Pesquisar no Blog

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Férias com uso intenso das redes Wi-Fi públicas facilitam os ataques dos criminosos cibernéticos




Mais de 80% dos turistas se mantém conectados à Internet , sendo 70% deles por meio de seus dispositivos móveis


A G Data, fornecedora de soluções antivírus, representada no Brasil pela FirstSecurity, constatou que mais de 80% dos turistas em férias se mantém conectados à Internet por meio de redes de Wi-Fi, sejam públicas ou em hotéis e estabelecimentos de entretenimento e restaurantes durante as viagens. Isso eleva o risco de ataques cibernéticos, facilitados por redes com baixa proteção contra as ameaças virtuais.

Segundo os especialistas da G Data, estas redes Wi-Fi gratuitas podem não ter a proteção necessária contra possíveis invasões e o tráfego de dados é facilmente interceptado pelos criminosos cibernéticos. Soma-se a esta situação, o fato de boa parte dos aparelhos não possuírem a segurança antivírus necessária. Além disso, 21% dos turistas regularmente usa computadores públicos em cybercafés no destino de férias, nem sempre, também, equipados com a segurança necessária, principalmente quando se pretende acessar a serviços bancários online, por exemplo.

"Os hotspots de Wi-Fi em aeroportos e hotéis se tornam alvos dos ataques cibernéticos nas férias, já que raramente são devidamente protegidos e os criminosos podem facilmente interceptar o tráfego de dados, as senhas de cartões de crédito e outras informações pessoais", comenta Tim Berghoff, especialista em cyber segurança da G Data. "Por esta razão, os turistas devem evitar, sem dúvida, fazer compras e operações bancárias online através de redes Wi-Fi públicas. Além disso, fotos das férias não devem ser publicadas imediatamente nas redes sociais, como o Facebook. Uma imagem inocente pode se tornar uma informação valiosa para os ladrões", alerta o especialista.

Além das dicas regularmente citadas pela G Data, Berghoff sugere que os smartphones possuam proteção contra perda ou roubo. No caso de alguma ocorrência deste tipo, uma aplicação de segurança para esta finalidade pode bloquear o aparelho ou apagar as informações pessoais. "As soluções antivírus para dispositivos móveis mais avançadas possuem este recurso", destaca o especialista. "Também não se pode esquecer de manter o iOS, o Android e os aplicativos sempre atualizados e também de desabilitar o Bluetooth e o GPS", acrescenta.



G Data no Brasil -  http://www.firstsecurity.com.br

Nature Communications publica estudo de pesquisadores brasileiros sobre fósforo negro




Estudo demonstra que as bordas deste material apresentam características inesperadas e pode contribuir para a otimização de futuros dispositivos tecnológicos. Pesquisadores pertencem ao Mackenzie, Unesp, Unicamp, UFMG e Universidade Nacional de Singapura



A imagem em dourado, mostra o fino cristal de fósforo negro estudado. Sobre o cristal é mostrada, na forma de uma escala de cores, a intensidade de vibrações atômicas com características não esperadas (o azul escuro representa menor intensidade, e o vermelho maior intensidade). Observa-se que essas vibrações não usuais se concentram nas bordas do cristal, dando-as características peculiares.


O periódico científico internacional Nature Communications, do importante grupo editorial Nature Publishing Group, publicou no último dia 14 de julho um artigo que reúne diversos grupos brasileiros e que relata novas pesquisas sobre o fósforo negro – um nanomaterial que consiste no empilhamento de folhas bidimensionais de fósforo. Com a participação do Prof. Dr. Christiano J. S. de Matos, pesquisador do MackGraphe – Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias da Universidade Presbiteriana Mackenzie, e de mais oito especialistas no assunto pertencentes ao próprio MackGraphe e às universidades Unesp, Unicamp, UFMG e Universidade Nacional de Singapura, o estudo desvenda uma propriedade antes desconhecida do fósforo negro e poderá contribuir para o desenvolvimento de nanodispositivos de alto desempenho.

Desde o isolamento do grafeno, em 2004, e da demonstração de seu potencial para aplicações eletrônicas e optoeletrônicas, muitos pesquisadores se concentraram em descobrir outros nanomateriais com espessuras de poucos átomos, com propriedades semelhantes ou complementares. O último a aderir a este clube seleto de alta tecnologia é o fósforo negro. 

Descoberto em 1914, o material não é encontrado na natureza e foi pouco estudado ao longo do primeiro século pós-descoberta. O interesse nele, no entanto, explodiu em 2014, quando foi demonstrado que o método da exfoliação mecânica com uma fita adesiva (o mesmo utilizado para se isolar o grafeno pela primeira vez) podia ser utilizado para se obter fosforo negro com espessuras de poucos átomos. 

Diferente do grafeno, uma única folha de fósforo negro, conhecida como fosforeno, apresenta uma estrutura “sanfonada” (ver quadro abaixo). Também diferente do grafeno (que é um excelente condutor), o fosforeno é um semicondutor, um tipo de material com importantes aplicações eletrônicas. Além disso, as características eletrônicas do fósforo negro dependem fortemente do número de camadas deste material. 

