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sexta-feira, 4 de novembro de 2022

Projeto verão: saiba quais alimentos você pode comer sem culpa em uma dieta

Segundo nutricionista da OAKBERRY, o importante é se atentar à quantidade e à qualidade

 

A temporada de verão se aproxima, mas quem bate à porta é a meta para perder os quilinhos a mais. E nessa corrida contra o tempo as pessoas, normalmente, acabam fazendo de tudo, incluindo se restringir de certos alimentos, como doces e sobremesas. Ao contrário dessa ideia, hoje existem produtos no mercado especialmente para quem busca equilíbrio e bem-estar. 

Antes de elencar os alimentos aliados da dieta, é importante ressaltar que cada pessoa possui um organismo diferente e manter uma rotina saudável depende de diversos fatores para além de uma restrição alimentar e exercícios físicos, sobretudo no contexto atual onde a saúde mental caminha lado a lado com o bem-estar físico. 

“Cada pessoa tem um estilo diferente de aplicar e adaptar a dieta à sua rotina. Por isso, é sempre importante buscar orientação profissional e entender como e quais alimentos são importantes para o objetivo final. E quando a alimentação é saudável e equilibrada é possível incluir doces e sobremesas na dieta, porém é importante sempre se atentar à quantidade”, ressalta Andrea Takayama, nutricionista da OAKBERRY. 

Pensando em auxiliar aqueles que buscam se alimentar bem e de forma nutritiva, a especialista listou alguns produtinhos que podem fazer parte da rotina saudável e disponíveis pela OAKBERRY. Veja a seguir.
 

Açaí

Além de ser um superalimento e conter diversos componentes benéficos à saúde, o açaí é uma ótima opção para quem procura um doce ou sobremesa, pois é um produto com qualidade nutricional e saboroso. O fruto é rico em fibras, tem alta concentração de antioxidantes e Vitaminas, que ajudam a fortalecer o sistema imunológico, além disso possui alto teor de ácidos graxos ômega 6 e ômega 9 que são aliados na manutenção da saúde do coração. Para complementar, a pessoa deve ficar atenta às escolhas dos acompanhamentos, adicionar chia, aveia, castanha de cajú, coco em lasca ou mesmo pasta de amendoim é uma ótima opção saudável que irá agregar ainda mais valor nutricional no açaí. Vale destacar que, ainda assim, é necessário se atentar à quantidade.

 

Barra de proteína

A barra de proteína é aliada a uma alimentação equilibrada, além de fornecer alto valor protéico e nutritivo, é uma ótima opção para aquela pessoa que procura um lanche rápido, ou até uma sobremesa, pois ela ajuda a desviar dos doces que normalmente são ricos em calorias vazias e que não trazem benefícios ao organismo.

 

Pasta de amendoim 

Um alimento que pode ser acrescentado em diversas receitas e comidinhas para dar aquele toque. A pasta de amendoim é considerada um alimento saudável e natural, pois ela é produzida a partir do amendoim torrado seco e moído. Além de trazer um gostinho diferenciado, seja na comida ou mesmo em sobremesas e torradinhas, ela fornece uma dose extra de energia e calorias, quando adoçada com mel e utilizada em quantidades adequadas a sua dieta. É uma ótima opção para dar aquela doçura na sua preparação!
 

Paçoca Zero Açúcar

O amendoim é uma fonte proteica, possui ácidos graxos poli-insaturados que são capazes de reduzir os níveis de colesterol e triglicérides, além de ser rico em vitamina E, que possui ação antioxidante no organismo. O amendoim é o ingrediente principal da paçoca. Quando se diz zero açúcar, significa que não possui adição de açúcar em sua composição, a sua doçura vem através dos adoçantes naturais e/ou artificiais, sendo uma ótima opção para quando bate aquela vontadezinha de comer um doce, pois irá fornecer somente as calorias do amendoim.



OAKBERRY

De que forma você enxerga uma música

Já viu uma foto que quase te fez sentir um cheiro? Ou um vídeo que deixou um gosto ruim na boca? A próxima é mais fácil. Já escutou uma música que te deu vontade de correr mais rápido?

Presente a todo momento, acredito que essa miscelânea de sensações é mais marcante com a presença da música. Só ela é capaz de mudar nossa disposição de “levemente desanimado” para “completamente na fossa”, ou até mesmo nos fazer mudar de uma “sexta em casa vendo filme” para “noitada agressiva seguida por ressaca moral”.

Lembro que quando li “A Torre Negra”, de Stephen King, eu estava escutando muito Bruce Springsteen e, até hoje, quando escuto “Dancing in the Dark”, quase consigo sentir a textura dos cabos de sândalo dos revólveres de Roland.

Quando ouvi a “Gôndola Lúgubre” de Franz Liszt, ao mesmo tempo que lia o poema “Gôndola Lúgubre” de Thomas Transtromer, consegui ver um significado totalmente novo, tanto para as linhas quanto para os acordes.

A música já foi usada para aumentar a produtividade de trabalhadores em linhas de produção e apitos de guerra astecas produziam um horrível som que causava terror em seus inimigos. Existe uma magia quase palpável nas ondas sonoras, magia que muda nosso humor, nossa arte, em essência, muda nossas vidas.

Em um vislumbre onírico, imaginei o que aconteceria se pessoas tivessem a capacidade de ver as linhas que conduzem essa mágica e manipular a energia de acordo com suas habilidades, inatas ou adquiridas, para mudar o efeito de batalhas.

É esta a ideia principal do meu quarto livro, “Cavaleiros da Tempestade”. Um mundo onde os acordes podem mudar o destino de uma nação. Apesar de ser obrigado a classificar o livro como alta fantasia, qualquer um poderá reconhecer que, a magia descrita no livro, é real. É o poder da música que conduz toda a narrativa.

 

Adriano Rossi é médico endocrinologista e escritor, autor do lançamento “Cavaleiros da Tempestade.


Jejum Intermitente


Sidarta Ribeiro diz que temos um Cérebro do Paleolítico vivendo no século 21. Eu diria que não apenas um Cérebro, mas um metabolismo do Paleolítico afundado em calorias vazias do século 21.

