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que prometeu atingir essa meta. Ainda ignorou o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2024, enviada ao Congresso pelo próprio governo, peça da qual constava o déficit zero, agora relativizado pelo presidente.

            Lula culpou o mercado, a quem tachou de “ganancioso demais”, e, além de desautorizar o ministro da Fazenda, que vem buscando incansavelmente adesões importantes para a meta do déficit zero, desrespeitou o Congresso Nacional, empenhado em dar suporte ao ministro, e arriscou perder a credibilidade junto a investidores, credores e sociedade civil. O resultado do posicionamento do presidente não contribui para a melhoria da credibilidade do país e poderá até mesmo causar redução na taxa de crescimento do PIB e dificultar o ritmo da redução da taxa de juros.

            Trata-se de um péssimo sinal à nação por parte de quem assumiu com enorme benevolência do Congresso Nacional. Basta lembrar que, mesmo antes de empossado, o novo governo foi autorizado a gastar mais R$ 145 bilhões, por meio da Emenda Constitucional nº 126, artigo 3º, que flexibilizou o teto de gastos, pelo qual as despesas não podiam crescer acima da inflação.

            A torneira foi aberta e, menos de um ano depois, o governo admite que não vai fechá-la.

            O arcabouço fiscal aprovado pelo Congresso já sinalizava que os gastos públicos sempre crescerão mais do que a inflação. Em momentos de recessão ou de baixo crescimento crescerão menos, é verdade, mas ainda assim, acima da inflação. Os números mostram que os gastos do governo federal em 2023 têm como limite o equivalente ao total de gastos do exercício de 2022, corrigido pela inflação de 7,20% (IPCA) e acrescido dos R$ 145 bilhões autorizados pelo Congresso.

            É preciso lembrar também que o Orçamento 2023 acabou turbinado com dinheiro extra para o pagamento do Bolsa Família – R$ 600,00 por mês por família cadastrada, durante todo o ano –, para investimentos sociais como Farmácia Popular e merenda escolar – e para investimentos em infraestrutura.

            Ao final de 2023, a União terá gasto R$ 5,490 bilhões, o correspondente mais da metade (51,41%) do PIB (Produto Interno Bruto). Serão R$ 2,01 bilhões em pagamentos de juros e encargos das dívidas (somando 18,79% do PIB), R$ 3,0 bilhões em despesas compulsórias (28,03% do PIB) e R$ 191,0 bilhões em despesas discricionárias (1,79% do PIB). Restarão para investimentos o montante (pífio) de R$ 144 bilhões (1,35% do PIB). Além disso, há mais R$ 145,0 bilhões (1,36% do PIB) em investimentos extras concedidos pela Emenda Constitucional nº 126. Vale enfatizar que dos 51,31% do PIB comprometidos com esses gastos, apenas 2,71% terão sido aplicados em investimentos. Mais grave ainda é que metade disso é de caráter excepcional, garantido pela Emenda Constitucional.

            Como se observa, há razões de sobra para o Brasil olhar com maior atenção os gastos da União. Somente a título de juros, em razão da dívida pública nacional atingir R$ 7,96 trilhões, o correspondente a 74,4% do PIB, o país paga anualmente R$ 955 bilhões, ou seja, 8,92% do PIB. É estarrecedor que o país comprometa 26,30% do total anual de suas receitas públicas apenas para financiar a dívida pública (rolagem da dívida).

            Passou da hora de o Brasil tratar a situação fiscal com mais seriedade. Em nome da transparência, deveria ser obrigatória a divulgação não apenas do déficit primário, mas também do déficit nominal, este sim o verdadeiro. Isso evitaria que as autoridades tratem com menosprezo a existência do déficit fiscal que hoje, no Brasil, é da ordem de 9,52% do PIB, considerando-se os juros das dívidas (8,92% do PIB) mais o déficit primário (0,6% do PIB). Um número totalizado que precisa ser revelado à nação.

            Esse imenso déficit jamais será reduzido se não for encarado pelo governo o problema do gigantismo da máquina pública. Sozinha, ela consumirá estimados R$ 3,0 trilhões no próximo ano. Isso corresponderá a cerca de 26% do PIB 2024, estimado em R$ 11,50 trilhões, considerando-se R$ 10,7 trilhões (PIB de 2023) e admitindo-se inflação de 4,5% no ano e mais crescimento de 3% do PIB.

