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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

5 dicas para se adaptar ao retorno das aulas em 2021

 Este ano, além de voltar à rotina de horários, estudantes também precisam enfrentar a adaptação às aulas presenciais em meio a uma pandemia; especialistas explicam como fazer isso de forma mais tranquila


Todos os anos, a volta às salas de aula depois das férias pede adaptações na rotina de estudantes e familiares. E, em 2021, esse processo se tornou ainda mais necessário. Após passar quase um ano longe dos amigos e dos professores e funcionários da escola, boa parte das crianças e adolescentes está retomando as aulas presenciais e, com elas, hábitos e horários que já não faziam mais parte de seu cotidiano.

Como, então, tornar essa transição entre as aulas remotas e as presenciais menos estressantes e mais proveitosas para os estudantes? 


  1. Aposte na revisão constante dos conteúdos

2020 foi um ano muito atípico para todos os envolvidos com Educação. Como muitos não se adaptaram totalmente ao ensino remoto, há conteúdos que podem ter se perdido ao longo do ano. Por isso, revisar constantemente o que é ensinado pode ajudar muito nessa retomada. A consultora pedagógica do Sistema de Ensino Aprende Brasil, Yasmim Forte, afirma que “todos os professores estão com um olhar cuidadoso e o início de 2021 naturalmente priorizará diagnósticos constantes sobre as aprendizagens que foram ou não consolidadas pelos alunos. No caso dos estudantes mais novos, a participação dos responsáveis será mais importante do que nunca. Já os mais velhos podem praticar a autogestão, que também contribui para que eles desenvolvam de forma autônoma”.


  1. Defina seu modelo de estudo ideal

Enquanto muitas famílias - e muitos estudantes - não viam a hora de voltar para o ambiente escolar, o contexto da pandemia ainda é uma realidade e, por isso, outras famílias não pretendem retomar as atividades presenciais por enquanto. Para escolher o modelo de ensino mais adequado para cada um, Yasmim defende que cada um analise com cuidado as próprias limitações. “Por exemplo, nem todos os alunos terão condições de participar de um escalonamento com aulas presenciais e remotas, o que exige conectividade e boa internet. Então, alunos que não têm essas condições,  se darão melhor em um modelo híbrido, com aulas presenciais em alguns dias e atividades remotas impressas em outros”, ressalta.

Para decidir qual modelo é melhor para o estudante, família e escola devem estar em constante comunicação. O comportamento dos alunos também merece atenção. “O fato de voltar ao ambiente escolar com toda essa mudança pode gerar uma ansiedade exacerbada prejudicial. É importante conversar com os responsáveis da escola, saber de todas as regras a serem seguidas e ter empatia: um olhar atento e uma conversa verdadeira podem ajudar muito nesse momento”, lembra.


  1. Dê um passo de cada vez

Quando a pandemia de Covid-19 começou, muitos costumes diários precisaram ser alterados de uma só vez. Da noite para o dia, não se podia mais frequentar a escola, passear sem máscara ou mesmo sentar para conversar entre amigos. Toda essa alteração tem um custo e, agora, é preciso ir com calma na retomada das atividades. “A dica é retomar gradativamente, dentro do protocolo proposto e do esquema de retorno a uma rotina que propicie organização, momentos de estudo, lazer, entre outros. Para que a vida volte ao ‘antigo normal’ precisaremos nos readaptar”, afirma Yasmim.


  1. Conte com uma rede de apoio

Para a psicóloga Rosane Melo Rodrigues, do Hospital Marcelino Champagnat, de Curitiba (PR), o comprometimento da família com essa nova realidade é uma das ferramentas mais importantes neste momento. “É fundamental que a família ajude a preparar as crianças e adolescentes para que eles voltem a ter o convívio social que tinham antes. Essa retomada assusta e, embora os cuidados devam continuar, é preciso estar emocionalmente estruturado para encarar essa nova fase”, argumenta.


  1. Reinvente sua rotina

A rotina escolar conhecida antes de 2020 provavelmente já não se encaixa no contexto atual, que continua sendo o de uma pandemia. Portanto, é preciso criar uma nova rotina, planejando as obrigações escolares da semana e otimizando o tempo para cada uma delas, de acordo com Yasmim. Para isso, é importante definir um local de estudo tranquilo e que impeça distrações recorrentes. “Também vale usar a tecnologia como aliada, acessando outras fontes de conhecimento e métodos de estudo. Pesquise sobre os temas vistos nas aulas e utilize metodologias diversas para esses registros – mapas mentais, conceituais, fichamentos e outros”, reforça.

Rosane lembra a importância de estabelecer uma rotina saudável que vá além da sala de aula. “É preciso manter uma boa alimentação e a prática regular de exercícios físicos. Também ajuda trabalhar com uma organização mental e uma rotina com horários pré-estabelecidos. Temos que entender que esse é um novo modelo de vida”, completa.

 

Mercado financeiro: 6 perguntas e respostas sobre volatilidade


Quando falamos sobre volatilidade sempre surgem dúvidas, algumas pessoas abominam o termo, já outras sabem utilizar bem da volatilidade no mercado financeiro para surfar boas ondas.

Para entender melhor sobre o tema, Guilherme Ammirabile, assessor de investimentos da iHUB  Investimentos, responde seis perguntas sobre como a volatilidade é compreendida pelos investidores e de que modo ela pode ser favorável para os portifólios deles. Confira: 

1)Como podemos definir o termo volatilidade para as pessoas que estão iniciando no mercado financeiro?

R: Os investidores que estão no início associam a volatilidade com retorno, afinal quanto mais risco maior é o retorno esperado. É importante ressaltar, no entanto, que volatilidade representa o risco da operação. Muitas vezes esses investidores aceitam colocar o seu dinheiro em uma categoria de investimento que tende a ser mais volátil, olhando apenas pela ótica de expectativa de retorno, porém, não se sentem confortáveis com a oscilação negativa.

Além disso, a volatilidade representa a oscilação do preço médio de um ativo, como uma ação, podemos definir quanto o preço desse ativo varia para cima ou no caminho inverso. Se a variação for maior, menor é a volatilidade do ativo.

2) Em momentos de volatilidade no mercado financeiro, quais são as primeiras ações que os investidores querem tomar junto ao assessor de investimentos? 

R: A primeira reação dos investidores, em geral, é querer vender as ações com prejuízo para tentar estancar a sangria, vale ressaltar que não é fácil atravessar momentos conturbados, como ver o preço dos ativos despencando e ficar em um estado de tranquilidade, mais complicado ainda é aportar novos recursos para aproveitar uma eventual oportunidade.

É necessário ter muita maturidade e conhecimento para dissociar o desespero da oportunidade, por isso, é importante ter um profissional certificado que ajude o investidor a identificar a situação.

