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sábado, 5 de julho de 2025

Transtorno afetivo sazonal: como enfrentar o desânimo e manter o equilíbrio emocional durante o inverno

Especialista explica os impactos do clima no humor, quais os sinais de alerta e como hábitos simples podem ajudar a preservar a saúde mental na estação


Com a chegada dos dias frios, muitas pessoas percebem mudanças no humor, na disposição e até na alimentação. Embora o inverno desperte o desejo de se recolher, aproveitar cobertas e bebidas quentes, ele também pode afetar o equilíbrio emocional de forma significativa e desencadear o chamado Transtorno Afetivo Sazonal (TAS). Cansaço excessivo, desmotivação e tristeza sem causa aparente são sintomas que não devem ser ignorados, especialmente quando começam a interferir na rotina.
 

Segundo a professora Talita Rocha, do curso de Psicologia da Una Uberlândia, a redução da luz solar típica dessa estação altera o funcionamento do organismo. “Durante o inverno, a menor exposição à luz natural afeta a produção de melatonina e serotonina, hormônios que regulam o sono e o humor. Isso pode gerar sensação de desânimo, sonolência constante e até ansiedade”, explica. 

Rocha destaca ainda que o frio costuma reduzir o convívio social e a prática de atividades físicas, fatores importantes para o bem-estar mental. Com isso, aumenta o risco de desenvolvimento do Transtorno Afetivo Sazonal (TAS), uma forma de depressão que se manifesta especialmente no outono e no inverno. Mesmo em regiões com invernos mais amenos, como em boa parte do Brasil, a mudança na rotina e a menor exposição à luz natural podem ser suficientes para desencadear o quadro. 

Entre os sintomas mais comuns do TAS estão apatia, tristeza persistente, alterações no sono e no apetite, irritabilidade e dificuldade de concentração. “É importante observar quando esses sinais deixam de ser passageiros e passam a comprometer o dia a dia, os relacionamentos ou o desempenho no trabalho e nos estudos. Nesses casos, é fundamental procurar apoio profissional”, alerta a psicóloga. 

Para lidar melhor com o frio e preservar a saúde mental, Rocha sugere estratégias práticas: manter uma rotina de sono e alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos, buscar contato com a luz solar - especialmente pela manhã - e reservar momentos para o lazer. Mesmo que a vontade seja ficar em casa, atividades ao ar livre — como passeios em parques e praças — continuam sendo essenciais para o equilíbrio emocional. 

A alimentação também exerce papel importante. “É comum que, no inverno, a gente recorra mais aos alimentos calóricos e açucarados por conforto emocional, mas isso pode provocar variações de humor e até cansaço. O ideal é investir em alimentos ricos em triptofano, como banana, ovos, peixes e castanhas, que favorecem a produção de serotonina e ajudam no bem-estar”, orienta. 

Além da psicoterapia, práticas complementares também podem contribuir, como meditação, yoga, atividades artísticas e técnicas de respiração. Segundo a professora, o mais importante é não minimizar os sinais que o corpo e a mente dão. “Tristeza é uma emoção humana, mas quando se torna constante, intensa e interfere na vida cotidiana, merece cuidado. Procurar ajuda é um ato de coragem e autocuidado”, conclui.

 

Centro Universitário Una


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