            Não é viável para o país gastar R$ 3,00 trilhões em despesas compulsórias quando a arrecadação tributária da União será de R$ 2,42 trilhões (21% do PIB). Importante destacar que a carga tributária atual corresponde a 33,71% do PIB e a arrecadação tributária prevista para 2024 atingirá R$ 3,98 trilhões.

            Caso o Brasil não se convença da necessidade de redução da gastança pública e dos privilégios que cada vez impõem mais ônus, a fim de impedir a explosão da dívida pública – ainda que bem distante -, corremos o risco de chegar ao fenômeno intitulado “dominância fiscal”, onde a política fiscal expansionista (gastança pública) predomina sobre a política monetária (BACEN) e remete a uma situação em que o Banco Central se vê impedido de elevar a taxa de juros para combater a inflação porque a elevação do pagamento de juros sobre a dívida pública amplifica o desequilíbrio fiscal. Esse desequilíbrio provoca efeitos devastadores: apavora e afugenta os investidores, deprecia o Real e a inflação se acelera. Gerar, de forma irresponsável, déficit é o caminho para a perpetuação do subdesenvolvimento, o que remete a lição do professor Roberto Campos de que “só há uma razão para o subdesenvolvimento Brasileiro: a mania de distribuir fatias impossíveis de um bolo ilusório

            Esse cenário (dominância fiscal) ainda se encontra muito longe no horizonte, porém se não prevalecer o prever (no sentido de planejar, estudar), em vez do prover (UTI) – muito mais que mera troca de vogais -, quando acontecer o despertar poderá ser tarde demais.

            O Brasil segue sistemática e teimosamente ignorando os ensinamentos de Marco Túlio, o imperador de Roma (ano 55 a.C.): “O orçamento deve ser equilibrado, o Tesouro Público deve ser reposto, a dívida pública deve ser reduzida, a arrogância dos funcionários públicos deve ser moderada e controlada, e a ajuda a outros países deve ser eliminada, para que Roma não vá à falência. As pessoas devem novamente aprender a trabalhar, em vez de viver às custas do Estado”.

            Mais de dois mil anos é tempo suficiente para que a lição tenha sido aprendida.         

     


Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br

O compromisso com a diversidade pode estimular melhores práticas de negócios e a felicidade dos profissionais

A pesquisa “Diversity Matters Latin America”, realizada pela McKinsey & Company, sobre o estado da diversidade corporativa na América Latina (Brasil, Chile, Peru, Argentina, Colômbia e Panamá) defende que a busca por melhores práticas de negócios está diretamente ligada ao compromisso com a diversidade. Ao meu ver, é isso mesmo. O que acontece nas empresas que abraçam esse tema é algo grandioso. Os funcionários não apenas se sentem mais livres para expressar quem são, mas passam a encontrar espaço para contribuir de maneiras que transcendem as expectativas convencionais. 

O estudo revela também que os funcionários que fazem parte de empresas que genuinamente adotam a diversidade têm uma probabilidade 11% maior de relatar que podem "ser quem são" no ambiente de trabalho. Isso não apenas nutre um senso de autenticidade, mas também encoraja uma participação mais ativa e significativa. Além disso, o levantamento observa que essas empresas têm menos funcionários que se sentem como "estranhos" no ambiente corporativo, criando um clima mais acolhedor e inclusivo. 

Os efeitos positivos da diversidade não param por aí. Os colaboradores dessas empresas destacam-se por níveis substancialmente mais elevados de inovação e colaboração do que seus colegas em outras organizações. Os números são impressionantes: 

·     Probabilidade 152% maior de se sentirem capacitados a propor novas ideias e explorar abordagens inovadoras; 

·     Probabilidade 77% maior de concordarem que a organização incorpora ideias externas para impulsionar o aprimoramento de seu desempenho; 

·     Probabilidade 76% maior de afirmarem que a organização valoriza e aplica o feedback dos clientes para oferecer um melhor atendimento; 

·      Probabilidade 72% maior de relatarem que a organização está constantemente evoluindo e aprimorando suas práticas; 

·     Probabilidade 64% maior de colaborarem ativamente, compartilhando insights, ideias e melhores práticas. 

As estatísticas ressaltam ainda a tremenda influência da diversidade na cultura de uma empresa. A presença de perspectivas variadas e experiências únicas fomenta um caldeirão de ideias que, por sua vez, impulsiona a inovação e fortalece os laços de colaboração. A diversidade não é apenas uma métrica para ser cumprida, mas um catalisador que conduz a organização a novos patamares de excelência. 

