O plástico filme é extremamente prático e serve como um verdadeiro aliado na rotina dentro do lar, principalmente na cozinha, sendo ideal para embalar alimentos e conservá-los por mais tempo - com o uso de produtos que contém ativo bactericida - além de também ser muito utilizado em embalagens para preservar a qualidade de alimentos frescos nos supermercados.
Além disso, aditivos que inativam o Sars-Cov-2 inseridos ao material permitiram
que diversos objetos e superfícies com as quais as pessoas têm contato diário
em lugares públicos e em suas casas oferecessem uma barreira extra de segurança
contra a doença. Este é o caso do Alpfilm Protect® que já contava com
propriedades antifúngicas e bactericidas graças à presença de micropartículas
de prata e que, com a pandemia, passou por uma série de estudos para adequações
em sua composição com o objetivo de assegurar sua eficácia antiviral, em
especial contra o novo coronavírus.
Com os diversos usos desse material, principalmente neste último ano, é fácil
associá-lo ao montante de outros que contribuem para a poluição do meio
ambiente, entretanto poucos sabem que o plástico filme PVC, como é chamado,
pode ser reciclado em pontos de coleta seletiva e retornar ao dia a dia em
forma de solas de sapato, tapetes, pisos, mangueiras, manoplas e vários outros
produtos.
Com isso, apesar da alternativa viável e positiva de reciclagem, hoje ainda não
é possível que o plástico PVC retorne ao dia a dia em forma de um novo plástico
filme, pois, o produto possui contato direto com alimentos. Isso ocorre porque,
de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), é autorizado
somente o uso de material totalmente novo (também chamado de
"virgem") para confecção de embalagens que terão contato direto com
os alimentos, exceto o polietileno tereftalato, conhecido como PET.
Ainda assim, vale lembrar que os aspectos positivos da reciclagem do plástico
filme vão além da reciclagem única, já que o PVC é um material flexível,
podendo ser reciclado diversas vezes sem nenhum problema, retornando ao dia a
dia.
Principal gargalo
O alto número de indivíduos no mundo nos coloca em situação grave frente aos
recursos naturais e revela um esgotamento próximo nas próximas décadas. Uma das
maiores soluções para o excesso de resíduos gerados por esse alto consumo é a
reciclagem.
Apesar disso, o número de reciclagem do plástico PVC no Brasil ainda é distante
do ideal. Segundo pesquisas encomendadas pelo Instituto do PVC nos últimos
anos, o percentual de reciclagem foi em torno de 18%.
E o problema é bem maior quando analisamos o índice da simples coleta de lixo
no Brasil. Segundo a pesquisa realizada pela Sustentabilidade da Limpeza Urbana
(ISLU), veiculado na Agência Brasil, cerca de 18 milhões de brasileiros não têm
coleta de lixo próximo às suas casas e apenas 3,85% dos resíduos são
reciclados.
Outro problema que impede o maior uso de recicláveis é a tributação às
indústrias que utilizam plásticos pós-consumo, já que seus produtos apresentam
uma carga tributária maior do que aqueles fabricados com matérias-primas
"originais".
O que não faz sentido, no momento em que tais empresas deveriam receber
incentivos por atuar juntamente com propostas sustentáveis.
Tudo isso evidencia que um dos principais gargalos ambientais do Brasil é a
pouca administração dos resíduos, pouco incentivo à reciclagem e má
distribuição de postos de reciclagem e coleta seletiva, estas, ainda em falta
na grande maioria dos municípios do país.
Processo de reciclagem é fundamental
A reciclagem é essencial na diminuição da poluição ambiental, sendo revertida
em diversos outros produtos e voltando para o uso rotineiro.
Contudo, apesar do plástico PVC reciclável não ser utilizado para contato
direto em alimentos, a reciclagem continua sendo fundamental e, acompanhada do
uso consciente dos recursos e sem exageros, é uma das melhores soluções para
diminuir os danos ambientais, que, infelizmente, tiveram um salto devastador no
último século.
Alessandra Zambaldi - diretora de
Comércio Exterior na Alpfilm
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