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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Hábitos para manter seu sorriso saudável

Quando se fala sobre hábitos saudáveis, logo se pensa em alimentação, prática de exercícios físicos e saúde mental. Mas, dentro dessa rotina de manutenção da qualidade de vida, existe também outra necessidade para a qual nem sempre é dada a devida atenção: a saúde bucal.

O cirurgião-dentista, membro da Câmara Técnica de Periodontia do Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP) e professor do curso de Odontologia da Universidade Santo Amaro (Unisa), Ricardo Schmitutz Jahn, explica sobre os cuidados com as escovas de dente, por exemplo, item básico do kit de higiene bucal. “Não existe um tempo determinado para a troca de escovas. O importante é que se observem as cerdas e quando elas começam a se deformar. Quando isso acontece, as escovas deixam de ser eficientes justamente onde mais precisamos que elas atuem, no espaço entre o dente e a gengiva e nas superfícies dos dentes. Vários fatores podem interferir na duração da escova: o material de que é feita, a forma de conservação e até a maneira que fazemos durante a escovação, que deve ser firme, mas sem exceder na força”, explica.

O especialista também esclarece que, após o uso da escova, é importante que ela seja limpa em água corrente, seca e guardada em local limpo. “O uso de antissépticos e soluções de hipoclorito de sódio podem ajudar nessa limpeza. As capinhas que fecham a cabeça da escova, se não forem bem higienizadas funcionam como uma verdadeira estufa que pode levar à proliferação de fungos e bactérias”, alerta.

É importante lembrar que as escovas não devem ser compartilhadas e o ideal é mantê-las armazenadas separadamente. O cirurgião-dentista também alerta que é importante sempre trocá-las em caso de gripes, resfriados, inflamações de garganta, Covid-19 e outras doenças. “Resíduos de materiais biológicos, vírus e bactérias podem sobrar nas escovas e funcionam como contaminantes”.


Não se esqueça da língua!

Na hora da escovação, é importante fazer a limpeza da língua também. Além de combater a halitose (mau hálito), a higienização correta da língua, favorece a redução do surgimento de novas lesões de cárie e pode diminuir o risco de infecções orais. “A língua deve ser limpa todos os dias. Isso evita o acúmulo de sujidades, restos de alimentos, leite, corantes e resíduos de tabaco (cigarros), ajudando a manter a boca saudável e impedindo o acúmulo de bactérias na região. O excesso de bactérias sobre a língua funciona como um verdadeiro reservatório de bactérias que podem contaminar outras partes do corpo”, alerta o cirurgião-dentista.

Os dispositivos limpadores de língua, disponíveis em farmácia ou presentes na própria escova de dentes e, até mesmo, uma colher reservada para essa finalidade, podem ser úteis na hora de higienizar a língua.  “A escova dentária pode ser utilizada sendo colocada delicadamente sobre a superfície da língua, com a cabeça da escova perpendicular em relação à língua, para que as cerdas façam o movimento de varredura do fundo para a ponta da língua. Uma sequência de poucos movimentos diários costuma ser eficiente. Algumas escovas têm na parte posterior alguns artifícios que são feitos para ajudar na higienização da língua. Esse tipo de recurso deve ser usado com muito cuidado para não machucar a língua ou a bochecha. No caso dos limpadores e também no uso da colher, a limpeza deve ser usada com movimento de raspagem, de trás para frente, de forma a deslocar e remover a sujeira da língua. Após esses movimentos, é preciso enxaguar a boca com água limpa”, explica.


Confira algumas dicas do especialista para manter sempre bons hábitos e melhorar a saúde bucal:

  1.   Prefira escovas comcerdas macias e troque a escova sempre que observar as cerdas deformadas;
  2. Utilize diariamente fio dental para remover a placa bacteriana entre os dentes;
  3. Use um creme dental fluoretado. Um enxaguante também pode ser um bom aliado;
  4. Não esqueça a limpeza da língua;
  5. Reserve um horário do dia para fazer uma escovação caprichada. O cirurgião-dentista poderá orientar com informações importantes para ter melhores resultados.

 


Conselho Regional de Odontologia de São Paulo (CROSP)

www.crosp.org.br


Cuidados com as mãos sob uso constante de álcool gel

 

Dermatologista Dr. Alberto Cordeiro ensina como evitar o ressecamento da pele da região e, ao mesmo tempo, manter a proteção


Higienizar as mãos continua sendo essencial para a prevenção da Covid-19. Quantas vezes por dia você tem lavado as mãos no último ano? E quanto álcool gel tem utilizado para manter-se protegido? Tais cuidados são essenciais e não podem ser minimizados, especialmente nesse momento. Por isso, o dermatologista dr. Alberto Cordeiro sugere alguns cuidados básicos para evitar o ressecamento da pele dessa região tão exigida nesse período e que podem ser feitos em casa.

Invista na higienização das mãos l O uso do álcool em gel é extremamente importante durante esse período de pandemia, no entanto, é necessário também manter o cuidado com a pele. "O uso constante da substância pode causar uma série de danos como ressecamento e alergias", destaca o dermatologista. Segundo ele, o álcool em gel é uma boa alternativa caso você sai de casa. Ao contrário, a lavagem das mãos com água e sabonete é a melhor escolha, pois prejudica menos e protege da mesma forma, especialmente em pessoas com maior sensibilidade na região e com tendência a dermatites e processos alérgicos.

Não esqueça o hidratante l O hábito frequentemente lavar as mãos e aplicar o álcool em gel pode trazer um certo ressecamento na pele, por isso, é crucial o uso de hidratantes. "Não há problemas em usá-lo após os cuidados preventivos, desde que o produto não esteja contaminado", sugere o especialista em cosmiatria da Horaios Estética.