Depois de esmiuçar a pesquisa da McKinsey, comecei a pensar sobre como as práticas de negócios e os comportamentos de liderança eficazes estão intrinsecamente ligados a uma saúde organizacional sólida, que se traduz na capacidade de entregar resultados superiores a longo prazo. E isso não é mera coincidência! Na América Latina, como menciona o estudo, a diversidade emerge como um poderoso impulsionador de práticas saudáveis e resultados excepcionais. 

O levantamento aponta também que empresas comprometidas com a diversidade não apenas se destacam em termos de inovação e liderança, mas em motivação de seus funcionários - um elemento-chave da saúde organizacional. Em tais empresas, incríveis 63% dos funcionários afirmam estarem felizes em seus cargos. Já nas organizações não comprometidas com a diversidade o resultado não passa de 31%, menos da metade. Essa sensação de felicidade é consistente, independentemente do gênero, orientação sexual ou raça/etnia dos funcionários, e valida nossa conclusão em todos os grupos. 

Isso deixa claro que empresas que abraçam a diversidade têm uma probabilidade até uma vez e meia maior de manter funcionários felizes em todos os níveis e funções da organização, desde os iniciais até os cargos de gerência e alta direção. Por exemplo, em empresas ligadas à Ingram Micro Inc, como a BRLink, existe um comitê de diversidade e inclusão focado em desenvolver e realizar ações, palestras e outras iniciativas que promovam a inclusão de portadores de qualquer tipo de deficiência e a conscientização sobre a importância de valores que coíbam qualquer tipo de discriminação racial, sexual e social. 

Além disso, os funcionários de empresas comprometidas com a diversidade demonstram maior intenção de permanecer na organização e buscar cargos mais elevados. Eles têm ainda 36% mais chances do que seus pares de outras empresas de expressarem o desejo de ficar numa mesma companhia por três anos ou mais. 

Fica claro que a diversidade não apenas enriquece a cultura da empresa, mas impulsiona a felicidade dos funcionários e melhora a saúde organizacional, proporcionando melhores resultados. Investir em diversidade não é apenas a coisa certa a fazer. É uma estratégia inteligente para o sucesso a longo prazo de sua organização e um investimento sólido em um futuro mais inovador e colaborativo. Vamos construir organizações onde todos possam se destacar, contribuir e prosperar, independentemente de suas origens. Juntos, podemos desbloquear o verdadeiro potencial das pessoas e das empresas.

 

Rafael Marangoni - fundador e diretor da unidade de negócios da BRLink, uma empresa de serviços gerenciados e profissionais em nuvem que foi adquirida pela Ingram Micro em 2021. Também é o criador da Escola da Nuvem, uma organização sem fins lucrativos dedicada a ajudar pessoas de comunidades carentes a garantirem empregos no mercado de tecnologia em nuvem.

 

Revolucionando a Mídia Exterior (OOH) com IoT e Edge Computing

O marketing digital é fundamental em toda estratégia empresarial, seja em abordagens orgânicas ou em publicidade paga. Segundo a pesquisa 'Maturidade do Marketing Digital e Vendas no Brasil', 94% das empresas o escolheram como estratégia principal de crescimento. Isso se deve aos benefícios oferecidos, como segmentação precisa, adaptação para o público, análises detalhadas, custos acessíveis, flexibilidade para ajustes rápidos, entre outros.

Apesar da crescente digital, a mídia OOH (Out of Home) mantém sua força. Projeções da Allied Market Research indicam um mercado de US$ 58,67 bilhões até 2031, e no Brasil, a Cenp-Meios registrou crescimento de 7,7% no último ano, destacando sua contínua relevância.

A visão é promissora, mas a Mídia OOH enfrenta limitações em termos de segmentação, especialmente para empresas que precisam alcançar públicos mais específicos e restritos. Além disso, os custos são consideravelmente mais altos do que os anúncios digitais, principalmente em locais de grande visibilidade, e a falta de métricas claras dificulta a avaliação do desempenho do investimento. No entanto, com a introdução de tecnologias avançadas como IoT e Edge Computing, a análise de desempenho das campanhas se torna uma possibilidade real, permitindo a obtenção de dados precisos e a adaptação de discurso de anúncios com base em eventos do local veiculado.