 

Nosso corpo do Paleolítico foi criado para se adaptar a longos períodos de ausência de comida. Longas caminhadas até se encontrar uma pequena fruta ou água potável. Gasto mínimo e economia de recursos. Nosso corpo não gosta de exercícios porque sabe que aquela esteira não vai para lugar nenhum. É gasto de energia sem motivo. Da mesma forma, nosso corpo é programado para estocar energia sempre que possível. Excesso de açúcares, farinha, gordura, dão trabalho para ser metabolizados e são estocados na forma de Triglicerídeos.

 

Um conceito importante para se falar de Jejum Intermitente é o de Hormese. Diante de dificuldades, nosso organismo mobiliza seus recursos: aumenta a sensibilidade à Insulina, com melhor aproveitamento da energia. Aumento de hormônios do estresse, quando estão dentro da capacidade de adaptação e obtenção de alimento, também são benvindos, ao contrário do estresse que se cronifica. Nosso corpo Paleolítico tinha que usar com extrema eficácia os recursos de energia, vitaminas e oligoelementos. Esse corpo mobilizava esses recursos para achar alimento, caçar, colher e alimentar o grupo. Hormese é a dificuldade que faz nosso organismo gastar energia para adaptação ao meio e aprimoramento de estratégias para conseguir melhores condições de sobrevivência. Aprender a usar o fogo e cozinhar os alimentos também ajudou a tirar mais nutrientes dos alimentos, o que contribuiu para o crescimento diferenciado de nossos Encéfalos (mesmo que muitos humanos não façam bom uso desse Encéfalo aumentado e continuem usando seu Cérebro de Paleo Primata). Simplificando, precisamos de Estresse e de Desafios para viver e para manter nosso organismo saudável.

 

Os índices de obesidade tem crescido exponencialmente desde os anos 70. Desde essa época, a Associação Americana de Cardiologia colocou a culpa nas doenças cardíacas e infartos que se ampliavam na época na gordura de origem animal: carnes, ovos e outras fontes de gordura foram demonizadas e os carboidratos “absolvidos”. O que acontecia na época era o hábito de se fazer 3 refeições por dia, sem comer nos intervalos. A Indústria começou a produzir nas pessoas o hábito de lanches. Comer de maneira constante e quase o dia inteiro foi criando organismos que lutam para estocar aquela quantidade de energia, ao mesmo tempo que tenta de defender do excesso de oferta de comida, diminuindo a sensibilidade à Insulina, por exemplo. Só que isso acaba sendo um tiro que sai pela culatra. Para ficar “surda” à Insulina e tentar parar de produzir gordura, o que acontece é o aumento dos níveis da mesma Insulina deixa a pessoa com fome e vontade de comer o tempo todo, até isso virar um círculo infinito de comer, lanchar e procurar açúcar e gorduras, sem saciedade. A parte mais perversa desse ciclo, que é o acúmulo de gordura visceral e a somatória de citocinas inflamatórias, vão estar implicadas na maioria das doenças que matam as pessoas, do Diabetes tipo II até o Câncer.

 

As dietas clássicas sempre insistiram em diminuir a carga de energia da dieta e o aumento do gasto. Criar um balanço energético negativo. Isso pode ter alguma eficácia, mas o custo é muito alto e muita gente, após interromper a dieta, recupera o peso perdido com lucro. As dietas restritivas acabam virando dietas de engorda. O corpo interpreta o período de redução de aporte calórico como uma espécie de inverno ou de fome e corre a recuperar o peso perdido quando tudo volta ao normal. Durante o período de restrição calórica, o corpo reduz o gasto de energia e a quebra de gorduras, levando a grandes sacrifícios e resultados muito ruins, pois o corpo se recusa a perder suas reservas. A guerra contra a gordura acaba virando a promoção de mais gordura.

 

A dieta de Jejum Intermitente se baseia em períodos progressivos de pausa alimentar, como uma forma de quebrar o hábito deletério de comer em intervalos cada vez mais curto, ou comer o dia inteiro. Quando a pessoa passa muito tempo sem comer, o corpo se prepara para a adaptação a essa condição do ambiente. No começo, um sistema de alarme é acionado, com a sensação de risco ou de fome: a Insulina sobe, as reservas de açúcar do corpo são mobilizadas e a sensação é desconfortável. Depois de um período, há a liberação da Leptina, e o corpo começa a funcionar da maneira que foi programado no Paleolítico: o apetite diminui, as gorduras começam a ser mobilizadas, o corpo começa a ficar mais aguçado: agora preciso caçar e buscar alimento. A gordura precisa ser queimada porque vou precisar estar mais leve para sobreviver. Há relatos de melhoras da Cognição, da eficácia cardíaca e metabólica, porque o corpo, adaptado pela vida moderna a ser sedentário e acumulador de gordura, agora precisa buscar o alimento e fugir dos predadores. O exercício físico e a musculação ajudam nessa sinalização. Está na hora de sacudir a poeira e voltar à caça. O jejum intermitente é uma das manobras para tirar o corpo do modelo acumulador/inflamatório que lota nossos hospitais.

 

É muito importante transmitir a ideia que isso se dá numa maratona, não numa corrida de tiro curto. O imediatismo para resultados criam ganho de peso rebote, como já explicado. Para começar, podemos evitar comer nas três horas antes de dormir e duas horas depois de acordar. Já dá uma janela de doze a treze horas sem comer. Isso pode ir se estendendo, por exemplo, eliminando o café da manhã. Isso deve ser feito todo dia? Pode ser feito em dias alternados. Ou dois dias sim, um não. O importante é o corpo ativar os mecanismos de Hormese, com ativação do sistema de otimização de funções corporais, geradas pelos intervalos. O processo pode ir sendo ampliado até uma janela de alimentação de menos horas por dia. A fórmula mais proposta é de 16 horas sem comer e 8 horas comendo: por exemplo, jantar às 18 horas e voltar a comer no almoço do dia seguinte. Pelo menos 3 dias por semana. Dr Jason Fung, um nefrologista que cansou de perder os Rins de seus pacientes para o Diabetes e a Obesidade, aplica protocolos de dois dias por semana de jejum ou de ingesta de menos de 500 calorias o dia inteiro, com cinco dias de alimentação com cuidados com carboidratos. Os resultados foram impressionantes, já que os pacientes estavam na luta para salvar seus rins. Mas os benefícios não se restringem à perda de peso. Alguns tipos de Câncer regridem com o Jejum Intermitente, assim como muitas doenças inflamatórias, que incluem doenças cardiovasculares e demências.

