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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Microcefalia: tratamento e reabilitação podem proporcionar melhor qualidade de vida





Oferecer uma melhor qualidade de vida aos bebês diagnosticados com microcefalia é fator determinante para seu desenvolvimento futuro, de acordo com o neuropediatra do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, Rafael Guerra Cintra. Embora a anomalia prossiga ao longo da vida, o acompanhamento médico é a chave para a diminuição das sequelas.
Com o crescimento expressivo do número de casos de microcefalia no País, que hoje ultrapassam a marca de 3,5 mil registros relacionados ao Zika, a doença preocupa cada vez mais as autoridades de saúde. Nos primeiros sete dias do ano, houve um aumento de 11% de novos casos em relação às 3.174 notificações anteriores – a região nordeste é a mais afetada.
Como não há tratamento medicamentoso para a microcefalia, o neuropediatra explica que as habilidades da criança podem ser estimuladas no decorrer do crescimento por meio de terapias. “Tratamentos realizados desde os primeiros meses melhoram o desenvolvimento do paciente, especialmente com a ajuda de fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e fonoaudiólogos. É possível que um bebê tenha melhora na qualidade de vida se houver esse tipo de auxílio”, sugere.
O fisioterapeuta ajuda, por exemplo, a evitar atrofia dos músculos, estimulando o desenvolvimento motor e o equilíbrio. É importante fazer o máximo de sessões, sugeridas pelos profissionais. Já o fonoaudiólogo trabalha a fala e a linguagem, fazendo com que a criança tenha mais capacidade de comunicação.
Para o médico, é importante reforçar que os diagnósticos intrauterino e neonatais mudam o processo de evolução da criança. Sobre as possibilidades de diminuição das sequelas, os bebês diagnosticados na gestação ou no período neonatal têm mais chances de se desenvolver no futuro, devido ao diagnóstico precoce. Já os que tiverem a anomalia detectada meses após o nascimento estão mais propensos a ter maiores limitações futuras, pois terão um início tardio de seus tratamentos. 
A microcefalia é uma condição rara em que o bebê nasce com o cérebro e o crânio do tamanho menor do que o normal. A malformação é diagnosticada quando o perímetro da cabeça do nascimento a termo (período normal de gestação) é igual ou menor do que 32 cm – o esperado é que bebês nascidos após nove meses de gestação tenham pelo menos 33 cm.
A principal hipótese discutida para o aumento de casos de microcefalia está relacionada a infecções por Zika vírus, que foi identificado pela primeira vez no País em abril deste ano. Com o sistema nervoso central afetado pelo vírus durante o período de gestação, a doença pode causar problemas de fala, déficits motores e atraso mental, com danos de memória e de raciocínio em graus variados.



Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos
Rua Borges Lagoa, 1.450 - Vila Clementino, Zona Sul de São Paulo. 
Tel. (11) 5080-4000

Site: www.hpev.com.br - Facebook: www.facebook.com/ComplexoHospitalarEV - Twitter: www.twitter.com/Hospital_EV - YouTube: www.youtube.com/user/HospitalEV

