Com o avanço da humanização dos pets e o crescimento acelerado do mercado pet no Brasil, problemas comportamentais têm se tornado cada vez mais comuns dentro dos lares. Ansiedade, destruição de objetos, latidos excessivos e dificuldade de socialização estão entre as principais queixas e não se restringem a um perfil específico de tutor.
À frente do Grupo Comportpet, referência nacional em comportamento animal, o especialista Cleber Santos acompanha de perto essa realidade, inclusive entre tutores famosos. Em sua carteira de clientes estão nomes como Alok, Eliana, Camila Loures, Mari Gonzalez, Bruna Unzueta, Yudi Tamashiro, Simony, Otavio Mesquita, Jonas Sulzbach, Coringa e Richard Rasmussen, além de cantores como: MC Davi, Jottapê e MC Don Juan.
Segundo ele, apesar das diferenças de rotina e estrutura, os erros são praticamente os mesmos.
“Não importa se o tutor é famoso ou não, os comportamentos que geram desequilíbrio são muito parecidos. O que muda é o acesso à informação e a rapidez com que essas pessoas buscam ajuda”, explica.
A partir da experiência com diferentes
perfis de famílias e animais, o especialista listou os erros mais comuns que
impactam diretamente o comportamento dos pets:
1. Falta de rotina estruturada
A ausência de horários definidos para
alimentação, passeios e descanso gera insegurança emocional no animal.
“Previsibilidade é segurança. Quando o pet não entende o que vai acontecer ao
longo do dia, ele entra em estado de alerta e isso se transforma em ansiedade e
comportamentos indesejados”, afirma Cleber.
2. Excesso de humanização sem limites claros
Tratar o pet como humano, ignorando
suas necessidades naturais, pode gerar confusão comportamental. “O carinho é
essencial, mas precisa existir dentro de uma comunicação clara. Sem limites, o
pet não entende o que se espera dele e passa a agir por tentativa e erro”,
explica.
3. Falta de estímulo físico e mental
A energia acumulada é uma das
principais causas de comportamentos destrutivos.
“Muitos cães não têm gasto energético
suficiente. O resultado aparece em forma de móveis destruídos, latidos
excessivos ou agitação constante. O problema, muitas vezes, não é o
comportamento e sim, a rotina”, reforça o especialista.
4. Socialização inadequada ou inexistente
A falta de contato com outros animais e
pessoas pode gerar medo, insegurança e até agressividade.
“O pet precisa aprender a lidar com o
mundo. A socialização bem feita reduz a ansiedade e melhora a qualidade de vida
em todos os ambientes”, comenta.
5. Comunicação inconsistente dentro de casa
Quando cada pessoa da família age de
uma forma, o pet não consegue entender padrões.
“O cachorro aprende por repetição e clareza. Se cada um da casa estabelece uma regra diferente, ele simplesmente não consegue evoluir”, pontua.
Para Cleber, a rotina intensa de muitos tutores ,especialmente influenciadores e artistas, evidencia ainda mais a importância de ambientes estruturados e acompanhamento profissional.
“Hoje, o comportamento precisa ser tratado como saúde. Um pet equilibrado emocionalmente vive melhor, adoece menos e se relaciona de forma mais saudável com a família”, destaca.
Além disso, o especialista reforça que o acesso à informação tem mudado o perfil dos tutores, que estão cada vez mais atentos ao bem-estar dos animais.
“O maior erro ainda é esperar o
problema aparecer para agir. Com orientação correta, é possível prevenir a
maioria dos comportamentos indesejados e construir uma convivência muito mais
leve”, finaliza o especialista.
Comportpet
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