 

Jason Fung se utiliza da pressão em entrar na fila de Transplante para implementar seu regime de jejum duas vezes por semana. A grande dificuldade é criar um sistema que mobilize esse tipo de motivação nas pessoas que estão com sobrepeso sem condições tão dramáticas.


A Medicina e a Psiquiatria devem se aprofundar na difícil tarefa de restaurar a Hormese perdida na vida moderna, e combater o hábito mortal de mastigar o dia inteiro. E criar motivação para implementar dietas que ativem a Hormese. Isso leva tempo antes dos resultados aparecerem, o que leva a muitas desistências. Entendendo como funciona é mais fácil de estabelecer estratégias.

 

 

Marco Antonio Spinelli - médico, com mestrado em psiquiatria pela Universidade São Paulo, psicoterapeuta de orientação junguiana e autor do livro “Stress o coelho de Alice tem sempre muita pressa”.


5 atitudes simples para cuidar da sua saúde mental

Karen Valéria da Silva, Coordenadora de Psicologia da Docway, separou uma lista com dicas essenciais para o cuidado com a saúde e o bem-estar
 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 720 milhões de pessoas sofrem com doenças mentais em todo o mundo, aproximadamente 10% de toda a população mundial. O Brasil lidera o ranking de casos de depressão e ansiedade na América Latina, com 11,5 milhões de padecentes e quase 19 milhões em todo o país, respectivamente. O Brasil também ocupa o terceiro lugar no ranking mundial das doenças mentais.  

No entanto, algumas atitudes simples podem ajudar a preservar o equilíbrio emocional. Para te auxiliar, a Dra. Karen Valéria da Silva, Coordenadora de Psicologia da Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital, preparou uma lista com cinco ações diárias para você cuidar da sua saúde mental. Confira:

 

1. Crie uma rotina para suas atividades

Seja no trabalho, em casa ou em ambos, criar uma rotina ajuda a manter seus compromissos organizados, evitando a ansiedade. Claro que pode haver imprevistos, mas se você já tiver mapeado as principais demandas, eles serão incômodos menores.
 

2. Pratique atividades físicas

Além de prevenir doenças, a prática de atividade física também ajuda a aliviar a tensão e o estresse. O exercício não precisa ser pesado, uma simples caminhada pode contribuir para a preservação do bem-estar emocional.

3. Faça terapia

O acompanhamento psicológico oferece diversos benefícios, como trabalhar a autoconfiança, ajudar a lidar melhor com as emoções, criar relações saudáveis e auxiliar no processo de autoconhecimento. Além disso, com o avanço da saúde digital, já é possível realizar consultas com psicólogos e psiquiatras via telemedicina, disponível 24 horas por dia, 7 dias na semana.


4. Priorize a qualidade do seu sono

O sono é fundamental não apenas para garantir disposição no dia seguinte, mas também para manter a mente saudável. Uma boa noite de sono ajuda na concentração, melhora a memória, reduz os níveis de estresse, fortalece o sistema imunológico, além de inúmeros outros benefícios.


5. Fique perto de quem você ama e te faz bem

Pesquisas feitas pela Universidade Brigham Young e Universidade da Carolina do Norte, ambas nos EUA, apontam que pessoas que convivem com entes queridos vivem melhor do que aqueles que cultivam a solidão. Ou seja, conversas agradáveis deixam o clima mais leve, aliviam a mente e contribuem para o aumento da saúde e do bem-estar.

 

Vida pessoal e profissional: É possível haver um equilíbrio


A apresentadora e atriz Gisele Alves compartilha o pensamento de que muitas mulheres acabam se perdendo com a maternidade, com o cuidado da casa… É preciso muito gingado. As mulheres desempenham vários papéis e, muitas vezes, pelo instinto protetor, deixam de fazer as coisas por elas para fazer pelos outros. Mas o que de fato você quer fazer? O que vai te fazer bem? É preciso ter este momento e compartilhar mais seus desejos e dificuldades. 

“Acordo às 5h30 todos os dias. Medito. Faço afirmações positivas, como ‘sou próspera’, ‘sou abundante’, ‘sou feliz’, ‘sou amada’ e ‘sou grata’. Acordo minha filha, dou café para ela e a preparo para a escola. Depois, vou para a atividade física. Quando tenho tempo, faço umas duas, três horinhas de dança. Senão, só 45 minutos de academia e ‘tá pago’. Volto, leio um livro e as notícias. Assisto aos colegas de profissão para ter algumas ideias. Oriento minha colaboradora, compro o que está faltando. Organizo o look para o programa e estudo as pautas. Almoço e já vou para a TV. O programa começa às 17h e eu chego lá às 15h30. Volto para casa por volta das 19h30. Brinco com a minha filha, faço o dever de casa com ela e dou atenção para o marido. Arrumo tudo para outro dia, durmo entre 22h e 23h. E aí, no dia seguinte, começa tudo de novo.” compartilha Gisele Alves. 

Apesar da rotina corrida e cheia de tarefas, Gisele defende que precisamos de propósito na nossa vida da mesma forma que momentos de descanso e se desligar um pouco às vezes. Pensando nisso, ela compartilha algumas dicas para te ajudar a manter tudo em equilíbrio, confira:


Tenha objetivos definidos

Se você deixar a vida correr por conta do acaso, poderá vivenciar aventuras interessantes, assim como experiências muito difíceis. Mas, certamente, não conseguirá equilibrar o que é profissional e o que pertence à sua vida pessoal com facilidade. 

“Como tornaremos possível sonhar, planejar e conquistar se simplesmente vivermos um dia após o outro no estilo ‘deixa a vida me levar’?” indaga Gisele Alves. “Objetivos e metas servem para nos ajudar a direcionar nossa vida e nossas ações diárias. Quando não sabemos para ir, podemos acabar indo para qualquer lugar ou até mesmo ficar estagnados na zona de conforto. Lembre-se que nunca é tarde demais para iniciar um plano novo e irmos atrás do que realmente importa.” completa.
 

