A advogada de imigração Larissa Salvador fala dos perigos de estar irregular e avalia se vale a pena arriscar tudo na hora de conquistar o sonho de morar nos EUA
Em busca de uma vida melhor, milhares de brasileiros tentam entrar
nos Estados Unidos de forma ilegal. Muitos viajam como turistas e permanecem no
país por mais tempo do que o visto permite; outros arriscam suas vidas em
travessias perigosas, muitas vezes sob a promessa de "coiotes" que
garantem levá-los até o outro lado da fronteira. No entanto, o sonho americano
pode rapidamente se tornar um pesadelo devido à rigorosa fiscalização
norte-americana e ao alto risco de serem capturados.
Além das severas punições, como a deportação ou até mesmo o
banimento do país, esses imigrantes enfrentam dificuldades cotidianas. A
advogada especialista em imigração e CEO do escritório Salvador Law, na
Flórida, Larissa Salvador, explica as principais implicações de viver
ilegalmente nos Estados Unidos.
“Além da possibilidade de deportação, existem obstáculos como a falta de acesso a serviços essenciais, como saúde, educação e crédito, e a dificuldade para encontrar empregos — que, em geral, são precários. Existe ainda o risco real de ser banido do país, o que pode ser devastador. É preciso avaliar todos os riscos antes de tomar decisões precipitadas em busca do sonho americano”, alerta Larissa.
Apesar das dificuldades, há caminhos para conquistar a regularização e, consequentemente, o Green Card, o que permite ao imigrante usufruir de todos os benefícios que o país tem a oferecer. Segundo Larissa, são pouquíssimas opções possíveis para a conquista deste documento após a entrada irregular e demandam muita burocracia.
“Um imigrante pode conseguir se legalizar com o auxílio de um parente próximo, como um cônjuge, um filho maior de 21 anos ou até os pais, ou ainda se casar com um cidadão americano. Contudo, há uma série de etapas rigorosas e entrevistas minuciosas para comprovar a legitimidade do vínculo. Não é tão simples como parece quando ouvimos falar a respeito”, ressalta a advogada.
Outra opção é o registro de longa permanência, mas é necessário
que o processo de regularização já tenha se iniciado através de processo
judicial de imigração e, quando acontecer a entrada deste processo, o imigrante
já tenha 10 ou mais anos morando nos Estados Unidos. Este pedido é chamado de
cancelamento de deportação, onde a pessoa precisa provar que tem laços com os
Estados Unidos de diversas formas.
“Essas alternativas são extremamente difíceis e complexas,
demandam o perdão dos EUA, mas podem abrir portas para a legalização. Nem todos
os imigrantes ilegais estão aptos a receber esse perdão. Não é qualquer pessoa
que consegue se regularizar e, por isso, é preciso pensar muito bem antes de
cometer uma loucura e entrar ilegalmente nos EUA”, orienta Larissa.
Por fim, a advogada ressalta a importância de priorizar formas
legais para entrar nos Estados Unidos, passando pelos processos de aplicação,
entrevistas com o consulado e conquista do visto, e sempre contar com o suporte
de um especialista.
“O ideal é entrar legalmente e seguir todos os trâmites de forma
correta, para não correr o risco de passar por constrangimentos. Se houver
dificuldades nesse processo, um advogado especializado em imigração pode
oferecer o suporte necessário, indicando o melhor caminho para alcançar a
regularização. O sonho pode ser desafiador, mas é possível com a orientação
correta e toda a documentação em mãos”, conclui a CEO.
Salvador Law
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