 

3) Há métodos para prever a volatilidade do mercado?

Em um mercado volátil as oportunidades de tradings são mais frequentes, porém, temos que deter nossa atenção em não criar uma utopia de que é fácil comprar na baixa e vender na alta, pois não existe um padrão na renda variável.

Prever a volatilidade é uma das situações mais difíceis do mercado, mas podemos ter uma noção por meio do índice Vix, conhecido como o índice do medo, que mede a volatilidade implícita do S&P 500, outro índice que é composto por quinhentos ativos cotados nas bolsas de NYSE ou NASDAQ.

Quando esse índice está alto significa que os investidores estão esperando a turbulência no mercado e tendem a ir para algo mais seguro. Agora, quando o índice está baixo os investidores sentem mais segurança em tomar risco, como ele é ligado aos Estados Unidos tem, necessariamente, conexão com o mercado global, e pode afetar positivamente ou não.

Existem eventos que são conhecidos por trazer a volatilidade ao mercado, a eleição presidencial, por exemplo. No entanto, há situações que são imprevisíveis, como o ataque às torres gêmeas e a pandemia do novo coronavírus.

Por isso, é importante ficar atento aos acontecimentos no mundo que podem dar embasamento para tomar decisões mais rápidas. Ninguém esperava que o Ibovespa sofreria tanto com a pandemia, mas os sinais começaram a aparecer em dezembro na China, depois na Europa, e por fim nos EUA.


4) Como a volatilidade impacta nos investimentos e quais cuidados devem ser tomados?

R: Caso uma carteira/portifólio estiver concentrada ou mal diversificada uma onda de volatilidade pode causar grande estrago nela. Para ilustrar esse cenário pense no que a pandemia provocou: quase todos os ativos da bolsa sofreram. Se um investidor alocou 100% em renda variável, provavelmente sofreu uma bela dor de cabeça. Porém, se outro investidor fez a diversificação e alocou em renda fixa, dólar e ouro, por exemplo, o impacto foi diferente do lado positivo, pois são ativos descorrelacionados.

 

5) A volatilidade por ser usada a favor dos investimentos que já foram feitos?

R: Com certeza, podemos considerar que com a volatilidade vêm as oportunidades, em momentos de grande oscilação, por exemplo, do preço dos ativos a racionalidade acaba ficando um pouco de lado. Em alguns casos o preço de uma ação chegou a ficar muito abaixo do considerado justo, nesses momentos, quem tem disponibilidade de recursos aproveita as oportunidades que surgem.

 

6) Quais cases podemos destacar de volatilidade?

R: Em janeiro, o caso recente mais falado foi da americana Game Stop, o papel saiu de um patamar de US$ 18,00 para US$ 347,00, nesse caso um grupo de investidores resolveu agir de forma coordenada para aumentar a procura pelo papel, elevando seu preço.

Já em fevereiro, as ações da Petrobras sofreram forte impacto, chegando a cair mais de 20% em um único dia após a troca no comando da companhia. A intervenção do governo na gestão da empresa, trouxe uma onda de insegurança junto aos investidores, principalmente os estrangeiros.

O receio de novas intervenções do governo federal em empresas estatais fez com que o preço dessas ações se desvalorizasse. O Banco do Brasil, por exemplo,  chegou a cair mais de 10%.

 


Guilherme Ammirabile - assessor de investimentos e sócio da iHUB Investimentos, um escritório de assessoria de investimentos credenciado à XP, a maior plataforma de investimentos da América Latina. Possui 10 anos de experiência profissional no mercado financeiro com passagem nos maiores bancos nacionais e seguradoras. Além disso, é graduado em Administração de Empresas pela Mackenzie e pós-graduado em Financial Markets pelo Instituto Saint Paul.

 

Entenda como alteração na denunciação caluniosa impacta processos administrativos

A denunciação caluniosa evita que qualquer cidadão movimente o sistema investigatório ou punitivo, seja administrativo ou criminal, para imputar crime ou infração que sabe ser falsa. A alteração feita no artigo 339 do Código Penal, por meio da Lei 14.110, favorece o cenário político atual – em especial, os servidores públicos, considerando a maior crise do sistema de saúde devido à pandemia do novo coronavírus.

No âmbito da Administração Pública, a nova redação do artigo 339 é mais uma forma de proteger os trabalhadores, independentemente da sua esfera de atuação. O funcionário público, servidor efetivo (aquele que prestou concurso) ou celetista só podem ser exonerados ou demitidos mediante processo administrativo prévio. Na situação, fica garantido a ampla defesa e contraditório.

Entre as principais modificações que ocorreram com a alteração do artigo 339 do Código Penal também está a possibilidade de qualquer pessoa se proteger de acusações falsas em Inquéritos Policiais e Procedimentos Investigatórios Criminais. Além disso, há a proteção de acusação falsas em Processos Administrativos Disciplinares, em Inquérito Civil, em ações de Improbidade Administrativa e em Crimes e Infrações Ético-Disciplinares de que se sabe que não terem ocorrido.


Mudança na prática

Com a alteração do artigo 339 do Código Penal, antes do processo administrativo ser instaurado, devem ser realizados atos prévios de apuração dos fatos, por meio de sindicância investigatória. Tal passo a passo significa apurar os fatos que embasam a expedição da portaria que dá início ao processo administrativo.

Agora, o funcionalismo público se blinda das denúncias caluniosas que podem surgir de pessoas fora do sistema público. É uma alteração no Código Penal que evita a abertura indevida de sindicância investigatória e de processo administrativo por fatos que não ocorreram.


COVID-19

A materialização desse cenário pode ocorrer no sistema de saúde, por exemplo, quando um servidor da área sofre uma ameaça de denúncia devido ao desempenho das suas funções. Essa situação tem sido comum diante do momento difícil que atravessa o sistema de saúde brasileiro, impactado pela pandemia de COVID-19.

O novo coronavírus trouxe à tona ineficiências do sistema público de saúde. Não é raro o descontentamento dos usuários em relação os serviços prestados pela área ser atribuído ao desempenho dos servidores. Apesar de trabalharem em uma situação desgastante, ainda sem férias, sem licença prêmio, sendo cobrados por um desempenho perfeito em condições de trabalho precárias, acabam sofrendo ameaças de exoneração. Muitas vezes, os profissionais passam por situações que caracterizam, inclusive, assédio moral.

A orientação é sempre o respeito ao próximo em todo funcionalismo público, bem como o devido acatamento de ordens superiores da forma mais razoável possível. No entanto, se um servidor público sofre processo administrativo devido à denúncia falsa de qualquer pessoa, e, ao final, fica comprovado que nenhuma das acusações era verdadeira, pode restar configurado o crime de denunciação caluniosa.

