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quinta-feira, 15 de março de 2018

Como preparar seu pet para visitar pacientes em hospitais



Nova lei do município de São Paulo amplia possibilidades de levar animais de estimação para visitas hospitalares, contribuindo para a recuperação do paciente


Chega de saudade: agora, cães, gatos e outros animais domésticos podem ser levados para visitar pacientes em hospitais municipais de São Paulo, por conta da lei nº 355/2017, recentemente aprovada. A iniciativa se une a hospitais privados que já abrem as portas para os pets, por considerarem que este contato contribui para a recuperação dos pacientes. Esta novidade pode deixar muitos tutores pensando: como preparar o seu animal de estimação para estas visitas?

É importante lembrar que a entrada dos pets precisa ser autorizada previamente pelo hospital. No caso dos hospitais municipais de São Paulo, a comissão de infectologia da instituição decide caso a caso, baseada nos regulamentos internos, no estado de saúde do paciente e nas condições de saúde do pet. A lei exige a apresentação de um laudo do médico veterinário para a liberação.

“Primeiramente, o tutor deve levar o animal para avaliação do médico veterinário, que poderá explicar melhor os prós e contras de uma visita a um hospital. Como recomendações gerais, o animal de estimação precisa estar limpo e completamente saudável. Ele deve estar com a vacinação em dia e sem pulgas ou carrapatos, entre outros parasitas”, afirma Fabiana Avelar, gerente de produto da Zoetis, líder mundial em saúde animal. 

A avaliação do pet é importante por dois fatores: tanto para protegê-lo de eventuais contaminações no ambiente hospitalar quanto para evitar a transmissão de parasitas e de doenças para os humanos, as chamadas zoonoses.  

“Na verdade, manter o seu animal de estimação limpo e saudável deve ser uma preocupação diária do tutor. Nos casos das visitas hospitalares, essa preocupação precisa ser redobrada, sempre visando o bem-estar do próprio pet e o daqueles com quem convive”, finaliza.

Ainda, de acordo com a lei, para entrar nos hospitais, os animais domésticos precisam estar em caixas de transporte ou usar guias presas em coleiras. 

Confira o calendário de vacinação do seu pet e conheça as linhas completas de vacinas e antiparasitários da Zoetis em www.zoetis.com.br.





Zoetis
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Páscoa: intoxicação dos pet por chocolate pode levar à morte




A Páscoa certamente é o feriado favorito dos chocólatras de plantão. Além da grande oferta de ovos no varejo, as famílias costumam preparar deliciosas bacalhoadas, entre outros saborosos pratos. Mas existe um perigo muito grande cercando nossa mesa nessa época: o chocolate é extremamente tóxico para os pets.

Muito alimentos, que fazem parte da nossa dieta regular, não devem ser ofertados aos nossos amigos. Dentre eles, o café, alho, cebola e o chocolate, sendo o último responsável pela maior incidência de intoxicação alimentar em cães. Essa intoxicação encontra-se entre os 20 envenenamentos mais comuns descritos na literatura recente pelo National Poison Control Center - EUA (Centro de Controle Nacional de Envenenamento). 

Em sua composição, o chocolate contém carboidratos, cafeína, teobromina, entre outras substâncias. A teobromina, um princípio ativo do cacau, é a mais perigosa para os pets. A quantidade dessa substância aumenta de acordo com o teor lipídico do chocolate, ou seja, quanto maior a concentração de cacau e mais amargo o chocolate for, maior a quantidade de teobromina.

A dose tóxica para os pets varia de acordo com o porte, peso e sensibilidade do animal à substância. De modo geral, em cães, é de 100 a 165mg por kg e em felinos é de 80 a 150mg por kg. Acima de 250mg/kg a dose passa a ser letal e, sinais clínicos leves, podem ser observados em cães que ingeriram 20mg por kg.

Os sintomas dependem da quantidade ingerida e do estado de saúde do animal, podendo surgir isoladamente ou de maneira concomitante. Os mais comuns são: excitação, nervosismos, batimento cardíaco acelerado, dor abdominal, vômito, diarréia, sede excessiva, respiração acelerada, tremores, espasmos musculares e até mesmo convulsões. É importante observar de perto o animal e ao menor sinal de suspeita de ingestão, não hesite em levá-lo ao médico veterinário.

As manifestações clínicas podem surgir entre seis e 12 horas após a ingestão do chocolate e os tratamentos com maior êxito começam até três horas após a ingestão. O médico veterinário fará as melhores abordagens de tratamento, de acordo com o período e quantidade elementos tóxicos ingeridos. Quando o tratamento é iniciado de maneira tardia, e já existe a incidência de complicações cardíacas e episódios convulsivos, a taxa de mortalidade é bastante elevada. A morte após a ingestão acontece em um período de 24h. Os animais que sobrevivem podem levar até três dias para se recuperarem. Nesses casos, raramente ficam sequelas ou efeitos de longo prazo.       