Defina suas prioridades

Foco e planejamento são quesitos essenciais. Quando você tem um foco definido, é menos complicado exercer seu poder de escolha, optar por fazer aquilo que é realmente relevante para você.
 

Planeje a rotina

Transforme seus objetivos e prioridades em ações do dia a dia. Para isso, planeje sua rotina diariamente com uma agenda. Não é para você ficar engessado, mas para saber o que decidiu ser importante para não acabar se perdendo tanto. 

“Planejamento é base para qualquer atividade, das mais simples às mais complexas. Garanto que essa é uma ótima dica: acostume-se a planejar. É simples e pode se transformar em um excelente hábito: se preciso, escreva o que pretende fazer no dia ou na semana e adéque aos seus horários.” sugere Gisele Alves.
 

Organize seus horários

A ideia é equilibrar as coisas sem ter de abrir mão constantemente de uma ou de outra entre a vida profissional e pessoal. Ao planejar a rotina de cada dia, organize os horários de modo que aquelas atividades com hora já definida sejam priorizadas. 

Tenha em mente que as atividades pessoais e de lazer podem ser mais flexíveis do que aquelas relacionadas ao seu trabalho. Mas, de todo modo, não as deixe de lado pelo fato de estarem mais sob seu controle.
 

Desconecte-se

É preciso aprender a desligar a máquina profissional por vezes, se desconectar dos compromissos e dar um tempo para você é importante para manter o equilíbrio mental. 

“Você pode praticar um hobby, conhecer algo novo, desfrutar da natureza ou apenas ficar em silêncio. Não se preocupe em ser produtivo o tempo inteiro. Não precisa levar tudo sempre á sério, isso acaba sendo pesado demais, comece a levar a vida mais leve e menos exigente consigo mesmo.” aconselha Gisele.
 

Cuide de sua saúde

Encontre alguma atividade física que goste, se alimente melhor e busque formas de dormir bem. Esses são pilares fundamentais para uma vida com mais equilíbrio. Pode parecer clichê e repetitivo, mas tente incluir essas ações no seu dia a dia e depois observe você se sentindo muito melhor. 

“Encontrar esse equilíbrio entre a vida pessoal e profissional é benéfico em tantos aspectos, mas sei muito bem que não é uma tarefa fácil. Vimemos num lugar onde, infelizmente, a saúde mental virou artigo de luxo. Mas você precisa entender a importância de ter momentos de descanso e lazer para que o lado profissional e pessoal fluam em harmonia com a sua saúde mental. O que você gosta? Quais são as coisas que importam para você? Qual o seu propósito nessa vida?” finaliza Gisele Alves.


Gisele Alves - Atriz, jornalista e apresentadora, Gisele Alves afirma estar no melhor momento da sua carreira à frente do programa "Papo em Dia" - Rede Brasil. Gisele Alves conta que já foi dançarina e backing vocal do Terra Samba, apresentadora do programa de culinária Nestlé com Você e repórter do TV Fama, além de personagem nas novelas Flor do Caribe e Em Família e no longa O tempo e o Vento. Flor do Caribe foi um dos grandes sucessos da Globo, em que Gisele interpretou a personagem Zuleika “Zuzu”.


Sorrir é uma das melhores maneiras de combater o estresse e a ansiedade

Psicóloga destaca que o sorriso pode trazer vários benefícios para a saúde mental, portanto, é importante fazer esse exercício diário

 

Um novo estudo global liderado por pesquisadores da Universidade de Stanford mostrou que mesmo sorrisos falsos ou posados ​​podem fazer as pessoas se sentirem mais felizes. Segundo a publicação, a maneira como nosso rosto se move pode influenciar como nos sentimos. As expressões faciais fazem mais do que exibir sentimentos, elas também fornecem feedback ao cérebro, o que influencia as emoções. Em resumo, sorrir ainda é o melhor remédio. 

O ato de sorrir libera substâncias que trazem bem-estar para o corpo, como serotonina e endorfina, que estão ligadas a sensações de alegria e de prazer. “O riso é um instrumento poderoso para o nosso corpo. A pessoa que sorri com mais frequência tende a diminuir o risco de doenças psicossomáticas, como o estresse, a ansiedade e até mesmo a depressão”, exemplifica a psicóloga Milene Rosenthal, cofundadora da Telavita, clínica digital de saúde mental. 

Um dos benefícios do ato de sorrir é tornar a pessoa que o faz mais acessível ao convívio social. A resposta no cérebro, que automaticamente prepara uma pessoa para sorrir ou rir, fornece uma maneira de espelhar o comportamento dos outros, algo que ajuda a interagir socialmente. Pode desempenhar um papel importante na construção de fortes laços sociais entre os indivíduos de um grupo. “Isso significa que, quando você sorri ou ri, é provável que sua positividade reflita, ajudando você a construir relacionamentos e cultivar esse otimismo”, pontua Milene. 

Entre as benfeitorias do riso está a redução dos hormônios do estresse e da tensão física em todo o corpo. Também pode ajudar a baixar a pressão arterial, o que é bom para a saúde do coração. Segundo a psicóloga, o riso também relaxa os músculos, aumentando a circulação sanguínea. “Quanto mais você rir, mais calmo e livre de estresse se sentirá. É importante incluir o humor na rotina diária. Seja assistindo a um seriado ou compartilhando vídeos engraçados ou memes com amigos, é essencial encontrar maneiras de manter o clima leve e encontrar tempo para rir e limpar a mente”, receita. 

Por fim, Milene lembra que sorrir cria um sentimento positivo. Manter esse pensamento otimista traz benefícios reais para a saúde, como aumento da expectativa de vida, melhor saúde cardiovascular e menores taxas de depressão. “Aproveite o tempo para se conectar com amigos ou familiares que fazem você rir, seja contando piadas ou compartilhando histórias. Lembre-se, quanto mais risadas houver em sua vida, mais felizes você e as pessoas ao seu redor se sentirão.”

