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segunda-feira, 7 de novembro de 2022

11 vacinas que toda mulher adulta deve tomar

Especialistas indicam quais vacinas não podem ficar de fora do calendário vacinal feminino.

Sim, 11! A imunização não para na infância: saiba quais vacinas devem ficar no radar de mulheres adultas, além das essenciais durante o período de gestação


Desde que a pandemia de coronavírus explodiu no Brasil, fala-se muito sobre a importância da vacinação. E por mais que a cobertura vacinal para a doença tenha avançado, é fato que, via de regra, esquecemos da importância da imunização depois de adultos. 

O calendário vacinal define alguns dos nossos principais marcos na infância e, no caso das mulheres, costumamos pensar em vacinação novamente apenas quando engravidamos ou na velhice, para evitar complicações derivadas da gripe, por exemplo. 

"Ao nos vacinarmos, fortalecemos as defesas naturais do nosso corpo, o que impede quadros graves de diversas doenças. É uma forma segura e inteligente de permanecermos saudáveis e fortes", reforça a Dra. Aline Scarabelli, consultora médica e infectologista do Labi Exames.

 

Quais vacinas as mulheres adultas devem tomar? 

Acredite, a lista é longa e tem como base, claro, a carteira de vacinação da infância. Conversar com um médico para tirar dúvidas e confirmar a necessidade de imunização é sempre importante, mas, no geral, as mulheres devem ficar atenta às imunizações abaixo de acordo com a Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm): 

1.Hepatite A e B: as doses são recomendadas para adultos que tiveram a vacinação incompleta na infância ou não sabem se foram imunizados ou já tiveram a doença.

2.Febre amarela: para adultos, a vacinação de reforço é recomendada para o caso de pessoas que morem em regiões de risco ou que vão viajar para essas áreas.

3.Gripe: todos devem tomar a vacina da gripe anualmente nos meses de sazonalidade do vírus - que acontece, principalmente, no inverno.

4. Herpes Zóster: existem dois imunizantes disponíveis (duas marcas diferentes), indicadas a partir dos 50 anos de idade. O que muda é o esquema vacinal entre elas: Vacina atenuada (VZA) -- dose única e Vacina inativada (VZR) -- duas doses com intervalo de 2 meses (0-2).

5.HPV Quadrivalente: conhecida por proteger, principalmente, contra o câncer de útero, é uma vacina que pode ser administrada pelo Sistema Único de Saúde na infância e em laboratórios particulares na vida adulta.

6.Meningocócica B: são recomendadas duas doses com intervalo de um mês.

7.Meningocócica ACWY: protege contra a meningite, funciona no esquema de dose única.

8.Pneumocócicas (VPC13 e VPP23): depende da recomendação médica para mulheres adultas, mas deve ser de rotina para pessoas acima de 60 anos ou portadores de algumas comorbidades.

9.Tríplice Bacteriana Acelular: protege contra difteria, tétano e coqueluche, é necessário tomá-la a cada 10 anos (pode ser necessária a combinação com a vacina da rede pública (dT) em esquemas vacinais incompletos).

10.Tríplice Viral (sarampo, caxumba e rubéola): indivíduos não vacinados ou que não têm o comprovante de vacinação deverão atualizar a imunização.

11.Varicela (catapora): em adultos, a vacina é recomendada para aqueles suscetíveis à doença e a imunização deve ser feita em duas doses com intervalo de um a dois meses entre elas.

 

Vacinação na gravidez 

Falando especificamente sobre o período gestacional, é importante lembrar que o sistema imunológico da mulher fica enfraquecido por conta das alterações hormonais e das mudanças que acontecem no corpo da mulher. 

Por isso, manter a carteirinha de vacinação atualizada nesse período é essencial para garantir a saúde da mãe e do bebê, uma vez que os anticorpos desenvolvidos pela mulher nessa fase são transmitidos para a criança via placenta e cordão umbilical - e isso gerou um resultado incrível para a saúde no Brasil: a eliminação do tétano neonatal e materno. 

A Sociedade Brasileira de Imunização (SBIm) recomenda que as gestantes tomem as seguintes durante a gravidez: 

  • Gripe
  • Tríplice Bacteriana Acelular (dTpa)
  • Hepatite B 

"Em situações específicas, como epidemias ou quando a mulher apresenta algumas doenças crônicas, outras vacinas podem ser recomendadas", explica a Dra. Aline. "Nesses casos é necessária uma criteriosa avaliação médica para que o imunizante correto seja indicado." 