De acordo com o professor Christiano de Matos, essas características fazem do fósforo negro um material extremamente promissor para futuras aplicações eletrônicas e optoeletrônicas, por exemplo em transistores, desempenhando as funções lógicas necessárias em sistemas digitais; em detectores de luz, transformando energia luminosa em corrente elétrica em sistemas de comunicações ópticas (fibra óptica) ou em células fotovoltaicas; e em novos emissores de luz para as comunicações ópticas. Desta forma grafeno e fósforo negro são complementares, e não concorrentes, em termos de uso e aplicação, podendo inclusive ser utilizados em conjunto.

O estudo recém-publicado é pioneiro por ser o primeiro a identificar, através de técnicas computacionais e de laboratório, que as vibrações atômicas deste material apresentam um comportamento não esperado e diferente daquelas observadas longe das bordas. O estudo mostra, ainda, que este comportamento, não observado em grafeno, é consequência da distorção da rede cristalina próximo às bordas. Como as vibrações atômicas de um material estão relacionadas à geração e dissipação de calor, o estudo contribuirá para um melhor entendimento de como o calor é dissipado neste novo material, o que será de grande importância para a otimização de nanodispositivos eletrônicos e optoeletrônicos baseados em fósforo negro. 

A parte experimental da pesquisa foi realizada no MackGraphe utilizando-se a técnica de espectroscopia Raman, capaz de analisar com precisão as propriedades atômicas e moleculares dos materiais. O MackGraphe possui um dos espectrômetros Raman mais modernos do país. Adquirido com recursos da FAPESP, o equipamento apresenta altíssima sensibilidade e a capacidade de realizar análises extensas em alta velocidade.  


As folhas de papel, com o desenho de átomos organizados em uma estrutura semelhante à de favos de mel, ilustra as diferenças geométricas entre grafeno e o fosforeno (uma única camada de fósforo negro). No grafeno (esquerda) os átomos de carbono estão todos no mesmo plano, formando uma folha esticada. No fosforeno (direita) a folha de átomos de fósforo tem uma estrutura sanfonada, como se tivesse sido dobrada como um origami, dando características anisotrópicas ao material.




Sobre o Mackenzie
A Universidade Presbiteriana Mackenzie está entre as 100 melhores instituições de ensino da América Latina, segundo a pesquisa QS Quacquarelli Symonds University Rankings, uma organização internacional de pesquisa educacional, que avalia o desempenho de instituições de ensino médio, superior e pós-graduação.
Sobre o MackGraphe
O MackGraphe – Centro de Pesquisas Avançadas em Grafeno, Nanomateriais e Nanotecnologias – foi criado em 2013 e teve seu novo edifício inaugurado em março de 2016. É o maior centro de pesquisas aplicadas em grafeno e nanomateriais do país e insere o Brasil no mapa da inovação. O MackGraphe conta com setores específicos para estudo e manejo de nanomateriais, visando a aplicações em três segmentos: Fotônica, Energia e Compósitos.


Famílias com casos de microcefalia terão prioridade no Minha Casa, Minha Vida




 O ministro das Cidades, Bruno Araújo, anunciou nesta quinta-feira (14) a nova norma do Minha Casa, Minha Vida que prioriza o acesso ao programa às famílias que tenham crianças com microcefalia. A cerimônia aconteceu no Palácio do Planalto e contou com a participação do presidente da República em exercício Michel Temer e, também, dos ministros Ricardo Barros (Saúde) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social). 

Durante o anúncio, o ministro Bruno Araújo ressaltou a importância da nova Instrução Normativa do Minha Casa, Minha Vida.

“É com satisfação que, atendendo orientação do presidente da República,  neste momento em que o país, em especial a região nordeste do Brasil, sofre  com a Zika e com o surto epidemiológico de microcefalia, que o Ministério das Cidades, dentro das prioridades de atendimento de acesso à este programa (Minha Casa, Minha Vida), na faixa 1, passa estabelecer dentro das prioridades   já existentes  a prioridade máxima às famílias que tenham tido filhos portadores da microcefalia, esclareceu o ministro Bruno Araújo”.

Bruno Araújo destacou os números apresentados pelo Ministério da Saúde, que confirma 1.687 casos de microcefalia. “Diante da gravidade da situação, o programa Minha Casa, Minha Vida irá disponibilizar as unidades habitacionais disponíveis para entrega e adaptadas para essas famílias, como fomos orientados pelo presidente da República Michel Temer,” disse.

Na solenidade, o presidente Temer disse que uma das ações do governo é valorizar os programas sociais e lembrou que a maioria das mães que têm filhos com microcefalia são beneficiadas pelo programa Bolsa Família. “É um detalhe importantíssimo privilegiar essas mães com filhos portadores de microcefalia porque podemos perceber que a maioria está na condição de pobreza”, destacou.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, explicou que as famílias que se enquadrarem na determinação da nova norma do MCMV, não precisarão do sorteio de escolha para serem beneficiados com uma moradia.
O Ministério das Cidades informa que as famílias que tiverem crianças com microcefalia deverão procurar a prefeitura de seu município para esclarecimento e demais providências para o recebimento da unidade habitacional.


Twitter: @MinCidades


Posts mais acessados