A importância da prática da natação para crianças e bebês




Atividade simples, relaxante e divertida pode evitar tragédias
O calor e o clima quente fazem das piscinas algo extremamente convidativo nesta época do ano, porém, muitas vezes as tornam também protagonistas de tragédias familiares. O segundo maior índice de mortalidade entre crianças no Brasil é justamente por afogamento, sendo que no mundo, contando com os adultos o país ocupa a terceira posição, atrás apenas da Rússia e do Japão. Por isso, a necessidade de “saber nadar” é algo de extrema importância que alguns pais podem não levar em consideração.
“É óbvio que há o cuidado com a segurança como cercas, portões, ralos anti sucção, salva-vidas, mas a melhor forma de prevenir é começar as aulas de natação desde cedo em um local que tenha estrutura adequada para crianças e bebês e com profissionais capacitados”, afirma Rogério Franze, Coordenador da Academia Ecofit Club. Ele conta que hoje os pais buscam matricular seus filhos justamente pelo receio do afogamento e acabam aproveitando todos os outros inúmeros benefícios da prática.
O contato com a água e a piscina podem ser feitos desde o seu nascimento, mas o ideal é começar aos seis meses, quando os bebês já tomaram todas as vacinas e a coluna está mais fortalecida. No caso dos pequenos, o contato com outros alunos auxilia no desenvolvimento global, na socialização, além de melhorar o apetite, a resistência, o desenvolvimento motor e o sistema cardiorrespiratório
De fato uma criança só aprende a nadar a partir dos 3 anos, mas quando bebê, diferente da maioria dos adultos desconfiados e cheios de receio, o contato com a água só o faz se divertir, pois relembra o período intrauterino. Outro ponto muito positivo no desenvolvimento da criança é a inteligência emocional, que através da natação proporciona contato constante com o pai ou a mãe, fortalecendo a afetuosidade entre ambos e a aproximação.
Mas, em uma situação de emergência como cair em uma piscina e não se afogar, uma criança conseguiria lidar com a emoção do momento? Franze garante que a situação estará muito mais segura. “A natação melhora a coordenação motora e proporciona noções de espaço e tempo, ou seja, prepara a criança psicologicamente e neurologicamente para o autossalvamento. Os pais se sentem mais seguros”, conta Franze.
Pelo lado físico, é um esporte que trabalha com todos os músculos. Pelo lado mental e psicológico, nas crianças é uma atividade que quanto mais intensa, maior a sensação de relaxamento, leveza e refrescância. Para os pais, uma preocupação a menos Os números alertam e chamam a atenção para a necessidade de incluir o esporte cada vez mais cedo na vida de qualquer um.
Academia Ecofit Club - http://www.ecofit.com.br/

Enfrentando a instabilidade de 2016





O ano de 2016 está às portas e, se há uma unanimidade no Brasil, entre governo e oposição, crentes e descrentes, compatriotas e estrangeiros, ricos e pobres, é que não será um ano fácil.
Os registros de corrução se avolumam; valores expostos são assombrosamente vultosos e expõem os intestinos de uma nação que se acostumou tanto com a prática que já é presa fácil à extorsão pura e simples, calcada em relacionamentos incestuosos com o poder.
Os problemas fiscais são apocalípticos, possivelmente como “nunca na história deste país”. Programas sociais de legitimidade e eficácia duvidosa contribuíram para drenar a nação. Nestes últimos dias de 2015, cerca de 75 bilhões foram transferidos de contas do governo para bancos estatais, para pagar as chamadas “pedaladas”, ou maquiagens contábeis, pelas quais as contas vêm sendo “fechadas” na aparência.
Na realidade, muito deste “pagamento” foi feito em forma de substituição por outras dívidas, com a emissão de títulos da dívida pública – ou seja, papeis e promessas de pagamento futuro, em vez de dinheiro. O país está cabisbaixo, envergonhado e sem atinar com a saída. A realidade dura é que todos nós vamos pagar a conta dos desmandos; na realidade, JÁ estamos pagando. Aqueles que têm poupança e bens, por mais modestos que sejam, tiveram estes confiscados em 50%, nos últimos anos, quando transformados em dólar. Os salários valem 50% a menos, quando a referência é o dólar, e não digam que “não temos nada a ver com essa moeda”. Em uma economia globalizada, tudo fica mais caro e isso afeta a vida de todos, inclusive a dos mais carentes. A ressurreição do infame Imposto sobre Movimentações Financeiras (IPMF) não cessa de ser anunciada.
Nesse cenário, alguns clamam por “mais governo”! “Aumentem os controles”! “Deem a eles mais poder para aumentar os impostos! ” Outros desesperam e dizem, “não adianta, não há esperança”.
Coloco aqui alguns pensamentos para adentrarmos 2016 com um pouco de lucidez, realistas, mas confiantes na soberania do Deus que reina, procurando deixar as Escrituras construir nossas convicções sobre as estruturas e perspectivas desse mundo, no qual ele nos colocou para sermos sal e luz.

