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segunda-feira, 15 de março de 2021

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Epilepsia: diagnóstico e tratamento adequados são os principais desafios


Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Epilepsia é uma das doenças mais frequentes e com maior impacto na qualidade de vida das pessoas. Somente na América Latina, estima-se que mais de 8 milhões de pessoas sofram com epilepsia. Existem vários desafios, começando pelo diagnóstico adequado. Ainda hoje, muitas pessoas não recebem sequer diagnóstico para essa doença tão comum. Outro ponto é garantir que as pessoas recebam tratamento adequado e que possam ter uma vida plena, com qualidade, tendo seus direitos respeitados.

"Nesse sentido, a maior conscientização é de suma importância e o Dia Mundial da Conscientização da Epilepsia tem esse intuito, de mostrar a doença, permitindo que as pessoas com Epilepsia tenham diagnóstico e tratamento adequados, sejam respeitadas e dessa maneira tenham uma qualidade de vida", destaca Dr. Lécio Figueira, neurologista e vice-presidente da ABE.


Tratamento da Epilepsia

O tratamento da Epilepsia consiste no uso de medicações que controlam as crises na maioria das pessoas. Os medicamentos devem ser escolhidos de acordo com idade, tipo de epilepsia e outras características e problemas adequados.

O uso das medicações de forma adequada, ajustando-se a dose e com acompanhamento regular, é seguro e constitui a maneira inicial e melhor forma de controle das crises. "É importante manter uso correto das medicações, pois a interrupção pode levar a riscos, com o retorno das crises em grande parte das pessoas, não devendo ser feito sem orientação médica", comenta Dr. Lécio Figueira.


Epilepsias refratárias: até 36% dos casos

É importante reconhecer que uma parte significativa das pessoas com Epilepsia não tem suas crises controladas com os tratamentos habituais. Essa condição é chamada de Epilepsia refratária ou farmacorresistente. Do ponto de vista prático, pessoas com Epilepsia que não ficaram sem crises após uso de duas ou mais medicações antiepilépticas se enquadram nessa definição, e isso pode acontecer em até 36% dos casos.

A Epilepsia Refratária causa impacto ainda maior na qualidade de vida dessas pessoas, não apenas pelas crises frequentes, mas por toda a situação envolvida, implicando em maior quantidade e doses de medicamentos, limitações sociais, trabalho, direção de veículos e até mesmo risco de traumas e morte.

"Nesse sentido é importante a conscientização de que esses pacientes devem receber atenção especial com avaliação em centros e por pessoas especializadas para melhor controle das crises. Nos últimos anos, o conhecimento científico tem apontado diversas opções para essas pessoas. Em geral o primeiro passo, como já foi colocado, é a avaliação em um Centro Especializado para reavaliação do diagnóstico e causa da Epilepsia", explica Dr. Lécio Figueira. Ele lembra que em muitos casos existe uma lesão que está causando as crises e a cirurgia para Epilepsia pode ser uma opção, em algumas situações levando ao controle completo das crises.


Cannabis medicinal

Infelizmente, apesar da dificuldade no controle das crises, muitas pessoas não são candidatas ao tratamento cirúrgico e nesses casos novas opções têm se apresentado. Uma delas é o Canabidiol, uma substância extraída da planta cannabis.

Apesar de conhecido há milhares de anos, apenas recentemente a ciência mostrou que o canabidiol, uma substância obtida pela extração da planta, apresenta eficácia baseada em evidências científicas sólidas.

Estudos mostraram que em algumas síndromes graves, que causam Epilepsia na infância, com destaque para as Síndromes de Dravet, Lenox Gastaut e esclerose tuberosa, o canabidiol foi capaz de ajudar no controle das crises. Baseados nesses estudos, produtos com canabidiol hoje são aprovados pelo FDA (Food and Drug Administration) nos Estados Unidos e também pelo EMA (European Medicines Agency), na Europa.

"Em geral, essas Epilepsias são de muito difícil tratamento, com grande impacto na vida das pessoas e famílias, afetando inclusive no desenvolvimento da criança", comenta Dr. Lécio Figueira, neurologista e vice-presidente da ABE.

Para se ter uma ideia, um dos estudos feito com todo rigor científico, que avaliou pacientes com síndrome de Lennox-Gastaut, publicado na New England Journal of Medicine, em 2018, demonstrou que os pacientes que receberam a solução oral de canabidiol tiveram maior redução da frequência das crises convulsivas. A redução variou de 37,2% a 41,9%, o que foi significativo quando comparados ao grupo placebo, em que as crises reduziram em 17,2%1 .

Outro estudo, publicado na mesma revista em 2017, avaliou pacientes com síndrome de Dravet, também demostrando redução na frequência de crises 2 .

