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quarta-feira, 3 de agosto de 2022

Distúrbios Respiratórios do Sono: O impacto no dia a dia dos portadores

Gleison Marinho Guimarães, médico especialista em Pneumologia e Medicina do Sono, revela estudos que comprovam os malefícios das noites mal dormidas 

 

Muitas pessoas não levam em consideração o papel fundamental de uma boa noite de sono no desempenho profissional. Isso porque atenção, coordenação motora, ritmo mental e principalmente o alerta são influenciados diretamente pelo estado de fadiga de um sono não reparador.

De acordo com Gleison Marinho Guimarães, médico especialista em Pneumologia pela UFRJ e em Medicina do Sono pela ABMS, esta necessidade de repouso varia de pessoa para pessoa e pode levar a consequências tanto na saúde física, quanto mental. “Distúrbios neurais, cansaço, sonolência, irritabilidade, ansiedade, depressão, problemas sexuais e estresse são sintomas comuns de noites mal dormidas ou a falta de um sono adequado, que aumenta o risco de erros e acidentes nos mais diversos locais de trabalho”, alerta.

Um estudo realizado pelo Departamento de Medicina Respiratória da University of British Columbia, publicado pela Sleep Medicine em dezembro de 2007, mostra que pacientes com Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) podem ter impacto negativo sobre sua performance no trabalho. Neste documento, foram usados métodos para avaliar a sonolência diurna e a limitação para atividade no trabalho. Em determinado grupo de trabalhadores, evidenciou-se diferença entre portadores de apneia leve e grave em relação ao tempo de capacidade administrativa e interações mentais e pessoais.

A pesquisa seguiu em busca de evolução nos pacientes. “Aproximadamente 50 pessoas foram avaliadas novamente e 33 usaram o aparelho de CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas), mostrando uma melhora significativa entre a primeira avaliação com relação ao tempo de capacidade administrativa, mental, relação interpessoal e produtividade. A conclusão deste estudo revelou que existe forte relação entre sonolência excessiva e redução da capacidade laborativa em uma população propícia a ter apneia do sono”, pontua Guimarães.

Houve uma explosão na busca por tecnologias para rastrear a duração e outras métricas quantitativas de sono. De acordo com uma pesquisa, 25% dos americanos adultos usaram um smartphone ou dispositivo para rastrear sua duração do sono. Embora o interesse em rastrear o sono entre a população sugira maior interesse e conscientização sobre o sono, as avaliações quantitativas não capturam uma avaliação holística e qualitativa do sono, não oferecendo caracteres de um sono restaurador. Segundo uma pesquisa publicada pelo Frontiers in Sleep, em julho deste ano, apenas um terço dos adultos dos EUA relataram sono restaurador, o que é alarmante.

Para confirmar que a presença de distúrbios respiratórios durante sono causa impactos negativos nos gastos em saúde, uma pesquisa publicada pelo Journal of the American Geriatrics Society, em fevereiro de 2008, revelou que gastos em saúde dois anos após diagnóstico de apneia foram quase duas vezes maiores que no grupo de controle. “A conclusão desse estudo mostra que pacientes com o distúrbio possuem uma alta taxa de utilização dos serviços de saúde por comorbidade cardiovascular e uso de medicações com propriedades psicoativas”, relata o especialista em Medicina do Sono.

A apneia obstrutiva do sono (AOS) é altamente prevalente e é um fator de risco reconhecido para acidentes automobilísticos. Assim, regulamentos europeus oficiais relativos à aptidão para dirigir levou a Sociedade Respiratória Europeia a estabelecer uma força-tarefa para abordar o tema da apneia do sono, sonolência e direção, com o objetivo de fornecer uma visão geral aos médicos envolvidos no tratamento de pacientes com o distúrbio, além de estabelecer regulamentos que restringem a capacidade dos pacientes com AOS de dirigir até serem tratados, mesmo reconhecendo  o difícil acesso ao diagnóstico dos distúrbios respiratórios do sono.

Essa publicação da European Respiratory Society sobre apneia do sono, sonolência e risco de condução foi publicada em 2021 no European Respiratory Journal e avalia a epidemiologia dos pacientes com AOS, os mecanismos envolvidos nesta associação, o papel de questionários de triagem, uso de simuladores de direção e outras técnicas para avaliar sonolência e comprometimento da vigilância; o impacto do tratamento com pressão positiva contínua nas vias aéreas no risco de acidentes nos motoristas afetados; e ainda destaca as dificuldades na identificação de pacientes com apneia do sono.

De acordo com o pneumologista, o impacto econômico provocado pelo distúrbio não se limita aos gastos na área da saúde. “A apneia do sono quando não tratada está associada à baixa performance laborativa, doenças ocupacionais e o impacto econômico desse quadro envolve bilhões DE DÓLARES POR ANO. É IMPORTANTE QUE OS ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS DIVULGUEM OS GRANDES BENEFÍCIOS DA TERAPIA ADEQUADA COM CPAP, POR EXEMPLO, MELHORANDO A VIDA E O DIA A DIA DE PESSOAS PORTADORES DA APNEIA DO SONO”, FINALIZA.  

 

GLEISON MARINHO GUIMARÃES - MÉDICO ESPECIALISTA EM PNEUMOLOGIA PELA UFRJ E PELA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PNEUMOLOGIA E TISIOLOGIA (SBPT), ESPECIALISTA EM MEDICINA DO SONO PELA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE MEDICINA DO SONO (ABMS) E TAMBÉM EM MEDICINA INTENSIVA PELA ASSOCIAÇÃO DE MEDICINA INTENSIVA BRASILEIRA (AMIB). POSSUI CERTIFICADO DE ATUAÇÃO EM MEDICINA DO SONO PELA SBPT/AMB/CFM, MESTRE EM CLÍNICA MÉDICA/PNEUMOLOGIA PELA UFRJ, MEMBRO DA AMERICAN ACADEMY OF SLEEP MEDICINE (AASM) E DA EUROPEAN RESPIRATORY SOCIETY (ERS). É TAMBÉM DIRETOR DO INSTITUTO DO SONO DE MACAÉ (SONNO) E DA CLINICAR – CLÍNICAS E VACINAS, MEMBRO EFETIVO DO DEPARTAMENTO DE SONO DA SBPT. ATUOU COMO COORDENADOR DE POLÍTICAS PÚBLICAS SOBRE DROGAS NO MUNICÍPIO DE MACAÉ (2013) E PELA FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE MACAÉ (FUNEMAC), GESTORA DA CIDADE UNIVERSITÁRIA (FEMASS, UFF, UFRJ E UERJ) ATÉ 2016. PROFESSOR ASSISTENTE DE PNEUMOLOGIA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO – CAMPUS MACAÉ. PARA MAIS INFORMAÇÕES, ACESSE HTTPS://DRGLEISONGUIMARAES.COM.BR/ OU PELO INSTAGRAM @DR.GLEISONGUIMARAES E NO TWITTER @DRGLEISONPNEUMO.


