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segunda-feira, 6 de março de 2017

6 dicas para mulheres alcançarem a liderança



Inúmeras pesquisas mostram que as mulheres têm capacidade nata de liderança, que equipes comandadas por mulheres são mais eficientes e que elas são respeitadas por seus colaboradores por sua capacidade na tomada de decisões e busca de resultados. Mesmo assim, um estudo da E&Y constatou que a equidade total de gêneros no mundo corporativo só chegaria no ano de 2095. No Brasil, a previsão é que mulheres ganharão o mesmo que os homens em 2085 e que somente em 2126 51% de mulheres ocuparão cargos de diretoria executiva. 

Vários são os obstáculos que impedem que mais mulheres cheguem a cargos de liderança. Além da discriminação, as empresas ainda não se reinventaram a fim de oferecer práticas e recursos (como creches e horários mais flexíveis) que permitam que a mulher consiga conciliar sua vida pessoal e profissional e finalmente deslanchar na carreira. Dados como os da pesquisa “Women in Business 2015”, da Grant Thornton, mostram que o Brasil é o 3º país que menos promove funcionárias para posições mais altas, com 57% das empresas sem mulheres em cargos de liderança. 

É preciso mudar essa estatística. Conscientizar não somente as mulheres, mas também os homens, já que 92% dos CEOs são do sexo masculino, para que iniciativas em prol da equidade de gêneros façam parte da estratégia das empresas e sejam bem-sucedidas. Um estudo da McKinsey & Cia revelou que conselhos administrativos com pelo menos uma mulher na composição, tiveram resultados 50% maiores do que aqueles que não contavam com presença feminina. Isto aponta que o equilíbrio traz mais resultado financeiro e que o papel de ambos os sexos é fundamental. 

A seguir, dou seis dicas para as mulheres começarem a mudar seu pensamento para buscar posições mais altas e conseguirem atingir novos níveis em suas carreiras:


Aprenda a fazer uma boa gestão de seu tempo. Isso permite o equilíbrio entre trabalho, família e interesses pessoais. É possível conciliar as esferas da sua vida e ser bem-sucedida em todas elas, acredite nisso. Organizar o tempo através de uma agenda bem-feita ajuda a eleger prioridades e identificar o grau de importância e o tempo necessário para realizar cada atividade. 


Trabalhe sua autoestima. A Síndrome do Impostor trata-se de uma desordem que faz as pessoas incapazes de internalizarem seus feitos na vida. Independentemente do nível de sucesso alcançado ou das provas de competência que tenham sido dadas, elas se sentem como fraudes. Infelizmente muitas mulheres sofrem desse mal e se boicotam profissionalmente, acreditam que chegaram onde estão por sorte e não se lançam às oportunidades. Confie mais em você e aplique para cargos mais altos, entenda que o sucesso é fruto da sua qualificação e competência. 


Faça conexões estratégicas dentro da empresa. As mulheres precisam fazer articulações políticas em seu ambiente de trabalho, se relacionando com pessoas que podem ajudá-las a crescer dentro da empresa. Chame aquele gerente ou diretor para almoçar, convide aquela pessoa que pode ser chave para sua promoção em algum momento para o happy hour, pense em sua carreira e se relacione mais no trabalho. 


Pratique a autopromoção. Quando você conseguir conquistar algo em seu trabalho, você deve compartilhar isso com sua equipe, com as outras equipes e, principalmente, com as lideranças. Isso não é vaidade, você não está se exibindo, você simplesmente está se lançando e mostrando do que é capaz. Os resultados são consequência de um bom trabalho.


Saiba negociar. Quando conquistar um cargo de liderança, entenda que você chegou lá por seus próprios méritos, que os líderes de sua empresa te consideraram a pessoa mais adequada e preparada para aquela posição e que, por isso, você pode e deve negociar os termos de sua promoção. Conseguindo uma boa negociação, é possível que você disponha de mais tempo para sua família e seus interesses pessoais e consiga organizar melhor sua vida, sem deixar de lado o trabalho que deverá ser feito no novo cargo. 