"O avanço do conhecimento científico sobre a Cannabis medicinal no tratamento das epilepsias demonstra que essa nova área terapêutica pode contribuir de forma significativa no controle das crises epiléticas graves", diz o neurologista Dr. Flavio Rezende, mestre e doutor em Neurologia, professor do Departamento de Clínica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Health Meds.


Relato: o canabidiol trouxe o meu filho de volta

O menino Victor Gabriel Martins, de 9 anos, recebeu aos 14 meses o diagnóstico de Epilepsia e da Síndrome West com 2 anos e 8 meses (tardio), uma doença rara que provoca convulsões e pode evoluir para paralisia cerebral, manifestando-se como uma forma grave de epilepsia.

Os pais de Victor, Neide e José Roberto, contam que o filho conviveu durante anos com inúmeras convulsões por dia que impactavam no seu desenvolvimento, fazendo com que ele precisasse locomover-se com o uso de cadeiras de rodas. "Victor usou cerca de 20 remédios alopáticos diferentes e não víamos resultado, pois ele tinha inúmeras crises todos os dias" diz Neide Martins.

Com a progressão da doença, Victor recebeu o diagnóstico de síndrome Lennox-Gastaut, por se tratar de um quadro de epilepsia refratária. "Nesta época ele tomava até 18 comprimidos por dia, mesmo sem ter nenhum retorno significativo, já que as crises convulsivas diárias chegavam a 80", relata Neide, lembrando que o filho precisou até usar capacete para proteger a testa, pois batia a cabeça com muita força durante as quedas bruscas diversas vezes durante o dia e, durante o sono, manifestava a Síndrome de West.

Felizmente, desde janeiro de 2016, a vida de Victor mudou complemente quando seus pais conseguiram iniciar o tratamento à base de canabidiol após consultar diversos médicos. Desde 2017, eles recebem o medicamento via recurso judicial.

"No começo demorou um pouco para vermos efeito, até o ajuste das doses, quando as crises ficaram cada vez mais esporádicas até acabarem, virando algo raro. Com o tempo a nossa vida se transformou. Ele voltou a falar, interagir, brincar e ter mais autonomia. Victor adora música, dançar, surfar, nosso filho voltou a ser feliz novamente. O canabidiol trouxe o meu filho de volta, lhe deu vida e alegria, garantindo qualidade de vida para nós, o que nos deixa até sem palavras e faz com que façamos o possível para que todas as famílias tenham a oportunidade de acesso a este tratamento, como nós", conta a mãe. Neide Martins.


Sobre a epilepsia

A epilepsia é uma doença cerebral caracterizada pela ocorrência de crises epilépticas, com uma predisposição duradoura a que elas voltem a acontecer. Além das crises, existem consequências neurobiológicas, sociais, cognitivas e psicológicas.

Entre as causas estão lesões congênitas (aquelas em que a pessoa nasce já com o problema, como as malformações cerebrais) ou adquiridas no cérebro, decorrente de várias causas, por exemplo, sequela de um acidente vascular cerebral (AVC), trauma de crânio, infecção (meningite, encefalite), drogas, uso crônico e abusivo de substâncias alcoólicas etc. Mais recentemente, várias causas genéticas têm sido descobertas, mas ainda é comum a existência de epilepsias sem causa conhecida.

 

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Cloroquina e azitromicina registraram aumento significativo das vendas na pandemia

De acordo com pesquisa feita pela InterPlayers, o hub de negócios da saúde e bem-estar, a alta nas vendas para consumidor final foi de 16% no período de janeiro a agosto deste ano em relação a igual época de 2019


A pandemia provocada pelo novo coronavírus pegou o mundo de surpresa. No entanto, desde 8 de dezembro do ano passado, quando a Organização Mundial de Saúde (OMS) considera que houve o primeiro registro da covid-19, a ciência e a indústria farmacêutica não pararam de buscar a cura e o tratamento mais eficaz contra o vírus e a doença.

A InterPlayers, o hub de negócios da saúde e bem-estar, fez um levantamento e aponta que ao menos 12 medicamentos além da vitamina D já foram utilizados para combater a covid-19, porque seriam eficazes contra ela. Considerando um período de seis meses da pandemia, a venda desses medicamentos em farmácias manteve o volume previsto, com exceção de dois: azitromicina e cloroquina. “Ambos registraram uma curva significativa, apresentando variação de 16% no período de janeiro a agosto, comparado ao mesmo período de 2019, e mais de 100% apenas nos primeiros 30 dias da pandemia, quando comparado ao ano anterior”, comenta Bruna Silvestro, Diretora Comercial da InterPlayers.

Além desses dois, foram pesquisados o uso de lopinavir, ritonavir, nitazoxanida, heparina, ivermectina, remdesivir, dexametasona, daclatasvir, sofosbuvir e fenofibrato. Ainda em março, a combinação de lopinavir e ritonavir, utilizados no tratamento anti-HIV, foi testada, mas não se mostrou eficiente no combate ao novo coronavírus, de acordo com estudo publicado pelo The New England Journal of Medicine. No mesmo mês, acreditou-se que a vitamina D poderia reduzir o risco de contágio, contribuindo com a regulação do sistema imunológico.