Vale mencionar também que a transição da Mídia OOH para a Mídia DOOH (Digital Out of Home) representa uma mudança significativa, saindo do estático e proporcionando dinamismo na troca de conteúdo, como vídeos, animações e interatividade. Essa evolução promete superar algumas das limitações enfrentadas pela mídia externa tradicional, abrindo novas oportunidades para a criação de campanhas mais envolventes e eficazes.

Veja, abaixo, qual o papel delas na mensuração de uma DOOH Inteligente:



IoT - Internet das Coisas

IoT conecta objetos físicos à internet para coleta e troca de dados específicos. Simplificando, “dá inteligência” a objetos para que estes possam interagir e trocar informações com outros dispositivos, softwares e sistemas conectados à internet.

Por exemplo, uma câmera de vigilância é apenas uma câmera, mas se adicionarmos dispositivos de IoT ela fica inteligente, e se bem configurada consegue analisar imagens e enviar um alerta para o seu celular, caso detecte um movimento dentro da sua casa. Em Mídia Externa, IoT vai trabalhar na parte de insights, dados, buscas de informações e inteligência para o modelo de anúncio.



Edge Computing

Edge Computing (computação na borda) é como ter um “mini-processador” próximo de onde os dados são gerados, ao invés de depender de um processador longe do local. Imagine o exemplo da câmera com IoT em sua casa: em vez da IoT enviar todas as filmagens para um processador distante, para analisar as imagens para detectar, o “mini-processador de edge computing” analisa o material diretamente na câmera, economizando tempo e internet.

Os benefícios são agilidade e redução do tempo de resposta (latência), ou seja, no exato momento em que o movimento ocorrer em sua casa, você receberá o alerta. Sem o Edge Computing existiria um gap até os dados serem trafegados, analisados e enviados para o seu celular.  

Em mídia externa, Edge Computing vai acelerar a troca de informações, trazendo real dinâmica para os anúncios em tempo real e criando possibilidades de interação com o público. A união da velocidade do Edge Computing com a inteligência da Internet das Coisas é o casamento perfeito e o início da revolução das mídias externas, solucionando os clássicos problemas dessa modalidade.

Entre as vantagens estão:


  • Dados ricos para análises do anúncio

Com IoT as análises de performance que eram nulas serão palpáveis por meio da extração de características demográficas em torno do anúncio. Dados básicos como idade, gênero e etnia, e informações complementares como altura, cor e tamanho do cabelo, barba e bigode serão facilmente detectados.

Rastreamento de movimentos e fluxos também poderão ser extraídos, e com isso, a possibilidade de entender o movimento das pessoas em torno dos anúncios, levantando dados como ‘o número de pessoas que olharam diretamente para a propaganda’, ‘quantas passaram em frente’, ‘o tempo que que leram o anúncio’ etc. Já imaginou descobrir a reação emocional das pessoas com seu anúncio? Sim, com IoT isso será possível para otimizar o conteúdo e provocar maior impacto.


  • Custo alto, mas mensurável

O custo vai continuar o mesmo, mas com todas as possibilidades de análises da Internet das Coisas as equipes de marketing terão as possibilidades de entender a eficácia do investimento. Assim, dados como CPV (Custo por Visualização), CPC (Custo por Clique), talvez custo por leitura de um QR Code no Anúncio, CTR (taxa de cliques), ROI e ROAS poderão existir no mundo físico, e isso significa menos dinheiro gasto com anúncios que não performam.


  • Versatilidade e Personalização

Com os dados que a Internet das Coisas agrega e a velocidade que o Edge Computing impõe, a interatividade e personalização de anúncios tornam a mídia externa bem mais atrativa. Imagine que um outdoor digital está alugado para uma varejista, e a IoT detecta, através das câmeras, que naquele momento há mais crianças do que adultos ao redor. Instantaneamente, uma propaganda de brinquedos é veiculada no anúncio, gerando maiores possibilidades de compra. Varejo é um exemplo simples, mas pode ser aplicado a diversos setores.


  • Experiência únicas e sentimentos com Inteligência Artificial

Como a mídia externa está presente fisicamente no mundo real, onde as pessoas interagem umas com as outras, o uso de Inteligência Artificial em mensagens tem o poder de impactar de maneira única. Se bem planejada, uma campanha no trânsito, por exemplo, pode surpreender com mensagens criativas e visualmente envolventes, criando uma conexão emocional entre marca e público.