Quanto Mais Creme Dental Melhor? Conheça os Efeitos do Excesso de Pasta de Dente.

Escolher um bom creme dental é uma etapa importante para uma boa escovação dos dentes, além de ser um item indispensável e essencial para a rotina de higiene da boca. Porém, ainda existem muitas dúvidas de qual a quantidade adequada para essa limpeza ser eficiente.


“Existem algumas substâncias na pasta como o flúor que ajudam na proteção dos dentes. Mas colocar muito creme dental na escova não é sinônimo de uma limpeza mais eficiente e esse hábito pode ser até mesmo prejudicial para a higiene bucal.” esclarece a cirurgiã dentista e especialista em saúde bucal Dra. Bruna Conde.

O abuso do uso desse produto, pode até trazer problemas para a saúde bucal desde a infância. Quando a criança está passando pela formação dentária e os pais exageram no creme dental, os pequenos correm o risco de ter uma fluorose, aquelas manchinhas brancas nos dentes.

“Além disso, o excesso de creme dental juntamente com o hábito de molhar o creme e a escova causando grande quantidade de espuma, faz com que o paciente tenha uma falsa sensação de limpeza, e com isso diminua o tempo necessário de escovação, que deve durar pelo menos 2 minutos.” destaca a dentista.

Quando molhamos o creme dental, o deixamos mais diluído, acarretando a formação de mais espuma do que o necessário.

A Dra. Bruna Conde ressalta que muita gente pensa que a quantidade maior de espuma quando molha o creme dental com água, reflete em uma higiene melhor. Porém, o que acontece é o contrário, todo esse processo faz o creme perder as suas características originais e, consequentemente, acaba não realizando seu efeito total.
 
Molhar o creme dental não é indicado. Essa conduta pode atrapalhar a sua higiene bucal e colocar toda sua limpeza por água abaixo.

O correto é colocar a quantidade recomendada de creme nas cerdas, em adultos, o que corresponde ao tamanho de uma ervilha, e não molhar a escova, muito menos o creme dental.

Mas afinal, como saber a quantidade correta de creme dental a ser usada no dia a dia?


Consumimos flúor de uma maneira diferente todos os dias sem perceber. Essa substância está presente na água encanada, em muitos alimentos, como o peixe, e também na maioria dos cremes dentais. O flúor é muito importante para equilibrar a flora bucal e manter seu sorriso forte e protegido das cáries. Mas você precisa tomar cuidado com a quantidade que usa ao longo do dia. A toxicidade aguda do elemento pode causar mal-estar, ânsia e vômitos.

O uso em excesso do creme dental é apenas um desperdício. Além disso, a aplicação em excesso de creme dental aumenta a chance desse material ser engolido, especialmente em crianças. Para uma escovação ideal, não é necessária uma grande porção de creme dental. A quantidade é de acordo com a idade de cada pessoa. Para crianças a quantidade deve ser do tamanho de um grão de arroz.

Quando houver dúvidas, não deixe de consultar um profissional de confiança para esclarecer todas elas. Mantenha a saúde da sua boca protegida com as ferramentas certas de higiene e o bom uso de cada uma delas. "Vale também informar que uma frequência exagerada da escovação, junto com hábitos e estilo de vida, pode provocar com o tempo, o desgaste do esmalte dental e alteração na posição da gengiva.

"Saber a quantidade e frequência da escovação de forma particular e personalizada para cada paciente faz toda a diferença. Consulte com seu dentista especialista em saúde bucal." finaliza a especialista em saúde bucal Bruna Conde.

 

Dra. Bruna Conde - Cirurgiã Dentista.

CRO SP 102038


Com idosos cada vez mais ativos, Hospital Paulista alerta para os danos físicos e sociais da perda auditiva

Shutterstock
Baixa audição prejudica interação social com amigos e familiares, podendo levar à depressão


Seja pela experiência de vida ou simplesmente pela relação afetuosa com os netos, existe um consenso sobre o papel importante que os avós exercem na manutenção das famílias. A população 60+ evoluiu e tem um perfil bastante diferente do conceito do que é a imagem de idoso, muito mais ativo e buscando, sobretudo, a qualidade de vida.  

A fonoaudióloga Christiane Nicodemo, do Hospital Paulista, alerta para os sintomas que podem indicar problemas auditivos nesta população. Segundo a especialista, o mau funcionamento das habilidades cognitivas pode impactar diretamente na forma com que as pessoas se comunicam e realizam suas atividades diárias, muitas vezes, inclusive, ainda precisam e/ou desejam estar no mercado de trabalho. 

“No processo de envelhecimento, a boa comunicação entre os mais velhos e os demais depende da manutenção das habilidades, como memória e linguagem, o que inclui a boa saúde e qualidade de vida. É importante que netos e familiares tenham em mente que o referencial de idade dos avós é subjetivo e variável, a depender de cada indivíduo”, orienta.  

Segundo a fonoaudióloga, a má qualidade auditiva pode induzir os idosos a quadros emocionais como o isolamento social, por exemplo. “A não compreensão faz com que os idosos deixem de participar de reuniões de amigos e até mesmo em família. Além disso, impacta nas emoções, podendo levar ou agravar quadros de depressão”, explica.  

Entre outros problemas, a má audição pode interferir no equilíbrio do idoso, além de provocar a dificuldade de localização da fonte sonora. “Este pode ser um grande perigo ao atravessar ou andar na rua, acentuando quadros de demência senil, por exemplo”, alerta.

 

Prevenção  

A especialista explica que é possível chegar a esta etapa da vida ouvindo bem. Para a especialista, chegar à terceira idade e conseguir estar atento às mudanças naturais, bem como praticar o autocuidado, pode ajudar na prevenção de problemas auditivos. 

Christiane chama a atenção aos sinais que podem identificar a perda auditiva. Em alguns casos, o idoso pode parecer esquecido, mas, na verdade, não está ouvindo o que lhe disseram. 

“Pedir para falar mais alto, aumentar o volume da televisão, manter-se isolado e usar frequentemente expressões como ‘o que?’ ou não ‘entendi’ estão entre as mudanças de comportamento a serem observadas”, indica Christiane.