O medicamento annita (nitazoxanida) foi testado na China, mas não apresentou resultados positivos, sendo mais tóxico e menos eficaz que a cloroquina no combate ao coronavírus. A heparina, medicamento anticoagulante, começou a ser utilizada no Brasil em abril, no tratamento de casos graves. Antes disso, a substância chegou a ser testada na China, apontando que a mortalidade dos pacientes que a utilizaram foi menor que dos outros.

Em maio, a ivermectina, medicamento capaz de combater vermes, parasitas e ácaros, teve disparo nas vendas, com a especulação baseada em um estudo iniciado na Austrália, segundo o qual o medicamento seria eficaz para tratamento da covid-19. Depois disso, a Anvisa começou a exigir a retenção da receita na compra do medicamento; porém, em setembro, o requisito foi derrubado.

O remdesivir, medicamento antiviral, surgiu por volta do mês de maio como nova promessa contra a covid-19, reduzindo o tempo de internação em alguns casos, e acabou sendo liberado nos Estados Unidos para casos severos, emergencialmente.

“No mês de junho, um estudo de Oxford apontou a dexametasona como capaz de reduzir as mortes por covid-19, em casos graves. Dexametasona e outros corticoides são medicamentos de baixo custo usados principalmente em doenças inflamatórias”, diz Silvestro. No mesmo mês, estudo liderado pela Fiocruz envolvendo daclatasvir e sofosbuvir, medicamentos usados para tratamento de hepatite C, mostrou-se eficaz no tratamento da covid-19. Em julho, uma pesquisa realizada em Israel identificou o fenofibrato como possível medicamento capaz de transformar a gravidade da covid-19 para um nível equivalente ao resfriado comum.

Porém, nesse período, entre os medicamentos citados, dois se destacaram e geraram discussões no mundo inteiro. Ainda em março, a cloroquina se mostrou eficaz em alguns casos de covid-19. Posteriormente, estudo feito na Universidade de Nova York apontou que a combinação de cloroquina e azitromicina também poderia ser opção eficaz. Foi com essa combinação que o presidente Jair Bolsonaro se tratou quando contraiu a covid-19.


Longo tempo de pandemia, com adoção de medidas de isolamento, pede atenção especial para tradicional problema de quadril

A artrose do quadril é uma das doenças mais frequentes do ser humano, atingindo principalmente idosos, e pode levar à incapacidade física 

 

A artrose do quadril é uma doença degenerativa crônica, caracterizada pelo desgaste progressivo da cartilagem articular e pela neoformação óssea nas superfícies e margens articulares, os famosos “bicos de papagaio”. A doença reumática é uma das mais frequente do ser humano, atingindo principalmente idosos, e pode levar à incapacidade física, como dificuldade para colocar as meias, cortar as unhas, lavar os pés ou cruzar as pernas. 

“A artrose de quadril é uma das afecções mais incapacitantes do aparelho locomotor, pois o quadril é uma articulação de carga, com grande amplitude de movimentos, e mesmo pequenas alterações podem levar a um déficit funcional significativo”, conta Marco Pedroni, ortopedista membro da Sociedade Brasileira do Quadril. Entre as causas da doença estão a falta de exercícios físicos e a obesidade – fatores impactados negativamente pela necessidade de isolamento durante a pandemia. 

De acordo com o especialista, é importante que as pessoas mantenham um trabalho muscular de alongamento e fortalecimento do quadril para manter a saúde física de todo o corpo. “Em casos leves, sem necessidade de cirurgia, é recomendado que o paciente dê início a uma rotina de atividades físicas de baixo impacto e perca peso”, aponta. “Essas medidas são apenas maneiras de retardar a progressão da doença e proporcionar ao paciente um alívio sintomático. Contudo, já melhoram os sintomas e diminuem os riscos de perda de mobilidade, que é um dos grandes problemas da artrose”, explica. 

Para casos mais graves, existe também a possibilidade cirúrgica, que apresenta ótimos resultados na resolução de dor e funcionalidade de pacientes com artrose de quadril avançada. “Para uma decisão assertiva sobre qual será o melhor procedimento para o paciente, é importante realizar uma avaliação completa envolvendo um ortopedista especialista em Cirurgia do Quadril”, complementa Marco Pedroni.

 

Confira 5 dicas para amenizar os problemas e as dores causadas pela artrose do quadril:

 

  • Praticar atividades físicas de baixo impactado, mantendo um trabalho muscular de alongamento e fortalecimento do quadril;
  • Cuidar da alimentação, visando a perda de peso;
  • Fazer sessões de fisioterapia para reduzir a inflamação da articulação;
  • Usar uma bengala, apoiando-a sempre na mão oposta ao lado da dor para diminuir a sobrecarga no quadril;
  • Consultar um ortopedista para iniciar o tratamento com anti-inflamatórios.