Mas apesar da incrível experiência que novas tecnologias como IoT, Edge Computing e IA podem proporcionar, e a diferença que podem fazer na vida das pessoas e no mundo da publicidade, temos que levar em conta o mercado padrão, onde investimentos são realizados com base em estudos e no fator risco.

E aí entra a questão: O que estamos dispostos a fazer para entregar uma experiência de alto nível e nos diferenciarmos no mercado? Fica a reflexão.

 

Gabriel Climas - Head de Marketing na Roost, empresa de tecnologia especializada em soluções com foco em inovação com IoT, cibersegurança, monitoramento omnidata, redes, edge computing e armazenamento.


6 dicas para maximizar o valor dos produtos e serviços para o Natal

Especialista em alto ticket Clara do Vale mostra como impulsionar o negócio na temporada festiva



À medida que as festas de fim de ano se aproximam, empreendedores e empresários estão em busca de maneiras de potencializar seus produtos e serviços para o Natal e atrair clientes que buscam presentes e experiências especiais. Para orientar nesse processo, Clara do Vale, especialista em empreendedorismo feminino, gestão, e desenvolvimento de negócios, compartilha 6 dicas sobre como alcançar valor agregado em seus negócios nesta temporada festiva.

Clara do Vale acumulou um faturamento médio de 15 milhões em vendas e é CEO da empresa Mentory International e ressalta a importância de compreender a diferença entre valor e preço no mundo dos negócios. Segundo ela, enquanto o preço se refere à quantia monetária cobrada por um produto ou serviço, o valor é a percepção subjetiva do benefício, utilidade ou significado que o produto ou serviço oferece a uma pessoa. “Quando falamos de alto ticket, estamos falando de valor e não de preço”, explica Clara.

Para aqueles que desejam implementar o modelo de negócios do alto ticket, a empresária enfatiza a importância de proporcionar uma experiência excepcional que justifique o valor do produto ou serviço, que está acima da média do preço de mercado. “Essa valorização está relacionada com diversos fatores, incluindo posicionamento, construção de marca, qualidade, expertise, estratégia e muito mais”, explica.

Clara do Vale não fala apenas sobre alto ticket, mas também aplica essa prática em seu próprio trabalho. Ela construiu sua reputação profissional por meio de posicionamento, personalidade, conhecimento e autoconfiança. Segundo a especialista, “o alto ticket está intrinsecamente ligado à marca. Ele não é para todos, mas atrai clientes dispostos a investir e reconhecer o valor do que é oferecido”, diz.

O comprometimento com a excelência e a conexão entre marca e cliente é um dos caminhos para fazer a diferença no mercado. “Quando uma marca alcança o alto ticket, ela atrai consumidores fiéis, que valorizam o produto e estão dispostos a pagar pela experiência que ele oferece, porque sabe que ela é singular”, conclui a especialista que lista 6 dicas para potencializar produtos e serviços para este Natal. 

  • Entenda a Diferença entre Valor e Preço: Lembre-se de que o preço é a quantia monetária cobrada, enquanto o valor é a percepção subjetiva do benefício que seu produto ou serviço oferece.
  • Ofereça uma Experiência Excepcional: Para produtos ou serviços de alto ticket, é fundamental proporcionar uma experiência que justifique o valor. Isso inclui qualidade, expertise e exclusividade.
  • Invista no Posicionamento e na Marca: Trabalhe na construção de uma marca forte e no posicionamento de seu produto ou serviço como algo único e valioso.
  • Conheça seu Público-Alvo: Compreenda as necessidades e desejos de seus clientes para adaptar sua oferta e agregar valor de acordo com suas expectativas.
  • Fala assertiva: Certifique-se de comunicar claramente os benefícios emocionais, funcionais e sociais de seu produto ou serviço aos clientes.
  • Mantenha o Compromisso com a Excelência: Busque continuamente a excelência em tudo o que faz, pois isso atrairá consumidores fiéis que valorizam a qualidade.

 

Clara do Vale - nutricionista por formação, com duas pós-graduações na área da saúde e MBA em gestão, empreendedorismo e desenvolvimento de negócios pela PUCRS. Focada no empreendedorismo feminino, viajou o mundo formando alunas em mais de 60 países e já acumulou um faturamento médio de 15 milhões em vendas. CEO da empresa Mentory International, também é líder no ensino da Gestão Premium para Marca Pessoais e Negócios de Alto Ticket.