Dra. Aline Barbosa Scarabelli - CRM 190165 - Especialidade Infectologia. Formação acadêmica Medicina UNIFENAS - Universidade José do Rosário Vellano (2011-2017) Infectologia Hospital Heliópolis (2018-2021). Membro da Sociedade Brasileira de Infectologia. Principais experiências: Atendimento de pacientes com HIV/AIDS, Hepatites virais e outras ISTs; Docência em Infectologia - Curso pré residência médica; Experiência em Unidades de Internação e UTI.



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O risco para o desenvolvimento da doença de Alzheimer aumenta de 50 a 80% em idosos que tiveram Covid-19


Idosos que foram infectados com Covid-19 apresentam um risco substancialmente maior -- de 50% a 80% do que um grupo de controle -- para desenvolver a doença de Alzheimer dentro de um ano, de acordo com um estudo com mais de 6 milhões de pacientes com mais de 65 anos. 

Em um estudo publicado no Journal of Alzheimer's Disease, pesquisadores relatam que pessoas com 65 anos ou mais que contraíram Covid-19 eram mais propensas a desenvolver a doença de Alzheimer no ano seguinte ao diagnóstico de Covid. O maior risco foi observado em mulheres com mais de 85 anos. 

Os resultados mostraram que o risco de desenvolver a doença de Alzheimer em idosos quase dobrou (0,35% para 0,68%) durante um período de um ano após a infecção por Covid. Os pesquisadores dizem que não está claro se o Covid-19 desencadeia um novo desenvolvimento da doença de Alzheimer ou acelera seu surgimento. 

"Os fatores que contribuem para o desenvolvimento da doença de Alzheimer são mal compreendidos, mas dois fatores consideradas importantes são infecções anteriores, especialmente infecções virais e inflamação", disse Pamela Davis, Distinguished University Professor and The Arline H. and Curtis F. Garvin Professor pesquisador da Case Western Reserve School of Medicine, coautor do estudo. 

“Como a infecção por SARS-CoV-2 foi associada a anormalidades do sistema nervoso central, incluindo inflamação, queríamos testar se, mesmo a curto prazo, o Covid poderia levar a mais diagnósticos”, disse ela. 

A equipe de pesquisa analisou os registros eletrônicos de saúde de 6,2 milhões de adultos com 65 anos ou mais nos Estados Unidos que receberam tratamento médico entre fevereiro de 2020 e maio de 2021 e não tinham diagnóstico prévio de doença de Alzheimer. 

Eles então dividiram essa população em dois grupos: um composto por pessoas que contraíram Covid-19 nesse período e outro por pessoas que não tinham casos documentados de Covid-19. Mais de 400.000 pessoas foram inscritas no grupo de estudo Covid, enquanto 5,8 milhões estavam no grupo não infectado. 

"Se esse aumento de novos diagnósticos da doença de Alzheimer for mantido, a onda de pacientes com uma doença atualmente sem cura será substancial e poderá sobrecarregar ainda mais nossos recursos de cuidados de longo prazo", disse Davis. Agora, muitas pessoas nos EUA tiveram Covid e as consequências a longo prazo ainda estão surgindo. É importante continuar monitorando o impacto desta doença em futuras incapacidades. 

Rong Xu, autor correspondente do estudo, professor de Informática Biomédica da Faculdade de Medicina e diretor do Centro de Inteligência Artificial em Descoberta de Medicamentos, disse que a equipe planeja continuar estudando os efeitos do Covid-19 na doença de Alzheimer e outros distúrbios neurodegenerativos -- especialmente quais subpopulações podem ser mais vulneráveis ​​-- e o potencial de redirecionar medicamentos aprovados pela FDA para tratar os efeitos a longo prazo do Covid. 

Estudos anteriores relacionados ao Covid, liderados pela CWRU, descobriram que pessoas com demência têm duas vezes mais chances de contrair Covid.

 

Rubens de Fraga Júnior - professor de Gerontologia da Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná (FEMPAR) e é médico especialista em Geriatria e Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).  