O artigo 339 do Código Penal preencheu a lacuna que permitia à investigação atos notadamente caluniosos. A partir da alteração feita no fim de 2020, é possível responder pelo crime até mesmo o delegado de polícia e o promotor de justiça que deem causa a investigações de pessoas que sabiam inocentes.

 



Dra. Cynara Barbosa Martins - faz parte da equipe técnica do escritório Aparecido Inácio e Pereira Advogados Associados. É advogada desde 2007, pós-graduada pela PUC de Minas Gerais em Direito Público desde 2012 e inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil sob o n° 265.634.

 

O esporte cooperativo na inclusão de PCD

Num país em que as políticas de inclusão da pessoa com deficiência parecem andar na contramão das conquistas da sociedade organizada, sobretudo das minorias, se faz necessária uma análise mais aprofundada do papel do esporte na vida deste segmento que representa 5% da população.

O esporte é um fenômeno sociocultural com formas de manifestações heterogêneas, envolvendo aspectos físico, emocional, econômico e social. É indicado desde a fase inicial do processo de reabilitação e oferece às pessoas com deficiência a oportunidade de experimentarem sensações e movimentos, que frequentemente são impossibilitados pelas barreiras físicas, ambientais e sociais.

O processo de inclusão social através do esporte configura-se como um importante meio de empoderamento de pessoas com deficiência. Mas o componente competitivo lhe confere uma face excludente, na qual vence a capacidade atlética, a força e a velocidade.

A deficiência é associada à falta de produtividade, o fracasso é facilmente apontado e o sucesso quando percebido é atribuído ao mérito, desvalorizando o esforço depositado para atingir esta meta.

Durante duas décadas, o Instituto Gabi promoveu a inclusão de pessoas com deficiência utilizando o esporte como ferramenta. Exercícios físicos, aulas de judô e karatê, vôlei, basquete, equoterapia e outras práticas mostraram os importantes benefícios que contribuem para a reabilitação. Os campeonatos com premiação, torneios ou festivais não são competitivos, mas cooperativos. Mesmo sendo individual, a prática é reconhecida na sua coletividade.

A experiência mostra que o esporte gera um sentido para a vida  destes atletas anônimos, desempenha o papel de  percepção de competência e identidade pessoal. Fortalece a independência e autoconfiança para a realização das atividades diárias, além de uma melhora do autoconceito e da autoestima.

 



Francisco Sogari - Mestre em Comunicação, Professor de Jornalismo e Fundador do Instituto Gabi, que há 20 anos se dedica à Inclusão Social de pessoas com deficiência, buscando ser referência no atendimento e na construção de políticas públicas para pessoas com deficiência.

www.institutogabi.org.br


Como a tecnologia mudou os processos de gerenciamento e supervisão

A Luandre Middle, divisão especializada em seleção de alta gestão de uma das maiores consultorias de RH do país, faz uma análise de como as gerações X, Millenial e Z encaram o desafio de formas diferentes

 

Com a mudança de cenário do mercado e a ascensão do trabalho remoto, a tecnologia se mostrou uma forte aliada da alta gestão.

 “O mercado de trabalho caminha na direção de uma gestão mais tecnológica, o que demanda que os líderes tenham maior usabilidade das ferramentas tecnológicas para garantir um ambiente de troca e colaboração mesmo a distância”, afirma Lucas Padilha, gerente de RH da Luandre Middle.

Utilizar as ferramentas digitais como estratégia de gestão pode ampliar os resultados e entregas, além de proporcionar uma mudança positiva e duradoura. Mas, será que todos conseguem se adaptar a este novo modelo?

Para responder à pergunta, vamos nos concentrar nas faixas etárias das pessoas atuantes hoje no mercado. A Geração X, que engloba nascidos entre 1960 e 1980, é a que está há mais tempo no mercado de trabalho e já viu muitas outras mudanças, mas muito provavelmente não previu o movimento de deixar de realizar o trabalho num local determinado para poder realizá-lo a partir de sua casa.

“São profissionais, em sua maioria, experientes e exigentes com o próprio resultado. Costumam dominar ferramentas usadas até hoje, como o Microsoft Word, Excel e Power Point, mas que ainda possuem uma certa resistência a outras inovações tecnológicas. Em alguns casos, até mesmo a chamadas por vídeo”, explica Lucas da Luandre Middle, que completa que são pessoas em que vale a pena investir, apesar de não terem tanta familiaridade com as novas ferramentas, em razão da sua bagagem profissional e de vida.

Já os Millenials (nascidos entre 1981 e 1995), geração intermediária e que  acompanhou as transformações tecnológicas, mas começou a experiência profissional nos moldes tradicionais.

Lucas Padilha, especialista em RH da Luandre Middle, nota que os millenials adotaram rapidamente as novas formas de trabalho pela facilidade de autogestão do tempo. Eles são atraídos também por ferramentas que deixem o ambiente mais colaborativo: “gostam de usar seu talento para contribuir, mas também precisam de estratégias claras. O importante na gestão de um millenial é dar oportunidades de aprendizado e desenvolvimento e oferecer um equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, questões não tão exigidas pela geração X que via o trabalho mais como parte de um ciclo que lhes permitia investir separadamente em sua vida pessoal”, diz Lucas.

Para a geração Z, formada pelos nascidos entre 1996 e 2010, o ambiente não é nenhuma novidade, pois já nasceram inseridos no ambiente digital, que foi se desenvolvendo ano após ano. Assim, uma boa característica a ser aproveitada desta geração é a facilidade para simplificar etapas e definir pontos estratégicos de otimização de tarefas. “O desafio para os gestores deste grupo está em se certificar de que os funcionários mais jovens tenham o que precisam para trabalhar e orientá-los na estruturação de seus dias para serem mais produtivos”, afirma Lucas.

 


Luandre Soluções em Recursos Humanos

 

Sorria, você está na nuvem! Confira 5 usos cotidianos da tecnologia em cloud

Armazenamento de fotos, internet banking, streaming de vídeos e músicas são algumas das aplicações mais usadas


A tecnologia está tão presente em nossas vidas que, às vezes, nem nos damos conta de como as coisas realmente funcionam. Se falar que tudo, ou quase tudo, que utilizamos ligados a internet estão armazenados na nuvem, você entenderia? Nuvem é um termo utilizado para descrever a rede global de servidores, espalhados ao redor do mundo, e que estão conectados entre si, operando como um único ecossistema.