 

Reabilitação

As perdas auditivas podem ter diversas arquiteturas de curva, diferenciando de grau e intensidade. No entanto, a reabilitação auditiva deve ser individualizada.  

“Cada paciente tem o seu processo de reabilitação e/ou adaptação. O trabalho é feito de forma multidisciplinar, com o apoio de otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos, que trabalham em sincronia para o bem-estar do vovô e da vovó. Atualmente contamos com diversos dispositivos eletrônicos de alta tecnologia que minimizam o efeito da perda auditiva”, reitera.

De acordo com a especialista, a reabilitação fonoaudiológica vai além da seleção e adaptação do dispositivo eletrônico, e os médicos devem estar atentos ao processamento das informações recebidas pelos pacientes, já que simultaneamente ao uso do dispositivo eletrônico, existem outras terapias que auxiliam no processo de reabilitação e facilitam o uso do aparelho.

 

Grupo de Apoio ao Usuário de Aparelho Auditivo 

Atualmente existem muitos programas capazes de identificar um problema auditivo em pessoas mais velhas, no entanto, a forma mais eficiente é fazendo um check-up para averiguar a acuidade auditiva (audiometria) e visual, além de um teste de cognição.

O Hospital Paulista de Otorrinolaringologia conta com um programa específico para orientar pessoas que precisam de próteses, o GAUAA - Grupo de Apoio ao Usuário de Aparelho Auditivo. Nele, o paciente participa de workshops com uma equipe multidisciplinar de saúde, que divide informações sobre audição e treinamento auditivo, explorando ritmos e estimulando a expressão facial. Assim, é possível ampliar a atenção e melhorar empatia e comunicação.

“Também devemos ter ciência da grande influência de fatores que podemos modificar no nosso dia a dia, como alimentação, prática de atividades físicas e bons pensamentos, que influenciam diretamente na nossa qualidade de vida. Este olhar sensibilizado pode ser a chave para a qualidade de vida da população que está envelhecendo”, finaliza.


Dia Nacional da Saúde: uma reflexão sobre a evolução tecnológican e os perigos que vêm com ela

 


A inovação na área da saúde está se expandindo cada vez mais e com possibilidades extremamente promissoras. Isso se deve principalmente às tecnologias atuais e futuras que estão sendo aplicadas no dia a dia de clínicas, consultórios e hospitais, ajudando a melhorar o atendimento e a assistência ao paciente. Dessa forma, a tecnologia permite a tomada de decisões de forma mais precisa.

A tecnologia é de extrema importância, pois gera muitos impactos na forma como as doenças são tratadas, e também na gestão da saúde e no acompanhamento dos pacientes. Com tais ferramentas, a área da saúde pode coletar informações sobre os pacientes, bem como conhecer as ações preventivas que precisam ser tomadas para reduzir o risco de doenças.

No mês em que se comemora o Dia Nacional da Saúde, é importante mostrar que tanta tecnologia também traz preocupações. Alguns desses dispositivos deixam informações médicas e dados de pacientes expostos online, permitindo que sejam usados por cibercriminosos. Diante desse cenário, é fundamental que as organizações aumentem os investimentos em cibersegurança e trabalhem nisso, para que os dados armazenados na nuvem estejam protegidos, e que todas as informações sejam seguras e privadas.

"À medida que os ambientes de saúde se tornam cada vez mais conectados, a segurança e a confiança são cada vez mais essenciais para garantir a integridade dos dados do paciente e a operação confiável dos aplicativos", explica Dean Coclin, Diretor Sênior de Desenvolvimento de Negócios da DigiCert.

 

Entendendo os riscos

O cenário de ameaças está em constante evolução, e uma pesquisa recente observou que mais de 500 instalações de saúde foram afetadas por ataques de ransomware no ano passado. Para proteger comunicações e sistemas de saúde sensíveis, os provedores precisam de confiança, confidencialidade, integridade e disponibilidade. Pacientes e médicos precisam ter certeza de que podem confiar nos serviços online que acessam e usam, e que confiam na miríade de dispositivos que acessam seus próprios ambientes. Eles também precisam confiar nas interações diárias do computador em seus ambientes, como atualizações de software, mensagens e outras funções regulares.

 

Nesse caso, o tipo de ataque mais comum utilizado pelos cibercriminosos é o ransomware, um tipo de malware que criptografa os arquivos e restringe seu acesso a eles em troca de um resgate econômico. Embora a única ameaça não venha apenas de ataques de computador, também pode haver uma violação da privacidade dos dados devido ao abuso de um funcionário interno que pode acessar as informações do paciente e transmiti-las para o exterior com fins lucrativos ou por erros não intencionais. A confidencialidade é o princípio básico de uma política de segurança do ambiente sanitário, que obriga os profissionais de saúde ou qualquer outra pessoa a não divulgar as informações fornecidas pelo paciente.

 

O segundo problema é que, mesmo dentro de um único hospital, a segurança é uma responsabilidade compartilhada. Quando um recurso é comumente compartilhado, o incentivo de cada parte é obter o maior benefício possível e, ao mesmo tempo, incorrer no menor custo possível. Esse problema é conhecido como a "tragédia dos bens comuns". "Tome o exemplo de um profissional de saúde que depende de uma bomba de infusão para tratar pacientes diabéticos. A responsabilidade de garantir esse dispositivo recai sobre os ombros do fabricante ou do profissional de saúde? Quem é o proprietário para garantir a transmissão de dados da bomba? A resposta a essas perguntas depende de quem você pergunta ", diz Dean Coclin.

 

Para aumentar ainda mais a complexidade, uma rede de saúde pode usar dispositivos de 50 fabricantes diferentes. Quem é o responsável neste caso? Infelizmente, as perguntas não param por aí. Os provedores de software EHR fornecem atualizações seguras? Você confia na integridade do código carregado nos dispositivos? Que medidas são implementadas para garantir que apenas as pessoas certas tenham acesso aos dados do paciente? Lamentavelmente, os humanos tendem a fazer mudanças apenas quando são apresentados incentivos atraentes ou quando o problema que enfrentam se torna doloroso o suficiente.

 

O caminho para a segurança

 

As conexões móveis podem ser inseguras, a autenticação do usuário pode ser insuficiente e a criptografia de transporte pode ser inexistente ou mal implementada. A infraestrutura de chave privada (PKI) provou ser uma solução de segurança confiável que pode fornecer segurança robusta para dispositivos conectados. Permite principalmente:


 

1. Integridade dos dados: os certificados de assinatura de código podem ser usados ​​para assinar quaisquer dados que sejam transmitidos entre dispositivos, incluindo atualizações do firmware do dispositivo, para garantir a integridade total das informações confidenciais de saúde.

