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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Cooperativas também podem protestar

 O protesto extrajudicial é um modo seguro e com amparo legal de cobrar uma dívida e contribuir para movimentar a economia local


O Brasil possui cerca de 6.600 cooperativas, conforme dado de 2017 da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). O setor incluiu os mais diversos campos, como: agropecuária (produção leiteira, cana-de-açúcar, frutas, café e outros), saúde, transporte, artesanato, mineração entre outros. Em uma cooperativa várias pessoas agem em conjunto para oferecer um serviço ou produto, visando um bem comum. Nesse cenário, o não recebimento de qualquer valor pode afetar todo o planejamento financeiro da cadeia e, inclusive, impactar em novos negócios. Uma alternativa em situações como essa é o protesto extrajudicial.

“Essa é uma forma segura e com amparo em lei de cobrar uma dívida, ou seja, quando a cooperativa protesta o débito, o cartório convoca o devedor a quitar e ele têm três dias úteis, após o recebimento da intimação para pagar o valor. Caso isso não aconteça, o protesto é efetivado”, orienta Natália Santos, tabeliã e representante do Instituto de Protesto-MG, entidade que representa os cartórios do estado.

Ela acrescenta que essa situação implica em uma série de impedimentos para o devedor. “Com o Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e/ou Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) protestado, o devedor fica impedido de realizar financiamentos e empréstimos, encontra ressalvas em sua agência bancária para retirada de talões de cheque e cartões, entre outros,” enfatiza.

Todas essas consequências reforçam como o protesto extrajudicial pode ser um importante aliado das cooperativas e de seus cooperativados no recebimento de dívidas e na movimentação das economias locais. Principalmente porque o percentual de recuperação de crédito em um curto espaço de tempo é elevado. “Os tabelionatos de Minas conseguem, por exemplo, recuperar em média 65% dos créditos de títulos privados, em apenas três dias úteis”, destaca Natália. 

Além disso, o protesto extrajudicial é mais econômico, principalmente quando comparado à justiça comum. “Para protestar não é preciso contratar um advogado, o que pode reduzir bastante os custos envolvidos no processo. Isso, além de ser uma economia, desafoga o judiciário contribuindo para que outras demandas possam ser atendidas com mais rapidez nesse âmbito,” explica.


Para protestar

O protesto pode ser feito pessoalmente, no cartório de protesto da cidade, para isso é necessário, apenas, levar documento ou título que comprovem a dívida. Existe ainda a opção de protestar on-line. O Instituto de Protesto-MG, disponibiliza a Central de Remessa de Arquivos Eletrônicos (CRA), um sistema que facilita não apenas o envio e acompanhamento de títulos protestados, mas também ajuda o devedor a regularizar sua situação. Já que a ferramenta tem todas as orientações necessárias para a quitação de débitos. O acesso pode ser feito por meio do www.protestomg.com.br.

Entre os documentos que podem ser protestados em cartórios estão: cheques, contratos, aluguéis e encargos condominiais, notas promissórias, duplicatas, confissões de dívida, sentenças judiciais condenatórias ou declaratórias, células de crédito bancário, certidões de dívida ativa e outros. 

Consultas de CPF/CNPJ e pedidos de certidão também podem ser feitos pelo protestomg.com.br. Os cartórios de protesto contam com um banco de dados, que pode ser consultado, gratuitamente, por qualquer pessoa, sem necessidade de cadastro prévio. O site reúne informações sobre protestos no Brasil inteiro.



Transformação digital: abismo entre educação privada e pública


Lousa digital, “gamificação”, EAD (Ensino à Distância) e mesa interativa, assim como tablets e celulares, não são exatamente novidades quando pensamos em Educação nos dias de hoje, em plena “Era Digital”. Isso porque, nos últimos anos, instituições de ensino, no Brasil e no mundo, têm se utilizado da tecnologia para buscar novas formas de tornar o conteúdo dos cursos mais interessantes e captar a atenção dos alunos.

Em países como a Finlândia e Coreia, a digitalização do ensino – seja pelos novos modelos de negócios, seja por novos modelos de pedagogia e didática de ensino – já é uma realidade madura, se compararmos com o caso brasileiro. Desde 2016, em escolas da Finlândia, deixou de ser compulsório o ensino de escrita à mão em favor da digitação, apesar de estudos indicarem que a escrita à mão ajuda a fixar mais informações. Mesmo em outros setores da economia, a exemplo do setor financeiro, essa nova lógica orientada pelo Digital já é a majoritária.

Mas, no Brasil, muito embora, principalmente no nível Básico, os principais influenciadores do modelo de ensino – pais e professores – ainda estejam focados em uma dinâmica mais conservadora, onde o objetivo do ensino é preparar para o vestibular, o nascimento de startups como Coursera, Duolingo, EduK, Alura, Veduca, descomplica, Qranio, dentre tantas outras, só corrobora que a transformação digital no setor da Educação é um processo irreversível – e apenas uma questão de (pouco) tempo. Dados apontam para um avanço significativo da adoção da tecnologia em sala de aula nos próximos cinco anos.

Esse cenário é animador na medida em que revela não só que a Educação está mudando – e de que é possível envolver o aluno e tornar o conteúdo da sala de aula mais agradável e acessível –, mas de que a tecnologia tem viabilizado algo ainda mais extraordinário: o empoderamento do aluno. Inserido em um novo ambiente, ele é estimulado por uma dinâmica que quebra paradigmas de um aprendizado secular, em que apenas permanecia sentado e ouvia o professor, que era o único responsável por propor os temas centrais de discussão. Neste novo cenário, o estudante não apenas se torna mais participativo nas aulas, mas também vira protagonista de seu próprio aprendizado, uma vez que o interesse despertado o faz vir à aula mais motivado e com novas ideias trazidas de fora para dentro da escola.