 

Telavita


Cinco professores de áreas diferentes fazem apostas para redação do Enem 2022

Divulgação
Especialistas em Biologia, Física, Filosofia, Geografia e Química trazem ideias de tema da redação deste ano


“O trabalho infantil na realidade brasileira”, “efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil”, “cidadania e participação social”, “democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Completamente diferentes entre si, estes foram alguns dos temas da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde que ele começou a ser aplicado, em 1998. O texto, que é um dos principais componentes do exame, todos os anos gera curiosidade e especulação sobre o assunto que deverá ser abordado pelos estudantes.

A natureza diversificada do tema é um desafio para quem presta o Enem e também para os professores. Mas algumas características em comum merecem ser observadas. O assessor de Redação do Sistema Positivo de Ensino, Fábio Gusmão, alerta que “o tema da redação do Enem é sempre atemporal e desafia o candidato a trazer uma proposta para questões de ordem científica, social, cultural ou política que se relacionam com a sociedade brasileira”. Mas, por mais difícil que seja cravar o tema da redação, ler a respeito de possíveis assuntos relacionados a essas temáticas contribui para aumentar a capacidade de argumentação e de repertório cultural, dois fatores fundamentais para escrever um bom texto dissertativo-argumentativo. Professores de cinco áreas fazem suas apostas para o tema da redação do Enem 2022.


Meio ambiente

Samantha Fechio, assessora de Biologia do Sistema Positivo de Ensino, lembra que assuntos relacionados à ecologia não aparecem como tema da redação há mais de dez anos. A última vez que isso aconteceu foi em 2008, quando o tema foi “Máquina de chuva da Amazônia”, uma forma de relacionar a quantidade de chuvas com o desmatamento da Floresta Amazônica. “Eu pensaria em algo como ‘consumo e meio ambiente’. O Enem vem apresentando temas relacionados ao comportamento humano, o que se encaixa nessa ideia. Uma proposta como essa envolveria reflexões dos estudantes a respeito do seu comportamento diante dos problemas com o meio ambiente”, destaca.


Uso da tecnologia na Educação

Conforme avançam os recursos tecnológicos à disposição de estudantes e professores, aumentam as discussões a respeito de como esses recursos podem ser utilizados em sala de aula. Esse debate foi acelerado pela pandemia de covid-19, que obrigou as escolas a lançarem mão de ferramentas on-line para que o processo de ensino e aprendizagem continuasse acontecendo. Por isso, o assessor de Física do Sistema Positivo de Ensino, Danilo Capelari, acredita que o uso da tecnologia na Educação é um bom candidato a tema este ano. “O novo Ensino Médio, por exemplo, prevê que uma parte da carga horária pode ser trabalhada no formato a distância. Pode ser que o tema gire em torno disso, das possibilidades de ensino a distância ou mesmo ensino híbrido”, detalha.


Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na realidade brasileira

Elencados pela Organização das Nações Unidas (ONU), os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são propostas para que as atividades humanas causem cada vez menos impactos ao meio ambiente e às próprias pessoas. São 17 planos que deveriam ser observados pela sociedade civil, pelos governos e pelas empresas. Essa é a aposta da assessora de Geografia do Sistema Positivo de Ensino, Rafaela Pacheco Dalbem. “Se tivesse que apostar em apenas um desses temas, acredito que seria algo sobre a fome, presente no ODS nº 2, cuja proposição é ‘acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável’. Esses assuntos são muito frequentes dentro da prova de Ciências Humanas e suas Tecnologias e, por isso, também podem vir em forma de questão discursiva/redação”, argumenta.


Economia do Brasil enquanto país em desenvolvimento

Em um mundo que se torna mais tecnológico e conectado a cada dia, processos de industrialização e fluxos financeiros são um assunto que segue em alta. “Como o Brasil ainda é um país em desenvolvimento, uma proposta de redação que abordasse a economia do país pode ser uma boa pedida”, afirma o assessor de Filosofia do Sistema Positivo de Ensino, Jorge Palicer do Prado.


Uso de combustíveis renováveis no Brasil

O fenômeno do aquecimento global tem feito com que os poderes públicos prestem cada vez mais atenção às possibilidades de uso de combustíveis renováveis, em detrimento dos tradicionais combustíveis fósseis. As pesquisas sobre novas fontes de energia passam, por exemplo, por carros movidos a hidrogênio, energia solar e eólica, dentre outras. “No entanto, pouco se fala sobre as consequências desses carros elétricos, como a exploração do lítio na Bolívia, com grandes impactos ambientais e danos sociais das populações locais. Pedir que os candidatos contextualizem essa temática na realidade brasileira pode ser um desafio interessante para o Enem”, opina o assessor de Química do Sistema Positivo de Ensino, Flávio Barbosa.


Sistema Positivo de Ensino 

 

Saiba identificar sinais de infestação de baratas e os riscos que podem trazer à saúde


Especialista da Rentokil lista medidas para reconhecer

a presença do inseto e como evitar infestações

 

Seja em casa, em algum estabelecimento comercial ou escritório corporativo, ou até mesmo na rua, a presença de baratas é algo indesejável. Uma das pragas mais antigas já registradas, conta com mais de 3 mil espécies e alguns fósseis são datados de 300 milhões de anos. No Brasil, há dois tipos do inseto que são considerados pragas: a barata de cozinha (Blatella germânica), e a barata de esgoto (Periplaneta americana). Para identificar a presença delas em qualquer ambiente é preciso estar atento(a) a alguns pontos. 

As baratas costumam ter atividades noturnas, em ambientes quentes e úmidos, com mais aparição em estações como o verão, como alerta especialistas da Rentokil, empresa líder global em serviços de controle de pragas e higiene, não significa que o inseto é encontrado apenas nessas condições. Além disso, sua presença durante o dia pode ser um sinal de infestação e trazer riscos à saúde. 

É muito comum encontrá-las em cômodos como banheiros, lavanderias e cozinhas. Para saber alguns sinais que inseto apresenta, o biólogo e biomédico, especialista em controle de pragas e diretor técnico da Rentokil, Carlos Peçanha, listou algumas condições importantes para identificar uma possível infestação.