Fonte: Lindsey Wang et al, Association of COVID-19 with New-Onset Alzheimer's Disease, Journal of Alzheimer's Disease (2022). DOI: 10.3233/JAD-220717


21/11 - DIA MUNDIAL DA DPOC

Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica não tem cura
 

A Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), popularmente conhecida como enfisema pulmonar, obstrui as vias aéreas, tornando a respiração difícil. Apesar de não ter cura, os tratamentos disponíveis atualmente conseguem retardar sua progressão, controlar os sintomas e reduzir as complicações. O dia 21 de novembro é dedicado à conscientização desta doença, cuja principal causa é o tabagismo.
 
"Geralmente, o enfisema pulmonar ocorre juntamente à bronquite crônica. A essas duas enfermidades dá-se o nome de doença pulmonar obstrutiva crônica (ou DPOC). Seus principais sintomas são falta de ar ao fazer esforços - que pode ser causada até com atividades corriqueiras, dependendo da evolução da doença, como trocar de roupas ou tomar banho -; pigarro, tosse crônica e tosse com secreção, que piora pela manhã", explica a professora Sonia Peron, médica pneumologista e assistente da Faculdade de Ciências Médicas e da Saúde da PUC-SP e integrante da área de Pneumologia do Internato do curso de Medicina da instituição.
 
Normalmente, seu início é lento, mas pode evoluir de modo mais rápido, levando à incapacidade por insuficiência respiratória e óbito.
 
Outros tipos de fumo, incluindo cachimbo, narguilé, maconha e a exposição passiva também contribuem para causar e piorar a doença. A poluição ambiental, a queima de biomassa - como as queimadas de lavouras e uso de lenha para cozinhar - também entram neste grupo.
 
"A principal causa do enfisema pulmonar é o cigarro. Existem outros fatores, como a exposição prolongada à fumaça do fogão a lenha e aos poluentes ambientais e, até mesmo, uma forma rara da doença, de origem genética, que acomete pessoas mais jovens", destaca a especialista.
 
Outra informação da professora Sonia mostra o potencial destrutivo que o cigarro possui à saúde. "Estudos científicos demonstram que uma tragada de cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas e 1016 radicais livres. A repetição contínua dessas agressões pode lesar as células do aparelho respiratório, provocando o aumento da produção de muco (catarro) pelos brônquios e fibrose dos bronquíolos - a chamada bronquite crônica. Paralelamente, elas provocam a destruição dos alvéolos (região dos pulmões onde ocorrem as trocas gasosas entre o oxigênio e o gás carbônico), que é o enfisema pulmonar."
 
Embora a DPOC não tenha cura, os tratamentos disponíveis atuam retardando a progressão da doença, controlando os sintomas e reduzindo as complicações. É fundamental consultar um médico pneumologista para diagnóstico e tratamento adequados. A fisioterapia e os exercícios físicos com orientação profissional adequada de um fisioterapeuta também são aliados do paciente.
 
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. O cigarro é responsável por 63% dos óbitos relacionados às doenças crônicas não transmissíveis.
 
Destas, o tabagismo responde por 85% das mortes por doença pulmonar crônica (bronquite e enfisema), 30% das doenças relacionadas a diversos tipos de câncer (pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga, colo de útero, estômago e fígado), 25% das doenças coronárias (angina e infarto) e 25% de doenças cerebrovasculares (derrame).
 
As campanhas contra o tabagismo são feitas mundialmente e o Brasil é referência pelo êxito nas políticas de combate a este problema. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país vem registrando uma expressiva redução de fumantes nos últimos 25 anos, que passaram de 43,3% em 1989 para 18,9% em 2013 (homens) e de 27% para 11% (mulheres.

Os Perigos da Automedicação

Quando falamos em ‘Uso Racional de Medicamentos’ devemos ter em mente a medicação adequada para a doença. E pensar também na dose correta x tempo necessário. E sempre ministrada por um médico. 

Os perigos da automedicação e do uso prolongado e sem controle de medicamentos são muitos. Alguns medicamentos são ototóxicos, isto é, lesam a orelha interna, e essa lesão em geral é definitiva levando à perda da audição em graus variados. Que perigo! 

No início do quadro a pessoa pode ter, além da perda auditiva, zumbido (que pode persistir também de forma definitiva) e/ou vertigem. Labirintite é um nome popular que as pessoas dão para a vertigem (um sintoma com muitas causas) e eventualmente até para zumbido (outro sintoma com várias causas). Sempre bom investigar. 

A famosa Labirintite é uma inflamação dos canais semicirculares (o labirinto, que é uma parte da orelha interna, a outra parte é a cóclea) e está associada a uma infecção do ouvido, em geral uma otite média. Em todos os casos: não se automedique. Procure orientação médica para não agravar os problemas. 

