Queda no preço de produtos como o azeite, frutas,
batata, queijo e ovos ajuda a equilibrar o custo de itens tradicionais
consumidos no período
As vendas da Cesta de Páscoa nos supermercados paulistas devem registrar crescimento de 2,7% em 2026, de acordo com projeção do Índice de Preços dos Supermercados (IPS), levantamento realizado pela APAS – Associação Paulista de Supermercados, em parceria com a FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A estimativa considera a melhora do mercado de trabalho e o aumento da renda real da população.
Entre os produtos tradicionalmente consumidos no período, alguns apresentam comportamento de preços mais favorável neste ano. É o caso do azeite de oliva, que acumula queda superior a 22% nos últimos 12 meses. Também apresentam redução as frutas de época (-11,38%), batata (-13,62%), ovos (-12,24%) e queijo muçarela (-8,05%).
Por outro lado, o chocolate teve alta de 20% no mesmo período, movimento que ocorre em meio ao encarecimento do cacau no mercado internacional.
De acordo com o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz, o comportamento da cesta neste ano reflete a combinação de fatores que atuam de forma distinta sobre os preços dos produtos mais consumidos no período.
“Quando analisamos itens fundamentais, como o chocolate, vemos que o aumento vem de toda a cadeia produtiva do cacau. O setor como um todo sofre os impactos das oscilações decorrentes das alterações climáticas e das quebras de safra no cenário internacional”, afirma.
Apesar do avanço do faturamento, o levantamento da APAS projeta alta de 4,7% no preço da cesta de Páscoa em 2026, a segunda menor dos últimos cinco anos.
O
levantamento também demonstra que a projeção de crescimento no faturamento com
a cesta está apoiada no cenário econômico, marcado pela expansão do emprego e
pela melhora da renda real da população. Apesar disto, o setor avalia que
alguns fatores continuam limitando um avanço mais expressivo das vendas, como o
nível elevado da taxa de juros e o endividamento das famílias.
Quaresma
Produtos associados ao período da Quaresma registram leve pressão de preços em função da maior procura. É o caso dos pescados (9,13%), sardinha (5,85%), cação (11,16%), merluza (4,46%), bacalhau (8,58%) e atum em lata (4,27%).
Queiroz explica que a variação é típica da época e segue um padrão cíclico já observado em anos anteriores. "Durante períodos de maior demanda sazonal, como a Quaresma, há uma maior pressão de preços em alguns pescados. Esse movimento segue um padrão histórico e reflete o aumento da procura por esses produtos no período", detalha.
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