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segunda-feira, 13 de março de 2017

O cansaço mental pode afetar os empreendedores e colaboradores




A vida que levamos atualmente é tão cheia de afazeres, que, algumas vezes, chegamos ao final do dia com a sensação de completo cansaço mental. Eu sinto isso e acredito que, em algum momento da rotina puxada do empreendedor e empresário, você também já passou por situações semelhantes. Dormimos tarde, acordamos cedo, temos uma agenda cheia de compromissos e responsabilidades e, isso impacta totalmente em nossa qualidade de vida como um todo. É preciso encontrar o equilíbrio.

Acredite: isso acontece comigo, com você, com seus amigos, familiares e também com os colaboradores que fazem parte da sua empresa. Isso porque vivemos em uma era em que tudo ocorre de forma tão rápida e simultânea, que nos dá a sensação de que se não aproveitarmos o tempo que temos, vamos acabar perdendo muitas oportunidades. A consequência disso é, invariavelmente, o cansaço mental, que já vem causando diversas doenças em líderes e em seus liderados também.

Diante deste cenário caótico que acabei de relatar, quero fazer um alerta enquanto ainda é tempo e te convidar a refletir junto comigo, ao longo deste artigo, sobre o que você pode fazer para encontrar seu equilíbrio e ajudar os seus colaboradores a encontrarem o caminho do meio também. O objetivo é que deste modo consigam cuidar mais e melhor de sua saúde e ter mais qualidade de vida. Vamos descobrir formas de evitar que o esgotamento mental tome conta de você e das pessoas ao seu redor.


Como identificar o cansaço mental?

Na correria do dia a dia, acabamos negligenciando os sintomas do esgotamento que toma conta de nós quando colocamos a cabeça no travesseiro à noite. É uma dor de cabeça que não passa; irritação sem motivo aparente; dores nas costas; no pescoço ou no estômago que insistem em incomodar diariamente; um desânimo que surge não se sabe de onde, um cansaço constante que não nos deixa trabalhar direito e assim por diante.

Acordamos e continuamos levando a vida sem dar muita importância a estes sinais. Até que um dia, o nosso corpo e a nossa mente chegam ao limite, pois não aguentamos mais e nem conseguimos levantar da cama, tamanha são as dores e a falta de motivação para realizar atividades que antes nos davam prazer.

Estes são alguns sintomas que o esgotamento mental pode causar caso nenhuma providência seja tomada a tempo. Muitas vezes, ele é pior do que o cansaço físico, pois pode afetar também o seu emocional, abrindo espaço para doenças como depressão, síndrome do pânico, agorafobia, e ansiedade, por exemplo. Devido a isso, é fundamental se cuidar, colocar mente e corpo em equilíbrio, e entender, principalmente, que não somos máquinas para trabalharmos 24 horas por dia, sem desfrutarmos de descanso. 


Como se prevenir?

 Agora que você já conhece alguns dos sintomas da também chamada estafa mental, vamos conhecer algumas formas de se prevenir e cuidar do bem mais precioso que há em sua vida, que é a sua saúde.


 

Pare tudo o que está fazendo agora!

Pare agora tudo o que você está fazendo e pense no ritmo que você está levando a sua vida, seja pessoal ou profissional. Você está tirando um tempo para descansar, viajar, aproveitar os momentos com seus familiares e amigos, sem se preocupar com os afazeres do dia a dia? Está se alimentando corretamente, com calma, sem pressa e sem pressão para terminar logo e voltar a trabalhar? Tem tirado um tempo para você? Como está a qualidade do seu sono? Tem disposição para fazer coisas que gosta, seja sozinho ou acompanhado? Para fazer uma atividade física que lhe dê prazer?

Se a resposta para todas ou grande parte destas perguntas for não, é melhor analisar a situação e encontrar formas para começar a se cuidar. Caso contrário você vai acabar ficando doente e perdendo uma das maiores dádivas que temos: nossa saúde.


Não se engane! Você não é um super-herói!

Muitos empresários e empreendedores acreditam que são super-heróis. Acham que, para o negócio funcionar a pleno vapor e alcançar resultados cada vez mais positivos, ano a ano, eles devem trabalhar, incansavelmente, 24 horas por dia. Existem aqueles também que desejam, e às vezes até exigem, que seus colaboradores produzam no mesmo ritmo, pressionando os mesmos a realizarem suas atividades, independentemente de estarem na empresa ou não, ou de estarem dentro ou fora do horário de expediente.

Se você está lendo este artigo e se encaixa neste perfil, é melhor repensar suas atitudes e comportamentos, pois por mais que sua intenção seja positiva, você está indo na contramão da produtividade e dos bons resultados. Pelo contrário, estas atitudes vão fazer com que você e as pessoas ao seu redor desenvolvam um estresse tão intenso, que realizar as mais simples atividades do dia a dia, será um enorme peso.

