Filme da Lilly reúne ciência, histórias reais e especialistas para redefinir o debate sobre uma das doenças mais estigmatizadas do país
Chega às telas o documentário "Obesidade, uma doença crônica", uma produção da Lilly que coloca em primeiro plano as histórias de quem convive diariamente com uma das doenças crônicas mais complexas e mais mal compreendidas do Brasil. A obesidade é um desafio de saúde pública crescente: mais de 60% dos brasileiros vivem com algum grau de excesso de peso, entre sobrepeso e obesidade.¹ Se as tendências atuais se mantiverem, quase metade dos adultos brasileiros (48%) viverá com obesidade até 2044¹.
Para
representar esses pacientes no documentário, conhecemos a história de Thayane
Dornellas, carioca de 28 anos que vive em São Paulo, que compartilha uma
trajetória que é comum a milhões de brasileiros. Colocada na primeira dieta aos
10 anos de idade, ela passou a adolescência inteira tentando emagrecer sem
sucesso, convivendo com julgamentos na escola e até no consultório médico. Só
aos 26 anos, depois de encontrar uma especialista que a tratou de forma
humanizada, ela recebeu diagnóstico e cuidado adequado para lidar com a
dificuldade de perder peso.
"Fiquei
aliviada em saber que não era culpa minha. Primeiro eu chorei muito. Fiquei
devastada porque como pôde eu colocar esse peso em cima de mim por tanto tempo
— e na verdade, nunca foi culpa minha?", conta no filme, que está disponível no YoutTube
da Lilly Brasil.
A ciência que o estigma insiste em ignorar
Além
da especialista em estudos da obesidade Rachel Batterham, Vice-presidente
Sênior de Assuntos Médicos Internacionais (Obesidade) da Lilly, o documentário
também conta com a presença da endocrinologista Dra Cintia Cercato, médica com
ênfase em Endocrinologia e Metabologia, que traz a ciência por trás do ganho do
peso. "A obesidade impacta todos os órgãos e sistemas, do ponto de
vista metabólico, da saúde mental e dos problemas mecânicos decorrentes do
excesso de peso. Quando o médico entender que a obesidade é uma doença
desafiadora para qualquer pessoa, e que precisa ser tratada como tal, com
acompanhamento contínuo e multidisciplinar, medicamentos quando indicados e
mudança de estilo de vida, é quando as coisas vão começar a caminhar para um
lugar melhor. Pessoas com obesidade já foram muito maltratadas pela sociedade.
Nós, como profissionais de saúde, precisamos acolher, escutar e ter
empatia", afirma Cercato no filme.
Esse
estigma visto no consultório também provoca impactos na saúde mental. De acordo
com uma pesquisa global conduzida pela Ipsos em 14 países, 71% das pessoas
vivendo com obesidade no Brasil sentem-se frequentemente ansiosas em relação ao
seu estado de saúde em função do peso², o maior percentual entre todos os
países pesquisados e muito acima da média global de 42%². Ao mesmo tempo, 92%
desses pacientes afirmam que seu peso impactou negativamente sua confiança e
autoestima, ante 85% globalmente².
E
esse peso emocional tem consequências concretas: 42% das pessoas com obesidade
no Brasil relatam evitar aparecer em fotos ou vídeos, também o maior índice
entre os 14 países pesquisados e 43% dizem se sentir frequentemente julgadas
pela aparência².
É
nesse contexto que ganham relevância os avanços recentes no tratamento
farmacológico da obesidade. Hoje, já existem medicamentos aprovados no Brasil
que atuam diretamente nos mecanismos hormonais e metabólicos envolvidos na
regulação do apetite, da saciedade e do gasto energético, indo além das
abordagens tradicionais de dieta e exercício. Para muitos pacientes, essa
evolução representa uma mudança de paradigma: tratar a obesidade com a mesma
seriedade clínica dedicada a outras doenças crônicas, com opções terapêuticas
que oferecem resultados consistentes quando associadas ao acompanhamento médico
e à mudança de estilo de vida.
A
urgência é real, já que a obesidade é um fator de risco para mais de 200
doenças, incluindo diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e alguns tipos de
câncer³ e globalmente, o excesso de peso é responsável por 1,6 milhão de mortes
prematuras por ano, mais do que os óbitos por acidentes de trânsito no mundo⁴. "É
diante desse cenário que "Obesidade, uma doença crônica" se torna
mais do que um documentário: é um convite para que o Brasil encare a doença com
a seriedade que ela merece. Com histórias reais, dados científicos e o olhar de
quem vive a condição todos os dias, a produção da Lilly reafirma seu
compromisso com a saúde das pessoas e com um futuro em que tratar obesidade não
seja motivo de vergonha, mas de cuidado", afirma Felipe Berigo,
Diretor Executivo da Unidade de Cardiometabolismo da Lilly no Brasil.
Referências
¹ World Obesity Federation. Almost half of Brazilian adults will be living
with obesity within 20 years. Junho de 2024. Disponível em:
worldobesity.org.
² Ipsos. Global Perceptions of Obesity Study. Fieldwork realizado entre
dezembro de 2025 e janeiro de 2026. Estudo sindicado conduzido com 14.500
adultos em 14 países, incluindo 1.000 entrevistados no Brasil. A Eli Lilly é a
assinante fundadora. A Ipsos conduziu a pesquisa e a análise de forma independente,
mantendo controle editorial total. Classificação utilizada: obesidade = IMC ≥
30. Os dados não foram ponderados e destinam-se à análise comparativa de
percepções.
³ The Lancet Global Health. Disponível em: sciencedirect.com/science/article/pii/S2214109X2500275X.
⁴ World Obesity Federation. World
Obesity Atlas 2025. Publicado em 4 de março de 2025. Disponível em:
worldobesity.org
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