O que é necessário para manter a boa imunidade?

 Combinar vitaminas e minerais favorece o funcionamento do sistema imunológico em adultos e crianças


Há um ano a Organização Mundial da Saúde (OMS), decretou a pandemia do novo coronavírus, causador da Covid-19. Nesse período, o mundo observou uma mudança radical de costumes e hábitos e a acentuada preocupação das pessoas em relação a saúde e principalmente nos cuidados para manter uma boa imunidade.

"Combinar vitaminas e minerais favorece o funcionamento do sistema imunológico e isso vale para adultos e crianças. Essa combinação deve estar presente na alimentação. Vitaminas C, D e E, além de zinco e selênio são fundamentais, mas quando a quantidade não supre a necessidade diária a suplementação pode ser uma excelente opção, desde que seja orientada por um médico", comenta o Dr. Daniel Magnoni, chefe de nutrologia do Instituto Dante Pazzanese, em São Paulo.

Com o delicado momento atual da pandemia e o retorno das novas restrições e distanciamento social, as atividades cotidianas voltaram a ser feitas em casa, sobrecarregando consideravelmente as pessoas. E manter uma rotina atribulada é uma das grandes vilãs da dieta saudável.

"Com as atividades em casa é mais difícil manter uma dieta rica em alimentos que forneça as necessidades diárias das principais vitaminas e minerais. Esse é o cenário ideal para a suplementação, que se mostra eficaz e muito prática, inclusive com opções em gomas mastigáveis que podem ser consumidas sem água", comenta Dr. Magnoni.


O que não pode faltar

Vitamina C - Muito importante na função dos leucócitos, que formam as defesas do organismo, por isso tem o papel de auxiliar com a imunidade e disposição. (1)

Vitamina D - Importante regulador do sistema imune e auxilia com a absorção de minerais como o cálcio, fundamental na formação de ossos e dentes. (1)

Vitamina E - É uma das vitaminas em que a suplementação em concentração acima da recomendada contribui positivamente com a função imune. (1)

Selênio - Essencial para o sistema imune, tanto inato quanto adquirido, com papel fundamental no equilíbrio de oxidação-redução e proteção do DNA. (2)

Zinco - Auxilia no funcionamento do sistema imunológico, cicatrização de ferimentos, além de fortalecimento de unhas e cabelo. (3)

 


Dr. Good

 

Referências

• Nutrição e imunidade no homem; Sandra Gredel

• Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes - Selênio / ILSI Brasil; Cristiane Cominetti, Graziela Biude Silva Duarte e Silvia Maria Franciscato Cozzolino

• Funções Plenamente Reconhecidas de Nutrientes - Zinco / ILSI Brasil; Cristiane Cominetti, Bruna Zavarize Reis e Silvia Maria Franciscato Cozzolino


Dor na coluna afeta mais de 20 milhões de brasileiros

A dor que está entre as principais causas de ausência ao trabalho e de afastamentos pela Previdência Social, liderando as aposentadorias por invalidez ocupam também o segundo lugar entre as queixas dos braisleiros. Os números mostram como a situação clínica afeta de forma relevante a qualidade de vida dos brasileiros. Segundo pesquisa do IBGE, cerca de 18,5% da população sofre com dores crônicas na coluna. Dores crônicas são aquelas que são agudas e que os episódios retornam de tempos em tempos e que podem ser tratadas e prevenidas. Para isso, o fisioterapeuta Cadu Ramos e a mestre em fisiologia do exercício, Bianca Vilela, ambos de SP, comentam como pode ser feito o tratamento que põe fim ao problema de uma vez por todas.

Os especialistas concordam que é preciso que o organismo aprenda a criar mecanismos para reagir as causas do problema, e não há como tratar uma pessoa que sofre com as principais dores ortopédicas sem ir a fundo na reeducação postural e também da mudança de hábitos.

Cadu revela que ao se abaixar para pegar algo no chão, ao se sentar, ao manusear o computador e o celular, treinar, caminhar e até carregar a bolsa deve ser feito com percepção. "Quando uma pessoa aprende sobre seu corpo o auto cuidado nasce naturalmente, e os hábitos errados vão sendo corrigidos", diz.

Para Bianca, o tratamento também deve ser feito de maneira a ensinar o corpo a se movimentar depois de tratada a lesão. As dores crônicas podem demorar a aparecer, mas, de dores sazonais, tornam-se crônicas rapidinho pela sobrecarga nas vértebras que podem ocasionar um problema bem maior. Por isso, para reverter esse quadro, os especialistas concordam que alguns exercícios importantes de alongamento e alinhamento postural podem por um fim ao problema de uma vez por todas.