Por isso, busque se organizar, rearranjar sua rotina e encontrar seu equilíbrio. Sei que no começo do negócio isso pode ser realmente um grande desafio, porém, você precisa ir condicionando seus comportamentos e programações e tomando decisões sempre com bom senso, olhando tanto para a empresa como para si mesmo.

Eu, por exemplo, sempre busco encontrar tempo para me desconectar e aproveitar os momentos com minha família, amigos e minha esposa. Para que isso seja possível desenvolver uma competência é fundamental – aprender a delegar. Encontre pessoas que podem lhe ajudar a aliviar esta sobrecarga que você vem carregando, como seus sócios, diretores ou os gestores da sua empresa, assim você conseguirá afastar de si o esgotamento mental e poderá também encontrar maneiras de ajudar seus colaboradores a aliviarem os sintomas deste cansaço.

 
Reserve um tempo para você

Dentro do que foi dito no item anterior, é essencial que você encontre um tempo para se dedicar a si mesmo. Claro que o trabalho é algo que deve nos proporcionar prazer e satisfação, no entanto, quando extrapolamos, podemos sofrer consequências graves, principalmente no que diz respeito à nossa saúde.

Neste sentido, fazer uma atividade física que você goste; ter momentos de lazer e descontração como ir ao cinema, jogar conversa fora com os amigos, ler um bom livro, ir caminhar no parque, nadar na piscina no prédio, de casa ou clube ou simplesmente parar e não fazer nada com o intuito de aliviar seus pensamentos e relaxar, já vai ajudá-lo a desacelerar.

O importante é desconectar de tudo e todos e se conectar com você mesmo. Para isso, algo que pode lhe auxiliar também são atividades como yoga, pilates e meditação, que além de lhe proporcionarem a paz interior que você precisa, também serão excelentes exercícios físicos e de autoconhecimento, elemento tão necessário para que você conheça ainda mais seus limites e saber em que momento precisa diminuir o ritmo.


Durma

 Tenho plena convicção de que todas as vezes que você tem uma boa noite de sono, no dia seguinte você acorda com a disposição e energia a mil para mudar o mundo se quiser. Por isso, nada de ficar acordado até altas horas da madrugada trabalhando, pois certamente este tipo de comportamento vai prejudicar o seu desempenho no outro dia.

O ideal é que você durma pelo menos oito horas por dia, estabelecendo horários para ir para a cama e para despertar. Dessa maneira, você evita acordar de mau humor, preserva o seu sistema imunológico e não prejudica a sua memória, concentração e capacidade de raciocínio. Além, é claro, de descansar. 


Ajude as pessoas ao seu redor

Como você, existem outras pessoas que também podem estar sofrendo com o cansaço mental e que não fazem ideia de como mudar esta realidade. Quando você se dispõe a ajudá-las, mostrando-lhes maneiras eficientes de diminuir o ritmo intenso de trabalho, você acaba ajudando a si mesmo, pois passa a se sentir ainda melhor com o bem que faz aos outros.

Enquanto empresário e empreendedor, você pode também apoiar seus colaboradores, evitando pressioná-los mais do que o necessário, com mensagens e e-mails fora do horário de expediente, por exemplo. Além disso, se você perceber que algum de seus funcionários precisa dar um tempo ofereça-lhe uma folga ou férias, antes que adoeça. Mostre que você se importa e que deseja que ele cuide de sua saúde e qualidade de vida. Atitudes simples como estas, fazem toda a diferença no momento em que a estafa está prestes a tomar conta.


Se precisar, procure ajuda especializada

Lembra do que eu disse sobre não sermos super-heróis? Pois é, se ao longo desta jornada você perceber que não consegue encontrar mecanismos para aliviar o cansaço mental sozinho, procure ajuda especializada. Algo que pode ajudar bastante é a terapia, pois o psicólogo é um profissional que vai auxiliá-lo na compreensão de si mesmo, das razões que levam você a ter determinados comportamentos e quais recursos internos você precisa acionar para, aos poucos, diminuir este cansaço mental que vem sentindo.

A sua empresa precisa de você e de seus colaboradores para gerar bons resultados, mas, para isso, é preciso que ambos estejam com a saúde em dia, para ter disposição e um bom desempenho. De nada adianta trabalhar sete dias por semana, 24 horas por dia, sem descanso, se no final das contas você ficar doente. Por isso, pare um pouco, comece a se cuidar e a relaxar, para que assim, tanto seus negócios, quanto seus funcionários possam contar com o apoio que precisam de você para seguir em frente.




Marcus Marques




Mudanças no público-alvo de vacinas no Brasil


A partir de agora, o Ministério da Saúde ampliou o público-alvo de seis vacinas oferecidas em postos de saúde: tríplice viral, tetra viral, dTpa (tríplice bacteriana acelular) adulto, HPV, Meningocócica C e hepatite A.
No Sistema Único de Saúde são oferecidas gratuitamente dezenove vacinas, todas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

As mudanças foram as seguintes:
 
Hepatite A – a vacina passa a ser disponibilizada para crianças até 5 anos de idade (anteriormente era só até 2 anos).

Tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela) – agora passa a ser administrada em crianças de 15 meses até 4 anos de idade. Antes era de 15 meses até 2 anos.
O Programa Nacional de Imunizações (PNI) recomenda a vacinação das crianças com a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aos 12 meses de idade (primeira dose). Com a tetra viral, é aos 15 meses (segunda dose com a varicela).
HPV – a vacina também vai ser oferecida a meninos de 12 a 13 anos, meninas de 14 anos, homens com HIV e Aids entre 9 e 26 anos, e para imunodeprimidos (transplantados, pacientes oncológicos entre outros). 

Meningocócica C – a vacina passa a ser disponibilizada para adolescentes de 12 a 13 anos.

dTpa adulto – a vacina que combina difteria, tétano e coqueluche passa a ser recomendada para as gestantes a partir da vigésima semana de gestação. As mulheres que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação devem receber uma dose de dTpa no pós-parto.


Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) – introdução da segunda dose para a população de 20 a 29 anos. Antes, a segunda dose era administrada até os 19 anos de idade. Deste modo, duas doses contra sarampo, caxumba e rubéola passam a ser disponibilizadas para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade. Para os adultos de 30 a 49 anos continua a indicação de uma dose de tríplice viral.



Fonte: Sociedade Brasileira de Infectologia


ESTÁ TUDO ERRADO E JÁ QUEBROU. MAS NÃO MEXE!



         Difícil entender a conduta de muitos brasileiros. A parcela mais significativa do eleitorado é, historicamente, sensível às mais demagógicas promessas populistas. A biografia de muitos que entraram para nossa história como líderes benquistos e o catálogo de suas principais realizações não resiste ao crivo da relação benefício-custo e ao escrutínio de suas consequências. O Brasil anda devagar e o futuro é um horizonte que se afasta. De Getúlio para cá, incluindo o próprio, o populismo nos presenteou pela urna Juscelino, Jânio, Collor, Lula e Dilma. Não era outro o ânimo dos vices Jango e Sarney. Escaparam-se, em tempos recentes, o saudoso Itamar Franco e FHC em sua primeira eleição como cavalo do comissário de um governo bem sucedido. Já não se diga o mesmo dele em 1998, pois a reeleição enviou às favas os critérios do primeiro mandato.
        Recordista mundial em número de sindicatos, o Brasil cria 250 novas organizações desse tipo por ano. Segundo a revista Veja, em outubro do ano passado, havia 16.293 deles, prontos para servir de sinecura a dirigentes e de complicador às relações de trabalho. O motivo pelo qual os temos em tal quantidade (125 vezes mais do que os Estados Unidos e 180 vezes mais do que a Argentina) é o mesmo pelo qual são tantos os nossos partidos políticos. Há muito dinheiro fácil para uns e outros.
        "Nenhum direito a menos!", lia-se em faixa de passeata ocorrida há dois dias em Porto Alegre. "Queremos mais direitos e não menos!" proclamava outra, no mesmo evento. Ora, quem disse que muitos direitos são vantajosos ao trabalhador? Fosse assim, Portugal e Espanha estariam recebendo trabalhadores alemães e ingleses. No entanto, o que acontece é o contrário. Recursos humanos de países super-regulamentados migram para países onde as relações são mais livres. Aqueles têm as economias mais travadas e pagam salários mais baixos; estes são mais ágeis, prósperos e pagam salários mais altos. Li outro dia que na Venezuela, onde a lei proíbe a demissão de quem ganha salário mínimo, os trabalhadores, por motivos óbvios, têm medo de ser promovidos.
        Então, o Brasil preserva instituições irracionais, verdadeiras usinas de crises que promovem cíclica instabilidade da vida social e econômica. Cultua leis incompatíveis com o tempo presente como se fossem preciosidades jurídicas e esplêndidas realizações da generosidade política. Mas ai de quem propuser alteração em estatutos anacrônicos como os da previdência social e das relações de trabalho! Mas e o Brasil, deputado? Ora, o Brasil! Empregado tem nome e CPF. A empregabilidade não rende votos e o desempregado não tem sindicato.
        A infeliz combinação de populismo, corrupção e leis erradas produziu a recessão, gerou 12,5 milhões de desempregados e derrubou a renda real dos brasileiros. Essa queda, porém, foi muito assimétrica, proporcionalmente maior para que ganha menos, chegando a 100% para o universo dos desempregados. Isso está muito errado!
        Sim, mas não mexe, parecem dizer as próprias vítimas do perverso populismo e os eternos incendiários do circo alheio. Assim, o mero futuro já é uma utopia.



 Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.



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