 


Dr. Alberto Cordeiro - Dermatologista especializado em estética e cosmiatria, está à frente da Clínica Hōraios, centro de beleza, saúde e bem-estar que oferece uma experiência única para os pacientes inaugurado em dezembro de 2016. Localizada na Vila Nova Conceição, em São Paulo, a Hōraios Estética conta com uma de procedimentos para cuidados faciais, corporais e capilares. Com combinação de técnicas exclusivas, são propostos diversos tratamentos para potencializar a beleza de cada pessoa.

@dralbertocordeiro l @clinicahoraios l https://www.horaios.com.br


 

CONHEÇA OS PRINCIPAIS PROBLEMAS QUE AFETAM A SAÚDE BUCAL E COMO PREVENI-LOS

Consultora da GUM alerta pontos que precisam de atenção no dia a dia para manter-se saudável


Muito além do mau hálito e da cárie, males como periodontite e gengivite estão entre os principais problemas que impactam a saúde bucal dos brasileiros. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2019, 89% das pessoas no país higienizam a boca menos de duas vezes ao dia, contrariando a recomendação dos especialistas, que seria a de realizar a escovação após cada refeição.

"Uma higienização bucal inadequada, somada a outros fatores, pode contribuir para o surgimento dessas doenças. Alguns não possuem consequências tão graves, já outros, podem levar a sérias consequências", comenta Sara Paz, consultora da GUM , marca americana especializada em cuidados bucais. Abaixo, a especialista comenta sobre as doenças e as formas mais eficientes de evitá-las. Confira:


HALITOSE

Conhecida popularmente como mau hálito, a halitose é um dos problemas bucais mais comuns entre os indivíduos. Sara explica que, geralmente, ela não se trata de uma doença, mas sim de uma condição, que pode ser causada pela ingestão de certos alimentos, por uma limpeza ineficiente da cavidade oral ou alguma alteração sistêmica, como diabetes.

"O mau cheiro na boca, em alguns casos, está relacionado com o aparecimento da saburra lingual, uma secreção esbranquiçada ou amarelada que aparece na língua, provocada por restos de alimentos, células da mucosa bucal e bactérias. Para evitar o seu aparecimento, além realizar uma boa escovação dos dentes, também deve se dar uma atenção especial à língua", indica.

Além disso, a especialista indica beber muita água, pois permite que as glândulas salivares produzam a quantidade certa de saliva - responsável por lubrificar a cavidade oral e neutralizar o pH, protegendo-a das bactérias - e evitar ficar longos períodos sem comer.


CÁRIE

A cárie é a doença bucal mais comum no mundo, podendo aparecer desde a infância até a terceira idade. Os sintomas mais recorrentes são dor e hipersensibilidade, principalmente ao comer alimentos muito doces. Podem ser identificadas por pontinhos ou pequenas manchas pretas nos dentes.

"Quando em estágio inicial, uma correta escovação é capaz de frear o desenvolvimento da doença, mas para saber em qual estágio está, é necessário acompanhamento de um profissional. Em casos mais avançados, pode ser necessário uma restauração da coroa do dente ou até mesmo fazer um tratamento de canal", ressalta.


GENGIVITE

"Quando a placa não é removida pela escovação e pelo uso de dispositivos interdentais, as bactérias presentes na região se alimentam desses restos alimentares, produzem toxinas que irritam a mucosa da gengiva, resultando na gengivite", comenta a consultora. Se identificada precocemente, os danos podem ser revertidos, uma vez que o osso e o tecido conjuntivo que segura os dentes no lugar ainda não foram atingidos. No entanto, se a gengivite não for tratada, ela pode evoluir para uma periodontite, causando lesões permanentes aos dentes.

Os sintomas clássicos desse problema são: gengiva vermelha, inchada e sensível que pode sangrar durante a escovação e o recuo ou retração da mesma, conferindo aos dentes uma aparência alongada. Como prevenção, uma boa higiene bucal é essencial. A limpeza profissional também é extremamente importante, uma vez que a placa se acumula e endurece - se transformando em tártaro -, apenas o dentista consegue removê-la.


PERIODONTITE

Sendo considerada como uma das doenças bucais mais graves, a periodontite, além de ser a maior causadora da perda de dentes, também pode levar a outros problemas ainda mais sérios, como o infarto. Se trata de um dos estágios mais avançados de uma gengivite que não foi tratada.

A consultora comenta que os sintomas comuns da gengivite também estão presentes nessa fase da doença, porém, com mais intensidade. Além deles, o mau hálito e o amolecimento dos dentes também podem surgir. "Os dentes podem amolecer e cair devido a inflamação ter chegado ao tecido ósseo que é responsável por sustentar os dentes. Essa inflamação a longo prazo promove desgaste do osso e dos tecidos de suporte. ", complementa Sara.

O tratamento pode ser feito por meio de procedimentos odontológicos, medicamentos e, em casos mais graves, somente por meio de cirurgias. "É muito importante fazer um acompanhamento rigoroso com um dentista, evitando que o problema traga grandes complicações", recomenda.


Queremos vacina contra a Covid-19, mas não podemos deixar de lado o Calendário Nacional de Vacinação

Em tempos de discussões acaloradas a respeito das vacinas contra a Covid-19, especialistas chamam a atenção da sociedade para a forte queda da cobertura vacinal de crianças que o Brasil vem experimentando há alguns anos e que vem causando o ressurgimento de doenças até então erradicadas no país. 

Segundo dados do Programa Nacional de Imunização, as últimas metas de imunização para o público infantil atingidas no país, em 2018, foram de 99,72% do público-alvo para a BCG, e de 91,33% para o da vacina contra o rotavírus humano. Para ambas, a meta é superar os 90% - patamar não foi atingido em 2019, apesar de terem continuado acima dos 80%. Já até 2 de outubro de 2020, a taxa de imunização do público-alvo da BCG chegou a 63,88%, e a vacina contra o rotavírus, a 68,46%. A maior cobertura atingida no calendário infantil até outubro de 2020 foi na vacina Pneumocócica, com 71,98%. A vacina contra a poliomielite, responsável pela Paralisia Infantil, atingiu apenas 65,57% da meta estipulada. 