 

2. Autenticação de usuários, sistemas e dispositivos: a autenticação é mais sobre autenticação mútua de um dispositivo para um gateway ou outro dispositivo, um aplicativo móvel ou outro tipo de serviço. O que a PKI faz é autenticar as conexões de back-end para garantir que nada que conecte o dispositivo seja malicioso.

 

3. Criptografia de informações confidenciais: registros de pacientes e outros dados confidenciais precisam ser tratados de forma confidencial por meio do uso de criptografia para garantir que essas informações em repouso e em trânsito sejam mantidas fora do alcance de hackers e outros agentes mal-intencionados. 

A PKI também é uma solução de segurança altamente escalável e flexível. Em organizações com milhares de conexões e dispositivos, uma plataforma de gerenciamento de certificados pode permitir que os administradores implantem ou modifiquem rapidamente grandes volumes de certificados. Ao usar certificados digitais, a PKI autentica usuários, sistemas e dispositivos sem a necessidade de tokens, políticas de senha ou outros fatores desconfortáveis ​​iniciados pelo usuário.



Fique de olho no futuro 

 

A autenticação de ponta a ponta não se materializa no setor de saúde até que fabricantes de dispositivos, hospitais, seguradoras, fornecedores de software e provedores de segurança reconheçam sua responsabilidade compartilhada e comecem a trabalhar de forma colaborativa. Devido ao crescente número de danos na assistência médica, a segurança cibernética está se tornando um ponto de dor para aqueles que trabalham no setor. Essa dor está fazendo com que alguns ajam e ponham mais segurança no lugar. 

Portanto, mais do que nunca, o setor de saúde precisa se preparar para o futuro. Comece fazendo um inventário de todos os dispositivos usados ​​em sua organização de saúde - incluindo locais de atendimento remoto. "Entenda seu risco e tome as medidas apropriadas para reduzir esse risco. A PKI é um bom ponto de partida para proteger conexões remotas. Ela aborda as armadilhas de segurança comuns da autenticação forte, criptografia de dados e garantia da integridade dos dados", conclui Dean Coclin.


DigiCert

@digicert


Agosto Dourado: Mês de incentivo ao aleitamento materno

Médico do primeiro laboratório especializado em triagem neonatal dos Erros Inatos da Imunidade por meio do teste do pezinho faz alerta para a importância da amamentação nos primeiros anos de vida dos bebês

 

As campanhas mensais utilizando cores como símbolos estão se tornando cada vez mais fortes. Agosto é reconhecido por algumas cores, como o verde claro, referente ao combate ao Linfoma, o lilás, com o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, e o laranja, voltado à conscientização e combate contra a Esclerose Múltipla. No entanto, o mês também possui outra cor de destaque: o dourado, que está relacionado ao incentivo ao aleitamento materno.

A campanha Agosto Dourado foi criada em 1992 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). A cor dourada está relacionada ao padrão ouro de qualidade do leite materno e por essa razão, o mês é dedicado à intensificação de ações de promoção e apoio ao aleitamento materno. Entre 01 e 07 de agosto, ocorre a Semana Mundial da Amamentação, que destaca a importância da amamentação para o desenvolvimento das crianças.

De acordo com Antonio Condino-Neto, Presidente do Departamento de Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e Coordenador do Laboratório de Imunologia Humana do ICB-USP, o leite materno é o melhor alimento para os bebês, pois é sua única fonte de alimentação, devendo ser fornecido de maneira exclusiva até os 6 meses de idade. Após esse período, o leite materno precisa ser complementado com adição de alimentos variados até os 2 anos ou mais.

Condino-Neto, que também é sócio-fundador da Immunogenic, primeiro laboratório especializado em triagem neonatal dos Erros Inatos da Imunidade por meio do teste do pezinho, explica que a amamentação traz benefícios tanto para o bebê quanto para a mãe, ajudando a aumentar o vínculo entre eles. “O leite materno contribui para a melhora nutricional dos bebês e também auxilia no desenvolvimento de questões imunológicas, neurológicas e metabólicas. Já para as mães, promove melhor recuperação do parto e menos risco de câncer de mama”, afirma.

No entanto, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 39% das crianças são amamentadas de maneira exclusiva com o leite materno e em demanda livre até o sexto mês de vida. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, apenas 9% das crianças se beneficiam do aleitamento materno exclusivo ao longo desses seis meses iniciais de vida.

Entre as dificuldades encontradas, estão os casos das mães que, por algum motivo, não conseguem produzir leite para os filhos. Para ajudar a resolver a situação, existem os Bancos de Leite Humano espalhados pelo país, que coletam as doações, processam o leite e distribuem para os bebês que não podem ser alimentados pelas próprias mães ou que são prematuros e de baixo peso.

Para Condino-Neto, melhorar os índices de aleitamento materno pode salvar a vida de várias crianças com menos de seis meses de idade. “O aleitamento materno é uma forma de garantir que bebês que ainda estão em seu primeiro mês de vida tenham a saúde no melhor estado possível, pois nutre, hidrata, transmite anticorpos e outros fatores imunoprotetores”, finaliza.

 

 Immunogenic 

https://www.immunogenic.com.br/


Dez fatos sobre as síndromes de Klinefelter e Turner

De problemas cardíacos a infertilidade, doenças genéticas causadas por alterações cromossômicas afetam a saúde de homens e mulheres em todo o mundo, mas a maioria dos pacientes não chega a receber o diagnóstico 

 

A síndrome de Klinefelter é uma alteração cromossômica que afeta de 1 a cada 600 homens no mundo, sendo que apenas 25% a 50% dos pacientes recebem o diagnóstico em algum momento na vida. A doença é associada, principalmente, com deficiência na produção de testosterona e infertilidade. Conhecida também como “síndrome XXY”, ela ocorre quando o conjunto cromossômico (na biologia, chamado de cariótipo) apresenta um cromossomo X extra. O conjunto cromossômico do homem é composto apenas por um cromossomo X e um cromossomo Y. As mulheres, por sua vez, não possuem cromossomo Y, mas apresentam duas cópias do cromossomo X.

Quando os dois cromossomos X não estão presentes ou quando há uma deleção de uma parte deles, a mulher apresenta a síndrome de Turner, também conhecida como monossomia X. O cromossomo X é o cromossomo sexual feminino, por isso, essa monossomia afeta somente as mulheres, que apesar de terem somente um cromossomo sexual, não sofrem alteração do seu gênero, ou seja, são 100% femininas. As principais características da síndrome são baixa estatura, alteração no desenvolvimento sexual como ausência de ciclo menstrual e problemas cardíacos. A síndrome afeta uma a cada 1 mil mulheres.

