No dia em que se
celebra o aniversário de São Paulo, o escritor da etnia Munduruku vai narrar
histórias sobre espaços da cidade que remetem aos povos originários;
O evento é gratuito e aberto ao público geral

Daniel Munduruku, escritor e doutor em educação pela USP, vai comandar atividade no Aniversário de São Paulo. Crédito: MCI
Tatuapé,
Anhangabaú, Butantã, Ibirapuera e Pacaembu. Esses famosos endereços da capital
paulista têm um aspecto em comum: todos possuem nomes indígenas. Valendo-se
dessa particularidade, o escritor e ativista indígena Daniel Munduruku trará
sua perspectiva sobre esses e outros espaços da cidade no evento “Mundurukando
em São Paulo”, marcado para ocorrer na quarta-feira (25/01), a partir das 10h,
no Museu das Culturas Indígenas (MCI), instituição da Secretaria de Cultura e
Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari
(Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) em parceria com o
Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.
A proposta
do escritor da etnia Munduruku é aproveitar a celebração do Aniversário de São
Paulo para trazer aos visitantes uma reflexão sobre a influência dos povos
originários na capital paulista a partir de contação de histórias sobre os
endereços da região. A atividade recupera o trabalho realizado para “Crônicas
de São Paulo”, livro de sua autoria, publicado em 2004, no qual narra as
andanças pelos espaços urbanos apontando os termos indígenas que ainda nomeiam
a cidade.
No vídeo
publicado nas redes sociais do Itaú Cultural em 2019, Daniel Munduruku lembra
que o primeiro nome da capital paulista levava nome indígena – São Paulo de
Piratininga – e que atualmente a cidade ainda carrega muitos termos que remetem
aos povos originários que viviam e que ainda vivem na região.
Ele também
revela, no vídeo, um olhar atento sobre o assunto que parece inspirar o
encontro a ser realizado no MCI: “do Anhangabaú, hoje, quando a gente pega o
metrô para o norte, chega em Tucuruvi. Se vamos ao sul, chegamos a Jabaquara.
Entre o Anhangabaú e o Jabaquara, nós encontramos um parque: o Ibirapuera. Indo
pela zona leste, então, passamos pelo Tatuapé até chegar no Itaquera. Se vamos
do Anhangabaú para a zona oeste, vamos encontrar tantos outros nomes indígenas
até chegar na Barra Funda”.
Marcado para
ocorrer das 10h às 12h e das 15h às 17h, “Mundurukando em São Paulo” é gratuito
e destinado a toda a família. Os Mestres de Saberes, educadores do MCI, também
estarão presentes no evento, realizando atividades ligadas à música, pintura
corporal e brincadeiras para crianças e adultos.
Sobre o escritor
Daniel
Munduruku é considerado um dos escritores e ativistas indígenas mais
importantes da atualidade brasileira. Nasceu em Belém (Pará) e tem formação em
filosofia, história e psicologia, com doutorado em educação pela Universidade
de São Paulo (USP).
Com mais de
56 livros publicados, o autor é reconhecido por manter vínculos com a tradição
oral indígena em seus livros. Recebeu prêmios nacionais e internacionais como o
Prêmio Jabuti, o Prêmio da Academia Brasileira de Letras, o Prêmio Erico
Vanucci Mendes (CNPq) e o Tolerância (Unesco).
SERVIÇO
Mundurukando
na Cidade de São Paulo
Data: quarta-feira (25/01)
Hora: às 10h às 12h e das 15h às 17h (horário de
Brasília)
Entrada: gratuita (exclusivamente para a
atividade)
Sobre o MCI
O Museu das
Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria de Cultura e Economia
Criativa do Governo do Estado de São Paulo gerida pela ACAM Portinari
(Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari) – Organização Social
de Cultura – em parceria com o Instituto Maracá, associação sem fins lucrativos
que tem como finalidade a proteção, difusão e valorização do patrimônio
cultural indígena. O MCI apresenta uma proposta inovadora de gestão
compartilhada a ser construída ao longo da experiência, com o fortalecimento do
protagonismo indígena. É em espaço de diálogo intercultural, pluralidade,
encontros entre povos indígenas e não-indígenas, onde a memória da
ancestralidade permitirá aos diversos povos originários compartilharem suas
mensagens, ideias, saberes, conhecimentos, filosofias, músicas, artes e
histórias. Uma conquista dos povos indígenas, ainda em processo de construção,
neste território na cidade, aberto para que o público entre em contato com sua
própria história, e com outras histórias do Brasil.
MUSEU DAS CULTURAS INDÍGENAS (MCI)
Funcionamento: De terça a domingo,
das 9h às 18h; às quintas-feiras até às 20h; fechado às segundas-feiras (exceto
feriados)
Ingressos: R$15,00 (inteiro) e R$7,50
(meia entrada); gratuito às quintas-feiras
Agendamentos: https://bileto.sympla.com.br/event/74784/d/149212.
Local: Museu das Culturas Indígenas (R. Dona
Germaine Burchard, 451 - Água Branca, São Paulo/SP)
Informações: (11) 3873-1541
Site: www.museudasculturasindigenas.org.br
Redes Sociais:
Instagram (instagram.com/museudasculturasindigenas)
Facebook (facebook.com/museudasculturasindigenas)
Twitter (twitter.com/mcindigenas)
YouTube (youtube.com/channel/UCYgc3AXP0-UfQye5pgbVloQ)
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