"A situação é extremamente preocupante e precisa ser revertida para que não tenhamos, nos próximos anos, um cenário evolutivo de casos de doenças que já estavam controladas com as vacinas", afirma o dr. Marco Antonio Iazzetti, infectologista, pediatra e professor do curso de Medicina da Universidade Santo Amaro - Unisa.

 

Bebeu demais? Veja como o vinagre pode ajudar contra a ressaca

O ácido acético presente no vinagre favorece a digestão dos alimentos e ajuda no combate à ressaca - Imagem: Aurélio Alves | Agência LK


Dor de cabeça, dor nos olhos, mal estar, dor no estômago, boca seca, sede e falta de apetite. Os sintomas, conhecidos como ressaca, indicam que a farra foi boa no dia anterior. No calendário brasileiro, 22 de fevereiro foi a data escolhida para lembrar das reações do corpo ao sobrecarregar o organismo com álcool. Alimentação equilibrada, ingestão de líquidos e até mesmo de vinagre podem ajudar o corpo na recuperação.

Mas, afinal, o que é a ressaca? “Após consumir uma quantidade maior de álcool do que o organismo é capaz de metabolizar, o indivíduo pode sentir estes sintomas. Por ser uma substância diurética, o álcool provoca desidratação, aumento na concentração de álcool no sangue e o trabalho excessivo do fígado, pâncreas e estômago, responsáveis por tornar as substâncias menos tóxicas”, explica a nutricionista Tamara Ferreira.

Para dar uma mãozinha ao organismo e ajudar a diminuir os efeitos da ressaca, a ingestão de líquidos e uma alimentação equilibrada são fundamentais. “Deve-se aumentar a ingestão de água, água de coco ou sucos e alimentos ricos em líquidos, como melancia, melão e abacaxi. É indicado o consumo de gorduras boas, como castanhas e oleaginosas, além de alimentos folhosos verde-escuros como rúcula, espinafre e couve, que são ricos em magnésio e ácido fólico”, indica a especialista.

Alimentos com ação anti-inflamatória e desintoxicante, como o gengibre e o açafrão,  também podem favorecer o trabalho do organismo. Em relação ao consumo de carnes durante a ressaca, o ideal é deixar as carnes vermelhas de lado e optar por carnes de fácil digestão, como frango e peixe, assadas, cozidas ou grelhadas. Já as frituras e o consumo de açúcar, também devem ser evitados.

O vinagre, ingrediente comum no armário da cozinha, também pode ajudar na recuperação. “Por ser obtido através de um processo de fermentação acética do álcool etílico, vinho tinto, vinho branco ou frutas, o vinagre é um líquido rico em ácido acético, que pode ser utilizado de diversas formas, além de temperar e conservar os alimentos”, explica Christina Campos, coordenadora química do vinagre Minhoto.

“Este ácido acético presente no vinagre, se consumido em quantidades adequadas, favorece a digestão dos alimentos e ajuda no combate à ressaca”, complementa a nutricionista Tamara. A profissional indica o consumo de uma ou duas colheres de sopa de vinagre em shot ou no tempero de saladas. “Ao acordar, a dica é preparar uma mistura com uma colher de vinagre, 100 ml de água, uma colher de açafrão e o sumo de meio limão. Isso também contribui para o trabalho do fígado”, recomenda.

Além do ácido acético, os vinagres de vinho tinto ou de vinho branco têm ainda outro benefício contra a ressaca, pois possuem ação antioxidante. “Como são feitos a partir da uva e preserva os polifenóis presentes nessa fruta, este tipo de vinagre promove ação antioxidante e contribui no combate aos radicais livres que foram originados no consumo do álcool”, acrescenta a profissional de nutrição.



Minhoto

https://www.segredinhosminhoto.com.br/


Banheiro é o principal local de escorregões e queda

Cômodo foi cenário de acidente doméstico que lesionou jogador flamenguista, nesta semana; ABTPé alerta prevenção


Um acidente doméstico resultou em desfalque importante para o time do Flamengo na 37ª rodada do Brasileirão. O volante Willian Arão fraturou o dedo do pé direito em momento de desequilíbrio enquanto estava no banheiro, batendo com a ponta do dedo em um obstáculo.

Quase um quarto de todos os ossos do corpo estão nos pés, responsáveis pelo apoio e locomoção. “Por tratar-se de ossos pequenos, as falanges dos dedos dos pés podem sofrer fraturas com traumas relativamente leves. Estas lesões raramente requerem cirurgia, mas é de suma importância a avaliação e o acompanhamento médico para que o alinhamento do dedo se mantenha adequado”, ressalta o presidente da ABTPé (Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé), Dr. José Antonio Veiga Sanhudo.

“A maioria das fraturas ocorrem ao bater com o dedo em uma superfície rígida, tropeçar em algum móvel ou pelo impacto de algum objeto que caia sobre o dedo. No banheiro, onde aconteceu o acidente com o atleta, o piso molhado e escorregadio é o principal responsável por escorregões e quedas, e como neste ambiente é comum andarmos com os pés descalços, o risco de fraturas é maior”, fala o médico.

Neste cômodo da casa, a utilização de tapetes de borracha, tiras ou dispositivos antiderrapantes são importantes para prevenir acidentes. Outra dica relevante é que saboneteiras e toalheiros sejam instalados de modo que o alcance seja fácil, para evitar a necessidade de ficar se esticando na ponta dos pés.

Idosos necessitam de ainda mais atenção. A instalação de barras de ferro junto ao boxe do chuveiro e vaso sanitário são pontos de apoio para minimizar o risco de quedas. “A recuperação de fraturas nestes locais costuma ocorrer em 4 a 6 semanas e pode ser mais demorada nas pessoas de idade avançada”, conclui Dr. Sanhudo.