O que a OMS (Organização Mundial de Saúde) diz que o ‘Uso Racional de Medicamentos’ deve serguir alguns parâmetros. São eles: 

1-   Medicação Adequada: O Paciente deve receber a medicação adequada às condições clínicas dele. Daí, entramos com os estudos científicos para saber o que é adequado a cada tipo de doença.

 

2-   Dose Adequada: A medicação deve ser administrada na dose adequada. O que é muito comum de acontecer com a automedicação é a pessoa achar que o remédio é ‘forte’ e usar uma dose que não é suficiente ou  usar, por exemplo, uma vez por dia quando o ser certo seria duas vezes... Como Otorrino atendo casos de Vertigem por doses inadequadas.

 

3-  Período Adequado: Muito bom que agora os antibióticos são vendidos apenas com receita médica. Algum tempo atrás era muito comum o paciente tomar o antibiótico e ter uma pequena melhora dos sintomas. Daí, ele resolvia parar por conta o uso. Isso levava à resistência bacteriana. Para realmente matar toda a bactéria precisa de um determinado tempo, não basta só desaparecerem os sintomas.

 

4-  Custo: A OMS também leva em consideração o custo para o paciente e para a comunidade. Critérios que não precisamos nos aprofundar muito. Só frisar que ainda bem que podemos contar com o uso dos chamados medicamentos genéricos e das farmácias mais populares.

 

Cuide-se sempre! 

 

 

Dra Adriana Gimenes Pim – (CRM 83179, RQE 97571) - Médica Otorrinolaringologista, com formação e residência médica pela ‘UNESP Botucatu – Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho’, pós-graduada em Saúde Integrativa e Bem-Estar pelo ‘Albert Einstein Instituto de Ensino e Pesquisa’. Atende Particular e Convênio no CenterMed Clínicas e Convênio na UNIMED, em São Roque (SP).Agendamentos podem ser feitos via telefone para Particulares e Unimed: (11) 4210-8001 e WhatsApp: (11) 97834-5269. @centermedclinicas e Unimed (11) 4713.5200.


CenterMed Clínicas
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Consultas, Agendamentos: (11) 4210-8001 e WhatsApp: 97834-5269
@akashasaudeintegrativa | www.somosakasha.com

 

Mês Violeta: Avon oferece a comunidade trans acesso médico gratuito em mais de 10 especialidades


De acordo com a Faculdade de Medicina de Botucatu (UNESP), as pessoas trans representam 2% da população adulta brasileira. O grupo possui expectativa de vida de 35 anos, em média. Além disso, 60% das pessoas transgênero sofrem de depressão, segundo dados divulgados pela revista The Lancet, em 2018. Para mobilizar empresas e a sociedade pela atenção e o cuidado à saúde dessa população, a Avon realiza, pelo segundo ano consecutivo, o Mês Violeta, um movimento criado pela companhia em parceria com a agência Wunderman Thompson com a proposta de divulgar informações especializadas sobre o assunto, prestar acolhimento e oferecer apoio médico gratuito para a comunidade. 

Em parceria com AVUS, plataforma voltada para a democratização da saúde, a empresa viabilizará teleconsultas gratuitas com profissionais de psicologia, cardiologia, dermatologia, ginecologia, ortopedia, otorrinolaringologia, pediatria, psiquiatria, urologia, vascular e clínico geral. Também serão oferecidos atendimentos com fonoaudiólogo e nutricionista com valores mais acessíveis, bem como descontos em medicamentos e um clínico geral disponível 24 horas por dia via vídeo chamada ou chat. Os interessados podem realizar o cadastro por meio do site Mês Violeta e das redes sociais da própria Avon. Desde 15 de outubro até 15 de novembro, a companhia estará realizando diversas ações para trazer visibilidade para a saúde das pessoas trans e não-bináries, mas os atendimentos médicos terminam apenas quando as 2 mil consultas forem preenchidas. 

Ao longo do mês, também serão disponibilizadas nos canais oficiais e redes sociais da marca informações e conteúdos educativos sobre acesso à saúde em redes públicas e direitos previstos na legislação brasileira específicos para pessoas trans. Assim como o Outubro Rosa e o Novembro Azul, o objetivo é conscientizar a população e profissionais da saúde sobre a importância da realização de exames periódicos e do cuidado médico especializado, mas com foco na comunidade LGBTQIAP+, que não se sente representada pelas campanhas tradicionais.
 

