Livros gratuitos e vídeos
animados do Instituto Sicoob ensinam consumo consciente e poupança
para crianças a partir dos 5 anos
divulgação Instituto Sicoob
Ensinar os
pequenos a lidar com dinheiro desde cedo ajuda a formar escolhas conscientes e
hábitos financeiros saudáveis, capazes de acompanhá-los na vida adulta. A
tarefa ganha urgência no Mês das Crianças, marcado por brinquedos, presentes e
consumo, e num país onde 82% das famílias estavam endividadas em agosto de
2026, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC). O
desafio também aparece no letramento financeiro: o Brasil ocupa a 74ª posição
entre 144 países no S&P Global FinLit Survey, uma das maiores pesquisas
mundiais sobre o tema. O levantamento investigou se os entrevistados de cada
país dominavam quatro conceitos financeiros básicos - aritmética,
diversificação de risco, inflação e juros compostos. No Brasil, apenas 35%
acertaram ao menos quatro dos tópicos abordados.
Para apoiar famílias e professores na missão de facilitar o diálogo sobre
finanças com o público infantil, o Instituto Sicoob oferece gratuitamente a
Coleção Financinhas. Os conteúdos são oferecidos em formato de cartilhas e
vídeos animados para crianças na idade do ensino fundamental. O material aborda
consumo consciente, planejamento, poupança, sustentabilidade e uso responsável
dos recursos.
Nas cartilhas e vídeos, a educação financeira aparece de forma lúdica, embutida
em situações corriqueiras, por meio de histórias próximas da realidade
infantil, sem recorrer ao vocabulário do mercado financeiro e planilhas.
"O material trata de questões do dia a dia que a criança vive, para que
ela comece a entender que educação financeira começa por qualquer um",
afirma Ana Lúcia do Carmo Silva, da área de Desenvolvimento Estratégico do
Instituto Sicoob.
Ela destaca que aproveitando o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência,
celebrado em 21 de setembro, eventos sobre essa temática foram realizados em todo
o país ao longo do mês, e lembra que os vídeos da Coleção Financinhas também
estão disponíveis em Libras (Língua Brasileira de Sinais).
A coleção conta com quatro cartilhas. Em "Caio Achou uma Moedinha",
um menino encontra uma moeda enquanto brinca com o gato da vizinha e precisa
decidir o que fazer com ela; a história introduz a ideia de guardar dinheiro e
esperar para usá-lo. Em "Margô e Davi Foram ao Mercadinho", os
irmãos fazem compras com R$ 50 e uma lista; ao lado do pai, descobrem que nem
tudo o que desejam pode ir para casa e que escolher também significa respeitar
um limite.
Já em "Miguel,
Aninha e Dedé Ganharam um Dinheirinho", três crianças recebem uma
quantia da avó, gastam por impulso e precisam encontrar uma saída para o
problema que criaram. O quarto título, "Marina Esqueceu de Desligar a
Televisão", leva a discussão para dentro de casa: o desperdício de
energia aparece como consequência de pequenas atitudes e mostra que escolhas
individuais também pesam nas despesas da família.
Prática do
cotidiano
A proposta é
apresentar conceitos financeiros por meio de narrativas que façam sentido para
o público infantil. Em vez de definir diretamente o que é orçamento ou consumo
consciente, os livros colocam as crianças diante de situações em que precisam
fazer escolhas.
A observação do
cotidiano ajuda a explicar por que falar de dinheiro com os filhos não
significa transformar a casa em sala de aula. A criança pode aprender ao
acompanhar uma compra, perceber que determinado produto ficou para depois ou
entender por que a família precisa escolher entre diferentes despesas.
A escola também tem papel nesse processo e vem se adaptando às exigências
legais. Desde 2018, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) inclui a educação
financeira como tema transversal, e as redes de ensino tiveram de ajustar seus
currículos a partir de 2020. "Na prática, isso ainda é um desafio, o que é
mais um motivo para envolver a família no letramento financeiro das
crianças", afirma Ana Lúcia.
Aprender antes da primeira mesada
O contato com o universo financeiro não precisa esperar a criança receber seu próprio dinheiro. Participar de uma ida ao supermercado, acompanhar uma comparação de preços ou entender por que uma viagem exige planejamento já são experiências capazes de construir essa percepção. A ideia não é apenas ensinar a guardar dinheiro, mas fazer com que a criança entenda por que está guardando, aprenda a escolher e perceba que toda decisão financeira traz alguma consequência.
Para Ana Lúcia, quanto mais cedo esse contato acontece, maior é a chance de desenvolver responsabilidade e consciência financeira. Questionada sobre qual seria a principal lição financeira que uma criança deveria levar para a vida, ela volta à experiência com o pai: "O dinheiro vem com trabalho; se vem com trabalho, tem esforço; e se tem esforço, eu preciso pensar antes de usá-lo."
A educação
financeira infantil não pretende antecipar a vida adulta, mas oferecer às
crianças ferramentas para lidar com escolhas que farão parte dela. "Não
estamos na velocidade que a gente quer no letramento de crianças, jovens e
adultos, mas estamos na direção que a gente precisa para mudar esse
cenário", aponta.
Clínicas Financeiras
Em um cenário de alto endividamento das famílias brasileiras, o Instituto
Sicoob também oferece para as famílias brasileiras orientação financeira
gratuita a quem busca organizar as contas, renegociar dívidas ou planejar
melhor o futuro por meio do Programa Clínicas Financeiras.
Capacitados para orientar sobre temas como orçamento pessoal e familiar, endividamento e investimentos, os colaboradores voluntários oferecem atendimento individual, gratuito e sigiloso, de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Para receber a orientação, basta acessar a página das Clínicas Financeiras, escolher o orientador ou a orientadora de acordo com o tema de interesse e agendar o atendimento. No dia e horário marcados, o participante acessa a plataforma e conversa individualmente com um dos voluntários
SERVIÇO
Coleção
Financinhas
Os livros, vídeos
e conteúdo em libras podem ser acessados gratuitamente no portal do Instituto
Sicoob, em Link
Clínicas financeiras
Atendimento gratuito
com agendamento em Link
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