• Levantamento faz parte do novo Mapa da Fraude, lançamento da datatech para acompanhar golpes e fraudes em diferentes pontos da jornada digital;
• Em identidade e cadastros digitais, a Serasa Experian
identificou cerca de uma tentativa de fraude a cada 5 segundos no 1º trimestre
de 2026;
• Grupos de circulação de conteúdo fraudulento cresceram 139%,
indicando maior organização na origem dos golpes;
• Uso indevido de IA, fraude como serviço e identidades sintéticas estão entre tendências de golpe apontadas.
Quase 1,5 milhão de tentativas de fraude em
cadastros e validações de identidade foram identificadas no 1º trimestre de
2026 pela Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil e líder em
soluções antifraude. O número é um dos destaques da primeira edição do novo
Mapa da Fraude, levantamento da companhia que reúne dados das tecnologias
antifraude para mostrar como o fraudador atua em diferentes camadas da jornada
digital. Na mesma edição, a datatech identificou mais de 19 milhões de
mensagens associadas a golpes e mais de 368 mil tentativas de fraude no
e-commerce brasileiro durante o período.
O novo levantamento organiza os dados em
frentes distintas, como cibersegurança, cadastro e identidade (ou onboarding) e
e-commerce, para dar visibilidade aos diferentes momentos em que a fraude pode
acontecer. “O fraudador não atua de forma linear. Ele pode começar com uma
mensagem de isca, usar dados de terceiros, tentar abrir um cadastro digital,
fraudar uma identidade, manipular documentos, explorar contas laranja ou partir
diretamente para a transação, entre outras frentes. Com o Mapa da Fraude,
passamos a organizar essa leitura integrada, mostrando como a tentativa de
golpe se movimenta e em que momento busca gerar prejuízo financeiro”, afirma o
Vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude, Eric Dhaese.
A iniciativa reflete a evolução do
ecossistema antifraude da datatech, que reúne expertise em identidade,
dispositivos, cibersegurança, onboarding, vendas online, transferências e
comportamento do consumidor.
Mapa da Fraude aponta que
prejuízo estimado por fraudes de identidade poderia chegar a quase R$2 bi no 1º
trimestre
No cadastro e na validação de identidade para
acesso a serviços digitais, a Serasa Experian identificou 1.495.696 tentativas
de fraude no primeiro trimestre de 2026, alta de 36,6% em relação ao mesmo
período do ano anterior. O volume equivale a cerca de uma tentativa a cada 5
segundos e poderia gerar prejuízos de até R$ 1,98 bilhão para consumidores e empresas
caso não fosse impedido.
O setor financeiro segue concentrando a maior
parte das ocorrências, com 6 a cada 10 tentativas registradas em bancos,
emissores de cartão, meios de pagamento e empresas de serviços financeiros e de
crédito. O avanço indica que ambientes digitais com alto volume de logins,
validação de identidade e movimentação financeira entram com mais força no
radar dos fraudadores.
Entre os
segmentos analisados, “Meios de Pagamento” liderou em volume, com 644.586
tentativas, seguido por “Telefonia” (313.200) e “Bancos e Cartões” (259.160).
Confira abaixo o detalhamento por setor:
No recorte regional, o Sudeste respondeu por 38,5% das tentativas de fraude. Apenas São Paulo concentrou mais de 230 mil ocorrências, o equivalente a 15,8% do total nacional. Abaixo está o mapa das fraudes em identidade no 1º trimestre de 2026:
Em relação às gerações, 70,7% das tentativas de fraude de identidade se concentraram majoritariamente na população economicamente ativa, entre 17 e 60 anos. Confira o gráfico com a distribuição de ocorrências por geração:
Grupos de conteúdo fraudulento crescem 139% no 1º tri e indicam
golpes mais organizados, segundo novo Mapa
Na camada de cibersegurança, a Serasa Experian identificou
10.053 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos no primeiro trimestre de
2026, alta de 8,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também foram
mapeadas 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes, média de 152 mensagens
por minuto, e quase 2 mil grupos de circulação e troca de conteúdo fraudulento,
avanço de 139% na comparação anual.
Para a datatech, o dado mostra que a fraude digital não se
sustenta apenas em abordagens isoladas contra consumidores. O crescimento dos
grupos indica uma dinâmica mais organizada, apoiada em comunidades de
circulação, troca e replicação de conteúdos fraudulentos. “A fraude está cada
vez mais estruturada. Não se trata apenas de uma mensagem suspeita chegando ao
consumidor, mas de um ecossistema de anúncios, perfis, páginas, aplicativos e
grupos que sustentam a disseminação das tentativas”, explica Dhaese.