Mês Violeta
Serviço: teleconsultas gratuitas para a comunidade trans e não-binárie
Site: Mês Violeta 
Data: até esgotarem os 2 mil atendimentos disponibilizados


Diabetes: insulina semanal, semaglutida 2,4mg e tirzepatida no horizonte

14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes


“O futuro para o tratamento do diabetes é muito promissor. Uma das novidades que já está sendo desenvolvida é a insulina semanal: trata-se de uma insulina basal (secreção constante de insulina que permanece em níveis baixos no sangue o tempo todo) para diabetes do tipo 1 e 2, principalmente o tipo 2. A pessoa com diabetes aplicará a dose de insulina apenas uma vez por semana, e isso vai facilitar imensamente a vida desses pacientes”, comenta Dr. Marcio Krakauer, endocrinologista da diretoria da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo – SBEM-SP. As insulinas degludeca e glargina, que estão disponíveis atualmente, têm esse mesmo efeito de longa duração, porém o paciente precisa aplicá-las uma vez por dia.

 

Outra opção medicamentosa importante é a semaglutida 2,4mg. No Brasil a indicação em bula é de 1mg para tratamento do diabetes. Entretanto, estudos voltados para a obesidade concluíram que a dose de 2,4mg aplicada uma vez por semana promove uma perda significativa de peso, na média de 15%, e isso é muito importante para pessoas com obesidade. “Já sabemos que a obesidade é uma doença crônica, multifatorial e um preditivo para o desenvolvimento do diabetes tipo 2”, pontua o endocrinologista.

 

Vale lembrar também da tirzepatida, que não está aprovada ainda no Brasil, mas deve chegar logo, segundo Dr. Krakauer. Esse medicamento, aplicado com uma injeção subcutânea semanalmente, promove a redução de hemoglobina glicada (reduz os níveis de açúcar no sangue) de pacientes com diabetes tipo 2 e, além disso, estudos mostram que ele promove uma perda de peso de até 20%. O laboratório responsável por esse medicamento já submeteu para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a solicitação de seu registro para o tratamento de diabetes tipo 2.

 

Números do Diabetes (2021):

  • 537 milhões de adultos (20-79 anos) vivem com diabetes - 1 em cada 10.
  • Este número deverá aumentar para 643 milhões em 2030 e 783 milhões em 2045
  • Mais de 3 em cada 4 adultos com diabetes vivem em países de baixa e média renda
  • O diabetes é responsável por 6,7 milhões de mortes - 1 a cada 5 segundos.
  • O diabetes causa pelo menos US$ 966 bilhões em gastos com saúde – um aumento de 316% nos últimos 15 anos.
  • 541 milhões de adultos têm intolerância à glicose (IGT), o que os coloca em alto risco de diabetes tipo 2.
  • Na América do Sul, prevê-se que o número de adultos com diabetes aumente para 49 milhões em 2045, um aumento de 50%.

 

SBEM-SP - Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo)

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Novembro Roxo: 340 mil bebês nascem prematuros todo ano no Brasil



Mais de 12% dos nascimentos no país acontecem antes da gestação completar 37 semanas, o dobro do índice de países europeus

 

A ONG Prematuridade.com, como membro da Rede Mundial de Prematuridade (World Prematurity Network), une-se todo ano aos esforços globais da EFCNI e da March of Dimes para promover a campanha do Dia Mundial da Prematuridade, que acontece durante o mês de novembro, o chamado Novembro Roxo, concentrando ações principalmente no dia 17. 

De acordo com dados da Fiocruz e da Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, 340 mil bebês nascem prematuros todo ano, o equivalente a 931 por dia ou a 6 prematuros a cada 10 minutos. Mais de 12% dos nascimentos no país acontecem antes da gestação completar 37 semanas, o dobro do índice de países europeus. Segundo o estudo “Born Too Soon”, realizado pela ONG americana March of Dimes, o Brasil é o 10º país no ranking da prematuridade. 

“Além do risco alto de mortalidade, crianças que nascem precocemente podem ter dificuldades no desenvolvimento digestivo, respiratório, de linguagem e do desenvolvimento global”, pontua Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, Membro da FEBRASGO e Especialista em Perinatologia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, e em Infertilidade e Ultrassom em Ginecologia e Obstetrícia pela FEBRASGO, e médico nos hospitais Albert Einstein, São Luiz e Pro Matre.