A solução não se encontra em mais controle governamental, mas na volta às responsabilidades básicas do governo.
Vivemos em um mundo caído em pecado. A ganância, a cobiça, os amores ao dinheiro sempre se constituirão em fortes tentações. Sempre darão oportunidade de os ricos e poderosos oprimirem os mais fracos.
Por isso, em paralelo às garantias de liberdade e de livre iniciativa, o governo deve também proteger os cidadãos comuns da injustiça e da desonestidade. Nisso, nada mais fará do que voltar às suas responsabilidades básicas, recebidas de Deus.
Porém, isso não significa uma carta branca ao intervencionismo de toda sorte. Não representa uma ressurreição do socialismo moribundo. Se há algo que os últimos anos deveriam nos ensinar, é que o poder do estado (ou do governo) é RESTRITIVO e não DISTRIBUTIVO.

A esfera econômica também pode ser palco de violência e de injustiça e deve ser fiscalizada.
Por princípio, e exatamente por acreditar que esse é o projeto encontrado na Bíblia, sou avesso à grande maioria dos controles governamentais que se aceitam com naturalidade nos dias atuais.
O propósito do Governo é dar garantia à segurança dos cidadãos para que eles possam desenvolver, em condições de igualdade e justiça, suas desigualdades e seus potenciais com o máximo de respeito ao próximo e em obediência à autoridade que os garante (Romanos 13.1-7).
Mas essa tarefa requer, por vezes, a colocação de controles na sociedade – e na esfera econômica, exatamente para proteger os inocentes. Por exemplo, nenhum defensor de um papel reduzido ao governo, deveria ser contra a existência de sinais de trânsito.
Mas, isso não é extrapolar as funções do governo? Não! Ao ordenar o tráfego, ele protege as pessoas umas das outras; deve ter condições de punir os “avançadores” de sinais e de reconhecer os que os respeitam. Nesse sentido, apoiemos a livre iniciativa tanto quanto devemos apoiar a punição dos corruptos e daqueles que corrompem.

É necessário a proteção aos inocentes e a punição dos maus.
É óbvio que há a necessidade de mais fiscalização e diretrizes éticas no meio das estatais. O tesouro da nação não é para ser explorado por pessoas, partidos ou grupos de interesseiros. Cargos deveriam ser preenchidos por competência, não por alinhamento político-partidário.
No mercado financeiro, à luz da crise de 2008, é necessário que subsistam diretrizes que limitem a exposição indevida aos créditos de risco. Essas práticas estarão alinhadas exatamente com a proteção de inocentes. O aperto, o arrocho fiscal, a recompensa dos maus, com os bons pagando a conta, é uma inversão de valores. Cabe sim, ao governo, prevenir o crime, identificar e punir os malfeitores.
Os governantes, como ministros (servos) de Deus, devem valorizar (e não sufocar em impostos) aqueles que “trabalhando sossegadamente” procuram ganhar o seu pão (2 Tessalonicenses 3.12). Em paralelo não podem deixar impunes aqueles que se aproveitam de situações, ou do poder que detêm, para enriquecimento pessoal ilícito, muitas vezes sugando dos que pouco têm – via de regra com desvio dos recursos destinado a “órfãos e viúvas”.

Instabilidade é uma realidade inexorável.
Instabilidade parece ser a palavra da vez (com todas as suas derivativas: volatilidade, desconfiança, falta de credibilidade, insegurança, etc.). Nesse sentido, todo esse turbilhão econômico-financeiro que estamos vivenciando vem demonstrar a bênção que é a estabilidade, tão rapidamente abalada.
No Brasil, chegamos a quase nos acostumar com uma forma de vida mais economicamente estável, em função da solidez da moeda e de uma situação econômica favorável ao crescimento, experimentada desde 1994.
É verdade que o aperto financeiro em nosso bolso nunca foi aliviado, mas passamos a planejar com mais tranquilidade e, ingenuamente, passamos a achar que a estabilidade era permanente. Chegamos a arquivar os pacotes econômicos, como coisas do passado. É fácil enganarmo-nos a nós mesmos, mas uma simples olhada na história demonstrará como instabilidade é a norma nesse mundo.
Em 1987 houve uma crise intensa nos mercados financeiros. A capa da revista TIME chegou a compará-la à crise de 1929. Em 2008 tivemos uma crise mundial monumental. Nossa memória é curta. Estamos preocupados com a situação financeira, mas um olhar mais abrangente revela violência crescente, atos de terror, guerras atrozes, crueldades indescritíveis, exploração de mulheres e crianças. Um mundo que jaz em pecado é, por definição, instável.

