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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Dia 11 de abril é o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, segundo o médico Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião, neurocientista e professor livre-docente da USP, a data acende alerta para diagnóstico errado, já que pode ser confundido com uma demência tratável que tem cura.

“Nem todo caso que parece Parkinson é realmente Parkinson. Muitos pacientes que apresentam sintomas como dificuldade para caminhar, incontinência urinária e lapsos de memória podem, na verdade, estar enfrentando um quadro de Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) — uma condição menos conhecida, mas uma das poucas formas de demência com tratamento eficaz disponível”, afirma o médico.

Ele conta que os sinais da HPN são sutis e frequentemente confundidos com envelhecimento natural ou com doenças como o Parkinson. “Por isso, muitas vezes o paciente deixa de receber o tratamento adequado, simplesmente por desconhecimento”, explica o Dr. Fernando Gomes que complementa: “A HPN é uma condição neurológica que ocorre quando há acúmulo de líquido cefalorraquidiano nos ventrículos do cérebro, provocando pressão anormal, mas sem aumento da pressão intracraniana detectável”, diz.

Entre os principais sintomas, o neuro destaca que a dificuldade para andar, com passos curtos e desequilíbrio, incontinência urinária, inicialmente com urgência e depois perda involuntária e perda de memória e outros sintomas cognitivos são os que mais merecem atenção.

Segundo o Dr. Fernando, esses sinais costumam surgir a partir dos 65 anos e são muitas vezes ignorados pela própria família, que atribui ao envelhecimento ou à progressão de doenças neurodegenerativas.

A boa notícia é que a HPN pode ser identificada por exames de imagem como tomografia de crânio e ressonância magnética de encéfalo, que revelam o aumento dos ventrículos cerebrais. Com o diagnóstico correto, o tratamento — geralmente feito com a colocação de uma válvula de derivação para drenar o excesso de líquido — pode reverter significativamente os sintomas.

“Quanto mais cedo o tratamento for iniciado, maiores são as chances de melhorar a qualidade de vida do paciente e retardar a progressão da doença”, reforça o neurocirurgião.
 

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