Mapa aponta quase 1 a cada 100 transações no e-commerce como
tentativa de fraude; Celulares registraram maior risco
Na camada transacional, quase 1 a cada 100 transações no e-commerce
foi considerada tentativa de fraude no 1º trimestre de 2026. Ao todo, foram
registradas mais de 368 mil ocorrências desse tipo, o equivalente a uma
tentativa a cada 21 segundos, que somaram R$ 337,9 milhões em valor preservado
por meio das soluções antifraude.
O comportamento das tentativas mostra que o fraudador tende a mirar
compras de maior valor. No período, o ticket médio das tentativas de fraude foi
de R$ 917,52, valor 62% acima do pedido legítimo. Isso indica que, no
e-commerce, a fraude não busca apenas volume, mas também maior retorno
financeiro por transação. “Mesmo quando a taxa parece pequena, o impacto
financeiro é relevante pela escala do comércio digital. É na transação que o
fraudador tenta transformar a tentativa em dinheiro. Por isso, olhar
comportamento de compra, dispositivo, meio de pagamento, histórico e padrão do
consumidor é essencial para diferenciar uma compra legítima de uma fraude”,
declara o executivo da datatech.
A categoria “Beleza” liderou em quantidade de tentativas de fraude,
com 33,7 mil ocorrências, seguida por “Calçados” (29,4 mil), e “Saúde” (18,9
mil). Já entre as categorias com maior risco, “Celulares” aparece no topo, com
risco de 3,11%, ou seja, uma tentativa de fraude a cada 32 pedidos legítimos.
Na sequência estão “Acessórios eletrônicos”, com risco de 2,62%, e
“Eletrônicos”, com 2,11%.
Segundo a Serasa Experian, esse contraste mostra que as categorias mais fraudadas acompanham a escala de pedidos legítimos, enquanto as categorias com maior risco tendem a acompanhar o valor e a atratividade dos produtos. Confira abaixo a tabela detalhada com as três categorias mais fraudadas e as três com maior risco:
Uso indevido de IA, fraude como serviço e identidades sintéticas estão entre tendências
O Mapa da Fraude também aponta movimentos que
devem exigir atenção nos próximos meses. Entre eles estão o avanço do Fraud as
a Service, modelo em que golpes, kits, scripts e serviços especializados são
comercializados para facilitar a atuação criminosa; como o uso indevido de
inteligência artificial generativa para tornar abordagens mais personalizadas,
convincentes e escaláveis; e a pressão crescente de identidades sintéticas, com
combinações realistas de dados, imagens e narrativas para tentar atravessar camadas
de autenticação.
Deepfakes e conteúdos gerados com apoio de IA
que simulam autoridade, como o uso indevido de figuras públicas, representantes
do governo e veículos de imprensa, também aparecem como pontos de atenção,
especialmente em golpes baseados em engenharia social. O alerta está na forma
como fraudadores podem usar a tecnologia para dar mais escala, realismo e
personalização às tentativas.
“A inteligência artificial não aparece
necessariamente como uma categoria estatística isolada, mas como uma tecnologia
que, quando usada de forma indevida, pode ampliar escala, realismo e
personalização dos golpes. Ela pode tornar páginas falsas mais críveis,
mensagens mais naturais e perfis sintéticos mais difíceis de identificar. Por
isso, estar um passo à frente do fraudador exige leitura contínua de dados,
tecnologia e inteligência analítica em diferentes pontos da jornada”, avalia o
Vice-presidente de Autenticação e Prevenção à Fraude, Eric Dhaese.
Sobre o Mapa da Fraude
O Mapa da Fraude da Serasa Experian é um
levantamento proprietário que consolida informações observadas nas soluções
antifraude da companhia para acompanhar o comportamento das tentativas de
fraude ao longo da jornada digital. A metodologia considera transações e
eventos em que a Serasa Experian, líder em soluções antifraude, participa
diretamente dos processos de identificação, autenticação, validação ou decisão
de risco, o que permite uma leitura mais precisa e consistente dos padrões
observados. A análise contempla diferentes frentes de atuação, como
cibersegurança, identidade e cadastro, vendas online e transferências,
permitindo mapear desde a isca e a organização dos golpes até as tentativas de
cadastro, autenticação e transação. A partir dessa base, os indicadores são
organizados por recortes como segmento, região, geração, categoria de produto,
datas sazonais e modalidades de fraude.
Como essas informações partem de diferentes soluções, bases tecnológicas e etapas da jornada, os resultados são apresentados separadamente, respeitando as particularidades de cada universo analisado. Essa estrutura preserva a consistência metodológica, fortalece a comparabilidade entre os recortes e dá mais robustez à leitura sobre como a fraude se movimenta no país.
Experian
experianplc.com




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