Estabilidade é um anseio legítimo que cresce em proporção inversa à instabilidade ao nosso redor.
No cenário de recessão que atravessamos e naquele que se descortina para 2016, já é possível antever o continuado desaquecimento do mercado; vendas cada vez mais decrescentes; contenção de despesas nas empresas, com o consequente desemprego; incertezas em nosso dia-a-dia; instabilidade, enfim.
De certa forma, nos sentimos espoliados em conquistas que julgávamos alcançadas. Com frequência as pessoas se consideram aventureiras e corajosas, mas por que será que a estabilidade é algo tão almejado e perseguido? Por que as pessoas anseiam por uma repetitividade das circunstâncias, pela condição de poderem planejar?

Estabilidade é característica divina.
Estabilidade é uma característica divina, por isso ela é uma bênção. Deus é estável. O pecado é fator de instabilidade. Deus é previsível. Satanás é enganador e astuto. A criação geme, sob o domínio do pecado. Deus instala a ordem no meio do caos. A mensagem de Deus é construtiva, no meio da turbulência.
O plano de salvação é sequencial, lógico e progressivo. Da morte espiritual, pela justificação procedente de Jesus Cristo, passamos à vida e, em santificação, aguardamos a glorificação e comunhão eterna com o Pai. A Palavra de Deus ensina estabilidade de vida, a estabilidade da família, a estabilidade da sua Igreja. Estabilidade, podemos esperar de Deus, e só dele: o mais está fadado à desilusão.

Vivendo estavelmente em um mundo instável.
Não tenhamos dúvida de que Deus nos sustentará em 2016. Ele prepara os seus servos para viverem estavelmente em um mundo instável. Jesus intercedeu não para que fôssemos tirados do mundo, mesmo com suas instabilidades e perigos, mas para que pudéssemos ser livres do mal.
Na realidade, somos comissionados com a mensagem da estabilidade do evangelho, como embaixadores de um país celestial, no qual não existem pacotes, e os tesouros não são corrompidos pela inflação, especulação ou malversação; onde não existem crises, nem turbilhão financeiro; de onde a corrução e o pecado foram levados e lavados pelo Sangue de Cristo.
Serenidade e confiança em Deus é o remédio para os sobressaltos desta vida. A estabilidade que o mundo e os governantes nos oferecem, é passageira, é enganosa, é traiçoeira. A paz que recebemos de Jesus difere da obtida do mundo: ela tem o efeito de serenar os nossos corações.

Enfrentando a instabilidade de 2016.
Como enfrentar este ano de crise e outras crises em nossas vidas? Com a paz de Deus em nossos corações, com a confiança de que ele reina e está em controle de tudo e de todos, com a certeza de que a vitória final é dele e de seus servos.
O que pedir a Deus, para 2016? Devemos estar orando para que ele possa atuar em nosso país, derramando a sua graça comum, para que a estabilidade, tão característica de sua pessoa, seja parte de nossa experiência e peregrinação, por onde ele nos guiar.
Nesse momento de incertezas, acima de tudo, além de contabilizarmos as perdas (agora, ou no futuro) façamos um balanço da nossa alma, dos nossos objetivos e de nossas motivações. Aprendamos com as circunstâncias, pois o Deus da providência nos ensina através das situações em que ele nos coloca.


Solano Portela - Diretor Educacional do Mackenzie. Graduado em Ciências Exatas, fez o mestrado no Biblical Theological Seminary. Além de suas atividades no campo empresarial, em São Paulo, é escritor, tradutor e conferencista.

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