Especialista do Ceunsp orienta cuidados para
reduzir o risco de complicações durante o período
Com
a chegada do outono, é comum observar um aumento nos casos de doenças
respiratórias. De acordo com a professora Daiana Zupirolli, do curso de
Medicina do Centro Universitário do CEUNSP, as mudanças climáticas típicas da
estação impactam diretamente o organismo, especialmente o sistema respiratório.
Durante
o outono, as temperaturas começam a cair, o ar fica mais seco e há uma
tendência maior de permanência em ambientes fechados, o que favorece a
circulação de vírus e bactérias. Esse cenário contribui para o aumento da
transmissão de doenças. Tosse persistente, coriza, crises de asma e até
pneumonias tornam-se mais frequentes nessa época do ano, exigindo maior atenção
com a saúde.
“As
vias aéreas — como nariz, garganta e pulmões — funcionam como uma barreira de
defesa do organismo. Quando o ar está mais seco, essas estruturas ficam
ressecadas, o que facilita a entrada de agentes infecciosos”, explica a
docente.
Além
disso, as mudanças bruscas de temperatura podem interferir no funcionamento do
sistema imunológico, tornando o organismo mais suscetível a infecções ao longo
da estação.
Diante
desse contexto, a vacinação se torna uma das principais estratégias de
prevenção. “A vacina contra a gripe é altamente recomendada nesse período,
especialmente para grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e
pessoas com doenças crônicas”, orienta a docente.
Também
é importante manter atualizadas outras vacinas, como a pneumocócica e os
reforços contra a Covid-19, conforme recomendação médica. Além da imunização,
hábitos simples no dia a dia podem contribuir para a proteção da saúde, como
manter uma boa hidratação, ter uma alimentação equilibrada, dormir bem, evitar
ambientes fechados e mal ventilados e higienizar as mãos com frequência.
Para
a docente, a prática de atividades físicas, a exposição ao sol e o uso de
máscaras em caso de sintomas ajudam a reduzir o risco de transmissão de
doenças, além de fortalecer o organismo. Grupos como idosos, crianças pequenas
e pessoas com doenças crônicas exigem atenção redobrada, já que apresentam
maior risco de complicações.
Entre
os sinais de alerta estão falta de ar, febre persistente, cansaço intenso,
confusão mental ou piora rápida do estado geral. “Esses sintomas indicam a
necessidade de avaliação médica e não devem ser ignorados”, reforça.
Mesmo
com o aumento de casos, especialistas destacam que a prevenção é o principal
caminho para atravessar a estação com mais segurança. O outono não precisa ser
sinônimo de doença, mas sim de cuidado. Com medidas adequadas, é possível
manter a saúde e a qualidade de vida.
Ceunsp
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