Novo relatório revela impactos crescentes das mudanças climáticas na saúde em todo o mundo

 

Estudo da publicação científica The Lancet apresenta projeções alarmantes sobre os riscos para a saúde gerados pela inação contra o aquecimento global

 

Novos dados divulgados nesta terça-feira revelam a magnitude do impacto que as mudanças climáticas podem ter na saúde e na sobrevivência de bilhões de pessoas em todo o mundo nos próximos anos. O “Relatório 2023 Lancet Countdown sobre saúde e mudanças climáticas: O imperativo de uma resposta focada na saúde em um mundo que enfrenta danos irreversíveis” mostra que as previsões de que o mundo atinja 2,7 °C de aquecimento até 2100, com as emissões relacionadas à energia atingindo um novo recorde em 2022, impõem um grande risco à vida das gerações atuais e futuras. 

“Nosso balanço sobre a saúde revela que os riscos crescentes das mudanças climáticas estão custando, hoje, vidas e meios de subsistência em todo o mundo. As projeções de um mundo 2 °C mais quente revelam um futuro perigoso e são um lembrete de que o ritmo e a escala dos esforços de mitigação vistos até agora têm sido lamentavelmente inadequados para proteger a saúde e a segurança das pessoas”, diz Marina Romanello, Diretora Executiva da Lancet Countdown na University College de Londres. “Com 1.337 toneladas de dióxido de carbono ainda sendo emitidas a cada segundo, não estamos reduzindo as emissões com rapidez suficiente para manter os riscos climáticos dentro dos níveis com os quais nossos sistemas de saúde são capazes de lidar. Há um enorme custo humano gerado pela inação, e não podemos arcar com esse nível de falta de comprometimento: estamos pagando com vidas humanas. Cada instante que nós postergamos torna o caminho para um futuro habitável mais difícil e a adaptação cada vez mais cara e desafiadora”. 

O 8o relatório Lancet Countdown, liderado pelo University College em Londres, representa o trabalho de 114 especialistas de 52 instituições de pesquisa e agências da ONU em todo o mundo, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM), fornecendo a avaliação mais atualizada das conexões entre saúde e mudanças climáticas. Publicado a poucos dias da 28a Conferência das Partes da ONU (COP28), o relatório apresenta 47 indicadores que incluem métricas novas e aprimoradas para monitoração da poluição do ar doméstico, o financiamento de combustíveis fósseis e o envolvimento de organizações internacionais nos benefícios conjuntos da saúde da mitigação climática. 

“Ainda temos esperança”, diz a diretora. “O foco em saúde na COP28 é a oportunidade de ouro para garantir compromissos e ações. Se as negociações climáticas levarem a uma eliminação rápida e equitativa dos combustíveis fósseis, acelerarem a mitigação, e derem apoio aos esforços de adaptação para a saúde, as ambições do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5 °C ainda são atingíveis e um futuro próspero e saudável está ao nosso alcance.”

 

Impactos da mudança climática na saúde

Em 2023, o mundo passou pelas temperaturas globais mais quentes em mais de 100.000 anos e recordes de calor foram quebrados em todos os continentes, expondo as pessoas em todo o mundo a graves riscos.

Entre 2018 e 2022, as pessoas enfrentaram, em média, 86 dias de altas temperaturas que ameaçam a saúde, sendo que mais de 60% desses dias tiveram sua probabilidade de ocorrer mais que dobrada devido às mudanças climáticas provocadas pelo homem. As mortes relacionadas ao calor em pessoas com mais de 65 anos aumentaram 85% no período de 2013 a 2022 em comparação com o de 1991 a 2000, muito acima do aumento de 38% esperado se as temperaturas não tivessem mudado (ou seja, contabilizando apenas a mudança demográfica). 

O aumento da frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos compromete a segurança hídrica e a produção de alimentos, colocando milhões em risco de desnutrição. As ondas de calor e as secas mais frequentes foram responsáveis por 127 milhões a mais de pessoas passando por insegurança alimentar moderada a grave em 122 países em 2021, comparado com o valor anual entre 1981 e 2010. Da mesma forma, a mudança nos padrões climáticos está acelerando a propagação de doenças infecciosas que causam risco à vida.

 

Novas projeções

O relatório apresenta projeções desenvolvidas com o apoio do Climate Vulnerability Forum (CVF) que descrevem os riscos crescentes para a saúde da população se a meta de 1,5 °C de aquecimento não for atingida, podendo chegar a 2°C até o final do século. 

