Entenda o que a genética e a evolução dizem sobre o surgimento (ou não) desses dentes
Você
tem ou já sofreu com dente do siso? Ou faz parte do time que nunca nem viu
sinal deles? Essa dúvida é mais comum do que parece. De acordo com estudos
publicados na Revista de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), cerca
de 20% a 25% das pessoas não desenvolvem um ou mais sisos, reforçando que essa
ausência é uma variação natural e relativamente frequente.
Mas
o que explica essa diferença? Segundo Dr. Paulo Yanase, dentista da Oral Sin,
“os dentes do siso são os últimos a nascer, geralmente na fase adulta, e por
isso dependem de espaço na arcada para aparecer. O problema é que, hoje, a
maioria das pessoas simplesmente não tem mais esse espaço, o que faz com que
eles não nasçam ou nem cheguem a se desenvolver”, explica.
Os
sisos, também chamados de terceiros molares, surgem, na maioria dos casos,
entre os 17 e 25 anos, fase em que a arcada dentária já está completamente
formada. E é aí que começam os problemas. Como são os “últimos da fila”, muitas
vezes não encontram espaço suficiente para nascer corretamente. Quando isso
acontece, podem crescer inclinados, parcialmente ou até ficar totalmente presos
dentro do osso, o que aumenta o risco de dor, inflamação e infecções.
Esse
cenário tem relação direta com a evolução dos hábitos humanos. Com uma
alimentação cada vez mais macia e menos exigente para a mastigação, a mandíbula
foi diminuindo ao longo das gerações, mas o número de dentes nem sempre
acompanhou essa mudança. Por isso, hoje é comum encontrar casos em que o siso
até existe, mas não consegue romper a gengiva ou nasce em posições que
dificultam a higiene, favorecendo o acúmulo de bactérias, cáries e até
problemas nos dentes vizinhos.
“Nem todo siso precisa ser removido, mas quando ele está mal posicionado, causa
dor ou oferece risco para os outros dentes, a extração passa a ser a melhor
solução”, destaca o Dr. Paulo Yanase. “Por outro lado, quem não tem esses
dentes geralmente não sente falta e, na prática, acaba evitando uma série de complicações
bastante comuns no consultório”, finaliza.
Oral
Sin

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