Hoje a tecnologia em nuvem é muito usada, principalmente na hora de fazer backups. De acordo com um levantamento realizado pela Avast, mais de 50% dos brasileiros a utilizam com este fim. Entretanto, Diogo Barroso Santos, CTO da Claranet Brasil, reforça que o uso vai bem além disso. "A constante ampliação de acesso à internet e a vida conectada que levamos hoje, com a adoção de diversos serviços que são totalmente baseados em nuvem, nos mostram a importância dessa tecnologia não só para empresas, mas também para o consumidor final. Além disso, a chegada das redes 5G e a gama de produtos que contam com Inteligência Artificial reforçam como essa tecnologia tende a crescer", acredita

E para quem ainda tem dúvidas, o executivo separou uma lista de usos cotidianos da tecnologia, para provar que ela não existe apenas no mundo corporativo:



Internet Banking


Acessar o saldo da conta, fazer um pagamento ou transferência. Todas essas ações corriqueiras estão suportadas por tecnologia em nuvem. A agilidade, rapidez e elasticidade são alguns dos benefícios que as instituições financeiras encontram na cloud computing, que as ajuda a diminuir custos e as tornam mais competitivas.



Backup e armazenamento de fotos


Atualmente, você não precisa dispor de muito espaço em seus dispositivos, sejam eles, um computador de mesa, notebook ou smartphone. Na hora de salvar seus arquivos e documentos ou procurar um lugar para ter sempre à mão, as fotos da família e daquela viagem incrível, vale considerar um serviço de armazenamento em nuvem. Seus arquivos ficam em servidores conectados à nuvem, com toda a segurança e facilidade de acesso. Vários sites tem hospedagem gratuita, o que a torna acessível a todos.



Filmes, músicas e séries


Quem tem mais de 40 anos de idade deve se lembrar das dificuldades para conseguir gravar a sua música preferida do rádio ou alugar aquela fita de VHS e ter de rebobinar antes de entregá-la de volta na locadora. Com a chegada da internet, tudo ficou muito mais fácil.

Hoje temos na palma da mão, milhares de músicas, filmes e séries. Tudo com excelente qualidade de imagem e som, vindos diretamente da nuvem, ou nesse caso, dos streamings como Netflix, Disney Plus, Spotify ou Apple.



Home Office


O que antes era improvável para alguns, hoje é a realidade de muitos. Videoconferência, ponto eletrônico, documentos compartilhados, acesso ao sistema da empresa, entre muitas outras atividades, que antes eram feitas de forma presencial, hoje são realizadas de forma remota, graças a utilização da nuvem. Até o rendimento dos colaboradores cresceu com a adoção do novo método, e muitas empresas devem permanecer nele, mesmo após o final da pandemia.


E-commerce


O isolamento social fez com que o e-commerce fosse o grande protagonista de 2020 e boa parte deles está hospedado na nuvem, que apresenta inúmeras vantagens para quem escolher essa modalidade. Como escalabilidade, uma vez que o empreendedor dispõe de capacidade de processamento, espaço e banda de acordo com as suas necessidades. Há também o suporte a picos de demanda, já que a nuvem evita congestionamento e queda do site. Além disso, a redução de custos entra na lista, já que um e-commerce custa apenas uma fração, do que custaria uma loja física em um shopping, por exemplo.


Ainda não nos preocupamos com o combate à pobreza

Um dos piores anos da história recente do país, 2020 também foi o ano em que a taxa de pobreza atingiu 8%, seu menor patamar em 44 anos. O coeficiente de Gini, que mede o grau de desigualdade da renda,  atingiu históricos 0,47, abaixo dos 0,54 de 2019 - muito em função do êxito do auxílio emergencial. Esses são apenas dois dos indicadores que evidenciam a relativa facilidade em se obter resultados com política social no Brasil. Entretanto, uma política só será eficiente quando não só aliviar temporariamente, mas também apontar uma rota de saída para a pobreza.

O auxílio, por sua própria natureza emergencial, foi pouco focalizado. Foram 68 milhões de beneficiários, custando quase R$ 300 bilhões de reais até dezembro. As medidas de combate à Covid-19, em seu total, somaram R$ 620,5 bilhões. Para se ter uma ideia, o programa Bolsa Família, já bastante criticado em termos dos gastos antes da pandemia, tem pouco mais de 40 milhões de beneficiários e custa 32,5 bilhões ao ano. O argumento de que é inviável sustentar um programa como o auxílio emergencial a longo prazo é válido. Mas o problema da pobreza no Brasil continua mais sério que nunca.

Dados do Insper mostram que a população de pobres no Brasil, com o fim do auxílio em dezembro de 2020, já é maior do que antes da pandemia. Em contrapartida, a dívida bruta alcançou 89,3% do PIB em 2020. Ainda que pareça alarmante, países emergentes como Índia, China, África do Sul e Argentina não estão muito distantes disso, apresentando uma dívida pública de, respectivamente, 89%, 61%, 78% e 90% dos seus PIBs. O custo da dívida pública para o país depende diretamente da sua taxa de juros - no Brasil, historicamente baixa, a 2% desde meados de 2020. Desse modo, em termos absolutos, o Brasil paga hoje um montante de juros inferior ao que pagava em 2019 (de acordo com o Banco Central, esse montante foi de R$ 266 bilhões em 2020, contra R$ 310 bilhões em 2019).

Ricardo Paes de Barros, renomado economista conhecido como o “pai do Bolsa Família”, apresenta o que ele chama de “a regra do 1, 2, 3, 4”. No Brasil, os 10% mais pobres recebem 1% da renda do trabalho. Os brasileiros situados entre os 10% e 20% mais pobres recebem 2%. Os próximos 10% recebem 3% e os seguintes, 4%. Em resumo, os 40% mais pobres no Brasil recebem 10% da renda, o que equivale a 5% do PIB. Isso quer dizer que gastando 5% do PIB é possível dobrar a renda dos 40% mais pobres. Considerando que o Brasil gasta 25% do PIB com políticas sociais, apenas um remanejamento desses beneficiários traria um grande resultado em termos de redução da pobreza, quiçá uma expansão dessas políticas.

Um dos nossos principais problemas, a própria desigualdade, é a razão pela qual é tão barato melhorar a vida dos mais pobres. Mas reduzir a pobreza deve se tornar realmente um objetivo nacional. Dar mais para os que mais precisam, unificar a proteção do Estado às pessoas mais necessitadas de modo que haja um incentivo não só ao trabalho, mas também à formalização. Uma política que não coloque o peso do emprego formal sobre o empregador, mas que estimule os ganhos de produtividade que só podem ocorrer no setor privado.

Em termos quase utópicos, o que é preciso é mexer onde ninguém tem coragem. Fala-se em saídas possíveis, como a “cláusula de calamidade” na PEC do Pacto Federativo, medida que permitirá um maior endividamento. Podem funcionar, mas são saídas do lado da despesa, não das receitas. Uma política de taxação de grandes fortunas, a exemplo do que acabou de ser feito na Argentina – política que não afetará 99,98% das pessoas –, seria um importante passo em direção a um real combate à desigualdade, política essa que sequer tramita na agenda do dia. Em um mundo de poucas verdades, uma delas é que, como sociedade, ainda não nos preocupamos realmente com o combate à pobreza.



