7 filmes nacionais
para citar na redação do ENEM
Professora de Redação destaca obras que
contribuem para reflexões sobre temas sociais, históricos e culturais
Celebrado em 19 de junho, o Dia do Cinema Brasileiro é uma
oportunidade para valorizar produções que retratam a identidade, a cultura e os
desafios do nosso país. Para estudantes que se preparam para o Enem e os
vestibulares, essas obras também podem ser importantes fontes de repertório
sociocultural, auxiliando na construção de argumentos e na ampliação do
pensamento crítico.
"Muitos alunos procuram referências para utilizar nas
redações e, frequentemente, recorrem a obras estrangeiras. Mas o cinema
brasileiro mostra que esses repertórios também estão presentes na nossa
história e na nossa cultura, com obras que ajudam os jovens a desenvolver
empatia, consciência crítica e capacidade argumentativa. Valorizar o cinema
nacional é valorizar a nossa identidade e a nossa capacidade de compreender o
Brasil por meio da arte", afirma Virginie Pierin Isber, professora de
Redação do Colégio Contemporâneo, da Inspira Rede de Educadores.
Em homenagem ao Dia do Cinema Brasileiro, a professora selecionou
7 filmes nacionais que podem contribuir para a construção de um bom repertório
sociocultural:
1. Que Horas Ela Volta? (2015)
Dirigido por Anna Muylaert, o longa acompanha Val, empregada
doméstica que trabalha na casa de uma família de classe média em São Paulo. A
chegada de sua filha, que pretende prestar vestibular, provoca questionamentos
sobre relações de poder e desigualdades naturalizadas no cotidiano. "A
obra permite discutir desigualdade social, mobilidade por meio da educação,
privilégios e relações de classe. São temas frequentes em propostas de redação
e debates sobre cidadania", comenta Virginie.
2. Ainda Estou Aqui (2024)
Dirigido por Walter Salles e vencedor do Oscar de Melhor Filme
Internacional, o filme resgata a trajetória de Eunice Paiva após o
desaparecimento de seu marido durante a ditadura militar brasileira. A
narrativa reforça a importância da preservação da memória histórica e da defesa
dos direitos humanos. "O filme oferece uma oportunidade valiosa para
refletir sobre democracia, justiça, memória coletiva e direitos humanos. Também
contribui para que os estudantes compreendam como acontecimentos históricos
seguem impactando o presente", destaca a professora.
3. O Agente Secreto (2025)
A produção de Kleber Mendonça Filho possibilita reflexões sobre
vigilância, autoritarismo e mecanismos de controle social. Questões
relacionadas à privacidade, ao papel das instituições e aos limites do poder
são extremamente atuais e podem enriquecer discussões sobre cidadania e
democracia.
4. Nem Toda História de Amor Acaba em Morte (2025)
Dirigido por Bruno Costa, o filme contribui para debates sobre
diversidade, afetividade e respeito às diferenças, estimulando reflexões sobre
convivência, inclusão e reconhecimento da pluralidade das experiências humanas.
"É uma obra que amplia o olhar dos estudantes sobre empatia, respeito e
direitos individuais, aspectos cada vez mais presentes nas discussões sociais
contemporâneas", explica a professora.
5. Cidade de Deus (2002)
Um clássico do cinema nacional, o filme retrata o crescimento da
violência em uma comunidade do Rio de Janeiro e evidencia os impactos da
exclusão social. A obra permite discutir segurança pública, desigualdade,
ausência do Estado e as consequências das vulnerabilidades sociais, oferecendo
um repertório muito consistente para análises críticas.
6. Central do Brasil (1998)
Dora, uma ex-professora, ganha a vida escrevendo cartas para analfabetos
na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro. Cética e distante, ela vê sua
rotina mudar ao conhecer Josué, um menino que acaba de perder a mãe, e acaba
embarcando com o garoto em uma viagem pelo sertão nordestino em busca do pai
que ele nunca conheceu.
"A obra ressalta a importância da alfabetização, da
solidariedade e da construção de pertencimento, evidenciando o papel dos
vínculos humanos e da educação na transformação das trajetórias
individuais", destaca Virginie.
7. O Auto da Compadecida (2000)
Baseado na obra de Ariano Suassuna e dirigido por Guel Arraes, o filme valoriza a cultura popular brasileira por meio do humor e das tradições nordestinas. "Além de reforçar a importância da identidade cultura.
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