Pescoço, ombros, braços e costas são sempre os primeiros a serem afetados pelas dores crônicas. "Os ombros sofrem os primeiros sinais do excesso de peso que sobrecarrega a musculatura e as articulações da região, causando processos inflamatórios e, em casos mais graves, até artrose, diz Cadu.

Com a postura incorreta, os músculos do pescoço ficam tensos e doloridos e esse incômodo pode se estender para outras regiões, como a cabeça e promover até a cefaleia tensional. "Essa dor ainda pode irradiar para os braços e punho porque quando o peso da bolsa comprime esses nervos, gera desde inflamações até dormência e formigamentos. E por fim, as costas é acometida porque um dos lados é mais exigido", afirma Bianca.

Alguns exercícios de manipulação e alongamento podem ajudar, além de compressas frias ou quentes - dependendo da lesão e da dor. Isso porque a bolsa quente relaxa a musculatura, já os quadros mais agudos são tratados com gelo. Mas, essa decisão só pode ser tomada por um especialista, nunca em casa.

 

 

Cadu Ramos - Fisioterapeuta clínico - CREFITO 130030. Especialista em Fisioterapia e Traumatologia - Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - Escola Paulista de Medicina (EPM), em Aparelho Respiratório - Ventilação Mecânica Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) - Escola Paulista de Medicina (EPM) e em Fisioterapia em Geriatria - trabalho voltado para queixa principal, atividades da vida diária (AVD ‘S) e socialização do idoso. (Instituto ILEA). Graduado em Fisioterapia pela Universidade Bandeirante de São Paulo. https://www.caduramos.com.br


Início do outono favorece aparecimento de doenças respiratórias

Médico também ressalta que, em meio à pandemia de covid-19, sempre que houver dúvidas sobre o diagnóstico, é importante procurar um profissional de saúde 

 

Este sábado, 20 de março, marca o início do outono. Nessa época, em que ocorre a transição do período chuvoso para o seco, a umidade do ar e a temperatura começam a diminuir e, com isso, aumenta a concentração de poluentes na atmosfera. Isso favorece o aparecimento de doenças respiratórias, como explica Jefferson Pitelli, otorrinolaringologista do Hospital Anchieta de Brasília.

"A grande concentração de poluentes na atmosfera, bem como a concentração de pessoas em locais pouco ventilados, predispõe ao aparecimento de doenças respiratórias, estando entre as mais comuns: gripes, resfriados, bronquite, asma, rinites e sinusites", pontua o médico. Pitelli chama a atenção para a semelhança dos sintomas dessas doenças e da covid-19. "Como estamos enfrentando a pandemia, sempre que houver dúvidas, procure um especialista para realizar o diagnóstico correto", aconselha.

Para evitar problemas futuros, ele lista algumas medidas simples que ajudam a prevenir os problemas respiratórios comuns dessa época, bem como a covid-19. São eles:

Manter-se hidratado;
Lavar as mãos e utilizar álcool gel sempre;
Utilizar máscaras de proteção
Manter o ambiente arejado
Evitar locais com aglomerações
Manter hábitos saudáveis como alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e sono adequado.


Março Amarelo

 Mitos e Verdades sobre a Endometriose 

 

A endometriose é uma doença complicada que afeta cerca de 10% de pessoas com útero e em idade fértil.  O Endométrio é o tecido que envolve a parte interna do útero que o deixa preparado para receber a gestação quando há a fecundação. Quando não há a fecundação do óvulo durante o período fértil da mulher, não ocorre a gravidez. Desta maneira, o corpo elimina, pela menstruação, esse endométrio que estava preparado e aumentado de tamanho para receber o embrião. Quando essa descamação ocorre de maneira errada, o tecido pode subir ao invés de descer e se alojar perto das trompas, útero e ovários, causando inúmeros problemas para as mulheres como fortes cólicas no período menstrual, dores durante a relação sexual e dificuldade para engravidar. Veja abaixo alguns mitos e verdades sobre a doença:

 

A endometriose é uma cólica menstrual forte?

 

Mito. A cólica é um dos sintomas da endometriose, muitas mulheres têm cólicas intensas antes, durante e depois da menstruação. Além das cólicas, a endometriose pode causar dor para urinar, dor pélvica crônica, dor nas costas, nas pernas e nos ombros. ⠀⠀

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A endometriose é uma doença genética? 

 

Talvez. Se a mãe ou a irmã de uma mulher possui a doença, ela tem o risco de desenvolver a doença.

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Não é possível reverter a doença? 

 

Mito. A endometriose não tem cura, mas pode ser superada com tratamento clínico, controlando os sintomas com medicamentos, ou cirúrgico, removendo as lesões profundas.

 

O uso prolongado de anticoncepcionais pode “mascarar” a doença?

 

Verdade. Quando contínuo, o uso de pílula anticoncepcional pode encobrir a existência da endometriose. Afinal, anticoncepcionais muitas vezes são indicados como tratamento e controle dos sintomas.