Meu apelo é para que nesse feriado, esse petisco que parece inocente, mas é tão perigoso, não seja ofertado aos animais. É possível incluir os pets no almoço de Páscoa com chocolates e snacks apropriados e desenvolvidos especialmente para eles. Vale oferecer também bebidas, como vinho e cerveja, feitos com ingredientes saudáveis e saborosos ao paladar deles. Durante as datas comemorativas, os casos de intoxicação aumentam consideravelmente. Portanto, fica o alerta!





Cibele Erreiras Ruiz - médica veterinária, consultora do Grupo Ipet e especializada em nefrologia/urologia na Clínica Veterinária Bele Bichos.

Raiva: o que é e como prevenir



 Especialistas explicam como evitar a doença que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC)


Muito se fala sobre a raiva, uma doença grave que pode comprometer o Sistema Nervoso Central (SNC), mas dificilmente encontramos pessoas que realmente sabem como ela é transmitida, quais são seus sintomas e como prevenir. Transmitida por meio da saliva de animais infectados, que pode entrar em nosso corpo por meio de uma mordida ou até mesmo após lambedura de uma lesão já existente na pele, o vírus pode viajar até o cérebro humano, causando inchaço ou inflamação.

“O tempo entre a transmissão e o aparecimento da infecção pela raiva é de, em média, 45 dias. os principais sintomas são febre, babar em excesso, dor ou sensibilidade exagerada no local da mordida, excitabilidade, perda de sensibilidade ou força em uma área do corpo, espasmos musculares, agitação, ansiedade, dificuldade de engolir e até mesmo convulsões”, explica a Dra. Marianna Lago, infectologista do Docway.

 Segundo a especialista, caso uma pessoa seja mordida por um animal desconhecido é importante manter a calma e obter o máximo de informações sobre ele. Isso vai facilitar muito o tratamento. A ferida deve ser limpa com sabão e água e um médico deve ser procurado para que sejam realizadas as medidas necessárias. “Se houver risco de raiva, o paciente receberá uma série de vacinas preventivas”, explica a especialista.

As vacinas são aplicadas, geralmente, em cinco doses durante 28 dias. A maioria dos pacientes também recebe um tratamento chamado imunoglobulina humana para raiva (HRIG). “Ele é administrado no dia do acidente, se a probabilidade do animal apresentar raiva for muito alta”, detalha Marianna Lago. Mesmo não existindo um tratamento efetivo conhecido para raiva, a vacina antirrábica ainda é a melhor maneira de se prevenir o contágio. “E mesmo nessa situação delicada, se possível, entre em contato com o controle de animais para que aquele animal seja capturado de forma segura e caso haja suspeita de raiva, ele possa ficar em observação e receber o tratamento adequado”, aconselha.



Os animais e a raiva

Quanto aos animais que transmitem a doença, a Dra. Jueli Berger, veterinária da EsalPet, explica que qualquer mamífero pode ser infectado pela raiva, que afeta o sistema nervoso central e pode levar o animal a óbito em apenas alguns dias após a contaminação. Mas os principais transmissores são animais silvestres como morcegos, gambás e macacos, além de cães, gatos, bovinos, suínos, caprinos, ovinos e equídeos.

Segundo Jueli Berger, nos animais a doença tem um período de incubação que pode variar de 15 dias a 2 meses e pode se manifestar de duas formar: a furiosa e a muda. “A furiosa que é a mais comum apresenta três fases de sintomas”, detalha a especialista. Na primeira, que costuma durar cerca de 3 dias, o animal contaminado apresenta mudança de comportamento, esconde-se em locais escuros, não obedece e tem momentos de agitação. Já na segunda fase, o pet começa a se mostrar extremamente agressivo, mordendo e atacando, e sendo comum inclusive a automutilação, além de apresentar salivação intensa e latido rouco devido à paralisia dos músculos de deglutição e das cordas vocais causados pela doença. Na fase final, o animal tem convulsões generalizadas, falta de coordenação motora e paralisia do tronco e membros que geralmente após 48 horas evolui para óbito.

Já na forma muda, o animal se torna melancólico e calmo demais, esconde-se em locais escuros, não come, não late, não responde aos chamados do dono e, também, apresenta paralisia gradativa dos músculos. “A melhor maneira de prevenção é a imunização adequada. Animais domésticos devem receber uma dose anual da vacina, para que não corram riscos”, completa a veterinária.




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