Tanto os homens quanto as mulheres possuem 46 cromossomos, mas algumas pessoas podem ter aneuploidias, que são alterações nesta composição cromossômica, causando síndromes, como as duas citadas acima. Apesar de síndromes cromossômicas serem responsáveis pela manifestação de diversos sintomas, nem sempre o diagnóstico e a realização de exames para a identificação são realizados, por isso preparamos uma lista com os dez principais fatos sobre as síndromes de Turner e Klinefelter, respondidos pela geneticista da Igenomix Brasil, Cristina Carvalho. 


1 -
Quais fatores determinam que uma pessoa tenha a síndrome Turner ou Klinefelter, já que elas não são hereditárias? 

As síndromes de Turner e Klinefelter são causadas por falhas na separação dos cromossomos (na divisão meiótica) no momento da formação dos gametas, conhecidos como óvulos e espermatozoides. Os gametas possuem metade da informação genética de um indivíduo, portanto precisam ter 23 cromossomos. Um desses cromossomos é o sexual X para as mulheres ou X e Y no caso dos homens. Esses erros durante a formação dos gametas ocorrem naturalmente em homens e mulheres com cariótipo de constituição normal. Por esse motivo, essas síndromes, apesar de serem de origem genética, na grande maioria dos casos (80%-90%) não são herdadas. Na síndrome de Klinefelter, sabemos que 50% a 60% dos casos são resultados de uma falha de divisão do óvulo materno, uma falha espontânea, que aumenta de acordo com a idade da mãe, assim como 30% a 40% dos casos ocorrem a partir de uma falha de divisão do espermatozoide e, em menor proporção (10% a 15% dos casos) o erro acontece após a fecundação, gerando indivíduos chamados mosaicos, ou seja, parte das células do corpo da pessoa possui um cariótipo de constituição normal (46,XY) e outra parte das células possui a aneuploidia 46, XXY. Já na síndrome de Turner, em cerca de 80% dos casos o erro acontece na formação do espermatozoide. Há muitos casos de mulheres com a monossomia X em mosaico, que podem apresentar sintomas muito brandos da síndrome de Turner e até mesmo não ter qualquer sintomatologia, a depender do grau de mosaicismo existente.


2 – A partir de qual momento as aneuploidias que causam as síndromes de Turner e Klinefelter podem ser detectadas?

As alterações cromossômicas que causam as síndromes de Turner e Klinefelter podem ser detectadas de forma precoce a partir da décima semana de gestação, sem colocar em risco a gravidez. Pode ser feita uma triagem por meio do teste pré-natal não invasivo (NIPT), no qual se analisa o DNA Fetal presente no sangue materno. O teste é capaz de rastrear estas e outras alterações cromossômicas no feto, porém é preciso lembrar que o NIPT não é um teste diagnóstico e, portanto, será necessária a confirmação pelo teste de cariótipo. O diagnóstico também pode ser feito após o nascimento através do exame de cariótipo, que analisa a quantidade e estrutura dos cromossomos da pessoa. O diagnóstico após o nascimento geralmente ocorre durante a infância ou início da adolescência, quando há o atraso do desenvolvimento da puberdade. Quando o diagnóstico não é realizado nessa fase, pode ocorrer na fase adulta, após procura por tratamento de infertilidade. A principal característica da síndrome de Klinefelter em homens adultos é a azoospermia (ausência completa de espermatozoides no sêmen). Portanto, o resultado do exame espermograma poderá levantar a suspeita, que deve ser confirmada com a análise do cariótipo.


3 - E no caso da mulher, como identificar a síndrome de Turner? 

No geral, estas meninas têm uma estatura mais baixa (em torno de 1´40 metros de altura) do que a esperada durante o crescimento. Outro fator importante de identificação é a ausência da primeira menstruação, chamada de amenorreia primária, no período regular de desenvolvimento das características sexuais secundárias. Esta ausência da menstruação está normalmente ligada a alteração da formação dos ovários nestas meninas, os chamados ovários em fita, que condicionam a correlação com a infertilidade. Além disso, são comuns as alterações cardíacas e, em alguns casos, podem ser mais graves. Vale ressaltar que não são todos os casos que seguem o mesmo padrão de sintomas. 


4 – É possível que essas síndromes sejam causadas por alterações cromossômicas presentes nos pais?

Apesar dessas alterações genéticas não serem herdadas na grande maioria dos casos, as síndromes em questão podem decorrer de alteração no cariótipo de um dos indivíduos do casal. A maior frequência de alteração presente em um dos genitores é o mosaicismo em baixo grau, ou seja, um dos dois no casal já apresenta uma das condições de forma extremamente leve, por exemplo um mosaico para Turner presente em 15% das células avaliadas no cariótipo. Neste caso a mulher não tem qualquer sinal ou sintoma da síndrome de Turner e engravida naturalmente. Aqui podemos ter a passagem da doença com um risco maior do que o populacional. O mesmo raciocínio é válido para o caso da síndrome de Klinefelter. A maioria esmagadora de casos de Turner e Klinefelter são de erros de divisão durante a formação dos gametas, ou seja, na meiose.


5 - Tanto a síndrome de Turner quanto a de Klinefelter podem ser detectadas assim que o bebê nasce? 

O exame para identificar as alterações de Klinefelter e Turner é o cariótipo. O teste do pezinho não consegue identificar estas síndromes. O que nós geneticistas gostaríamos é que todos já pudessem nascer e ter o cariótipo feito na maternidade. Este é um teste antigo, que atualmente está se tornando é mais acessível em termos financeiros. Sendo assim, não vejo porque não o incluir como um padrão igual ao teste do pezinho. Isso seria muito importante, pois evitaria muita dor de cabeça para casais no futuro em termos reprodutivos.


6 - É possível para o homem contornar a infertilidade provocada pela síndrome de Klinefelter? 

Quando você faz uso de técnicas mais avançadas de Urologia, isso se torna mais fácil. É possível, por exemplo, realizar uma microcirurgia para a retirada do material espermático da bolsa escrotal, chamada de microTESE. Com este procedimento, os urologistas conseguem reverter alguns casos, em outros, não. A microTESE precisa ser seguida do procedimento de fertilização in vitro. É altamente recomendado que os embriões gerados nesse procedimento sejam testados geneticamente antes da sua transferência, pois homens com Klinefelter apresentam risco aumentado de obter embriões com aneuploidias envolvendo os cromossomos sexuais.


7 - Há avanços tecnológicos para ajudar na questão da infertilidade na síndrome de Turner? 