 

Causas do parto prematuro

Bebês prematuros são aqueles que nascem antes de 37 semanas de gestação, cuja duração completa é entre 37 e 42 semanas, ou 9 meses. Já a prematuridade extrema ocorre quando o bebê nasce com menos de 28 semanas de gestação, enquanto a prematuridade tardia acontece entre 34 e 36 semanas e seis dias. No entanto, todos os casos podem gerar complicações. As principais são: 

- Bolsa rota/ruptura prematura de membrana (RUPREME ou ROPREMA)

- Hipertensão crônica

- Pré-eclâmpsia

- Síndrome de Hellp

- Insuficiência istmo-cervical

- Descolamento prematuro da placenta

- Placenta prévia

- Malformações uterinas

- Infecções uterinas

- Gestação múltipla

- Malformações fetais

“Além disso, outros fatores podem levar ao parto prematuro: ausência do pré-natal, fumo, álcool, drogas, estresse, sangramento vaginal, diabetes, obesidade, baixo peso, distúrbios de coagulação e gestações muito próximas (menos de 6 a 9 meses entre o nascimento de um bebê e ficar grávida novamente)”, explica Carlos Moraes.

 

Sinais do trabalho de parto prematuro

Sintomas como contrações a cada 10 minutos ou mais, mudanças na secreção vaginal, pressão pélvica, dor lombar, cólicas menstruais, cólica abdominal com ou sem diarreia podem ser sinais de trabalho de parto.

 

Como prevenir o parto prematuro

Algumas medidas simples podem evitar que o bebê nasça antes do tempo. São elas: 

- Assim que o resultado der positivo, avise seu médico imediatamente. Quanto antes o pré-natal for iniciado, melhor para a mãe e para o desenvolvimento do feto. 

- Revele ao médico o seu histórico de saúde. Doenças crônicas e reações alérgicas que você já apresentou, história familiar, assim como o histórico de saúde do pai do bebê. 

- Mantenha-se numa faixa de peso adequada. Converse com o obstetra e, se preciso, faça acompanhamento com nutricionista. 

- Evite bebidas alcoólicas. Durante a gestação, o álcool pode ter efeitos bastante nocivos para a criança, incluindo retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento. 

- Não fume. O cigarro aumenta chances de parto prematuro, do bebê nascer com baixo peso e da morbimortalidade dos recém-nascidos. 

- Não se automedique. Mesmo que seja uma simples dor de cabeça ou um enjoo, consulte seu médico para saber o que pode tomar. 

- Se não houver restrições, faça atividade física. De preferência, com acompanhamento profissional. 

- Mantenha seu calendário de vacinação atualizado. Converse com seu obstetra sobre o assunto, pois algumas vacinas são contraindicadas na gravidez, enquanto outras necessitam de reforço. 

- Não se esqueça do ácido fólico e da vitamina B12. Eles evitam que o bebê desenvolva malformações e danos no sistema nervoso. O consumo do ácido fólico deve ser iniciado antes mesmo da concepção do bebê. 

- Esteja alerta para sangramentos e observe líquidos e secreções vaginais. 

“A prevenção da prematuridade se inicia antes mesmo da gestação, com o planejamento familiar adequado, seguido do acompanhamento pré-natal, garantindo o bom desenvolvimento da gravidez, a saúde materna e um parto bem-sucedido”, finaliza Carlos Moraes.


 

Novembro Azul: Higienização inadequada e falta de acompanhamento de médicos e dentistas aumentam riscos de diagnóstico tardio e mais grave de doenças

 

Câncer de boca é o quinto mais frequente em homens e é tão letal quanto os outros tipos da doença
                                                                     Crédito: Envato


Descuido dos homens com a saúde bucal pode resultar em diversas infecções

 

A falta de higiene bucal entre os homens é um fator de risco para o agravamento não só de doenças bucais, como a gengivite e a periodontite, mas também de problemas cardíacos, além de infecções sexualmente transmissíveis. É o que mostra uma pesquisa realizada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. O estudo também aponta que a falta de atenção à saúde masculina é a causa para o aumento na diferença da taxa de mortalidade entre homens e mulheres.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida dos homens é sete anos mais baixa que a das mulheres (eles com 73,3 anos, enquanto elas com 80,3). O cuidado com a saúde deve ser mantido em todas as idades, com atenção aos hábitos preventivos de higiene e à rotina de consultas médicas com especialistas de diferentes áreas, independentemente do sexo. Assim como as mulheres vão ao ginecologista com periodicidade, os homens também devem consultar regularmente o urologista. E consultas semestrais ao dentista também são fundamentais para garantir a saúde completa.