Walcir Soares Junior (Dabliu)  -  doutor em Desenvolvimento Econômico, é professor de Economia na Universidade Positivo.

 

Voto Feminino: mulheres ainda buscam plena emancipação na cena política


O 24 de fevereiro representa para as brasileiras o pontapé inicial das mulheres na conquista de seus direitos políticos e na igualdade de gênero. Foi nessa data, em 1932, que se permitiu a elas participarem da vida política do país por meio do voto. É verdade que, num primeiro momento, o sufrágio garantiu algum poder de decisão apenas às viúvas com renda própria e às mulheres casadas e autorizadas pelos maridos, todas escolarizadas e em geral brancas. As analfabetas, grupo em sua maioria formado por mulheres pretas, só conquistou esse direito em 1985. Passados quase 90 anos desde o decreto 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, assinado por Getúlio Vargas, é válido o exercício de mensurar até que ponto as mulheres estão de fato inclusas no espaço político do país e a sua integridade participativa assegurada pelas instituições.

Segundo levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do total de eleitores aptos a participar das eleições municipais de 2020, que eram de 147,9 milhões de pessoas, 52,5% eram mulheres. No entanto, para além do voto, é importante garantir a ela acesso aos canais de decisão, para participação efetiva na vida institucional. Essa participação não é um fim em si mesmo, mas um enriquecimento da democracia.

No âmbito dos Poderes da República, em especial no Executivo, as mulheres ainda são minoria. Nas últimas eleições municipais, por exemplo, foram eleitas 651 prefeitas (12,1%) e eleitos 4.750 prefeitos (87,9%) no país, conforme o Tribunal Superior Eleitoral.

Desde 2009, os partidos são obrigados a ter ao menos três mulheres para cada sete homens concorrendo às eleições. Além disso, a partir de 2018, as siglas precisam destinar, no mínimo, 30% do que recebem do fundo eleitoral às candidatas. Quem não cumpre essa regra pode ficar sem os recursos e ainda ter toda a chapa de vereadores cassada pela Justiça Eleitoral. Ainda assim a distância entre se candidatar e se eleger para elas continua abissal.

"O que vemos é que os partidos não estão verdadeiramente preocupados em promover igualdade de gênero e de raça. A cota de 30% de candidaturas só foi cumprida recentemente e ainda em meio a inúmeras denúncias de candidaturas- laranja", observa Hannah Maurici Aflalo, mestre em Ciência Política e cofundadora de A Tenda das Candidatas, projeto de atendimento voluntário para candidaturas e formação política. "Dentre as candidatas que atendemos n’A Tenda, o que mais vivenciamos foram promessas não cumpridas de financiamento e candidatas sendo totalmente negligenciadas pelos partidos", salienta a formadora política.

As mulheres que conseguem alguma viabilidade política dentro de seus partidos precisam ainda enfrentar as barreiras sociais e os estereótipos de gênero que se manifestam de maneira violenta, em especial na internet, como mostrou em novembro último, ao término do segundo turno das eleições municipais, o relatório do MonitorA, um observatório de violência política contra candidatas nas redes, da Revista AzMina e do InternetLab em parceria do Instituto Update.

O estudo monitorou a dinâmica do discurso de ódio no Twitter para homens e mulheres e concluiu que no primeiro turno as candidaturas femininas acompanhadas pelo observatório receberam, em média, 40 xingamentos por dia. A análise do discurso mostrou que mulheres foram atacadas com termos ofensivos relacionados aos seus atributos físicos, assédio moral, sexual e intelectual, descrédito, gordofobia, transfobia e racismo, enquanto homens foram ofendidos por trabalhos ou posicionamentos específicos.

Na ocasião, as mulheres mais atacadas foram as então candidatas à prefeitura de São Paulo, Joice Hasselmann (PSL); de Porto Alegre, Manuela D´Ávila (PCdoB); e do Rio de Janeiro, Benedita da Silva (PT).

Caso singular trazido pelo MonitorA foi o ataque sofrido pela então candidata à prefeitura de Ribeirão Preto Suely Vilela (PSB). A professora universitária foi chamada de "arrogante" por um usuário no Twitter por ter no currículo o cargo de reitora na Universidade de São Paulo (USP). Vilela foi a primeira mulher a ocupar a posição nos 71 anos de existência da universidade. Em outras palavras, a professora foi considerada segura de si demais, em vez de qualificada para o cargo.

Para Hannah Maurici Aflalo, são os estereótipos de gênero, ou seja, as caraterísticas e papéis atribuídos a cada um dos gêneros que contribuem para a ideia de que a política é um lugar inóspito para mulheres. "As mulheres crescem sendo convencidas de que não são boas para ocupar esses espaços e o eleitorado é educado de forma a cumprir essa falsa afirmação", diz a cientista. E acrescenta: "É preciso investimento em formação política dentro dos partidos e para a sociedade como um todo, de forma a descontruir os estereótipos e a cultura machista e de ódio às mulheres, às pessoas negras, aos LGBTQIA+ e aos corpos divergentes para que a entrada na política não seja considerada uma ameaça, mas um direito".

Mestre em Ciência Política pela USP e pesquisadora do Núcleo Democracia e Ação Coletiva do CEBRAP (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento), Beatriz Rodrigues Sanchez dia que "a violência política e de gênero é uma grave ameaça ao regime democrático. Com o tímido aumento da participação das mulheres na política no Brasil, houve também o aumento desses casos. É preciso que as instituições criem mecanismos eficazes de fiscalização e aplicação de penalidades, a fim de prevenir e combater esse tipo de violência".

Apesar desses obstáculos, o último pleito eleitoral, realizado em 2020, as urnas deram uma sacudida no sistema majoritariamente formado por homens, em geral mais velhos, ricos, brancos e heterossexuais. Mulheres negras, pessoas transexuais, indígenas e quilombolas conquistaram vitórias sem precedentes para as Câmaras de Vereadores espalhadas pelo país. Em São Paulo, Erika Hilton (PSOL), conquistou mais de 50 mil votos e, aos 27 anos, tornou-se a mulher mais votada entre os eleitos para a vereança na cidade de São Paulo.

Mas a trajetória das mulheres no Legislativo não é tranquila. "Elas são silenciadas o tempo todo dentro do Parlamento. As parlamentares mães não contam com uma estrutura adequada para o cuidado com os filhos", afirma Sanchez.

Exemplo máximo de violência política de gênero dentro de uma casa parlamentar foi sofrido recentemente pela deputada estaduale advogada feminista,

Isa Penna (Psol), na Assembleia Legislativa. Eleita em 2018 com 53.838 votos, a deputada foi vítima de assédio e importunação sexual. Ela teve o seio apalpado pelo deputado Fernando Cury. Cury é alvo de um processo de expulsão no seu partido, o Cidadania, de uma representação no Ministério Público por importunação sexual e ameaçado de cassação pelo Conselho de Ética da Alesp.