Dor, inchaço e hematomas são os sinais mais comuns de uma fratura no pé e servem de alerta para a necessidade de uma avaliação. Ao ter um dedo quebrado, a pessoa pode ser capaz de andar, mas isso poderá agravar a lesão. Em suspeita de fratura, consulte um especialista em cirurgia do pé, que orientará o tratamento mais adequado.

 


Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé)


Boca seca pode provocar mau hálito?

 Como a boca seca interfere no seu hálito


Quem nunca teve aquela sensação de boca seca? Essa sensação vem, geralmente, junto com a sede e o calor. Todavia, esse sintoma pode ser frequente em alguns casos. Entenda o porquê:

A boca seca é causada quando há produção reduzida de saliva. Por conta disso, ficamos com dificuldades para falar e engolir, dor de garganta e muita sede, podendo levar até a um mau hálito. A sensação de boca seca constante acompanhada de mau hálito, pode indicar problemas bucais sérios que diminuem a qualidade de vida da pessoa. Segundo a especialista em halitose, Dra. Cláudia Gobor, "A boca seca pode se dar por diversos motivos. Gravidez, diabéticos e pessoas que posseuem trasntornos alimentarem como bulimia e anorexia, podem ser pacientes frequentes desse sintoma". Não só esses, a boca seca pode ocorrer em pessoas que consomem medicamentos anti-hipertensivos, anti-histamínicos, antidepressivos, diuréticos e também em pessoas que estão em tratamento com radiação.

Causas mais comuns para a boca seca:

  • Ansiedade
  • Depressão
  • Alteração hormonal
  • Estresse

Quando essa sensação é frequente, pode ser ocasionada por 2 causas, explica a Presidente da Associação Brasileira de Halitose: "A sensação de boca seca quando constante pode ser causada pela xerostomia e também pode ser devido a um ressecamento da mucosa bucal, provocado pela falta de saliva".

Qual a relação com o mau hálito?

Quando ocorre o ressecamento, há uma descamação nas células epiteliais da mucosa bucal. Essas células serão depositadas na língua e decompostas por bactérias, o que pode gerar mau hálito. Para a Dra. Cláudia, "Nao é comum o conhecimento, mas a boca seca pode sim gerar mau hálito. Quando os sintomas são constantes, por isso, é importante se conusltar  com um dentista especialista para entender de ondem vêm as causas desse problema".

Para evitar tanto os efeitos da boca seca, quanto o mau hálito, é importante tomar alguns cuidados:

  • Beber muita água
  • Fazer uso de enxaguantes bucais
  • Ingerir gomas de mascar sem açúcar que incentivarão a produção de saliva.

Se seu caso de boca seca for extremo, é indicado que se limite a cafeína e consulte um dentista especializado em halitose.

 


Claúdia Christianne Gobor - Dentista especializada em halitose. Presidente da Associação Brasileira de Halitose

https://www.bomhalitocuritiba.com.br/

Rua da Paz, n° 195, Sala 102,   Mab Centro Médico, Centro/ Alto da XV, Curitiba- PR

Whatsapp: (41) 99977-7087

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Youtube: Claudia Gobor


Exportações brasileiras para o Canadá crescem 25% em 2020

 Ouro e alumínio são os itens que se destacaram na análise da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC)


A análise Quick Trade Facts, realizada pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC) com base no levantamento Comex Stat, do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, revelou um aumento de 25% no valor total das exportações de produtos brasileiros para o Canadá em 2020 em relação ao ano anterior, alcançando os US$4.2 bilhões. Já as importações apresentaram queda de 20% e chegaram ao valor de US$ 1.8 bilhão. O saldo da corrente de comércio (exportações + importações) entre os dois países foi positivo: um aumento de 7%.

De acordo com a análise da CCBC, dezembro foi o mês que registrou o maior valor de corrente comercial entre Brasil e Canadá, seguido de março, mês em que a pandemia ainda não havia afetado a economia global. “No segundo semestre, o patamar de exportações foi se elevando de maneira consistente, principalmente por conta dos câmbios favoráveis às exportações”, comenta Paulo de Castro Reis, diretor de relações institucionais da CCBC.

No topo da lista de produtos brasileiros com maior valor de exportação ao Canadá está o ouro em formato bruto (bulhão dourado), que apresentou um aumento de 148% em comparação a 2019, alcançando o valor de US$1.8 bilhão. “O impacto da pandemia na economia global gerou bastante insegurança entre as pessoas. O risco da desvalorização de suas riquezas fez com que recorressem à segurança monetária do ouro. Esse é um fator que estimula a indústria de extração e de transformação do ouro bruto em barras”, comenta Castro Reis.

O segundo item com maior valor de exportações é a alumina calcinada, que apresentou pequeno crescimento, de 2%, mas ainda assim contemplou 23% do valor exportado ao Canadá em 2020, alcançando US$981 milhões. “A alumina calcinada, ou óxido de alumínio, é utilizada nos segmentos industriais para fabricação de fibras cerâmicas, refratários, peças automotivas, abrasivos para polimentos e polimento de lentes. O Brasil é um dos principais players globais na produção de alumínio”, explica o diretor da CCBC.

Também se destacaram no relatório alguns produtos que não possuem grande porcentagem no share total, mas que foram bastante procurados pelos canadenses. É o caso de itens de alimentação, como os açúcares de cana (crescimento de 84%), amendoins descascados (+ 2.174%), manteiga, gordura e óleo de cacau (+ 403%) e mel natural (+ 43%).

Segundo Castro Reis, as expectativas para as relações bilaterais entre Brasil e Canadá no período pós-pandemia são positivas. “Mesmo em um cenário de pandemia, tivemos em 2020 uma ótima relação comercial entre os dois países. Nossa expectativa para 2021 é continuar nesse mesmo ritmo. Também queremos aproveitar as oportunidades de identificar outros produtos brasileiros com potencial de crescimento no Canadá”, finaliza.


www.ccbc.org.br


Reduzir a Apneia do Sono

06 dicas simples para reduzir a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono



Quem nunca ouviu dizer que dormir bem faz bem para pele e para ficar jovem? Sim, o sono adequado traz benefícios evidentes para a saúde e qualidade de vida geral das pessoas, independente da idade.  Apesar da terceira idade se queixar mais sobre insônia, é um grande mito alinharmos as noites mal dormidas com envelhecimento, pois existem muitos fatores. 

