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segunda-feira, 28 de julho de 2025

Desenvolvimento sustentável: como abordar o tema em sala de aula

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Especialista da Rede Pitágoras, Camila Coutinho, destaca práticas pedagógicas que promovem consciência ambiental desde os primeiros anos escolares  

 

 

Celebrado em 28 de julho, o Dia Mundial de Conservação da Natureza foi instituído pela Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU) com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância da preservação e conservação dos recursos naturais. Abordar essa temática em sala de aula desde os primeiros anos escolares é essencial para formar estudantes conscientes de seu papel como agentes de transformação social e ambiental.  

De acordo com a assessora pedagógica da Rede Pitágoras, Camila Coutinho, falar sobre desenvolvimento sustentável desde os primeiros anos escolares desperta nas crianças a compreensão de que suas escolhas e atitudes impactam diretamente o coletivo. “Trata-se de uma urgência educativa que prepara os alunos para pensar criticamente, agir com responsabilidade e buscar soluções que contribuam para um futuro mais justo e equilibrado”, destaca.  

Ao vivenciarem a temática, os estudantes desenvolvem diversas competências previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), como pensamento crítico, criatividade, empatia, responsabilidade e argumentação. Camila ressalta que, ao adotarem projetos voltados à sustentabilidade, as escolas promovem o exercício da cidadania por meio do olhar investigativo, do diálogo respeitoso e do trabalho colaborativo. Dessa forma, além de competências cognitivas, os alunos cultivam valores fundamentais, como solidariedade, respeito à diversidade, senso de pertencimento, cuidado com o meio ambiente e engajamento social.  

Um exemplo dessa integração é o projeto “Alunos em Rede Kids”, desenvolvido pela Rede Pitágoras. A edição de 2025 tem como tema central “Exploradores do Futuro: criando soluções para um mundo melhor” e envolve os alunos do 5º ano do Ensino Fundamental Anos Iniciais. Camila explica que, por meio de etapas estruturadas, as crianças são estimuladas a mapear problemas locais, relacioná-los aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), propor soluções criativas e apresentá-las em um intercâmbio virtual com estudantes de outras regiões do país.  

Essa abordagem, segundo a especialista, promove o protagonismo infantojuvenil, valoriza a diversidade cultural e regional, e oferece uma experiência concreta de colaboração e inovação voltada ao bem comum.  

“Ao trabalhar o desenvolvimento sustentável de maneira lúdica, investigativa e colaborativa, os estudantes passam a se perceber como parte ativa das transformações que desejam ver no mundo”, afirma.   

Nesse contexto, Camila sugere algumas atividades adotadas pela Rede Pitágoras e que podem ser desenvolvidas nas escolas para explorar a temática: 

1.   Apresentação do projeto e geolocalização da escola, promovendo o sentimento de pertencimento e descoberta;  

2.   Mapeamento de problemas locais que envolvam questões sociais e sustentabilidade; 

3.   Conexão com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), por meio da criação de missões;  

4.   Criação de soluções, que podem ser apresentadas em formato de maquetes, vídeos ou campanhas de conscientização;  

5.   Produção de uma carta digital coletiva, com reflexões e ideias dos alunos;  

6.    Apresentação em um encontro virtual, que fortaleça o diálogo e a escuta ativa entre diferentes realidades. Essas ações integram conhecimentos das áreas de Linguagens, Ciências, Geografia, História e Matemática, tornando o aprendizado significativo e conectado ao mundo real.




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