É inegável que a conquista de 1932 abriu portas e garantiu avanços às mulheres brasileiras, mas os dados e as análises das cientistas políticas entrevistadas pela reportagem da CAASP demonstram que ainda há um amplo caminho a ser trilhado pelas mulheres na política. Enquanto isso não ocorre, toda a sociedade perde. Afinal, escreveuo filósofo e economista político francês Charles Fourier no início do século XIX: "O grau de emancipação da mulher numa sociedade é o barômetro natural pelo qual se mede a emancipação geral de um povo".

Não deixe seu cérebro boicotar seus planos financeiros em 2021


Há pouco mais de dois meses você estava desejando ter um ano diferente: com mais paz, harmonia e prosperidade. Como quase tudo na vida, ter um ano mais próspero está diretamente ligado aos pequenos hábitos construídos dia após dia. O que muita gente não sabe é que tudo isso começa no nosso cérebro. A boa notícia é que ainda dá tempo de mudar a direção da sua vida financeira utilizando melhor as suas capacidades cognitivas.


Mitos do dinheiro - São vários os mitos que envolvem o dinheiro. Muitos deles ligados à questão emocional ou quase sempre irracional, segundo planejador financeiro com a certificação CFP (Certified Financial Planner), Rogério Nakata. “Os principais mitos dentro da psicologia econômica são o de que o dinheiro é sujo e quando se tem essa percepção enraizada desde criança fazer dinheiro não é algo que valha à pena batalhar pois, a impressão à primeira vista é de que quem tem muito dinheiro fez alguma coisa errada, mas a maioria das histórias de sucesso financeiro é de muita luta, sacrifício, honra e de muita dedicação a àquilo que se ama. Um outro mito seria que não devemos levar tanto a sério as questões financeiras”, pontuou o especialista.


Inteligência financeira - Assim como em outras áreas da vida, a inteligência está diretamente ligada a capacidade de adaptação, o que não é diferente quando falamos de dinheiro. “Ser inteligente é ser capaz de adaptar-se a diferentes situações, compreender ideias complexas e utilizar diferentes formas de raciocínio. Quer dizer: uma pessoa inteligente aprende mais e melhor a partir de experiências e da flexibilidade que se tem para enfrentar padrões pré estabelecidos e crenças. Gerar novos hábitos é uma questão cerebral, ou seja, precisamos conscientemente entender o significado e os benefícios a curto, médio e longo prazos e usarmos nossas funções executivas do pré frontal para nos mantermos fiéis a nova rotina até que seja incorporada totalmente. Um cérebro ativo, exercitado e consciente incorpora novas hábitos e garante sucesso nas suas tarefas. Quanto mais conhecemos do nosso cérebro e o exercitamos em prol da melhoria de habilidades cognitivas como atenção, memória, análise e síntese, criatividade mais ampliamos as possibilidades de novas conquistas e melhores condições de vida”, pontou Patrícia Lessa, Diretora Pedagógica do método Supera. Antes de sair apenas guardando dinheiro ou cortando o cafezinho, nossa mente precisa entender que o objetivo mudou: foco, disciplina e mudança de prioridades estão entre os novos valores que vão construir uma nova realidade financeira, segundo Rogério. “Tudo que um dia você quis aprender na sua vida teve a ver com o foco que você deu naquilo que queria. Exigiu disciplina, mas também uma dose de concentração. Não é diferente quando falamos de mudanças que envolvem o dinheiro”, pontuou.

  • O hábito de pagar a si mesmo - Segundo Rogério, o ato de economizar para a aposentadoria soa como algo estranho e inimaginável para alguém mais jovem, porém ele é você hoje que necessitará de renda no futuro, então, podemos dizer que se aposentar nada mais é que a transferência de recursos do presente para o amanhã. Crie formas automáticas de facilitar essa economia transformando-o num investimento mensal. Pague-se primeiro ao receber e drible a procrastinação.
  • Invista em informações de qualidade - Existe hoje uma gama de profissionais que podem auxiliar no processo de amadurecimento financeiro para encontrar brechas no seu orçamento. Depois de traçar seus objetivos a curto, médio e longo prazo, dê o primeiro passo. 
  • Aprenda como o dinheiro funciona e tenha paciência - Não aprender como o dinheiro funciona, ansiedade por resultados rápidos e não respeitar os juros compostos são alguns dos principais erros. Todo processo de aprendizado requer disciplina e mudanças de hábito para que um dia as boas práticas financeiras pessoais sejam algo natural na vida de uma pessoa ou de uma família.
  • Entenda os gatilhos do seu cérebro e dome os seus impulsos - Perguntas do tipo: ‘Será que eu realmente preciso disso?’ podem ajudar a domar os impulsos. Somado a isso, ter um objetivo claro facilita e muito a motivação, mas também a carimbar ou destinar melhor o dinheiro para aquilo que realmente vale à pena. 
  • Defina suas prioridades - Faça uma lista de objetivos e projetos de vida de forma detalhada de curto, médio e longo prazos com suas devidas datas, mas também defina prioridades que tem a ver com o que é mais urgente neste momento para você. “É mais importante almoçar fora todo final de semana ou economizar para criar uma reserva para situações emergenciais, caso eu não tenha?”, pontuou Rogério.
  • Cultive pequenos (e bons) hábitos - Pessoas que conseguem poupar dão valor a cada uma de suas conquistas e ao dinheiro que ganham, mas também são disciplinadas e sabem o que querem ou o que não querem. Este último ponto pode soar estranho, mas não saber o que você não quer pode ser um bom motivo para começar a economizar e investir. “Eu não quero viver única e exclusivamente do INSS ou depender de um banco caso eu precise de dinheiro emprestado, é um bom motivo para iniciar este projeto”, explicou Rogério. 
  • Ganho pouco, não posso poupar - Segundo o planejador, isso é um grande mito. “Conhecemos muitas pessoas que ganham muito dinheiro e não poupam se quer 1 real e outras que ganham muito menos, mas que conseguem fazer muito mais com aquilo que ganham porque sabem a importância de investir e de colocar os juros compostos trabalhando a seu favor e não contra elas”, explicou. 
  • Mantenha seu cérebro ativo e estimulado - Estimular o cérebro da forma correta é um fator determinante para tomar melhores decisões e obter mais inteligência emocional para lidar melhor com os desafios da vida financeira, afinal, dinheiro não aceita desaforo. “Procure viver um pouco abaixo de suas expectativas financeiras de forma a não gastar tudo aquilo que você ganha, organize-se financeiramente para poder ter sua mente disponível para aquilo que realmente é importante, exercite seu cérebro, abastecendo-se de conteúdo educacional de qualidade e esteja preparado para as eventualidades pois, quer você queira ou não, elas sempre irão ocorrer, mas o fundamental é que você esteja preparado para o quando”, explicou Rogério. 