“Precisamos diferenciar as alterac
̧ões fisiológicas do sono do envelhecimento daquelas sugestivas de distúrbios do sono propriamente ditos. Entre os sintomas fisiológicos estão a diminuição do tempo total de sono (dormem menos a noite) e  o aumento da latência para o sono (demoram mais para iniciar o sono), o ideal é procurar ajuda médica, explica Dr. Alexandre Colombini. 

Por outro lado, Otorrinolaringologista explica ainda que devemos ficar de alerta também para os distúrbios do sono, em especial a Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono, caracterizada por ronco alto e persistente na grande maioria das noites (que pode durar de 10 segundos a um minuto) e sonolência excessiva durante o dia.


“Essa doença é a causa mais grave do ronco. 
O ronco é um sinal de que tem uma obstrução na via aérea durante o sono e a gente precisa investigar”, ressalta Colombini.

Confira as dicas para amenizar a apneia:

1-    Durma de lado;

2-    Perca peso ( quem perde 10% do peso corporal pode diminuir até 30% dos sintomas da apneia, sabia?);

3-    Faça exercícios que tonificam a musculatura da faringe e a língua ( com auxílio de uma fonoaudióloga);

4-    Evite tomar álcool antes de dormir ( funciona como relaxante muscular, dessa forma, fica mais fácil a obstrução da via respiratória);

5-    Evite também tomar sedativos, como no caso da ingestão do álcool, antes de ir para cama;

6-    Desobstrua o nariz (após consulta com otorrino para verificar o motivo do entupimento na região e indicação do tratamento).
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Dr. Alexandre Colombini - Otorrinolaringologista, formado pelo renomado Instituto Felippu e Membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico Facial – ABORL-CCF. Suas áreas de atuação: Otorrinolaringologia clínica e cirúrgica com enfoque nas patologias nasais, cirurgia endoscópica, ronco e apneia.


Delegados explicam como se proteger do "Golpe do PIX"

O Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do RS - ASDEP afirmou que com o PIX os golpes por WhatsApp ficaram mais fáceis de serem aplicados.


Em novembro de 2020, começou a operar o PIX, um meio de pagamentos eletrônicos do Banco Central do Brasil, e em pouco mais de três meses já foram 65 milhões de usuários cadastrados. A Associação dos Delegados de Polícia do RS - ASDEP, por seu Presidente, Del. Pedro Carlos Rodrigues, alerta sobre os perigos do sistema. “Em função da praticidade e rapidez, o PIX se tornou um facilitador de golpes. Antes era necessário fazer um TED ou DOC para que a vítima fosse lesada, agora o golpe é realizado com uma simples clonagem de telefone”, afirmou o delegado.

O presidente da ASDEP explicou como são feitos os golpes. “O criminoso aciona a vítima por WhatsApp se passando por um amigo ou familiar. Então, ele inventa alguma desculpa, como que está sem limite no cartão, por exemplo, e solicita a transferência por PIX para uma conta clonada. Após a transferência, o dinheiro é sacado imediatamente para que o banco não possa anular a transferência. Por isso, a agilidade do PIX facilitou os estelionatos”, explicou o presidente.

Porém, o delegado ainda alertou que o Banco Central garantiu a segurança da ferramenta e explicou que a principal forma de se proteger é atentar-se aos detalhes. “Sempre desconfie quando alguém vem pedir dinheiro por WhatsApp. Pergunte para outros familiares ou amigos se eles sabem o motivo do pedido e uma maneira de confirmar a veracidade é telefonar para quem está pedindo. O PIX é seguro, basta estar atento”.

 

A falácia do direito à autodefesa

A política armamentista implementada pelo governo Bolsonaro soma, nos últimos dois anos, mais de 30 atos normativos publicados que facilitam a aquisição e o porte de armas de fogo e munições.

Quatro novos decretos editados no final da noite do dia 12 de fevereiro alteram sobremaneira decretos e leis anteriores, e entre as principais mudanças, aumenta de quatro para seis a quantidade de armas que uma pessoa com registro poderá comprar. E de mil para dois mil a quantidade de munição que atiradores e caçadores poderão comprar por ano para armas de uso restrito.

Um dos decretos permite que atiradores e caçadores comprem até 60 e 30 armas, respectivamente, sem necessidade de autorização expressa do Exército, a qual somente será necessária se ultrapassada essa quantidade.

A fiscalização, que é realizada pelo Exército, perde força com a edição dos novos decretos, pois agora, deixam de ser produtos controlados as miras para armas, as máquinas e prensas para recarga de munições, além de obrigar o Exército a comunicar com no mínimo 24 horas de antecedência a realização de vistorias dos arsenais, o que é absolutamente contraproducente.

Outro ponto de destaque é o direito de circular e carregar a arma fora de casa, o que também foi flexibilizado. Quem tiver o porte poderá ter até duas armas em trânsito ao mesmo tempo, além de outras flexibilizações quanto à comprovação de aptidão psicológica.

A retórica armamentista é falaciosa e assustadora especialmente pelo fato de que o Brasil possui o maior número de homicídios perpetrados com uso de arma de fogo no mundo com seu crescimento, estatística e umbilicalmente, ligado à proliferação das armas.

O discurso (falacioso) apto a conquistar apoiadores, é o de garantir maior segurança às famílias, pois em tese, cidadãos armados podem defender sua família de criminosos. Contudo, na prática, os dados denotam uma conclusão diferente.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública demonstram que 40% das armas apreendidas no Brasil na mão de criminosos tem origem lícita, ou seja, foram adquiridas por pessoas aptas e capazes, e acabaram caindo nas mãos da criminalidade.