 

 

Dr. Domingos Mantelli - ginecologista e obstetra - autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e residência médica na área de Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição. Dr. Domingos Mantelli tem pós-graduação em Ultrassonografia Ginecológica e Obstétrica, e em Medicina Legal e Perícias Médicas. 


Neuroestimulação medular: atualização com nanotecnologia chega ao Brasil

Neurocirurgião especialista em coluna vertebral, Marcelo Perocco, apresenta cateter com nanotecnologia que permite alta no mesmo dia e redução de custos cirúrgicos


Pacientes com dores crônicas em regiões abrangidas pela medula, a partir de agora, poderão contar com uma importante atualização da neuroestimulação - procedimento que visa bloquear os sinais de dor transmitidos ao cérebro. Inédito no Brasil, o cateter com nanotecnologia oferece grandes avanços do ponto de vista cirúrgico, sobretudo porque dispensa o implante do gerador no paciente.

"Com ele, é possível posicionar o cateter de forma percutânea, isto é, com uma punção na pele minimamente invasiva, e introduzir o eletrodo que fica em contato com a medula", conta Dr. Marcelo Perocco, neurocirurgião especialista em coluna. Segundo ele, anteriormente era necessário realizar uma laminectomia (remoção de uma ou mais lâminas vertebrais).

Ao todo, mais de 4 mil procedimentos com a nova tecnologia já foram realizados. Entre os benefícios oferecidos, Perocco destaca os principais: redução de custo e tempo cirúrgico, menor tempo de exposição ao Raio-X e alta do paciente no mesmo dia.

"Não é necessário ter o neuroestimulador implantado no paciente. Mas, por meio de um aparelho externo, semelhante a um cinto, é realizado o estímulo ao cateter com ondas eletromagnéticas - processo semelhante que os carregadores sem fio de celulares já fazem", explica o neurocirurgião.


Quando o neuroestimulador medular é indicado?

A neuroestimulação medular é um procedimento que visa tratar a dor crônica em casos que o paciente não obteve melhora em outros tratamentos. Ela é realizada por meio de eletrodos, que são implantados dentro da coluna, na membrana que cobre a medula espinhal.

O objetivo é realizar a ativação das vias supressoras da dor e o bloqueio eletrofisiológico que é enviado ao cérebro. Para saber se a dor é tratável por esse método, é necessário procurar um médico especializado em dor ou um neurocirurgião funcional para avaliação.


Cânceres femininos: saiba quais são os tumores que mais atingem as mulheres

Cânceres de mama, colorretal e de colo de útero são alguns dos tipos de tumores mais incidentes nas mulheres. Estilo de vida e exames preventivos ajudam a minimizar a incidência e o risco deles 

 

Segundo estudo do Global Cancer Observatory (GCO), em 2020 foi o câncer de mama foi o mais diagnosticado no mundo, responsável por 11,7% dos novos casos, com 2,26 milhões de casos registrados (fora o câncer de pele não-melanoma, que rarissimamente é letal). Mas, o mês de março marca o alerta do Março Azul Marinho para conscientização e prevenção do câncer colorretal, o segundo tipo de câncer mais incidente nas mulheres. 

“É importante fazer esse alerta porque muitas mulheres fazem exames de prevenção do câncer de mama e cânceres ginecológicos, mas se esquecem do câncer colorretal, que é ainda mais incidente que o câncer de colo de útero”, afirma a médica oncologista Danielle Laperche. 

Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), em 2020 foram registrados 223 mil novos casos de câncer em mulheres (exceto câncer de pele não melanoma). Do total, 29,7% de mama, 9,2% cólon e reto e 7,5% colo de útero. Além disso, os cânceres de traqueia, brônquios e pulmão aparecem com 5,6%, tireoide com 5,4%, estômago com 3,5%, ovário 3% e corpo do útero com 2,9%. 

Segundo a médica, é preciso conscientizar as mulheres sobre a importância dos exames de rotina para rastreio dos cânceres ginecológicos, mas também inserir nos checkups o exame de colonoscopia a partir dos 50 anos, o que ajuda a identificar os pólipos (pequenas lesões que evoluem para tumores) antes do início dos sintomas. Embora os diagnósticos de câncer de intestino grosso e reto tenham reduzido quase em mais de 46% durante a pandemia, a proporção de pacientes com a doença avançada e sem cobertura de saúde aumentou.

 

Prevenção 

Recentemente, um estudo feito pela Sociedade Europeia de Oncologia apresentou taxas de prevenção de cânceres e mostrou que de 30 a 50% dos cânceres poderiam ser prevenidos com com estilo de vida mais saudável. “Eliminar o tabagismo, alcoolismo e controlar o peso estão entre as principais orientações. Além disso, é importante manter a carteira de vacinação em dia, visitar o médico regularmente, principalmente após os 40 anos, manter uma alimentação saudável e praticar atividades físicas regulares”, explica a médica.

