A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta nesta semana sobre os riscos à saúde causados por alisantes capilares que contém formol. Esses produtos, sem autorização ou perfil de segurança adequado, são amplamente utilizados de forma irregular e podem causar sérios danos à saúde.
O alerta foi publicado
após uma operação de fiscalização da Anvisa que investigou as condições
sanitárias de fabricantes e a regularidade dos produtos no mercado.
No Brasil, o uso de
formol em alisantes é proibido por lei desde 2009, mas, ainda assim, muitos
profissionais e salões continuam utilizando substâncias não autorizadas com promessas
de alisamento imediato e baixo custo.
"Quando se utiliza
um produto com formol, o paciente está sujeito a diversos problemas, como
queimaduras no couro cabeludo, dermatites, oleosidade excessiva, queda contínua
e afinamento capilar. Além de tornar o cabelo mais frágil, o uso frequente
exige retoques constantes, o que agrava ainda mais as alterações dos fios. É um
risco tanto para o cliente quanto para o profissional que manipula esses
produtos", alerta Margaret Siqueira, terapeuta capilar, tricologista e CEO
do Instituto Capilare.
Segundo Margaret, o
setor vive um momento de transição, e os profissionais da beleza precisam se
adaptar, buscar formação e se habilitar para atender à nova demanda por
técnicas de alisamento mais seguras e éticas.
"Quem já atua com
químicas capilares precisa se atualizar. Dentro da Terapia Capilar, podemos
criar planos de tratamento personalizados para cuidar da saúde dos fios durante
a transição de técnicas. Isso traz segurança para o profissional e
tranquilidade para as clientes”, explica Margaret Siqueira.
Além disso, ela destaca
a importância do diálogo entre cliente e profissional sobre os produtos
utilizados. "O consumidor tem o direito de saber qual substância será
aplicada em seus cabelos, principalmente se já usa colorações, descolorações ou
outras químicas. O ideal é que o salão mantenha uma ficha de anamnese completa
para cada cliente”, acrescenta Margaret Siqueira.
O que diz a Anvisa
De acordo com a
Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 409, a Anvisa estabelece regras para
a regularização de produtos cosméticos destinados ao alisamento ou ondulação
dos cabelos. Somente os ativos listados na Instrução Normativa nº 64 são
permitidos. São eles:
- Ácido tioglicólico e seus sais
- Ésteres do ácido tioglicólico
- Hidróxido de sódio ou potássio
- Hidróxido de lítio
- Hidróxido de cálcio
- Sulfitos e bissulfitos
inorgânicos
Produtos que contenham
formol ou ácido glioxílico não constam nesta lista e não devem ser utilizados
com fins alisantes.
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