Apesar de se dizer atender aos anseios populares e garantir mais segurança à população, dados do Atlas da Violência demonstram que após o Estatuto do Desarmamento, a taxa média anual de mortes por arma de fogo subiu 0,9% de 2003 a 2018, contra a média de 6% nos anos anteriores (1980-2003), logo, menos armas, menos homicídios.

Não obstante, os defensores das armas se abrigam sob o argumento de que no ano de 2019, após a edição dos primeiros decretos no ano anterior, o número de homicídios por arma de fogo reduziu e tal redução se deu em razão do aumento do número de armas em circulação. Mentira!

O fato é que o país teve alta recorde de homicídios cometidos por armas de fogo no ano de 2017, atingindo patamares históricos, enquanto em 2018 e 2019, houve queda expressiva de 11,6% e 21,5%, respectivamente.

A conclusão lógica (e rasa) é: “mais armas, menos crimes”, ignorando todos os fatores que impactam na violência (relação de causalidade), como o quesito social, cultural, o sistema jurídico penal e a própria boa aplicação das leis.

Reflexo disto é que no ano de 2020 o país teve uma alta de 5% nos assassinatos após os dois anos consecutivos de queda.

Enquanto de um lado se facilita o acesso a armas, por outro se flexibiliza o controle sobre elas, o que impacta também na capacidade de se investigar o cometimento de crimes contra a vida, resultando em impunidade.

Se os anseios populares são por maior segurança, o dever do Poder Público é prover segurança, e não armar a população indiscriminadamente e sem qualquer amparo técnico que apoie a medida, apenas torcendo para que o final seja feliz, conclusão esta que cientificamente não se alcançará.


 

Vinicios Cardozo - advogado, especialista em Direito e Processo Penal, pós-graduando em Ciências Penais pela Escola Superior da Advocacia (ESA) sócio fundador e coordenador do núcleo de ações criminais e de compliance officer do escritório GMP | G&C Advogados Associados, coordenador do Grupo Permanente de Pesquisas "Teses Defensivas" na OAB Paraná (2018-2019), membro da Comissão da Advocacia Dativa da OAB Paraná e ex-presidente da Comissão dos Advogados Representantes da Subseção de São José dos Pinhais no Foro Regional de Piraquara.

  

Estratégia de vacinação contra a Covid-19 depende do repasse de doses

Distribuição de lotes de vacinas aos estados pelo Ministério da Saúde é desenhada conforme o cronograma de entrega dos laboratórios

 

Desde 18 de janeiro, quando deu início ao Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação Contra a Covid-19, o Ministério da Saúde tem distribuído, com a maior celeridade possível, as doses recebidas aos estados e municípios, a fim de ampliar a vacinação no Brasil. No entanto, a pasta ressalta que as estratégias de distribuição e aplicação dependem do repasse das doses por parte dos laboratórios responsáveis pela fabricação ou fornecimento dos imunizantes. 

A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fontana, explica que o Ministério está sendo cauteloso na divulgação dos cronogramas em função do risco de imprevistos na entrega das doses, mas garante que há agilidade nos processos.

“A logística de distribuição está sendo rápida. A vacina demora de um a dois dias para chegar aos estados”, afirma Francieli. “No dia 17 de janeiro tivemos a aprovação de duas vacinas para uso emergencial no país, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e, no dia seguinte, muitos locais já iniciaram a campanha”, lembra. 

Quando novas doses são entregues ao Ministério da Saúde pelos laboratórios, prontamente é organizado o sistema de distribuição aos estados, com as indicações de público-alvo conforme os cenários já planejados, considerando a indicação de uso apresentada pelo fabricante, o quantitativo de doses já entregues e os públicos prioritários definidos anteriormente.  

O Ministério da Saúde já repassou 11,8 milhões de doses das vacinas contra a Covid-19 aos estados e Distrito Federal. A orientação, por meio do PNI, é de que sejam seguidas as diretrizes de vacinação aos grupos prioritários citados no plano de vacinação. 

 

BRASIL IMUNIZADO

O Brasil é o sexto país que mais aplicou doses contra a doença no mundo, segundo ranking divulgado na última semana pela plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford (Reino Unido), que acompanha a evolução da vacinação contra a doença em todos os países com campanhas em andamento.

O país se destaca à frente de outros que iniciaram a imunização antes, como Alemanha, França e Itália. Em primeiro lugar, aparecem os Estados Unidos (52,9 milhões), seguidos da China (40,5 milhões), Reino Unido (15,8 milhões), Índia (8,72 milhões) e Israel (6,6 milhões). 

 

 

 Angélica Mengue

angelica.mengue@saude.gov.br
Ministério da Saúde


Direito à Disponibilidade do Uso da Imagem de Atletas e Artistas

O direito de imagem é bastante significativo nos meios artístico e desportivo. Trata-se de um direito personalíssimo que se valoriza à medida que a pessoa natural adquire notoriedade, a ponto de gerar renda através de contratos de exploração desta imagem – exploração que ocorre via exposição da imagem (propriamente dita), da voz e de outros meios de identificação da personalidade. As cifras relacionadas à dita exploração geram interesses de toda sorte, inclusive das autoridades tributárias. Este legítimo interesse fiscalizatório, no entanto, deve observar os limites da lei e até mesmo do bom-senso.

Há pouco mais de 10 anos era criada a Delegacia Especial de Maiores Contribuinte – DEMAC, órgão integrante da estrutura da Secretaria da Receita Federal do Brasil, SRFB.  Atualmente, o escritório da DEMAC em Belo Horizonte está incumbido de fiscalizar artistas e desportistas. De forma assídua, a DEMAC/BH tem lidado exatamente com a questão do direito de imagem de tais personalidades. Neste âmbito, a abordagem fiscal tem passado sobretudo (a) pela questão da ilicitude – “impossibilidade jurídica” – de se ceder um direito personalíssimo para exploração por pessoa jurídica para isso licenciada e (b) pela suposta ausência de efetiva exploração da imagem por parte de quem seja sublicenciado pela pessoa jurídica licenciada. Com base nesses dois pilares, invariavelmente erguidos em conjunto, o fisco federal tem lavrado autuações contra atletas e personalidades diversas, considerando que os rendimentos da pessoa jurídica licenciada não passariam de renda da pessoa física licenciante, em geral decorrentes de contratos de trabalho regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas, mas “omitidos / disfarçados” por meio da constituição de pessoas jurídicas.

