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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Como não perder dinheiro com a Copa do Mundo

Com previsão de R$ 4,32 bilhões em vendas no varejo durante o Mundial, especialista alerta que crescimento do faturamento e aumento do lucro nem sempre caminham juntos.

 

A Copa do Mundo costuma ser associada ao aumento das vendas, mas nem sempre o crescimento do faturamento se traduz em mais lucro. Segundo estimativa divulgada nesta semana pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o torneio deve movimentar R$ 4,32 bilhões no varejo brasileiro, alta de 6,5% em relação à edição de 2022. Enquanto os holofotes se voltam para os segmentos tradicionalmente beneficiados pelo evento, milhares de pequenas e médias empresas sem relação direta com a Copa também enfrentam mudanças no comportamento dos consumidores e desafios operacionais que podem impactar seus resultados.

 

“Existe uma percepção de que a Copa beneficia apenas quem vende bebidas, alimentos ou artigos esportivos. Na prática, o evento gera impactos em praticamente toda a economia. O consumidor muda a rotina, antecipa decisões, adia compromissos e altera seus horários de consumo. As empresas que conseguem enxergar esses movimentos com antecedência costumam ter resultados melhores, mesmo sem registrar um aumento expressivo nas vendas”, afirma o Reginaldo Stocco, CEO da vhsys.

 

Para aproveitar esse período sem comprometer a margem de lucro, o primeiro passo é entender como o dinheiro circula dentro do negócio. Muitas pequenas empresas acompanham apenas o volume de vendas, mas deixam de analisar quais produtos ou serviços realmente geram resultado. Durante eventos que alteram o comportamento de consumo, identificar os itens mais rentáveis ajuda a direcionar esforços para aquilo que efetivamente contribui para o caixa da empresa.

 

Indicadores como margem de lucro e Demonstrativo de Resultado do Exercício (DRE) ajudam a mostrar se o crescimento das vendas está efetivamente gerando retorno para o negócio. Quando essa análise é feita de forma contínua, o empresário consegue identificar rapidamente quais decisões estão contribuindo para a saúde financeira da empresa e quais estão apenas aumentando o volume de trabalho.

 

Outro ponto importante é acompanhar dados financeiros, fluxo de caixa, vendas e estoque de forma integrada. Mudanças na demanda podem acontecer rapidamente durante a Copa, exigindo decisões ágeis sobre compras, reposição de produtos e condições de pagamento. Empresas que mantêm essas informações organizadas e atualizadas conseguem identificar oportunidades, corrigir desvios e evitar gastos desnecessários antes que eles impactem os resultados do mês. Além disso, processos automatizados e informações centralizadas reduzem riscos operacionais em um período marcado por mudanças na rotina das equipes e dos consumidores.

 

“A Copa é um evento curto, mas seus impactos podem ser percebidos por vários meses. O empresário que utiliza dados para entender sua operação consegue agir com mais precisão, seja para aproveitar oportunidades de venda, ajustar custos ou planejar os próximos passos do negócio. No fim das contas, o lucro está muito mais ligado à qualidade da gestão do que ao volume de vendas registrado durante o torneio”, conclui o especialista. 

 

vhsys


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