 

Taxa de prevenção de diferentes tipos de câncer (Sociedade Europeia de Oncologia)

·      Cervical (cabeça e pescoço) – 100%

·      Pulmão / Cavidade oral / Esôfago – 90%

·      Melanoma / Estômago – 75%

·      Colorretal – 55%

·      Hepático / Bexiga – 40%

·      Pancreático / Uterino – 35%

·      Mama – 25%

 

Diabetes: cinco dicas para praticar atividade física com segurança

Educador físico recomenda os valores ideais da glicemia antes da atividade

 

“No momento de início da atividade, é ideal que a glicemia capilar esteja entre 100 e 200 mg/dl antes do início do exercício. Recomendo que qualquer atividade que requeira atenção, seja uma corrida, uma palestra, uma defesa de tese ou até uma entrevista, siga esses valores”, explica Emerson Bisan, educador físico diretor de Atividade Física do Correndo pelo Diabetes (CPD), organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo social estimular a prática regular de atividade física como ferramenta de promoção da saúde e inclusão da pessoa com diabetes.

Convivendo com diabetes tipo 1 desde 1995 e acompanhando há 20 anos pessoas com diabetes que praticam atividade física, Bisan diz que esse intervalo traz segurança para minimizar ao máximo possível a chance de uma hiperglicemia ou hipoglicemia, o que prejudicaria a concentração, coordenação e capacidade de tomar decisões, desde a escolha das palavras numa palestra até aumentar ou reduzir a velocidade durante uma corrida.

Durante os exercícios, a contração muscular desempenhada é capaz de translocar a proteína transportadora de glicose sem a necessidade da ação da insulina, isso porque as células dos músculos possuem grande quantidade de transportadores de glicose, baixando, assim, os níveis glicêmicos. Isso faz o exercício físico ser considerado parte da linha de cuidado do diabetes.

Confira abaixo as cinco dicas que Bisan deixa para quem tem diabetes e quer começar a praticar atividade física regular.

  1. Hipoglicemias podem acontecer. Saia sempre com “carboidrato pra dar volta ao mundo”;
  2. Sempre procure um profissional de educação física antes de iniciar uma nova atividade física, e não se esqueça de conversar com o(a) seu(sua) médico(a) sobre os ajustes de dose e medicação oral;
  3. Antes da atividade, pergunte-se: qual é a sua glicemia naquele momento?
  4. É importante fazer uma refeição com carboidratos complexos;
  5. É importante se preparar para o tempo de duração da atividade.

“Na grande maioria das vezes, nos preparamos durante anos para uma competição ou prova, e, na ‘hora h’, a glicemia não estava como gostaríamos. Por isso, é preciso saber lidar com qualquer variável para realizar uma atividade física com prazer, conforto e segurança”, finaliza o educador físico.

A Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda: caso a glicemia capilar esteja < 100 mg/dl, recomenda-se a ingestão de 15 g a 30 g de carboidrato de rápida absorção e esperar 15 a 30 minutos para nova verificação. Quando a glicemia capilar está mais elevada, principalmente > 200 a 300 mg/dl, na ausência de cetose, é possível realizar os exercícios com cautela e observação presencial ou utilizar 1-3 unidades de insulina de rápida ação antes de dar início aos mesmos.

 

Sobre o Correndo pelo Diabetes

O Correndo pelo Diabetes (CPD) é uma organização sem fins lucrativos, que tem como objetivo estimular a prática regular de atividade física como ferramenta de promoção da saúde e inclusão da pessoa com diabetes. Desde 2018, recebe o apoio da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e atualmente faz parte das ações do Departamento de Diabetes, Esporte e Exercício da SBD.

https://correndopelodiabetes.com/

https://instagram.com/correndopelodiabetes

 

Um terço dos motoristas brasileiros tem algum problema de visão e que necessita de restrições na CNH

O número de Carteiras Nacionais de Habilitação (CNHs) emitidas e que constam a exigência do uso de lentes de contato ou óculos, por exemplo, aumentou 44%, entre 2014 e 2020. Atualmente, o grupo que necessita de restrições na CNH representa quase um terço da população habilitada no Brasil: são 20,7 milhões de motoristas e motociclistas.

Os dados inéditos, divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), corroboram avaliação da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) sobre o impacto das condições de saúde do condutor sobre os sinistros de trânsito no País. "Esse é um alerta de grande relevância e que devemos observar ao aplicarmos o Exame de Aptidão Físico e Mental (EAFM)", avalia Flávio Adura, diretor científico da Abramet.

