Especialista da Fapi alerta para os efeitos do uso excessivo de celulares no desenvolvimento infantil
Com
a chegada das férias escolares e das baixas temperaturas, que limitam as
atividades ao ar livre, o desafio de manter as crianças engajadas em
brincadeiras construtivas torna-se ainda mais urgente diante dos efeitos do uso
excessivo de telas como celulares e tablets.
Marta Mondini, Coordenadora de Pedagogia do Centro Universitário Fapi, alerta para os efeitos negativos da exposição prolongada a dispositivos digitais no desenvolvimento cognitivo, físico e emocional dos pequenos, e reforça a importância de atividades lúdicas alternativas.
“O
uso excessivo de telas pode limitar a exploração prática de objetos, brinquedos
e jogos, reduzir as interações sociais, levando ao isolamento, além do risco de
exposição das crianças a conteúdos inapropriados”, explica Marta. “Além disso,
há sinais físicos como irritação nos olhos, dores cervicais por má postura,
dores de cabeça e baixa qualidade do sono”, complementa.
Brincadeiras criativas
Mesmo com o frio, é possível oferecer uma gama de atividades lúdicas e divertidas dentro de casa, muitas delas com poucos recursos. A chave é a criatividade e o uso de materiais que já se tem à disposição. "É totalmente possível fazer isso gastando pouco, utilizando materiais recicláveis, papel sulfite, lápis de cor, e até mesmo massinha de modelar caseira feita com farinha de trigo e corantes", afirma Marta Mondini.
Para
inspirar as famílias, a docente separou algumas sugestões de brincadeiras que
podem ser adaptadas para diferentes faixas etárias:
Para os menores (até 6 anos):
- Oficinas de massinha de modelar: Estimula a coordenação motora fina
e a criatividade.
- Construção de brinquedos com materiais recicláveis: Caixas de
papelão viram carros, foguetes ou casinhas.
- Oficina de desenhos, recortes e colagem: Desenvolve a expressão
artística e a coordenação.
- Casinha: Brincadeira de faz de conta que estimula a imaginação e a
interação.
- Estátua: Divertida e ajuda no controle corporal.
Para os maiores (a partir de 6 anos):
- Caça ao tesouro: Estimula o raciocínio lógico e a resolução de
problemas.
- Jogos de tabuleiro ou de cartas: Promovem a interação e o
pensamento estratégico.
- Batata quente, Stop, Forca, Telefone sem fio, Dança das cadeiras,
Jogo da mímica, Seu mestre mandou: Clássicos que garantem risadas e
interação social.
- Construção de brinquedos mais elaborados: Com materiais
recicláveis, podem criar labirintos, jogos de arremesso, etc.
- Brincadeiras de acampamento dentro de casa: Com lençóis e
almofadas, criam um ambiente mágico.
Equilíbrio sem culpa: o papel dos pais
Para os pais, o desafio é equilibrar o uso das telas sem gerar culpa ou frustração. A chave está na comunicação e na definição de limites claros. “É necessário estabelecer limites para o uso das telas no cotidiano da criança, explicando os motivos e mostrando como isso beneficia sua saúde física e mental ao favorecer o equilíbrio com o tempo de brincadeira”, ressalta Marta Mondini.
A Sociedade Brasileira de Pediatria oferece diretrizes claras para o tempo de tela recomendado por faixa etária:
- Até 2 anos: Não
usar nenhuma tela.
- 2 a 6 anos: Até
uma hora diária de utilização das telas.
- 6 a 11 anos: Até
2 horas de utilização diária de telas.
- 12 a 18 anos: Até 3 horas de utilização diária de telas.
Ao
oferecer alternativas lúdicas e incentivar a exploração do mundo real, as
famílias contribuem significativamente para o desenvolvimento integral das
crianças, garantindo férias mais saudáveis, criativas e memoráveis.
Centro Universitário Fapi
fapipinhais.edu.br/
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