  • 1 -- Fezes: Os excrementos do inseto são pequenos e cilíndricos, tem coloração marrou ou preta. Quanto mais forem encontrados, significa que uma quantidade considerável do inseto pode estar alocada no ambiente.
     
  • 2 -- Manchas: Cantos de paredes e superfícies horizontais podem apresentar o abrigo das baratas. As manchas podem ser vistas na coloração castanha, e sua abundância também denota a existência de uma porção delas.
     
  • 3 -- Troca de pele: Pequenas cascas são encontradas após a troca de pele do inseto. Geralmente acontece de 5 a 8 vezes durante a evolução do inseto.
     
  • 4 -- Odor: O conhecido “cheiro de barata” produz um cheiro que lembra o mofo. A infestação de baratas torna duradouro o odor no ambiente.
     
  • 5 -- Danos: Caso identifique pequenos danos em embalagens de alimento, até mesmo couro ou livros.

 

“Os problemas ocasionados por elas vão além de danificações ou manchas. As baratas são portadoras de diversas doenças perigosas, como: salmonela, disenteria, gastroenterite, febre tifoide e asma. O risco de transmissão é maior para crianças e idosos, ou pessoas que estejam no tratamento de alguma doença”, destaca. 

“Como solução definitiva para o problema, a mais aconselhável, e eficaz medida, é o controle profissional de baratas, com resultados longo prazo. Seja para um negócio ou casa, os especialistas da Rentokil dispõem de providências que eliminam a praga”, reforça Peçanha.

 

Dinheiro da empresa x seu lucro: sabia quatro dicas para conseguir diferenciar valores


Diante de um cenário de pós-pandemia, de guerra e, no Brasil, atualmente, de insegurança econômica mediante a possibilidade de mudança na condução de recursos em uma já confirmada transição de governo, manter sua empresa com as finanças sempre saudáveis pode ser determinante para a vida útil do seu negócio.

Ao falar disso, rapidamente pode vir à cabeça dos empreendedores a importância de um fluxo de caixa adequado. Mas outro ponto que precisa ser levado em consideração é o que e que parte dos recursos precisam ser aplicados no próprio negócio e o que pode ser classificado como grupo.

Para isso, segundo o empresário Victor Assis, é importante entender essa diferença: dinheiro da empresa x seu lucro.

Pensando em explicar e deixar claro esses pontos aos empreendedores, ele listou quatro dicas que podem ajudar a trazer esse entendimento. Confira:



1- Tenha salário fixo para a função que você exerce na empresa

“Ou seja, tenha consciência do seu papel dentro do negócio e, mediante isso, estabeleça uma remuneração justa tanto para o seu trabalho, quanto para o fluxo de caixa da sua empresa”, exemplificou.



2- Coloque sempre sua empresa como sua sócia

“Na hora de acessar os lucros, dívida sempre metade para você e metade para sua empresa. Fazendo isso, você consegue ter sempre o que chamamos de “respiro de caixa”, mencionou.



3- Tenha sempre em vista o fluxo de caixa

“Em muitas empresas (principalmente empresas de serviços) é necessário o investimento em material e mão de obra antes do recebimento do cliente. Tenha sempre um fluxo de caixa planejado para conseguir atender as demandas sem prejudicar a saúde financeira da empresa”, explicou.



4- Planeje o crescimento da sua empresa e, junto com ele, o crescimento dos seus colaboradores

“Planejar o crescimento de faturamento do seu negócio é parte fundamental no processo de saúde financeira da sua empresa. Porém, tão importante quanto o crescimento do faturamento, é também o aumento de salário ou participação nos lucros dos seus funcionários. Portanto, planeje e trabalhe para aumentar seus lucros, mas também seus investimentos em quem faz sua empresa ou seu negócio acontecer”, finalizou.

  

Victor Assis - o  empresário tem experiência no mercado de trabalho: em sua trajetória profissional, já passou por grandes empresas como Bradesco e Edelman. Além de ter uma forte relação com o esporte, já que foi gerente de Marketing do Palmeiras durante seis anos, e esteve envolvido nos projetos que circundam os principais lançamentos da Copa das Confederações de 2013 e da Copa do Mundo de 2014. O CEO também investiu na formação acadêmica. Ele passou pelos moldes da Universidade Anhembi Morumbi, pelo curso de gestão de equipe da St. Martin University of the Arts de Londres e do curso de branding da ESPM.Antes de se tornar um empresário de sucesso a nível nacional, Victor teve seu trabalho em destaque na área do esporte já que participou de diversos projetos em conjunto com grandes marcas, como a Adidas, em uma ação da Copa do Mundo, a PUMA, com o lançamento da camisa do Palmeiras, e a XBOX, em um projeto que viabilizou o primeiro collab de vídeo games e clubes de futebol da história.


Metade dos trabalhadores está esgotada e considera o trabalho muito estressante, diz pesquisa

Cenário de pandemia fez surgir um fenômeno que vem ganhando espaço no mundo corporativo, o quiet quitting, a demissão silenciosa

 

A pandemia deixou marcas profundas nas relações de trabalho. A cada dois trabalhadores, um se sente esgotado e acha o emprego muito estressante. Um em cada três profissionais considera que sua felicidade foi afetada pelo estresse do trabalho e 40% deles planejam pedir demissão nos próximos anos. Os números são da pesquisa Talkspace’s Employee Stress Check, feita este ano por uma consultoria de saúde mental nos Estados Unidos, mas que refletem uma realidade mundial. 

Os principais motivos para insatisfação do trabalhador, segundo a pesquisa, são salário baixo (57%), esgotamento emocional ou burnout (51%), falta de flexibilidade da empresa (45%) e excesso de horas extras (44%). Esse cenário de pandemia fez surgir um fenômeno que vem ganhando espaço no mundo corporativo, o chamado quiet quitting, ou demissão silenciosa. 

Na versão corrente, demissão silenciosa é quando o trabalhador executa estritamente suas funções limitando-as ao necessário, o suficiente para se manter no emprego. A psicóloga Patrícia Ansarah, uma das fundadoras do Instituto Internacional de Segurança Psicológica (IISP), afirma, no entanto, que o comportamento se populariza, alavancado pela Geração Z (nascidos entre 1996 e 2012), porque dá voz ao sofrimento das pessoas no ambiente de trabalho. 