"Mais de 90% das informações enviadas para o cérebro durante o ato de dirigir vêm da visão. Para executar as manobras necessárias no trânsito é necessária uma boa visão", observa. Segundo ele, doenças oftalmológicas interferem na direção veicular e podem comprometer a capacidade do condutor. "Ao dirigir, o motorista deve perceber, com precisão, todos os elementos presentes na via. O importante não é o que se vê, mas como se reage ao que se vê", explica Adura, destacando que a avaliação da acuidade do campo visual e da visão noturna são etapas essenciais na aplicação do EAFM.

Na avaliação do vice-presidente do CBO, Cristiano Caixeta Umbelino, o aumento dos índices de pessoas com problemas visuais no trânsito está relacionado à conjunção de alguns fatores, principalmente ao envelhecimento da população brasileira e a maior facilidade de acesso ao atendimento oftalmológico.

"É um contexto amplo. A expectativa de vida aumentou consideravelmente nas últimas décadas. Nesse sentido, é natural que o envelhecimento dos olhos seja acompanhado do surgimento de problemas de vista. Há ainda outras causas externas, como a popularização das mídias digitais. Hoje, a sociedade está imersa em novos hábitos, que sobrecarregam a visão, como a exposição diária dos olhos e por longos períodos a telas", pondera.


Distúrbios visuais - O levantamento aponta quais tipos de anotações aparecem com maior frequência na CNH dos motoristas brasileiros. Na primeira colocação está a necessidade do uso de lentes corretivas (restrição de código A), com mais de 20 milhões de condutores que não podem dirigir ou pilotar se não estiverem fazendo uso de óculos ou lentes de contato.

Em segundo lugar, com mais de 332 mil casos, constam as restrições associadas à visão monocular (código Z), hoje excluída da Resolução do Contran que trata das restrições médicas. Em terceiro lugar, com aproximadamente 102 mil casos, estão os motoristas impedidos de dirigir após o pôr-do-sol (código U).

A inclusão dessas anotações na CNH é feita pelo médico do tráfego, ao final da avaliação prévia exigida para a concessão ou renovação da CNH. No exame, o especialista analisa as condições do candidato de conduzir um veículo sem oferecer perigo para outros motoristas, passageiros e pedestres.

São analisadas a acuidade visual, o campo de visão, a capacidade do candidato de enxergar à noite e reagir prontamente - com resposta rápida e segura ao ofuscamento provocado pelos faróis dos demais veículos; e a capacidade de reconhecer as luzes e sua posição dos semáforos.

Ao identificar a existência ou sintoma de deficiência de visão, o médico do tráfego orienta a busca por uma avaliação especializada, de um médico oftalmologista, para que seja feito o diagnóstico e prescrição do tratamento. "No resultado do exame, o médico do tráfego poderá considerar o candidato apto, apto com restrições ou inapto", completa Adura.


Saúde do condutor - Dados divulgados pela Abramet indicam que cerca de 250 mil sinistros que ocorreram entre janeiro de 2014 e junho de 2019 resultaram de problemas na saúde dos condutores. O presidente da entidade, Antonio Meira Júnior, avalia que as dificuldades de visão estão entre essas causas mais comuns, ao lado de velocidade excessiva e ultrapassagens perigosas.

Segundo números oficiais da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o comprometimento da saúde visual foi responsável por 1.659 sinistros de trânsito em rodovias federais, em apenas três anos (2016-2019). Conforme avaliam os especialistas da área, se levado em conta sinistros verificados em pistas, ruas e avenidas dos centros urbanos, certamente o número seria ainda maior.


Outras restrições - Além das restrições relacionadas à saúde visual, existem ainda outras restrições passíveis de anotação na CNH. A resolução 425/2012 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que dispõe sobre a realização do exame de aptidão física e mental para condutores e candidatos a condutores e veículos automotores, prevê a indicação de eventual restrição médica do motorista e a solução indicada para a direção segura, incluídas adaptações dos veículos para serem conduzidos por pessoas com deficiência.

Considerando-se as restrições obrigatórias para a condução de veículos adaptados por pessoas com deficiência, a de maior frequência, com mais de 492 mil casos, é a que obriga os motoristas a dirigir veículos com transmissão automática (código D). Em seguida aparecem as anotações de obrigatoriedade do uso de veículo com direção hidráulica (código F): são 408 mil casos em todo o País.

Em 2018, a ABRAMET publicou diretriz específica para a avaliação clínica desses candidatos, estabelecendo os procedimentos a serem observados pelo médico do tráfego durante a realização do Exame de Aptidão Física e Mental. O protocolo apresenta critérios para qualificar o exame, indicando os passos da avaliação clínica inicial e os casos que devem ser apreciados por junta médica e durante a prova prática de direção. Para cada alternativa, a entidade sinaliza os procedimentos a serem adotados pelo médico especialista.

A diretriz também apresenta um conjunto de casos especiais, apontando doenças e outros distúrbios que possam impactar a capacidade de dirigir como a presença de próteses, tumores cerebrais, distrofias etc.


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