Os posicionamentos que sustentam tais autuações, porém, são equivocados.

Primeiramente, é pacífica a licitude da cessão do direito de imagem para exploração por pessoa jurídica. Trata-se de questão superada, tanto na via administrativa, por meio de julgados do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), quanto na via judicial, via precedentes sólidos do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e recente julgado (ADC n. 66) do Supremo Tribunal Federal (STF) que atestou a constitucionalidade do artigo 129 da Lei nº 11.196/2005 – referido dispositivo afirma que, para fins fiscais e previdenciários, regem-se exclusivamente pela legislação aplicável às pessoas jurídicas a prestação de serviços intelectuais, quando realizados por pessoas jurídicas. Sem prejuízo disso, é importante comentar a abordagem da DEMAC/SRFB, que desafia especificamente a prova de uso efetivo da imagem cedida – isto é, levanta a alegação de que não estaria havendo “efetiva exploração” da imagem, mas, sim, a criação de estruturas jurídicas “sem propósito negocial” (simulações, portanto).

Em meio a esse “mutirão” fiscalizatório, são inúmeras as intimações advindas da DEMAC que iniciam e centralizam a questão da necessidade de se provar o uso efetivo da imagem. A princípio, tal questão traria grandes problemas, pois de uma forma ou de outra é possível evidenciar a exploração da imagem. Existem aparições em mídias, participação em eventos e entrevistas, geração de conteúdos diversos e de marketing em prol de patrocinadores, tudo a atrair renda (retribuição direta) ou a captar interessados (retribuição indireta) para o cessionário.

A questão que surge, porém, é anterior e conceitual. É que, juridicamente, é rigorosamente desnecessário “provar o uso efetivo” da imagem. Trata-se da contratação de um direito, que, como tal, pode ser efetivamente explorado ou não. O que se adquire, afinal, não é o “uso efetivo da imagem”, mas, sim, a “disponibilidade” da imagem, a potencialidade se sua exploração. Há semelhanças com o direito de royalty. Quando se adquire o direito imagina-se que será utilizado, mas por inúmeras razões estratégicas decide-se por aguardar uma exploração que pode não ocorrer no tempo contratado. Assim também, por muitas razões, pode uma cessionária de marca ou patente optar por não as utilizar; nem por isso poderá deixar de pagar os royalties devidos pelo direito à exploração, direito que persiste independentemente de seu “uso efetivo” ou não. Inúmeras razões podem tornar a abstenção mais interessante que o uso: desde episódios negativos porventura protagonizados pelo detentor original da imagem – e em tempos de “cancelamento” temos visto diversos contratos sendo afetados por eventos tais – até a simples ineficiência financeira ou falta dos recursos necessários para se movimentar a máquina de “exploração efetiva” da imagem. A remuneração, no entanto, sempre retribui a disponibilidade, não o uso.

Assim por exemplo ocorre no meio artístico. Frequentemente uma empresa de comunicação dispõe de um elenco de atores e atrizes, cabendo-lhe decidir quando e se irá utilizar a imagem de quem quer que seja em tal ou qual obra de dramaturgia. A conhecida “geladeira” também é remunerada, mesmo que os itens estejam disponíveis ao invés de “em uso presente”. E não estamos tratando aqui de salário, em que a relação contratual empregatícia se dá em paralelo e igualmente pode-se – ou não – utilizar a força de trabalho.

O mesmo ocorre no desporto. O elenco de um clube de futebol, por exemplo, conta com atletas que estão em melhor fase, e há os que são momentaneamente mais midiáticos e/ou naturalmente mais carismáticos e/ou tenham alcançado certa façanha individual. Conforme tais inúmeros critérios, “explora-se efetivamente” o direito – mas, repita-se, o que importa é que a remuneração retribui a disponibilidade de tal direito, não sua prática cotidiana.

Vista de perto, a alternativa (a exigência da tal “exploração efetiva”) é, aliás, absurda. Afinal de contas, quais são então os critérios para se concluir que há “uso efetivo” da imagem? Seriam necessárias “Y” aparições em programas de TV, mais “Y x 3” vídeos no canal oficial do cessionário, mais “Y x 4” entrevistas coletivas em frente aos logotipos dos patrocinadores, com “Y” variando em função de fatores como “carisma pessoal”, “títulos nos últimos 5 anos” e “gols marcados na temporada”? 

Qual é o algoritmo sugerido pela Receita Federal?

Cai-se a um nível intolerável – e impraticável – de arbítrio. A verdade é que as exigências que têm sido postas beiram o pueril.

Como se não bastasse, é sem dúvida necessário contratar a disponibilidade do direito de imagem a priori, como investimento e precaução, ainda que seja para evitar sua exploração por terceiros. É prática saudável e inevitável antecipar esta contratação. Se a imagem se destacar no futuro, é preciso que ela esteja previamente contratada. No exemplo futebolístico, clube cessionário e patrocinadores esperam que todo o elenco possa ter a imagem explorada, e não alguns indivíduos isoladamente, até mesmo pensando no almejado êxito coletivo. Isso não retira a necessidade de contratação individualizada e prévia da disponibilidade do direito.

Nestes meios a imagem é elemento fundamental, com potencial enorme de valorização, podendo valer até mais do que o próprio trabalho exercido via contratação celetista. Surge, neste contexto, a questão de valor do contrato, pois de fato o que existia mais no passado e ainda se pode encontrar é uma calibragem irreal entre salário e imagem, sendo um contrato de trabalho e outro um contrato civil, cada qual com tratamento trabalhista (ou não), fiscal e previdenciário absolutamente distintos.