Fatores agravantes

Junto à falta de cuidados preventivos com a saúde, está o uso de substâncias viciantes, como cigarro e álcool. O excesso causa problemas não somente nos pulmões e rins, mas também no aparelho bucal. “O câncer de boca é o quinto mais frequente em homens e é tão letal quanto os outros tipos da doença. O uso de cigarros convencionais ou eletrônicos, por exemplo, torna a pessoa mais vulnerável ao câncer e também é fator de risco para outras doenças bucais graves”, explica o dentista e especialista em Saúde Coletiva da Neodent, João Piscinini. 

Outras doenças que afetam diretamente a boca são infecções sexualmente transmissíveis, como herpes, sífilis, gonorreia, HPV e HIV. São consequências dessas infecções os sintomas de dor e dificuldade na mastigação, além de aumentarem o risco de desenvolvimento do câncer de boca.

Mais um ponto ressaltado no estudo e muito alertado por dentistas é a gravidade de doenças periodontais provocadas pelo acúmulo de placa bacteriana. São exemplos a gengivite e periodontite, que atingem a gengiva e os ossos e ligamentos dos dentes, respectivamente. 


Prevenção

Para qualquer doença, o diagnóstico precoce garante maior possibilidade de tratamento e cura. Consultar as mais variadas especialidades médicas é uma forma de controlar a saúde, ainda mais quando já existem fatores de agravamento. “Assim como as outras áreas, a consulta periódica em dentistas auxilia no diagnóstico precoce de diversas doenças, mesmo aquelas que não são somente da boca. Além da rotina de acompanhamento profissional, a escovação correta, uso do fio dental e a higiene como um todo, aliada à alimentação balanceada, exercícios físicos e hábitos saudáveis são os melhores remédios para uma vida saudável”, complementa o dentista.

 

Neodent®


 

Otorrino desmitifica os mitos e verdades do desvio de septo

Estrutura que divide as narinas também dá sustentação ao órgão

 

O nariz entupido é um dos principais e mais incômodos sintomas de um problema cada vez mais comum: o desvio de septo nasal. Apesar de não ser a única causa da obstrução ou dificuldade respiratória, o desvio demanda cirurgia para ser corrigido e, por isso, causa dúvidas nos pacientes. 

A médica otorrinolaringologista Dra. Maura Neves, da Associação Brasileira de

Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF, explica alguns mitos e verdades do problema. Confira:

 

O septo é feito só de cartilagem.

MITO: “O septo nasal é uma estrutura composta por cartilagem e osso. Ele divide as narinas da ponta ao fundo do nariz e dá sustentação ao órgão. Ele pode se desviar em qualquer parte de sua estrutura.”

 

O problema pode ocorrer por causa do crescimento da face.

VERDADE: “Durante a infância e adolescência, o osso nasal e/ou a cartilagem podem crescer rapidamente fazendo com que o septo desvie para um lado. Traumas e pancadas no nariz também podem causar o problema.”.

 

Só pode operar no inverno.

MITO: A cirurgia pode ser feita em qualquer época do ano, segundo Dra. Maura, mas nas estações mais frias é mais cômodo para o paciente, que precisa adotar cuidados específicos no pós-cirúrgico, como evitar o sol.

 

Desvio de septo é algo sério e precisa ser tratado.

VERDADE: Dra. Maura lembra que a obstrução nasal causada pelo problema atrapalha a qualidade de vida do paciente e está associada a roncos e apneia do sono, respiração bucal, entre outros males.


Todo mundo que tem desvio de septo fica com nariz torto.

MITO: A tortuosidade percebida externamente não necessariamente tem ligação com o desvio de septo. O otorrino deve sempre ser consultado para o correto diagnóstico e tratamento.

 

Somente cirurgia corrige o problema.

VERDADE: A médica explica que medicação melhora apenas os sintomas, como a obstrução nasal. Apenas a septoplastia, cirurgia corretiva, trata o problema e pode ser realizada tanto pelo otorrino quanto pelo cirurgião plástico.

 

É preciso usar tampões nasais no pós-cirúrgico.