De acordo com Patrícia, a demissão silenciosa não tem relação com falta de engajamento. “Tem a ver com o colaborador optar por permanecer realizando suas funções sem assumir responsabilidades extras, contra as expectativas de líderes e empregadores de que todos dedicarão horas adicionais e energia sem compensação adicional. Embora possa parecer falta de engajamento ou apatia, são pessoas que até não se importam em trabalhar muito, desde que vejam valor e benefício em sacrificar o seu tempo e saúde para isso”, avalia Patrícia. 

O movimento foi criado em um contexto de insegurança financeira, constante estresse, aumento nos casos de ansiedade, burnout (esgotamento emocional) e, consequentemente, baixa qualidade de vida. A psicóloga Veruska Galvão, também fundadoras do IISP, afirma que a mudança drástica do modelo de trabalho durante a pandemia, com profissionais sobrecarregados, sofrendo pressão por resultados e, na maioria das vezes, não sendo valorizados e nem remunerados por isso, provocou o aumento desse comportamento. 

“É um movimento mundial que essa geração mais nova provoca sobre o que significa ter uma carreira de sucesso e qual o preço disso, numa resposta às gerações anteriores que estão adoecendo por terem negligenciado conversas sobre limites, saúde e bem-estar. É um movimento social de crítica à normalização do excesso de trabalho”, afirma Patrícia.

 

Liderança 

Segundo Veruska, empresas que não prepararem seus líderes para compreenderem o contexto e o impacto desse movimento sofrerão consequências negativas. Ela diz que os gestores precisam reavaliar prioridades, estabelecer conexão com seus times, incluir em suas pautas o tema de saúde mental e, principalmente, se colocar como parte do time, assumindo a responsabilidade pelos indicadores de saúde e performance da equipe.

O especialista em logística e sócio da empresa Pathfind, Antonio Wrobleski, divide os praticantes de quiet quitting em duas vertentes. Uma delas é característica das novas gerações. “O jovem de hoje não tem mais pretensão de permanecer longos períodos na empresa, está muito suscetível a mudanças e enxerga motivos em diferentes situações”, afirma. O outro aspecto está relacionado à empresa, quando o funcionário não vê perspectivas de crescimento ou a companhia não oferece atratividade. 

“A pessoa só se estressa, se frustra, quando não alcança seus objetivos, sejam pessoais, de relacionamentos ou empresariais. O quiet quitting é um ponto na curva que acontece há algum tempo e hoje está tendo publicidade porque algumas empresas não sabem como lidar com isso”, diz Wrobleski. 

Para Patrícia, o movimento de quiet quitting está diretamente relacionado à liderança. A falta de clareza dos papéis, objetivos e metas causa ineficiência operacional, que resulta em retrabalhos, horas extras e esforços que não geram valor ao negócio. A insegurança dos líderes em confiar em seus times e a falta de tempo como desculpa para não estar com suas equipes geram distanciamento entre líder e liderado, afirma Patrícia, aumentando o nível de estresse, ansiedade e doenças mais graves como burnout e depressão.

 

Áreas vulneráveis 

Ainda não há estudos sobre os setores mais vulneráveis ao quiet quitting, mas os casos de burnout são mais frequente nas áreas de saúde, serviço e educação, especialmente em grandes empresas multinacionais, nas quais os profissionais relatam maior dificuldade para se desconectar do trabalho nos momentos que deveriam ser focados para o descanso, lazer ou cuidados com a saúde, devido principalmente ao excesso de cobrança por resultados. 

Segundo Patrícia, a demissão silenciosa impacta os resultados financeiros e sustentabilidade do negócio, o que pode ser prejudicial às organizações que estão precisando inovar rapidamente para se manterem competitivas. O aumento de turnover, auxílio-doença, absenteísmo, afastamento médico, ineficiência operacional, processos de seleção e de treinamento afetam a reputação da empresa e impacta diretamente o resultado financeiro. 

“Para se ter uma ideia de grandeza de valores, uma pesquisa realizada pela Gallup mundialmente com mais de 3 milhões de pessoas, mostra que apenas 25% dos profissionais estão engajados no trabalho. A estimativa, em dólares, é que isto custe US 7,8 trilhões à economia global”, aponta Veruska. 

Para romper esse ciclo é preciso preparar a liderança, concordam Patrícia, Veruska e Wrobleski. “Identificar o que precisa ser mudado é o primeiro passo e isso só será possível se a qualidade do relacionamento entre líder e liderado virar prioridade”, afirma Patrícia. Veruska defende que é preciso desenvolver uma relação mais próxima, mais vulnerável e humana para que as pessoas se sintam confortáveis ao trazer suas questões, compartilhar inseguranças e pedir apoio sem medo de sofrer retaliação ou julgamento. 

Wrobleski aponta que a empresa precisa oferecer um ambiente de trabalho saudável. Isso inclui horários mais flexíveis, ambientes mais leves e soltos. “Tudo isso faz parte das regras de convivência entre empresas e funcionários, que é como uma convivência familiar. Se não houver uma boa convivência, não vai haver funcionários estimulados e a empresa também não será estimulante”, comenta. 

O empresário diz que existem variadas opções para oferecer recursos ao trabalhador. “Eu sempre gostei de atualização pessoal, abrir canais para novas formações. Existem muitas ferramentas que trazem bons resultados”, alega.

 

Relação humana 

Resultados a qualquer custo não cabem mais nas empresas saudáveis e sustentáveis. A qualidade das relações humanas é o foco para criar e manter ambientes produtivos. A gestão empresarial precisa estar preparada para fazer mais perguntas e dar menos respostas. Essa também é a melhor maneira de incluir a diversidade de pensamentos e criar diálogos e discussões férteis para o negócio. 

“Criar condições para que o ambiente seja favorável à saúde do profissional e da organização é oferecer ambientes psicologicamente seguros, onde haja limites, falar dos problemas que ninguém fala, pedir ajuda, falar daquilo que importa, sem medo”, afirma Patrícia. 