Gerencie a culpa. É possível ter uma carreira de sucesso sem negligenciar a família e um dos segredos para fazer isso é se dedicar totalmente aos filhos quando estiver com eles. Se você só tiver uma hora por dia para cumprir esse papel, faça com que esse momento seja prazeroso e especial. É melhor passar uma hora completamente dedicada aos seus filhos, do que horas com eles sem lhes dar atenção. 

Uma pesquisa realizada recentemente por uma Universidade Americana com homens e mulheres de 24 países comprovou que uma mãe que trabalha fora de casa faz bem a seus filhos. A explicação é que quando a mulher está realizada na vida pessoal e profissional, ela passa aos filhos a mensagem de que é possível encontrar o equilíbrio e ensina às crianças que trabalho e esforço são os caminhos para conseguir as coisas na vida. De acordo com a pesquisa, as filhas de mães que trabalham fora são mais propensas a conquistar cargos de liderança, ganhar salários mais altos e balancear sua vida.





Cristina Kerr – Diretora executiva da CKZ Eventos e idealizadora do Fórum Mulheres em Destaque e do Fórum Gestão da Diversidade e Inclusão. www.ckzeventos.com.br




5 dicas de como ocupar o seu tempo ocioso no trabalho



Manter o equilíbrio entre suas atividades é fundamental para um bom rendimento no trabalho.


“Por mais que a empresa seja capaz de manter seus processos equilibrados e bem distribuídos, é inevitável que os colaboradores fiquem ociosos de vez em quando — especialmente quando precisam cumprir tarefas que dependem de outras pessoas”, explica José Roberto Marques, Master Coach e Presidente do IBC. Para evitar que esses momentos sejam totalmente improdutivos, é importante adotar estratégias para aproveitar o tempo ocioso de forma positiva.
Aqui vão as dicas!


Resolva as pendências
Usar o tempo livre para rever algumas questões que ficaram em stand-by é uma excelente forma de colocar as tarefas em dia e manter as atividades organizadas.


Planeje
Aproveitar o tempo ocioso no trabalho para planejar outras tarefas é outra forma de manter suas demandas organizadas. Para isso, liste as tarefas que deverão ser realizadas, distribuindo-as conforme as prioridades.


Busque conhecimento
Procure usar o tempo livre no trabalho para buscar mais conhecimentos na sua área. Leia livros, procure notícias, faça pesquisas e mantenha-se informado. Usar o seu tempo ocioso para estudar e alimentar o conhecimento nunca será uma atividade perdida. Agindo assim, o seu tempo será melhor administrado, além de conseguir novas informações, dados e experiências.


Organize
Manter seu local de trabalho limpo e organizado permite que seu trabalho e suas atividades seja mais produtivo. Por isso, usar seu tempo ocioso para organizar a mesa e as gavetas, por exemplo, é uma excelente ideia. Cuidar do seu ambiente de trabalho e estar atento à organização dos seus objetos, passa mais confiança e credibilidade as pessoas que estão ao seu redor.


Relaxe
Se o trabalho tem sido puxado e a cobrança também tem sido expressiva, não há problema algum usar o tempo ocioso para relaxar e descansar a mente e o corpo.





Até 2020, 67% das espécies de vertebrados poderá deixar de existir



No dia 03 de março passado, Dia Mundial da Vida Selvagem, se falou sobre o que os cientistas têm alertado durante décadas: o fato de que a existência de muitas espécies está sendo pressionada pelas ações humanas na direção de uma sexta extinção em massa. O relatório do Planeta Vivo, divulgado no segundo semestre de 2016, aponta que, em média, a abundância das espécies de vertebrados diminuiu 58% desde 1970 e, se as atuais tendências continuarem, até 2020 esse declínio chegará a 67%. Mesmo quando as metas projetadas pelas Nações Unidas são de acabar com a perda da biodiversidade até 2020.