Para as meninas que são Turner puras (todas as células apresentam a alteração), a alternativa é uma recepção de óvulos. Então a mulher pode adquirir o óvulo de um banco de óvulos, realizar a fertilização in vitro e transferir o embrião para o útero dela. Lembrando que, em cada caso, o médico que está acompanhando a paciente vai precisar investigar se o útero dela está com todo o tecido preservado, se este não tem alguma alteração estrutural que possa dificultar ainda mais a implantação embrionária. É preciso avaliar caso a caso, mas temos opções bem factíveis nos dias de hoje.  


8 – Quais são as principais manifestações clínicas que alertam para a possível ocorrência da síndrome de Turner?

As principais são baixa estatura e a alteração no desenvolvimento sexual. Neste caso, não precisa de nenhum exame muito aprofundado, basta fazer o exame do cariótipo. Para meninas, o ponto chave, que chama a atenção, é a ausência de menstruação. Dos 11 aos 14 anos, geralmente é a época da primeira menstruação, por isso o acompanhamento ginecológico é importante desde o início. Caso a menina não tenha menstruado dentro desse período, é indicado o ultrassom para verificar a situação dos ovários e a confirmação da síndrome se dá por meio da realização do exame do cariótipo. 


9 - Entre as principais manifestações clínicas da síndrome de Klinefelter está a alta estatura. Isso dificulta que o menino seja encaminhado – antes de crescer – para realização de um teste genético?

De forma geral, o período do estirão de crescimento – que ocorre na transição entre a infância e adolescência pode levantar a suspeita do pediatra, pois estes meninos costumam estar sempre acima do limite superior da escala, chamado de percentil 90. A puberdade ocorre na idade correta, mas o desenvolvimento dos testículos não, permanecem pequenos e as características sexuais secundárias não se desenvolvem. Diante da dificuldade de identificar as manifestações clínicas precocemente, os pacientes acabam descobrindo a síndrome de forma tardia ou em alguns casos nunca recebem o diagnóstico. Em média, 50% dos pacientes recebem o diagnóstico em algum momento na vida, perdendo a oportunidade de realizar tratamento de reposição hormonal e ter uma melhor qualidade de vida.


10 – Quais são as características mais frequentes nas síndromes de Turner e Klinefelter?

Na síndrome de Turner, as características mais frequentes são estatura baixa; nascimento de cabelo baixo, na parte posterior do pescoço; deficiência no funcionamento do hormônio da tireoide (hipotireoidismo); pressão arterial alta (hipertensão); problemas renais; malformações cardíacas congênitas; leve desenvolvimento dos seios, anomalias esqueléticas e peso elevado. Já as características frequentes das pacientes com síndrome de Klinefelter são azoospermia (ausência completa de espermatozoides no sêmen); estatura maior que o considerado dentro da normalidade, com grande estirão de crescimento na adolescência; ginecomastia (desenvolvimento de glândulas mamárias); na fase adulta, alguma deposição de gordura na região abdominal, como as mulheres geralmente fazem como consequência da presença de um cromossomo X e outra característica é a dificuldade na maturação dos caracteres sexuais secundários, como a formação de pelos no corpo.

 

 Igenomix


Mês de Agosto traz importância da amamentação para a saúde e desenvolvimento do bebê

Ginecologista dá 5 dicas sobre aleitamento materno. Confira.

 

Durante todo o mês de agosto é realizada a campanha “Agosto Dourado” para lembrar à população sobre a importância do aleitamento materno desde a primeira hora de vida do bebê, fortalecendo assim o vínculo afetivo entre mãe e filho.

Além disso, a campanha chama atenção também sobre a importância da doação para os bancos de leite.

A data foi criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) por considerar o leite materno como um dos alimentos mais importantes para a saúde do bebê.

O aleitamento materno é tão importante que é um direito assegurado à criança que está no artigo 9º do Estatuto da Criança e do Adolescente. E todas as mães têm o direito de amamentar seus filhos, mesmo aquelas que estejam privadas de liberdade.

A seguir, a Doutora Flávia do Vale, Obstetra e Coordenadora da Maternidade do Hospital Icaraí em parceria com a Perinatal dá 5 dicas sobre o aleitamento materno.

1 – Até que idade, o bebê deve ser amamentado?
O bebê deve ser amamentado de forma exclusiva até os 6 meses. Mas o aleitamento de forma complementar de ser encorajado até os 2 anos de idade.

2 – É verdade que o aleitamento materno reduz a mortalidade infantil? De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o aleitamento materno reduz em 13% a mortalidade até os 5 anos. Reduz a mortalidade por doenças como diarreia e alergias.

3 – Quais as outras doenças que o aleitamento materno ajuda a evitar?
Além das diarreias e alergias, diminui o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta.

4 – Se a mãe estiver contaminada por Coronavírus (COVID-19) ela deve continuar amamentando?

A recomendação da Organização Mundial de Saúde, Ministério da Saúde do Brasil e Sociedade Brasileira de Pediatria é manter o aleitamento materno. Cuidados como o uso de máscara durante a amamentação e higiene das mãos devem ser redobrados nesses casos.

5 – Caso a mãe não consiga amamentar, qual o melhor substituto do leite materno?

A primeira orientação é buscar ajuda junto ao seu médico, pediatra, banco de leite ou profissional da área para a orientação adequada da pega e estímulos a produção de leite. Se nada funcionar, pode se oferecer o leite em pó adaptado para o bebê, respeitando a indicação do pediatra, sempre!


As dietas causam mau hálito?

Como lidar com as dietas de início de ano sem sofrer mau hálito.

 

Algumas pessoas começaram a adotar novos modos de comportamento, como comer mais, ser mais sedentário… O que pode gerar problemas de saúde como diabetes e hipertensão.

Visando levar uma vida mais saudável, algumas pessoas adotaram, então, dietas para ajudar no emagrecimento. Entretanto, algumas dietas, mesmo que indicadas por nutricionistas, podem gerar mau hálito nas pessoas, em decorrência dos alimentos que são continuamente consumidos e também dos que não são.

Nas dietas que o consumo de carboidratos é pequeno ou quase nulo, o corpo começa a utilizar como fonte de energia a gordura já armazenada e não a glicose, que é a quebra preferida do organismo. Segundo a Presidente da Associação Brasileira de Halitose, Dra. Cláudia Gobor, “Emagrecendo desse modo, o organismo entra no processo conhecido como cetose. Nele, o corpo converte a gordura em três tipos de cetose, incluindo a acetona, que confere à boca o mau hálito”.