MITO: “A cirurgia está cada vez mais moderna. Hoje, ela é feita por videoendoscopia, dispensando cortes no rosto e o uso dos incômodos tampões pós-operatórios. A única incisão é interna e não dá hematomas na face”, conta a médica. A cirurgia é realizada sob anestesia geral e o paciente pode ter alta no mesmo dia, com recuperação total em até três semanas.


Dra. Maura Neves – Otorrinolaringologista; Formação: Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Graduado em medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Residência médica em Otorrinolaringologia no Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Fellowship em Cirurgia Endoscópica Nasal no Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP; Título de especialista pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF; Doutorado pelo Departamento de Otorrinolaringologia do Hospital das Clinicas Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – USP.

 

Novembro Azul: homens vão seis vezes a menos ao médico do que as mulheres

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De acordo com especialistas, o preconceito pode ser a maior causa de abstenção de consultas


Um levantamento realizado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) com dados do Sistema de Informação Ambulatorial do Ministério da Saúde revelou que em 2022 foram registrados 200 mil atendimentos masculinos pelos urologistas, seis vezes menos do que os atendimentos a mulheres por ginecologistas. A campanha do Novembro Azul busca alertar a população sobre o câncer de próstata e conscientizar os homens sobre a necessidade do cuidado periódico com a saúde.  

O tipo da doença é o mais comum entre os homens, respondendo por 29% dos diagnósticos dos cânceres no país, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca). Um dos motivos para a alta nos números é justamente a falta de acompanhamento médico e realização de exames de rotina. A doença é a causa de morte de 28,6% dos homens. 

O médico urologista do Hospital Anchieta de Brasília Rafael Buta, explica que muitos homens não procuram o acompanhamento médico por acreditar que, ao consultar um urologista, estará colocando em xeque sua masculinidade. De acordo com o especialista, esse preconceito é reforçado por piadas e brincadeiras quando chega a idade de iniciarem-se as consultas para rastreamento do câncer de próstata e esse é um dos motivos da importância da mobilização.


“Um dos objetivos da campanha é tentar desconstruir o preconceito dos pacientes em relação à consulta com o urologista. Ela visa alertar a população para a importância do câncer de próstata para a saúde do homem. A neoplasia da próstata é uma doença de alta prevalência (é o câncer que mais acomete o homem, excetuando-se o câncer de pele) e gera grande impacto negativo na qualidade de vida dos pacientes por ela acometidos”, conta Buta.  

Rafael explica que o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de cura do paciente. O urologista detalha que quando o diagnóstico é feito nas fases iniciais da doença, é possível curar até 90% dos pacientes. Já diagnosticado nos estágios mais avançados, quando já se disseminou para outros locais além da próstata, as chances de cura giram em torno de 10%.

 

Diagnóstico 

De acordo com Buta, o exame físico da próstata é feito por meio do exame digital retal. “A próstata é uma glândula que se localiza em uma área de difícil acesso, no interior da pelve masculina. A única forma de o médico examinar essa glândula é realizando a palpação com o dedo, através do canal anal. É sabido que em até 10% dos casos de câncer de próstata há alteração no exame físico, porém sem alteração no exame de sangue (PSA). Por isso a importância do exame físico”. 

O médico acrescenta ainda que “alterações no exame físico (toque retal) e no exame de sangue (PSA) não são certeza do diagnóstico de câncer, mas são um indício de que exista alguma doença acometendo a próstata, como a hiperplasia prostática e a prostatite. O diagnóstico de certeza é realizado por meio da biópsia prostática. Durante esse exame são retirados pequenos fragmentos da próstata, que são enviados ao patologista, para assim confirmar ou descartar o diagnóstico. A biópsia prostática é realizada com auxílio de ultrassonografia, sob anestesia (sedação)”.

 

Saúde do homem como um todo 

O especialista destaca ainda que, por conta da campanha Novembro Azul, a consulta com o urologista muitas vezes é a porta de entrada do paciente masculino no serviço de saúde. Segundo ele, o médico urologista exerce também o papel de médico do homem, devendo estar atento não só ao câncer de próstata.  

“Nós, médicos, precisamos estar observando outras alterações que são muito prevalentes na população de meia idade: hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, entre outras. Assim, conseguimos dar atenção global à saúde do homem e encaminhá-lo para outros especialistas a fim de identificar, acompanhar e tratar doenças que porventura venham a ocorrer”, diz Rafael.


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