Wrobleski diz que, mais do que o KPI, os indicadores-chave de performance, fundamentais para conduzir bem os negócios, é preciso voltar a atenção aos indicadores-chave das pessoas no mundo corporativo. “Sempre fui muito favorável e estou olhando com particular carinho para esses indicadores de pessoas, abrindo a visão sobre o que acontece com essas pessoas no dia a dia”, afirma. 

Ao observar as pessoas na empresa, o gestor consegue identificar eventuais problemas, como por falta de motivação, presença inconstante, entregas irregulares, que caracterizam o quiet quitting. “O gestor precisa ter ferramentas para se aproximar das pessoas e para que as pessoas se aproximem da empresa”, explica Wrobleski. 

Segundo Veruska, empresas onde existe a prática do quiet quitting são as que adotam o microgerenciamento, retaliação, falta de confiança, medo instalado e a cultura do silêncio imperando. “Ambientes psicologicamente seguros favorecem a alta performance em uma dinâmica social saudável, a qualidade das conversas aumenta e o nível de estresse diminui, impactando a saúde do colaborador e a saúde financeira da empresa”, garante.

 

Quiet firing 

Mas a conversa franca depende também do trabalhador. No lugar da prática da demissão silenciosa, Patrícia sugere que o profissional seja transparente com o seu líder e tome a iniciativa para conversar sobre limites do trabalho. Esse diálogo, segundo ela, pode impedir consequências ainda mais graves, como a adoção do quiet firing, resposta imatura da liderança ao quiet quitting, que aumenta a distância entre o líder e liderado. 

No lugar de olhar para a demissão silenciosa como um diagnóstico que aponta para a urgência de se criar relações psicologicamente seguras que geram aprendizado e crescimento para todos, no quiet firing os líderes passam suspender feedbacks, congelar promoções, promover mudanças repentinas, não compartilhar informações relevantes para o trabalho, cancelar reuniões, entre outras práticas, até que a situação se torne insustentável e o funcionário peça para sair, comenta Veruska. 

Como empresário, Wrobleski defende que o quiet firing não deve existir. “Se o funcionário não está atendendo à empresa, não importa o comportamento dele, se estiver fora da curva, o gestor precisa trazê-lo para dentro. Não pode nunca haver uma dinâmica de quiet firing”, alega. 

As empresas devem colocar o ambiente saudável na agenda de negócio. “Assim como hoje respondem por indicadores de performance e de acidente de trabalho, responderão por indicadores de saúde mental e reputação organizacional. E empresas que quiserem se manter competitivas e saudáveis no mercado, precisarão trabalhar em estratégias de prevenção com muito foco na qualidade das relações”, diz Veruska.


 

Instituto Internacional em Segurança Psicológica (IISP)

 

Antonio Wrobleski - Especialista em logística, presidente do Conselho Administrativo da BBM Logística, sócio e conselheiro da Pathfind. Engenheiro com MBA na NYU (New York University) e também sócio da Awro Logística e Participações. Ele foi presidente da Ryder no Brasil de 1996 até 2008, em 2009 montou a AWRO Logística e Participações, com foco em M&A e consolidação de plataformas no Brasil. Foi Country Manager na DHL e Diretor Executivo na Hertz. O trabalho de Antonio Wrobleski tem exposição muito grande no mercado Internacional, com trabalhos em mais de 15 países tanto no trade de importação como de exportação.

 

Rumo aos Estados Unidos -- Processo desafiador, mas completamente viável


Muitos brasileiros estão manifestando a vontade de sair do Brasil rumo aos Estados Unidos principalmente antes, durante e depois das eleições para Presidente. Este interesse já estava sendo esperado pelo sistema imigratório americano e por muitos advogados de imigração nos Estados Unidos. 

De olho nas possibilidades de melhoria de vida no país das oportunidades, com melhor qualidade de vida, muitos vão atrás de uma vida nova, porém com incertezas de como chegar. Este processo pode ser desafiador, mas é um objetivo possível. A principal barreira é a questão financeira e capacitação profissional. 

Para morar nos Estados Unidos legalmente, é necessário ter um visto, dos quais existem várias categorias. Porém, a que mais se ajusta aos dias de hoje, são os vistos relacionados ao trabalho. Isso quer dizer que trabalhadores qualificados, profissionais com grau avançado, trabalhadores especializados, investidores ou com habilidades extraordinárias tem seu caminho aberto para conseguir o tão sonhado "Visa” americano. Portanto, uma consulta com um bom advogado de Imigração é fundamental - “A melhor orientação é feita pelo advogado qualificado e não por “palpiteiros entendidos que nem formação jurídica tem”- é o que diz sempre a Dra. Ingrid Domingues McConville, que há mais de 25 anos atua nesta área nos Estados Unidos. Segundo ela, este aumento tem se intensificado, o que implica ainda mais ter que estar bem informado e tomar decisões acertadas. Também não se pode omitir que uma boa situação financeira será necessária, pois além dos honorários , há as taxas de imigração e serviços complementares. 

Sim, a realidade nos mostra que muitos querem essa mudança de vida e para isso a melhor dica é buscar por informações corretas, planejar com responsabilidade e contratar um bom advogado especializado em Imigração. 

Este processo pode ser desafiador, mas é uma meta totalmente viável.



Ingrid Domingues-McConville  - fundou a DM VISA LAW - Domingues McConville, P.A. em 1995. É membro da Ordem dos Advogados da Flórida desde 1995 e membro do Tribunal Distrital dos Estados Unidos, Distrito Sul da Flórida. Ingrid obteve seu diploma de graduação em Psicologia pela Universidade de Miami em Coral Gables, Flórida e seu diploma de Direito pela Cleveland-Marshall College of Law em Cleveland, Ohio. Com mais de 27 anos de experiência em Direito de Imigração, Ingrid representou clientes em todo os Estados Unidos e no mundo, tanto em questões de imigração empresarial quanto familiar. Ajudou empresas e indivíduos a obterem vistos e residência permanente nos Estados Unidos. Ingrid desempenha um papel de liderança significativo na comunidade brasileira no sul da Flórida e em todos os Estados Unidos, fornecendo orientação e aconselhamento jurídicos muito necessários.

dmvisalaw


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