Se mesmo com essas dicas, mudar os hábitos financeiros ainda for uma tarefa difícil, a prática de Ginástica cerebral pode ajudar neste processo. “Para potencializarmos o nosso cérebro, precisamos praticar exercícios que provoquem mudanças em seu funcionamento e estrutura. Para uma prática afetar o cérebro, precisa ser uma experiência mais completa que a experiência usual, familiar, rotineira. O método Supera oferece uma proposta envolvendo novidade, variedade e desafio crescente para tornar o cérebro mais ágil e flexível no sentido de ampliar as possibilidades na busca de novos caminhos para a realização das ações cotidianas”, explicou Patrícia Lessa, Diretora Pedagógica do Supera.


Estou endividado, e agora? - Mas se você está endividado e não sabe por onde começar, manter uma postura positiva também impacta diretamente nas mudanças que afinal, precisam começar em algum momento. “Seja otimista, mas trabalhe e desenvolva-se em outras áreas de sua vida, sendo dentre elas uma das mais importantes, a financeira. Além de planos de investimentos para cada um dos seus mais importantes projetos de vida, possua uma reserva de emergência que não deve ser inferior a 6 ou 12 meses de suas despesas mensais, não desista da sua vida financeira. O seu ‘eu’ do futuro agradece”, concluiu Rogério.


Negociações em contratos futuros de moedas dobram em janeiro

EURUSD bate recorde na B3 com 108 mil negociações; entenda como foi o desempenho do dólar, real e libra


O mercado futuro de moedas registrou números positivos nos contratos negociados no primeiro mês do ano - foram cerca de 310 mil contratos  negociados, contra 145 mil em dezembro. Em janeiro, o número praticamente dobrou, de acordo com a Infinox Capital, trading inglesa que forma mercado futuro no Brasil. 

Cinco pares de moedas, contra o dólar americano, formam o leque das mais negociadas em janeiro. Abaixo, confira o ranking feito pela trading inglesa: 

·       EURUSD (EUP): 108 mil – recorde histórico desde o início do contrato em 2018.

·       AUDUSD (AUD): 91 mil

·       USDCAD (CAD): 52 mil

·       USDJPY (JAP): 30 mil

·       GBPUSD (GBR): 26 mil

“Embora alguns pares como EURUSD tenham sido negociados sem muitas oscilações, de modo geral, os maiores pares de FX, que nomeamos de G10, tiveram poucas mudanças de direção”, explica  Victor Hugo Cotoski, executivo da Infinox. 

O dólar australiano contra o dólar americano tem tido uma certa atenção junto ao GBPUSD, pois como o AUD é considerado um termômetro de otimismo no mercado de moedas e representa uma correlação com commodities, como o petróleo, conseguiu conquistar uma valorização contínua nos últimos seis meses. 

De acordo com Cotoski, conforme a commodity e os índices sobem, mostra-se um cenário positivo e a moeda tende a seguir esse ritmo. 

A libra também é considerada um destaque para os investidores, devido ao fato do Reino Unido estar adiantado em relação a vacinação contra o novo coronavírus - 23% a frente de outros países segundo estudos, além de mostrar confiança após um Brexit rígido. 

 

No Brasil

A B3 teve recordes de volume financeiro do euro contra o dólar no início do ano, com 108 mil contratos negociados, e carrega um outro destaque no número de negócios feitos no AUD, mais de 860 negócios foram feitos. 

 

Libra

Desde o início da vacinação em dezembro, a libra esterlina vem ganhando forças semanalmente, saindo de 1.3600 no início do último mês do ano para 1.3950. Atualmente, resultando em um crescimento de 3%. “As moedas como, libra, euro e dólar, o peso de cada ponto percentual é muito grande, diferente de moedas emergentes como o real, que chega a subir e cair 2% em um único dia” – nos conta Cotoski. 

 

Moeda americana

O pacote de US$ 1.9 trilhões está para sair, que foi proposto pelo presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em novembro, continua aquecendo os mercados de ações que não param de renovar as máximas. Porém, há uma preocupação com a curva de juros futuros do tesouro americano, que vem subindo semanalmente. 

“Isso mostra que os investidores estão precificando que possivelmente terá um aumento na taxa de juros dos EUA, evento que tem sido alertado há meses. Essa elevação no pagamento dos prêmios levaria o preço do dólar para um patamar mais alto, porque pode ter uma procura maior pela moeda, para trocar pelo título”, explica Victor Hugo.

Nas últimas semanas, a moeda americana vem ganhando força contra todos os outros países emergentes e mayors (representa o G10, as 10 moedas mais negociadas). De cada 10 bancos e casas de análises que a Infinox recebe relatórios diários, sete deles acreditam em um posicionamento forte do dólar em 2021, principalmente no segundo semestre. 

 

Real 

A moeda brasileira sofreu muitas oscilações e continua sendo a número um entre as moedas emergentes mais desvalorizada e barata, segundo diversos estudos de preço, demanda e probabilidade. O Brasil tem sofrido a maior volatilidade da história do câmbio. 

Para Cotoski, não há um cenário de certezas e fatos claros sobre os próximos passos da economia brasileira. Abaixo, o executivo compartilha pontos que prejudicam o avanço de um ambiente econômico positivo, são eles: 

·       A pandemia não está controlada, logo a curva de infecção fica em alta e perto dos recordes; 

·       Não há vacinas nem para 20% da população e os picos da segunda onda ainda podem atingir o Brasil; 

·       As reformas não estão claras e o plano de teto de gastos e fiscal continuam no papel;

·       Não existem fatos concretos para que os investidores estrangeiros mudassem o seu capital para o Brasil. Isso resulta na desvalorização da moeda, a volatilidade e ainda tem o perigo do dólar operar com força em todo o mundo, que somado a essas incertezas levaria o real perto da casa dos 6.00. 


As adaptações promovidas pelo isolamento social

Quase um ano se passou desde o início, em março de 2020, do isolamento social provocado pelo coronavírus e, desde então, vivemos uma intensa mudança de comportamentos. Mudamos hábitos de consumo, aderindo, fortemente, aos aplicativos de entregas e de relacionamento, adotando uma prática pouco comum, especialmente em países latinos, de distanciamento social; mudamos a forma de estudar, com a ampliação do ensino a distância e híbrido; aderimos às consultas on-line para seguir com terapias, consultas psicológicas e até consultas médicas básicas; mudamos a forma de trabalho, aderindo ao trabalho remoto e híbrido - este último, uma mudança não apenas para colaboradores, mas também para os empregadores que antes eram resistentes em adotar a prática.

