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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Gastos com viagens corporativas crescem 45% e chegam a R$20 mil por colaborador ao ano

Pesquisa da Vólus realizada com mais de 1.500 empresas indica também gasto médio de R$2.254 por deslocamento profissional


O valor médio gasto em viagens corporativas cresceu 45% em 2025 em relação ao ano anterior, segundo levantamento feito pela Vólus empresa de meios de pagamento especializada em cartões de benefícios, gestão de frotas e despesas corporativas. Os dados mostram ainda que cada colaborador gasta, em média, R$20 mil por ano em deslocamentos a trabalho, com um ticket médio de R$2.254 por viagem.

A pesquisa, que analisou mais de 1.500 empresas, apontou que são realizadas, em média, cinco viagens corporativas por mês. A maior parte do deslocamento é regional, 80% ocorrem dentro do próprio estado, enquanto 18% são viagens nacionais. Apenas 2% do turismo corporativo envolve destinos internacionais.

Para Antonio de Faria, vice-presidente da Vólus, a crescente retomada das agendas presenciais com clientes e parceiros amplia o fluxo de pessoas que viajam a trabalho.

“Depois de um período em que as empresas reduziram drasticamente os deslocamentos, vemos uma retomada das viagens corporativas impulsionada pela maior adesão ao modelo de trabalho híbrido. Muitas organizações voltaram a apostar em encontros presenciais estratégicos, seja para alinhamentos internos ou reuniões com clientes, o que naturalmente aumenta a demanda por deslocamentos a trabalho pontuais com colaboradores que atuam em outros estados, principalmente.”, afirma Antonio.

O aumento dos deslocamentos a trabalho acompanha um movimento observado no mercado de turismo de negócios no país. Segundo levantamento da Associação Latino-Americana de Gestão de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) em parceria com a FecomercioSP, os gastos das empresas com viagens corporativas superaram R$135 bilhões em 2025.

A tendência também é observada no cenário internacional. Pesquisa trimestral da Global Business Travel Association, divulgada em janeiro deste ano, mostra que 59% dos profissionais do setor estão otimistas em relação ao desempenho do mercado de viagens corporativas ao longo do ano.

Os meses de janeiro, julho e dezembro concentram os menores volumes de viagens corporativas. Segundo Antonio, o movimento reflete a redução das agendas de trabalho nesses períodos, tradicionalmente associados às férias e às festas de fim de ano.

“A expectativa é que a demanda por soluções de gestão de despesas continue crescendo nos próximos anos, algo que vai demandar maior habilidade de gestão dos recursos para viagens por parte das empresas. Ao mesmo tempo em que dão apoio aos colaboradores durante os deslocamentos, as empresas conseguem garantir a organização sobre os gastos, evitando desperdícios e facilitando a prestação de contas”, finaliza Antonio. 

 

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