Não há risco à população e consumo de carne de aves e ovos permanece seguro
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), através da
Defesa Agropecuária, informa que foi constatado novo caso de Influenza Aviária
de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma criação de subsistência, desta vez no
município de Monte Azul Paulista, pertencente à Regional de Barretos. Todas as
medidas sanitárias já foram tomadas pelas autoridades competentes. Não há risco
à população e o consumo de carne de aves e ovos permanece seguro.
O foco positivo, confirmado nesta quarta-feira, dia 23 de julho
pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), envolveu duas galinhas
que viviam em uma propriedade particular. No entorno da propriedade existem
seis estabelecimentos avícolas comerciais os quais já foram fiscalizados por
equipes da Defesa Agropecuária e que constataram a ausência de sinais clínicos.
Além disso, equipes já iniciaram ações de vigilância ativa em
criações de subsistência em um raio de 10 km com o objetivo de encontrar
possíveis sintomatologias compatíveis com IAAP.
Sobre a doença
A Influenza Aviária é uma doença viral causada pelo Vírus de
Influenza Tipo A. Esse vírus é identificado por subtipos, e tem como base as
proteínas de superfície, sendo 16 subtipos de hemaglutininas (H) e 9 subtipos
de neuraminidases (N). De acordo com o índice de patogenicidade, são
classificados como Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) ou Influenza
Aviária de Baixa Patogenicidade (IABP).
São suscetíveis à doença a maioria das aves domésticas e
silvestres, especialmente as aquáticas. É uma zoonose de grande interesse para
a saúde pública e gera grandes impactos econômicos.
A transmissão pode ocorrer por contato direto entre as aves
(secreções nasais, oculares e fezes de aves infectadas) ou por contato indireto
(água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais,
veículos, vestuários, produtos, insetos, roedores e outras pragas, cama,
esterco e carcaças contaminadas).
A maioria das aves silvestres, principalmente as aquáticas, patos
e marrecos são reservatórios da doença, mas disseminam o vírus. O período de
incubação da IAAP depende da dose infectante, via de exposição, espécie afetada
e capacidade de detecção de sinais, podendo variar de algumas horas até 14
dias.
Dentre os sinais clínicos estão: Tremores na cabeça e no corpo,
dificuldade respiratória, coriza nasal e/ ou espirros, falta de resposta à
tentativa de apanha, asas caídas, torção de cabeça e pescoço; incoordenação e
perda de equilíbrio e andar em círculos.
Como medidas de prevenção, a Defesa Agropecuária orienta que as
pessoas evitem manipular aves doentes ou mortas e que acionem a Defesa
Agropecuária imediatamente caso ocorra alguma suspeita da doença ou
identificação de aves mortas.
Granjas Comerciais
Em relação às granjas comerciais, a Defesa Agropecuária ressalta a
necessidade de reforçarem as medidas de biosseguridade em grau MÁXIMO em
unidades produtivas visando a proteção sanitária das aves do plantel comercial
paulista.
Reforçamos a necessidade de verificações diárias da integridade das telas dos aviários (medida não superior a uma polegada – 2,54 cm), evitando assim que aves de vida livre tenham contato com as aves alojadas.
Que no interior dos núcleos não existam árvores frutíferas que possam atrair aves silvestres. Que Mantenham a área interna do núcleo avícola com vegetação baixa e sem acúmulo de água, principalmente em períodos chuvosos, para não atrair aves aquáticas de vida livre, que são os principais disseminadores do vírus da IAAP.
Importante frisar que a Portaria MAPA n°782 de 26/03/2025, proibiu a criação de aves ao ar livre com acesso a piquetes por 180 dias, em estabelecimentos avícolas comerciais registrados com a CDA.
Além da restrição absoluta de visitas de pessoas alheias à
atividade produtiva, principalmente vindas do exterior, visando a preservação
da saúde e bem-estar das aves do plantel.
Plano de Contingência
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que acompanha, em
conjunto com as secretarias de Agricultura e Abastecimento (SAA), e de Meio
Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de SP (Semil), o cenário da
gripe aviária no estado de São Paulo. A Pasta, por meio da Coordenadoria de
Controle de Doenças (CCD), elaborou um Plano de Contingência para coordenar
ações para o enfrentamento em casos de influenza aviária em humanos. O Estado
de São Paulo não registrou, até o momento, nenhum caso da doença em humanos. A
pasta está realizando, também, o monitoramento dos munícipes envolvidos na
notificação do caso.
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