Parece uma mensagem um tanto catastrófica, mas as evidências nunca foram tão fortes. A lista vermelha da UICN ratifica essa constatação ao assinalar que mais espécies estão ameaçadas de extinção ou, então, que algumas espécies estão cada vez mais ameaçadas de extinção. Em termos de diversidade de fauna e flora, as florestas tropicais estão entre os ecossistemas mais ricos do planeta e que sofreram a maior perda de área. O LPR fala de 48,5% do habitat das florestas tropicais que foram convertidos para uso humano, até os anos 2000.

A onça-pintada, por exemplo, é um dos animais emblemático das florestas tropicais brasileiras. Até a década de 1960 eram numerosas na Mata Atlântica, mas com a quase extinção do bioma o maior felino das Américas corre sério risco de desaparecer. Em um estudo publicado recentemente, a revista ScientificReports revelou que menos de 300 onças estão presentes no bioma e suas populações encontram-se isoladas em apenas 3% do que resta de Mata Atlântica. Para se ter uma ideia, somente no Parque Nacional do Iguaçu, a quantidade da espécie caiu 90% nos últimos 20 anos.

Já o índice do Planeta Vivo Aquático apresentado no estudo, mostra que a abundância das populações monitoradas no sistema aquático sofreu uma queda geral de cerca de 81% entre 1970 e 2012. Esses números estão baseados nos dados de 3.324 populações monitoradas de 881 espécies aquáticas. Os pesquisadores sugerem que são as pressões decorrentes de atividades humanas não sustentáveis, como a agricultura, a pesca, a mineração, a sobre-explotação, as mudanças climáticas e a poluição, que contribuem para a perda de habitat e a degradação do meio ambiente terrestre e aquático. E, segundo eles, os efeitos não recaem apenas sobre plantas e animais selvagens, mas, nós, seres humanos, também somos vítimas de nosso comportamento de deterioração da natureza.

Uma maneira prática de compreender a relação entre as ações humanas e a os limites que o planeta aguenta é por meio dos cálculos da Pegada Ecológica feitos pela Global Footprint Network, organização internacional pela sustentabilidade, parceira global da Rede WWF, que indica que estamos consumindo cerca de 50% além da capacidade regenerativa anual da Terra.

Os custos deste excesso estão se tornando cada dia mais evidentes com a seca extrema, a escassez de água doce, a erosão do solo, a perda de biodiversidade, o acúmulo de dióxido de carbono na atmosfera e a ameaça à forma de vida de muitos povos indígenas e populações tradicionais que dependem dos recursos naturais como meio de vida. Estudos recentes sugerem que os prováveis índices de extinção, atualmente, sejam de até 100 a 1.000 extinções por 10.000 espécies em 100 anos, o que é muito elevado. Isso leva a crer que nós estamos mesmo à beira da sexta extinção em massa.

Considerando toda essa trajetória e nosso papel central de fazer uma mudança para modos sustentáveis e resilientes de produção e consumo, temos motivo para ter esperança. No entanto, essa transição deve ser urgente. Uma série de mudanças significativas precisam acontecer no sistema econômico global para promover a perspectiva de que nosso planeta possui recursos finitos.Precisamos reconhecer o valor e as necessidade de nosso planeta Terra, cada vez mais frágil, e gerar consciência de que as agendas social, econômica e ambiental devem caminhar juntas. É imprescindível que protejamos a vida selvagem.

A data foi criada em 2013 pela ONU a fim de reafirmar o valor essencial das espécies selvagem. E o Brasil, País que possui a maior biodiversidade do planeta, precisa agir agora e tomar ações decisivas para que mecanismos sejam criados para promover o melhor aproveitamento do solo; que os serviços ambientais providos pelas florestas, por exemplo, a regulação climática e a segurança hídrica, sejam valorizados; além de incentivar o melhor ordenamento e gestão territorial; a consolidação e criação de áreas protegidas levando em conta uma paisagem mais ampla, a promoção de cadeias produtivas, entre outras ações cotidianas que podem garantir uma efetiva redução na pressão sobre os recursos naturais e a vida selvagem ao redor do mundo.





Mariana Napolitano - coordenadora do Laboratório de Ciências do WWF-Brasil




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