Para esta questão do valor da imagem contratada, sempre houve a possibilidade de prova. Novamente vale o exemplo (neste caso real). Imagine-se determinado(a) futebolista que retorna da Europa extremamente reconhecido(a), mas com problemas físicos gerados por lesões acumuladas ao longo de uma carreira vitoriosa. A condição física é discutida com o clube brasileiro, que por sua vez entende ser válida a contratação pelo que este líder tem a oferecer extracampo, gerando venda de produtos vários, aumento de bilheteria e de torcida, enfim, trazendo retorno também aos patrocinadores e diretamente ao clube cessionário. No valor global a ser pago como salário e imagem, qual dos dois prepondera em tal situação?

Além disso, no caso específico do futebol, é importantíssimo levar em consideração a Lei Pelé, que criou presunção de 40% para o valor máximo da imagem no contexto global de um contrato de trabalho paralelamente firmado, imaginando-se que com esta mudança legal, ocorrida em 2015, finalmente seria alcançada a devida segurança jurídica em torno do assunto. Não é o que temos visto.

Como dito, uma grande leva grande de fiscalizações e autuações seguem em curso, e as considerações acima são decisivas para a resolução destas disputas. Nos parece que a fiscalização está equivocada no enfoque de exigir prova de “exploração efetiva” deste valioso direito, que é remunerado enquanto tal – um direito de exploração. – e, pior, não raro insistindo contra a pacificada licitude da exploração do direito de imagem por meio de pessoa jurídica licenciada.

 



Flávio Sanches - Responsável pela área de Direito tributário do CSMV Advogados, com ênfase em consultoria de indiretos e contencioso administrativo e judicial. Atua também em questões aduaneiras e previdenciárias. É advogado formado pelo Mackenzie, é Especialista em Direito Tributário pelo IBET, e possui especialização em Imposto de Renda das Empresas pela APET. Membro da turma de 2011 do “Introduction to the American and International Law” ministrado pelo “The Center for American and International Law (CAILAW) – Dallas / Texas”. Foi Juiz do Tribunal de Impostos e Taxas da Secretaria dos Negócios da Fazenda do Estado de São Paulo – TIT/SP em 2012/2013 (representante dos contribuintes).

 

Matheus Curioni  - bacharel em Direito pela Universidade de São Paulo. É advogado associado de CSMV Advogados, atuante em Direito Tributário nas áreas de consultoria e contencioso.


Levantamento mostra como a pandemia afetou o bolso do brasileiro, que recorreu ao empréstimo para complementar a renda

Estudo da Lendico revela que 43,4% das pessoas solicitaram crédito em função de desdobramentos da crise do coronavírus

 

Para entender o perfil e o comportamento do consumidor que solicitou empréstimos no ano passado, a Lendico, fintech especializada em empréstimo pessoal online, fez um levantamento que mostra como a pandemia afetou o brasileiro e o levou a buscar fontes de crédito. Realizado com uma amostragem nacional, 43,4% do total de respondentes disseram que a solicitação de empréstimo teve relação com a pandemia e 70% dos entrevistados solicitaram um empréstimo pela primeira vez.

Entre os solicitantes que afirmaram que a crise do coronavírus influenciou no pedido de certa forma, 45,4% relataram que haviam sofrido perda de renda parcial, enquanto 16% perderam totalmente sua renda. Já para 14%, a pandemia os levou a buscar um empréstimo para a compra de itens necessários para o momento - como móveis para trabalhar de casa, por exemplo -, seguido por ajudar a um familiar/pessoa próxima, com 12,3%, e gastos com saúde, correspondendo a 7,7%.

Considerando o total de participantes da pesquisa, quando questionados sobre o motivo de terem solicitado empréstimo, 36,4% o fizeram para pagar dívidas, 14% para investir em uma empresa já existente, 13% para reforma da casa e 7% para abertura de uma empresa. 


Empréstimo online: opção vantajosa na visão do brasileiro

As empresas de empréstimo pessoal online têm se destacado na preferência dos brasileiros para a tomada de crédito. E os dados do levantamento comprovam este fato. De acordo com os participantes, 34% apontaram que o principal motivo para escolherem uma empresa online é por acharem mais fácil do que ir até uma agência ou loja, seguido por melhores taxas (20,7%) e condições mais atrativas de pagamento (16%).

“Esses dados mostram que a população está cada vez mais disposta a procurar empresas de empréstimo online em relação a modelos mais tradicionais e nos confirmam que estamos cumprindo com a nossa missão de oferecer empréstimo pessoal com taxas mais justas e personalizadas como um meio para destravar as vidas das pessoas. Por isso, muito mais do que simplesmente disponibilizar dinheiro na conta corrente do cliente, o objetivo é fazer a diferença e ajudá-lo a dar o próximo passo, o que significa saber exatamente o quanto poderá tomar de recurso e o quanto pagará por isso”, explica Marcelo Ramalho, CEO da Lendico.


Amostra da pesquisa: duas gerações, algo em comum

A pesquisa foi realizada em janeiro de 2021 com 800 pessoas. Deste universo, 60% disseram se identificar com o gênero masculino e 39%, com o feminino. Ainda, 32,5% encontram-se na faixa etária de 36 a 45 anos, 29,7% de 26 a 35 anos e 20% possuem de 46 a 55 anos de idade. Do total de respondentes, 53% possuem ocupação CLT e 40% são autônomos.

“Se somarmos as duas primeiras faixas etárias, vemos que os brasileiros que se encaixam nas chamadas gerações X e Millennials foram os que mais solicitaram empréstimos em nosso sistema no ano passado. É, visivelmente, um extrato da população economicamente ativa que viu no empréstimo online uma forma de obter auxílio para continuar seus negócios, tomar controle e reorganizar suas finanças pessoais”, finaliza Ramalho.

 

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