Neste cenário, projeta-se que as mortes anuais relacionadas ao calor aumentem em 370% até meados do século. Ondas de calor mais frequentes podem levar a cerca de 525 milhões a mais de pessoas sofrendo de insegurança alimentar moderada a grave até o período de 2041 a 2060, exacerbando o risco global de desnutrição.

Prevê-se também que as doenças infecciosas que causam risco de vida se espalhem ainda mais até meados do século, com o potencial de transmissão da dengue aumentando entre 36% e 37%, contribuindo para sua rápida expansão global.

 

Ação climática centrada na saúde

Apesar da escala dos desafios, o relatório descreve os benefícios para a saúde que podem advir de uma transição centrada na saúde, para um futuro de carbono zero que priorize a equidade e a justiça dentro da ação climática. 

No centro desta ambição está a transição acelerada para energias limpas e eficiência energética em países de renda baixa, que traria benefícios imediatos, reduzindo as desigualdades socioeconômicas e de saúde, desenvolvendo habilidades locais, gerando empregos, apoiando as economias locais e fornecendo energia para áreas fora da rede elétrica, eletrificando casas e instalações de saúde, particularmente em áreas onde a pobreza energética ainda prejudica a saúde e o bem-estar das pessoas, explica o professor Ian Hamilton, Líder do Grupo de Trabalho da Lancet Countdown em Ações de Mitigação e Benefícios Conjuntos de Saúde. 

Melhorias na qualidade do ar poderiam evitar muitas das 1,9 milhões de mortes anuais por consequência da poluição do ar. Desde 2005, as mortes por poluição do ar derivada de combustíveis fósseis caíram quase 16%, com 80% desse declínio devido aos esforços para reduzir a poluição causada pela queima de carvão. 

Ao mesmo tempo, acelerar a transição para uma alimentação mais saudável e com baixo teor de carbono poderia prevenir até 12 milhões de mortes causadas por alimentação precária todos os anos, assim como reduzir 57% das emissões agrícolas da produção de alimentos lácteos e carne vermelha. Esses ganhos também resultariam em populações mais saudáveis, reduziriam as pressões sobre os sistemas de saúde, ajudariam a minimizar as emissões relacionadas à saúde e promoveriam a equidade na saúde.


SONO E ALIMENTAÇÃO DE MÁ QUALIDADE PODEM TER IMPACTO NEGATIVO NO DESEMPENHO NO VESTIBULAR, DIZEM ESPECIALISTAS

 

Sandra Doria, médica do Instituto do Sono, afirma que não dormir bem na véspera do exame prejudica a memória. Já a nutricionista Manoela Figueiredo explica que a dieta desequilibrada pode comprometer o rendimento do estudante.

 

Na corrida por uma vaga na universidade, milhares de jovens se dispõem a partir deste mês a enfrentar uma verdadeira maratona de exames vestibulares. Na pressão para ingressar no ensino superior, muitos viram a noite estudando na véspera da prova na tentativa de melhorar seu desempenho. A médica Sandra Doria, pesquisadora do Instituto do Sono, adverte que esta estratégia pode comprometer o resultado do candidato no exame. “Durante o sono, o cérebro decide o que vai consolidar na memória do que foi aprendido no dia anterior”, ensina. “Por isso, a privação de sono pode piorar o desempenho cognitivo”, complementa. 

Além de dormir bem, o jovem precisa ficar atento à sua alimentação e ao manejo das emoções e do estresse nos dias que antecedem o exame. É o que defende a nutricionista Manoela Figueiredo, coordenadora do Grupo Especializado em Nutrição e Transtornos Alimentares e Obesidade (Genta). “Esses fatores terão um impacto no desempenho do candidato na prova e não apenas o conhecimento adquirido ou o número de horas de estudo”, argumenta.
 

O sono e o cérebro

A médica Sandra Doria ensina que o sono de qualidade é fundamental não só para o corpo, mas também para a mente. Dormir menos do que o necessário sono interfere na função de estruturas cerebrais críticas para os processos cognitivos. Tem impacto sobretudo no córtex pré-frontal, que executa funções cerebrais superiores, incluindo linguagem, memória de trabalho, raciocínio lógico e criatividade. Também reduz o estado de alerta e prejudica a atenção, tornando o processamento cognitivo mais lento. 