Um exemplo poderoso de educação inovadora é a School of One, escola localizada em Nova York (EUA) que utiliza a tecnologia para ajudar no processo de individualização do ensino. Com o uso constante de computadores e tarefas individualizadas, os professores conseguem monitorar e colocar os alunos em níveis mais avançados à medida que suas habilidades forem consolidadas. A transformação digital aplicada à área de Educação coloca, enfim, o aluno no centro e traz uma nova dinâmica aos meios de aprendizagem, apoiada por recursos e plataformas tecnológicas.



Desafio maior na Educação Pública

O ponto crucial é que, até aqui, o cenário descrito contempla, basicamente, as instituições privadas de ensino. Se pensarmos na realidade das instituições públicas, a transformação digital é tida ainda quase como uma utopia. Não que não haja algumas iniciativas isoladas interessantes e exemplares. Entre vários exemplos, no município de São Gonçalo do Amarante (RN), a secretária de educação inseriu mesas digitais no contexto pedagógico, para o ensino de português, inglês, história, geografia. Mas são “exceções da regra”.

Dentre os “GAPs” na transformação digital para a educação pública, a disponibilidade de tecnologia é um entrave. Muitas cidades brasileiras até pouco tempo atrás não tinham sequer conectividade. Imaginemos então que essa realidade não seria muito diferente dentro de uma sala de aula. Mas, infelizmente, os investimentos mais urgentes e necessários dizem respeito à própria infraestrutura das escolas, à melhoria das merendas, para citar apenas alguns fatores preponderantes no impedimento dessa “disrupção” pelo digital na educação pública. 

O fato da maioria da população estar no ensino público é em grande escala um impeditivo para um avanço mais rápido da transformação digital na Educação. Estima-se que cerca de 86% das crianças e jovens estudem em escolas públicas (pré-escola, ensino fundamental e ensino médio). Pensando em como as instituições privadas têm os meios e as oportunidades para implementação dessa disrupção, o que se pode dizer é que o crescimento da transformação digital é um sinônimo de abismo entre ensino público e privado. Pelo menos por enquanto.












Mario Hime - vice-presidente da Cosin Consulting Linked by Isobar



Cinco orientações para uma logística eficiente


 Fundamental para o sucesso dos negócios, a área logística deve contar com um planejamento estratégico. Confira dicas do diretor comercial e de negócios da Intecom Logística, Marcelo Florio


Um planejamento assertivo e que contemple todas as etapas da cadeia logística de uma empresa é fator determinante para a maximização dos lucros. “A gestão eficaz da logística é fundamental para a sustentabilidade dos negócios e influencia diretamente na satisfação dos parceiros e clientes e nos resultados finais. Empresas que dão atenção a esse aspecto só têm a ganhar”, afirma Marcelo Florio, diretor comercial e de negócios da Intecom Logística.

A Intecom Logística é um integrador logístico com mais de 15 anos de expertise em distribuição, armazenagem e estratégia em toda a cadeia de suprimentos, que trabalha com a metodologia de otimização da rede logística, para levar eficiência aos clientes, a um custo competitivo.

Por isso, para ajudar a sua empresa a dar os passos certos e a conquistar resultados significativos, Florio elencou as principais premissas para o sucesso desta área. Confira:


1 – Trabalhe para ter um nível de serviço elevado 

Uma das principais métricas que mensuram e atestam a eficiência da operação logística é o nível de serviço, ou seja, a capacidade de cumprir prazos e entregar exatamente no momento acordado. Empresas que possuem esse índice elevado têm a capacidade de satisfazer e até mesmo fidelizar os clientes. Neste sentido, o nível de serviço prestado pela Intecom Logística está em patamares superiores à média do mercado.


2 – Detenha um time de profissionais qualificados

Ter uma equipe de logística capacitada, com expertise na área, é fundamental para alcançar resultados significativos. Se você atua com uma equipe despreparada, chegou a hora de proporcionar o treinamento adequado aos profissionais da equipe logística para que atuem com qualidade e se atualizem sobre os principais processos, inovações e tendências deste segmento.


3 – Utilize tecnologia de ponta 

O uso de recursos tecnológicos é fundamental em logística, área que trabalha sempre pautada em eficiência. Por isso, muitos processos manuais se mostram ineficientes. A tecnologia possibilita o acompanhamento em tempo real de todas as etapas da cadeia envolvida, desde o produto estocado até a entrega ao cliente final.

Por meio de suportes tecnológicos de última geração, cada etapa da armazenagem e distribuição da carga pode ser acompanhada pela Intecom Logística. Desta forma, as mais modernas ferramentas suprem os clientes de informações estratégicas para a tomada de decisão.


4 – Estime o estoque certo

Dimensionar o estoque adequado é um ponto importante para não ter custos logísticos desnecessários, que podem impactar no preço dos produtos. Um acervo muito pequeno pode deixar clientes na mão, no entanto, um estoque amplo parado em seu armazém pode gerar gastos desnecessários. Pesquise o mercado, verifique a demanda de clientes e faça uma previsão sobre a quantidade ideal de itens para o seu estoque, controlando-o de forma eficiente.


5 – Planeje cada uma das etapas

De que adianta ter um planejamento se o mesmo possui falhas? Um plano logístico  deve contemplar e mapear todas as etapas do processo, desde a armazenagem, até a entrega da carga ao lojista ou consumidor final. Esse planejamento, segundo Florio, deve estar focado, acima de tudo, em eficiência (dimensionando o estoque e apontando rotas eficazes para a entrega) e controle de custos.






Intecom Logística



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