Mesmo com essa alteração no hálito, a especialista em halitose afirma: “A dieta com menos carboidratos além de beneficiar o corpo como um todo, apesar do meu hálito, também ajuda na saúde bucal, já que não se consome açúcares e evita cáries”.

Para evitar o mau hálito nas dietas, a Dra. Cláudia Gobor recomenda:

  • Mascar chicletes sem açúcar para ajudar na salivação;
  • Manter uma boa higiene bucal;
  • Adicionar ervas frescas à água e ao chá.

Mesmo com dificuldade, é importante sempre tentar manter um estilo de vida saudável. A Dra. ainda reforça que “Para lidar com o mau hálito excessivo que aparentemente não tem causa, procure um dentista especialista em halitose para fazer o devido tratamento.” 



Dra. Cláudia Christianne Gobor - Cirurgiã Dentista especialista pelo MEC no tratamento da Halitose. Ex-Presidente da Associação Brasileira de Halitose e Atual Conselheira Consultiva
https://www.bomhalitocuritiba.com.br/
Instagram: @bomhalitocuritiba
Facebook: @bomhalitocuritiba


Dia Nacional da Saúde: “busca por ajuda psicológica e psiquiátrica só aumenta”, revela especialista

No dia 5 de agosto é comemorado o Dia Nacional da Saúde no Brasil. A data, que tem como objetivo conscientizar as pessoas sobre a importância da educação sanitária e a ter um estilo de vida mais saudável, foi escolhida em homenagem ao médico e sanitarista Oswaldo Gonçalves Cruz, que nasceu em 5 de agosto de 1872.


Falando sobre uma das áreas mais debatidas atualmente, a neuropsicóloga Dra  Roselene Espírito Santo Wagner apontou que, na questão da Saúde Mental, a busca por ajuda psicológica e psiquiátrica só aumenta no país.

“É preciso compreender que a relação da procura com o aumento de casos não é absoluta. Isso porque percebemos que, gradativamente, a doença mental não é mais um tabu, um motivo de vergonha que deve ser ocultado”, iniciou.
 
Segundo Dra Leninha, como é mais conhecida, o estresse nos dias de hoje é mais perigoso que um vírus.

O constante estado de atenção, de perigo, segundo ela, colocam o sistema nervoso simpático em alerta, que envia mensagem a todo organismo.

“A glândula adrenal provoca a secreção de adrenalina, principal mensageiro químico de alerta. A recepção do sinal de perigo se traduz em diversas modificações fisiológicas, o ritmo cardíaco se acelera, a pressão sanguínea se eleva e as artérias se dilatam para que os músculos e o cérebro sejam mais irrigados. A respiração se torna mais rápida e o consumo de oxigênio aumenta. O processo de digestão é interrompido e o fígado produz açúcar. O sangue se coagula mais rápido, prevenindo um eventual rompimento de vasos. A transpiração aumenta para refrescar  o organismo superaquecido. As pupilas se dilatam, para que a visão possa capitar qualquer perigo a volta”, detalhou.

Conforme a especialista, é assim que todos os mamíferos reagem automaticamente para enfrentar ou evitar um obstáculo inesperado, na luta ou na fuga.

“Assim reagia o homem das cavernas ante um mamute, assim reagem homens e mulheres imobilizados dentro do automóveis nos engarrafamentos urbanos, dos escritórios, fábricas, shoppings (…)
O modo de vida dos seres humanos mudou, mas as reações do organismo que eram adequadas tornaram-se inócuas e desadaptadas à maior parte das situações da vida urbana moderna”, alertou.

Ainda conforme Dra Leninha, caso o estresse moderado se prolongue, sem que o animal ou ser humano tenham a possibilidade de dispersá-lo, somente se evitará a morte recorrendo a uma “fuga psicológica”, como por exemplo: fugas obsessivas, ilusórias, representação.

“Uma técnica de fuga psicológica  são ‘sintomas de conversão’, como a laringite do cantor, os problemas de visão do aviador, lesões do jogador, labirintite da bailarina, rouquidão do locutor, rotas de fuga inconsciente para fugir do estresse”, disse.

Para a neuropsicóloga, as doenças psicossomáticas têm origem psicológica, mas são bastante “reis”.

“A dor de cabeça, a asma, a artrite provocadas pelo estresse são verdadeiras doenças. Contudo se a dor de cabeça causada em geral por uma tensão nervosa prolongada dos músculos dos ombros e da nuca pode desaparecer com uma simples massagem, há  infelizmente, doenças provocadas pelo estresse que são praticamente irreversíveis, como a hipertensão.
 
“Um acesso de raiva ou de forte emoção podem desencadear uma crise cardíaca, em consequência do estado de alerta, o sangue se coagula mais rápido para evitar uma eventual ruptura, podendo assim formar facilmente os coágulos mortais. Uma outra doença associada ao estresse é a úlcera, que é uma lesão na mucosa do estômago, causada por um processo de superacidez gástrica, também provocada pelo estresse”, reforçou.

Na vida urbana moderna, segundo Dra Leninha, a convivência nos grandes condomínios, o barulho excessivo e permanente, a falta de privacidade, o desgaste de locomoção provocados pelas grande obras públicas, os engarrafamentos, a inversão de valores, a concentração de poder, a inflação, crises financeiras, pandemia, insegurança, deixam claro que o ambiente em que vivemos precisa urgentemente de políticas públicas preventivas, para o cuidado da saúde mental.

“Estamos caminhando para uma crise pandêmica de doenças mentais que irá impossibilitar avanço da evolução humana”, prognosticou.
 
A especialista destacou ainda, como sempre, algumas maneiras para escapar do estresse:

1- Atividade física;
2- Penumbra e silêncio- distância de ambientes profusamente iluminados e barulhentos;
3- Alimentação sadia – Isenta de gordura superflúas que causam no organismo forte sobrecarga;
4- Baixo consumo de sal – Pesquisas recentes demonstram que o consumo excessivo de sal aumenta a vulnerabilidade ao estresse;
5- Banho- Preferencialmente morno e de imersão;
6- Contato com a natureza- Bosque, jardins, campo, praia.


Dra. Roselene Espírito Santo Wagner -  também conhecida como Dra. Leninha, é PhD em Neurociências, Dra em Psicologia e Neuropsicóloga especialista no tratamento de diversos transtornos, além de ser habilitada para aplicação de testes psicométricos reconhecidos mundialmente. Dra. Leninha tem participação em diversos programas de rádio e televisão, assim como periódicos e revistas nacionais e internacionais.