O trabalho híbrido é um modelo no qual se alterna na semana entre dias no escritório e dias em home office. Essa forma não é uma novidade, uma vez que já era bastante utilizada por empresas de tecnologia, porém tem se tornado cada vez mais discutida no mundo corporativo e se transformou em tendência e prática comum.

Inicialmente, muitos executivos não acreditavam que esse era um modelo eficiente para suas equipes, justamente por conta da impossibilidade de visualizar no que cada um estava trabalhando, além da falta de interação social. Porém, como mostram diversas pesquisas publicadas, a experiência acabou sendo bem diferente. O trabalho híbrido foi aprovado, provando sua eficácia e se tornando um modelo economicamente mais viável diante do cenário econômico mundial.

Muitos consideram o modelo como o "melhor dos dois mundos" - remoto e presencial -, porque permite uma rotina de trabalho flexível, mantendo as boas práticas do trabalho remoto - como a maior concentração nas atividades, melhor gestão do tempo e qualidade de vida dos colaboradores -, e trazendo apenas o melhor do presencial para reuniões e brainstormings, fazendo a manutenção dos vínculos sociais do trabalho com o espírito colaborativo e o famoso "olho no olho".

A verdade é que as empresas estão buscando opções que melhorem a produtividade dos colaboradores, além de estimular sua criatividade e mantê-los felizes. E a tecnologia está em constante evolução, permitindo que novas ferramentas sejam lançadas, auxiliando na execução das atividades, reduzindo os riscos de erros e falhas.

Os resultados que temos visto, até o momento, nos animam para um novo futuro, com mais flexibilidade e produtividade, e terão impactos significativos na economia mundial, bem como na forma de se relacionar. O home office, além de reduzir exponencialmente a necessidade de espaços físicos, reduz barreiras geográficas possibilitando que pessoas em diferentes cidades, estados ou países, possam trabalhar juntas e cooperar de forma jamais vista antes.

Estamos caminhando para o momento que as atividades presenciais serão apenas as obrigatoriamente necessárias, ou que satisfaçam necessidades pessoais de relacionamento. O tempo ganho com economia em transporte esperas infindáveis em salas de reunião, cafezinho e brincadeiras serão melhor utilizado com a família, estudo, aumento de produtividade e lazer.

 

 



Jânyo Diniz - Presidente do grupo Ser Educacional

 


Governo federal lança guia com boas práticas de gestão para novos prefeitos

O documento, que contou com o apoio do Sebrae na sua formatação, apresenta um conjunto de orientações e ferramentas para que os prefeitos alcancem o melhor resultado nos seus primeiros 100 dias de gestão

 

O governo federal lançou nesta terça-feira (22), no Palácio do Planalto, o 'Guia do Novo Prefeito + Brasil'. A cerimônia reuniu ministros, prefeitos e autoridades, entre elas o presidente do Sebrae, Carlos Melles. O documento, elaborado com apoio do Sebrae e outros parceiros, tem o objetivo de apoiar os novos gestores municipais do país durante seus mandatos, em especial nos 100 primeiros dias de início na gestão, e traz orientações, legislação atualizada e referências de boas práticas.

Dividido em cinco eixos - Prefeito, Governança, Social, Território e Finanças  - o guia dispõe de informações rápidas e práticas sobre recursos financeiros e consórcio para a gestão municipal, orientações sobre como usar a Plataforma +Brasil, modelos de planejamento estratégico, além de exemplos de boas práticas de transparência e prestação de contas. O Presidente da República, Jair Bolsonaro, participou do evento e lembrou que o Brasil começa nos municípios. "O início de uma gestão não é fácil e nós devemos contar com meios e com gente de confiança ao nosso lado. Esse momento é de confraternização, onde os prefeitos se encontram, trocam ideias e ajudam um ao outro, a cada vez mais administrar o seu município. O povo brasileiro espera de todos nós, que sejamos competentes o suficiente para lhe proporcionar momentos de alegrias", enfatizou o presidente.

Carlos Melles, presidente do Sebrae, destacou que o Guia lançado pelo governo federal vai contribuir para tornar o ambiente de negócios mais acessível às pequenas empresas, principalmente por meio das compras públicas municipais, que são um importante instrumento de promoção do empreendedorismo. “O Sebrae é um parceiro histórico dos prefeitos brasileiros. Temos trabalhado em sintonia com os gestores municipais de todo o país em favor do estímulo ao empreendedorismo e para que as nossas prefeituras se tornem – efetivamente – fomentadoras dos pequenos negócios locais”, comenta Melles.

Para a Secretária Especial de Assuntos Federativos da Secretaria de Governo da Presidência da República, Deborah Arôxa, a atual realidade imposta pela pandemia, trouxe desafios nunca vistos para a administração pública e a nova agenda de prefeitos irá unificar a administração do país. "Estamos congregados em uma única agenda de trabalho, para que possamos construir, colaborativamente, uma nova forma de implementar coletivas públicas. Trabalharemos conjuntamente, com todos os ministros e os técnicos dos ministérios, para que tenhamos um país cada vez mais íntegro, mais integrado, inovador, transparente, mais simples e efetivo", destacou. Deborah Arôxa, também detalhou que para a criação do primeiro do 'Guia do Novo Prefeito + Brasil', foram necessárias mais de 450 horas de trabalho, contando com o apoio de mais de 140 servidores públicos estaduais, municipais e federais, que resultaram em 300 páginas de conteúdo e 40 horas de curso, que irão estruturar ações efetivas nos 100 primeiros dias do mandato dos novos prefeitos. 

O 'Guia do Novo Prefeito + Brasil' já está disponível para download e pode ser encontrado, na sua integralidade, no Portal da Secretaria de Governo, clicando aqui


Gestão empreendedora nos municípios brasileiros

O Sebrae também é parceiro dos municípios e desenvolve iniciativas que contribuem para o desenvolvimento local com foco no empreendedorismo.

Em setembro do ano passado, em pleno processo eleitoral para escolha dos novos gestores municipais, a instituição lançou o 'Guia do Candidato Empreendedor', que apresenta uma série de propostas para incentivar o empreendedorismo nas gestões municipais. Diante da pandemia do coronavírus e do desafio de superar a crise, o Sebrae ofereceu oportunidades para os novos líderes participarem do 'Programa Cidade Empreendedora', onde recebem apoio para desenvolver ações direcionadas para a melhoria do ambiente de negócios nos municípios.

A entidade também reconhece, desde 2000, o trabalho de gestores comprometidos em criar condições favoráveis para o fortalecimento e crescimento dos pequenos negócios em suas regiões. O 'Prêmio Sebrae Prefeito Empreendedor' já alcançou o total de 9.989 projetos inscritos, sendo 918 vencedores estaduais e 94 nacionais, confirmando o seu impacto junto aos atores políticos.


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