Heróis
do bolso: o novo perfil do profissional do sistema financeiro
Você sabia que o trabalho do
atendente de uma instituição financeira pode mudar o rumo da vida de uma
família inteira? Pois é. Para quem atua no sistema financeiro, cada conversa
com um cooperado ou cliente é mais do que um atendimento - é uma oportunidade
real de influenciar positivamente a vida financeira de alguém. E, em tempos de
instabilidade, desinformação e endividamento crescente, esse papel se torna
ainda mais crucial.
Hoje, mais de 1,1 milhão de
brasileiros atuam nesse setor. E, embora representem apenas 1% da força de
trabalho formal, exercem um papel estratégico no dia a dia de milhões de
pessoas: orientar, apoiar e proteger a saúde financeira dos cidadãos.
Mas como fazer isso com
ética, empatia e sem invadir a liberdade de escolha do outro? É aí que entra um
conceito poderoso: paternalismo libertário. Parece complicado, mas é
simples. Trata-se de ajudar as pessoas a tomarem melhores decisões, sem
obrigá-las a nada. É organizar o atendimento de forma que facilite boas
escolhas, sempre respeitando a autonomia do cliente.
Num país onde 48% das
famílias vivem no limite financeiro e milhões tomam decisões impulsivas com
base no medo, na urgência ou na desinformação, o papel de quem trabalha no
sistema financeiro se torna ainda mais sensível. Não se trata de vender por
vender, mas de evitar que o impulso de hoje se transforme no arrependimento
de amanhã.
Cada atendimento é um
momento educativo. E o profissional consciente sabe que orientar com clareza,
explicar riscos, adaptar a linguagem e respeitar o tempo do cliente vale
mais do que bater qualquer meta.
É preciso entender que o
cliente nem sempre sabe o que está fazendo - e tudo bem. Mas ele precisa
ter alguém que o ajude a refletir, a enxergar opções, a planejar com mais
serenidade. Alguém que não o empurre para decisões mal explicadas, mas que o acolha
com responsabilidade e cuidado.
Esse é o novo perfil do
profissional do sistema financeiro: um educador financeiro da vida real. Alguém
que domina os produtos, sim, mas que também entende de gente, de contexto,
de comportamento.
E isso não é só bonito no discurso
- é necessário na prática. Estudos mostram que colaboradores capacitados, que
atuam com empatia e clareza, melhoram o clima organizacional, reduzem faltas e
aumentam a confiança do público nas instituições.
O futuro da cidadania
financeira passa, sim, por tecnologia, por inovação e por regulamentações
inteligentes. Mas, sobretudo, passa pelo olhar humano e consciente de quem
está do outro lado da mesa ou do smartphone.
Guiar sem controlar. Apoiar
sem forçar. Orientar sem manipular. Essa é a missão de quem cuida do bolso - e
da vida - de milhões de brasileiros.
Diogo Angioleti - especialista em finanças e
comportamento do Sistema Ailos
Influenza Aviária - Defesa Agropecuária atua diante novo
caso da doença em criação doméstica
Não há risco à população e consumo de carne de aves e ovos
permanece seguro
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), através da
Defesa Agropecuária, informa que foi constatado novo caso de Influenza Aviária
de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma criação de subsistência, desta vez no
município de Monte Azul Paulista, pertencente à Regional de Barretos. Todas as
medidas sanitárias já foram tomadas pelas autoridades competentes. Não há risco
à população e o consumo de carne de aves e ovos permanece seguro.
O foco positivo, confirmado nesta quarta-feira, dia 23 de julho
pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA), envolveu duas galinhas
que viviam em uma propriedade particular. No entorno da propriedade existem
seis estabelecimentos avícolas comerciais os quais já foram fiscalizados por
equipes da Defesa Agropecuária e que constataram a ausência de sinais clínicos.
Além disso, equipes já iniciaram ações de vigilância ativa em
criações de subsistência em um raio de 10 km com o objetivo de encontrar
possíveis sintomatologias compatíveis com IAAP.
Sobre a doença
A Influenza Aviária é uma doença viral causada pelo Vírus de
Influenza Tipo A. Esse vírus é identificado por subtipos, e tem como base as
proteínas de superfície, sendo 16 subtipos de hemaglutininas (H) e 9 subtipos
de neuraminidases (N). De acordo com o índice de patogenicidade, são
classificados como Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) ou Influenza
Aviária de Baixa Patogenicidade (IABP).
São suscetíveis à doença a maioria das aves domésticas e
silvestres, especialmente as aquáticas. É uma zoonose de grande interesse para
a saúde pública e gera grandes impactos econômicos.
A transmissão pode ocorrer por contato direto entre as aves
(secreções nasais, oculares e fezes de aves infectadas) ou por contato indireto
(água, alimentos, fômites, trânsito de pessoas, equipamentos, materiais,
veículos, vestuários, produtos, insetos, roedores e outras pragas, cama,
esterco e carcaças contaminadas).
A maioria das aves silvestres, principalmente as aquáticas, patos
e marrecos são reservatórios da doença, mas disseminam o vírus. O período de
incubação da IAAP depende da dose infectante, via de exposição, espécie afetada
e capacidade de detecção de sinais, podendo variar de algumas horas até 14
dias.
Dentre os sinais clínicos estão: Tremores na cabeça e no corpo,
dificuldade respiratória, coriza nasal e/ ou espirros, falta de resposta à
tentativa de apanha, asas caídas, torção de cabeça e pescoço; incoordenação e
perda de equilíbrio e andar em círculos.
Como medidas de prevenção, a Defesa Agropecuária orienta que as
pessoas evitem manipular aves doentes ou mortas e que acionem a Defesa
Agropecuária imediatamente caso ocorra alguma suspeita da doença ou
identificação de aves mortas.
Granjas Comerciais
Em relação às granjas comerciais, a Defesa Agropecuária ressalta a
necessidade de reforçarem as medidas de biosseguridade em grau MÁXIMO em
unidades produtivas visando a proteção sanitária das aves do plantel comercial
paulista.
Reforçamos a necessidade de verificações diárias da integridade
das telas dos aviários (medida não superior a uma polegada – 2,54 cm), evitando
assim que aves de vida livre tenham contato com as aves alojadas.
Que no interior dos núcleos não existam árvores frutíferas que
possam atrair aves silvestres. Que Mantenham a área interna do núcleo avícola
com vegetação baixa e sem acúmulo de água, principalmente em períodos chuvosos,
para não atrair aves aquáticas de vida livre, que são os principais
disseminadores do vírus da IAAP.
Importante frisar que a Portaria MAPA n°782 de 26/03/2025, proibiu
a criação de aves ao ar livre com acesso a piquetes por 180 dias, em
estabelecimentos avícolas comerciais registrados com a CDA.
Além da restrição absoluta de visitas de pessoas alheias à
atividade produtiva, principalmente vindas do exterior, visando a preservação
da saúde e bem-estar das aves do plantel.
Plano de Contingência
A Secretaria de Estado da Saúde (SES) informa que acompanha, em
conjunto com as secretarias de Agricultura e Abastecimento (SAA), e de Meio
Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado de SP (Semil), o cenário da
gripe aviária no estado de São Paulo. A Pasta, por meio da Coordenadoria de
Controle de Doenças (CCD), elaborou um Plano de Contingência para coordenar
ações para o enfrentamento em casos de influenza aviária em humanos. O Estado
de São Paulo não registrou, até o momento, nenhum caso da doença em humanos. A
pasta está realizando, também, o monitoramento dos munícipes envolvidos na
notificação do caso.
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