Conheça as diferenças entre leite materno e fórmula infantil

Criadas com o objetivo de substituir o leite materno, as composições industrializadas não se igualam às propriedades fisiológicas do leite materno e só devem ser utilizadas seguindo recomendação médica 

 

Considerada uma das prioridades pelo Ministério da Saúde, o incentivo à amamentação materna vem apresentando resultados em termos de estatística no país. Segundo uma avaliação dos índices do aleitamento materno dos últimos 34 anos, entre 1986 e 2020, houve um aumento de cerca de 1,2% ao ano na amamentação exclusiva de crianças de até seis meses de idade.

O alimento, considerado completo pelos especialistas e recomendado pela entidade, pode reduzir em até 13% a morte de crianças até os 5 anos de idade por causas preveníveis.

“O leite materno é a primeira vacina do bebê, devido aos seus fatores imunológicos e nutrientes que suprem todas as necessidades da criança e, ainda, protege contra diversas infecções”, explica Dr. Hamilton Robledo, pediatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

O médico, que também integra o Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade de Pediatria São Paulo (SPSP), reforça a importância de campanhas de conscientização sobre os benefícios da prática.

“O leite materno é tão importante que a ONU e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), apoiadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria, recomendam iniciar a amamentação nos primeiros 60 minutos de vida, como forma exclusiva de alimentação até 6 meses de idade e de maneira complementar, quando possível, até os 2 anos de idade”, destaca.

O especialista explica que, para situações em que a amamentação não é possível, pode ser recomendado o uso de fórmulas infantis. No entanto, vale reforçar que essas composições, embora tenham sido desenvolvidas para serem semelhantes ao leite materno, não podem ser comparadas ao levar em conta todos os seus benefícios.

De acordo com a nutricionista Maria das Dores Mota da Rede de Hospitais São Camilo de SP, para o preparo da fórmula, a indústria utiliza geralmente leite de vaca ou de cabra, acrescenta nutrientes, e altera sua composição tendo como modelo o leite humano.

“São modificados componentes nutricionais como, por exemplo, o teor de proteína, ferro, vitaminas e minerais fundamentais para o desenvolvimento do bebê, no entanto não substitui o valor do leite humano, considerado o padrão ouro de alimentação”, frisa.

Ela explica que, apesar de serem parecidos na composição dos lipídios, a absorção de gordura do leite materno é maior à absorvida pelos bebês alimentados com fórmulas infantis, uma vez que a estrutura de triacilgliceróis é diferente e mais adequada à alimentação humana.

Além disso, a nutricionista destaca que o leite humano tem níveis maiores de ácido docosahexaenóico (DHA), elemento crucial na formação e desenvolvimento do cérebro, e a quantidade de proteína se adequa à velocidade do crescimento do bebê, variando ao longo dos meses.

Outro ponto fundamental tem relação aos anticorpos fornecidos pela mãe na amamentação. Ela explica que o leite materno é rico em IgA secretória, componente que atua contra microorganismos presentes nas superfícies mucosas, além de outras substâncias como IgM e IgG, macrófagos, neutrófilos, linfócitos B e T, lactoferrina, lisosima e fator bífido.

“Este último favorece o crescimento do Lactobacilus bifidus, uma bactéria não patogênica que acidifica as fezes, dificultando a instalação de bactérias que causam diarreia, tais como Shigella, Salmonella e Escherichia coli.”

Entre todas essas vantagens, Maria das Dores reforça que, apesar da evolução das fórmulas infantis, o leite materno continua sendo a primeira opção para a nutrição de recém-nascidos e lactentes e deve ser priorizado sempre que possível.

Ambos os especialistas da Rede de Hospitais São Camilo SP defendem a amamentação como principal meio para favorecer o desenvolvimento dos ossos e dos músculos da face, facilitando o desenvolvimento da fala, regulando a respiração e prevenindo problemas na dentição.

“Vale destacar que o ato de amamentar contribui para o fortalecimento do vínculo afetivo entre a mãe e o bebê”, finaliza o pediatra.




Hospital São Camilo

@hospitalsaocamilosp


Suplementação com vitamina D pode prevenir infecções respiratórias agudas, aponta estudo científico

Administração do suplemento não apresenta riscos de eventos adversos 

 

Uma abordagem estatística desenvolvida por pesquisadores da Queen Mary University of London, da Inglaterra, que combina resultados de estudos relevantes para vitamina D demonstrou que a suplementação desta vitamina apresenta segurança e proteção contra infecção aguda do trato respiratório, doença comum nos meses mais frios do ano. O estudo1 foi publicado no periódico The British Medical Journal, uma das revistas científicas mais relevantes do mundo. 

A pesquisa, que contou com 11.321 pacientes, de 0 a 95 anos, constatou que pacientes com maior carência de vitamina D e aqueles que não receberam doses em bolus -- modo de administração do suplemento para aumentar rapidamente a concentração da vitamina no organismo -- foram os mais beneficiados. Os efeitos protetores foram observados naqueles que receberam vitamina D diariamente ou semanalmente. De acordo com o estudo, a dosagem em bolus pode fazer oscilar a concentração de vitamina D no corpo e, consequentemente, desregular as enzimas responsáveis pela síntese e degradação dos resíduos remanescentes da vitamina. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), as infecções respiratórias agudas são a terceira causa mundial de morte em adultos, sendo a pneumonia a grande representante. No Brasil, somente em 2021, foram mais de 400.000 hospitalizações por conta da doença. 

“Os resultados desta pesquisa são muito valiosos para a definição de medidas de cuidado em saúde em momentos de maior incidência dessas doenças. A vitamina D é conhecida por sua importante ação nos ossos e músculos. Mas, ela também pode proporcionar benefícios na imunidade por sua ação imunomoduladora, reduzindo os riscos e melhorando a evolução das infecções respiratórias. Sabe-se que no inverno há menos exposição à radiação solar e redução dos níveis de vitamina D e a suplementação diária ou semanal com cápsula ou comprimido pode ser uma importante aliada na reposição e manutenção da vitamina”, comenta o médico, ex-secretário de saúde Campinas SP e consultor de saúde. 

As análises foram feitas em subgrupos, definidos de acordo com o status basal de vitamina D, regime de dosagem de vitamina D (diário ou semanal sem dosagem em bolus versus regime incluindo pelo menos uma dose em bolus), tamanho da dose, idade (≤1 ano, 1,1-15,9 anos, 16-65 anos, >65 anos), índice de massa corporal (< 25 v ≥25), e presença comparada com ausência de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica e vacinação prévia contra influenza. 

 

Referências:

1Vitamin D supplementation to prevent acute respiratory tract infections: systematic review and meta-analysis of individual participant data. The British Medicine Journal 

2Observatório do Clima e Saúde. Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fiocruz.


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