Um estudo publicado em abril de 2023 na revista científica Sleep and Biologial Rhythms1 investigou a relação entre a qualidade de sono e o desempenho escolar de 640 alunos dos primeiros 3 anos de 5 faculdades da Universidade Autônoma de Madrid, na Espanha. Durante o período de exames, os universitários que dormiam menos do que o desejado associaram seu mal desempenho acadêmico à privação de sono. No total, 61,3% dos estudantes acreditavam que seu rendimento melhoraria se dormissem mais.

A associação entre o sono e o desempenho acadêmico também foi tema de um estudo, publicado em janeiro de 2023 na revista Sleep Vigilance2, realizado na Universidade King Abdulaziz, na Arábia Saudita. Ao avaliar 237 alunos do curso de Farmácia, os pesquisadores descobriram que dormir menos antes dos exames e tomar medicamentos para insônia foram associados à reprovação em pelo menos um curso. Para cada hora extra de sono por noite na véspera do exame, a chance de reprovação em pelo menos um curso foi 0,22 vez menor. Já a probabilidade de reprovação por tomar para medicamento para insônia foi 3,68 vezes maior. Menos horas de sono foram relacionadas a queixas de cansaço ao acordar, sonolência ao longo do dia, bem como na sala de aula.
 

A importância da boa alimentação

Paralelamente aos cuidados com o sono, o candidato deve manter uma dieta equilibrada e uma hidratação adequada na véspera e no dia do exame. A primeira dica é ingerir alimentos que fazem parte do seu dia-a-dia. “Por causa da pressão emocional, o jovem pode ter um desconforto após ingerir alimentos diferentes do que está acostumado”, afirma a nutricionista Manoela Figueiredo. 

Como boa parte dos testes têm início logo após o meio-dia, a especialista aconselha o estudante a fazer um café da manhã completo (com pão, cereais, frutas, granola, queijos e frios). Outra alternativa é acordar mais cedo para o desjejum e, um pouco antes de sair, fazer uma refeição composta por uma pequena quantidade de arroz, feijão, carne e legumes. Se preferir, o estudante pode substituir o prato por um sanduíche ou até uma torta ou quibe com salada. 

Os alimentos para serem consumidos durante o exame devem ser escolhidos com antecedência. “O candidato pode fazer um kit com 2 ou 3 itens”, sugere Manoela Figueiredo. Entre as opções estão uma fruta fresca, barrinha de cereais ou de chocolate e um queijo embalado individualmente. Potes com um mix de castanhas e frutas secas ou com tomate e cenoura também são aconselháveis. 

A nutricionista Manoela Figueiredo acredita que os momentos para comer e se hidratar podem servir para o aluno fazer uma pauta no exame. “Ele deve tirar os olhos do papel e mastigar os alimentos devagar”, pondera. Bebidas como café e energéticos devem ser evitados. A hidratação pode ser feita com água mineral ou de coco. Terminada a prova, o candidato deve fugir à tentação de passar num fast-food, dando preferência a uma refeição completa no jantar.
 

Dicas para dormir melhor

A médica Sandra Doria dá 5 dicas relacionadas ao sono para os alunos seguirem durante a semana do vestibular:

Regularidade – procure dormir e acordar nos mesmos horários. Isso sincroniza o ritmo circadiano (o relógio interno do corpo) com o meio externo, ajudando o organismo a funcionar melhor;

Mantenha horários fixos para as refeições – a regularidade na alimentação também é importante. Procure fazer seu desjejum, almoço e jantar aproximadamente no mesmo horário, isso também sincroniza seu relógio interno e faz seu sono ser mais saudável;

Diga não ao celular e ao computador – evite se expor o máximo possível a telas à noite, uma vez que luz com comprimento de onda azul emitidos por computadores, tablets e celulares são capazes de inibir a produção de melatonina e, com isso, desfavorecer o sono;

Faça contraste entre o dia e a noite – tente se expor ao sol e à natureza nos intervalos de descanso e de estudo. À noite, use luz mais amarelada e com pouca intensidade;

Não abuse dos estimulantes – durante o dia evite tomar café, chás, chocolate, energéticos em demasia para não atrasar o início do sono.
 

Instituto do Sono


Referências
Suardiaz-Muro, M., Ortega-Moreno, M., Morante-Ruiz, M. et al Sleep quality and deprivation: relationship with the academic performance of university students during exams. Sono Biol. Ritmos 21, 377–383 (2023).
Thabit, AK, Alsulami, AA. Impact of sleep patterns of university pharmacy students on academic performance. Sleep Vigilance 7, 43–47 (2023).

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